TRATAMENTO CIRÚRGICO CTBMF II
DE PACIENTE FISSURADO
DISCENTES:
DOCENTES:
Felipe Rocha Tangleica
Prof. Dr. João Lopes Toledo Neto
Profa. Dra. Juliana Zorzi Colete João Ricardo Azzolini Miyamoto
Prof. Dr. Pedro Henrique Silva Gomes Ferreira José Carlos de Castro e Costa Neto
Lucas Fernandes Mascarenhas Aureliano
Thiago Santos Bessani
SUMÁRIO
01 Introdução 02 Classificação 03 Cirurgias do Lábio
04 Cirurgias do Palato 05 Pós-Operatório 06 Considerações
01) INTRODUÇÃO
Introdução
o FISSURAS OROFACIAIS são malformações CONGÊNITAS, de etiologia MULTIFATORIAL, que
afetam o desenvolvimento craniofacial durante a EMBRIOGÊNESE;
o Sua INCIDÊNCIA é de aproximadamente 1 a cada 700 recém-nascidos em todo o mundo
(MURRAY JC, 2002);
02) CLASSIFICAÇÃO
Classificação de Spina - 1972
Silva Filho OG, Souza Freitas JA. Caracterização morfológica e origem embriológica. In: Trindade IEK, Silva Filho OG. Fissuras
Labiopalatinas – uma abordagem multidisciplinar. Ed Santos, São Paulo, 2007. p21)
Classificação de Spina - 1972
o FISSURAS PRÉ-FORAME INCISIVO
Se restringem ao palato primário
Pode ser incompleta ou completa
Unilateral, bilateral ou mediana
Classificação de Spina - 1972
o FISSURAS TRANS-FORAME INCISIVO
Sempre totais
Unilateral, bilateral ou mediana
Classificação de Spina - 1972
o FISSURAS PÓS-FORAME INCISIVO
Envolvem apenas o palato
Pela falta de fusão das estruturas secundárias do palato
Consequências funcionais
Fissuras submucosa
o Ocorre no palato secundário
o Defeito na musculatura do palato mole e/ou tecido ósseo do palato duro
o Camada mucosa permanece íntegra
TRÍADE DAS ALTERAÇÕES
1 – Úvula bífida
2 – Diástase muscular
3 – Entalhe ósseo
Fissuras raras da face
o Ocorrência muito incomum
o Bochecha, pálpebras, orelhas, nariz, ossos do crânio e da face
o Tessier enumerou cerca de 15 fissuras raras, tendo como referência a órbita
ocular
o Não possuem protocolos de tratamento
Fissura 0-14 Tessier
03) CIRURGIAS DO LÁBIO
Técnica de Millard
o Incisão sobre os limites da fenda labial, confecção um retalho dermogorduroso
triangular infracolumelar na porção medial do lábio, que sofrerá rotação, e
incisão perialar no lábio da porção lateral à fenda, que fará um avanço
o Realizada zetaplastia
na transição entre
mucosa seca e úmida
Técnica de Millard
Marcação da Retalhos cutâneos labiais Síntese da cinta muscular do Rotação e avanço dos retalhos
queiloplastia à Millard confeccionados m. orbicular cutâneos
Fonte: Lopes, D.C. et al.
Técnica de Millard
Síntese cutânea da Encoche na mucosa após Marcação da zetaplastia sobre Mucosa labial após zetaplastia
queiloplastia à Millard síntese cutânea encoche do lábio
Fonte: Lopes, D.C. et al.
Técnica de Tennison-Randall
o Abordagem cirúrgica para corrigir fissuras unilaterais
o Busca correção estética e funcional
o Passo a passo da técnica:
Marcação e incisão
Descolamento do tecido
Redefinição do músculo orbicular
Reposicionamento do tecido labial
Ajustes estéticos
Técnica de Tennison-Randall
o Pós-operatório
Monitoramento cuidadoso
Acompanhamento fonoaudiólogo se necessário
o A escolha da técnica dependerá de características individuais do paciente e da
extensão da fissura
o Técnica reconhecida pela sua eficácia
Queiloplastia
o Nome dado à cirurgia de aumento, diminuição ou reconstrução dos lábios
o Em casos de fissuras queiloplastia funcional
Queiloplastia
Relato de caso – pela técnica descrita por Fisher
Marcações cirúrgicas: transferir medidas do lado não afetado
Anestesia com lidocaína sem vasoconstritor, diluída em adrenalina e soro
Incisões sobre as marcações e relaxante na mucosa interna
Divulsão das cartilagens e dissecção do m. orbicular
Sutura com monocryl 5-0
Queiloplastia
Relato de caso – pela técnica descrita por Fisher
A – demarcação da altura total
B – demarcação da maior altura
C – largura da base do triângulo inferior
D – demarcações para cálculo da fórmula: C=A-B-1
Fonte: Novaes, M. M., et al.
Queiloplastia
Relato de caso – pela técnica descrita por Fisher
A – Incisão em pele
B e C – retalho em formato retangular com incisão
triangular na base do retalho do seguimento
lateral
D – incisão vertical e retalho triangular
Fonte: Novaes, M. M., et al.
Queiloplastia
Relato de caso – pela técnica descrita por Fisher
A – pós operatório imediato
B – 6 meses de pós operatório
Fonte: Novaes, M. M., et al.
Queiloplastia
o Pode ser associada à palatoplastia
o A escolha da técnica dependerá da avaliação do cirurgião
o Fundamental para melhorar a função e estética labial em pacientes fissurados
04) CIRURGIAS DO PALATO
PALATOPLASTIAS
o Objetivos
Alongamento do palato, adequado desenvolvimento da fala;
Minimizar a restrição no crescimento maxilar e alveolar;
Prevenir complicações (Fístula oronasal, por exemplo).
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
o Técnica cirúrgica
- Pré-operatório: fissura palatina bilateral
transforame.
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
o Técnica cirúrgica
- Demarcação das bordas da fissura
- Infiltração anestésica com vasoconstritor
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
- Incisões relaxantes no palato duro medial à crista
alveolar;
- Elevação dos retalhos mucoperiosteais identificando o
pedículo da artéria palatina maior;
- Dissecção posterior da mucosa nasal do palato duro.
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
- Elevação dos retalhos do
Vômer para o fechamento do
forro nasal
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
Sutura do forro nasal (em fissura pós-forame).
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
- Rotação - Veloplastia
posterior do intravelar
m. elevador do
palato
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
- Pós imediato de palatoplastia
bilateral trans-forame com
retalho vomeriano pela técnica
de Von Langenbeck associado à
veloplastia intravelar
Técnica Von Langenback com veloplastia intravelar
- Pós imediato de fissura palatal pós-forame
Palatoplastia em plano único
o Tradicionamente, a correção da fenda de palato duro é dada em dupla camada
Camada mucosa nasal
Camada mucoperiosteal oral
o A falha palatina tende a se reduzir com o crescimento da criança
o Maior tecido palatino torna-se disponível
Possibilidade de correção da fenda com tensão mínima
o Protocolo seguido para correção das fissuras foram:
1) Correção labial aos 3-4 meses de idade
2) Correção de palato mole aos 6-7 meses de idade
3) Correção de palato duro aos 12-18 meses de idade
Palatoplastia em plano único
o Técnica de retalho duplo (Bardach)
Elevação das camadas mucoperiosteais bilaterais
Retalhos axiais do pedículo baseado em veias palatinas maiores
Incisões laterais relaxantes
Retalhos movidos em direção à linha média
Fechamento realizado com Vicryl 4-0
Palatoplastia em plano único
- Pré-operatório aos 3 meses de idade - Pós-operatório aos 2,5 anos de idade
Palatoplastia em plano único
- Pré-operatório aos 3 meses de idade - Pós-operatório aos 2,5 anos de idade
Palatoplastia em plano único
- Pré-operatório aos 3 meses de idade - Pós-operatório aos 2,5 anos de idade
05) PÓS-OPERATÓRIO
Pós-operatórios
o Pacientes são monitorados de perto
o Alta em 24 a 48h
o Uso de placa acrílica obliterando o palato
o Fonoterapia
o Cuidados: analgésicos, prevenção de infecções, orientações de
higiene bucal
06) CONCLUSÃO
Conclusão
o Pacientes com FLP apresentam alterações odontológicas e diversas
limitações
o Necessidade de equipe multidisciplinar para atender os objetivos do
tratamento
o Fundamental para o CD conhecer a etiologia e possíveis tratamentos
para pacientes fissurados, assim como a capacidade de manutenção da
saúde bucal dos mesmos
Referências Bibliográficas
o LOPES DC, CANO AFC, GOBETTI L, MENEGAZZO MR, SALDANHA O. Avaliação da técnica de Millard
associada à zetaplastia no tratamento de portadores de fenda labial unilateral. Rev. Bras. Cir.
Plást.2018;33(1):82-88
o MACHADO, M.A.A.M. Etapas e condutas terapêuticas: fissuras labiopalatinas, anomalias
craniofaciais, saúde auditiva, síndromes. 2018. 93 f. Curso de Odontologia, Hospital de
Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, Universidade de São Paulo - Faculdade de Odontologia
de Bauru, 2018.
o MENEGAZZO, M.R; MONTOYA, C.G; GOBETTI, L; CANO, A.C; EVENSEN, A.O; SALDANHA, O. Primary
palatoplasty using the von Langenbeck technique: surgical experience and aesthetic results
of 278 cases. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (Rbcp) – Brazilian Journal Of Plastic Sugery,
[S.L.], v. 35, n. 1, p. 16-22, 2020. GN1 Genesis Network. http://dx.doi.org/10.5935/2177-
1235.2020rbcp0004.
o NOVAES, M. M. et al. Queiloplastia por técnica de Fisher - relato de caso. Rev. cir. traumatol.
buco-maxilo-fac, [s. l.], v. 21, n. 3, p. 23-27, Jul/set 2021.
Referências Bibliográficas
o NOVAES, M. M. et al. Queiloplastia por técnica de Fisher - relato de caso. Rev. cir. traumatol.
buco-maxilo-fac, [s. l.], v. 21, n. 3, p. 23-27, Jul/set 2021.
o Murray JC. Gene/environment causes of cleft lip and/or palate. Clin Genet 2002; 61: 248-56.
o Fraser FC. Etiology of cleft lip and palate. In: Grabb WC et al., ed. General aspects of cleft lip and palate
Boston: Little, Brown and Company; 1971. p. 54-65.
o Focus... Cleft Lip and Palate Defects. Missouri Monthly Vital Statistics. Missouri Department of Health.
Center for Health Information Management and Epidemiology. Jefferson City, Missouri 65102-0570, 2000, Vol
34, N°1.
OBRIGADO!