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O documento descreve os principais aspectos do inquérito policial no Brasil, incluindo competência, prazos, procedimentos e atos durante o desenvolvimento de um inquérito, indiciamento e desindiciamento.

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Inquérito

Policial
Prof. Márcio Morais
Sumário de Aula
I n q u é r i t o Policial
- PERSECUÇÃO PENAL;
- INQUÉRITO POLICIAL;

- COMPETÊNCIA (ATRIBUIÇÃO);

- PRAZOS;

- CONTAGEM DE PRAZO;

- “NOTITIA CRIMINIS”;

- PROCEDIMENTO E ATOS
DESENVOLVIMENTO;

- INDICIAMENTO;
I n q u é r i t o Policial
- DESINDICIAMENTO;
- VEDAÇÕES AO INDICIAMENTO;

- ARQUIVAMENTO;

- PROCEDIMENTO DE ARQUIVAMENTO;

- DESARQUIVAMENTO

- ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL;

- CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA.


PERSECUÇÃO PENAL

Exercida pela polícia e pelo MP, em dois instantes diversos, chamando-se


a primeira etapa de inquérito policial.
IN QUÉRITO POLICIAL

- Procedimento preparatório da ação penal, de caráter administrativo, conduzido


pela polícia judiciária e voltado à colheita preliminar de elementos de informação
para apurar a prática de uma infração penal e sua autoria, a fim de que o titular
da ação possa ingressar em juízo.

- O titular da ação penal pode ser o Ministério Público ou o particular.


a) Discricionário – o I.P não possui uma ritualística rígida e engessada;
 EXCEÇÃO: a autoridade policial não pode indeferir a realização do exame do corpo de delito,
nas infrações que deixar vestígios (art. 184, CPP).
b) Escrito – o I.P deve ser escrito (art. 9º, CPP);
 OBS.: nada impede que outras formas de documentação sejam utilizadas, conferindo maior fidelidade ao
ato (art. 405, §1º, CPP).
b) Sigiloso – o I.P não comporta publicidade (art. 20, CPP);
 Sigilo ou Segredo externo – evita a divulgação de informações ao público em geral por meio da mídia;
 Sigilo ou segredo interno – restringe o acesso aos autos pelo advogado e indiciado, enquanto
não documentadas as diligências.
c) Oficial – é presidido pela autoridade pública;
d) Oficioso –
 Ação Penal Pública Incondicionada – a autoridade policial deve atuar de ofício (art. 5º, I, CPP);
 Ação Penal Pública Condicionada a Representação/Ação Penal Privada – a autoridade policial
depende da representação (delatio criminis postulatória)/autorização da vítima para atuar.
 Havendo delação anônima em crime de ação penal privada, não poderá a autoridade policial iniciar o
inquérito sem prévia autorização da vítima e a instauração não interrompe o prazo decadencial.
a) Indisponível – uma vez iniciado o inquérito, o delegado de polícia não pode dele
dispor. Ou seja, não cabe o arquivamento (art. 17, CPP);
b) Inquisitivo – não há oportunidade para o exercício do contraditório ou da ampla
defesa.
c) Autoritário – o delegado de polícia é presidente do inquérito policial. Princípio
do delegado natural.
d) Dispensável – o inquérito não é imprescindível para a propositura da ação penal.
Valor Probatório (art. 155, CPP) – O inquérito tem valor probatório relativo.
Informativo. Necessita de confirmação por outros elementos colhidos durante a
instrução.
“Art. 155. O juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em
contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos
elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não
repetíveis e antecipadas”.

 Vícios – os vícios ocorridos no inquérito não atingem a ação penal, desde que a
própria prova não tenha sido produzida ilicitamente.
DESTINATÁRIOS

- Ministério Público;
- Querelante; Destinatário imediato

- Juiz Destinatário mediato

- Se serviu de base para a oferta da petição inicial, deve acompanhar a peça (art. 12,
CPP).
COM PETÊN CIA (ATRIBUIÇÃO)

a) Critério Territorial – o delegado “competente” é aquele que exerce funções na


circunscrição onde a infração foi consumada;
b) Critério Material – leva-se em conta o tipo da infração, tendo em vista a
existência de delegacias especializadas. EX.: delegacia de homicídios, furtos e
roubos;
c) Critério em Razão da Pessoa – considera-se a figura da vítima. Ex.: delegacia da
mulher.

OBS.: a polícia civil tem atribuição residual, ou seja, o que não for da
competência da União ou da Justiça Militar, caberá a ela investigar.
PRAZO
S 30 dias.
Não há limite quanto a quantidade de
Regra Geral (Polícia 10 dias.
prorrogações, nem mesmo ao tempo.
Necessita provocação da autoridade policial e
Civil Estadual) oitiva do MP.
(art. 10, §3º, CPP).

PRAZOS ESPECIAIS
Polícia Federal 15 dias. 30 dias.
Prorrogáveis por igual período (15 O delegado precisa solicitar autorização do juiz.
(Lei nº 5.010/1966, art. 66) Não há prazo definido e cabe mais de uma
dias), mediante autorização judicial. prorrogação.

30 dias. 90 dias.
Tráfico de Drogas Pode ser duplicado, mediante pedido Pode ser duplicado, mediante pedido
justificado da autoridade policial e justificado da autoridade policial e
(Lei nº 11.343/2006, art.51) ouvido o MP. ouvido o MP.

40 dias.
Inquéritos Policiais Militares 20 dias. Prorrogáveis por mais 20 dias, desde que os
exames ou perícias já iniciados não estejam
(art. 20, caput, §1º, CPPM) concluídos, ou haja necessidade de diligência
indispensável.

Crimes contra a Economia


10 dias
Popular 10 dias.
CONTAGEM DE PRAZO
a) Indiciado preso (art. 10, CP) – prazo material. Inclui o dia do início e exclui o dia
do fim.
“Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e
os anos pelo calendário comum”.

b) Indiciado solto (art. 798, §1º, CPP) – prazo processual. Exclui o dia do início e
exclui o dia do fim.
“Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e peremptórios, não
se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.
§ 1o Não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do
vencimento”.

OBS1.: considerando que as delegacias de polícia funcionam em sistema de plantão, não


há que se falar em prorrogação para o dia útil subsequente quando o inquérito terminar
em dia que não haja expediente forense.
OBS2.:No encerramento do I.P, faz-se um relatório minucioso, informando tudo o que foi
apurado.
NOTICIA CRIMINIS

a) Direta ou espontânea – cognição imediata. A autoridade


policial tem conhecimento direto e imediato da infração;
 Delação anônima – subespécie da notitia criminis espontânea. Necessita
diligências anteriores que atestem a verossimilhança dos fatos apresentados.
b) Indireta ou provocada – cognição mediata. A autoridade
policial tem conhecimento da infração mediante provocação de terceiros.
 Provocação oficial (requisição do MP, do Juiz ou do Ministro da Justiça);
 Requerimento da vítima;
 Por denúncia de qualquer do povo;
 Comunicação obrigatória de ocorrência criminal;
 Revestida de forma coercitiva – prisão em flagrante.
PROCEDIMENTO E ATOS DE DESENVOLVIMENTO

“Art. 6o Logo que tiver conhecimento da prática da infração penal, a autoridade policial deverá:
I.- dirigir-se ao local, providenciando para que não se alterem o estado e conservação das coisas, até a chegada dos peritos
criminais;
II.- apreender os objetos que tiverem relação com o fato, após liberados pelos peritos
criminais; III - colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e suas
circunstâncias;
IV.- ouvir o ofendido;
V.- ouvir o indiciado, com observância, no que for aplicável, do disposto no Capítulo III do Título Vll, deste Livro, devendo o
respectivo termo ser assinado por duas testemunhas que Ihe tenham ouvido a leitura;
VI.- proceder a reconhecimento de pessoas e coisas e a acareações;
VII.- determinar, se for caso, que se proceda a exame de corpo de delito e a quaisquer outras perícias;
VIII.- ordenar a identificação do indiciado pelo processo datiloscópico, se possível, e fazer juntar aos autos sua folha de
antecedentes;
IX.- averiguar a vida pregressa do indiciado, sob o ponto de vista individual, familiar e social, sua condição econômica, sua atitude
e estado de ânimo antes e depois do crime e durante ele, e quaisquer outros elementos que contribuírem para a apreciação do seu
temperamento e caráter.
X.- colher informações sobre a existência de filhos, respectivas idades e se possuem alguma deficiência e o nome e o contato de
PROCEDIMENTO E ATOS DE DESENVOLVIMENTO

“Art. 7o Para verificar a possibilidade de haver a infração sido praticada de determinado modo, a
autoridade policial poderá proceder à reprodução simulada dos fatos, desde que esta não contrarie
a moralidade ou a ordem pública”.

 É a reconstituição do crime;
 O indiciado não é obrigado a participar, em atenção ao princípio do “nemo tenetur se detegere”
ou não autoincriminação;
 Não cabe condução coercitiva;
 Não cabe decretação de prisão preventiva pela ausência à reprodução simulada;
 Não será autorizada a reprodução simulada se constituir ofensa à moralidade ou à
ordem pública, a exemplo do imenso constrangimento ocasionado pela reprodução de crime
sexual.
IN DICIAM EN T
a)OAto exclusivo da polícia judiciária (delegado de polícia) – Lei 12.830/13, art. 2º, §6º;
“Art. 2º ...
§ 6º O indiciamento, privativo do delegado de polícia, dar-se-á por ato fundamentado,
mediante análise técnico-jurídica do fato, que deverá indicar a autoria, materialidade e suas
circunstâncias”.
b) É a imputação a alguém, no I.P, da prática do ilícito penal;
c) Saída do juízo de possibilidade para o juízo de probabilidade;
d) Investigações concentradas em determinada pessoa;
e) Se feito sem lastro mínimo, é ilegal, dando ensejo à impetração de HC para ilidi-lo ou
até mesmo para trancar o I.P iniciado;
f) Pode ser direto – quando o agente está presente – ou indireto – quando o agente
está ausente. Ex.: foragido ou em lugar incerto).

OBS.: não é mais necessário a nomeação de curador ao menor de 21 anos. Todavia,


ainda é possível a nomeação de curador ao índio não adaptado ao convívio em
sociedade, bem como para a pessoa inimputável por doença mental (art. 151, CPP).
DESINDICIAMENTO

a) Nada impede que a autoridade policial, ao entender que a pessoa


indiciada não está vinculada ao fato, promova o desindiciamento;
b) Pode ser feito no decorrer do inquérito ou no relatório de encerramento;
c) Pode ocorrer também através de HC trancativo.
VEDAÇÕES AO INDICIAMENTO

Algumas autoridades não podem ser objeto de indiciamento pela autoridade


policial. As regras dispõe que sempre que houver indícios de prática de infração
penal por agente com prerrogativa de função, a autoridade policial deverá remeter
os autos ao Chefe da instituição.
São elas:
a) Magistrados (art. 33, parágrafo único, da lei complementar nº 35/1979);
b) Membros do MP (art. 18, paragrafo único, da lei complementar 75/1993; art.
41, paragrafo único, da lei nº 8.625/1993);
c) Parlamentares federais: requer autorização pelo ministro relator do
inquérito.
ARQUIVAMENTO
a) Não encontrando elementos suficientes para fundamentar a acusação ou quando
estiver evidenciada uma das causas de exclusão da ilicitude, atipicidade da conduta,
ou afaste a culpabilidade, salvo a inimputabilidade, caberá o arquivamento;
b) Cabe ao juiz, a requerimento do MP, promover o arquivamento.;
c) A autoridade policial não pode arquivar I.P;
d) Após o arquivamento, a autoridade policial pode continuar a realização de diligências,
com o intuito de achar provas novas – (art. 18, CPP);
e) Se o arquivamento é realizado com base na prova de atipicidade do fato, a decisão de
arquivamento faz coisa julgada material;
f) É irrecorrível.
Exceção: Lei nº 1521/1951, art. 7º - Nos crimes contra a economia popular e contra a
saúde pública cabe recurso de ofício;
g) Não cabe ação penal privada subsidiária da pública quando o
MP manifestar pelo arquivamento, já que não houve inércia do Parquet;
ARQUIVAMENTO
h) A doutrina minoritária entende ser cabível o recurso de apelação contra a decisão
judicial de arquivamento definitivo do I.P;
i) Na ação penal privada, haverá a remessa dos autos ao juízo competente e deve-se
aguardar a manifestação do ofendido ou de seu representante legal. Se desejarem,
os autos lhes serão entregues mediante traslado.

 Arquivamento implícito – quando se deixa de incluir na denúncia algum fato


investigado, ou algum dos indiciados, sem expressa manifestação.

 Arquivamento indireto – quando o MP não oferece denúncia por entender que o


juízo é incompetente, requerendo a remessa dos autos ao órgão competente.
PROCEDIMENTO DE ARQUIVAMENTO
JUSTIÇA ESTADUAL JUSTIÇA FEDERAL
Juiz de Direito Juiz Federal
1. O Promotor de Justiça encaminha requerimento de 1. O Procurador da República encaminha requerimento
arquivamento ao Juiz de Direito; de arquivamento ao Juiz Federal;
2. Se o juiz concordar, profere decisão homologatória 2. Se o juiz concordar, profere decisão homologatória
de arquivamento; de arquivamento;
3. Se o juiz discordar, deve encaminhar os autos ao 3.Se o juiz discordar, deverá remeter os autos às
Procurador Geral de Justiça; Câmaras de Coordenação e Revisão do Ministério
4. O procurador poderá: Público Federal;
a) Oferecer denuncia; 4. A Câmara de Coordenação e Revisão poderá
b) Designar outro promotor para oferecer deliberar:
denuncia; a) Pela designação de outro
c) Reiterar o pedido de arquivamento, quando membro para oferecimento da
estará denúncia;
o juiz obrigado a acatar. b) Pela insistência no pedido de
arquivamento.
DESARQUIVAMENTO

Súmula 524 STF – “Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a


requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem
novas provas”.

Art. 18, CPP – “Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade


judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder
a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia”.

 O promotor, quando convencido da existência de provas novas, pode oferecer


denúncia;
 A prova nova tem que estar apta a produzir modificação no conjunto probatório
já colhido.
ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL

a) Negócio jurídico de natureza extrajudicial;


b) Proposto pelo MP, desde que necessário e suficiente para reprovação e prevenção
do delito;
c) Não cabe em casos de arquivamento;
d) O investigado deve ter confessado formal e circunstancialmente a prática da
infração penal, sem violência ou grave ameaça, com pena mínima inferior a 04
(quatro) anos;
e) Deverá ser formalizado por escrito e será firmado pelo MP, pelo investigado e por
seu defensor;
f) Para que seja homologado, o juiz deverá realizar audiência com a oitiva do
investigado, na presença de seu defensor, a fim de verificar a sua voluntariedade
e legalidade;
g) Sendo consideradas inadequadas, insuficientes ou abusivas, pelo Juiz, as condições
dispostas no acordo, deverá devolver ao MP para que seja reformulada a proposta, com
a concordância do investigado e seu defensor;
h) Homologado judicialmente o acordo de não persecução penal, o juiz devolverá os
autos ao Ministério Público para que inicie sua execução perante o juízo de execução
penal;
i) O juiz poderá recusar homologação à proposta que não atender aos requisitos legais;
 Nesta hipótese, o juiz devolverá os autos ao Ministério Público para a análise da necessidade de
complementação das investigações ou o oferecimento da denúncia.
j) A vítima será intimada da homologação do acordo de não persecução penal e de seu
descumprimento;
k) Em caso de descumprimento do acordo de não persecução penal, o MP
deverá comunicar ao juízo competente, para rescisão e posterior oferecimento da
denúncia;
 O descumprimento do acordo poderá ser alegado pelo Parquet como justificativa ao
não oferecimento de suspensão condicional do processo (SURSIS processual);
L) Via de regra, a celebração e o cumprimento do acordo de não persecução penal não
m)Cumprido integralmente o acordo de não persecução penal, o juízo competente
decretará a extinção de punibilidade
n)No caso de recusa, por parte do Ministério Público, em propor o acordo de não
persecução penal, o investigado poderá requerer a remessa dos autos a órgão
superior.
CONDIÇÕES DE CABIMENTO

“I - reparar o dano ou restituir a coisa à vítima, exceto na impossibilidade de fazê-lo;


II.- renunciar voluntariamente a bens e direitos indicados pelo Ministério Público como
instrumentos, produto ou proveito do crime;
III.- prestar serviço à comunidade ou a entidades públicas por período correspondente à pena
mínima cominada ao delito diminuída de um a dois terços, em local a ser indicado pelo juízo da
execução, na forma do art. 46 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código
Penal);
IV.- pagar prestação pecuniária, a ser estipulada nos termos do art. 45 do Decreto-Lei nº 2.848,
de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), a entidade pública ou de interesse social, a ser
indicada pelo juízo da execução, que tenha, preferencialmente, como função proteger bens
jurídicos iguais ou semelhantes aos aparentemente lesados pelo delito; ou V - cumprir, por
prazo determinado, outra condição indicada pelo Ministério Público, desde que proporcional e
compatível com a infração penal imputada”.
HIPÓTESES DE NÃO CABIMENTO

I.- se for cabível transação penal de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos
termos da lei;
II.- se o investigado for reincidente ou se houver elementos probatórios que indiquem
conduta criminal habitual, reiterada ou profissional, exceto se insignificantes as
infrações penais pretéritas;
III.- ter sido o agente beneficiado nos 5 (cinco) anos anteriores ao cometimento da
infração, em acordo de não persecução penal, transação penal ou suspensão
condicional do processo;
IV.- nos crimes praticados no âmbito de violência doméstica ou familiar, ou praticados
contra a mulher por razões da condição de sexo feminino, em favor do agressor.
CADEIA DE CUSTÓDIA DA PROVA

a) Busca a autenticidade da prova, com o fito de minorar os riscos de erros judiciários;


b)É o “conjunto de todos os procedimentos utilizados para manter e documentar a
história cronológica do vestígio coletado em locais ou em vítimas de crimes, para
rastrear sua posse e manuseio a partir de seu reconhecimento até o descarte”;
c)Rastreamento de vestígios nas seguintes etapas:
 reconhecimento;
 isolamento;
 fixação;
 coleta;
 acondicionamento;
 transporte;
 recebimento;
 processamento;
 Armazenamento;
 descarte.
d)Busca garantir a preservação da integridade dos vestígios de um crime;
e) Também é documentado os agentes estatais que tiveram contato com a prova.
CONSEQUEÊNCIAS DA QUEBRA DACADEIA DE
CUSTÓDIA DA PROVA

Caso Concreto: Parte do conteúdo da interceptação telefônica desapareceu. O fato


de desaparecer gera dúvida a autenticidade. Diante da dúvida, o STJ reconheceu a
ilicitude da prova. STJ – RESP 1.795.341: NULIDADE DA PROVA STJ reconheceu
nulidade da prova. Em sendo nulidade, é necessário que se comprove o prejuízo,
sob pena dessa nulidade não ser reconhecida. “Esta Corte Superior possui
entendimento de que a prova produzida durante a interceptação não pode servir
apenas aos interesses do órgão acusador, sendo imprescindível a preservação da
sua integralidade, sem a qual se mostra inviabilizado o exercício da ampla defesa,
tendo em vista a impossibilidade da efetiva refutação da tese acusatória”.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
TAVORA, Nestor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Novo Curso de Direito
Processual Penal. 15. ed. Salvador: Juspdvim, 2020, capítulo IV.

LOPES JUNIOR, Aury. Direito Processual Penal. 17. ed. São Paulo: Saraiva Jur,
2020, capítulo IV.
Bons Estudos!

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