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Eclesiologia: Natureza da Igreja

O documento discute a natureza da Igreja, descrevendo-a como um mistério que transcende a instituição visível. A Igreja é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis. Ela é comparada ao mistério da encarnação de Cristo. A Santíssima Trindade opera na origem, fundação e desenvolvimento da Igreja.
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Eclesiologia: Natureza da Igreja

O documento discute a natureza da Igreja, descrevendo-a como um mistério que transcende a instituição visível. A Igreja é simultaneamente humana e divina, visível e dotada de elementos invisíveis. Ela é comparada ao mistério da encarnação de Cristo. A Santíssima Trindade opera na origem, fundação e desenvolvimento da Igreja.
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Eclesiologia

02
Igreja – Natureza
Aulas previstas:
01. Origem e Finalidade (12 slides)
02. Natureza (11 slides)
03 .Igreja visível (37 slides)
04. Missão na Terra (35 slides)
05. Confissões cristãs (24 slides)
06. A Igreja invisível ( 11 slides)
Natureza 2/11

 O termo mistério aplicado à Igreja: indicando que a sua realidade transcende


a instituição visível e excede as capacidades humanas de compreender e de
dizer.

 Sacrosanctum Concilium 2:
2 “É característico da
Igreja ser, simultaneamente, humana e divina, visível
e dotada de elementos invisíveis..., presente no mun-
do e, no entanto, peregrina. Mas de tal modo que nela
o que é humano está ordenado e subordinado ao
divino, o visível ao invisível... e o presente à cidade futura que esperamos”.

 Não mera justaposição entre a comunidade espiritual e a instituição social. Am-


bas se compenetram, são autenticamente ao mesmo tempo .
Natureza 3/11

 O mistério da Igreja só encontra ponto adequado


de semelhança no mistério do Verbo de Deus
encarnado.

 Se a sua santíssima humanidade serviu a Jesus


de instrumento de redenção universal, analoga-
mente Deus serve-se dos elementos visíveis da
Igreja a modo de instrumentos para a salvação
dos homens.
Natureza 4/11

 A Santíssima Trindade opera na origem,


na fundação e em cada um dos instantes
do desenvolvimento eclesial. Também na
sua finalidade salvífica e no seu destino
último até à instauração definitiva do
Reino de Deus.

 A incorporação pessoal à Igreja deve reali-


zar-se mediante o baptismo em nome do
Pai, e do Filho e do Espírito Santo.
Natureza 5/11

IMAGENS DA IGREJA, 1

 A Lumen gentium 6 toma da Sagrada Escritura muitas imagens da Igreja:


redil, cuja única porta é Cristo; rebanho de Deus que Cristo pastoreia; campo
e vinha que o Senhor cultiva; edificação de Deus, cuja pedra angular é Cristo;
esposa a que Cristo ama e se entrega para santificá-la; etc...

 Imagens mais elaboradas alusivas a cada uma


das Pessoas divinas:

- Povo de Deus
- Corpo místico de Cristo
- Templo do Espírito Santo
Natureza 6/11

IMAGENS DA IGREJA, 2
POVO DE DEUS

  Povo sacerdotal
 tem por cabeça a Cristo
 a cidadania adquire-se por nascimento do
Espírito Santo e traz a dignidade
e a liberdade dos filhos de Deus
 a sua lei = mandamento do amor
 o seu fim = dilatar mais e mais o Reino de Deus
 = instrumento de Cristo para a redenção de todos os homens
 peregrina na terra até à consumação do Reino de Deus no final dos tempos.
Natureza 7/11

IMAGENS DA IGREJA, 3
CORPO MÍSTICO DE CRISTO

  organismo espiritual, não redutível só às suas estrutu-


ras visíveis
 alentado por uma alma, o Espírito Santo
 dirigido pela sua cabeça, Cristo
 cujos membros são os fiéis cristãos: unem-se com a
cabeça e entre si por meio do baptismo e fortalecem-se
pela recepção da Eucaristia e dos outros sacramentos
 no qual cada membro realiza a sua função própria, e alguns – a hierarquia –
tarefas essenciais para o conjunto
 cabeça e membros = o “Cristo total” (Santo Agostinho, Sobre a unidade da

Igreja, 4, 7).
Natureza 8/11

IMAGENS DA IGREJA, 4
TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO

  Santo Agostinho amplia os seus limites de


aplicação (Enchiridion 56,15):“Deus habita no
seu templo; não só o Espírito Santo, mas tam-
bém o Pai e o Filho...Portanto, templo de Deus,
ou seja de toda a Trindade, é a Santa Igreja;
toda ela, a do céu e a terrena”.
 = imagem citada repetidas vezes pelo Concilio
Vaticano II, e incluída no Catecismo da Igreja
Católica (797-798).indica
797-798 a presença da terceira Pessoa da Trindade co-
mo princípio vital, aglutinador e santificante do Povo de Deus e Corpo
místico de Cristo.
Natureza 9/11

 Congregação para a Doutrina da Fé (carta Communionis notio, 28.V.1992): “O


conceito de ‘comunhão’ é muito adequado para expressar o núcleo profundo
do mistério da Igreja”.

 Igreja-Comunhão: “inseparável dimensão de comunhão dos cristãos com Cristo,


e de comunhão dos cristãos entre sí” (João Paulo II, Christifideles laici 19,
[Link].1988).

 Aspectos da comunhão eclesial:


- comunhão dos santos: intercomunicação de bens salvíficos
divinos entre os fiéis da terra, os do céu e os do purgatório.
- comunhão orgânica: complementaridade das diversas voca-
ções e condições de vida, ministérios, carismas, etc...
- comunhão missionária: participação e responsabilidade de
todos.
Natureza 10/11

A IGREJA, SACRAMENTO DE COMUNHÃO:

 Sacramento = todo sinal e instrumento visível de


um efeito divino invisível => Igreja, sinal visível
da realidade oculta da salvação = Analogia.

 Lumen gentium, 1:
1 “a Igreja é em Cristo
como um sacramento; quer dizer, sinal
e instrumento da íntima união do homem
com Deus e da unidade de todo o géne-
ro humano”.
Natureza 11/11

DEFINIÇÃO DA IGREJA

1 Contribuições do Vaticano II e Magistério posterior:


A Igreja é o sacramento da comunhão dos
Homens com Deus e entre si por Cristo no
Espírito Santo.

 Não revela o mistério: o elemento divino da Igreja


torna sempre insondável ao homem a profundidade
do seu mistério.
2 Outras definições possíveis:
- É a instituição fundada por Jesus Cristo para a salvação das almas.
- É o Povo de Deus (e/ou o Corpo místico de Cristo) formado pelos
baptizados que professam a mesma fé, participam dos mesmos
sacramentos e estão unidos ao Papa.
Ficha técnica 12/11

 Bibliografia
 Estes Guiões são baseados nos manuais da Biblioteca de Iniciação
Teológica da Editorial Rialp (editados em português pela editora Diel)

 Slides
 Original em português europeu - disponível em [Link]

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