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OPERAÇÕES DE GARANTIA DA LEI E DA O R D E M
R E G R A S D E E N G A N JA M E N TO
AS P H EG E L
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INTRODUÇÃO
PREMISSAS BÁ SICAS
DESENVOLVIMENTO
REGRAS DE ENGAJAMENTO
CO N C LU SÃO
Re t i ra d a d e d ú v i d a s
AS P H EG E L
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Segurança de
autoridades/ eventos
importantes;
Segurança de
instalações/ vias de
transporte;
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Rarantia de serviços
essenciais;
Repressão a
greves ilegais e
distúrbios civis;
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Interdição
de áreas,
evacuação ou
remanejamento
de população;
Desocupação
de instalações;
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Busca e
apreensão;
Vasculhamento de
áreas;
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Apoio às ações contra o
narcotráfico e o
contrabando de armas;
Restabelecimento da lei e
da ordem em áreas
restritas(urbanas/rurais);
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Inibição, coibição ou
impedimento do acesso,
ao Território Nacional, de
guerrilheiros, terroristas,
narcotraficantes e de
contrabandistas
armas;
Apoio logístico às forças
policiais;
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Operações contra forças irregulares em
ambiente rural e urbano;
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Inteligência;
Tipo Polícia;
Combate;
Psicológicas;
Ação Cívico-Social;
Apoio às Forças Policiais;
Outras.
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São normas de conduta específicas, serã o elaboradas
para cada operação, levando-se em consideraçã o as
açõ es a ser realizadas e a PROPORCIONALIDADE do
esforço e dos meios a ser empregados. Nesse sentido,
deverã o ser considerados, dentre outros, os seguintes
aspectos:
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Definiçã o de procedimentos tropa nas diversas
da
situações visualizadas; tropa, aos poderes
PROTEÇÃO
constitucionais,aaosser
cidadãos
dada e à s instalações;
Consolidação dessas Normas em documento
pró prio, com difusã o ampla a todos os envolvidos;
O possível cometimento de delitos por parte
dos executantes, particularmente por abuso de
autoridade.
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1. FINALIDADE
a. Estabelecer conceitos para planejamento e execução de operações nas situações de
normalidade e de decretação de operações de GLO.
b. Orientar a conduta individual e coletiva dos integrantes da tropa.
2. REGRAS DE CARÁTER GERAL
a. O uso da força só é aceitável amparada na legalidade e em hipóteses previstas.
b. A segurança da fração deverá ter prioridade em qualquer situação.
c. Em qualquer situação as ações serão executadas por frações, nunca será empregado o
homem isolado.
d. É vedada a prática de atos e condutas de qualquer natureza que atentem contra a
dignidade do ser humano.
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e. Os comandados deverão tirar todas as dúvidas sobre as possíveis situações
que possam vir a acontecer, não podem haver dúvidas.
f. Em operações de maior envergadura, é ideal que se tenha apoio de
assessores jurídicos e equipes de comunicação social e Op Info.
g. Sempre que possível as operações deverão ser filmadas. É proibida a
filmagem/fotografia por militares não autorizados.
h. Mesmo se necessário o uso da força, não poderá atentar contra a dignidade
humana
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i. Nenhum cidadão deve ser considerado APOP, a não ser que sua ação o enquadre como
tal.
j. A população e os APOP deverão ser tratados com urbanidade e respeito.
k. Sempre que possível, deverão ser tomadas medidas de atendimento médico
indistintamente às pessoas que estejam feridas, bem como preservar o local para perícia.
l. TODOS os feridos, independente da gravidade deverão ser levados a uma unidade de
atendimento médico.
m. Em caso de ofensas dos populares, SFC, a tropa revidará de forma proporcional e
razoável, a fim de preservar a integridade própria e de terceiros.
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3. REGRAS PARA UTILIZAÇÃO DA FORÇA
a. O uso da força só é aceitável no cumprimento de tarefas amparadas na
legislação brasileira.
b. A força somente deverá ser empregada se não forem possíveis outras
ações, se utilizada deverá ser de forma progressiva e proporcional, não
atentando contra a dignidade humana. Antes do emprego da força, a tropa
utilizará medidas de dissuasão mostrando sua determinação, mas
reservando um espaço de fuga aos APOP, para que seja evitado o uso da
força.
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d. Dirigir ameaças, desafios, provocações e/ou agressões verbais que caracterizam
desacato, são atitudes ilícitas e devem ser coibidas.
e. Deve-se empregar, preferencialmente, armas de baixa letalidade, quando o uso da força
for inevitável.
f. Caso o militar não utilizar a força mínima em suas ações, este poderá responder pelos
seus atos nas esferas cível, adm e penal.
g. O uso de mun letal poderá ser feito como último recurso, em casos de ameaça grave a
integridade física própria, de terceiros e instalações ou bens materiais essenciais ao
cumprimento da missão.
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4. REGRAS PARA UTILIZAÇÃO DO ARMAMENTO
a. Quando for inevitável o uso da força, o emprego do armamento menos letal deverá ser
priorizado.
b. Em situações de normalidade, a tropa dará preferência para equipamentos como
escudos, capacetes, coletes balísticos, veículos especializados e/ou armas de baixa
letalidade, antes de empregar, como último recurso, a arma de fogo.
c. Se utilizar arma letal ou menos letal, deverá ser considerada a integridade física dos
APOP, salvo casos que esteja em risco a vida do integrante da tropa ou de terceiros.
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d. Utilizar armas de baixa letalidade contra idosos, gestantes, crianças e
portadores de necessidades especiais é proibida quando isolados, e deve ser
evitada, se possível, quando se misturarem com os APOP.
e. Evitar golpes de tonfas e cassetetes em pontos vitais do corpo, priorizar
dobras e articulações dos membros inferiores. Evitar seu uso contra idosos,
gestantes e portadores de necessidades especiais
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f. A fração só realizará “fogo” mediante ordem de seu comandante, ou em legítima
defesa ou de terceiros, devendo:
1) se possível, executar tiro de advertência em local visível pelo APOP;
2) disparar somente contra o APOP identificado;
3) buscar ferir e não matar o APOP;
4) se possível, direcionar o tiro para os membros inferiores, em caso de veículo, para o
motor ou pneus;
5) tomar precauções para evitar ferir outra pessoa além do APOP;
6) disparar somente o necessário, interrompendo o fogo quando o APOP cessar a ameaça;
e
7) Realizar disparos intermitentes, nunca em rajada.
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Grau de Força
O grau de força, em resposta, deve ser proporcional à
ameaça ou situação encontrada. Em todas as situações
devemos sempre evitar ou retardar, ao máximo, o uso da
força. Para isto, sempre que possível, devemos observar a
seguinte sequência de ações:
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- Alertar verbalmente empregando alto-falantes;
- Negociar com os líderes;
- Realizar demonstrações de força, priorizando o princípio da massa;
- Usar armas não letais
- Lançar gás lacrimogêneo, água e granadas de efeito moral;
- Empregar formações de controle de distúrbios;
- Atirar com munição especial – projétil de borracha;
- Atirar para o alto (tiro de advertência).
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Tiro Real
Só se abrirá fogo em última instância para ferir, visando incapacitar e
não matar os agitadores, nos seguintes casos:
- a comando, realizado por atiradores de escol, devidamente pré-
posicionados e em alvos perfeitamente identificados;
- para proteção pessoal ou de membros de sua Unidade.
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Situações Especiais
1) Procedimentos em casos de provocação
- Advirta o agressor para PARAR.
- Certifique-se que FOI ENTENDIDO – REPITA as advertências, tantas vezes
quanto possível, para assegurar-se que o agressor entendeu perfeitamente a
situação.
- CARREGUE ou engatilhe a ARMA.
- Dispare TIROS DE ADVERTÊNCIA (para o alto).
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O uso moderado dos meios necessários são os atos e/ou
ações praticadas sem excessos de violência, ou seja, grau
de força, em resposta, proporcional à ameaça ou situação
encontrada.
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Exemplos de atos praticados com excesso de violência:
- Agredir a coronhadas em resposta a provocações / agressões verbais em
vez de prender e autuar o agressor;
- Responder com tiros de armas de fogo a agressor que estiver atirando
pedra em vez de prender e autuar o agressor;
- Atirar pelas costas em agressor desarmado e em fuga em vez de persegui-
lo, capturá-lo e autuar o infrator.
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Só se justifica abrir fogo, se possível visando ferir o agressor,
quando ele estiver cometendo uma ação que realmente coloque em
perigo a vida e não houver outro meio de parar o ato hostil.
Por exemplo:
É legítima defesa alvejar um agressor que esteja atirando ou
apontando-lhe uma arma de fogo, na distância de sua utilização.
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Abertura de Fogo
Se o militar for obrigado a abrir fogo deve:
- Atirar somente o necessário, interrompendo o fogo quando o agressor
houver parado de atirar.
- Utilizar sempre a força mínima visando ferir e não matar o agressor.
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- Atirar somente na direção do agressor claramente identificado.
- Realizar disparos sempre TIRO a TIRO (Fogo automático só como
último recurso).
- Tomar todas as precauções razoáveis para não ferir qualquer outra
pessoa além do agressor.
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ATENÇÃO
- A menos que o militar esteja sozinho, ele não deve abrir fogo sem a ordem
direta do Oficial ou militar mais antigo presente.
- O militar nunca deve empregar a força como meio de retaliação.
- A exemplo dos casos anteriores de abertura de fogo, a tropa protege-se e os
tiros serão realizados, em princípio, direcionados para os membros inferiores
dos agressores.
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Procedimentos diversos
- Lançamento de granadas: Somente em locais observados.
- Minas: Não poderão ser empregadas, em virtude de acordo Internacional
assinado pelo Brasil. Está autorizado o emprego de armadilhas sonoras e de
efeito moral, principalmente, como alerta de invasão nos PSE e áreas de
estacionamento.
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- Prisão de indivíduos: realizar os procedimentos legais das prisões, se
possível, com equipes de policiais (Delegado e Escrivão). Após esta
providência, realizar uma inspeção médica e entregar o preso, no mais curto
prazo, à Delegacia de Polícia mais próxima.
- Fotos e Filmagens: de forma específica, as ameaças e as ações dos
agitadores.
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PROCEDIMENTOS COM A POPULAÇÃO
Nenhum cidadão
brasileiro deve ser
considerado ou
tratado como
inimigo.
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PROCEDIMENTOS COM A POPULAÇÃO
- Em caso de receber ofensas
por parte de populares a
tropa não deve revidar.
- Especial cuidado deve ser
reservado às crianças.
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5. PROTOCOLOS DE ABORDAGEM
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USO DE ALGEMAS:
O uso de algemas é lícito apenas em caso de resistência e fundado receio de fuga ou
perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou terceiros, justificada a
excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e pena do
agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual, sem prejuízo da
responsabilidade civil do Estado, conforme prescrito na Súmula Vinculante 11, de 13 de
agosto de 2011, do STF. Ainda, é vedado emprego de algemas em mulheres presas durante
o trabalho de parto, no trajeto da parturiente entre a unidade prisional e a unidade
hospitalar e após o parto, durante o período em que se encontrar hospitalizada.
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COMO SE COMUNICAR EM
UMA ABORDAGEM??
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Ao realizar a abordagem deve-se dirigir ao cidadão da seguinte forma: “Bom dia (boa
tarde/boa noite), estou a serviço das Forças Armadas. Preciso de sua colaboração
para proceder revista pessoal e de seus pertences”.
j. Se resultar em detenção, apreensão ou prisão, agir da seguinte forma: “Você está (apreendido, preso ou
detido) por (o ato infracional, ou existência de mandato de busca e apreensão). Você tem o direito de
permanecer calado, tem direito à assistência familiar e tem direito à assistência de advogado”.
k. Sempre usar expressões do tipo: cidadão, cidadã, senhor, senhora, e nunca termos pejorativos,
discriminatórios ou irônicos.
l. Se o cidadão não portar identificação, deve informar a filiação e a data de nascimento, a fim de permitir
consulta aos sistemas de arquivos dos OSP. Se não for possível, deverá ser conduzido à autoridade policial
competente (Contravenção prevista no art. 68 do Decreto-Lei nº 3.688/1941).
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CONCLUSÃO!