0% acharam este documento útil (0 voto)
38 visualizações40 páginas

Entendendo o Sistema Único de Saúde (SUS)

Enviado por

Maven Calore
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
38 visualizações40 páginas

Entendendo o Sistema Único de Saúde (SUS)

Enviado por

Maven Calore
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPT, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SUS- Sistema Único

de Saúde

Disciplina de Políticas
Públicas

Criado em 1988 pela Constituição Federal


Política Pública de Saúde
Representou a maior mudança social dos
últimos 50 anos no Brasil
O que é o SUS?
 O SUS é único, isto é, tem a mesma
doutrina, a mesma filosofia de atuação em
todo o território nacional, e é organizado
de acordo com uma mesma sistemática.
O SUS
 O SUS regulamentado pela Lei Orgânica da
Saúde de nº 8.080/90, e pela Lei nº 8.142/90,
que, dentre outros, trata da participação
comunitária na gestão do Sistema.

 Antes do SUS, somente os trabalhadores com


carteira assinada tinham direito à assistência
médica gratuita.
 O serviço era de responsabilidade do antigo
Inamps. As demais pessoas que não tivessem
recursos precisavam aguardar o atendimento
em instituições de filantropia ou de caridade.

A Constituição Brasileira de
1988
 determina nos seus artigos 196, 197,
198, 199 e 200 as questões relativas à
saúde do país.
Artigos do SUS

 Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido


mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às
ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

 Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde,


cabendo ao Poder público dispor, nos termos da lei, sobre sua
regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser
feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física
ou jurídica de direito privado.
Artigos CF sobre o SUS
Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede
regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único. O SUS
será financiado, com recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados e dos Municípios, além de outras fontes.

Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.


& 4º – A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a
remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de
transplante, pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento
e transfusão de sangue e seus derivados.
Artigo 200 do SUS
 I-controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de
interesse para a saúde, na produção de medicamentos, equipamentos,
imunobiológicos, hemoderivados e outros.
 II- executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, com como
as de saúde do trabalhador;
 III- ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
 IV- participar da formulação da política e da execução das ações de
saneamento básico.
 V-Incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e
tecnológico;
 VI-Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor
nutricional, bem como bebidas e água para consumo humano.
 VII-Participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e
utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
 VIII-Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.
Quem gerencia o SUS?
Os gestores do SUS são os representantes de
cada esfera de governo designados para o
desenvolvimento das funções do Executivo
na saúde, ou seja:
 no âmbito nacional, o Ministro da Saúde;
 no âmbito estadual, o Secretário de Estado
da Saúde;
 no âmbito municipal, o Secretário Municipal
de Saúde.
GESTÃO DO SUS EM CADA ESFERA DE
GOVERNO – Papel por Esfera de Governo

ESFERA FEDERAL
 GESTOR: MINISTÉRIO DA SAÚDE
 Formulação de políticas nacionais de saúde,
planejamento, normalização, avaliação e
controle do SUS em nível nacional.
Financiamento das ações e serviços de
saúde por meio da aplicação/transferências
intergovernamentais de recursos públicos
arrecadados.
GESTÃO DO SUS EM CADA ESFERA DE
GOVERNO – Papel por Esfera de Governo

ESFERA ESTADUAL
 GESTOR: SECRETARIA ESTADUAL

DE SAÚDE
 Formulação da política estadual de
saúde, coordenação, planejamento,
regulação complementar e controle
do SUS em nível Estadual.
Financiamento com recursos próprios
e transferidos pela esfera federal.
GESTÃO DO SUS EM CADA ESFERA DE
GOVERNO – Papel por Esfera de Governo

ESFERA MUNICIPAL
 GESTOR: SECRETARIA MUNICIPAL DE
SAÚDE
Formulação da política municipal de saúde,
planejamento, regulação complementar,
controle e prestação de serviços diretos ou
por meio de referências intermunicipais.
prestação de serviços de saúde
meio de referências intermunicipais.
Financiamento com recursos próprios e com
recursos transferidos pelo gestor federal e
estadual do SUS.
Lei orgânica de saúde:
Lei 8080/90
 REGULAMENTA AS AÇÕES E SERVIÇOS DE SAÚDE
 Apresenta uma visão ampla e bem dimensionada acerca das
ações prioritárias a serem realizadas pelo SUS, para que
este possa cumprir seu papel de promover o atendimento
integral à saúde da população brasileira
 Define competências e atribuições dos níveis federal,
estadual e municipal.
 Relação com os serviços privados, em caráter
complementar: quando o SUS não tiver disponibilidade
suficiente para a cobertura da assistência poderá recorrer
ao serviços privados.
Artigo 3º da Lei 8080/90
A saúde tem como fatores determinantes e
condicionantes, entre outros, a alimentação,
a moradia, o saneamento básico, o meio
ambiente, o trabalho, a renda, a
educação, o transporte, o lazer e o
acesso aos bens e serviços essenciais; os
níveis de saúde da população expressam a
organização social e econômica do país.
Ou seja, o Conceito positivo de saúde!!!
Lei orgânica de saúde:
Lei 8142/90
 DISPÕE SOBRE A PARTICIPAÇÃO POPULAR
 Regulamenta as Conferências de Saúde e os Conselhos
Municipais
 Conferências: 4 em 4 anos com a representação dos vários
segmentos da sociedade para avaliar e propor formulações para
as políticas de saúde.
 A representação dos usuários deverá ser paritária tanto nos
Conselhos como nas Conferências.
Garante a participação da população nos Conselhos de Saúde
estaduais e municipais através de representantes de
associações, sindicatos e outros.
Os Conselhos de Saúde (Controle Social
ou participação da comunidade)

 A participação popular é fundamental no processo de formulação e


avaliação das políticas de saúde. Os conselhos são canais abertos de
diálogo com a sociedade e fiscalizam a assistência no SUS.
 Os conselhos de saúde são órgãos permanentes que têm poder de decisão
e servem para garantir a participação permanente e regular da sociedade:
 • na elaboração das diretrizes gerais da política de saúde;
 • na formulação das estratégias de implantação dessa política;
 • no controle sobre a execução;
 • no controle sobre a utilização de recursos;
 • na mobilização da população.
A composição dos conselhos é definida por lei que especifica a importância
da paridade de forças entre:
 50% de usuários (população);
 50% entre prestadores de serviço, profissionais de saúde e gestor.
Lei Orgânica de Saúde
 Desde a criação do SUS toda e qualquer ação ou
serviço de saúde a ser prestado às pessoas deve
seguir rigorosamente as regras determinadas pela
LOS – Lei Orgânica da Saúde, que se aplicam não
somente às unidades públicas como também às
particulares, como hospitais clínicas, ambulatórios e
profissionais liberais de variadas categorias: médicos,
enfermeiros, psicológicos, técnicos e auxiliares de
enfermagem, odontólogos, assistente social, entre
outros.
O SUS em 2018
 Mais de 4,1 bilhões de tratamentos ambulatoriais ao ano
 Mais de 1,4 bilhão de consultas médicas ao ano
 Mais de 11,5 milhões de internações ao ano
 Saúde da Família atinge a mais de 112 milhões de habitantes, ou seja, mais da metade da
população brasileira (56%)ao ano
 619 milhões de atendimentos realizados em mulheres no
 SUS ao ano
 2,7 milhões de partos realizados pelo Sistema Único de Saúde ao ano
 Mais de 27 mil transplantes ao ano
 Mais de 150 milhões de pessoas por ano atendidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência – SAMU
 Mais de 250 mil agentes comunitários de saúde na quase totalidade de municípios
 596 UPAS
 322.336 hospitais com 436.887 leitos
 69.347.167 procedimentos cirúrgicos e 26.329 transplantes
 1.355 hospitais psiquiátricos
 133 Consultórios na Rua;
 2.552 CAPS;
 3.307 ambulâncias
São diretrizes do SUS
(artigo 198)
 I - descentralização, com direção única
em cada esfera de governo;
 II - atendimento integral, com
prioridade para as atividades
preventivas, sem prejuízo dos serviços
assistenciais;
 III - participação da comunidade.
Princípios Doutrinários

 Universalidade dos serviços;


 Equidade na assistência à
saúde;
 Integralidade da assistência.
SUS –Princípios
1) Universalidade –
Significa garantir atenção à
saúde a todos os cidadãos -
acesso aos serviços de saúde em
todos os níveis de assistência.
2)Integralidade
Cada indivíduo deve ser olhado como um todo
indivisível e integrante de uma comunidade tanto
a forma preventiva como curativa, individual e
coletiva, exigido para cada caso em todos os
níveis de complexidade do sistema e de um meio
ambiente.
Todas as necessidades de cada um, nas
distintas fases de vida ou situação de
saúde, tenham atendimento e sejam
resolvidas.
Princípios do SUS
 3)Equidade –
Significa que os indivíduos devem ser atendidos conforme as
suas necessidades, para isso, deve garantir ações e serviços
para todos os cidadãos, more onde morar.
Os serviços de saúde devem saber quais são as diferenças dos
grupos da população e trabalhar cada necessidade. O SUS deve
tratar desigualmente os desiguais. Todo cidadão é igual perante
o SUS e será atendido conforme as suas necessidades.
O SUS não pode oferecer o mesmo atendimento à todas as
pessoas, da mesma maneira, em todos os lugares. Se isto
ocorrer, algumas pessoas vão ter o que não necessitam e
outras não serão atendidas naquilo que necessitam.
Princípios Organizativos

 1)Regionalização/ Hierarquização
Este principio está ligado aos gestores
municipais e estaduais.
A rede de serviços do SUS deve ser
organizada de forma regionalizada e
hierarquizada, permitindo um
conhecimento maior dos problemas de
saúde da população de uma área
delimitada.
A regionalização e a
hierarquização dos serviços
 Dizem respeito à forma de organização dos
estabelecimentos (unidades de unidades) entre si e
com a população usuárias.
 A regionalização dos serviços implica a delimitação
de uma base territorial para o sistema de saúde, que
leva em conta a divisão político administrativa do
país, mas também contempla a delimitação de
espaços territoriais específicos para a organização
das ações de saúde, subdivisões ou agregações do
espaço político-administrativo.
A hierarquização

 A hierarquização dos serviços, diz respeito à


possibilidade de organização das unidades
segundo grau de complexidade tecnológica dos
serviços, isto é, o estabelecimento de uma rede
que articula as unidades mais simples às
unidades mais complexas, através de um
sistema de referência e contrarreferência de
usuários e de informações.
Princípios Organizativos SUS
 2)Descentralização político-
administrativa e comando único em
cada esfera.
Redistribuição das responsabilidades das ações
e serviços de saúde entre as esferas de
governo: municipal, estadual e federal a
partir da ideia de que quanto mais perto do
fato a decisão for tomada, mais chance
haverá de acerto.
3)Participação Social
 É um direito e um dever da sociedade
participar das gestões públicas em geral
e da saúde pública, em particular;
 É dever do poder público garantir as
condições para essa participação,
assegurando a gestão comunitária do
SUS.
PRINCÍPIOS ÉTICOS/DOUTRINÁRIOS
Universalidade

Equidade Integralidade

SUS

Regionalização
e Descentralização
Hierarquização
Controle Social

PRINCÍPIOS ORGANIZACIONAIS
DECRETO 7.508 de 28 de Junho
de 2011- cont.
 Este Decreto regulamenta a Lei 8.080/90, para dispor sobre a
organização, o planejamento, a assistência e a articulação interfederativa.
 Para efeito deste Decreto, considera-se:
- Região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por
agrupamentos de Municípios, delimitado a partir de identidades culturais,
econômicas e infraestrutura de transportes, com a finalidade na execução
de ações e serviços de saúde;
- Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde
articulados em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de
garantir a integralidade da assistência à saúde;
- Serviços Especiais de Acesso Aberto - serviços de saúde específicos
para o atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação
laboral, necessita de atendimento especial;
DECRETO 7.508 de 28 de
Junho de 2011
Este decreto traz alguns conceitos com relação a seguinte organização para
fins de assistência a saúde:
- Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração

firmado entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e


serviços de saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de
responsabilidades, indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho,
recursos financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua
execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e
serviços de saúde;
 - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS;

- Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes

federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS;


- Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e de

ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada, considerando-se a
capacidade instalada existente, os investimentos e o desempenho aferido a partir dos
DECRETO 7.508 de 28 de Junho de 2011
Da Organização do SUS
 O SUS é constituído pela conjugação das ações e serviços de
promoção, proteção e recuperação da saúde executados pelos entes
federativos, de forma direta ou indireta, mediante a participação
complementar da iniciativa privada, sendo organizado de forma
regionalizada e hierarquizada.
 As Regiões de Saúde serão instituídas pelo Estado, em articulação
com os Municípios, respeitadas as diretrizes gerais pactuadas na CIT.
Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo ações e
serviços de:
 I - Atenção Primária.
 II - Urgência e Emergência.
 III - Atenção Psicossocial.
 IV - Atenção Ambulatorial Especializada e Hospitalar; V - Vigilância em
Saúde
Decreto 7.508/2011 - Da Hierarquização

 O acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços


de saúde se inicia pelas Portas de Entrada do SUS e se
completa na rede regionalizada e hierarquizada, de acordo com
a complexidade do serviço.
São Portas de Entrada às ações e aos serviços de saúde nas
Redes de Atenção à Saúde os serviços:
 I – de Atenção Primária
 III - de Atenção Psicossocial.
 II - de Atenção de Urgência e Emergência.
 IV - Especiais de Acesso Aberto.
Ao usuário será assegurada a continuidade do cuidado em saúde,
em todas as suas modalidades.
Normas Operacionais Básicas (NOB)

Norma Operacional Básica - NOB -1/93 – NOB 1/96 - Instrumento de


regulação do SUS - finalidade primordial de promover e consolidar o
pleno exercício, por parte do poder público municipal e do Distrito
Federal, da função de gestor da atenção à saúde dos seus munícipes
com a consequente redefinição das responsabilidades dos Estados, do
Distrito Federal e da União, avançando na consolidação dos princípios
do SUS.
O município passa a ser, de fato, o responsável imediato pelo
atendimento das necessidades e demandas de saúde do seu povo e
das exigências de intervenções saneadoras em seu território.
A Norma Operacional Básica
(NOB) de 1996
 A NOB 1996 contemplava os municípios em dois níveis de
habilitação:
 • Plena de atenção básica onde o município assume a
responsabilidade pelos serviços básicos de saúde;
 • A gestão Plena do sistema de saúde onde o município assume
a responsabilidade pela gestão dos três níveis de atenção:
primária, secundária e terciária.
 Estas duas formas de habilitação sofreram alterações na NOAS/
2001. A atenção básica passou a ser chamada de atenção
básica ampliada, aumentando também uma série de ações e
procedimentos. A Gestão Plena do Sistema também recebeu
mais atribuições.
Comissão Intergestores Tripartite
(CIT) e Comissão Intergestores
Bipartite (CIB)
 As instâncias básicas para a viabilização desses propósitos
integradores e harmonizadores são os fóruns de
negociação, integrados pelos gestores municipal, estadual
e federal:
 A Comissão Intergestores Tripartite (CIT) - e
 Pelos gestores estadual e municipal - a Comissão
Intergestores Bipartite (CIB).
 Por meio dessas duas instâncias e dos Conselhos de
Saúde, são viabilizados os princípios de unicidade e de
equidade.
 Evitam duplicidade ou omissão de ações e criam um espaço de
negociação permanente. Pactuam os tetos financeiros.
Norma Operacional de
Assistência – NOAS 01/2001
 Amplia a atenção básica!!!
 Responsabiliza os municípios pelo controle de tuberculose,
eliminação da hanseníase, controle da hipertensão, controle da
diabete mellitus, saúde da criança, saúde da mulher e saúde
bucal.
 Municipalizar a saúde é transferir para os municípios o direito e
a responsabilidade de controlar os recursos financeiros, as ações
de saúde e a prestação de serviços de saúde em seu território.
 Estabeleceu princípios de regionalização do SUS e novos
critérios de habilitação municipal e estadual.
 Incluiu a regionalização, pois os municípios não possuem uma
rede de saúde capaz de resolver todos os problemas. Nem todos
os municípios necessitam de hospitais para realizar internações,
mas precisam estar disponíveis á população.
A NOAS
 Surgiu a ideia de agrupar os municípios em microrregiões de
saúde. Há um município sede que deverá estar habilitado em
Gestão Plena do Sistema. Esse município irá receber recursos
específicos para atender os moradores da microrregião, e
oferece atendimento de referência em média complexidade.
Todos os demais municípios devem estar em Gestão Plena de
Atenção Básica Ampliada.
 A NOAS definiu dois tipos de gestão:
 Gestão Plena do Sistema - o município assume a
responsabilidade pela gestão dos três níveis: atenção básica,
média e alta complexidade.
 Gestão Plena de Atenção Básica Ampliada - o município
assume a responsabilidade pelos serviços básicos de saúde.
Discussões atuais
Cobertura universal de saúde X sistema universal saúde

 Cobertura universal de saúde – concebida pela Fundação


Rockefeller e acolhida pela OMS.
 Promete dar acesso a todos aos serviços de saúde, mas
separando os ricos dos pobres de acordo com sua capacidade de
pagamento: os mais ricos que podem pagar teriam acesso a um
número maior de serviços, enquanto a classe média e os pobres
teriam acesso a um número menor ou básico de serviços.
 Quanto mais rica a pessoa, maior a oferta de serviços privados, e
quanto mais pobre, menor a cesta de serviços cobertos, mesmo
os públicos. Os pobres deixariam de ter tratamentos mais caros
para doenças como câncer, transplantes e outras, que só seriam
oferecido pelo setor privado aos ricos.
 Sistema universal do SUS é integral e de qualidade.
Atualmente
 No Brasil todos têm direito a todos os serviços de
saúde do SUS.
 Mesmo assim, 50 milhões de brasileiros têm planos
e seguros privados de saúde, embora todos os 200
milhões de brasileiros tenham direito ao SUS.
 Se a cobertura universal de saúde for aprovado , só os 50 milhões
terão acesso pago aos serviços de saúde, de acordo com o que pagam.
Os demais terão uma cesta básica de serviços que não cobrirá suas
necessidades totais.
 Precisamos a todo custo impedir o avanço da proposta de “cobertura
universal de saúde.
Para reflexão
 O SUS não foi destaque, desde sua criação, em
nenhum dos governos da União. Nenhum governo
ou partido político assumiu o financiamento e a
implementação do SUS como prioridade nacional.
Em consequência, vem sendo construído de maneira
incremental e com déficit de recursos.
Sugestão de leitura:
SUS o que e como fazer?
Gastão Wagner de Souza Campos, Ciência Saúde Coletiva, 23(6): 1707-1714, 2018.

Você também pode gostar