ENGENHARIA DE PROJETOS
INDUSTRIAIS
Revisão 2023
ENGENHARIA DE PROJETOS
INDUSTRIAIS
Disciplina Sistemas Mecânicos e
Utilidades
Prof. Rodrigo Pruença de Souza
Telefone: (31) 9.9964 9947
e-mail:
[email protected] Transporte Pneumático
O transporte pneumático consiste no deslocamento de partículas sólidas (pó ou
granulados) em um fluxo de gás através de tubos verticais e horizontais.
O transporte pneumático tem sua aplicação industrial destacada desde o início do século XX, devido
a algumas características principais:
Baixo custo de manutenção e operação (Sistema com poucas peças e totalmente automatizado);
Grande variabilidade de Produtos transportados;
Alta flexibilidade aos projetos, pois pode haver transporte vertical e/ou horizontal, além de
diversos sistemas de alimentação de sólidos;
Proporciona maior segurança ao produto quando comparado ao demais sistemas de manuseio
mecânico (Elevador de caçambas, transportador de corrente, transportador helicoidal e etc.);
As distâncias de transporte podem variar de alguns metros até centenas de metros;
Uso de gases inertes (ex. nitrogênio), no caso de produtos inflamáveis;
Transporte Pneumático
Os materiais tipicamente transportados são:
Alumina Cloreto de cálcio Gesso
Óxido de alumínio Negro de fumo Óxido de ferro
Alimentos Cimento Caulim
Argila Café (cru, torrado, moído) Calcário
Barita Detergente
Magnésio
Bauxita Feldspato Leite em Pó
Bentonita Carvão Amendoim
Bórax Farinha Resina de PVC
Carbonato de cálcio Cinza Açúcar
Areia Fluorita Etc.
Um projeto adequado deverá prever o tipo de tubulação a ser utilizada, de acordo com o grau de
abrasividade e corrosão possivelmente gerados pela composição dos produtos transportados .
Transporte Pneumático
Aplicações em setores industriais:
• Descarga de barcaças e Navios;
• Manuseio em cervejarias;
• Manuseio de Produtos alimentício;
• Industria Química:
• Industria de materiais plásticos;
• Fertilizantes;
• Metalúrgica;
• Fundição;
• Produção de energia;
• Fábricas de Cimento;
• Indústria de Papel, Papelão, Embalagens e gráficas;
• Indústria Têxtil;
• Veículos-Tanques e Transportadores Pneumáticos Móveis;
Transporte Pneumático
Transporte Pneumático
Transporte Pneumático – Fase Densa
Principais características:
• Utilizam alta pressão de ar ( até 4 bar);
• Velocidade relativamente baixa do ar (1,5 a 10 m/s);
• Pequena quantidade de ar para movimentar uma grande quantidade de produto de forma
pulsante;
• Pressão positiva para impulsionar os produtos;
• Capacidades de transporte entre 1 a 100 m³/h e distâncias entre 20 a 400 metros;
• O abastecimento de ar é feito por um compressor;
• Transporte de materiais abrasivos, granulares, cristalinos e frágeis, proporcionando um
desgaste reduzido ao equipamentos e manipulação delicada dos produtos (Ex. Alumina,
Cimento, Carvão, sílica, pellets plásticos, grãos inteiros, milho, aveia, cevada e etc.);
Transporte Pneumático – Fase Densa
Transporte Pneumático – Fase Diluída
Principais características:
• Utilizam baixa pressão de ar (1 bar);
• Alta velocidade (10 - 30 m/s);
• Utilizam grande quantidade de ar para remover qualidades relativamente pequenas de
produtos em suspensão (Ex. Farinha de trigo, açúcar, sal, grãos, malte e etc.);
• Podem operar tanto em pressão positiva para empurrar os produtos, quanto pressão
negativa, para puxar os materiais;
• Capacidades de transporte entre 5 a 50 m³/h e as distâncias variam entre 30 a 150 metros;
• Utilizam um soprador de ar ou ventilador e válvula rotativa;
• Permitem vários pontos de alimentação;
Transporte Pneumático – Fase Diluída (pressão)
Transporte Pneumático – Fase Diluída (vácuo)
Transporte Pneumático –
Fase Diluída (vácuo - Pressão)
Transporte Pneumático - Componentes Básicos
Transporte Pneumático - Componentes Básicos
Grupo 1 – Alimentação do sistema Grupo 2 – Alimentação do sistema
• Ventiladores Centrífugos; • Válvulas Rotativas;
• Ventiladores multiestágio; • Válvulas tipos comportas;
• Bombas de anel líquido; • Alimentador helicoidal;
• Compressores de lóbulos rotativos; • Injetores - Tipo Venturi;
• Compressores de paletas; • Reservatório de expedição;
• Compressores de parafuso;
Grupo 4 – Recebimento e filtragem
• Compressores de pistões alternativos;
• Silo Receptor;
Grupo 3 – Circuito de transporte
• Ciclones;
• Tubulação;
• Filtro de mangas;
• Curvas;
• Desviadores de fluxo;
• Válvulas;
Máquinas geradoras de vácuo ou pressão
Máquinas que recebem trabalho mecânico, geralmente de outra máquina, que o converte em
energia cedida para os fluidos, causando aumento na energia do fluido.
São exemplos deste tipo:
• Bombas
• Ventiladores Turbormáquinas geratrizes:
• Turbocompressores
Operatrizes • Ventiladores Centrífugos;
Geratrizes
• Ventiladores multiestágio;
• Bombas de anel líquido;
• Compressores de lóbulos rotativos;
• Compressores de paletas;
• Compressores de parafuso;
• Compressores de pistões alternativos;
Turbomáquinas
• Turbomáquinas (geratrizes) são utilizadas para deslocamentos de gases;
• Os ventiladores são utilizados para movimentar o gás;
• Os compressores para aumentar a pressão;
• Nos ventiladores os gases são considerados incompressíveis.
• Nos compressores pela alta relação de compressão são tratados como gases
compressivos;
Turbomáquinas
• Ventiladores
• Sopradores
• Compressores e turbocompressores
1000 mmCA = 10² kPa = 1 bar
Classificação
Os ventiladores são classificados, pelo tipo de rotor, número de estágios, nível de pressão e detalhes
construtivos. Quanto ao tipo de rotor os ventiladores são classificados como ventiladores radiais
(centrífugos) e axiais.
Diâmetro de entrada e saída do rotor
Ventilador Centrífugo
Ventiladores são turbomáquinas geratrizes que se destinam a produzir deslocamento dos gases,
transferindo energia através de um rotor.
Ventilador Centrífugo
Tipos de rotores
Formas e arranjos construtivos
A AMCA - Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar define as seguintes posições
construtivas internacionalmente.
Formas e arranjos construtivos
Curva do sistema
Curva Característica do ventilador
Curva de potência do ventilador
Ponto de operação
Ponto de operação
Exemplo:
Selecionar um ventilador centrifugo do tipo
”limit load” – ILS 450 mm, com uma vazão de
12.000 m³/h e pressão de 180 mmca.
Rendimento ≈ 76 %
potência ≈ 12,5 Cv
Ponto de operação
Exemplo: Selecionar um ventilador centrifugo
do tipo ”Air Foil” – DN 450 mm, com ~uma
vazão de 12000 m³/h e pressão de 180 mmca.
Rendimento ≈ 75 %
potência ≈ 12 CV
Seleção Ventiladores
https://easyvent.solerpalau.com/
Sopradores de Ar
Soprador de lóbulo
• Principais Características:
Soprador de deslocamento positivo;
Baixa demanda de vazão;
Operações não contínuas;
Mais simples;
Equipamentos robustos;
Menor investimento;
Alta confiabilidade;
Capacidade FAD l/s 5 l/s - 2 767 l/s
Capacidade FAD 20 - 10 000 m³/h
Pressão de trabalho 0,3 bar - 1 bar
Potência instalada do motor 0,55 - 315 kW
https://www.atlascopco.com/pt-br/compressors/products/air-blowers/zl-lobe-blowers
Soprador de Parafuso
• Principais Características:
Soprador de deslocamento positivo;
Baixa demanda de vazão;
Operações contínuas;
Alta eficiência energética e disponibilidade;
Até 35 a 40% mais eficiente que o soprador de
lóbulo;
Capacidade FAD l/s 64 l/s - 2 528 l/s
Capacidade FAD 230 - 9 100 m³/h
Pressão de trabalho 0,3 - 1,5 bar
Potência instalada do motor 18 - 355 kW
https://www.atlascopco.com/pt-br/compressors/products/air-blowers/zs-vsd--rotary-screw-blowers#!
Soprador centrífugo
• Principais Características:
Baixa demanda de vazão;
Motor com mancal magnético ( 60 partidas por hora);
Operações contínuas;
Fácil e baixo custo de instalação;
Até 92% mais eficiente que outros sopradores centrífugos;
Máquina integrada;
Capacidade FAD l/s 556 l/s - 3 083 l/s
Capacidade FAD 2 000 - 11 100 m³/h
Pressão de trabalho 0,3 - 1,4 bar
Potência instalada do motor 100 - 250 kW
https://www.atlascopco.com/pt-br/compressors/products/air-blowers/zb-vsd-oil-free-centrifugal-air-blowers#metric
Sopradores e exaustores de ar centrífugos de
múltiplos estágios
• Principais Características:
Adequados para aplicação de pressão e vácuo;
Alta vazão;
Operação confiável;
Capacidade FAD l/s 47 l/s - 18 880 l/s
Capacidade FAD 170 - 68 000 m³/h
Pressão de trabalho 0,14 - 1,7 bar
Potência instalada do motor 4 - 2 600 kW
https://www.atlascopco.com/pt-br/compressors/products/air-blowers/zm-oil-free-multistage-centrifugal-blowers
Compressor de Parafuso
Compressores de parafuso
• Principais Características:
Utilizado para transporte em fase densa;
Baixa emissão de ruídos;
Nenhum risco de contaminação do produto;
Flexibilidade na instalação;
Operação ao ar livre;
Capacidade FAD l/s 66 l/s - 2 086 l/s
Capacidade FAD 239 - 7 510 m³/h
Pressão de trabalho 1 bar - 4 bar
Potência instalada do motor 30 - 522 kW
https://www.atlascopco.com/pt-br/compressors/products/air-compressor/oil-free-air-compressors/ze-za--vsd--oil-free-rotary-screw-compressors
Válvulas rotativas
Válvulas rotativas
• Descarga dosada de materiais a granel em silos e tremonhas, com vazão fixa ou variável.
• Para descarga contínua de materiais a granel quando existe pressão diferencial entre a entrada e a saída -
por exemplo entre o interior de um Filtro de Mangas com Exaustor, tendo pressão negativa, e o Recipiente
que recebe o pó descarregado, com pressão atmosférica.
• Possuem um rotor com palhetas fixas ou reguláveis, dentro de uma carcaça, com pequenas folgas, que
transfere os produtos da entrada até a saída, permitindo a descarga contínua, sem que haja uma corrente de
ar ou gás significativa, deixando ar falso penetrar ou escapar.
• São empregados em Filtros de Mangas, Ciclones, Multiciclones, Transportes Pneumáticos, Alimentação de
Caldeiras, Secadores etc.
Válvulas diversora – tipo tambor
• As Válvulas Diversoras são apropriadas para desvio de qualquer tipo de material em pó ou granulado.
• As Válvulas Diversoras consistem de um invólucro de alumínio, uma entrada e duas saídas. O tambor
rotatório interno fecha opcionalmente uma das duas saídas que estão ligadas aos canais de transporte
pneumático.
• A gama inclui diâmetros mais comuns de canos em transportes pneumáticos de 50 a 200 mm
Tubulação e conexões
https://hs-umformtechnik.de/en/downloa
ds/
Transportar em regime de fase diluída ou densa?
O engenheiro projetista tem quatro escolhas típicas para especificação de um sistema de
transporte pneumático:
1 Operação em fase diluída a vácuo;
(Sensíveis à distância comparado ao sistema de pressão, pois possui diferencial máximo de pressão entre 5,5 a
6,0 psi - 0,4 bar).
2. Operação de fase diluída sob pressão;
(Alcançam um diferencial de pressão de 12 psi facilmente – 0,8 bar)
3 . Operação de fase diluída a vácuo-pressão;
4 . Operação de fase densa sob pressão;
A escolha entre operar em regime de fase diluída ou densa,
depende tipicamente das propriedades dos sólidos. Por
exemplo, a operação em uma velocidade baixa é comum para
produtos altamente abrasivos ou para aqueles que degradam
facilmente.
Transportar em regime de fase diluída ou
densa?
Por simplicidade, uma classificação sugerida por Santos (2009) é dada na tabela
abaixo, onde tem-se valores para a razão entre a vazão mássica do sólido e do fluído:
Fase diluída Fase Densa
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
Existem equações disponíveis para se utilizar no dimensionamento de equipamentos para
transporte pneumático ( veja por exemplo: Foust et al, 1982 p.571; klizing et al, 1997). No
entanto, a ampla variação das propriedades dos sólidos e as tendências dos mesmos se
aglomerarem e aderirem às superfícies da parede, fazem com que o emprego destas equações
seja problemático ( exceto quando se trata de sólidos que escorrem livremente, com dimensões
quase uniformes e elevada esfericidade).
Os monogramas mostrados adiante, juntamente com as tabelas adicionais, podem ser usadas
para um projeto inicial.
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
1. Velocidade de transporte:
Velocidade de flutuação do sólido (Vf) num Velocidade do material (Vm)
trecho vertical, baseado na área da seção
transversal da partícula perpendicular à direção
de escoamento.
Onde:
Velocidades típicas
V = Velocidade de transporte (m/s);
Material V (m/s)
ρ = Densidade aparente do material (t/m³);
Calcáreo Moído 25,4
Dp = Diâmetro das partículas (mm)
Carvão Fino 20,3
Cereais em Grãos 28,4
Cimento 35,6
Sempre que possível, é mais econômico usar menores velocidades e
concentrações mais elevadas dos sólidos durante o transporte. Pós de Fundição 22,9
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
2. Diâmetro do Transportador:
3. Comprimento total do transportador:
Onde:
D = Diâmetro interno do tubo (mm);
C = Capacidade do sistema (t/h);
V = Velocidade de transporte (m/s);
Lt = Comprimento total equivalente (m);
Lh = Comprimento total dos trechos horizontais (m);
Lv = Comprimento total dos trechos verticais (m);
Le = Comprimento equivalente das curvas e tubulações (m);
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
Le = Comprimento equivalente (m)
D (mm)
R = 2D R = 3D
50 1,4 1,4
100 2,6 2,6
125 3,6 3,0
150 4,4 3,6
175 5,4 4,4
200 6,2 5,0
250 8,6 6,6
300 10,4 8,6
400 14,0 12,0
Onde:
R = Raio de curvatura médio da curva (mm);
D = Diâmetro do duto (mm);
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
4. Vazão do ar de transporte:
5. Relação de sólido em peso:
Onde:
Se a relação resultar maior do que 15, deve-se admitir um diâmetro maior no caso de se
D = Diâmetro
trabalharinterno do Diluída.
em fase tubo (mm);
V = Velocidade de transporte (m/s);
C = Capacidade do sistema (t/h);
Q = Vazão do ar de transporte (m³/s);
X = Relação de sólidos em peso (kg de sólidos/kg de ar);
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
5. Perda de carga total:
Perda de carga por Atrito
Onde: Perda de carga devido aos
equipamentos do sistema (Silos,
Câmaras de poeira, ciclones, filtros,
D = Diâmetro interno do tubo (mm); Perda de carga por
venturi, entradas e saídas de ar).
Aceleração
V = Velocidade de transporte (m/s);
C = Capacidade do sistema (t/h);
Q = Vazão do ar de transporte (m³/s); Alimentação do sólido φ
X = Relação de sólidos em peso (kg de sólidos/kg de ar); Após o ventilador (indireto) 1,0
Lt = Comprimento total equivalente (m); Antes do ventilador (Direto) < 1,0
φ = Fator de redução de perda de carga por aceleração; Imediações da boca de alimentação 0
∆Pt =Perda de carga total (kg/cm²);
Usar φ =0,5 se o ponto de alimentação estiver localizado um pouco
a montante da boca de aspiração.
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
Equipamentos de Coleta
Equipamentos de coleta ∆Pe (mm CA)
Câmara gravitacional 20 a 40
Ciclone comum 30 a 60
Ciclone de alta eficiência 70 a 150
Câmaras de impactação 40 a 100
Filtros de tecido 80 a 150
Dimensionamento de equipamentos pneumáticos
5. Potência do Soprador:
A potência necessária para realizar o transporte quando o exaustor aspira no final do transportador ou sopra através
do sistema alimentado com venturi ou alimentador helicoidal.
Onde:
P = Potência do ventilador ou soprador (CV);
Equipamentos geradores de Pressão η
Q = Vazão do ar de transporte (m³/s);
Compressor pistão 0,76
∆Pt =Perda de carga total (kg/cm²);
Compressor de paletas deslizantes 0,67
η = Rendimento do soprador selecionado;
Soprador de lóbulo 0,65
Soprador parafuso 0,70
Ventiladores com pás radiais 0,64
Se o sólido passar pelo venturi, ocorrerá um acréscimo devido à aceleração das partículas pelas
paletas do ventilador na ordem de 25%.
CALHA DE TRANSPORTE FLUIDIZADA
Sistema de transporte fluidizado, dotado de duas câmaras, sendo uma destinada a comportar o material e outra
a fluidização. O transporte é feito sob inclinação (4 a 10 graus) aproveitando a força gravitacional, assim o
consumo energético é mínimo.
Características:
• Capacidade de transporte de 100 kg/h até 3000 t/h
• Transporte do material até diferentes pontos
• Baixo custo de investimento e operacional
• Baixo consumo de energia e sem desgaste
• Sistema confiável e versátil
Principais Aplicações:
• Extração de filtro de mangas
• Extração de precipitadores eletrostáticos
• Transferência ou alimentação entre silos
• Extração de silos
• Alimentação de sistemas anti-segregação
Entre outros, podem ser transportados os seguintes materiais:
• Cimento / calcário/ escória / flúor
• Alumina
• Mineral de níquel / níquel calcinado
• Pó de sínter
• Cinza volante
• Pó de carvão
Muito conhecida como pano de regueira, é um tecido 100% Poliéster (PES),
fabricado nas espessuras de: 3, 5, 6 e 8 mm.
Exemplo: Projetando um sistema de transporte
pneumático de sólidos
Admita um sistema com os seguintes parâmetros:
Comprimento: 200 pés de tubo reto com 4” de diâmetro interno;
Acessórios: 2 cotovelos de 90 graus;
Densidade aparente: 60 lb/ft³ (960 kg/m³)
Vazão mássica de sólidos desejada: 25.000 lb/h ( Aproximadamente 11.340 kg/h)
Etapa 1: Determinar o comprimento equivalente da tubulação para o sistema
Assumindo que os cotovelos de 90 graus tem comprimento equivalente de 25ft (7,6 m),
para o nosso exemplo temos um comprimento equivalente = 200ft + 2 x 25ft = 250ft
Etapa 2: Escolha a velocidade de gás inicial
para mover as partículas.
Usando a tabela ao lado, escolhemos a
velocidade inicial de gás.
Para o nosso sistema temos uma velocidade
inicial do gás de 7150 ft/min (2179 m/min.)
Etapa 3: Vazão de ar exigido
Na carta 1, trace uma linha reta da
velocidade inicial para o diâmetro do
tubo e prolongue a linha para
encontrar a vazão de ar.
Para o nosso sistema, nós
começaremos com um tubo comum
de 4 polegadas de diâmetro.
Este procedimento resulta em uma
vazão de ar inicial de 610 ft³/min.
Usando Q=v.A é possível obter o
mesmo resultado (até mais preciso
que a leitura do gráfico)
Etapa 4: Encontre a relação de
sólidos.
Na carta 2, trace uma linha
conectando a vazão de ar obtida
na etapa 3 (610 ft³/min.) e a
capacidade requerida do sistema
(25.000 lb/h). Está linha cruzará a
linha de relação dos sólidos no
centro.
Para o nosso sistema, temos uma
relação de cerca de 9,5.
Se a relação de sólidos estiver
acima de 15, reinicie os cálculos
utilizando um diâmetro de
tubulação superior ao escolhido
anteriormente.
Etapa 5: Determine o fator de projeto
para o seu sistema
Na carta 3, faça uma reta a partir do
volume diâmetro do tubo (4”) para a
vazão de ar obtida na etapa 3 (610
ft³/min.) e a leia o fator de projeto na
linha central. Para o nosso sistema, isso
dá um fator de projeto igual a 90.
Etapa 6: Determine a perda de pressão
do sistema.
Na carta 4, faça uma linha a partir do
comprimento equivalente do sistema
para o fator de projeto e estenda esta
linha até o centro do quadro. Agora
conecte o ponto de interseção entre a
primeira linha e alinha do centro com a
relação de sólidos no extremo direito. 250ft
9,5
86
Leia a perda de pressão do sistema no 90
ponto de interseção com está linha.
Para o nosso sistema, é
aproximadamente 12,5 psi (86kPa).
Se a perda de pressão for maior que 12
psi para sistemas de pressão (diluída ou
densa) ou 5 psi para sistemas de vácuo,
reinicie os cálculos com outro diâmetro
de tubulação.
Embora o exemplo tenha uma queda de
pressão que provavelmente é muito
alta, nós continuaremos para a etapa 7.
Etapa 7: Determine a potência
requerida pelo sistema.
Na carta 5, conecte a perda de pressão
do sistema com o volume de gás e leia Ignorar a linha azul
as exigências de potência na linha 86
central. Para o nosso sistema, este
valor seria de 48 HP.
610
Etapa 7: Determine a potência
requerida pelo sistema.
Na carta 5, conecte a perda de pressão
do sistema com o volume de gás e leia Ignorar a linha azul
as exigências de potência na linha 86
central. Para o nosso sistema, este
valor seria de 48 HP.
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