Organização, Sistemas e Métodos: Conceitos e Importância
Organização, Sistemas e Métodos: Conceitos e Importância
Métodos
Introdução
“Conjunto de procedimentos
ordenados e lógicos para obter-se a
melhor performance operacional”
–3–
Definição
“Função mista de Organização e Planejamento,
desenvolvendo-se na construção da estrutura de
recursos e de operações de uma instituição, assim
como na determinação de seus planos,
principalmente na definição dos procedimentos,
rotinas e dos métodos.”
(ROCHA, Luiz Oswaldo Leal da. Organização e Métodos. São Paulo: Atlas, 1998)
Introdução a OSM –4–
Definição
• 1985 a 1997
– Crise da O&M.
Motivos:
– Mudanças no modelo de gestão;
– Desenvolvimento da tecnologia de informação;
– Absorção por parte de outras áreas, de funções
de O&M; e
– Auto deterioração da O&M tradicional.
–7–
OSM – Importância
–8–
Fatores Críticos Organizacionais:
Globalização e Competitividade;
Problemas Organizacionais;
Interesses Organizacionais versus
Interesses Individuais;
Evolução das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC’S)
Bem Estar Corporativo versus Bem
Estar Individual.
–9–
Determinantes do OSM:
Crescimento e complexidade
organizacional;
Problemas estruturais de difícil solução;
Defasagem de técnicas e processos; e
Produtividade (Eficiência e Eficácia):
Rendimento humano (Físico e
Intelectual); e
Satisfação e motivação pessoal
– 10 –
Conceitos Básicos - OSM
Organização e Métodos ou O&M (1955)
– Organização: Atividade que estrutura
harmoniosamente os recursos organizacionais,
promovendo atuação sistêmica eficiente e
eficaz.
– Método: Economia de esforços, tempo e
movimentos por meio da simplificação do
trabalho, resultando aumento de
produtividade e diminuição de despesas.
– 11 –
Evolução da OSM
Antes:
- Racionalização e estruturação.
Anos 70 (O&M):
- Enfoque comportamental, tecnológico e
estratégico.
Anos 90 (OSM):
- Mudanças organizacionais complexas,
organização voltada à aprendizagem.
– 12 –
Objetivos da OSM
Eficiência e eficácia da estrutura organizacional,
buscando a redução de tempo, esforços e custos.
Aplicação:
Planejamento e controle;
Métodos, processos e sistemas;
Fluxo, rotinas e procedimentos;
Estudos de arranjos físicos;
Informatização;
Estudo de tempos e movimentos;
Reengenharia;
Programas de qualidade;
Hierarquia e poder decisório (organogramas);
Elaboração de relatórios; e
Divisão e distribuição de –trabalho.
13 –
Funções da OSM
1. Identificar problemas organizacionais;
2. Analisar e ordenar ideias;
3. Estabelecer planos/planejamentos;
4. Vender a ideia aos demais, por meio de dados concretos;
5. Motivar as pessoas;
6. Implantar e acompanhar;
7. Avaliar e ajustar; e
8. Obter e sintetizar as informações.
– 14 –
Atribuições da OSM
Atividades desenvolvidas individualmente, em grupos e
inter-grupos
Desenvolvimento organizacional:
Estruturas organizacionais;
Instrumentos para racionalização;
Estudo e análise de alternativas;
Instrumentos de controle;
Qualidade; e
Reengenharia.
– 15 –
Fases da OSM
Determinação dos objetivos e abrangência do trabalho;
– 16 –
1. Levantamento
Identificação do(s) problema(s);
Pesquisa da(s) causa(s);
Variável(is) determinante(s); e
Levantamento:
Pesquisa bibliográfica;
Elaboração de instrumentos de coleta de dados
(questionário, entrevista, observação);
Coleta de dados propriamente dita; e
Análise e interpretação dos dados coletados.
– 17 –
2. Análise dos Dados
*Problemas e falhas detectados em relação a(s):
Políticas e diretrizes organizacionais;
Organização (função, responsabilidade, autoridade,
atribuições e competências);
Pessoal (motivação, treinamento, flexibilidade as
mudanças);
Sistema de informação e comunicação;
Arranjos físicos;
Sistema de controle;
Fluxo de operações; e
Distribuição do trabalho.
– 18 –
2. Análise dos Dados
Relacionar irregularidades cuja eliminação é necessária;
– 19 –
3. Execução/Implantação
Necessidades x recursos;
Seleção de prioridades;
Viabilidade das propostas;
Prazo para execução das propostas;
Acesso aos recursos humanos, técnicos, financeiros e materiais
(custos);
Anteprojeto de reorganização; e
Executivo máximo ou órgão para exame e deliberação.
– 20 –
3. Execução/Implantação
Participação dos usuários;
Treinamento e aprendizagem;
Estabelecimento de prioridades;
Implantação propriamente dita; e
Acompanhamento e ajustes.
– 21 –
4. Avaliação e Controle
Verificação periódica;
Retroalimentação / Reavaliação;
Correção; e
Otimização do sistema.
– 22 –
Passos para Aplicar OSM
1. Levantamento:
a. Contatos preliminares;
b. Entrevistas; e
c. Desenvolvimento.
2. Análise:
a. Análise do levantamento; e
b. Conclusões do levantamento.
3. Execução:
a. Correção; e
b. Conclusão.
4. Implantação:
a. Propostas;
b. Manutenção; e
c. Acompanhamento.
5. Avaliação e Controle dos Resultados:
a. Verificação periódica;
b. Correção; e
c. Otimização do sistema.
– 23 –
Funções de OSM
• Introduzir métodos de trabalho mais eficazes:
– Bom nível de produtividade;
– Minimização de ociosidade; e
– Ao menor custo possível.
• Eficiência versus Eficácia
• Proporcionar melhores resultados com:
– Pessoal;
– Material;
– Espaço físico; e
– Tempo.
Introdução a OSM – 24 –
Funções de OSM
• Pessoal:
– Racionalização na distribuição de tarefas;
– Ferramentas mais adequadas; e
– Eliminação de atividades desnecessárias.
• Material:
– Padronização de documentos; e
– Evitar desperdício (formulário e cópias).
• Espaço:
– Melhor distribuição do espaço.
• Tempo:
– Evitar desperdício de tempo e re-trabalho.
Introdução a OSM – 25 –
Aplicações de OSM
• Estrutura organizacional:
– Descrever o objetivo e as funções de cada uma das unidades
empresariais;
– Projetar a criação, união ou eliminação de unidades, e
acompanhar a execução; e
– Elaborar e divulgar as normas, regulamentos e manuais
necessários.
• Desenvolvimento organizacional:
– Estudar e definir os ciclos organizacionais;
– Analisar ações alternativas visando a maturidade;
– Avaliar os impactos decorrentes de ações; e
– Estruturar o treinamento, adequando-o às necessidades.
Introdução a OSM – 26 –
Aplicações de OSM
• Racionalização do trabalho:
– Definir a movimentação de documentos;
– Definir o fluxo das decisões nos sistemas;
– Estudar os sistemas e rotinas administrativas;
– Melhorar os métodos de trabalho através da análise e
criação de formas alternativas;
– Definir os formulários e demais instrumentos que
acompanham as soluções adotadas;
– Pesquisar evoluções tecnológicas que possam ser
utilizadas pela empresa em suas áreas; e
– Desenvolver internamente novas soluções tecnológicas.
Introdução a OSM – 27 –
Profissional de OSM
Introdução a OSM – 28 –
OSM – Profissionais de OSM
• Analista de negócios – preocupa-se com o “que
fazer”
– Analisa tendências;
– Busca oportunidades de negócios;
– Cria produtos e serviços; e
– Recria produtos e serviços.
• Foco em produtos que possam agregar valor ao
negócio
– 29 –
OSM – Profissionais de OSM
• Analista de processos – preocupa-se com
o “como fazer”.
– Criação, implantação e melhoria do processo
que suporta o negócio.
– 30 –
OSM – Profissionais de OSM
• Analista de sistemas –
preocupa-se em
“automatizar o
processo”
– Define os sistemas de
acordo com as
necessidades do usuário.
• Foco em redução de
etapas do processo, para
reduzir custos.
– 31 –
Sobre Sistemas :
• Mede-se o desempenho dos sistemas através
dos resultados, torna-se portanto fundamental
definir o objetivo da organização, obter a
sinergia do sistema e entender que todas as
áreas são inter-relacionadas.
• O sistema não dispõe poderes para mudar as
pessoas, mas a administração de RH é
detentora da possibilidade de criar meios para
que as pessoas se transformem.
– 32 –
• A interdependência que resultou na
especialização OSM decorreu da
circunstância de que a Organização procura
estruturar e criar sistemas para chegar a
eficácia , ao passo que o estudo dos métodos
busca simplificar o trabalho mediante o
emprego da racionalização, para aumentar a
produtividade e como conseqüência diminuir
custos.
– 33 –
• OSM está ligada entre outras, a seguintes
especializações:
– RH;
– Materiais;
--Finanças;
– Mercadologia;
– Produção;
– Análise de sistemas; e
– Manutenção.
– 34 –
– Antiguidade;
– Império romano;
– Revolução industrial; e
– 2ª guerra mundial (após).
Atentaram para a importância das
atividades – meios para alcançar as
atividades – fins.
– 35 –
A organização tem Vários Sentidos:
– Eficiência;
– Eficácia;
– Sistema administrativo; e
– Estrutura de autoridade.
– 36 –
Definição Clássica de Organização:
– 37 –
A ORGANIZAÇÃO é ....
– 38 –
ORGANIZAÇÃO
– 39 –
Desafios Organizacionais:
• Subdivisão da empresa em setores de
atividade (definição das tarefas e funções);
• Determinação das relações entre os vários
setores e os vários órgãos (criação de uma
adequada estrutura);
• Determinação dos limites de conveniência
entre os quais o de delegar autoridade aos
vários níveis da empresa (problemas de
esfera de controle).
– 40 –
DINÂMICA DA ORGANIZAÇÃO
• A organização deve ser dinâmica para acompanhar
a contínua evolução. Deve estar adaptada para
atingir seus objetivos e ao aperfeiçoamento de sua
estrutura, inclusive com o enxugamento da
máquina administrativa, ou mudanças em seus
manuais.
– 41 –
OBJETIVOS DA ORGANIZAÇÃO
a) Objetivos Sociais:
– É a procura da melhoria das condições de
trabalho, permitindo produzir mais e melhor para
que a abundância de recursos, possibilite diminuir
o número de horas de trabalho e aumentar o
padrão de vida.
– 42 –
b) Objetivos Técnicos :
• Estabelecer as bases para obter-se o rendimento
ótimo:
– É o resultado operacional que reflete o máximo de
eficiência com o mínimo de dispêndio.
• Proporcionar melhor rentabilidade:
– Retribuir o capital investido com máximo lucro e mínimo
risco de forma contínua e segura.
• Formar o embasamento para a administração:
– Significa ter uma visão global e, através dela estabelecer
prioridades no processo de administrar.
– 43 –
• Principio de Coordenação:
• As condições para a realização do principio de
coordenação são:
• Outorga da autoridade necessária para a
coordenação (com responsabilidade);
• Definição dos objetivos;
• Competência (teoria e prática) boa e sólidas das
atividades a coordenar; e
• Existência de uma comunhão e de uma
reciprocidade de interesses.
– 44 –
Níveis Hierárquicos na Empresa :
no l o gi a s
c
Novas te Apoio à
incertezas /
vantagem
análises e
competitiva
previsões ->
– Nível
estratégico
Apoio à tomada de
resultados -> decisão gerencial –
Nível Tático
Nível do Conhecimento
Apoio às operações –
certezas -> Nível Operacional
– 45 –
REPRESENTAÇÃO DAS
ORGANIZAÇÃO
• Existe dois sistemas na representação das
organizações:
• Gráfico: Organograma.
• Descritivo: Manuais.
– Os dois sistemas fornecem a empresa um
quadro estático que se referem a um momento
particular da vida da empresa, sendo que o
organograma representa à distribuição de
funções dentro da empresa e das relações entre
os vários órgãos.
– 46 –
ORGANOGRAMA
É a representação gráfica simplificada da
estrutura organizacional de uma instituição,
especificando os seus órgãos, seus níveis
hierárquicos e as principais relações formais
entre eles.
– 47 –
Organogramas
•Sob o prisma da Qualidade Total, o organograma continua
sendo um instrumento gráfico que representa a estrutura
organizacional da empresa.
– 49 –
EXEMPLO DE UM ORGANOGRAMA
TÍPICO
GERÊNCIA GERAL
Assessoria
Jurídica Auditoria
VANTAGENS:
Os organogramas facilitam:
– 51 –
ORGANOGRAMAS
DESVANTAGENS:
Os organogramas facilitam:
– 52 –
O QUE OS ORGANOGRAMAS INDICAM
– 53 –
O QUE O ORGANOGRAMA PERMITE ANALISAR
DEFICIÊNCIAS DA ESTRUTURA:
– 54 –
O QUE OS ORGANOGRAMAS NÃO INDICAM
A organização informal.
– 55 –
Organograma Resumido do Serviço de Biblioteca e
Informação:
Informação
– 56 –
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Organograma Hierárquico
Segue as linhas de comando estabelecidas pela própria
estrutura hierárquica da organização
Presidência
Divisão de
Controladoria
Divisão de
Estratégia
Divisão de
Avaliação
c2007, Valentim
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Organograma Funcional
Correspondente à autoridade estabelecida pela função exercida
pelas unidades de trabalho
Presidência
Regional Norte
Setor de Caixa
Setor de Vendas
c2007, Valentim
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Organograma Matricial
Presidência
Gestão integrada de
todas as atividades
da organização
c2007, Valentim
ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Quadro de Distribuição de Trabalho
– 65 –
Estrutura Formal
• Representada formalmente pelo organograma;
• Planejada;
• “Oficial”;
• Fluxo de autoridade descendente;
• Mais estável;
• Sujeita ao controle da direção; e
• Pode crescer a um tamanho imenso, dependendo da
organização.
– 66 –
Estruturas Informais
• Não estabelecidas ou requeridas pela estrutura formal;
• Rede de relações sociais e pessoais (interação)
– Relações que não aparecem no organograma;
• “Não-oficiais”;
• Empecilhos às ordens formais;
• Não podem ser extintas;
• Instáveis;
• Menos sujeitas ao controle da direção;
• Tendem a ser pequenas (grande número); e
• Existem em todos os níveis
– Inclusive parcialmente externa à organização.
– 67 –
Estruturas Informais
• Autoridade vem daqueles que são objeto de seu controle
– Fluxo ascendente ou horizontal; e
– Mais privilégio que direito.
• Há geralmente um líder primário.
• Razões para surgimento de líderes informais:
– Antiguidade;
– Competência técnica;
– Personalidade carismática; e
– Localização e liberdade no trabalho.
• Berçários para líderes formais:
– Nem todo líder informal é um bom líder formal.
– 68 –
Estruturas Informais
• Objetivam satisfazer os desejos do grupo:
– Perpetuação da cultura do grupo;
– Desenvolvimento de canais de comunicação; e
– Controle social:
• Comportamento influenciado e regulado; e
• Controle interno e externo (p.ex. manifestações e greves).
• Nem sempre são forças negativas:
– Cabe aos gerentes integrarem a estrutura formal com as estruturas informais
existentes; e
– Podem ser mantidas como estruturas secundárias
• Devem ser usadas com cautela, podem não manter o grupo na direção dos
objetivos formais.
– 69 –
Estruturas Informais
• Vantagens:
– Maior rapidez no processo decisório;
– Complementam a estrutura formal;
– Reduzem distorções existentes na estrutura formal;
– Reduzem a carga de comunicação das chefias; e
– Motivam e integram as pessoas da empresa.
• Desvantagens:
– Provocam desconhecimento da realidade empresarial pelas chefias;
– Dificuldade de controle; e
– Possibilidade de atritos entre as pessoas.
– 70 –
Estruturas Informais
• Fatores condicionantes ao aparecimento:
– Os interesses comuns entre grupos de funcionários;
– Interação provocada pela estrutura formal;
– Defeitos na estrutura formal;
– Disputa pelo poder;
– Flutuação (turn-over) de pessoal na empresa; e
– Períodos de lazer.
• Recomendações:
– Coincidir os objetivos da empresa com os dos indivíduos
– Aprimorar a habilidade em lidar com as estruturas informais.
• “O bom gerente sabe utilizar as estruturas informais”.
– 71 –
Estruturas Formais
Tipos de Estruturas
– 72 –
Estrutura Linear
• Mais antiga – aspecto piramidal;
• Princípio da Unidade de Comando;
• Linhas formais de comunicação;
• Centralização das decisões.
Vantagens:
– Definição clara de autoridade e responsabilidade;
– Estrutura simples e de fácil compreensão.
Desvantagens:
– Centralização excessiva – Chefes generalistas demais;
– Pode tornar-se autocrática (inflexível);
– Comunicações indiretas e demoradas, sujeitas a interferências;
– Tende a atrapalhar o crescimento da organização.
– 73 –
ESTRUTURA LINEAR
PRESIDÊNCIA
VICE-PRESIDÊNCIA
DIRETORIA
DEPARTAMENTO DEPARTAMENTO
SETOR1 SETOR2
SEÇÃO SEÇÃO
– 74 –
Características da Estrutura
Linear:
• Tipo pirâmide
– Pode ser representada por uma pirâmide que demonstra
de modo claro à unidade de comando;
– É baseado na hierarquia militar, um só comando;
– Grande tendência à burocracia;
– Se (setor 1) desejar contatar com (setor 2), deverá pedir
permissão ao (B); e
– Os sistemas operam de maneira independente e os
elementos do mesmo nível não se comunicam
diretamente, a não ser quando existe uma coordenação
que realiza as comunicações horizontais dentro de um
determinado nível hierárquico.
– 75 –
Sistema Antigo
• É baseado na organização dos antigos
exércitos, estruturados em torno de Chefes
excepcionais;
• A grande autoridade supre a falta de
organização; e
• Autoridade é mantida em linha reta, partindo
do mais elevado nível hierárquico até atingir
os agentes localizados no plano inferior como
ainda hoje é usado nos exércitos modernos.
– 76 –
Autoridade Máxima
• O mecanismo da organização repousa na
autoridade e energia de um único chefe.
– Vantagens:
• Disciplina rígida;
• Precisão de jurisdição (interesse entre as partes);
• Limitação de responsabilidade;
• Facilidade de funcionamento de comando; e
• Maior economia para empresa de pequeno porte.
– 77 –
Autoridade Máxima
• Desvantagens:
– Exige chefes excepcionais;
– Sobrecarrega a direção;
– Não favorece o espírito de cooperação;
– Dificuldade em formar chefes com visão global; e
– Favorece o aumento da burocracia.
– 78 –
Estrutura Funcional
• Oposta a estrutura linear; e
• Autoridade funcional dividida.
Vantagens:
– Especialização das chefias;
– Comunicações diretas, rápidas e sem interferências;
– Descentralização nas decisões.
Desvantagens:
– Submissão a autoridades diferentes (às vezes contraditórias);
– Chefes tendem a pensar apenas na sua área de atuação, perdem a
visão do todo; e
– Pode gerar conflitos na organização.
– 79 –
ESTRUTURA FUNCIONAL
• A estrutura funcional resultou do trabalho
critico feito por Taylor a estrutura linear. Ele
partiu do raciocínio de que o operário devia
ser sempre assistido por agentes
especializados; dividiu o processo da
produção em dois níveis distintos :
– Estudos ou Planos (agentes proprietários); e
– Execução (agentes executores, operários).
– 80 –
Características da Estrutura
Funcional:
– 81 –
Características da Estrutura Funcional:
• Vantagens:
– Promove o aperfeiçoamento e a especialização;
– Não necessita de elementos humanos
excepcional;
– Diminui a projeção individual;
– Promove a cooperação e o trabalho de equipe;
– Maior economia para as grandes empresas.
– 82 –
Características da Estrutura Funcional:
• Desvantagens:
– Resistência dos subalternos à cooperação (pois a
política sai das divisões, ou seja, de cima para
baixo);
– Difícil aplicação, requerendo grande habilidade
por parte da gerência;
– Dificuldade para apurar responsabilidades;
– Custo inicial mais elevado; e
– Apresenta tendência para diminuir a rapidez da
ação (comunicação).
– 83 –
ESTRUTURA FUNCIONAL
DIRETORIA
RECURSOS FINANCEIRO
HUMANOS
PROJETOS
– 84 –
Estrutura Linha e Assessoria (staff)
• Mais complexa, combina as duas anteriores;
• Autoridade de linha
– Hierárquica e absoluta, transmite ordens e espera obediência;
• Autoridade de staff
– Relativa, transmite aconselhamentos e pareceres técnicos;
• Apresenta muitas características das duas formas
anteriores;
• Permite descentralização nas decisões que dizem respeito
a aspectos técnicos; e
• Bastante utilizada atualmente.
– 85 –
ESTRUTURA LINHA – STAFF
(MISTA )
• Essa estrutura segue as características
básicas da estrutura linear, diferenciando-se
da linear basicamente pela existência de
STAFF, a qual será acionada pelos diretores e
chefes sempre que forem necessária a
formulação de deliberações e as
determinações de serviços para que
expressem a sua opinião.
– 86 –
Características:
• Essa estrutura permite o emprego de
diretores e chefes menos qualificados,
considerando que há aconselhamento
especializado (através do STAFF);
• O assessor técnico deve ser completamente
independente para expressar suas opiniões
sem pressões; e
• Essa estrutura é usada nas empresas de
médio e grande porte pela necessidade de
atualização permanente.
– 87 –
Vantagens:
– 88 –
Desvantagens:
– 89 –
ESTRUTURA LINHA – STAFF
(MISTA )
PRESIDÊNCIA
PRESIDÊNCIA
ASSESSORIA DE
ASSESSORIA DE
PLANEJAMENTO
PLANEJAMENTO
DIRETORIA
DIRETORIA
DIRETORIA
DIRETORIA DIRETORIA
DIRETORIA ADMINISTRATIVA/
ADMINISTRATIVA/
INDUSTRIAL
INDUSTRIAL COMERCIAL
COMERCIAL FINANCEIRA
FINANCEIRA
ASSESSORIA DE
ASSESSORIA DE
ORGANIZAÇÃO,
ORGANIZAÇÃO,
SISTEMAS &&MÉTODOS
SISTEMAS MÉTODOS
GERÊNCIA
GERÊNCIA GERÊNCIA
GERÊNCIA
ADMINISTRATIVA
ADMINISTRATIVA FINANCEIRA
FINANCEIRA
– 90 –
ESTRUTURA COMISSIONAL
• Essa estrutura é usada nas empresas de
grande porte e caracteriza-se pelo não uso de
uma única chefia.
• Tendo em seu lugar uma chefia coligada que
divide as responsabilidades e tem como
atribuição principal decisões de grande porte.
• É Usada para grandes empresas e
conglomerados.
Denominações: junta, comissão, conselho. (Cury, 2000)
– 91 –
Vantagens:
– 92 –
Desvantagens:
• Responsabilidade fracionada;
• Decisões mais lentas;
• Retira do comando a iniciativa de decisão; e
• Necessita de presidente excepcional.
– 93 –
ESTRUTURA COM BASE EM PROJETO
DIREÇÃO
D
C
DEPARTAMENTOS OUTROS
GERENTE DE
FUNCIONAIS PROJETOS
PROJETO - A
NORMAIS B
– 94 –
ESTRUTURA COM BASE EM PROJETO
– 96 –
VANTAGENS:
• Unidade de direção, voltada para o objetivo
único, que é o desenvolvimento do projeto.
• Desenvolvimento do espírito de corporação,
através da identificação com o projeto.
• Comunicação informal, como uma fonte
importante de integração.
• Gerente controla todos os recursos de que
necessita para desenvolver o seu projeto.
– 97 –
DESVANTAGENS:
• Não é bem aceita pela organização permanente,
devido, ao seu caráter temporário.
• Os meios são duplicados, porque para cada projeto
existe uma subestrutura funcional.
• Os recursos, consequentemente, são utilizados sem
eficácia.
• Insegurança no emprego, quando do término do
projeto, de caráter temporário.
• Ao se afastar para o projeto, às vezes, o profissional
pode perder o seu lugar na estrutura permanente.
– 98 –
ESTRUTURA MATRICIAL
– 99 –
ESTRUTURA MATRICIAL
PRESIDENTE
PROJETO
“A” . . . .
PROJETO
“B” . . . .
PROJETO
“C” . . . .
PROJETO
“D” . . . .
– 100 –
VANTAGENS:
• Equilíbrio de objetivos, pela atenção dispensada
tanto às áreas funcionais quanto às coordenações
dos projetos.
• Grande flexibilidade para enfrentar ambientes
organizacionais de alta complexidade, envolvendo
riscos, incertezas, ambiguidades, conflitos etc.
• Visão dos objetivos dos projetos através das
coordenações dos projetos.
• Desenvolvimento de um forte e coeso trabalho de
equipe e de equipes que se identifiquem com as
metas dos projetos.
– 101 –
DESVANTAGENS:
• Sub-utilização de recursos, com o objetivo de se
obter a cobertura completa de projetos, gerando
insucesso na obtenção de certas economias de
escala.
• Insucesso na obtenção de coordenação de funções
no estabelecimento de padrões de eficiência e de
uniformidade de prática entre os especialistas que
não são mais controlados por um chefe único.
• Insegurança entre os membros do projeto, porque
suas equipes são dispersadas após o término de um
projeto.
– 102 –
DESVANTAGENS:
• Um indivíduo de posição intermediária trabalha para
dois chefes, verticalmente prestando contas ao
chefe de seu departamento funcional e,
horizontalmente, reportando-se ao coordenador de
projeto; portanto, numa situação de conflito, ele
pode ficar “prensado” no meio dos dois, o que é
incômodo.
• Muitas vezes, o gerente de projeto entende que tem
pouca autoridade quanto aos departamentos
funcionais, enquanto os chefes destes
departamentos julgam que o coordenador de projeto
está interferindo no seu território.
– 103 –