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Aula 01 - Introdução A Saúde Coletiva

Este documento apresenta uma introdução sobre saúde coletiva, abordando conceitos de saúde, evolução histórica, surgimento do SUS e modelos de atenção à saúde. Também discute princípios e legislação do SUS, política nacional de atenção básica e papel da equipe multiprofissional.

Enviado por

Leticia Silva
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Aula 01 - Introdução A Saúde Coletiva

Este documento apresenta uma introdução sobre saúde coletiva, abordando conceitos de saúde, evolução histórica, surgimento do SUS e modelos de atenção à saúde. Também discute princípios e legislação do SUS, política nacional de atenção básica e papel da equipe multiprofissional.

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Saúde Coletiva

Aula 01: Introdução a Saúde Coletiva


O QUE É SAÚDE?

AUSÊNCIA DE DOENÇA? SAÚDE MENTAL?


ESTAR COM SINAIS E SINTOMAS?

O AMBIENTE IMPORTA? O QUE COMEMOS IMPORTA?

O QUE BEBEMOS IMPORTA?

TOMAR VACINA IMPORTA? SAÚDE É PARA TODOS?

QUEM PAGA A SAÚDE? O QUE É SAÚDE COLETIVA?

A QUESTÃO SOCIAL IMPORTA?


EVOLUÇÃO
DO CONCEITO
DE SAÚDE
Segundo a ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE :

É um completo estado de bem estar físico mental e social, e não


meramente a ausência de doença” (OMS 1948).

“É um direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas


sociais e econômicas que visem a redução do risco de doença e de outros
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação” (Art. 196 da Constituição Brasileira,
1988).
COMO SURGIU O SISTEMA
ÚNICO DE SAÚDE?
O movimento da Reforma Sanitária nasceu no contexto da luta contra a
ditadura, no início da década de 1970. A expressão foi usada para se referir ao
conjunto de ideias que se tinha em relação às mudanças e transformações
necessárias na área da saúde.

 Essas mudanças não abarcavam apenas o sistema, mas todo o setor saúde, em
busca da melhoria das condições de vida da população.
Grupos de profissionais preocupados com a saúde pública desenvolveram
teses e integraram discussões políticas. Este processo teve como marco
institucional a 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986. Entre
os políticos que se dedicaram a esta luta está o sanitarista Sergio Arouca.

As propostas da Reforma Sanitária resultaram, finalmente, na


universalidade do direito à saúde, oficializado com a Constituição Federal de
1988 e a criação do Sistema Único de Saúde.
O sistema de saúde brasileiro, formado ao longo do século XX, teve
como marca entre saúde pública e assistência médico-hospitalar.

De um lado, as campanhas sanitárias e, de outro, a filantropia, a


medicina liberal, a medicina previdenciária e, posteriormente, as empresas
médicas.

Antes de 1930, não havia o reconhecimento dos direitos sociais no


Brasil. A partir da Era Vargas, introduz-se o direito à assistência médica
apenas para os trabalhadores urbanos com carteira de trabalho assinada.
 Na década de 70 o mundo passa por uma crise no modelo de
financiamento médico, devido à inflação médica gerada pelos próprios
profissionais da área.

A assistência médica curativa no Brasil tem sido caracterizada, em maior


ou menor grau, por uma compra de serviços privados.

 Isto tem ocorrido ora pelo pagamento direto do usuário ao médico, ora
pelo pagamento indireto (pelas empresas) através de serviços próprios,
conveniados ou comprados no mercado.
o Movimento da Reforma Sanitária, no final da década de 70, e que
culminou com a VIII Conferência Nacional de Saúde em 1986, propõe
que a saúde seja um direito do cidadão, um dever do Estado e que seja
universal o acesso a todos os bens e serviços que a promovam e
recuperem.

Deste pensamento resultaram duas das principais diretrizes do Sistema


Único de Saúde (SUS), que são a universalidade do acesso e a
integralidade das ações.
O QUE É SAÚDE
COLETIVA?
CONCEITO DE SAÚDE
Coletivo: “Que abrange ou compreende muitas coisas ou
pessoas” (Aurélio).

Atenção a Saúde Coletiva: “É um conjunto de ações de


caráter individual e coletivo, situadas em todos os níveis de
atenção do sistema de saúde voltadas para promoção da saúde,
prevenção de agravos tratamento e reabilitação, centrado na
qualidade de vida das pessoas e do seu meio ambiente, levando
em consideração o contexto histórico /estrutural da sociedade”
O SUS É NOSSO!!
CONCEITO DE SAÚDE
São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS:

I - identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da


saúde;

II - formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos


econômico e social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei;

III - assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e


recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e
das atividades preventivas.
Princípios do SUS

Universalidade : atender a todos, sem distinções ou restrições,


oferecendo a todo atenção necessária, sem qualquer custo;

 Integralidade : oferecer a atenção necessária á saúde da


população , promovendo ações contínuas de prevenção e
tratamento aos indivíduos e a comunidade, em quaisquer níveis de
complexidade;

 Equidade : disponibilizar os recursos e serviços com justiça, de


acordo com as necessidades de cada um, canalizando maior
atenção aos que mais necessitam;
Princípios do SUS

Participação Social: é um direito e dever da sociedade participar das gestões públicas em


particular; é dever do Poder Público garantir as condições para essa participação, assegurando a
gestão comunitária do SUS;

Descentralização : é o processo de transferência de responsabilidade de gestão para os


municípios, atendendo as determinações constitucionais e legais que embasam o SUS, definidor de
atribuições comuns e competências especificas á União, aso estados, ao Distrito Federal e aos
municípios;

Hierarquização : entendia como um conjunto articulado e continuo das ações e serviços


preventivos e curativos, individuais , exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade
do sistema referência e contra- referência.
Falando sobre Legislação
LEI Nº 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990.

Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da


saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e
dá outras providências;

LEI Nº 8.142, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1990.

Dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema


Único de Saúde (SUS} e sobre as transferências intergovernamentais
de recursos financeiros na área da saúde e dá outras providências.
Modelos de Atenção em Saúde
É uma maneira de organizar os meios de trabalho utilizados nas práticas ou
processos de trabalho em saúde (PAIM, 2003).

CONCEITUANDO...
Modelo Médico Assistencial Privatista: é voltado para a demanda espontânea,
predominantemente curativo.

Modelo Sanitarista: concentra atenção no controle de certos agravos ou em


determinados grupos de risco de adoecer e morrer, através de campanhas e de
programas especiais de saúde pública.

 Modelo de Vigilância da Saúde: os serviços são voltados para as necessidades


de saúde identificadas na comunidade, mediante estudos epidemiológicos.
Política Nacional de Atenção Básica
A Atenção Básica caracteriza-se por um conjunto de ações de saúde, no
âmbito individual e coletivo, abrangendo a promoção e a proteção da
saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação
e a manutenção da saúde.

Dentro da Atenção Básica vem sendo implementado o programa


Estratégia Saúde da Família (ESF), que objetiva qualificar o atendimento
ao indivíduo e à sua família.

A idéia fundamental é atingir a qualidade na saúde da população partindo


do indivíduo e estendendo os efeitos positivos do atendimento prestado
para a coletividade.
Política Nacional de Atenção Básica

Áreas estratégicas para atuação em todo o território


nacional: Eliminação da Hanseníase
Controle da Tuberculose
Controle da Hipertensão Arterial
Controle da Diabetes Mellitus
Eliminação da Desnutrição
Programa Nacional de Imunização
Saúde da Criança; Saúde da Mulher
Saúde do Idoso; Saúde Bucal
Política Nacional de Atenção Básica

Princípios fundamentais da Atenção PRIMÁRIA A


SAÚDE

Universalidade e Integralidade
Acessibilidade e Equidade
Vínculo e Continuidade
Humanização
Socialização
Responsabilidade
Política Nacional de Atenção Básica

-São necessários à implantação das equipes: Equipe


multiprofissional responsável por, no máximo 4000 hab., sendo a
média 3000 hab.

-Jornada de 40 horas semanais, composta por: médico, enfermeiro,


técnico de enfermagem e agente comunitário de saúde.

-Numero de ACS para cobrir 100% da população cadastrada,


máximo de 750 pessoas por ACS e 12 ACS por equipe.
Política Nacional de Atenção Básica

-Atribuições do Técnico de Enfermagem:

 Participar das atividades de assistência básica realizando


procedimentos regulamentados no exercício de sua profissão na unidade
e, quando indicado no domicilio e nos demais espaços comunitários

 Realizar ações de educação em saúde e grupos específicos e a famílias


em situação de risco

 Participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado


funcionamento da unidade.
Leitura Complementar

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO BÁSICA 2017.

A REFORMA SANITÁRIA E A IMPLEMENTAÇÃO DO


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO BRASIL: AVANÇOS E
RETROCESSOS

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