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AVC: Causas, Sintomas e Tratamentos

O documento discute acidentes vasculares encefálicos, incluindo definições, tipos, fatores de risco, sintomas e tratamentos. AVEs são uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo e no Brasil. Existem dois principais tipos: isquêmicos e hemorrágicos.

Enviado por

Dayane Lima
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AVC: Causas, Sintomas e Tratamentos

O documento discute acidentes vasculares encefálicos, incluindo definições, tipos, fatores de risco, sintomas e tratamentos. AVEs são uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo e no Brasil. Existem dois principais tipos: isquêmicos e hemorrágicos.

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Professor: Willams Pierre Moura da Silva

- Mestre em Enfermagem pela UPE/UEPB –


Epidemiologi
a
AVE no mundo
• Uma pessoa morre, a cada 6 segundos, em
decorrência de um Acidente Vascular Cerebral
(AVC) no mundo, independente da idade ou sexo.
• É a 2ª causa de morte no mundo.

AVE no Brasil
• O AVC é a 1ª causa de morte.
• O AVC é a 1ª causa de incapacidade, com
impactos econômicos e sociais.
Associação Brasil AVC,
2012
Acidentes Vasculares Encefálicos
(AVE)
O AVE ocorre quando a circulaçã o cerebral é
interrompida por coá gulos sanguíneos, trombos (AVCI)
ou hemorragias (AVCH), causando apó s algum tempo a
necrose da á rea do cérebro suprida pelo vaso obstruído;
Cerca de 85% dos AVC sã o isquêmico, e 15%
hemorrá gicos.
Tipos de AVC
» AVE-Epidemiologia
• O desenvolvimento de centros de atendimento ao paciente
com AVE com equipes capacitadas na fase aguda, na
prevenção primária e secundária, na reabilitação, e nos
protocolos de atenção pré-hospitalar é essencial na redução
do impacto socioeconômico da doença.
Acidente Vascular Encefálico

Aumento dos índices


de morbidade e
mortalidade por AVE

Atendimento
ineficaz
AVE- Fatores de Risco
• IDADE, SEXO, ETNIA E HISTÓRIA FAMILIAR (não modificáveis)
• HIPERTENSÃO
• AITS
• CARDIOPATIAS (FA E DOENÇA CORONARIANA)
• COLESTEROL ELEVADO
• DIABETES MELLITUS
• OBESIDADE
• SEDENTARISMO
• ESTENOSE CAROTIDEA
• USO DE CONTRACEPTIVO ORAL
• POLICITEMIA
• FUMO
ATAQUE ISQUÊ MICO TRANSITÓ RIO (AIT
´S)
• Definido como déficit neurológico focal de etiologia
isquêmica com regressão completa sem deixar alteração
no exame de imagem.
• Tem duração de 1h mas pode durar ate 24h.
• São frequentemente múltiplos
• Manifestada por uma perda súbita da função motora,
sensorial ou visual
• Daqueles que os sintomas persistem por mais de 1 hora,
apenas 14% regride em 24 horas.
Acidentes Vasculares Encefálicos
Isquêmicos

Acontece como consequência de uma redução crítica do


débito sanguíneo devido à oclusão parcial ou total de uma
artéria cerebral, resultante de trombose cerebral ou embolia
» AVEi - MANIFESTAÇÕ ES

› Dependentes do local afetado, tamanho da área de perfusão


inadequada, quantidade de fluxo sanguíneo colateral e a
possibilidade de estabelecimento de fluxo colateral.
› Déficit neurológico focal de início súbito, com piora progressiva nas
24h.

› Prejuízos:
- Motores
- Sensoriais
- Cognitivos
- De nervos cranianos
»AVEi - MANIFESTAÇÕ ES
› Dormência ou fraqueza da hemiface ou hemilado
› Confusão
› Problemas com a fala
› Dificuldade de caminhar ou com a coordenação
› Cefaleia intensa súbita
» AVEi - Manifestaçõ es
› Motoras: paralisia flácida seguida de espasticidade,
hemiplegia, hemiparesia, ataxia, disartria, disfagia.

› Sensitivas e perceptivas: Parestesia, perda da propriocepção,


perda da visão periférica, diplopia.

› Cognitivas e Emocionais: Perda da memória de curto prazo,


capacidade de concentração diminuída, julgamento alterado,
labilidade emocional, tolerância ao estresse diminuída, medo,
hostilidade, depressão...
• Usualmente, os AVE lesam apenas um lado do cérebro,como
os nervos no cérebro cruzam em direção ao outro lado do
corpo, os sintomas ocorrem no lado do corpo oposto ao lado
lesado do cérebro.
COMPARAÇÃO DOS AVE NOS
HEMISFÉRIOS ESQUERDO E DIREITO

ESQUERDO
• DIREITO
• Paralisia no lado direito do corpo
 Paralisia no lado esquerdo do
corpo
• Defeitos no campo visual direito  Defeitos no campo visual esquerdo
• Afasia (expressiva, receptiva ou
global)
 Déficits de percepção espacial
• Capacidade intelectual alterada
 Distratibilidade aumenta
• Comportamento lento, cauteloso.
 Comportamento impulsivo e
julgamento deficiente
 Falta de consciência dos déficits.
AVEi - Diagnó stico
• Inclui avaliação clínica, neurológica, e por imagem (TC ou
RM)

• Critérios clínicos importantes: fatores de risco, história


prévia de AIT, curso temporal do déficit, sintomas
acompanhantes e o resultado do exame neurológico.

• A avaliação inicial do paciente deve incluir: anamnese


completa, exame físico geral e neurológico, com o intuito
de identificar fatores de risco e etiologias potenciais

• Todo paciente deve ser submetido a eletrocardiograma na


fase aguda (6 primeiras horas) para investigar doença
coronariana concomitante e presença de arritmias.
» AVEi - TRATAMENTO
Objetivo: evitar a progressão da oclusão e restaurar o fluxo
sanguíneo cerebral.
TERAPIA DE REPERFUSÃO

• Terapia Trombolítica
• Indicada nas primeiras 4,5 horas do início dos sintomas (janela
terapêutica, penumbra isquêmica)
• Ativador do plasminogênio tecidual (rt-PA)Alteplase rt-PA
• Melhora a evolução dos pacientes com AVC
• Os tratados dentro das primeiras 4,5 horas
• Cerca de 30% a mais de chance de ter uma boa evolução
neurológica, definida como capacidade funcional suficiente para
retomar as atividades prévias.
ATIVADOR DO PLASMINOGÊNIO TECIDUAL
» AVEi - TRATAMENTO
• Contraindicação da trombólise:
• AVCH (TAC vai confirmar )
• Presença de algum sangramento ativo (ou nos últimos 20 dias)
• Plaquetas <100000
• Uso de antiplaquetário e anticoagulante
• AVC nos últimos 3 meses
• IAM recente
» AVEi - TRATAMENTO

• Terapia Trombolítica
• Treinamento para reconhecimento, seleção do paciente para trombólise
 implantação de protocolos específicos
• Protocolo FAST (Face, Arm, Speech and Time). Solicita ao paciente
estender os braços sorrindo e dizendo alguma frase.
• Trombólise intra-arterial
• Angioplastia
• Até 6h do inicio dos sinais e sintomas
• Terapia anticoagulante
• Warfarin sódico e inibidores plaquetários (AAS)
» AVEi - TRATAMENTO
›Medidas Gerais
- ABC: manutenção da Vias aéreas e SpO2 > 96%.
- Monitorização (todos parâmetros)
- Manutenção de AVP com SF (preferencialmente) – SG
NUNCA!
- A barreira hematoencefálica é vulnerável à hiperglicemia que
agrava a formação de edema nas zonas cerebrais circunvizinhas
de hemorragias e provocam o aumento da morte celular e edema
- Monitorar glicemia – HIPERGLICEMIA NUNCA!
- Manter 80 e 140mmHg
» AVEi - TRATAMENTO
Medidas Gerais:
• Manutenção da PA ideal e evitar o ttt da HAS
HIPOTENSÃO NUNCA! (perfusão), porém não pode ter
PAS > 185 mmHg e/ou PAD >110mmHg.
• Evitar hipovolemia
• Evitar Hipertermia (Temp. <37,5)
- ATENÇÃO: Combate aos Hs
- Hipotensão - Hipertermia
- Hipovolemia - Hiperglicemia
Cuidados de suporte geral
Vias aéreas --Intubação e ventilação mecânica devem ser
realizadas,em pcts com Glasgow <9, a fim de hipóxia
e respiraçã o e evitar complicações decorrentes de desconforto
respiratório;

Dois Coleta de sangue (coagulograma antes da


acessos trombólise)
calibrosos  2 acessos porque durante a trombólise nenhuma
medicação deverá ser infundida na mesma via.
Cuidados de suporte geral
• PACIENTES QUE FIZERAM TROMBÓLISE:
• Evitar medicações antitrombóticas nas primeiras 24h;
• Evitar cateterização arterial, punção venosa, SVD, SNG
• Controle da pressão arterial de 15 em 15 minutos das 2 primeiras
horas, de 30 em 30 minutos ate 6h depois e de hora em hora ate
24h após trombólise.
Controle da - Hipertermia é deletéria ao tec cerebral
temperatura isquêmico
-Controle rá pido da hipertermia, por
meio antipiréticos, associados ou nã o a
meios físicos(compressas,banhos)
-Investigaçã o da causa da febre

Controle da -Hiperglicemia está relacionada a > dano


glicemia celular na isquemia
-O controle imediato da hiperglicemia é
fortemente recomendado
Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico

› Ocorre devido a ruptura de um vaso sanguíneo com


consequente sangramento para a superfície de encéfalo
(hemorragia subaracnóide), ou para dentro do
parênquima encefálico (hemorragia parenquimatosa)
que resultam em compressão e aumento da PIC.
› Hemorragia intracraniana primarias (80%)
- Ruptura de pequenos vasos devido a HAS e alterações
vasculares degenerativas
› Hemorragias intracranianas secundárias
- Más formações arteriovenosas
- Aneurismas
» AVEh - FISIOPATOLOGIA
Principais sinais e sintomas
› Normalmente déficits mais graves e
prolongado tempo de recuperação.
› Sangramento = ↑ PIC
• Tríade clássica: cefaléia súbita, náuseas e vômitos – 60%
• Rigidez de nuca – 75%
• Alteração do nível de consciência – 50%
• Déficit neurológico – 60%
• Convulsões – 25%
» AVEh - MANIFESTAÇÕ ES
› Motoras: paralisia flácida seguida de espasticidade,
hemiplegia, hemiparesia, ataxia, disartria, disfagia.

› Sensitivas e perceptivas: Parestesia, perda da propriocepção,


perda da visão periférica, diplopia.

Cognitivas e Emocionais: Perda da memória de curto prazo,


capacidade de concentração diminuída, julgamento alterado,
labilidade emocional, tolerância ao estresse diminuída, medo,
hostilidade, depressão
» AVEh - COMPLICAÇÕ ES
› Hipóxia cerebral e redução do fluxo sanguíneo cerebral
- Adm O2
- Administrar fluidos
- Manter PA
* Lembrar: PPC = PAM - PIC
PIC (entre 0 e 20 mmHg)(10-20)
- Observar e prevenir as convulsões
» AVEh - COMPLICAÇÕ ES
› Vasoespasmo: contribui com ate 50% da morbi
mortalidade dos que sobrevivem a primeira hemorragia.
- Ocorre entre o 4 e 14 dias
- Piora do quadro neurológico

› PIC aumentada
- Normalmente sucede qualquer AVE mas nas
hemorragias subaracnóideas
- Punção lombar e manitol
Tratamento de Enfermagem no AVE

› Diagnósticos de enfermagem

- Mobilidade física prejudicada


- Dor aguda
- Déficits de auto-cuidado
- Percepção sensorial comprometida
- Deglutição prejudicada
- Comunicação verbal prejudicada
- Risco de integridade cutânea prejudicada
- Nutrição alterada: Menor do que as exigências corporais, devida ao
distúrbio da auto-alimentação, mastigação, deglutição
- Diurese alterada devido à deficiência motora/sensitiva.
TTT de Enfermagem -
Prescriçõ es
CUIDADOS DE SUPORTE E TRATAMENTO DAS MANIFESTAÇÕES
CLÍNICAS
• Garantir a patência de vias aéreas e oxigenação adequada,
incluindo entubação orotraqueal, suporte ventilatório ou
oxigenoterapia nos casos de depressão respiratória.
• A maioria dos pacientes com infarto cerebral não deve receber
tratamento para hipertensão arterial. OBS: os bloqueadores
de canal de cálcio por via SL não devem ser usados no AVC I ou
H, pela rápida absorção e queda brusca da PA.
• Tratar hipo e hiperglicemia
• Aspirar rotineiramente as vias aéreas.
TTT de Enfermagem -
Prescriçõ es
NEUROLÓGICAS
Edema cerebral:
• Elevar a cabeceira a 30º
• Hiperventilação (visando manter PCO2 entre 25-30
mmHg)
• Entubação orotraqueal nos casos de depressão do nível
de consciência e/ou respiratória
• Não usar anticonvulsivante de rotina.
TTT de Enfermagem - Prescrições
› Melhorando a mobilidade e prevenindo as
deformidades
- Manter posicionamento correto dos MM
- Auxiliar na manutenção do bom alinhamento
- Posicionar um travesseiro para apoiar os MMSS
- Manter uma tala no MM afetado para diminuir a flexão
- Realizar mudanças de posição a cada 2 horas
*Decúbito ventral
TTT de Enfermagem - Prescrições
› Tratando a disfagia
- Observar se paroxísmos de tosse, alimentos retidos na
boca ou regurgitação nasal
- Lembrar que alimentos pastosos são de mais fácil
deglutição que os líquidos
- Orientar o paciente a contrair o queixo contra o tórax ao
deglutir
- › Auxiliar o paciente nas atividades de auto-cuidado
(escovar o dente, tomar o banho, pentear-se)
TTT de Enfermagem - Prescrições

› Melhorar a comunicação
- Uso comunicação não-verbal
- Oferecimento de alternativas para a afasia

› Mantendo a integridade da pele


- Mudança de decúbito com mínimo cisalhamento
- Manter a pele do paciente limpa, seca e hidratada
- Massagear áreas não hiperemiadas
- Investigar diariamente a integridade das áreas de risco
- Promover nutrição adequada
Reconhecendo os sintomas

Paralisia Facial
Central
Reconhecendo os sintomas

Alterações
súbitas na
visão
Reconhecendo os sintomas

Alterações súbitas na fala


Reconhecendo os sintomas

Alterações
súbitas na
sensibilidade
Reconhecendo os sintomas

Alterações
súbitas na força
Reconhecendo os sintomas

Alterações
súbitas no
equilíbrio
Não esqueça!

TEMPO
É
CÉREBRO!

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