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Introdução à Micologia e Fungos

O documento introduz conceitos sobre micologia e fungos, incluindo características, estruturas, reprodução e tipos como leveduras. Aborda tópicos como morfologia, anatomia, importância de leveduras e estruturas celulares.

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Introdução à Micologia e Fungos

O documento introduz conceitos sobre micologia e fungos, incluindo características, estruturas, reprodução e tipos como leveduras. Aborda tópicos como morfologia, anatomia, importância de leveduras e estruturas celulares.

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Tema:

Introdução a Micologia

Discente: Docente:
Carina Carlos No 9 Manuel João Baptista
o
Helena Manuel N 21
Tatiana Lucas No 42
Noções gerais dos fungos e leveduras, fungos
patogénicos para humanos
Conceito de Micologia e fungo

Micologia é um ramo da biologia dedicado ao estudo


dos fungos, que são organismos heterotróficos de
variadas dimensões. Possuem tamanhos como os
cogumelos e tamanhos microscópicos como as
leveduras e bolores.

Fungos são organismos eucarióticos quimio-


heterotróficos, absorvem componentes orgânicos
como fonte de energia.
Cont.

Os fungos são aeróbios em sua grande maioria, mas


alguns fungos anaeróbicos estritos e facultativos são
conhecidos. Podem ser uni ou multicelulares e
reproduzem-se sexuada ou assexuadamente. Alguns
fungos apresentam ciclo parassexuado.
Possuem parede celular rígida que pode ser
composta de celulose, glicanas, mananas ou quitina
e membrana celular com esteróis presentes. Seu
principal material de reserva é o glicogênio.
Cont.
Os fungos apresentam hábitat relativamente diversos,
alguns são aquáticos – vivem principalmente em água
doce, embora também sejam conhecidos fungos
marinhos. A maioria, no entanto, vive em hábitat
terrestres, no solo ou em matéria vegetal morta,
geralmente desempenhando papel crucial na
mineralização do carbono orgânico da natureza.

Exemplo de Fungo
Cont.

Características gerais
Durante muito tempo, os fungos foram considerados
como vegetais e, somente a partir de 1969, passaram
a ser classificados em um reino à parte.
Os fungos apresentam um conjunto de características
próprias que permitem sua diferenciação das
plantas: não sintetizam clorofila, não tem celulose na
sua parede celular, excepto alguns fungos aquáticos e
não armazenam amido como substância de reserva.
A presença de substâncias quitinosas na parede da
maior parte das espécies fúngicas e a sua capacidade
de depositar glicogénio os assemelham às células
animais.
Cont.
Os fungos são seres vivos eucarióticos, com um só núcleo, como as
leveduras, ou multinucleados, como se observa entre os fungos
filamentosos ou bolores. Seu citoplasma contém mitocôndrias e
retículo endoplasmático rugoso.
São heterotróficos e nutrem-se de matéria orgânica morta –
fungos saprofíticos, ou viva - fungos parasitários. Suas células
possuem vida independente e não se reúnem para formar tecidos
verdadeiros.
Os componentes principais da parede celular são hexoses e
hexoaminas, que formam mananas, ducanas e galactanas.
Protoplastos de fungos podem ser obtidos pelo tratamento de seus
cultivos, em condições hipertônicas, com enzimas de origem
bacteriana ou extraídas do caracol Helix pomatia.
Os fungos são ubíquos, encontrando-se no solo, na água, nos
vegetais, em animais, no homem e em detritos, em geral. O vento
age como importante veículo de dispersão de seus propágulos e
fragmentos de hifa.
Cont.

Estrutura dos fungos


Os fungos podem se desenvolver em meios de cultivo especiais
formando colônias de dois tipos: leveduriformes e fi lamentosos.
As colónias leveduriformes são pastosas ou cremosas, formadas
por microrganismos unicelulares que cumprem as funções
vegetativas e reprodutivas. As colônias fi lamentosas podem ser
algodonosas, aveludadas ou pulverulentas; são constituídas
fundamentalmente por elementos multicelulares em forma de
tubo — as hifas.
As hifas podem ser contínuas ou cenocíticas e tabicadas ou
septadas. Possuem hifas septadas os fungos das divisões
Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota e hifas cenocíticas,
os das divisões Mastigomycota e Zygomycota.
Ao conjunto de hifas, dá-se o nome de micélio. O micélio que se
desenvolve no interior do substrato, funcionando também como
elemento de sustentação e de absorção de nutrientes, é chamado
de micélio vegetativo.
Cont.
Os propágulos ou órgãos de disseminação dos fungos são
classificados, segundo sua origem, em externos e internos,
sexuados e assexuados. Embora o micélio vegetativo não
tenha especificamente funções de reprodução, alguns
fragmentos de hifa podem se desprender do micélio
vegetativo e cumprir funções de propagação, uma vez que
as células fúngicas são autónomas.
Estes elementos são denominados de taloconídios e
compreendem os blastoconídios, artroconídios e
clamidoconídios.
Os blastoconídios, também denominados gêmulas, são
comuns nas leveduras e se derivam por brotamento da
célula-mãe. As vezes, os blastoconídios permanecem
ligados à célula-mãe, formando cadeias, as pseudohifas,
cujo conjunto é o pseudomicélio.
Cont.
Os artroconídios são formados por fragmentação das hifas em
segmentos retangulares. São encontratos nos fungos do gênero
Geotrichum, em Coccidioides immitis e em dermatófi tos.
Os clamidoconídios têm função de resistência, semelhante a
dos esporos bacterianos. Sua localização no micélio pode ser
apical ou intercalar.
Formam-se em condições ambientais adversas, como escassez
de 9 fúngico.
Entre outras estruturas de resistência devem ser mencionados
os esclerócios ou esclerotos, que são corpúsculos duros e
parenquimatosos, formados pelo conjunto de hifas e que
permanecem em estado de dormência, até o aparecimento de
condições adequadas para sua germinação.
São encontrados em espécies de fungos das divisões
Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota.
Cont.

Reprodução dos fungos


Os fungos se reproduzem em ciclos assexuais, sexuais e
parassexuais.
Na reprodução assexual, os fungos produzem
descendentes que são geneticamente idênticos ao
organismo parental. Isso é geralmente feito através da
formação de esporos assexuais, como esporos de
conídios, esporos de clamidósporos ou esporos de
zoósporos. A reprodução assexual é rápida e eficaz para a
disseminação, mas não gera variabilidade genética.
A reprodução sexual em fungos envolve a fusão de células
sexuais (gametas) de diferentes indivíduos, geralmente
chamadas de micélios. Isso leva à formação de um novo
organismo, conhecido como zigoto ou esporo sexual.
Cont.

A reprodução parassexual é um processo de


recombinação genética que ocorre em fungos sem a
formação de estruturas sexuais especializadas, como
basídios ou ascos. Em vez disso, envolve a fusão de
núcleos de células somáticas dentro do micélio. Isso
pode levar à troca de material genético e à formação de
novas combinações de genes, aumentando a
variabilidade genética.
A reprodução parassexual é observada principalmente
em fungos que não exibem uma reprodução sexual
típica.
A reprodução assexuada abrange quatro modalidades:
1) fragmentação de artroconídios; 2) fissão de células
somáticas; 3) brotamento ou gemulação do
blastoconídios-mãe; 4) produção de conídios.
Cont.

Os conídios representam o modo mais comum de reprodução


assexuada; são produzidos pelas transformações do sistema
vegetativo do próprio micélio. As células que dão origem aos
conídios são denominadas células conidiogênicas.
Os conídios podem ser hialinos ou pigmentados, geralmente
escuros
- Os feoconídios; e podem apresentar formas diferentes—
esféricos, fusiformes, cilíndricos, piriformes etc; ter parede lisa
ou rugosa; serem formados de uma só célula ou terem septos
em um ou dois planos; e apresentar-se isolados ou agrupados.
As hifas podem produzir ramificações, algumas em plano
perpendicular ao micélio, originando os conidióforos, a partir
dos quais se formarão os conídios. Normalmente, os conídios
se originam no extremo do conidióforo, que pode ser
ramificado ou não.
Cont.

Leveduras
São fungos da classe dos ascomicetos, os quais pertencem
ao filo Ascomycota. Este filo caracteriza-se por possuir
fungos nos quais a produção de esporos ocorre em
esporângios específicos, denominados de ascos.
Características
São microrganismos eucariontes, unicelulares,
desenvolvem-se na fermentação alcoólica. Apresentam
membrana celular bem definida, pouco espessa em células
jovens, e rígidas em células adultas. As leveduras não
formam filamentos, são imóveis, quimio-heterotróficos e
aeróbios facultativos (metabolismos oxidativo e
fermentativo). Reproduzem-se assexuada e sexuadamente.
Não são capazes de utilizar amido e celulose como fonte de
carbono.
Cont.

Importância
Nas indústrias, as leveduras apresentam os seguintes pontos de
interesse:
São utilizadas na produção do álcool industrial e de todas as
bebidas alcoólicas destiladas ou não; São utilizadas na
panificação; São prejudiciais à conservação de frutos e de sucos
vegetais, pois são agentes de fermentação; Algumas espécies são
patogénicas às plantas, animais e ao homem.
Tamanho das células das leveduras
O tamanho das células de leveduras é variado, mas, numa
cultura jovem, os tamanhos das células podem ser bem
uniformes em algumas espécies ou extremamente heterogêneos
em outras. Estas disparidades podem ser usadas para fazer a
diferenciação entre as espécies e algumas vezes até mesmo entre
linhagens da mesma espécie. A unidade de medida das
leveduras assim como das bactérias é o µm (micrômetro), que
equivale a 10-3 mm.
Cont.

Morfologia das leveduras


A célula da levedura pode apresentar várias formas,
as quais podem ser o resultado da maneira de
reprodução vegetativa, bem como das condições de
cultivo e da idade da cultura. Exemplos na Figura
abaixo:
Cont.

Estruturas da célula da levedura


A maioria das investigações feitas sobre as estruturas
da célula de levedura é baseada em trabalhos com
Saccharomyces cerevisiae. As informações sobre a
citologia da levedura têm sido feitas por observações
diretas ao microscópio óptico, por técnica de coloração
da célula para componentes específicos, por
microscopia eletrônica de transmissão, bem como por
microscopia de varredura. Assim, é possível verificar
que as principais estruturas das leveduras são: parede
celular, membrana plasmática, núcleo, mitocôndrias e
vacúolos (Figura).
Cont.

Estruturas da célula da levedura


Cont.

Anatomia dos Fungos


A anatomia dos fungos varia dependendo do tipo de
fungo, mas em geral, os fungos são organismos
multicelulares que pertencem ao reino Fungi. Eles
diferem das plantas e dos animais em muitos aspectos,
incluindo sua estrutura anatómica. Vou descrever a
anatomia básica de um fungo típico:
Hifas: Os fungos são compostos por uma rede de
filamentos ramificados chamados hifas. As hifas são as
unidades estruturais dos fungos e podem ser
unicelulares (leveduras) ou multinucleadas (hifas
septadas) com septos (paredes) entre as células. Essas
hifas se agrupam para formar o corpo principal do
fungo, chamado de micélio.
Cont.
Micélio: O micélio é a massa vegetativa do fungo e consiste em
um emaranhado de hifas. É a parte do fungo que cresce e se
espalha através do substrato em busca de nutrientes. Esporos:
Os fungos se reproduzem principalmente por meio de esporos.
Os esporos são estruturas reprodutivas especializadas que
podem ser produzidas em diferentes estruturas de reprodução
dos fungos, como esporângios, basídios ou ascas, dependendo
do tipo de fungo. Estruturas de reprodução: Os fungos podem
produzir uma variedade de estruturas de reprodução,
incluindo:
Esporângios: Encontrados em fungos como os zigomicetos,
que incluem o mofo preto comum.
Basídios: Encontrados em fungos basidiomicetos, como
cogumelos, cogumelos-de-chapéu, e outros. Os basídios são
responsáveis pela produção de esporos chamados
basidiósporos.
Cont.

Ascósporos: Encontrados em fungos ascomicetos,


como leveduras e muitos fungos patogênicos de
plantas. São produzidos em estruturas chamadas
ascas.
Micorrizas: Alguns fungos estabelecem relações
simbióticas com plantas, formando micorrizas.
Parede celular: Os fungos têm uma parede celular que
é composta principalmente de quitina, um
polissacarídeo que os diferencia das plantas, que têm
celulose em suas paredes celulares.
Não têm clorofila: Diferentemente das plantas, os
fungos não são capazes de realizar fotossíntese, o que
significa que eles não produzem seu próprio alimento a
partir da luz solar.
Cont.

Crescimento indeterminado: O crescimento dos


fungos é indeterminado, o que significa que eles
podem continuar crescendo enquanto tiverem acesso
a nutrientes adequados e condições ambientais
favoráveis.
A anatomia dos fungos pode variar consideravelmente
entre os diferentes grupos e espécies de fungos, mas
esses são os aspectos gerais da anatomia dos fungos. É
importante ressaltar que os fungos desempenham
papéis cruciais na decomposição da matéria orgânica,
ciclagem de nutrientes e em muitos ecossistemas,
bem como têm aplicações industriais, medicinais e
alimentares importantes.
Cont.

Fungos patogénicos para humanos


Não são todos os fungos que causam problemas. Alguns,
inclusive, são muito importantes na vida humana, como
aqueles usados na fermentação e, assim, produção de
alimentos e bebidas; os cogumelos comestíveis; e as
espécies com aplicações biotecnológicas, como a penicilina
e muitas outras. Alguns, no entanto, não só causam
doenças graves nos seres humanos, mas também afectam
plantas, destruindo cerca de um terço da colheita de
alimentos anualmente (em lavouras de trigo, arroz, milho,
soja, batata e outras) e impactando a biodiversidade vegetal
e, também, animal, com doenças, por exemplo, em
anfíbios, morcegos e abelhas.
Dentre os fungos patogénicos humanos, quatro são os
géneros mais comuns: Candida, Aspergillus, Cryptococcus
e Pneumocystis.
Cont.
Os fungos estão por toda parte, no solo, no ar, e não há como
evitá-los. No caso de fungos filamentosos (comumente
reconhecidos como mofos ou bolores), como o Aspergillus
fumigatus estudado pelo pesquisador da UFSCar, cada pessoa
inala centenas de esporos (conídios) desses fungos por dia.
No entanto, na maior parte dos casos, o risco atinge apenas
quem apresenta algum comprometimento na resposta imune,
como pacientes em tratamento de câncer, transplantados ou
com HIV.
Como o número de pessoas que apresentam quadro de
imunossupressão vem aumentando mundialmente, em
paralelo ocorre o aumento das infecções de natureza fúngica.
Durante a pandemia, também tem sido identificada associação
frequente entre casos graves de Covid-19, com necessidade de
internação, e infecções por Aspergillus fumigatus.
Cont.
O gênero Aspergillus tem cerca de 200 espécies, das
quais 20 colonizam órgãos humanos, mas o
Aspergillus fumigatus é responsável por mais de
90% dos casos de aspergilose pulmonar invasiva, a
forma mais grave da doença, que mata de 60 a 90%
dos pacientes acometidos.

Micoses: doença causada por fungo


Cont.
Técnicas de diagnóstico laboratorial dos fungos e
leveduras
O diagnóstico laboratorial de fungos e leveduras envolve
várias técnicas que podem ser usadas para identificar e
caracterizar esses microorganismos. Algumas das
principais técnicas incluem:
Microscopia Directa: A observação microscópica de
amostras clínicas ou culturas é uma técnica inicial
importante. Corantes como o azul-de-metileno e o Giemsa
podem ser usados para realçar as características das
células fúngicas, permitindo a visualização de estruturas
como hifas, esporos e leveduras.
Cultura: O isolamento e cultivo de fungos e leveduras em
meios de cultura específicos são passos fundamentais no
diagnóstico.
Cont.
Testes Bioquímicos: Vários testes bioquímicos podem
ser realizados para caracterizar as propriedades
metabólicas dos fungos e leveduras.
Testes Sorológicos: Testes sorológicos, como o teste de
aglutinação e ELISA, podem ser usados para detectar
anticorpos específicos contra fungos em amostras de
soro do paciente.
Testes de Sensibilidade a Antifúngicos: Esses testes
avaliam a sensibilidade de fungos a diferentes agentes
antifúngicos.
Biologia Molecular: Técnicas como a reacção em
cadeia da polimerase (PCR) permitem a detecção
específica de sequências de DNA de fungos em
amostras clínicas.
Cont.
Espectrometria de Massa: A espectrometria de massa
por matriz assistida de laser (MALDI-TOF) é uma
técnica poderosa para a identificação rápida de
microorganismos com base em padrões de proteínas.
Microscopia Electrónica: A microscopia electrónica,
incluindo a microscopia electrónica de transmissão
(MET) e a microscopia electrónica de varredura
(MEV), permite a visualização detalhada da
ultraestrutura das células fúngicas, o que pode auxiliar
na identificação.
Biologia Molecular Avançada: Técnicas mais
avançadas, como sequenciamento de nova geração
(NGS), podem ser utilizadas para a análise genómica e
transcriptômica de fungos e leveduras.

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