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Guia Completo de Coleta de Exames Laboratoriais

Este documento resume os procedimentos para realização de exames laboratoriais, incluindo coleta de urina, fezes e sangue. Detalha os materiais necessários, métodos de coleta e cuidados para cada tipo de exame para garantir a qualidade e segurança do paciente e profissional.

Enviado por

samara.gatinha
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Guia Completo de Coleta de Exames Laboratoriais

Este documento resume os procedimentos para realização de exames laboratoriais, incluindo coleta de urina, fezes e sangue. Detalha os materiais necessários, métodos de coleta e cuidados para cada tipo de exame para garantir a qualidade e segurança do paciente e profissional.

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Exames Laboratoriais

ENF08-N
Grupo: 4
Alunas: Vânia Oliveira de Lima Boechat
Francisdalva Bento da Silva Araújo
Maria Helena Lucia Nascimento Dos Santos
Samara Ramos da Silva
Docente: Melissa
Exame de urina
 Para esclarecer diagnóstico, como infecção urinária,
cálculo renal, doenças renais, presença de
sangramento, identificação de agente infeccioso, para
direcionar tratamento antimicrobiano, e para detectar
alterações nos valores padrões dos elementos da urina.

 Critérios analisados:
-Aspectos físicos: cor e densidade;
-Aspectos químicos: pH, nitritos, glicose, proteínas,
cetonas, bilirrubinas e urobilinogênio;
-Anormalidades: sangue, bactérias, fungos,
protozoários,
[Link]
Tipos de exames de urina
 Exame tipo 1 ou exame de urina simples: é o exame
mais solicitado, pois ajuda a analisar diversos aspectos da
saúde do paciente. São analisados:
Densidade e pH;
Corpos cetônicos;
Glicose e hemoglobina;
Nitrito, proteínas e urobilinogênio;
Microrganismos (bactérias, fungos e protozoários);
Células epiteliais, hemácias e leucócitos;
Cilindros e cristais.
Método de coleta feminina

[Link]
Coleta de urina masculina

[Link]
Coleta de urina de 24h
 Consiste em coletar todo o volume de urina produzido em
24 horas em frasco limpo e seco. Dependendo do volume
poderá haver necessidade de mais de um frasco. A coleta
de urina deve ser feita durante 24 horas, devendo ser
iniciada logo após a primeira micção do dia e encerrada
após a primeira micção do dia seguinte.

 Deve-se usar uma amostra colhida cronometrada


cuidadosamente para conseguir resultados quantitativos
exatos. Devemos manter o paciente hidratado durante os
períodos de coletas curtas.
1. Explicar o procedimento ao paciente e acompanhante;
2. Lavar as mãos;
3. Fazer a identificação para o frasco de exame com nome, leito,
número do prontuário, unidade de internação, data e hora;
4. Desprezar todo o volume de urina da primeira micção da
manhã;
5. Começar a coleta a partir da segunda micção, colhendo todo o
volume de urina do dia e da noite, até a primeira micção do dia
seguinte;
6. Manter a urina coletada em local fresco e arejada ou sob
refrigeração;
7. Pesar e medir a altura do paciente e registrar esses valores no
impresso de solicitação do exame;
8. Registrar o procedimento e anotar o volume total das 24horas;
9. Protocolar o exame no livro de protocolo;
10. Encaminhar o material ao laboratório.

Urocultura
É o exame que detecta e identifica a presença de
bactérias no trato urinário.
Neste exame, a urina é inoculada em meio de cultura. Em
24 a 48 horas, a maior parte das bactérias causadoras de
infecções urinárias se desenvolvem, formando colônias.
• Higienizar muito bem a região envolta da uretra;
• Desprezar o primeiro jato de urina;
• Encaminhar o material ao laboratório.
Coleta de urina de cateter vesical de
demora
 Álcool 70%, clorexidina alcoólica ou PVPI tópico (isso
dependerá do protocolo de cada instituição)
 Gaze estéril
 Frasco estéril para coleta
 Luvas de procedimento
 Seringa de 20 ml
 Agulha 30×7
 Etiqueta de identificação do paciente
 Pedido do exame
Procedimento de coleta
1- Certifique-se de que há o pedido de exame e que esteja
assinado pelo médico;
2- Confirme o paciente correto;
3- Clampeie a sonda 30 minutos antes da coleta (com o clampe
abaixo do local de coleta, pois a coleta deverá ser feita da urina
vinda da bexiga e não da bolsa coletora);
4- Separe o material;
5- Explique o procedimento ao paciente ou familiar;
6– Realize a higiene das mãos mantendo a técnica correta
7- Cole a etiqueta de identificação do paciente no frasco estéril
para coleta;
8-Calce as luvas;
9- Conecte a agulha na
seringa;
10- Realize a desinfecção da
borracha própria para
coleta;
11- Aspire no mínimo 20 ml
de urina; [Link]
sondados/

12- Coloque a urina coletada


no frasco estéril;
13- Feche o frasco mantendo
o cuidado para não
contaminar;

[Link]
14-Recolha o material;
15- Higienize as mãos;
16- Cheque o procedimento do prontuário do paciente;
17- Realize a anotação de enfermagem;
18- Encaminhe a coleta junto com o pedido de exame.

Atenção!
Nunca obter amostra direto da bolsa coletora, pois esta
urina pode ter sido eliminada há várias horas;
Nunca desconectar o cateter do tubo de drenagem para
obter uma amostra, pois pode haver entrada de
patógenos e aumentar o risco de contaminação.
Exame de Fezes
 Consiste na coleta de fezes para detectar, identificar e
analisar bactérias patogênicas e parasitas.

Tipos de exames:
 Parasitológico
 Sangue oculto
 Rotavírus
 Coprocultura
Materiais a ser utilizados
• Luvas de procedimentos;
• Comadre;
• Papel higiênico;
• Biombos;
• Papel toalha;
• Espátula;
• Frasco coletor;
• Material para higiene íntima;
• Etiqueta ou esparadrapo para a identificação do frasco.
COLETA DE FEZES PARA ADULTOS LÚCIDOS
1. Explicar o procedimento ao paciente e acompanhante;
2. Higienizar as mãos;
3. Fazer a identificação para o frasco de exame com nome, leito,
número do prontuário, unidade de internação, data e hora;
4. Orientar o paciente a não urinar nas fezes que serão coletadas;
6. Solicitar que o paciente evacue na comadre;
7. Após a evacuação orientar para fazer o banho de aspersão;
8. Calçar luvas de procedimentos;
9. Colher uma pequena quantidade da porção média das fezes com
o auxílio da espátula e colocar no frasco coletor;
10. Desprezar o restante das fezes no vaso sanitário e lavar a comadre;
11. Identificar o frasco com a etiqueta previamente preenchida;
12. Retirar as luvas;
13. Higienizar as mãos;
14. Registrar o procedimento em ficha única e em livro de
protocolo do setor;
15. Encaminhar o material ao laboratório o mais rápido possível

ADULTOS ACAMADOS E/OU INCONSCIENTES:

• Solicitar que o paciente evacue na comadre, ou esperar que


paciente evacue na fralda;
• Manter a unidade do paciente em ordem;
• No caso do paciente acamado proceder à higiene íntima;
Atenção!
 Sangue oculto: orientar o paciente que durante 3 dias
antes da coleta, evite a ingestão de: produtos com
corantes, alimentos vermelhos (beterrabas, tomate),
carne vermelha, vegetais clorofilados, medicamentos à
base de ferro e outros como: aspirina, AAS, anti-
inflamatório não esteroides, anticoagulantes, colchicina,
severina, vitamina c, iodo e corante radiológico. Evitar
bebidas alcoólicas. Coletar a amostra no 4° dia, logo após
a dieta.
 O material não deve ser colhido no período menstrual.
Deve-se ter todo o cuidado ao escovar os dentes para
evitar sangramentos nas gengivas.
Coleta
• Orientar o paciente a respeito
do exame;
• após lavar a mão, calçar luvas;
• passar o cotonete, estilete ou
“Swab” na região indicada,
colhendo uma amostra
significativa do material;
• Recolocar o instrumento de
coleta no frasco ou tubo e
tampado devidamente;
• Enviar o laboratório com a
requisição;
• Tirar as luvas e lavar as mãos;
• Anotar o cuidado.
[Link]
Coleta de sangue
 Solicitados pelo médico.
 Objetivo: diagnosticar, monitorar ou acompanhar o
tratamento de uma doença.
 Exemplos de exames que pedem jejum: glicose, colesterol,
vitamina C.
 Exemplos de exames que o jejum não é obrigatório:
hemograma completo, creatinina, T4 (livre, total ou ambos).
 tipos de coleta: A vácuo (fechada) e coleta com seringa
(aberta) e punção digital.
Materiais a ser utilizados
• Adaptador (coleta a vácuo);
• Agulha múltipla 22G ou 21G (coleta a vácuo);
• Agulha 25x7 ou 25x8;
• Algodão hidrófilo;
• Álcool a 70% (v/v);
• Coletor de perfurocortante;
• Curativo adesivo;
• Garrote;
• Luvas de procedimento;
• Seringas de volumes variados e tubos a vácuo para coleta
(azul, branco, amarelo ou vermelho, roxo, cinza, e frascos para
hemoculturas).
Coleta a vácuo
• Abrir o lacre da agulha de coleta múltipla na frente do
paciente;
• Rosquear a agulha no adaptador descartável do sistema a
vácuo sem desencapá-la;
• Fazer a antissepsia do local da punção (gaze ou algodão
embebido em álcool 70%, limpar o local com movimento circular
do centro para a periferia, deixar secar naturalmente);
• Desencapar a agulha, sempre na frente do paciente;
• Esticar a pele do braço com o polegar a fim de facilitar a
penetração da agulha;
• Fazer a punção numa angulação de aproximadamente 30° com
o bisel da agulha voltado para cima;
• Inserir os tubos de coleta a vácuo na ordem estabelecida a
seguir:

[Link]
• Homogeneizar cada tubo com anticoagulante por inversão
de 05 a 10 vezes;
• Soltar o garrote, remover a agulha, pressionar o local com
gaze ou algodão seco até estancar o sangramento;
• Descartar o conjunto agulha e adaptador no coletor de
material perfurocortante. NÃO reencape ou retire a agulha
no adaptador;
• Retirar as luvas e higienizar as mãos.
Coleta com seringa
• Higienizar as mãos conforme [Link].001;
• Abrir seringa e agulha na frente do paciente;
• Adaptar a agulha na seringa;
• garrotear de 4 a 5 dedos acima do local da punção;
• Fazer antissepsia do local (semelhante à da punção a vácuo);
• Fazer a punção numa angulação de aproximadamente 30°, com
o bisel da agulha voltado para cima;
• Aspirar lentamente o volume de sangue necessário, porém com
agilidade para evitar a formação de coágulos;
• Soltar o garrote, remover a agulha, pressionar o local da
punção com gaze ou algodão estéril até estancar o sangramento;
• Descartar o conjunto agulha e seringa no coletor de
material perfurocortante. NÃO reencape ou retire a agulha
da seringa.
• Abrir a tampa do primeiro tubo deixando o sangue deslizar
pela parede, homogeneizar por inversão de 5 a 10 vezes, e
assim, sucessivamente, para todos os tubos com
anticoagulante.

[Link]
• Orientar o paciente para que não carregue peso ou dobre o
braço da punção por pelo menos 1h;
• Certificar-se das condições gerais do paciente;
• Higienizar as mãos adequadamente;
• Colocar as amostras sobre a bancada de recebimento de
material ou dentro da maleta de coleta, no caso de
pacientes internados;
• Higienizar as mãos adequadamente;
Punção Digital
 A punção digital é uma forma
inovadora de fazer testes para
diversas condições de saúde, como
diabetes e coagulação.
 Através dela, se extrai, com uma
lanceta, uma pequena amostra de [Link]
sangue, retirada geralmente da
ponta dos dedos. Uma vez extraída
a amostra, ela é colocada em uma
tira com um reagente específico
para que o aparelho medidor
revele o resultado do teste. Com
isso, é possível identificar
rapidamente o estado de saúde no
momento do teste.
Áreas que NÃO devem ser puncionadas:
 Áreas com terapia ou hidratação intravenosa de qualquer
espécie;
 Locais com cicatrizes de queimadura;
 Membro superior próximo ao local onde foi realizada
mastectomia, cateterismo ou outro procedimento
cirúrgico;
 Áreas com hematomas e fístula;
 Áreas da pele com ferimentos, abscessos e outras lesões;
 Veias com múltiplas punções recentes.
Referências

 pop-1-21_coleta-[Link]
 [Link]
 pop-1-22_coleta-[Link]
 [Link]
ntes-sondados/

 pop-1-20_coleta-[Link]
 [Link]
 Apostila do Grau técnico

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