AULAS 3 E 4:
URINÁLISE
SENAC
Curso Técnico em Análises Clínicas
Prof.ª Dra. Camila Amato Montalbano
URIANÁLISE
Introdução
Histórico:
- Foi com à análise da urina que começou a
medicina laboratorial:
o homens das cavernas;
o com base nos aspectos e características,
realizava-se à interpretação da urina - 4.000
anos a. C.
URINÁLISE
Introdução
Histórico:
o informações diagnósticas: cor, turvação,
odor, volume, viscosidade, açúcar, etc...
o Hipócrates – “ Uroscopia “ e foi o primeiro a
afirmar que a urina se formava por filtração
do sangue nos rins;
o invenção do microscópio (XVII) – análise do
sedimento.
FORMAÇÃO DA URINA
Filtrado glomerular: 125 ml por minuto.
Urina: torno de 1 ml/min.
Capacidade bexiga: em torno de 750 ml.
- Anúria: interrupção completa do fluxo
urinário;
- Disúria: micção dolorosa;
- Diurese: secreção urinária natural ou
provocada;
- Oligúria: grande redução no fluxo urinário;
- Piúria: pus na urina;
URINÁLISE
Sequência de uma amostra de urina:
Solicitação Orientação Coleta
Médica
Entrega da
Amostra
Liberação dos Realização das
Armazenamento
Resultados Análises
URINÁLISE
Etapa pré-analítica:
responsável por 70% dos erros
• Orientações ao cliente/paciente;
• Coleta da amostra:
- tipo de amostra;
- orientações de coleta;
- frasco de coleta.
• Aceitabilidade da amostra;
• Estabilidade da amostra;
• Armazenamento da amostra.
URINÁLISE
Etapa Pré-Analítica
• Critérios de inaceitabilidade da amostra:
- volume insuficiente;
- contaminação visível;
- preservação inadequada;
- identificação incorreta;
- frasco de coleta inadequado.
COLETA DA URINA
Ideal: coleta de 40-50 ml de urina
O paciente deve realizar a higiene do local e em
seguida começar a urinar, primeiro deixar sair
um pouquinho no vaso e em seguida colocar o
pote sob a urina que está saindo. O paciente não
deve interromper o ato de urinar neste período.
Termos técnicos: Solicita-se que o paciente faça
a higiene da região urogenital e colete a
primeira urina da manhã, desprezando o
primeiro jato, coletando o jato médio.
Esta pequena quantidade de urina desprezada
serve para eliminar as impurezas que possam
estar na uretra.
ARMAZENAMENTO
Deve ser levada ao laboratório
em até uma hora.
Armazenamento em geladeira (2
a 8ºC)
Análise em temperatura
ambiente, após
homogeneização, pois amostras
geladas tendem a ter
precipitação de cristais
EAS OU URINA TIPO I
O EAS (exame dos elementos anormais do
sedimento) também é chamado de exame de
urina tipo I
Divido em três partes: análise física, química
e sedimentoscopia.
URINA TIPO I- PARTE I
Início: urina deve estar em temperatura
ambiente e então será homogeneizada
Parte 1: análise física
Anotar volume recebido (colocar num béquer para
isso)
Odor: sui generis ou cítrico ou pútrico
Cor: vários tipos
Aspecto: límpido, turvo ligeiramente turvo
pH: (ver na tira-reagente)
Densidade: (ver na tira-reagente)
URINA TIPO I- PARTE II
Análise química: mergulhar tira-reagente no próprio pote de
urina (se o volume for pouco, colocar em um tubo cônico de
vidro). Após 1 a 2 minutos (dependendo das instruções do
fabricante, compara-se as cores dos quadradinhos com uma
tabela de referência.
Através destas reações pode-se detectar a presença e a
quantidade dos seguintes dados da urina:
- Densidade (análise física)
- pH (análise física)
- Glicose
- Proteínas
- Hemácias
- Leucócitos
- Cetonas
- Urobilinogênio
- Bilirrubina
- Nitrito
URINA TIPO I- PARTE II
Os resultados da fita são qualitativos: a fita
identifica a presença dessas substâncias
citadas. Há também a quantificação, mas é
apenas aproximada.
O resultado é normalmente fornecido
em uma graduação de cruzes de 1 a 4.
URINA TIPO I- PARTE III
Análise sedimentoscópica
Centrifugar 10 mL de urina em um tubo cônico de
vidro por 5 minutos a 5000rpm
Desprezar sobrenadante, deixar cerca de 200
microlitros apenas
Homogeneizar o sedimento e pipetar 20
microlitros numa lâmina de microscopia, cobrindo
com uma lamínula, observar no microscópio na
objetiva de 40x.
Visualizar 10 campo e contar hemácias, leucócitos,
cristais (diferenciar os tipos),cilindros e células
epiteliais em descamação e verificar se há
presença de espermatozoides, leveduras,
bactérias, filamentos de muco.
VÍDEO: SUMARIO DE URINA
(AULA PRÁTICA)
https://www.youtube.com/watch?v=GsnxZwZJ
aWg
PARTE I: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
VOLUME
-O determinante principal do volume urinário
é a ingestão hídrica. O volume varia também
com a perda de fluídos por fontes não renais
(ex. transpiração), variação na secreção do
hormônio antidiurético e necessidade de
excretar grandes quantidades de soluto.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
- Alterações no volume:
Poliúria: aumento do volume urinário (DM,
glomerulonefrite, uso de diuréticos, álcool,...)
Oligúria: diminuição do volume urinário
(desidratação, vômitos, diarréias, transpiração,
queimaduras graves, ...)
Anúria: volume inferior a 50 ml em 24 h
(obstrução das vias excretoras urinárias, lesão
renal grave ou diminuição do fluxo sanguíneo
para os rins – IRA)
PARTE I: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
COLORAÇÃO
A cor da urina é devido a um
pigmento
denominado urocromo, que é um
produto do
metabolismo endógeno, produzido em
velocidade constante. A coloração
indica de
forma grosseira, o grau de
hidratação e o grau
de concentração de solutos.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
COLORAÇÃO
-Procedimento: observar macroscopicamente
a
coloração da urina.
-Cores: incolor, palha, amarelo-citrino,
amarela-escura, âmbar, laranja,
amarelo-esverdeada, marrom-amarelada,
verde,
azul-esverdeada, rosada, vermelha, marrom,
preta.
PARTE I: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
COLORAÇÃO
-Condições que alteram a coloração da urina:
presença anormal de bilirrubina : amarelo-
escuro ou âmbar;
doenças hepáticas : amarelo-esverdeado,
castanho ou esverdeado;
urina com hemácias: vermelho;
medicamentos: laranja, vermelha, castanho,
verde.
Cystex- urina verde (fluorescente)
Pyridium-Urina alaranjada (cor de fanta)
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
ASPECTO
Transparência da amostra de
urina.
Urina normal límpida
Opacidade precipitação de cristais
(frio) , presença de filamentos de
muco, células epiteliais na urina de
mulher, cremes, medicamentos
tópicos na região.
Colocar amostra contra folha branca
com escrita preta ou régua
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
ASPECTO
-Procedimento: observar visualmente a
amostra homogeinizada;
-Aspecto da urina: limpo, ligeiramente turvo,
turvo e acentuadamente turvo;
-Substâncias que provocam turvação: cristais,
leucócitos, hemáceas, bactérias, sêmen, células
epiteliais e muco.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Transparente
Opaca
Turva
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS
FÍSICAS
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Densidade: 1,010 a 1,035
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
DENSIDADE
-Avalia a capacidade de reabsorção renal;
-O volume de urina excretada , e sua
concentração de solutos variam nos rins, para a
manutenção da homeostase dos fluidos
corporais e eletrolítico;
-O valor da densidade medida na amostra é
influenciado pelo número de partículas químicas
dissolvidas bem como pelo tamanho das
mesmas.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
DENSIDADE
-Procedimento: fitas reagente, refratômetro,
e o urinomêtro (hidrômetro);
-Alterações na densidade: A densidade
depende do grau de hidratação do paciente
Observa-se também
um aumento no valor em pacientes que
estejam recebendo fluídos intravenosos de
elevado peso molecular, proteinúria e glicosúria.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
pH
-Detecta possíveis distúrbios eletrolíticos
sistêmicos de origem metabólica ou
respiratória, também pode indicar algum
distúrbio resultante da incapacidade renal
de produzir ou reabsorver ácidos ou bases;
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
REAÇÃO DE pH
-O controle do pH é feito principalmente
da dieta, embora possam ser usados alguns
medicamentos;
-O conhecimento do pH urinário, é
importante também na identificação dos
cristais observados durante o exame
microscópico do sedimento urinário.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
REAÇÃO DE pH
-Valores : 4,5 a 7,0
-Interferentes: o crescimento bacteriano em
uma amostra, pode tornar o pH alcalino, devido
ao fato da ureia ser convertida em amônio.
PARTE I:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
REAÇÃO DE pH
-Urinas ácidas: dietas rica em proteínas,
acidose metabólica ou respiratória, alguns
medicamentos.
-Urinas alcalinas: dieta rica em frutas e
verduras, ingestão de medicamentos com
caráter alcalino, após vômitos repetitivos,
alcalose metabólica ou respiratória, ifecção
bacterina.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
PROTEÍNA
-A urina normal contém quantidades muito
pequena de proteínas, em geral, menos
de 10 mg/dl. Esta excreção consiste
principalmente de proteínas séricas de baixo
PM (albumina) e proteínas produzidas no trato
urogenital;
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
PROTEÍNA
Ausência = menos que 10 mg/dL (valor
normal)
Traços = entre 10 e 30 mg/dL
1+ = 30 mg/dl
2+ = 40 a 100 mg/dL
3+ = 150 a 350 mg/dL
4+ = Maior que 500 mg/dL
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
PROTEÍNA
-Procedimento: o teste com fita reagente é
sensível somente à albumina, e o teste de
precipitação com ácido sulfossalicílico é
sensível a todas as proteínas;
-Resultado: negativo, traços ( +1, +2, +3 );
-Proteinúria: lesão da membrana glomerular
(complexos imunes, agentes tóxicos), distúrbios
que afetam a reabsorção tubular das proteínas
filtradas, mieloma múltiplo, hemorragia, febre,
fase aguda de várias doenças.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
PROTEÍNA
-Método Confirmatório:
MÉTODO ÁCIDO
SULFOSSALICÍLICO
-1,0 mL de urina centrifugada
(5min a 1500rpm + 1 mL
sulfossalicílico a 10%: quando
positivo, haverá turvação do
líquido diretamente
proporcional a quantidade de
proteína na urina.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
PROTEÍNA
PESQUISA DE PROTEÍNA DE BENCE JONES
Pessoas com mieloma múltiplo apresentam um
aumento dos níveis séricos desta proteínas. É
um distúrbio proliferativo dos plasmócitos
produtores de imunoglobulinas (células de
defesa que produzem anticorpos).
-Podem ser identificadas pelo fato de se
precipitarem quando a mesma é aquecida à 40
ou 60 °C, dissolvendo-se quando a temperatura
atinge 100°C.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
GLICOSE
-Quase toda a glicose filtrada pelos
glomérulos é reabsorvida no túbulo contorcido
proximal, portanto, a urina contém quantidades
mínimas de glicose;
-No Diabetes, se o nível de glicose se eleva
demais, aparece na urina;
-O nível sanguíneo em que cessa a reabsorção
tubular é chamado “limiar renal”, sendo de 160
a 180 mg/dl.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
GLICOSE
-Procedimento: o teste com fita reagente é
baseado na glicose-oxidase e cdromogênio;
Resultado: negativo, traços ( +1, +2, +3 );
-Glicosúria: usados para rastrear diabetes,
confirmar um diagnóstico de diabetes e
monitorizar o grau de controle diabético.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
GLICOSE
-Método Confirmatório:
REATIVO DE BENEDICT
Colocar 1,0 ml de reativo de
Benedict em um tubo de ensaio e
adicionar 0,1 ml de urina.
Ferver e, caso a urina contenha
glicose, processsar-se-á mudança
de cor do reativo – solução azul
(límpida) para esverdeado,
amarelado ou precipitado
vermelho.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
BILIRRUBINA
-Bilirrubina na urina hepatopatia, muitas
vezes é detectada bem antes do
desenvolvimento da icterícia;
-A bilirrubina permite fazer a detecção
precoce de hepatite, cirrose, doenças da
vesícula biliar e câncer;
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
BILIRRUBINA
-A urina normal não apresenta bilirrubina.
-Hemácia com + de 120 dias destruída no
baço bil. Indireta fígado converte em
direto (conjugada) fezes
-Bilirrubinemia acima de 2 mg/dl, à
custa da bilirrubina conjugada, e pode ser
notada antes da coloração amarela da pele e
mucosas.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
BILIRRUBINA
-Tiras Reagentes: produz coloração marrom-
Avermelhada.
-Método Confirmatório:
REAÇÃO DE FOUCHET
Baseado oxidação da bilirrubina a biliverdina
pelo cloreto férrico dissolvido em ácido
tricloracético.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
BILIRRUBINA
-Método Confirmatório:
REAÇÃO DE EHRLICH
• Colocar 100μl de urina em um tubo
de ensaio, adicionar 100μl do
reativo. Adicionar 200μl da solução
saturada de acetato de sódio e
misturar. O desenvolvimento da
coloração rósea indica a presença
de urobilinogênio.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
UROBILINOGÊNIO
-Parte do urobilinogênio formado no
intestino é excretado como componente
das fezes, onde é oxidada em urobilina;
-Outra parte é absorvida na corrente
sanguínea portal e transportada para o
fígado, onde é metabolizada e excretada nos
rins.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
CETONAS
-Englobam três produtos intermediários do
metabolismo das gorduras : acetona (2%), ácido
acetoacético (20%) e ácido beta-
hidroxibutírico (78%);
-Normalmente, não aparecem quantidades
mensuráveis de cetona na urina, pois toda a
gordura metabolizada é completamente
degradada e convertida em dióxido de carbono
e água;
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
CETONAS
-Sem carboidrato energia dos lipídios—>
produção de cetonas (acidose)
-Cetonúria indica:
deficiência no tratamento com insulina no DM;
necessidade de regular a dosagem insulina;
desequilíbrio eletrolítico (desidratação: falta
ingestão, atividade física excessiva, diarreia,
sudorese,etc).
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
NITRITO
-Útil na detecção da infecção inicial da bexiga
(cistite), pois muitas vezes os pacientes são
assintomáticos;
-Pode evoluir para pielonefrite, que pode
acarretar lesão dos tecidos renais,
hipertensão e até mesmo septicemia.
PARTE II:
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
NITRITO
• capacidade que certas bactérias têm de
reduzir o nitrato, convertendo em nitrito.
- Parâmetro para:
• avaliar o sucesso da antibioticoterapia;
• acompanhar periodicamente as pessoas
que tem infecção recorrentes: diabéticos e
mulheres grávidas (alto risco para infecção
urinária).
Parte III:
Sedimentoscopia
Leucócitos no exame de urina: sua presença indica
que há inflamação nas vias urinárias. Sugere
infecção urinária, traumas, uso de substâncias
irritantes.
Hemácias na urina: quantidade de hemácias na
urina é desprezível e não consegue ser detectada
pelo exame da fita. O normal é haver ausência de
hemácias. Além do teste da fita, realiza-se
também a sedimentoscopia (exame microscópico).
Hematúria: pode indicar infecções, cálculos renais
e doenças renais graves.
Parte III:
Sedimentoscopia
Cristais no exame de urina: não tem
nenhuma importância clínica. Sua presença
indica uma maior propensão à formação de
cálculos renais.
Células epiteliais e cilindros no exame de
urina: A presença de células epiteliais é
normal. São as próprias células do trato
urinário que descamam. Só têm valor
quando se agrupam em forma de cilindro
(cilindros epiteliais) ou quando em excesso.
Parte III:
Sedimentoscopia
CILINDROS PRINCIPAIS
Cilindros epiteliais raramente vistos na urina,
devido aos raros episódios de doenças renais que
causam danos aos túbulos (necrose). Eles são
encontrados na urina após exposição a agentes
nefrotóxicos ou vírus (ex: vírus da hepatite), que
acarretam danos tubulares que acompanham a
lesão glomerular
Cilindros leucocitários: geralmente neutrófilos,
podem surgir em infecção e inflamação não
bacteriana renais pielonefrite aguda, nefrite
intersticial e nefrite lúpica.
Parte III:
Sedimentoscopia
CILINDROS PRINCIPAIS
Cilindro granuloso: provenientes de lisossomos de
células epiteliais tubulares renais e eliminados
durante o metabolismo normal. Exercício intenso
pode aumentar.
Cilindro Hialino: mais comum, são de proteína durante
metabolismo e presentes na urina normal, e
aumentam com frequência na desidratação
fisiológica, exercícios físicos, exposição ao calor e
estresse emocional. Patologicamente estão
aumentados em glomerulonefrite aguda, pielonefrite,
doença renal crônica e insuficiência cardíaca
congestiva.
Bactérias (cocos) Bactérias (bacilos) Células epiteliais
Espermatozoide Hemácias Hemácias
Hemácias Leucócitos Aglomerado de Leucócitos
Leveduras Muco Muco
Cilindro granuloso Cilindro hialino Cilindro leucocitário
Cilindro Cilindro
epitelial leucocitário
Cristais urina ácida
Ácido úrico
(forma de roseta,
oval com
Oxalato de Cálcio Urato amorfo
extremidade
pontiaguda, prisma
e losango
Cristais urina básica
Fosfato triplo Fosfato amorfo Carbonato de cálcio
EAS (URINA TIPO I) NORMAL:
EAS (urina tipo I) normal:
COR ---- amarelo citrino
ASPECTO ---- límpido
DENSIDADE ---- 1.015
PH ---- 5,0
EXAME QUÍMICO
Glicose ---- ausente
Proteínas ---- ausente
Cetona ---- ausente
Bilirrubina ---- ausente
Urobilinogênio ---- ausente
Leucócitos ---- ausente
Hemoglobina ---- ausente
Nitrito ---- negativo
MICROSCOPIA DO SEDIMENTO (sedimentoscopia)
Células epiteliais ---- algumas
Leucócitos ---- 5 por campo
Hemácias ---- 3 por campo
Muco ---- ausente
Bactérias ---- ausentes
Cristais ---- ausentes
Cilindros ---- ausentes
CREATININA
Nossos músculos precisam de energia para exercer suas
funções. O “combustível” que gera esta energia é uma
proteína chamada creatina fosfato, sintetizada a partir
das proteínas da nossa alimentação. A creatina fosfato é
produzida no fígado e posteriormente armazenada nos
músculos.
A nossa musculatura está permanentemente em
atividade, mesmo quando estamos em repouso. Isto
significa que estamos o tempo inteiro consumindo
creatina fosfato. A creatinina é uma espécie de lixo
metabólico resultante deste consumo constante. Após a
sua geração, a creatinina é lançada na corrente
sanguínea, sendo eliminada do corpo na urina, através
dos rins.
RESUMINDO ESTE CICLO:
– proteínas ingeridas na dieta »»
produção de creatina fosfato pelo
fígado »» consumo da creatina fosfato
pelos músculos para geração de
energia »» produção de creatinina »»
eliminação da creatinina pelos rins.
CREATININA
Se o paciente mantém sua massa muscular mais ou
menos estável, mas apresenta um aumento dos
níveis de creatinina sanguínea, isso é um forte sinal
de que o seu processo de eliminação do corpo está
comprometido, ou seja, os rins estão com algum
problema para excretá-la.
Se os rins não estão conseguindo eliminar a
creatinina produzida diariamente pelos músculos,
eles provavelmente também estarão tendo
problemas para eliminar diversas outras substâncias
do nosso metabolismo, incluindo toxinas. Portanto,
um aumento da concentração de creatinina no
sangue é um sinal de insuficiência renal.
CLEARENCE DE CREATININA
A creatinina não é parâmetro suficiente para
definir a função renal.
Assim é importante realizar o cálculo de
clearence de creatina ou TGF (Taxa de
filtração glomerular), para saber se o rim
esta filtrando diariamente a quantidade
exata.
DEPURAÇÃO DA CREATININA
U mg/dL Vol. 24 h (mL) 1,73
Mililitros de plasma depurados por minuto = ------------- x -------------------x------------
S mg/dL 1440 minutos sup. corp
Onde:
U = creatinina na urina (mg/dL)
S = creatinina no soro (mg/dL)
Volume 24 h = volume urinário de 24 horas
1440 são os minutos presentes em 24 horas
Sup. Corp.= superfície corporal (usa- se o normograma de superfície
corporal através da
altura e peso do paciente
CRETININA
Valores de referência sangue
• crianças de 1 a 5 anos: 0,3-0,5mg/dL
• crianças de 5 a 10 anos: 0,5-0,8mg/dL
• adultos do sexo masculino: 0,7-1,2mg/dL
• adultos do sexo feminino: 0,5-1,1mg/dL
Valor de referência Urina
800 a 1.800 mg/24 h (34 a 75 mg/hora)
TFG COM BASE NA IDADE:
Entre 20 e 29 anos: 116 mL/min/1,73m²
• Entre 30 e 39 anos: 107 mL/min/1,73m²
• Entre 40 e 49 anos: 99 mL/min/1,73m²
• Entre 50 e 59 anos: 93 mL/min/1,73m²
• Entre 60 e 69 anos: 85 mL/min/1,73m²
• A partir dos 70 anos: 75 mL/min/1,73m²
AVALIAÇÃO DA FUNÇÃO RENAL DO
IDOSO
eTFG Classificação
TFG ≥90 (mL/min/1.73 m2) normal ou alta
60-89 (mL/min/1.73 m2) levemente diminuída
45-59 (mL/min/1.73 m2) ligeira a moderadamente diminuída
30 a 44 (mL/min/1.73 m2) moderada a gravemente diminuída
15-29 (mL/min/1.73 m2) severamente diminuída
<15 (mL/min/1.73 m2) insuficiência renal
LEVEY et al., 1999
Exemplo:
Creatinina na urina: 62 mg/dL
Creatinina no soro: 1,37 mg/dL
Volume de 24 horas: 1872 mL
Peso do paciente: 59 quilogramas
Altura do paciente: 172 centímetros
Superfície corporal (através do normograma): 1,70 m2
62 mg/dL X 1872 mL X 1,73
Depuração da creatinina = ----------------------------------- = 59,87 mL/minuto
1,37 mg/dL X1440 min X1,70
t in i na
TFG estimada (fórmula de Cockcroft-Gault )
IR
ea
Cr Clearance de Creatinina (mL/min) = (140 - idade) x peso
*Multiplicar por 0,85 se sexo feminino
72 x Scr A
Equação do estudo MDRD (Modification of Diet in Renal Disease)
DR
TFG(e)= 186 x (Scr ) x (Idade) -0,203 x (0,742 se mulher) x (1,210 se negro)
C
-1,154
Equação CKD-EPI (Chronic Kidney Disease Epidemiology
Collaboration, 2021)
TFG(e)= 141 x [min(Scr/k),1)α x max(Scr/k),1)-1,209 x idade-0,993 x
1,018 (se mulher) x (1,157 se negro)
α é 0,329 para mulher e 0,411 para homens; min= mínimo de Scr/k ou 1
OBRIGADA!!!!!!
[email protected]