Localizado no extremo
leste da Ásia, o Japão é
conhecido como “terra
do sol nascente”,
tradução também do
seu nome próprio,
Nippon ou Nihon.
O Japão é um
arquipélago "milhares
de ilhas, das quais se
destacam quatro:
Honshu, a maior delas e
onde fica a capital
japonesa, Tóquio,
Hokkaido, Shikoku e
Kyushu.
Dados gerais do Japão
•Nome oficial: Japão
•Gentílico: japonês
•Extensão territorial: 377.930 km²
•Capital: Tóquio
•Clima: temperado frio e tropical
•Governo: monarquia constitucional parlamentarista
•Divisão administrativa: 47 prefeituras
•Idioma: japonês
•Religiões: xintoísmo, budismo, cristianismo e outras
•População: 125,9 milhões/habitantes (ONU, 2022)
•Densidade demográfica: 332,2 hab./km² (ONU, 2022)
•Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): 0,884
•Moeda: iene
•Produto Interno Bruto (PIB): US$ 4.937 trilhões (FMI, 2022)
•PIB per capita: US$ 35.278
•Índice de Gini: 0,249
•Relações exteriores: ONU; Cooperação Econômica Ásia-Pacífico
(Apec); Aliança do Pacífico; OCDE (Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico; Banco Mundial;G7.
o país é bastante
montanhoso ( 80% de
sua superfície é
montanhosa), o que
dificulta a agricultura e
preserva florestas.
A pequena
quantidade de terra
arável, aliada ao
extenso litoral, leva ao
desenvolvimento da
maior frota de pesca do
mundo em tonelagem.
• O arquipélago japonês
fica na região chamada
Círculo de Fogo ou Anel
de Fogo, área de extrema
instabilidade tectônica
onde há a presença do
maior número de vulcões
do Pacífico, além da
ocorrência de terremotos,
maremotos e tsunamis.
Por estar nos
limites da placa
tectônica
Euroasiática,
o Japão
sofre com
terremotos e
vulcões.
POLÍTICA
• O Japão é uma Monarquia
parlamentarista.
Chefe de estado: Imperador
Naruhito (desde 2019).
Primeiro Ministro: Yoshihide Suga
(desde 2020).
História do Japão
O povoamento do arquipélago japonês é muito antigo, e acredita-se que teve início há
três milhares de décadas antes da era atual com povos oriundos da Sibéria. Os
registros indicam, no entanto, que as primeiras populações japonesas se formaram por
volta do século III a.C.
Mais tarde, entre meados do século III e o século VI, quando se estabeleceu no país a
dinastia Yamato, houve a centralização do poder no arquipélago japonês, o que acabou
se desfazendo algum tempo mais tarde.
Durante boa parte da sua história, até a segunda metade da era feudal, o Japão tinha
pouca influência dos europeus e de outras populações ocidentais. Esse quadro se
alterou a partir do século XVI, com a chegada dos portugueses, que firmaram laços
comerciais com o país asiático e introduziram elementos religiosos na cultura japonesa.
Ainda assim, o país se manteve essencialmente fechado para as influências
estrangeiras até o início do século XIX, com a chegada dos estadunidenses, que
marcou uma nova fase das relações do Japão com o Ocidente.
A segunda metade do século XIX e o início do XX foram marcados pela rápida
modernização e pelas intensas reformas no meio rural e urbano, incluindo o processo
de industrialização, promovidas pelo imperador Meiji no período que foi denominado
Era Meiji.
Além da Guerra da Manchúria, o Japão esteve diretamente inserido nos conflitos da
Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Esta transformou o curso da história japonesa
com os eventos devastadores da eclosão de duas bombas nucleares lançadas pelos
Estados Unidos nas cidades de Hiroshima e Nagasaki.
O EXTRAORDINÁRIO
DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL
Até o início do século XIX o
Japão se mantinha isolado, se
opondo a uma aproximação com
o ocidente.
Em 1853, um oficial da marinha
norte-americana consegue, por
meio de um tratado, autorização
para que navios norte-
americanos pudessem atracar
em portos japoneses.
Esse fato estimulou o comércio
entre os dois países e levou o
Japão a abrir-se para o mundo.
DE IMPERIALISTA A PAÍS DOMINADO
A partir de 1870, teve início a
industrialização japonesa num período
conhecido como Revolução Meiji.
A necessidade de aumentar seu
mercado consumidor e de obter
matérias-primas para abastecer suas
indústrias fizeram do Japão uma
potência imperialista.
O Japão invadiu e dominou a Coréia
em 1910, a Manchúria ( NORTE DA
China) e outras províncias em 1931.
Durante a Segunda Guerra
Mundial aliou-se à Alemanha
e a Itália.
Atacaram os Estados Unidos
em 1941 ( Pearl Harbor).
Em 1945 após as bombas
lançadas pelos Estados
Unidos em Hiroshima e
Nagasaki, o Japão se rende.
INTERVENÇÃO DOS EUA
• Com o fim da Guerra, Europa
Ocidental e Japão estão arrasados.
• Estados Unidos tornava-se a
superpotência do mundo capitalista
e passavam a investir tanto na
reconstrução da Europa ocidental
como na do Japão. Isso ocorreu
porque os norte-americanos
receavam o avanço socialista na
Europa e na Ásia.
Um dos resultados dessa
intervenção foi a desmilitarização
japonesa (não podiam manter
exércitos nem fabricar armamentos).
DOMINADO, MAS NEM
TANTO
Com a ajuda financeira dos Estados
Unidos, a economia japonesa voltou a
crescer depois de 1945.
Para isso contribui também a
estrutura social – mão de obra
disciplinada e barata, movida
pela ideia de reerguer o país.
A partir da década de 1980, os níveis
salariais e de consumo subiram
bastante e o Japão deixou de ser
somente uma economia voltada para a
exportação e passou também a ser
uma importante sociedade de consumo.
O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA
No Japão o governo procura
coordenar a política industrial de sua
economia ( diferente dos Estados
Unidos, por exemplo, cujos governos
procuram não intervir na economia e
deixar cada empresa fazer sua política
particular).
O Estado japonês investe
pesadamente na educação pública de
qualidade ( que garante mão de obra
qualificada para as empresas) e na
pesquisa tecnológica, além de exercer
um papel ativo na conquista de
mercados externos, na proteção à
indústria nacional.
Assim, o Japão apresentou, de 1955 a 1973, um
extraordinário crescimento da produção industrial, com
níveis acima dos obtidos na Europa ocidental e Estados
Unidos.
Sua taxa média de crescimento chegava a 13%.
Foi a economia que mais cresceu no mundo na segunda
metade do século XX ( de 1950 À 1990, especialmente).
O país iniciou um pesado investimento em tecnologias,
resultando em uma grande quantidade de exportações,
principalmente para os EUA, o que foi responsável pelo
grande desenvolvimento econômico do país, chamado de
“Milagre Japonês”.
Com uma economia baseada na importação de matérias-
primas e na exportação de produtos de alta tecnologia,
com boa qualidade e a preços baixos, o Japão tornou-se,
nos anos 1990, a segunda maior economia mundial.
A partir daí, o Japão entrou numa crise econômica e numa fase
de baixo crescimento, às vezes até negativo.
Entretanto, depois disso, o modelo econômico japonês
demonstrou sinais de esgotamento. Por quê?
Em primeiro lugar, os demais países do globo também
realizaram importantes avanços no desenvolvimento
tecnológico, de forma que muitos deles conseguiram avanços
iguais ou superiores aos japoneses, com custos inferiores e
qualidade semelhante em seus produtos.
Em segundo lugar, emergiram no contexto da economia
internacional alguns concorrentes que começaram a ganhar
mercados e a tomar espaços que antes eram liderados pelo
mercado japonês, como a China e os Tigres Asiáticos.
Outro fator preponderante nesse processo foi a extrema
dependência do país em exportar seus produtos. Com as
quedas dessas exportações, a economia do Japão reduziu o
seu crescimento.
Atualmente, o maior exportador do mundo é a China.
Para piorar esse cenário, emergiu a partir de 2007 uma série de crises
econômicas que afetaram os Estados Unidos e, principalmente, a Europa, o
que refletiu no crescimento da economia japonesa.
Para mudar esse cenário, os especialistas são unânimes em dizer que é
preciso reduzir a dependência da economia japonesa das importações,
fortalecendo o mercado interno e incentivando, inclusive, a compra de
produtos estrangeiros, a fim de facilitar o aumento das exportações.
A economia japonesa encolheu 4,8% no ano de 2020, segundo dados
oficiais divulgados. Foi a primeira retração desde a crise financeira de 2009.
Apesar da retração anual, o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão registrou
crescimento de 3% no 4º trimestre, na comparação com o 3º trimestre.
Com dois trimestres seguidos de crescimento forte, a economia do Japão
provavelmente recuperou 90% das perdas induzidas pela pandemia,
segundo analistas.
Com a pandemia de coronavírus sendo contida, o fim do estado de
emergência e o lançamento da vacina, a economia japonesa deve começar
a se recuperar, voltando ao normal, a partir do trimestre abril-junho.
O FMI projeta uma alta de 3,1% no PIB do Japão em 2021.
ECONOMIA
INDÚSTRIA : a poderosa indústria
destaca-se na produção de aço ( Nippon
Steel), tecidos, navios, produtos químicos,
automóveis ( Toyota, Honda, Nissan,
Mitsubishi, etc) eletroeletrônicos
( Panasonic, Sony Hitashi, Toshiba, etc)
computadores ( Sony)
Além destas áreas, a metalurgia,
siderurgia e produção naval também são
destaques na economia japonesa. Além de
grandes empresas multinacionais, o Japão
conta com um forte sistema bancário.
A infraestrutura (portos, rodovias, geração
de energia, etc.) japonesa também é muito
desenvolvida, fator que colabora muito com
o desenvolvimento econômico do país.
AGRICULTURA: produção de arroz e chá
PESCA: um dos maiores países
pesqueiros do mundo.
O PIB nominal considera que há variações nos preços mediante a inflação ou deflação. Já o PIB real
corresponde àquele cujo cálculo é feito com base nos preços constantes, escolhendo, então, um ano
específico e não levando em consideração o efeito da inflação.