Mastite
Ovina
LIDIA DE PAULA
KARINE
O que é?
Como acontece?
Apresentação clínica e
sintomas
Diagnóstico
Tratamento
O que é mastite?
É uma inflamação da glândula mamária, é caracterizada por alterações
físicas, químicas e bacteriológicas no leite e alterações no tecido
glandular;
Essas inflamações podem ser decorrentes de infeções de origem
bacteriana, fúngica ou vírica, no entanto, as infeções bacterianas
são as mais frequentes.
Anatomia da glândula
mamária
A GM, é composta por lóbulos constituídos por tecido glandular
(alvéolos), ductos coletores, cisterna da glândula e canal do teto.
O tecido glandular ou porção secretora contém
bolsas microscópicas chamado alvéolos
Os vasos sanguíneos trazem nutrientes a cada alvéolo,
onde as células epiteliais convertem-nos em leite
Como acontece?
A infeção da GM ocorre através do úbere infetado ou por contaminação do meio externo.
A ordenha incompleta ou ineficaz associada à inadequada higienização pré, durante e pós ordenha
são os principais fatores predisponentes à instalação da doença
A mastite pode ocorrer em qualquer momento da lactação, é mais frequente ao redor da
terceira e quarta semana após o parto.
Como acontece?
Existem duas situações que podem ser consideradas na epidemiologia de mastite em ovinos:
quando a ovelha está com o cordeiro ao pé ou quando ela está sendo ordenhada sem a
manutenção do cordeiro
No primeiro caso, a presença de Pasteurella haemolytica na boca e faringe do cordeiro faz
com que a bactéria assuma maior importância, pois é transmitida diretamente ao teto durante
o ato de mamar
Em situação oposta, em que o cordeiro é afastado da ovelha, faz com que a importância
relativa de Staphylococcus aureus cresça; a ocorrência de mastite é favorecida pela presença
de lesões no úbere
Apresentação clínica
As mastites podem classificar-se de acordo com os sinais clínicos, sendo elas:
Mastites clínicas, que são subdivididas em: hiperagudas, agudas,
subagudas e crônicas;
Mastites subclínicas.
O desenvolvimento da mastite é dividido em três fases, sendo:
1) invasão: quando o microrganismo penetra no canal do teto;
2) infeção: quando os microrganismos se multiplicam e colonizam o tecido secretor da cisterna da
glândula;
3) inflamação: que representa o início do episódio de mastite, com diferentes graus de alterações
do úbere e do leite devido à penetração dos microrganismos nos tecidos.
Diagnóstico
O diagnóstico das formas aguda e crônica é
realizado considerando-se os sinais clínicos;
O diagnóstico etiológico pode ser realizado
pelo cultivo bacteriológico do leite em placas
de Petri;
Pode-se, ainda, realizar o antibiograma para
determinar o antibiótico de eleição para o
tratamento.
Tratamento
O tratamento deve começar logo imediatamente após os primeiros sinais da doença e deve
utilizar agentes antimicrobianos efetivos.
A via de administração de antimicrobianos mais frequentemente utilizada para a terapia da
mastite é a via intramamária.
Tratamento
As vantagens desta via de administração são representadas por elevada concentração de
antibióticos que atingem o leite e a glândula mamária;
A desvantagem da Administração intramamária é a distribuição desigual do fármaco pela
úbere e o risco de infeção quando é efetuada a perfusão do fármaco pelo teto do animal
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Mastite em ovinos - Univatta Saúde Animal [Link]
Mastites em pequenos ruminantes. Principais agentes etiológicos - Ana Marta Faustino
Pires Belo.
VERÍSSIMO, Cecília José; ZAFALON, Luiz Francisco. Prejuízos causados pela mastite em
ovinos. 2010. Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 20 set. 2021.
PEIXOTO, Rodolfo de M.; MOTA, Rinaldo Aparecido; COSTA, Mateus M. da. Mastite em
pequenos ruminantes no Brasil. Petrolina: Pesq. Vet. Bras., 2010. 9 p.
Obrigada pela
atenção!