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Interpretação da WAIS-III na Avaliação Cognitiva

1. O documento descreve a Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos - Terceira Edição (WAIS-III), um importante instrumento de avaliação da inteligência. 2. Aborda definições de inteligência, modelos teóricos e objetivos da avaliação. A WAIS-III avalia múltiplas dimensões cognitivas através de subtestes. 3. Discutem-se aplicações clínicas da WAIS-III no estudo do envelhecimento, declínio cognitivo e outras condições

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Angela Abreu
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Interpretação da WAIS-III na Avaliação Cognitiva

1. O documento descreve a Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos - Terceira Edição (WAIS-III), um importante instrumento de avaliação da inteligência. 2. Aborda definições de inteligência, modelos teóricos e objetivos da avaliação. A WAIS-III avalia múltiplas dimensões cognitivas através de subtestes. 3. Discutem-se aplicações clínicas da WAIS-III no estudo do envelhecimento, declínio cognitivo e outras condições

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INTELIGÊNCIA

ESCALAS de INTELIGÊNCIA de WECHSLER


Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos
– Terceira Edição (WAIS-III; Wechsler, 1997, 2008)

Understanding intelligence is like understanding the atom: we need to know not only what holds its
components together but also what splits them apart. What binds the components of intelligence together
is the general intelligence factor, or g; what acts as an atom smasher is cognitive trends measured over
time. (Flynn, 2007)
Flynn, J.R. (2007). What is intelligence?. Cambridge: Cambridge University Press.
Life is an intelligence test. (Plomin, & von Stumm, 2018)
Plomin, R., & von Stumm, S. (2018). The new genetics of intelligence. Nature Reviews Genetics, 1-12. doi:
10.1038/nrg.2017.104

Laboratório de Avaliação Psicológica


PsyAssessmentLab CINEICC (NAAP)
Neuropsychological Assessment na Ageing Proceses
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Mário R. Simões

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UC: INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E RELATÓRIOS PSICOLÓGICOS MIP/FPCE-UC
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Sumário.
1. Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos-Terceira Edição (WAIS-III)
1.1. Inteligência: definições, teorias, objectivos de avaliação.
1.2. Escalas de Inteligência de Wechsler. História.
1.3. WAIS-III:
1.3.1. Estrutura, modelo de processamento da informação.
1.3.2. Fundamentação psicométrica.
1.3.3. Dimensões avaliadas, níveis de análise.
1.3.4. Utilidade na Avaliação (Neuro)Psicológica. Limites. Impacto da idade e da escolaridade nas
pontuações.
1.3.5. Envelhecimento, declínio cognitivo, demências, doença de Alzheimer, Esquizofrenia.
1.3.6. Versões reduzidas.
Bibliografia: Inteligência e WAIS-III.
II. Outras questões que complexificam o processo de avaliação da inteligência:
4.1. “Somos cada vez mais inteligentes ou o efeito de Flynn atingiu os seus limites?”.
4.2. Utilidade e insuficiências do Quociente Intelectual (QI).
4.3. O que os testes de inteligência (QI) esquecem ou desvalorizam:
4.3.1 a “racionalidade” (Stanovich, 2009),
4.3.2. as “inteligências múltiplas” (Gardner, 1999).
III. Inteligência, cérebro e hereditariedade. É possível melhorar/aumentar a inteligência?
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões

Sumário.
Referências bibliográficas
Simões, M.R. (2018). Escalas de inteligência de Wechsler_WAIS-III-IARP_ 2018.pptx ppt Aula (164
diapositivos). (73 diapositivos +)
Gonçalves, M., Simões, M.R., & Castro-Caldas, A. (2015). A systematic review on WAIS-III’s research
with a special focus on clinical studies. E-PSI, 5(2), 51-85.
http://revistaepsi.com/artigo/2015-ano5-volume2-artigo4/
Para saber mais (leituras facultativas)
Houdé, O. (2010). Beyond IQ comparisons: Intra-individual training differences. Nature Reviews
Neuroscience, 11, 370. [NÓNIO]
Plomin, R., & von Stumm, S. (2018). The new genetics of intelligence. Nature Reviews Genetics, 1-12.
doi: 10.1038/nrg.2017.104 [NÓNIO]
Rindermann, H., Becker, D., & Coyle, T. R. (2017). Survey of expert opinion on intelligence: The Flynn
effect and the future of intelligence. Personality and Individual Differences, 106, 242-247.
https://doi.org/10.1016/j.paid.2016.10.061 [NÓNIO]
Shearer, C.B., & Karanian, J. M. (2017). The Neuroscience of Intelligence: Empirical Support for the
Theory of Multiple Intelligences? Trends in Neuroscience and Education.
http://dx.doi.org/10.1016/j.tine.2017.02.002 [NÓNIO]
Tirri, K., Nokelainen, P., & Komulainen, E. (2013). Multiple intelligences: Can they be measured?
Psychological Test and Assessment Modeling, 55 (4), 438-461. [NÓNIO]

(+) Diapositivos assinalados com (+) essenciais para prepara a avaliação. Restantes diapositivos: contextualização,
outros desenvolvimentos
Roteiro de estudo/Possíveis Questões (+)
1. Comente a seguinte afirmação: ”A WAIS-III é um instrumento muito
importante nos protocolos de avaliação psicológica, flexível e válido do ponto
de vista psicométrico e clínico”, indicando:
(i) grau de adequação às definições conceptuais de inteligência;*
(ii) dimensões e níveis de análise que é possível considerar na interpretação dos
resultados / desempenhos;
(iii) utilidade e limites na avaliação (neuro)psicológica clínica e educativa. É
possível hierarquização dos subtestes por ordem de importância? *
(iv) subtestes que são mais e menos sensíveis ao declínio cognitivo; *
(v) subtestes que seleccionaria para uma versão reduzida da WAIS-III
constituída por 4 subtestes, justificando. *

2. Explicite vantagens e limites na utilização de testes de inteligência, incluindo o


uso dos Quocientes Intelectuais (QIs)*
3. Inteligências múltiplas de Gardner: potencialidades e limites para a avaliação
psicológica.* * possíveis questões de desenvolvimento breve, completamento ou de escolha múltipla
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
RP: Estrutura/ Secções (Wright, 2011) (+) RP: Formato (+)
Informação relativa a elementos de Identificação (Groth-Marnat & Davis, 2014)
Quem solicita o pedido de avaliação e questões de avaliação
[Motivo da consulta de avaliação] • Informação relativa à Identificação
Instrumentos de medida administrados • Questões do pedido de avaliação
Notas relativas às sessões de teste (testing)
• Procedimentos de Avaliação
Descrição do paciente/cliente
• Observações relativas ao
Apresentação do problema
comportamento/estado mental
Informação contextual
• Informação contextual
História do problema atual
Avaliação sintomática
• Resultados nos testes
Avaliação Psicossocial • Impressões e Interpretações
 Avaliação do estado mental • Resumo/Sumário
Observações relativas ao comportamento • Recomendações
 Interpretação global dos resultados nos testes • Assinatura /título
Inteligência e funcionamento cognitivo Groth-Marnat, G., & Davis, A. (2014).
Personalidade e funcionamento emocional Psychological report writing assistant.
Avaliação psico-social New York: Wiley.
Formulação do caso: interpretações, impressões e
conclusões A AVALIAÇÃO COGNITIVA, que inclui o exame da INTELIGÊNCIA
através de instrumentos/testes referenciados nos RELATÓRIOS
Recomendações PSICOLÓGICOS.
[Resumo/Sumário]
Assinaturas AVALIAÇÃO COGNITIVA: medida sistemática de características que
afectam/determinam o funcionamento na vida diária da pessoa
Anexos examinada, incluindo a atenção, memória, aprendizagem,
Resultados nos Testes linguagem, tomada de decisão e resolução de problemas
Adenda feedback
Wright, A. J. (2011). Conducting psychological
assessment: A guide for practitioners. Hoboken, NJ: Wiley.
Instrumentos de Avaliação da Inteligência (+)
 O que é que queremos referir quando falamos de “inteligência”? Como é que
medimos/avaliamos a inteligência em Psicologia?
 O recurso a testes de QI é rotina na prática da avaliação psicológica. Mas o
que é o QI? E o que medem os testes de QI?
 Objecto de estudo científico sistemático há mais de 100 anos, a “inteligência” e
o(s) QI(s) continuam a suscitar controvérsia/debate.
 Na avaliação da inteligência as Escalas de Inteligência de Wechsler continuam a
constituir o modelo e referência na prática profissional da Psicologia (cf.
aula/documento INSTRUMENTOS: escalas de inteligência de Wechsler
instrumentos mais usados pelos psicólogos em diferentes contextos). Os testes
de inteligência e, em particular as Escalas de Inteligência de Wechsler, são
considerados “uma base de trabalho fiável”.
 Importa por isso atribuir a estes instrumentos um destaque particular e estar atento
aos desenvolvimentos e descobertas mais recentes: as novas versões das Escalas
de Inteligência de Wechsler, WAIS-IV, WISC-V … mas ênfase especial deve ser
atribuída às versões disponíveis mais recentes e utilizadas em Portugal: a WAIS-
III e a WISC-III. WAIS-III e (WISC-III) dispõem de novos estudos de validação
para a população portuguesa.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Importância da continuidade da investigação
… psicométrica e clínica/educativa
… centradas em instrumentos de referência
… mesmo após a edição do respectivo manual: o caso da WISC-III

Quatro estudos com a WISC-III (2013-2019)


PHDA (2019)
Autismo (2016)
Dislexia (2013)
Epilepsia (2013)
Evidências destas investições:
Manual (2003, 2008, 6ª edição revista e actualizada)
Importância da continuidade da investigação
… psicométrica e clínica/educativa
… centradas em instrumentos de referência
… mesmo após a edição do respectivo manual: o caso da WISC-III

Quatro estudos com a WISC-III (2013-2019)


Evidências destas investigações:
“What is intelligence?”
“Where does it come from?”

“How can it be measured?”


WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
História (+)
 Wechsler-Bellevue I (E.U.A., 1939; 7 – 69 anos)
 Wechsler-Bellevue II (E.U.A., 1946; 10 – 69 anos)

 WPPSI-R (E.U.A., 1989; 3:00-7:03. Portugal, 2003; 4:00 – 6:06)


Wechsler, D. (2003). Escala de Inteligência de
 WPPSI (E.U.A., 1949; 4:00 – 6:06)
Wechsler para a Idade Pré-escolar e Primária –
 WPPSI-III (E.U.A., 2002; 2:06 – 7:03) Edição Revista (WPPSI-R): Manual. Lisboa: Cegoc.
[Adaptação portuguesa: M. J. Seabra-Santos, Mário R.
 WPPSI-IV (E.U.A., 2012; 2:06 – 7:7)
Simões, António Menezes Rocha e Carla Ferreira].

 WISC-III (E.U.A., 1991; Portugal, 2003; 6:00 – 16:11)


Ferreira Marques, J.H. (1968). Escala de
Inteligência de Wechsler para Crianças (WISC):
Manual. Lisboa: Instituto de Alta Cultura.
 WISC (E.U.A., 1949; 5-15anos; Portugal, 1968; 6:00 – 15:11 anos)
 WISC-R (E.U.A., 1974; 6:00 – 16:11 anos) Wechsler, D. (2003). Escala de Inteligência de
 WISC-IV (E.U.A., 2003; 6:00 – 16:11 anos) Wechsler para Crianças – Terceira Edição
(WISC-III): Manual. Lisboa: Cegoc. [Adaptação
 WISC-V (E.U.A., 2014; 6:00 – 16:11 anos)
portuguesa: Mário R. Simões, António Menezes Rocha
e Carla Ferreira].

 WAIS-III (E.U.A., 1997; Portugal, 2008; 16:00 – 89:11 anos)


Escalas de Inteligência de
 WAIS (E.U.A., 1955; 16:00 – 64:11 anos) Wechsler: instrumentos de
 WAIS-R (E.U.A., 1981; 16:00 – 74:11 anos) avaliação da inteligência mais
 WAIS-IV (E.U.A., 2008; 16:00 – 74:11 anos) utilizados (desde 1939) e com
maior número de
 WAIS-V (em preparação, EUA, 2016-2020)investigações e publicações
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos.
MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos – 3ª edição
(Wechsler Adult Intelligence Scale – 3rd edition)

Wechsler, D. (2008). Escala de


Inteligência de Wechsler para Adultos
(WAIS-III). Lisboa: Cegoc.

Para os detractores:

A caixa (ou o saco) de Pandora!!

Wechsler, D. (1997). Wechsler Adult


Intelligence Scale-Third Edition
(WAIS-III). San Antonio TX: The
Psychological Corporation.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Avaliação da INTELIGÊNCIA (ADULTOS, p. ex., WAIS-III): OBJECTIVOS
(+)

 Historicamente, a avaliação psicológica da inteligência tinha como objectivos


responder à necessidade de escolher os homens melhor adaptados (e mais aptos) para o
serviço militar ou identificar a presença de deficiência mental (hoje: “dificuldades
intelectuais”)
QIs 100, 115 …140.
 Actualmente, os objectivos de uma avaliação cognitiva de adultos (ou adolescentes)
ESTABILIDADE dos
incluem: resultados? … Sim. Excepto
problemas neurológicos
(i) o exame do potencial cognitivo ou de disfunção neurocognitiva; (demências, p.ex.),
perturbações psicóticas,
(ii) obtenção de informação clínica; depressão
(iii) processos de tomada de decisão vocacional ou educacional;
Kaufman, A.S.,
(iv) desenvolvimento de intervenções em &contextos
Lichtenberger, E.O. (1999).
educativos Essentials of(Kaufman
e vocacionais WAIS-III &
assessment. New York: Wiley.
Lichtenberger, 1999, 2009)
Kaufman, A.S., & Lichtenberger, E.O. (2009). Essentials of WAIS-IV
assessment. New York: Wiley. [Biblioteca: AVAP 171]

 Determinar de modo exacto/com rigor a(s) dificuldade(s) do indivíduo torna-se muito útil

quando se avaliam as disfunções cognitivas que podem ter origem em:


Valor preditivo dos
 dificuldades de aprendizagem, défices cognitivos anteriores; resultados? …
 aspectos relacionados com a idade (declínio cognitivo),
 lesões cerebrais (TCEs) ou outras doenças (Lezak et al. 2012).
Lezak, M. D., Howieson, D. B., Bigler, E. D., & Tranel, D. (2012). Neuropsychological assessment
(5th ed.). New York: Oxford University Press. [Biblioteca: PCMT 451]

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


Inteligência: definições. Adequação entre definições e medidas? (+)
A proposta por David Wechsler (escalas de inteligência de Wechsler)
“Capacidade global de um indivíduo para agir de acordo com uma finalidade,
pensar racionalmente e adaptar-se com eficácia ao seu ambiente” (Wechsler, 1958)
[“A global concept that involves individual’s ability to act purposefully, think rationally, and deal effectively with the environment ”]
Os QIs das escalas de inteligência de Wechsler avaliam: capacidade de abstracção, conceptualização, lógica
atenção, bom senso, referências espácio-temporais, adaptação e interesse pelo meio ambiente.
* (cf. J. Piaget, inteligência humana representa forma óptima de adaptação biológica)

Inteligência: entidade global e agregado de aptidões específicas


 Avaliação com recurso a tarefas verbais e manipulativas, uma vez que, cada uma
delas avalia diferentes aptidões que se associam num constructo mais geral.
 Os testes seleccionados e desenvolvidos por Wechsler têm em consideração muitas
aptidões mentais que, em conjunto, reflectem capacidade global do indivíduo
(Wechsler, 1958).
Wechsler, D. (1958). Measurement and appraisal of adult intelligence (4th ed.). Baltimore, MD: Williams & Wilkins.
[Wechsler, D. (1973). La mesure de l’ intelligence de l’ adulte. Paris: PUF] [PCMT 435 - DEP]
Testes de inteligência existentes têm subjacente um modelo de abstracção/resolução de problemas/aquisição de
conhecimentos e uma dimensão construtivista e exclusivamente instrumental da inteligência

“A inteligência é uma capacidade muito geral, que implica a aptidão para


raciocinar, planificar, resolver problemas, pensar de maneira abstracta,
compreender ideias complexas, aprender rapidamente e aprender com a
experiência. (…). A inteligência assim definida pode ser medida, e os testes
de inteligência avaliam bem a inteligência assim definida.” (Gottfredson, 1997;
Conferência Internacional, 52 especialistas)
Gottfredson, L.S. (1977). Editorial: Mainstream science on Intelligence:
An Editorial with 52 signatures, History, and bibliography. Intelligence,
24(1), 13-23.
Inteligência: … mais algumas definições e aproximações (+)

 Abstract thinking ability (Terman, 1921)

 The capacity to acquire capacity (Woodrow, 1921)

 Ability to adapt to the environment (Colvin)

 Capacity for knowledge and knowledge possessed (Henmon,


1921)
 Capacity to learn from experience (Dearbom, 1921)

 Intelligence is … what to do when you don’t know what to do

 Intelligence it is not how smart you are, it’s how you are smart
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Inteligência: … mais algumas definições e aproximações (+)
Meanings of intelligence and adaptive behavior
 Intelligence refers to a common mental ability applied by individuals in
reasoning, calculating, perceiving analogies and relationships, and/or
learning new information. Intelligence also entails general mental
capacity to store and effectively retrieve information and to adjust to
new information, as well as fluency in language use. Therefore,
intelligence is the perceived capacity not only in learning and
understanding new situations, but also in adapting to those situations
and/or the environment.
 Mental retardation is a psychological condition characterized by
significant limitations in an individual’s present intellectual functioning,
and usually characterized by an intellectual functioning that falls below
average. The condition is accompanied by limitations in adaptive skills,
such as communication, social skills, and academic skills, among others
(Weiten & Lloyd, 2008).
Weiten, W., & Lloyd, M. A. (2008). Psychology applied to modern life (9th ed.). Wadsworth, OH: Cengage Learning.
Coulacoglou, C. & Saklofske, D. H. (2017). Psychometrics and Psychological Assessment.
Inteligência: … mais algumas definições e aproximações (+)
Meanings of intelligence and adaptive behavior (cont.)
 A teacher can use various teaching styles to adapt to the needs of
mentally retarded learners. First, the special needs teacher ought
to identify the life skills that the students ought to learn, which
may include skills, such as grooming, dressing, and working
ability.
 After life skills are identified, the instructor ought to make
available a learning atmosphere that will facilitate the learning
process. This approach enables the learners to effectively
generalize the taught skills into their home environments.
 Additionally, the teacher should break the skills to be taught into
simple and sequential steps that are measurable. This will enable
the learners to gain knowledge of complex activities step-by-step
(Weiten & Lloyd, 2008).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
TEORIAS DA INTELIGÊNCIA
 Concepção unitária (um factor “g”). Através da análise factorial, método estatístico inventado
por C. Spearman, este investigador identifica um factor geral de inteligência (o factor “g”), a
“energia mental” que influencia todos os desempenhos intelectuais. (C. Spearman, 1904). [“a
general factor that runs through all types of performance” (Arthur Jensen).
 Modelo Gc-Gf de R.B. Cattell. Inteligência cristalizada - Gc (desenvolvida a partir de
exxperiências educacionais/escolares e culturais; tarefas de reconhecimento de palavras),
Inteligência Fluída-Gf (componentes não verbais, pouco dependentes de conhecimentos
previamente adquiridos, mais determinada pela biologia [genética], sensível a lesões cerebrais;
formação e reconhecimento de conceitos, identificação de relações complexas; raciocínio
indutivo/inferencial, controlo da atenção, [memória de trabalho]; declina a partir dos 20 anos de
idade, devido à gradual degeneração de estruturas fisiológicas).
 Concepção multifactorial. Aperfeiçoando as técnicas de análise factorial, Leon Thurstone
contesta a existência de um factor g, e postula a existência de vários factores relativamente
independentes. Os primeiros factores que propõe são: V (compreensão verbal), W (Fluência
Verbal), S (aptidão espacial), R (raciocínio), N (aptidão numérica), P (velocidade perceptiva), M
(Memória) (Leon L. Thurstone, Primary Mental Abilities, 1938; Multiple Factor Analysis, 1947).
 Teoria dos 3 Estratos (uma síntese). Retomando as conclusões de 460 estudos, John B. Carroll
(1993) elaborou um modelo hierárquico em três estratos. Nível 1 (mais básico): 40 factores
específicos (memória visual, tempo de reacção, vocabulário …). Nível 2 (intermédio): 8 factores
de grupo relativamente independentes: inteligência fluída (raciocínio lógico, indutivo, …),
inteligência cristalizada (conhecimentos adquiridos), memória, aprendizagem, percepção visual,
percepção auditiva, capacidade de recuperação, rapidez cognitiva, velocidade de processamento.
Nível 3 (mais elevado): um factor de inteligência geral.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
TEORIAS DA INTELIGÊNCIA
 Modelo integrativo de Cattell-Horn-Carroll (CHC). Cf. Woodcock Johnson
Psychoeducational Battery-Revised; impacto no desenvolvimento da WAIS-III (inclusão
subteste Matrizes) e WISC-IV (ausência de QIV e QIR) (Flanagan & McGrew, 1998). Uso de
teste de Matrizes (MPCR, MPCR-P; MPE) como complemento da WISC-III.

 Cattell-Horn-Carroll Theory (CHC Theory) – a theory about the content and structure
of human cognitive abilities that defines 10 broad stratum factors and over 70 narrow
abilities. CHC theory is particularly relevant to school psychologists for
psychoeducational assessment.

 The 10 Broad Stratum Factors of the Cattell-Horn / Carroll Theory


• crystallized intelligence (Gc) • fluid intelligence (Gf)
• quantitative reasoning (Gq) • reading and writing ability (Grw)
• short-term memory (Gsm) • long-term storage and retrieval (Glr)
• visual processing (Gv) • auditory processing (Ga)
• processing speed (Gs) • decision/reaction time/speed (Gt)

Flanagan, R. & Miller, J.A. (2010). Specialty Competencies in School Psychology. New York:
Oxford University Press.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
TEORIAS DA INTELIGÊNCIA: Outros instrumentos internacionalmente usados
Woodcock-Johnson Tests of Cognitive Abilities—III
 Scales: 1. Verbal Ability Scale 2. Thinking Ability Scale 3. Cognitive Efficiency Scale 4.
Supplemental Scale 5. Intra-Cognitive Discrepancies Scale 6. Predicted Achievement Scale 7.
General Intellectual Ability (GIA)
 Gf-Gc Composites: 1. Comprehension-Knowledge 2. Long-Term Retrieval 3. Visual Processing 4.
Auditory Processing 5. Fluid Reasoning 6. Processing Speed 7. Short-Term Memory (2- 90 ou +
anos)
Stanford-Binet Intelligence Scales—V
 Factor Indexes: 1. Fluid Reasoning 2. Knowledge 3. Quantitative Reasoning 4. Visual-Spatial
Processing 5. Working Memory IQ Scores: 1. Nonverbal IQ 2. Verbal IQ 3. Full Scale IQ (2- 89 ou +
anos)
Kaufman Assessment Battery for Children—II
 Indexes: 1. Mental Processing Index 2. Fluid-Crystallized Index 3. Nonverbal Index 4. Full Scale IQ
(FSIQ) Scales: 1. Sequential Processing/Short-Term Memory 2. Simultaneous Processing/Visual
Processing 3. Planning Ability/Fluid Reasoning 4. Learning Ability/Long-Term Storage and
Retrieval 5. Knowledge/Crystallized Ability (3-18 anos)
Cognitive Assessment System
 1. Planning Scale 2. Attention Scale 3. Simultaneous Processing Scale 4. Successive Processing Scale
5. Full Scale IQ (FSIQ) (5-17 anos)
Reynolds Intellectual Assessment Scales
 1. Verbal Intelligence Index 2. Nonverbal Intelligence Index 3. Composite Memory Index (3-93
anos) WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCE-UC. Mário R. Simões
TEORIAS DA INTELIGÊNCIA: Abordagens pluralistas da inteligência
 Teoria da Inteligências Múltiplas. Howard Gardner, 1999.

 Teoria Triárquica da Inteligência. Defende a existência de 3 inteligências


independentes: inteligência analítica (de tipo escolar, “envolve as capacidades para
pensar analítica, comparativa e criticamente problemas e situações”; componente aptidão
de resolução de problemas), inteligência criativa ou experiencial (adaptação à novidade,
enfatiza o insight e a capacidade para formular novas ideias) e inteligência prática
(capacidade para aplicar técnicas e conhecimentos adquiridos, útil para resolver problemas
no dia-a-dia, capacidade de adaptação a um ambiente em mudança e de persuasão dos
outros) (Robert Sternberg, 1985).

 Outras inteligências?

 Inteligência Social

 Teoria da Inteligência Emocional. Conhecer e gerir as suas próprias emoções,


reconhecer as emoções nas outras pessoas; cf. Quociente Emocional de Reuven Bar-On;
“tarefas de resolução de problemas emocionais”). cf. inteligência interpessoal e
inteligência intrapessoal (Inteligências Múltiplas de Gardner).

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Estrutura, Comparações [a lógica do aperfeiçoamento]
WAIS-R WAIS-III

Amostra normativa [Idade, Amostra normativa [Idade, Limite


Limite superior]: 16 - 74 anos superior]: 16 - 89 anos
3 factores: CV, OP e Memória 4 factores: CV, OP, MT, VP
3 novos testes: Matrizes, Pesquisa de Símbolos
(VP) e Sequências Letras-Números (MT)
Existência de alguns testes com Matrizes, prova sem tempo limite.
tempo limite e com uma Diminuição do nº itens.
bonificação por uma execução Elementos noutros testes com bonificação por
rápida. uma execução rápida.
Os QIs não discriminam muito Elementos mais fáceis, alargando-se o leque das
bem os sujeitos com diferentes pontuações relativas a desempenhos inferiores.
graus de atraso/défice. Melhoria da utilidade clínica da escala,
nomeadamente em indivíduos com ‘deficiência
mental/dificuldades intelectuais ligeiras ou
moderadas’.
* Adaptado de Kaufman & Lichtenberger (1999)
Kaufman, A.S., & Lichtenberger, E.O. (1999). Essentials of WAIS-III assessment. New York: Wiley.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
(+)

 Input. Como é que a informação proveniente dos sentidos entra no cérebro.


- subtestes do ICV e do IMT são auditivos e IOP e IVP são visuais (embora estes
índices também contenham exigências de processamento auditivo (e.g., instruções).
- a dicotomia auditivo/visual do Input é menos evidente/forte nas Escalas de
Inteligência de Wechsler.
 Integration. Interpretação e processamento da informação.
 Storage. Armazenamento da informação para posterior recuperação.
 Output. Expressar a informação através da linguagem ou da actividade
muscular (motora). 
 Este modelo proporciona um quadro conceptual aos examinadores na
interpretação das pontuações QI, Índices factoriais e pontuações
padronizadas (escalares)
 ICV e IOP: factores cognitivos e medidas
Kaufman,deA.S.,
integração
& Lichtenberger, E.O. (1999).
Essentials of WAIS-III assessment. New York: Wiley.
 IVP: Output.
 IMT: depende de como se interpreta
 No modelo de Processamento da Informação a inteligência é habitualmente
avaliada em termos de componentes de processamento/ integração da
informação. Contudo o Input e o Output são igualmente importantes.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
WAIS-R - WAIS-III: Fundamentação psicométrica [Validade Concorrente]

A relação entre resultados na WAIS-III e na WAIS-R foi examinada numa


amostra de 192 adultos, dos 16 aos 71 anos (Wechsler, 1997).

Raciocínio (circular) da validação

Resultados consonantes com os


verificados noutros testes e
respectivas versões revistas (Flynn,
1987), indicando que o QI do sujeito é
inflacionado quando é referenciado a
normas antigas (WAIS-R) e não às
normas actuais (WAIS-III)

Efeito de Flynn

Os resultados sugerem que a


WAIS-R e a WAIS-III medem
os mesmos constructos
(Kaufman & Lichtenberger, 1999)

Kaufman, A.S., & Lichtenberger, E.O. (1999). Essentials of WAIS-III assessment. New York: Wiley.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III/+WAIS-IV*: Dimensões avaliadas, Níveis de análise (I) (+)

QIEC QIV/QIR Índices Testes

Vocabulário
Compreensão
Semelhanças
QI Verbal
Verbal Informação + Compreensão *

Aritmética
Memória
QI Memória de Dígitos
de
Escala
Trabalho Sequências Letras-Números
Completa
Completamento de Gravuras
Organização
Perceptiva Cubos
QI
Realização Matrizes + Puzzles Visuais* + Balanças (Figure Weights) *

Velocidade Código
de
Pesquisa de Símbolos + Cancelamento*
Processamento

+ Composição de Objectos e Disposição de Gravuras


Adaptado de Strauss, Sherman & Spreen, 2006, p.284
Strauss, E., Sherman, E.M.S. & Spreen, O. (2006). A compendium of neuropsychological tests:
Administration, norms, and commentary (3rd ed.). New York: Oxford University Press. [PCMT 187]

Holdnack, J.A., Drozdick, L.W., Weiss, L.G., & Iverson, G.L. (2013). WAIS-IV, WMS-IV, and ACS:
Advanced clinical interpretation. Amsterdam: Academic Press. [PCMT 471]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
WAIS-III/WAIS-IV: Dimensões avaliadas/Níveis de análise (II)
(+)
Índices Natureza das tarefas Aptidões avaliadas
Factoriais

Resposta a questões orais que avaliam Expressão, conhecimento e


Compreensão conhecimentos factuais, significado de conceptualização verbal
Verbal palavras, e a capacidade para expressar
ideias por palavras

Memória Resposta a estímulos orais que envolve Capacidade numérica e


de a manipulação de números e/ou letras processamento sequencial,
Trabalho medida de atenção e dos
processos mais imediatos da
memória de trabalho
Integração de estímulos visuais, Pensamento não-verbal e
Organização raciocínio não-verbal, aplicação de coordenação viso-motora
Perceptiva competências viso-motoras e viso-
espaciais para resolução de problemas

Velocidade Exige rapidez na resolução de Velocidade motora e rapidez


de problemas não-verbais [capacidade para do pensamento, atenção
Processamento reagir ou decidir rapidamente em sustentada, memória e
resposta a estímulos simples] compreensão de instruções
Adaptado de Kaufman & Lichtenberger, 1999; Golden, Espe-Pfeifer & Wachsler-Felder, 2000
Golden, C. J., Espe-Pfeifer, P. & Wachsler-Felder (2000). Neuropsychological interpretation of
objective psychological tests. New York: Kluwer/Plenum. [PCMT 50]
WAIS-III/WAIS-IV: Dimensões avaliadas/Níveis de análise (III) (+)

O que mede? O Que podemos concluir?

Níveis de análise:

1. QIEC
2. QIV-QIR
3. ICV, IOP, IMT, IVP
4. Subtestes

Constituem bases de trabalho fiáveis.

Bowden, S. C., Weiss, L. G., Holdnack, J. A., & Lloyd, D. (2006). Age-related invariance of
abilities measured with the WAIS-III. Psychological Assessment, 18 (3), 334-339.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Validade de Constructo: Estrutura Factorial (cont.)
Invariância/estabilidade factorial [Implicações de natureza teórica e prática] (+)

Amostra de estandardização
o modelo de 4 factores (CV, OP, MT, VP) não sofre modificações em função com a
idade:
1. Escala utilizada em todas as faixas etárias: possível comparar os resultados nos Índices
Factoriais entre as avaliações, mesmo quando remetem para grupos com idades muito
diferenciadas. O avaliador pode ter confiança de que está a avaliar os mesmos
constructos aos 16 e aos 89 anos (Taub, Witta & McGrew, 2004);
2. o significado das pontuações/resultados pode ser interpretado de forma equivalente ao longo
dos grupos etários (Bowden, Lloyd & Holdnack, 2006);
3. o modelo teórico subjacente aos constructos cognitivos observados ao longo dos resultados
nos vários testes é estável (Bowden, Lloyd & Holdnack, 2006);
4. suporte à interpretação clínica dos resultados por factores em sujeitos idosos,
validando o seu uso como meio de diagnóstico ou de classificação em grupos de idade mais
avançada (Bowden, Lloyd & Holdnack, 2006);
- condições “anormais” encontradas ao longo do ciclo de vida (demências), requerem a
realização de avaliações repetidas, por vezes, com intervalos de re-teste elevados (Horn &
McArdle, 1992; O’Brien, Ames & Burnes, 2005 cit in Bowden, Lloyd & Holdnack, 2006).
É desejável que um instrumento usado para avaliações repetidas demonstre evidência
de invariância [factorial] nos vários grupos etários (Bowden, Lloyd & Holdnack, 2006)
Taub, G. E. et al. (2004). A confirmatory analysis of the factor structure and cross-age invariance of WAIS-III.
Psychological Assessment, 16, 85-89.
Bowden, S. C., Weiss, L. G., Holdnack, J. A. & Lloyd, D. (2006). Age-related invariance of abilities measured with
the WAIS-III. Psychological Assessment, 18 (3), 334-339.
WAIS-III: Validade de Constructo - Estrutura Factorial
Wechsler (1997) N= 2450 sujeitos 4 factores:
Manual CV, VP, MT, OP

van der Heijden & N= 166 pacientes com TBI


Donders (2003) van der Heijden, P. & Donders, J. (2003). A confirmatory factor analysis of the WAIS-III in patients with
Traumatic Brain Injury. Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology, 25 (1), 59-65.

Ryan & Paolo (2001) N= 152 (69 com problemas de abuso de substâncias, 39
com condições neurológicas/ médicas, 27 com problemas 4 factores:
psiquiátricos e abuso de substâncias, 17 com problemas CV, VP, MT, OP
psiquiátricos)

Dickinson et al. N= 120 (com esquizofrenia e perturbações


(2002) esquizoafectivas)

Kaufman, N= 2450 sujeitos (amostra da WAIS-III) 2 factores:


Lichtenberger & QIV e QIR
McLean (2001) 3 factores:
Kaufman, A. S., Lichtenberger, E. O. & McLean, J. E. (2001). Two and three-factor
CV, OP e MT
solutions of the WAIS-III. Assessment, 8(3), 267-280.

Burton, Ryan, N= 328 pacientes suspeitos de condição neuropatológica 6 factores:


Axelrod & [doenças cardiovasculares (7%), TBI (9%), epilepsia (4%), Memória Semântica (Vocabulário e
Schellenberg (2002) tumor SNC (0.5%), demência (7%), abuso de substâncias Informação),
(38%), perturbações psiquiátricas (28%), problemas médicos Raciocínio Verbal (Semelhanças, Aritmética
(3%)] e Compreensão),
Aptidões Construtivas (Completamento de
Ryan, J. J. & Paolo, A. M. (2001). Exploratory factor analysis of the WAIS-III in a Gravuras e Cubos),
mixed patient sample. Archives of Clinical Neuropsychology, 16, 151-156. Raciocínio Visual (Matrizes e Disposição de
Gravuras),
Dickinson, D., Iannone, V. N. & Gold, J. N. (2002). Factor structure of the WAIS-III Memória de Trabalho (Aritmética, Memória
factor in schizophrenia. Assessment, 9(2), 171-180. de Dígitos e Sequências LN),
Velocidade de Processamento (Código e
Burton, D. B., Ryan, J. J., Axelrod, B. N. & Schellenberger, T. (2002). A confirmatory Pesquisa de Símbolos)
factor analysis of the WAIS-III in a clinical sample with cross-validation in
standardization sample. Archives of Clinical Neuropsychology, 17, 371-387.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Utilidade na Avaliação Neuropsicológica (+)
 Contributo para a melhoria ou aperfeiçoamento da avaliação
neuropsicológica, quando o seu uso é acrescentado ao de qualquer bateria de
avaliação neuropsicológica (Wechsler, 1999; Lezak et al., 2012);

 Muita da investigação neuropsicológica foca-se nas comparações entre o


QIV e o QIR, assumindo-se que as diferenças entre estes reflectem uma
deterioração/défices selectivos de natureza verbal ou não-verbal (Klove, 1974;
Warrington, James & Maciejewski, 1986 cit in Lezak et al., 2012);

 Vários estudos têm examinado a exactidão dos valores de QI com versões


reduzidas de 7 testes: correlações elevadas e adequação/rigor da classificação
dos QIs em populações normais e clínicas (Axelrod, Ryan & Ward, 2001; Pilgrin,
Meyers, Bayless & Whetstone, 1999; Ryan & Ward, 1999 cit in Brooks et al., 2006) (cf.
Gonçalves, Castro-Caldas & Simões, 2008; Simões, Gomes, & Xavier, 1988).
Gonçalves, M., Moura, O., Castro-Caldas, A., & Simões, M.R. (2017). Searching for a neurologic injury’s injury
Wechsler Adult Intelligence Scale-Third Edition profile. Applied Neuropsychology: Adults, 24(5), 457-464.
doi.org/10.1080/23279095.2016.1199429
Gonçalves, M., Simões, M.R., & Castro-Caldas, A. (2017). Interpreting WAIS-III performance after primary brain
tumor surgery. Applied Neuropsychology: Adults, 24(1), 42-49. doi: 10.1080/23279095.2015.1084508

Gonçalves, M., Castro-Caldas, A. & Simões, M. R. (2008). Lesão cerebral e desempenho nas Escalas de Inteligência de Wechsler para
Adultos (WAIS). In C. Machado (Ed.), Actas do XII Congresso Internacional “Avaliação Psicológica: Formas e Contextos” (10 páginas).
Braga: Universidade do Minho.

Simões, M. R., Gomes, A. A. & Xavier, R. E. (1998). O uso das Escalas de Inteligência de Wechsler no contexto da avaliação
neuropsicológica: O caso das lesões cerebrais. Psychologica, 20, 125-158.
Brooks, B. L. & Weaver, L. E. (2006). Concurrent validity of abbreviated WAIS-III index scores in geriatric outpatients with suspected
dementia. Archives of Clinical Neuropsychology, 21(3), 211-216.
Escalas de Inteligência de Wechsler.
Avaliação NeuroPsicológica: Hipóteses interpretativas (+)
 Memória curto prazo (MD, Código)
 Memória de trabalho (Aritm., Código, P. Símb., Labirintos)
 Memória longo prazo (Informação)
Escalas de Inteligência de Wechsler:
 Memória Visual (Compl. Gravuras) parte integrante dos protocolos de
 Atenção (Aritm., Código, P. Símbolos) avaliação neuropsicológica
 Funções executivas (FE) (Semelhanças, Cubos)
 FE: Auto-regulação (Disp. Gravuras)
 FE: Flexibilidade mental (Compreensão)
 FE: Raciocínio quantitativo (Aritmética)

 Início da ANP apoiado no desenvolvimento e progressiva disponibilização de testes de


inteligência (Lamberty & Nelson, 2012)
Lamberty, G. J. & Nelson, N. W. (2012). Specialty competencies in Clinical Neuropsychology.
New York: Oxford University Press. NEUR 241
Simões, M. R. (2008). Bateria de Avaliação Neuropsicológica de Coimbra (BANC): Estudo de validade com recurso à
Escala de Inteligência de Wechsler para Crianças – Terceira Edição. In Adelinda Candeias, Leandro Almeida, António
Roazzi & Ricardo Primi (Eds.), Inteligência: Definição e medida na confluência de múltiplas concepções (pp. 369-393).
São Paulo: Casa do Psicólogo.
Simões, M. R. (2002). Utilização da WISC-III na avaliação neuropsicológica da criança e adolescente. Paidéia,
12(23), 113-132.
35
Strauss, Sherman, E.M.S. & Spreen, O. (2006). A compendium of neuropsychological tests:
Administration, E., norms, and commentary (3rd ed.). New York: Oxford University Press. [PCMT 187]
WAIS-III. A systematic review on WAIS-III in EBSCOHost database:
A special focus on acquired brain injury
1998 1999 2000 2001 2002 2003
2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 TOTAL
The Clinical Neuropsychologist 1 1 4 2 4 4 5 3 3 2 3 4 36
Journal of Clinical and Experimental Neuropsychology 1 1 6 4 4 4 2 3 25
Applied Neuropsychology 1 1 1 1 2 4 4 7 2 1 24
Psychological Assessment 2 5 1 1 1 3 2 1 1 17
Intelligence 1 2 1 4 1 1 1 11
International Journal of Neuroscience 1 1 1 2 1 1 2 9
Journal of Clinical Psychology 1 1 2 1 1 1 7
Australian Psychologist 1 1 1 1 4
Canadian Journal of Behavioural Science 1 2 1 4
PLoS ONE 2 2 4
South African Journal of Psychology 1 1 1 1 4
British Journal of Clinical Psychology 1 1 1 3
Epilepsia 1 1 1 3
Journal of Applied Reserch in Intellectual Disabilities 1 1 1 3
Psicothema 3 3
Psychiatry and Clinical Neurosciences 1 1 1 3
… … … … … … … … … … … … … … … … … …
1 6 15 12 14 13 20 16 22 25 21 20 18 8 10 5 226
The journals that published more papers on WAIS-III, were not general psychology journals, but
neuropsychological
Marta journals A. Castro-Caldas e Mário R. Simões. A sistematic review on WAIS-III
de Assunção Gonçalves, in EBSCOHost
database: A special focus on acquired brain injury.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WISC-III – BANC: (+)
INSTRUMENTOS DISTINTOS e COMPLEMENTARES na AVALIAÇÃO da COGNIÇÃO

A relativa independência e complementaridade entre ambos os


instrumentos é suportada pelos resultados empíricos que apontam para
correlações baixas a moderadas entre a WISC-III (QIs, Índices Fatoriais e
subtestes) e os testes da BANC.

Exemplos:

Evocação diferida da Memória de Histórias apresenta coeficientes de correlação


moderados com alguns subtestes verbais da WISC-III (e.g., r = .31 com a
Informação e r = .30 com o Vocabulário) e baixos com os subtestes de realização
(e.g., r = .12 com o Código e r = .11 com a Composição de Objetos).

Provas de Nomeação Rápida (Cores, Formas e Cores, Dígitos) apresentam


coeficientes de correlação baixos com os QIs (r ≤ .27), o que significa que a
Nomeação Rápida explica menos de 8% da variância dos QIs da WISC-III (e vice-
versa).

Teste Trilhas – Parte A apresenta correlações moderadas com o QI de


Realização (r = .36), Índice de Organização Percetiva (r = .35) e Cubos (r = .32),
mas baixas com todos os restantes QIs, Índices Fatoriais e subtestes da WISC-III.
Escalas de Inteligência: Limites (+)
 A WAIS-III não esgota a avaliação da
inteligência/funcionamento cognitivo: “não avalia todos os
aspectos da inteligência, nem todas as aptidões cognitivas do
ser humano”.

 Não contém uma amostra suficiente de questões/tarefas


necessárias para o exame das capacidades cognitivas dos
indivíduos com deficiência mental moderada ou severa, nem
para os sobredotados

 Atender às recentes alterações na estrutura factorial da WISC-IV e


WISC-V.

 Para os indivíduos que erram ou acertam a maior parte dos itens da


WAIS-III, deve ser considerada a possibilidade de utilizar um outro
teste de inteligência (p. ex., Standford-Binet 5, Woodcock-Johnson
Tests of Cognitive Abilities-III; instrumentos não estudados em
Portugal) (Strauss, Sherman & Spreen, 2006).

… FALTAM TESTES E ITENS MAIS COMPLEXOS

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III:
Envelhecimento, Idade e Escolaridade
WAIS-III e envelhecimento: definição do conceito (+)
 O processo de envelhecimento traz consigo, de forma gradual:
 o enfraquecimento muscular e o prejuízo de numerosas funções corporais e
intelectuais (Serra, 2006);

Serra, A. V. (2006). Que significa envelhecer? In H. Firmino (Ed.). Psicogeriatria (pp. 21-33). Coimbra: Psiquiatria Clínica.

 estas alterações cognitivas podem ser muito ligeiras ou mais marcadas,


sendo difícil prever um perfil único de envelhecimento cognitivo (Ribeiro, Guerreiro &
Mendonça, 2006).
Ribeiro, F., Guerreiro, M. & Mendonça, A. (2006). Defeito cognitivo ligeiro. In H. Firmino (Ed.). Psicogeriatria (pp. 377-
393). Coimbra: Psiquiatria Clínica.

 Fernández-Ballesteros et al. (2003) identificaram um factor de competência em


pessoas idosas, considerado um aspecto importante no envelhecimento bem
sucedido.
 Esta competência emerge como uma combinação de factores biológicos e
cognitivos avaliados por 4 provas:
 Código (WAIS)
 Memória de Dígitos (WAIS)
 capacidade respiratória e
 velocidade (tapping) (cit in Paúl, 2006)
Paúl, C. (2006). Psicologia do envelhecimento. In H. Firmino (Ed.). Psicogeriatria (pp. 43-68). Coimbra: Psiquiatria Clinica.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


Administração da WAIS-III em idosos: algumas considerações I (+)

 A lentificação que surge associada ao envelhecimento afecta o


desempenho em tarefas que tenham tempo limite pelo que, o avaliador
poderá administrar a tarefa sem limites de tempo (e.g. Storandt, 1977);

 Nestes casos, poderá ser importante calcular dois tipos de resultados:


 resultados alcançados com limite temporal,
 resultados em que este limite não foi tido em consideração
(e.g. Corkin, Growdon, Desclos & Rosen, 1989);

 Apesar de não ser um procedimento estandardizado, fornece informação


qualitativa acerca do que o idoso consegue fazer, que tipos de erros comete,
como os corrige, etc... (Lezak et al., 2012)

 Condições estandardizadas de aplicação: garantir a possibilidade de comparação entre os


resultados do teste em momentos distintos;

 As instruções padronizadas podem ser entendidas com dificuldade (por exemplo, pelos
idosos), podendo ser necessário o uso de instruções adicionais;

 Escalas de inteligência de Wechsler: testes indicados numa ordem específica.

Contudo, a ordem de aplicação pode ser alterada pelo avaliador no sentido deste ir ao
encontro das necessidades e limitações da paciente. (Lezak et al., 2012)
Lezak, M., Bigler, E.D., & Tranel, D. (2012). Neuropsychological Assessment (5th ed.). New York: Oxford
University Press. (PCMT 451)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Administração da WAIS-III em idosos: algumas considerações II (+)

 Pessoas com mais de 70 anos de idade tendem a ser muito sensíveis ao


fracasso (Savage et al., 1973; Lezak et al., 2012)

 Pessoas idosas tendem a ser mais cautelosas (Schaie, 1974), o que pode
contribuir para a lentificação do desempenho.
 Necessário dar uma explicação acerca da necessidade de trabalhar mais rapidamente.

 Cooperação: As pessoas idosas podem ver a situação da avaliação como


entediante e intrusiva.
 Necessário explicar a necessidade da avaliação no contexto da introdução à situação de
teste;
 Necessário que o examinador seja sensível aos sinais de fadiga, falta de atenção e
distractibilidade manifestados pelo idoso (Aiken, 1980; Holden, 1988).

 O grande objectivo da avaliação é que o paciente faça o melhor que


sabe (melhor desempenho/”best performance”), para que a diferença entre
aquilo que faz e o que poderá fazer seja mínima (Lezak et al., 2012). [cf.
avaliação da validade de sintomas; cf avaliação dinâmica ou interactiva]

Lezak, M., Bigler, E.D., & Tranel, D. (2012). Neuropsychological Assessment (5th ed.). New York: Oxford
University Press. (PCMT 451)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
Envelhecimento, Inteligência e Declínio Cognitivo: Idade (I)
 Têm sido encontradas diferenças entre indivíduos idosos e indivíduos de faixas
etárias mais jovens, no que diz respeito à inteligência (Kaufman & Lichtenberger, 1999).

 Efeitos diferenciais da idade na inteligência têm sido objecto de vários


estudos (Botwinick, 1977; Horn & Hofer, 1992; Kaufman, 1990, chapter 7; Lawton & Salthouse, 1998;
McArdle, Prescott, Hamagami & Horn, 1998 cit in Kaufman, 2001; Kaufman, 1990; Matarazzo, 1972 cit in
Ryan, Sattler & Lopez, 2000)
Ryan, J. J., Sattler, J. M. & Lopez, S. J. (2000). Age effects on Wechsler
Adult Intelligence Scale-III subtests. Archives of Clinical Neuropsychology,
15 (4), 311-317.

factores neurológicos e neurocognitivos subjacentes ao declínio das


funções cognitivas (Grégoire, 2001)

 As Escalas de Inteligência de Wechsler (incluindo a WAIS-III) são úteis


para estudar o declínio das capacidades cognitivas que surge associado à idade.
 As amostras de estandardização destas escalas disponibilizam informação importante
acerca do envelhecimento cognitivo normal, uma vez que são amostras representativas
da população normal (Grégoire, 2001).

Grégoire, J. (2001). What factors underlie the aging effects on WAIS-R and WAIS-III subtests? International
Journal of Testing, 1(3,4), 217-233.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Envelhecimento, Inteligência e Declínio Cognitivo: Idade (II)(+)
 Os resultados obtidos são consistentes com a teoria da inteligência fluída e cristalizada
(modelo de Raymond Cattell e John Horn), que postula um maior declínio com a idade
das capacidades fluidas (realização) em comparação com as capacidades cristalizadas
(verbais) (Ryan, Sattler & Lopez, 2000).
WAIS-III Testes Dimensões Efeitos da
Factores avaliadas idade

Compreensão Vocabulário Inteligência Estáveis ao


Verbal Semelhanças cristalizada longo
Informação da vida

Organização Compl. Gravuras Inteligência


Perceptiva Cubos fluida e
Matrizes aptidões de
visualização
Capacidades
Memória de Aritmética Aquisição e vulneráveis
Trabalho Memória Dígitos recuperação a aos efeitos da
Sequências curto prazo idade

Velocidade de Código Velocidade


Kaufman, 2000, p.5 Processamento Pesquisa Símbolos Rapidez

 Inteligência fluída: factores biológicos, declinando ao longo dos anos, com o


envelhecimento neurológico. Inteligência cristalizada: relacionada com a experiência,
pode aumentar ao longo da vida. (Horn & Cattell, 1967 cit in Grégoire, 2001)
 As aptidões cristalizadas mantêm-se com a idade mas, as aptidões fluidas acabam
por declinar em idades mais avançadas (Horn & Hofer, 1992; Horn & Noll, 1997; McArdle
et al., 1998 cit in Kaufman, 2001)
Kaufman, A. S. (2001). WAIS-III IQs, Horn’s theory, and generational changes from young adulthood to old age.
Intelligence, 29, 131-167.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Envelhecimento, Inteligência, Declínio Cognitivo: Escolaridade (I)
(+)
 Escolaridade:
 Em alguns estudos, os indivíduos com um nível educativo mais elevado
demonstram menos susceptibilidade à demência (Lezak et al., 2004);
 Os efeitos da escolaridade no funcionamento neuropsicológico são fortes e

pervasivos (e.g. Heaton, Grant & Mattheus, 1991; Heaton, Ryan et al., 1996; Ivnik, Malec, Smith et
al., 1996; Malec, Ivnik, Smith et al., 1992; Mitrushina, Boone & D’Elia, 1999 cit in Lezak et al., 2004);
 O nível educativo pode influenciar de tal forma o desempenho em testes psicológicos,
de forma a que, pessoas cognitivamente intactas mas com nível educativo baixo podem
alcançar resultados inferiores aos obtidos por indivíduos com deterioração moderada
mas cujo nível educativo se aproxima mais da população geral do país de origem da
prova (Lezak et al., 2004);

 A escolaridade tem impacto nos resultados da WAIS-III


(Heaton et al., 2003; Schoenberger et al., 2002 cit in Strauss, Sherman & Spreen, 2006);
 Dolan et al. (2006) examinaram os efeitos da variável escolaridade na estrutura factorial
da WAIS-III, utilizando a amostra de estandardização espanhola (N= 1369
sujeitos). Os dados referentes a esta amostra incluem:
 medida dos níveis de escolaridade (6-13; 14-17; 18 ou mais anos),
 indicadores de idade (16-19; 20-24; 25-34; 35-54; 55-69 e ≥ 70 anos)
 informação relativa à localização geográfica (norte, sul, este ou oeste de
Espanha);
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Envelhecimento, Inteligência, Declínio Cognitivo: Escolaridade (II) (+)
O grupo de maior idade e escolaridade tem um melhor desempenho, na
escala verbal (relativamente à escala de realização), uma vez que está mais
correlacionada com as variáveis educativas (Kaufman, 2000)
(Colom et al., 2002) Cf. MoCA, ACE-R: normas por IDADE e ESCOLARIDADE

Colom, R.; Abad, F.J., García, L.F., Juan-Espinosa, M. (2002). Education, Wechsler’s Full Scale IQ and g.
Intelligence, 30, 449-462.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Envelhecimento, Inteligência, Declínio Cognitivo: Escolaridade (III)
(+)

 Dolan et al. (2006): a escolaridade é um preditor significativo de todos


os factores. Contudo, a variância explicada por esta variável difere consideravelmente
de factor para factor: Dolan, C.V., Colom, R., Abad, J., Wicherts, J., &
 Compreensão Verbal: 27% Hessen, D. (2006). Multi-group covariance and mean
structure modeling of the relationship between the
 Organização Perceptiva: 20%
WAIS-III common factors and sex and educational
 Memória de Trabalho: 10% attainment in Spain. Intelligence, 34, 193-210.
 Velocidade de Processamento: 15%

 A escolaridade prediz ainda o factor g. Este factor geral desempenha um importante


papel na própria relação entre a variável em causa e os quatro factores (CV, OP, MT e VP).
 Contudo, quando Dolon et al. (2006) utilizaram o nível educativo como uma variável
dependente, verificaram que apenas a CV e VP predizem a escolaridade.
 A amostra de estandardização da WAIS-III espanhola foi também analisada por Colom et
al. (2002), no sentido de examinar se as diferenças no QIEC entre grupos com diferentes
níveis educativos podem ser atribuídas a um factor geral (g);

 As diferenças de QI entre grupos com diferentes níveis de escolaridade não


podem ser atribuídas ao factor g. Estas diferenças podem sim ficar a dever-se a
diferenças em aptidões cognitivas específicas e a aptidões que são adquiridas ao longo da
escolaridade e que são necessárias nos vários testes da WAIS-III;

Não é razoável inferir diferenças no factor g a partir de diferenças no QI. As diferenças de QI


reflectem a “inteligência em geral” (g + aptidões específicas + competências específicas) e não
apenas a “inteligência geral” (g) (Colom et al., 2002).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
Envelhecimento, Inteligência, Declínio Cognitivo: Escolaridade (IV) (+)
 Analfabetismo: condição extrema de falta de escolaridade, evidencia a importância desta
para o próprio desenvolvimento cerebral e competências cognitivas (Lezak et al., 2004).
 pode afectar o desenvolvimento das aptidões cognitivas, estratégias de processamento e
organização cerebral funcional (Castro-Caldas, Peterson et al., 1998; Ostrosky-Solis, Ardila &
Rosselli, 1999; Reis & Castro-Caldas, 1997 cit in Lezak et al., 2004);
 As pessoas analfabetas tendem a ter desempenhos pobres em muitos domínios
cognitivos (Manly, Jacobs & Touradji, 2002; Ostrosky-Solis et al., 1999; Salmon, Jin et al., 1995 cit in
Lezak et al., 2004);
 Estas pessoas podem não ter competência suficiente para usar um lápis, podem ter
dificuldades em realizar simples desenhos que encontramos em instrumentos de rastreio
como o MMSE (Katzman, Zhang et al., 1988 cit in Lezak et al., 2004).
 Contudo...
 Os dados normativos não costumam incluir indivíduos com baixos níveis
educativos e, sobretudo, analfabetos (Artiola, Romo et al., 1999; Ivnik, Malec, Smith et al.,
1992).
 Os indivíduos com menos de 10 anos de escolaridade tendem a ser encarados
como um grupo homogéneo (Gladsjo, Schuman et al., 1999; Mitrushina, Boone & D’Elia, 1999).
 Esta falha no desenvolvimento de normas apropriadas para indivíduos analfabetos ou com
baixo nível educativo pode conduzir a uma maior avaliação de casos de perturbações
neurodegenerativas como a demência (LeCours, Mehler et al., 1987; Katzman, Zhang et al.,
1988).
 Importância das medidas funcionais [cf IAFAI] numa avaliação neuropsicológica da
demência, em pessoas com baixo nível de escolaridade ou mesmo sem nenhuma
escolaridade (Loewenstein, Rubert et al., 1995; Jin et al., 1995) (Lezak et al., 2004).

… POSSÍVEL PROTOCOLO PARA A AVALIAÇÃO DE PESSOAS SEM ESCOLARIDADE EM PORTUGAL


Reis, A., Guerreiro, M., & Petersson, K.M. (2003). A sociodemographic and neuropsychological characterization of
WAIS-III: QIV - QIR e Idade

 Os resultados mais baixos em grupos


de maior idade, sendo este declínio
mais evidente na escala de Realização
(Kaufman & Lichtenberger, 1999);

 Realização=inteligência fluída
 Verbais=inteligência cristalizada

 Normas da WAIS-III consistentes com


as predições da teoria de base: as
capacidades fluidas mostram um
declínio mais pronunciado com a
idade comparativamente às
capacidades cristalizadas (Ryan,

Sattler & Lopez, 2000); (+)

* Kaufman & Lichtenberger, 1999

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: QIV - QIR e Idade
 As mudanças nos resultados dos testes de realização, ao longo dos vários
grupos etários, reflectem
 alterações na memória de trabalho,
 na velocidade de processamento,
 organização perceptiva e
 na capacidade de dirigir operações mentais que envolvam o pensamento abstracto,
não verbal (Ryan, Sattler & Lopez, 2000); (+)

 Perda de velocidade no processamento da informação da população idosa, assim


como de coordenação visuo-motora:
 escala de realização deve ser primariamente considerada uma medida da
velocidade viso-motora em idades superiores a 75 anos (Kaufman & Lichtenberger,
1999); (+)
 QI verbal (QIV): boa medida da inteligência cristalizada (Matarazzo, 1972 cit in
Kaufman, 2001), capacidade que aumenta até à década dos 60 mas que começa a
declinar a partir dos 70 anos;
 QI realização (QIR): medida de inteligência fluida, não dependente da educação
formal (Matarazzo, 1972 cit in Kaufman, 2001), capacidade vulnerável que declina
rapidamente entre os 25 e 74 anos (Kaufman, 2001).

Kaufman, A. S. (2000). Seven questions about the WAIS-III regarding differences in abilities across the 16 to 89
year life span. School Psychology Quarterly, 15 (1), 3-29.
Kaufman, A. S. (2001). WAIS-III IQs, Horn’s theory, and generational changes from young adulthood to old age.
Intelligence, 29, 131-167.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III: Índices Factoriais e Idade (+)

Compreensão Verbal
(medida das capacidades
cristalizadas):
- estabilidade ao longo
dos grupos etários;

Os restantes índices
declinam com a idade;

(Kaufman, 2000)

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Índice Organização Perceptiva e Idade

Todos os testes são vulneráveis


à idade, estando associados às
capacidades fluídas (Kaufman,
2000);

Na WAIS-III, a substituição da
Composição de Objectos, que requer
rapidez e eficiência viso-motora,
pelas Matrizes, que fornecem uma
medida das capacidades fluidas, fez
com que, as medidas de QI da
WAIS-R para a WAIS-III sejam
diferentes (Kaufman & Lichtenberger,
1999).

* Kaufman, 2000

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Velocidade de Processamento e Idade (+)

Os resultados nos vários


testes que compõem o índice
são idênticos (Kaufman, 2000);

Velocidade de processamento
da informação diminui
claramente com o avançar da
idade (Salthouse, 1996 cit in
Grégoire, 2001; Satler & Lopez,
2000), assim como os processos
atencionais (Grégoire, 2001).

* Kaufman, 2000

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III: Índice Compreensão Verbal e Idade (+)

O teste Informação é o que


demonstra uma maior
estabilidade ao longo dos anos
(Ryan, Sattler & Lopez, 2000);

Os testes de Informação, Vocabulário e


Compreensão demonstram as menores
diferenças ao longo dos vários grupos
etários (Ryan, Sattler & Lopez, 2000);

As Semelhanças não seguem o


mesmo padrão dos restantes
testes, manifestando
características vulneráveis ao
efeito da idade (Kaufman, 2000);

* Kaufman, 2000

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III: Índice Memória de Trabalho e Idade (+)

Os 3 testes
apresentam
características muito
próprias.

As Sequências
Letras-Números
evidenciam uma
vulnerabilidade
extrema (Kaufman,
2000; Ryan, Sattler &
Lopez, 2000).

* Kaufman, 2000
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
WAIS-III: Índice Memória de Trabalho e Idade

 De acordo com investigações


prévias, a Memória de Dígitos
em sentido inverso tem
demonstrado ser mais afectada
pela idade;

 Na amostra da WAIS-III esperava-


se que fossem encontradas
grandes discrepâncias entre os 4
últimos grupos etários (70-74, 75-
79, 80-84 e 85-89),
comparativamente com as faixas
etárias inferiores.

(Kaufman & Lichtenberger, 1999)

 Contudo...

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


Memória de Trabalho

 Contudo...

 os dados da amostra da WAIS-III não seguem este padrão


descrito na literatura (e.g., Costa, 1975; Lezak, 1995 cit in Kaufman &
Lichtenberger, 1999), sendo as diferenças entre as provas de
sentido directo e inverso relativamente estáveis ao longo dos
vários grupos etários;

 Fracos desempenhos em tarefas que envolvem a memória de


trabalho: relacionados com a diminuição da velocidade de
processamento da informação e dos processos atencionais (Grégoire,
2001).

A capacidade de memória é menor nas pessoas mais idosas,


comparativamente com as pessoas mais novas (Salthouse & Babcock,
1991 cit in Grégoire, 2001);

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS: Cálculo do Quociente de Deterioração Mental

 Testes cujos resultados não deterioram com a idade: Informação, Vocabulário,


Completamento de Gravuras e Composição de Objectos
 Testes cujos resultados deterioram com a idade: Memória de Dígitos, Semelhanças,
Cubos e Código

 Para o cálculo do Quociente devem ser utilizados os resultados padronizados nos testes:

QD= Σ testes cujos resultados não deterioram – Σ testes cujos resultados deterioram
Σ testes cujos resultados não deterioram

 Quociente médio em sujeitos normais = 0


 Na amostra francesa, a média é efectivamente -0.006 (Dp=0.17).
Montenegro (1983)

ESTA FÓRMULA NÃO É ACTUALMENTE USADA POR FALTA DE VALIDAÇÃO EMPÍRICA

Montenegro, A. (1983). Manual abreviado: Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos. Documento policopiado,
textos de apoio, série A, nº 7. Disponível no Serviço de Avaliação Psicológica da FPCE-UC.

Testes de Vocabulário e Informação (cf. TeLPI, INTELIGÊNCIA PREMÓRBIDA) (+)

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Versões reduzidas
WAIS: utilidade das versões reduzidas (+)
 A avaliação psicológica e neuropsicológica dos mais idosos envolve o exame das
suas capacidades intelectuais (Brooks & Weaver, 2005);
 Tempo de aplicação da escala:

 entre 60 a 90 minutos; pode aumentar até às 2 horas em determinadas populações


(Ryan, Lopez & Werth, 1998 cit in Brooks & Weaver, 2005), incluindo nos pacientes geriátricos
com suspeita de demência (Brooks & Weaver, 2005).
 As versões reduzidas podem proporcionar uma avaliação da capacidade intelectual,
reduzindo para metade o tempo de administração (Ryan, Lopez & Werth, 1998 cit in Brooks &
Weaver, 2006). (+)
Brooks, B. L. & Weaver, L. E. (2005). Concurrent validity of WAIS-III short forms in a geriatric sample with suspected
dementia: Verbal, performance and full scale IQ scores. Archives of Clinical Neuropsychology, 20(8), 1043-1051.

 VERSÕES REDUZIDAS desenvolvidas ao longo dos anos, mesmo para versões anteriores
da WAIS (Kaufman, Ishikuma & Kaufman-Packer, 1991; Reynolds, Wilson & Clark, 1983; Satz & Mogel, 1962; Silverstein,

1982, 1985; Ward et al., 1987 cit in Clara & Huynh, 2003):

 Versões que reduzem o número de itens: envolvem a administração de apenas alguns itens de cada
subteste, previamente seleccionados (Satz-Mogel format); [Tópico não desenvolvido]
 Versões que reduzem o número de testes: são as mais utilizadas (Wymer, Rayls & Wagner, 2003). As
versões abreviadas de 7 testes (Ward, 1990; Paolo & Ryan, 1993 cit in Brooks & Weaver, 2005)
podem ser usadas para avaliar as capacidade intelectual de pacientes geriátricos com suspeita
de demência (Wymer, Rayls & Wagner, 2003).

Clara, I. P. & Huynh, C. (2003). Four short-form linear equation estimates of Wechsler Adult Intelligence Scale III IQs in an elderly
sample. Measurement & Evaluation in Counseling & Development, 35 (4), 251-262.

Wymer, J. H., Rayls, K. & Wagner, M. T. (2003). Utility of a clinically derived abbreviated form of the WAIS-III.
Archives of Clinical Neuropsychology, 18, 917-927.
Versões Reduzidas: Wechsler Abbreviated Scale of
Intelligence (WASI; The Psychological Corporation, 1999) (+)
 Administração individual; Strauss, E., Sherman, E.M.S., & Spreen, O. (2008). A compendium of
neuropsychological tests : administration, norms, and commentary (3rd
 Idades: 16 e os 89 anos; ed.). New York: Oxford University Press. PCMT 187
 Proporciona uma estimativa rápida da inteligência;
 Desenvolvida para utilização como instrumento de rastreio:
 quando não é necessária uma avaliação mais completa do QI,
 quando existem constrangimentos temporais,
 para identificar casos em que é necessária uma avaliação posterior mais exaustiva,
 como critério de reavaliação de casos já submetidos a um exame mais completo.
 4 testes: Vocabulário; Cubos; Semelhanças; Matrizes

Índices testes
São duas as QIEC QIV Vocabulário Índices testes
opções de
administração: Semelhanças QIEC Vocabulário
ou
QIR Cubos Matrizes
30 min.
Matrizes 15 min.

 Estes testes que compõem a WASI tendem a incorporar mais itens em comparação com
os testes equivalentes da WAIS-III. Assim, tanto o Vocabulário como as Semelhanças
têm um maior tempo de aplicação na WASI relativamente à WAIS-III (Axelrod, 2002), embora
a diferença não seja clinicamente significativa. (Strauss, Shermann & Spreen, 2006)
Axelrod, B.N. (2002). Validity of the Wechsler Abbreviated Scale of Intelligence and other very short forms of estimating intelectual
functioning. Assessment, 9, 17-23.
Versões Reduzidas: Wechsler Abbreviated Scale of
Intelligence (WASI; The Psychological Corporation, 1999)
 Correlações entre os resultados da WASI e da WAIS-III

(248 adultos de idades compreendidas entre 16 e 89 anos):


 .66 (Matrizes) .88 (Vocabulário) .84 (QIR) .88 (QIV) .92 (QIEC)
 Consistência Interna:
 Os coeficientes de Precisão Split Half para os testes e para os QIs são excelentes
(entre .80 e .90), sendo estes coeficientes mais elevados nos adultos comparativamente
com as crianças;
 Nas crianças: os valores foram de .93 (QIV), .94 (QIR) e .86 (QIEC) para a versão de 4
testes;
 Nos adultos: os valores foram de .96 (QIV), .96 (QIR) e .98 (QIEC), para a versão de 4
testes.
 Acordo inter-cotadores:
 Elevado (>.90), tanto nos testes verbais como nos de realização;

 Fiabilidade Teste-Reteste (avaliada numa amostra de 222 crianças e adultos normais,


de idades compreendidas entre 6 e 89 anos; o intervalo entre as aplicações oscilou entre 2 a
12 semanas, com uma média de 31 dias); Axelrod, B.N. (2002). Validity of the Wechsler
Abbreviated Scale of Intelligence and other very
 2 testes: .85 para as crianças e .88 para os adultos; short forms of estimating intelectual functioning.
 4 testes: .93 para as crianças e .92 para os adultos; Assessment, 9, 17-23.
 O aumento das pontuações é maior nos Cubos e menor no Vocabulário,
independentemente do grupo etário;
 Maiores aumentos na escala de Realização, comparativamente com a Verbal.
Versões Reduzidas: Wechsler Abbreviated Scale of Intelligence
(WASI; The Psychological Corporation, 1999) [existe na TESTOTECA–FPCE-UC] (+)

Vantagens: WASI e WASI-II sem estudos (ainda?) conhecidos na população portuguesa

 Maior flexibilidade para o examinador quando existem constrangimentos de tempo;

 Precisão (estabilidade e consistência) excelentes, abrangendo um grande intervalo de idades,


avaliando domínios verbais e não verbais ;
 Ausência de efeitos da prática significativos, independentemente de qual a prova
aplicada em primeiro lugar ( WASI ou WAIS-III);
 Estandardização e Normas próprias; Limites:
 Validade concorrente entre a WAIS-III e a WASI; a WASI não deve ser utilizada como
substituta ou equivalente de uma avaliação exaustiva.
 Existem normas para a idade, mas não para outras variáveis demográficas, como a
escolaridade (Strauss, Sherman & Spreen, 2006)
 Não são conhecidos estudos sistemáticos na população portuguesa, com publicações.

[existe na TESTOTECA –FPCE-UC]

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS: Versões reduzidas (+)
Versão Testes Validade Precisão

Silverstein WAIS-R 2 Vocabulário; Cubos > .90 > .90


(1967)
Silverstein WAIS-R 4 Vocabulário, Cubos, .90 a .95 .92 a .95
(1982) Aritmética, Disposição
de Gravuras
Ward et al. WAIS-R 4 Memória de Dígitos, .93 ___
(1987) Semelhanças,
Completamento de
Gravuras, Código
Reynolds et al. WAIS-R 4 Informação, ___ .88
(1983) Aritmética,
Completamento de
Gravuras, Cubos

Kulas, J.F. & Axelrod, B.N. (2002). Comparison of seven-subtest and Satz-Mogel short forms of the WAIS-III.
Journal of Clinical Psychology, 58 (7), 773-782.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS: Versões reduzidas (+)
Brooks, B. L. & Weaver, L. E. (2005). Concurrent validity of WAIS-III short forms in a geriatric sample with
suspected dementia: Verbal, performance and full scale IQ scores. Archives of Clinical Neuropsychology, 20 (8),
1043-1051.

Clara, I.P. & Huynh, C-L. (2003). Four short-form linear equation estimates of Wechsler Adult Intelligence Scale
III IQs in an elderly sample. Measurement and Evaluation in Couseling and Development, 35, 251-262 .

 Objectivo:
 Examinar a exactidão de oito versões reduzidas da WAIS-III em pacientes
geriátricos referenciados para avaliação neuropsicológica;

Versões reduzidas Verbal Realização

Ward (1990) 7 Informação, Semelhanças, Mem.Dígitos, Complet. Gravuras, Cubos, Código


Aritmética
Paolo & Ryan 7 Aritmética, Semelhanças, Mem. Dígitos, Complet. Gravuras, Cubos, Código
(1993) Informação
7 Aritmética, Semelhanças, Mem. Dígitos, Complet. Gravuras, Código, Matrizes
Informação
6 Informação, Vocabulário, Semelhanças Complet. Gravuras, Cubos, Matrizes
Sattler (2001)
5 Informação, Vocabulário, Aritmética Complet. Gravuras, Matrizes
4 Vocabulário, Informação Cubos, Matrizes
3 Vocabulário, Informação Cubos
2 Vocabulário Matrizes
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
WAIS: Versões reduzidas
 Amostra:
 N= 43
 Idade média de 63.8 anos (DP= 7.2);
 Em média, o nível de educação é 13.6 anos (DP=3.9);
 24 homens e 19 mulheres;
 O diagnóstico incluiu:
 Suspeita de demência (65.1%);
 Depressão (20.9%);
 Dificuldades de memória auto-relatadas, mas não objectivadas (14.0%);
 Diagnósticos: entrevista clínica com o paciente e com familiares próximos, história clínica e
avaliação neuropsicológica compreensiva (não há referência aos instrumentos utilizados). Os
critérios de diagnóstico utilizados foram do DSM-IV (American Psychiatric Association, 1994).
 Aplicada aos 43 pacientes a totalidade da WAIS-III, sendo os dados das versões reduzidas
recolhidos posteriormente, através de nova análise dos resultados nos vários testes.

 Resultados:
 QIV: com excepção da versão de 7 testes de Paolo & Ryan (1993) e Sattler (2001), as
restantes versões reduzidas não diferem significativamente dos resultados obtidos pela
escala verbal completa;
 QIR: apenas as versões de 7, 6 e 3 testes de Sattler (2001) não diferem
significativamente do QIR (obtido com recurso a todos os testes da Escala de Realização);
 QIEC: as versões que não diferiram relativamente à escala completa normal foram as
versões de 7, 6, 5 e 3 testes de Sattler (2001).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
WAIS: Versões reduzidas

 As versões de 7 testes de Ward (1990), Paolo & Ryan (1993) e Sattler (2001) fornecem
resultados bastante semelhantes;
 A “exactidão clínica” acaba por diminuir com a redução do número de testes nas
versões reduzidas;
WAIS: Versões reduzidas
Brooks, B. L. & Weaver, L. E. (2006). Concurrent validity of abbreviated WAIS-III index scores in
geriatric outpatients with suspected dementia. Archives of Clinical Neuropsychology, 21 (3), 211-216.

 Examinar a capacidade das versões abreviadas da WAIS-III para avaliar os resultados nos 4
índices factoriais, numa amostra de pacientes geriátricos, com suspeita de
demência (amostra de 43 pacientes geriátricos do estudo anterior).
índices testes índices testes

Compreensão Informação + Semelhanças


Verbal Memória de Aritmética + Mem. Digitos
Vocabulário + Semelhanças Trabalho
Aritmética + Sequências LN
Vocabulário + Informação
Mem. Digitos + Sequências LN
Vocabulário
Mem.Digitos
Informação
Sequências LN
Semelhanças
Aritmética
Organização Compl. Gravuras + Cubos
Perceptiva Velocidade de Código
Compl. Gravuras + Matrizes Processamento
Pesquisa de Símbolos
Cubos + Matrizes
Matrizes
 versões analisadas que preencheram
Cubos
critérios de “exactidão” postulados
Compl. Gravuras

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS: Versões reduzidas

 Limites:

 O tamanho reduzido da amostra torna mais difícil a generalização dos resultados para
populações clínicas geriátricas com outras perturbações;

 A amostra não é constituída apenas por população geriátrica com demência, mas
também com depressão e sem declínio cognitivo confirmado;

 O método utilizado para o cálculo das versões reduzidas pode subavaliar os


resultados de QIEC;
 É necessária investigação futura para determinar de que forma a aplicação de
apenas alguns testes tem efeito na fadiga do paciente e na avaliação dos seus
resultados de QI.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III: Declinio Cognitivo Ligeiro
(DCL/Mild Cognitive Impairment)

Demências
 As perturbações degenerativas afectam uma Avaliação neuropsicológica
proporção relativamente grande da população nas demências (+)
idosa
Perturbações Degenerativas * Adaptado de Lezak et al.,
Doença de Alzheimer 2004
Demências corticais Demência Fronto-Temporal
Demência=de-mentis
Demência com corpos de Lewy (fora da razão ou perda
Outras atrofias corticais da mente) (Valente,
Perturbações do Movimento 2006)
Demências Subcorticais Doença de Parkinson Valente, J. (2006). Introdução e
Doença de Huntington evolução histórica do conceito de
demência. In H. Firmino (Ed.).
Outras perturbações progressivas do SNC em Esclerose Múltipla Psicogeriatria. Coimbra:
Psiquiatria Clínica, pp. 343-356.
que os efeitos neurocognitivos podem ser
salientes
 Declínio cognitivo global (perturbação adquirida que ocorre em mais do que um aspecto
cognitivo) (Lezak et al., 2004);
 Síndrome com múltiplas causas, que implica um declínio relativamente a um nível
prévio de funcionamento mais elevado (Mendonça & Garcia, 2006);
 A demência pode ter causa conhecida ou desconhecida, pode ter um agravamento
progressivo (Alzheimer), ser estável (traumatismo craniano) ou até regredir (intoxicação)
(Mendonça & Garcia, 2006).
Mendonça, A. & Garcia, C. (2006). Demência. In J. Ferro & J. Pimentel (Eds.).
Neurologia: Principios, diagnóstico e tratamento (pp. 185-200). Coimbra: Lidel.
 Diagnóstico:
 Confirmação das queixas de memória e outras alterações cognitivas (Guerreiro, 1998);
 Necessidade da Avaliação Neuropsicológica

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Avaliação neuropsicológica nas demências (+)

 Objectivos clínicos importantes:


 diagnóstico, acompanhamento da evolução clínica, efeitos da intervenção, contextos médico-
legais ou programas de reabilitação;
 Nas demências, a AN deve fazer parte da avaliação clínica global, fornecendo informação
relativa:
Sobral, M. (2006). A contribuição da Psicologia na avaliação
 à deterioração de aspectos cognitivos, do idoso. In H. Firmino (Ed.), Psicogeriatria (pp. 449-512).
 ao nível pré-mórbido, Coimbra: Psiquiatria Clínica.
 às capacidades alteradas e residuais (importantes para programas de reabilitação);

 Importância de se considerar a história do caso e impressão clínica, e não apenas os


resultados quantitativos;
Guerreiro, M. M. (1998). Contributo da neuropsicologia para o estudo das demências. Lisboa:
Dissertação de doutoramento apresentada à Faculdade de Medicina de Lisboa.

 Actividades da vida diária, humor e comportamento (importância de recolha de


informação junto de familiares ou pessoas próximas) (Guerreiro, 1998)
 Demências: todas as funções cognitivas devem ser obrigatoriamente avaliadas:
 memória, orientação, atenção/concentração, pensamento abstracto, flexibilidade do
pensamento, linguagem, cálculo, capacidades visuo-constructivas, etc. (Sobral, 2006);
 A análise recente do perfil neuropsicológico de uma amostra de 116 pacientes com DCL,
seleccionados no Laboratório de Estudos da Linguagem e numa clínica de memória mostrou
que, embora os doentes apenas referissem problemas de memória, muitos apresentavam
problemas noutras áreas:
 68,7% na orientação temporal, 30,2% na iniciativa verbal, 33,7% na compreensão
verbal, 23,4% no cálculo (Ribeiro, Guerreiro & Mendonça, 2006).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
 Declínio Cognitivo Ligeiro: estado de transição das mudanças cognitivas normais ao processo de
envelhecimento e a DA (Arnáiz & Almkvist, 2003; Tabert, Manly, Liu et al., 2006);
 Vários estudos mostram que o DCL apresenta taxas de progressão para DA entre 10 a 15% por
ano (Petersen, 2000; Ritchie, Artero & Touchon, 2001 cit in Ribeiro, Guerreiro & Mendonça, 2006), muito
superiores às encontradas para a população normal da mesma idade, calculada entre 1 a 2%
(Petersen, 2000 cit in Ribeiro, Guerreiro & Mendonça, 2006);
 A procura de marcadores patológicos que aumentem a fiabilidade do diagnóstico e que permitam prever o
risco de progressão tem sido realizada em várias áreas como a avaliação neuropsicológica, a neuro-imagem
anatómica, funcional e genética (Ribeiro, Guerreiro & Mendonça, 2006);
 Nos últimos 20 anos, têm sido várias as tentativas para encontrar preditores neuropsicológicos de
progressão para DA (Arnáiz & Almkvist, 2003; Tian, Bucks, Haworth & Wilcock, 2003);

 A identificação das pessoas em risco de virem a desenvolver demência, particularmente a DA,


acarreta importantes implicações para o diagnóstico e tratamento da doença ainda numa fase inicial (Tian,
Bucks, Haworth & Wilcock, 2003);
 Através da anamnese, do exame neurológico reflectido, estudo de imagem cerebral, da AN e de outros
exames em casos seleccionados, é possível, com alguma frequência, detectar factores que contribuem para
o defeito cognitivo (Knopman et al., 2001 cit in Ribeiro, Guerreiro & Mendonça, 2006);
 Vários estudos que focam esta questão da transição do DCL para a DA (Arnáiz & Almkvist, 2003; Levinoff,
Verret, Akerib et al., 2006; Tabert, Manly, Liu et al., 2006; Tian, Bucks, Haworth & Wilcock, 2003; Tierney,
Szalai, Dunn, Geslani & McDowell, 2000);
 Estes estudos utilizam alguns subtestes da WAIS-III (e da WAIS-R) como parte de uma bateria
neuropsicológica, avaliando funções cognitivas específicas, no intuito de determinar possíveis variáveis
preditoras da evolução para DA.
Arnáiz, E. & Almkvist, O. (2003). Neuropsychological features of Mild Cognitive Impairment and preclinical Alzheimer’s Disease.
Acta Neurologica Scandinavica, 107 (179), 34-41.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
Autor, data Versão da Testes seleccionados Outros instrumentos de avaliação
WAIS
Levinoff, Philips, WAIS-III Código Boston Naming Test
Verret et al., WMS-III (logical memory I, II)
Semelhanças
2006 Controlled Oral Word Association Test
Cubos Mini Mental State Examination
Mem. Digitos (directo e inverso) Cognitive Estimation Test
Sequências Letras-Números
Tabert, Manly, WAIS-R Cubos Boston Naming Test
Liu et al., 2006 Boston Diagnostic Aphasia Evaluation
Composição de Objectos
WMS (visual reproduction, digits)
Semelhanças Testes de Cancelamento
Código Benton Viual Retention Test

Tian, Bucks, WAIS-R Semelhanças Hopkins Verbal Learning Test


Haworth & Middlesex Elderly Assessment of Mental State
Mem. Digitos (directo e inverso)
Wilcock, 2003 Fluência Fonémica
Completamento de Gravuras Frenchay Aphasia Screening Test

Tierney, Szalai, WAIS-R Semelhanças WMS-R (visual reproduction)


Dunn, Geslani & California Verbal Learning Test
Mem. Digitos (directo e inverso)
McDowell, 2000 Boston Naming Test
Código Controlled Oral Word Association Test
Token Test

Levinoff, E. J., Phillips, N. A., Verret, L. et al. (2006). Cognitive estimation impairment in Alzheimer Disease and
Mild Cognitive Impairment. Neuropsychology, 20 (1), 123-132.
Tabert, M. H., Manly, J. J., Liu, X. et al. (2006). Neuropsychological prediction of conversion to Alzheimer Disease in
patients with Mild Cognitive Impairment. Archives General Psychiatry, 63, 916-924.
Tian, J., Bucks, R. S., Haworth, J. & Wilcock, G. (2003). Neuropsychological prediction of conversion to dementia: statistically significant but
not yet clinically useful. Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry, 74, 433-438.

Tierney, M. C., Szalai, P., Dunn, E., Geslani, D. & McDowell, I. (2000). Prediction of probable Alzheimer Disease in
WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
Levinoff, E. J., Phillips, N. A., Verret, L. et al. (2006). Cognitive estimation impairment in Alzheimer Disease
and Mild Cognitive Impairment. Neuropsychology, 20 (1), 123-132.

 Investigar se pacientes com DCL e DA evidenciam deterioração no CET (Cognitive


Estimation Test), comparativamente com os idosos ditos “normais”. [O CET foi concebido
originalmente por Shallice & Evans (1978), para avaliar as capacidades estimadas de pacientes com lesões frontais, em comparação
com lesões noutras regiões cerebrais. Estudos anteriores demonstraram que o CET envolve processos cognitivos associados ao
cálculo (Axelrod & Millis, 1994), semântica (Kopelman, 1991), funções executivas (Spreen & Strauss, 1998), e inteligência geral
(Axelrod & Millis, 1994; Goldstein et al., 1996), processos que podem também ser avaliados através de testes neuropsicológicos].
 Controlled Oral Word Association Test (COWAT)
 Fluência Verbal Fonémica (F, A, S)
 Fluência Verbal Semântica (animais; Benton & Hamsher, 1989)
 Boston Naming Test (BNT; Kaplan, Goodglass & Weintraub, 1978), para avaliar a
nomeação e reflecte também aspectos da memória semântica
 Wechsler Memory Scale – Third edition (WMS-III; Wechsler, 1997)
 Memória Lógica I, II, retenção (logical memory), para aceder à quantidade de informação retida da evocação imediata para
a diferida, medida da memória episódica
 Sequências Espaciais, sentido directo e inverso (Spatial Span), medida das aptidões atencionais gerais e da memória de
trabalho
 (+) Testes da WAIS-III para avaliar funções específicas, nomeadamente:
 Cubos (inteligência fluida, organização perceptiva e aptidões viso-construtivas)
 Memória de Dígitos, em sentido directo e inverso (memória de trabalho, aptidões
atencionais gerais e imediatas)
 Sequências Letras-Números (capacidade de armazenamento e processamento na
memória de trabalho)
 Semelhanças (raciocínio verbal abstracto)
 Código (controlo psicomotor e velocidade de processamento geral)
WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
 Amostra:
 N=153 indivíduos
 40 sujeitos do grupo controlo (Idade: M=74.1; DP=7.1; Escolaridade: M=13.8; DP=3.3),
 73 pacientes com DCL (Idade: M=74.0; DP=7.3; Escolaridade: M=12.7; DP=3.4) e
 40 com DA (Idade: M=78.8; DP=5.9; Escolaridade: M=10.7; DP=2.9);
 DCL: queixas de memória reportadas pelo próprio e por familiares, objectivadas no exame mental e sem
evidência de deterioração funcional na Lawton Scale of Instrumental Activities of Daily Living
 DA: critérios de diagnóstico postulados pelo National Institute of Neurological and Communications
Disorders and Stroke – Alzheimer’s Disease and Related Disorders (NINCDS-ADRDA)

• N= 40 NEC (controlo)
• N= 40 AD (DA)
• N= 73 MCI (DCL)

Efeito significativo da idade nos três grupos [ F(2,147)= 6.51, p < .002]
Efeito significativo da escolaridade nos três grupos [F(2,146)= 8.48, p < .001]
• O grupo da DA tem piores níveis educativos, comparado com o grupo controlo mas, o grupo controlo e o
grupo do DCL não diferem;
Diferenças significativas no MMSE nos três grupos [F( 2,125)= 30.11, p < .0001]
• Os pacientes com DA têm resultados piores no MMSE em relação ao grupo controlo e de DCL mas, estes
dois últimos não diferem entre si;

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer

 CET: diferenças significativas entre os grupos [F(4,144)= 18.46, p < .0001], indicando
piores desempenhos por parte do grupo com DA, comparativamente com o controlo e DCL.
Contudo, não foram encontradas diferenças entre estes dois últimos grupos;
 Testes neuropsicológicos: foram encontradas diferenças significativas entre os grupos em
alguns testes. Os pacientes com DA obtiveram piores resultados do que o grupo de DCL que,
por sua vez, alcançaram resultados piores que o grupo controlo nos seguintes testes:
 BNT, Fluência Fonémica e Semântica, Memória Lógica I e II,
 Código, Semelhanças e Sequências Letras-Números [DA<DCL<CONTR] (+)

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
Tabert, M. H., Manly, J. J., Liu, X. et al. (2006). Neuropsychological prediction of conversion to Alzheimer
Disease in patients with Mild Cognitive Impairment. Archives General Psychiatry, 63, 916-924.

 Avaliar a conversão de diferentes subtipos de DCL para DA e identificar medidas


neuropsicológicas mais preditivas do tempo de conversão.
 Amostra
 N= 148 pacientes com queixas de memória
 Critérios de inclusão:
Idade ≥ 40 anos; problemas cognitivos durante pelo menos 6 meses, mas não

superiores a 10 anos; ausência de um diagnóstico de demência; pontuação no
MMSE ≥ 22;
 Capacidade de evocar pelo menos 2 de 3 objectos em 5 min no MMSE; ou
resultado na evocação diferida > 1 DP no SRT (Selective Reminding Test); ou
então um QIR na WAIS-R inferior ao QIV em pelo menos 10 pontos;
 N= 83 grupo de controlo
WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer (+)
Bateria Neuropsicológica: Memória [Buscke Selective Reminding Test (SRT); Wechsler Memory Scale, Visual
Reproduction subtest (WMS-R) e Benton Viual Retention Test]; Linguagem [Boston Naming Test (BNT), Animal
Naming Test (ANT) e Boston Diagnostic Aphasia Evaluation]; Atenção [WMS Digit Span e Cancellation-shape
(Cancellation-letter)]; Aptidões visuo-espaciais: WAIS-R (Cubos e Composição de Objectos); testes
foram utilizados como indicadores das Funções executivas: [Semelhanças e Código (WAIS-R); Mattis
Dementia Rating Scale (identities, oddities); CFL version (COWAT)] Código (da WAIS-R) com elevado valor
preditivo de evolução para DA. (+)
WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
Tian, J., Bucks, R. S., Haworth, J. & Wilcock, G. (2003). Neuropsychological prediction of conversion to dementia:
statistically significant but not yet clinically useful. Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry, 74, 433-438.

 Descobrir a existência de indícios precoces, indicadores cognitivos pré-clínicos, que


ajudem a identificar os pacientes que estão em risco de vir a desenvolver
demência, entre os pacientes atendidos numa clínica de memória.

Bateria Neuropsicológica: Wechsler Adult Intelligence Scale-Revised (WAIS-R): Memória de Digitos


(memória de trabalho), Semelhanças (pensamento abstracto) e Completamento de Gravuras (resolução de
problemas não-verbais); Adult Memory and Information Processing Battery, nomeadamente evocação de
histórias imediata e diferida (memória episódica); Hopkins Verbal Learning Test (HVLT), que avalia evocação de
listas, aprendizagem e reconhecimento verbal; Middlesex Elderly Assessment of Mental State (MEAMS), medida
do reconhecimento visual. Outros testes que avaliam as funções executivas, recepção e expressão verbal:
Frenchay Aphasia Screening Test, Fluência Verbal Fonémica, Weigl’s Colour Form Sorting Test, Visual Object
Space Perception Battery, Cube analysis, Digit coping; Cornell Scale for Depression in Dementia; Stockton
Geriatric Rating Scale (para avaliar défices comportamentais e funcionais)

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Declínio Cognitivo Ligeiro e Doença de Alzheimer
 Resultados / Conclusões: diferenças significativas entre os grupos no subteste
Semelhanças, em todas as medidas de memória e na Fluência Verbal;

 Pontuações no subteste Semelhanças diferenciam grupos de pacientes com DCL e DA


(Arnáiz & Almkvist, 2003; Levinoff, Philips, Verret et al., 2006; Tabert, Manly, Liu et al., 2006; Tian, Bucks, Haworth & Wilcock, 2003;
Tierney, Szalai, Dunn, Geslani & McDowell, 2000). [Pontuações no subteste Código com um elevado
valor preditivo de evolução para DA (Arnáiz & Almkvist, 2003; Tabert, Manly, Liu et al., 2006)]. (+)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
WAIS-IV (EUA; Wechsler, 2008): dados do estudo de validação com grupo com Declínio Cognitivo
Ligeiro (MCI) (+)
WAIS-III: Esquizofrenia
WAIS-III: Esquizofrenia
Blyler, C. R., Gold, J. M., Iannone, V. N. & Buchanan, R. W. (2000). Short form of the WAIS-III for use with
patients with schizophrenia. Schizophrenia Research, 46 (2-3), 209-215

 Amostra:
 N= 41 pacientes com diagnóstico de
esquizofrenia ou perturbações
Esquizoafectivas (DSM-III-R, DSM-IV);
 Os diagnósticos foram os seguintes:
 26 ‘indiferenciada’
 11 ‘paranóide’
 1 ‘desorganizada’
 3 ‘esquizoafectiva’
 O grupo de controlo foi constituído por 41 sujeitos normais da amostra de estandardização
da WAIS-III, cujos dados foram fornecidos pela Psychological Corporation.

 Para o desenvolvimento de uma versão reduzida para ser utilizada em pacientes com esquizofrenia,
foram tidos em consideração alguns critérios na selecção dos testes:
 Tempo de aplicação e cotação;
 Objectividade das regras de cotação;
 Representação dos resultados nos índices factoriais;
 Tendo estes critérios em consideração, foram eliminados os seguintes subtestes:
 Compreensão (tempo de administração elevado)
 Disposição de Gravuras (tempo de administração elevado)
 Vocabulário (tempo de administração considerável e regras de cotação bastante pormenorizadas)
 Matrizes (suprimido para eliminar constrangimentos nos tempos de aplicação)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
WAIS-III: Esquizofrenia
• Os dois grupos diferem
 Resultados: significativamente no
QIEC e em três dos
quatro índices,
nomeadamente, OP, MT e
VP.
Versões reduzidas: a
solução com maiores
coeficientes de correlação,
quer para o grupo
esquizofrenia quer para o
grupo de controlo foi a
constituída pelos subtestes:
Informação, Cubos,
Aritmética e Código.

Pontuações nestes testes [Informação, Cubos, Aritmética e Código] fortemente correlacionadas com
o índice factorial a que pertencem. No grupo com esquizofrenia estas correlações oscilam entre 0.88
a 0.94; no grupo controlo estes valores situam-se entre 0.80 e 0.90.

 Versão reduzida de 4 testes (Informação, Cubos, Aritmética e Código) explica grande parte da
variância nos resultados da escala completa, nos 2 grupos; (+)
 Esta versão reduzida pode ser completada por pacientes esquizofrénicos em cerca de 30 minutos;
 As versões reduzidas não devem ser usadas quando é necessário um valor de QI preciso para fins
de diagnóstico, determinação da elegibilidade para programas de reabilitação ou outros
benefícios. (+)
 As formas reduzidas podem ser de grande utilidade na definição de um nível global de funcionamento
ou para identificar os pacientes que necessitam de uma avaliação mais pormenorizada.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
WAIS-III: Esquizofrenia
Harvey, P. D., Palmer, B. W., Heaton, R. K. et al. (2005). Stability of cognitive performance in older patients
with Schizophrenia: An 8-week test-retest study. American Journal of Psychiatry, 162 (1), 110-117

 Objectivos:
 Avaliar os efeitos da prática num intervalo de teste-reteste;
 Desenvolver normas para avaliar mudanças cognitivas em pacientes psicóticos de meia-
idade e idosos, tratados com medicação anti-psicótica convencional;
 Determinar a extensão dos intervalos de predição, na definição de alterações não normais
que não são atribuíveis aos erros da medida ou aos efeitos da prática;
 Amostra:
 N= 45 pacientes (36 homens, 9 mulheres) com esquizofrenia (N=33) e desordens
esquizo-afectivas (N=12); Média de idades: 59.4 anos (SD=8.4); Média de escolaridade:
12 anos (SD=2.6)

Resultados:
 Amostra revelou tendência para manter desempenhos nos testes da bateria neuropsicológica,
ao longo das 8 semanas de intervalo teste-reteste, com excepção do Hiscock Digit Memory
Test (r<0.50);
 Efeitos da prática, mínimos ou nulos na maioria dos 22 testes neuropsicológicos.

 Apenas se verificaram mudanças significativas em 4 testes, no sentido de uma melhoria


dos resultados: memória de dígitos, cancelamento de dígitos (total correctos),
cancelamento de dígitos (total correctos - total erros) e Hooper Visual Organization Test.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Esquizofrenia

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


WAIS-III: Esquizofrenia

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


Weiss, L.G., Saklofske, D.H., Holdnack, J. A. &
Prifitera, A. (Eds.) (2015). WISC-V Assessment and
Interpretation: Scientist-Practitioner Perspectives.
New York: Academic Press.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


The Wechsler five factor model overlaps substantially with the Cattell–
Horn–Carroll (CHC) theory of intelligence that predates it (Carroll,
1993).
As a result, recent literature concerning a fifth Wechsler factor has
sometimes been cast as a contest between the Wechsler and CHC models
of intelligence (Benson, Hulac, & Kranzler, 2010; Ward, Bergman, &
Herbert, 2011).
However, adding working memory and processing speed factors to the
original two factor Wechsler model has been a systematic research goal for
the Wechsler test development team, which began in 1990 with the third
editions and was fully implemented in the fourth editions (Weiss, Saklofske,
Coalson, & Raiford, 2010; Weiss, Saklofske, Prifitera, & Holdnack, 2006).
Similarly, adding a fluid reasoning factor to the Wechsler model has also
been a systematic research goal since 1997, leading to the development
and validation of three fluid reasoning subtests introduced successively
in various subsequent editions: Matrix Reasoning, Picture Concepts, and
Figure Weights.
Efeito de Flynn, Escalas de
Inteligência de Wechsler:
Somos cada vez mais inteligentes?

Rindermann, H., Becker, D., & Coyle, T. R. (2017). Survey of


expert opinion on intelligence: The Flynn effect and the future of
intelligence. Personality and Individual Differences, 106, 242-
247. https://doi.org/10.1016/j.paid.2016.10.061 [NÓNIO]
Efeito de Flynn, Escalas de Inteligência de Wechsler: Somos cada vez mais
inteligentes?
Pela primeira vez a inteligência (medida pelos testes)/Efeito de Flynn atingiu os seus limites? (I)
Efeito de Flynn: (+)
- acréscimo de 3 a 5 pontos de QI por década nos testes de inteligência mais utilizados
(escalas de Inteligência de Wechsler, Matrizes Progressivas de Raven)
- Acréscimo sobretudo nos testes de avaliação de raciocínio lógico e competências visuo-
espaciais. Competências verbais permanecem praticamente estáveis.
- Acréscimo mais evidente nas pontuações médias inferiores.
- Acréscimo nalguns testes (Semelhanças, Matrizes de Raven, p.ex.).
- Estabilidade noutros testes (Vocabulário, Informação, p.ex.)

Resultados consonantes com os verificados noutros testes e respectivas versões revistas (Flynn,
1987), indicando que o QI do sujeito é inflacionado quando é referenciado a normas antigas
(WAIS-R) e não às normas actuais (WAIS-III). (+)
Causas possíveis para a inflação das pontuações de QI:
 progressos no sistema educativo (maior escolarização/nível crescente de instrução)
 melhorias da alimentação
 progressos das condições sanitárias
 aumento da difusão da informação
 enriquecimento visual do meio (testes de QI “fortemente visuais)?

Com os anos, a inflação dos QIs obriga à actualização das normas dos testes de
inteligência. Caso contrário, há o risco de uma inflação constante dos valores
médios dos QIs, contribuindo para perfis enviesados em relação aos resultados
ou às pontuações esperadas para o grupo etário. Flynn, J.R. (2009). What is
intelligence? Beyond the Flynn effect. Cambridge: Cambridge University Press.
[PRCO-IN 17 ]+ Flynn, J.R. (2012). Rising IQ in the twenty-first century.
Cambridge: Cambridge University Press. (+)
Efeito de Flynn, Escalas de Inteligência de Wechsler: Somos cada vez mais
inteligentes?
Pela primeira vez a inteligência (medida pelos testes)/Efeito de Flynn atingiu os seus limites? (II)
Pontuações em testes de QI: estagnação em países desenvolvidos e aumento em países em vias de
desenvolvimento. (+)
Países escandinavos atingiram o pico (máximo) e evidenciam actualmente ligeiro declínio.
Pontuações em testes cognitivos obtidos por recrutas dinamarqueses:
- 1998 + 2 pontos de QI que 1988 (33 000 sujeitos testados)
- 2004 (23 000 recrutas) … pontuações idênticas às de 1988 e inferiores ao nível de 1998.
Hipóteses explicativas:
- efeito de regressão;
- alterações no sistema educativo dinamarquês menos centrados na resolução de problemas lógicos e na
rapidez de resposta;
- integração de um maior número de imigrantes de primeira geração
Teasdale, T.W., & Owen, D.R. (2008). Secular declines in cognitive test scores: A reversal of the
Flynn effect. Intelligence, 36, 121-126.

Aumento de 3 pontos de QI por decénio entre 1959 e 1979; 2 pontos de QI entre 1979 e 1989; 1.3 pontos de QI
entre 1989 e 1998; ausência de incremento dos QIs a partir de 2000.
Teasdale, T.W., & Owen, D.R. (2005). A long-term rise and recent decline in intelligent test
performance. The Flynn effect in reverse. Personality and Individual Differences, 39(4), 837-843.

+ [James Fynn, dossier, Les tests de “Q.I.” le disent … L’ intelligence humaine en panne. Elle a cessé de
progresser. Aurait-elle atteint ses limites?]. Science & Vie, 2012, Nº 1135, avril].

Woodley, M.A., & Meisenberg, G. (2013). In the Netherlands the anti-Flynn effect is a Jensen effect. Personality
& Individual Differences, 54, 871-876.

Nisbett, R.E., Aronson, J., Blair, C., Dickens, W., Flynn, J., Halpern, D.F., & Turkheimer, E. (2012). Intelligence:
New finds and theoretical developments. American Psychologist, 67(2), 130-159.

Flynn, J. (2013). The “Flynn effect” and Flynn’s paradox. Intelligence, 41, 851-857.

http://www.psychometrics.cam.ac.uk/about-us/directory/beyond-the-flynn-effect
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? O Quociente intelectual (QI) (+)

Roteiro de estudo/Possíveis Questões

Explicite vantagens e limites na utilização de testes


de inteligência, incluindo o uso dos QIs

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


O QUE É A INTELIGÊNCIA? O Quociente intelectual (QI) (+)

 A inteligência como “motor evolutivo”: “todas as populações


necessitam de pessoas inteligentes” (David Geary) … “tornar-se
inteligente é aprender a raciocinar apropriadamente, de forma justa”.

 Os “testes de QI” são uma boa medida da inteligência? O que é a


inteligência? …“Aquilo que o meu teste mede” (Alfred Binet)? !!

 QI: um índice simples para caracterizar a aptidão intelectual


geral.

 QI: Critério de admissão em algumas Universidades e Círculos


reservados (Mensa International [QI > percentil 98], Mega Society [QI >
percentil 99,999], Graal Society, Triple Nine Society [QI > percentil 99,9],
Prometheus Society).

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


O QUE É A INTELIGÊNCIA? O Quociente intelectual (QI) (+)
 “Há uma inteligência que é por vezes indispensável medir [definida
pelos testes de QI, modelo de abstracção/resolução/aquisição de
conhecimentos], mas que não diz tudo, e eventualmente outras formas de
inteligência fundadas sob competências mentais diversas mas não
fundamentadas do ponto de vista científico [formas de inteligências não
mensuráveis, “compensatórias” indispensáveis à vida, inteligência
“emocional”, …] [Michel Eltchaninoff. La bêtise est quelque chose
d’inébranlable. Philosophie Magazine, 82, septembre 2014, dossier:
Qu’est-ce que l’intelligence? ]

 Pontuações nos testes de QI: indicador mais pertinente para examinar


os desempenhos intelectuais em contexto escolar, melhor preditor do
desempenho escolar e profissional … mas a vida não se resume à escola e
um resultado QI não permite prognosticar o futuro da pessoa examinada
uma vez que este inscreve-se na sua interacção com o meio. (…)[Jean-Luc
Bernard. Les compétences bougent peu. Philosophie Magazine, 82,
septembre 2014, dossier: Qu’est-ce que l’intelligence?]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? O Quociente intelectual (QI). Respostas e desafios (+)

 QI, é/deve ser um indicador inserido numa avaliação mais global e


contextualizada (outros testes de inteligência; testes neuropsicológicos;
instrumentos de avaliação do funcionamento emocional, comportamento e
personalidade; entrevistas; história clínica; recurso a vários informadores
…) [Abordagem multi-método, multi-informador do processo de
avaliação psicológica]

 QI: rotina frequente da avaliação (neuro)psicológica, a utilizar


com prudência (o QI não é um número imutável, é sensível ao impacto
de variáveis como meio sociocultural [mais instável nas crianças de meios
mais pobres] e educacional [ou com acesso mais problemático à
escolaridade]).

 NÃO EXISTE UMA INTELIGÊNCIA “PURA”, descontextualizada do


seu exercício, separável dos instrumentos utilizados para a sua
mensuração, isolada das condições de vida e das circunstâncias específicas
da sua avaliação (cf. natureza do pedido de avaliação, história clínica,
observação e interpretação dos comportamentos manifestados, …).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? O Quociente intelectual (QI). Respostas e desafios (+)

 Os testes de inteligência avaliam a compreensão, adaptação a situações


desconhecidas, velocidade no tratamento da informação, raciocínio e
resolução de problemas. Como considerar e integrar na avaliação
psicológica outras formas de exercício da inteligência? É indispensável
introduzir as emoções para compensar uma visão puramente racional da
nossa relação com o mundo (Jean-Luc Bernard, 2014).

 Neste plano, qual o papel de outras variáveis como a sensibilidade, a


delicadeza, a subtileza, a sageza, a perspicácia, a intuição, a curiosidade, a
atenção …? (M.R. Simões, Expresso-Revista, Janeiro, 2017)

 “Porquê fazer simples quando podemos fazer complicado” (Carl Friedrich


Gauss). “Em matemática, descobrir um problema é mais complexo do que
resolver esse problema. A inteligência não é tanto a capacidade para
resolver problemas mas para criar novos problemas” (Joseph
Schovanec, investigador, “com diagnóstico de autismo”, autor do livro:
Éloge du vouyyage à l’usage des autistes et de ceux qui ne le sont pas
assez. WAIS-III.
2014). Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

Testes de inteligência: itens desprovidos do contexto real


(desvalorização dos dados de observação, modo como o sujeito se confronta
com a dificuldade das tarefas, a natureza dos erros em detrimento do
resultado propriamente dito). [Crítica pouco substantiva, refere, sinaliza más
práticas! cf. a avaliação da inteligência realizada numa situação de face-a-
face]

QI. A inteligência como realidade quantificável e unidimensional :


a inteligência é aquilo que medem os testes de QI? Ou, sobretudo, a
dimensão racional, lógica, abstracta, ‘calculadora’ da inteligência? A
inteligência como saber e capacidade de conceptualização: os testes de
inteligência avaliam mal a potência do pensamento (Lassagne, 2012).

QI é indicador muito pouco informativo, pernicioso e o seu uso


deve ser eliminado (Lautrey, 2007). [Lautrey, J. (2007). Pour l’abandon du
QI: les raisons du succés d’un concept dépassé. In Marie Duru-Bellat & Martine
Fournier (Eds.), L’intelligence de l’enfant. Auxerre: Sciences Humaines Éditions.]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

Inteligências muito diversas: não se reduzem à pontuação global


de um teste de QI. O factor “g” remete apenas para um tipo de inteligência.
Considerar esta inteligência (factor g) como mais importante ou superior assenta
num sistema de valores. Escalas de Inteligência de Wechsler avaliam faculdades
intelectuais (inteligência analítica) necessárias à escolaridade clássica (H. Gardner),
examinam de forma insatisfatória a inteligência prática (capacidade de implementar
os seus conhecimentos) e inteligência criativa (capacidade de se adaptar à
novidade). (Ver Inteligências múltiplas de H. Gardner)
QI: “a parte emergida do iceberg?” (…). “O QI não é um instrumento
anódino, não constitui apenas um método de medida de uma determinada
inteligência mas também pode veicular uma ideologia de consequências nefastas
para a nossa representação do corpo social” [Marmion, J-F-, 2008. Au-delá du QI:
Les autres intelligences. Sciences Humaines, 190, 32-36.]
Ética e deontologia: pensar as insuficiências e os “efeitos” ou
“consequências” da medida da inteligência: defensores da não
utilização de resultados quantitativos alertam para os perigos de estigmatização
associados à classificação (e “rótulo”) de um QI muito reduzido (“deficiência
mental” [“dificuldades intelectuais”], “idiotia”) ou muito elevado (“sobredotado”).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

“L’ évaluation d’un QI et sa signification se situent bien au-delà des mérites


dans laquelles on tend à les confiner. Un Q.I., n’est ni une fatalité, ni un
destin” [“Um Q.I., não é nem uma fatalidade, nem um destino”].

Limites na caraterização das capacidades mentais de um ser humano (e,


particularmente, de uma criança) apenas com base num (único) número.

Representação/crença (errada) de que o QI seria uma “medida” tão


elementar como um peso à nascença ou uma taxa de glicémia no sangue.

Conceito de QI tem mais de um século. Risco de formulações inapropriadas


e caricaturais, concepção redutora e ultrapassada de inteligência,
considerada como unidimensional, estática e facilmente mensurável.

Observações + investigação.

Voyazopoulos, R., Andronikof, A., Castro, D., Gibello, B., Lemmel, G., Meljac, C.,
Perron, R., & Verdier-Gibello, M.L. (2005). Des psychologues s’interrogent sur le
QI et certains de ses usages. Journal des Psychologues, 230

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

“Convicção de que o QI é uma medida simples e causa única ou


determinante exclusivo das dificuldades complexas de uma pessoa, num
momento único da sua história … por parte de um público fragilizado
(famílias, profissionais, instituições) que procura encontrar princípios
explicativos para os problemas e obstáculos”.
“Uma pessoa com um QI de 120 não é duas vezes mais inteligente do que
uma pessoa com QI de 60.” O QI é uma classificação com base em vários
testes.
Sujeito médio ideal (QI=100). Mesmo QI obtido por 2 indivíduos pode
resultar de instrumentos e perfis distintos num mesmo instrumento. [!!
implicações para a avaliação da inteligência com a WAIS-III/WISC-III]
QI depende do instrumento, concepção teórica do instrumento, amostras
normativas, ….). Instrumentos concepções e conteúdos distintos (Exemplos:
“QIs” obtidos a partir da WISC, WISC-III, MPCR, MPE, Desenho Figura
Humana). [natureza muito questionável dos QIs nos testes MPCR, MPE,
Desenho Figura Humana
Voyazopoulos, R., Andronikof, A., Castro, D., Gibello, B., Lemmel, G., Meljac, C., Perron, R.,
& Verdier-Gibello, M.L. (2005). Des psychologues s’interrogent sur le QI et certains de ses
usages. Journal des Psychologues, 230.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

QI não é um fim em si mesmo mas um ponto de partida para


hipóteses e investigação
QI é um indicador síntese/condensado (qualidade dos processos
de pensamento). Interpretação requer formação clinica sólida,
conhecimento do instrumento, observação qualitatativa,
convergência de sinais e índices
Confronto com outras informações da AP (história clinica,
condições de vida, funcionamento da personalidade, dinâmica
individual e familiar, características comportamentais …
articulação entre diferentes dados para uma interpretação
coerente e dinâmica do funcionamento mental)

Determinação
Voyazopoulos, do QI assimilada
R., Andronikof, a um
A., Castro, D., exercício
Gibello, simples
B., Lemmel, e banal.
G., Meljac, C.,
Perron, R., & Verdier-Gibello, M.L. (2005). Des psychologues s’interrogent sur le
QI et certains de ses usages. Journal des Psychologues, 230.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

Cálculo das margens de erro das pontuações e dos intervalos


de confiança. (cf. curva normal, aula prática WAIS-III)
A ilusão simplificadora dos números conduz a mal-entendidos
duradouros. Precaução na comunicação. Implicações profundas
do anuncio do QI aos pais e criança Utilização reflectida dos
números. A “revelação” do QI de uma criança é fonte de mal-
entendidos. Significado do números escapa ao grande público.
QI (conceito com estatuto clinico, social e mesmo jurídico):
conceito com mais de 100 anos, dado científico, fonte de
informações privilegiadas.

Voyazopoulos, R., Andronikof, A., Castro, D., Gibello, B., Lemmel, G., Meljac, C.,
Perron, R., & Verdier-Gibello, M.L. (2005). Des psychologues s’interrogent sur le QI
et certains de ses usages. Journal des Psychologues, 230.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? Comentários críticos ao Quociente intelectual (QI) (+)

Ética e deontologia: pensar as insuficiências e os “efeitos” ou “consequências” da


medida da inteligência: defensores da não utilização de resultados quantitativos
alertam para os perigos de estigmatização associados à classificação (e “rótulo”) de
um QI muito reduzido (“deficiência mental”, “idiotia”) ou muito elevado
(“sobredotado”). Cf. Novas formas de classificação da inteligência (Manuais, WISC-III,
WAIS-III) e das “dificuldades intelectuais” (termo substituto para a anterior denominação
“deficiência mental”)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
(Stanovich, 2009)
“WHY HIGH-IQ PEOPLE DO DUMB THINGS?”
Stanovich, K. E. (2015, Winter).  Rational and Irrational
Thought: The Thinking that IQ Tests Miss. Scientific
American Mind Special Collector’s Edition, 23(4), 12-
17.
Os tradicionais testes de QI não medem todas as faculdades mentais
consideradas mais importantes, necessárias para a tomada de decisão na vida
real … mas os psicólogos pensam e agem como se assim não fosse (cf. Teoria
das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner; Teoria Triárquica da
Inteligência de Robert Sternberg).

Dissociação Racionalidade-Inteligência: Pessoas com QI elevado tomam


frequentemente más decisões, apresentam défice
WAIS-III. no
Instrumentos pensamento lógico:
de Avaliação e Relatórios
Psicológicos.
Disracionalidade” (“Dysrationalia”). MIP/FPCEUC. Mário R. Simões

“Disracionalidade” (“Dysrationalia”): termo criado para separar a inteligência


da racionalidade (traço que os testes de QI não medem). Termo análogo ao
conceito dislexia. Significa incapacidade para pensar e manifestar
comportamento
Stanovich, racional,
K.E. (2009a). apesar tests
What intelligence de miss:
um nível de inteligência
The psychology adequado
of rational thought. New
Haven: Yale University Press. [PRCO-IN 25; PRCO-IN 13 ]
(Stanovich, 2009b). (+)
Stanovich, K. E. (2009b, Nov/Dec).  The thinking that IQ tests miss. Scientific American Mind,
20(6), 34-39.
“O QUE OS TESTES DE QI ESQUECEM/DESVALORIZAM”: “RACIONALIDADE”
(Stanovich, 2009)
“WHY HIGH-IQ PEOPLE DO DUMB THINGS?”
Duas causas de “Disracionalidade” (“Dysrationalia”) associadas a
estilos de pensamento/mecanismos cognitivos de resolução de problemas.
Problema de processamento surge porque tendemos a ser “avarentos
cognitivos” [“cognitive misers”]: tendência básica para usar por defeito
mecanismos de processamento que requerem menos esforço computacional,
mesmo quando eles são menos exactos. Ex.º: não considerar todas as
possibilidades (falha no raciocínio disjuntivo). Pessoas com QI mais elevado
manifestam tendência apenas ligeira para adoptar o raciocínio disjuntivo em
situações que não o exigem explicitamente. Usar o caminho mais fácil para
resolver problemas, dá origem a soluções que estão frequentemente erradas.
Problema de conteúdo: necessitamos de adquirir conhecimento específico para
pensar e agir racionalmente. David Perkins criou o termo “mindware” para
referir regras, dados, procedimentos, estratégias e outros instrumentos
cognitivos (conhecimento da probabilidades, inferência lógica e científica) que
devem ser recuperados a partir da memória e que são necessários para pensar
racionalmente. A ausência deste conhecimento cria um mindware gap (uma vez
mais, algo que não é avaliado nos testes de inteligência/QI tradicionais). Estes
testes também não avaliam quer a capacidade para pensar cientificamente quer
para testar hipóteses (Stanovich, 2009b).
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
(Stanovich, 2009)
“Disracionalidade” (“Dysrationalia”):
termo criado para separar a “inteligência” da “racionalidade” (traço que os
testes de QI não medem).
Racionalidade: espaço conceptual que valoriza aptidões para formar crenças
racionais e tomar acções racionais
Estas aptidões são tão importantes como aquelas que são avaliadas pelos testes de
QI
A inteligência não constitui um elemento de inoculação ou uma vacina contra a
disracionalidade.
Correlações entre pensamento racional (“avoidance of cognitive miserliness”) e
inteligência: 0.20-0.30
Correlações entre pensamento racional (“sufficient mindware”) e inteligência:
0.25-0.35
Stanovich, (Stanovich,
K. E., &(2008). On
& West, R.F. West, 2008).
the relative independence of thinking biases and cognitive
ability. Journal of Personality and Social Psychology, 94(4), 672-695.

How Can Science Help Us Make Better Choices?


https://www.bigquestionsonline.com/2013/07/16/how-can-science-help-make-better-choices/
http://www.keithstanovich.com/Site/Books.html

Were Trump Voters Irrational? Keith Stanovich


http://quillette.com/2017/09/28/trump-voters-irrational/
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
(Stanovich, 2009)

Stanovich, K. E., West, R. F., & Toplak, M. E. (2016). The Rationality Quotient: Toward a test of
rational thinking. Cambridge, MA: The MIT Press.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
(Stanovich, 2009)

Stanovich, K. E., West, R. F., & Toplak, M. E. (2016). The Rationality Quotient: Toward a test of
rational thinking. Cambridge, MA: The MIT Press. (p. 114)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
(Stanovich, 2009)

Stanovich, K. E., West, R. F., & Toplak, M. E. (2016). The Rationality Quotient: Toward a test of
rational thinking. Cambridge, MA: The MIT Press. (p. 124)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
COMPREHENSIVE
ASSESSMENT OF
RATIONAL THINKING
(CART)

(Stanovich, West, & Toplak,


2016)

Stanovich, K. E., West, R.


F., & Toplak, M. E.
(2016). The Rationality
Quotient: Toward a test
of rational thinking.
Cambridge, MA: The MIT
Press. (p. 331)
Roteiro de estudo/Possíveis Questões (+)

Inteligências múltiplas de Gardner: Potencialidades e limites


do ponto de vista da avaliação psicológica da inteligência?

Shearer, C.B., & Karanian, J. M. (2017). The Neuroscience of Intelligence:


Empirical Support for the Theory of Multiple Intelligences?, Trends in
Neuroscience and Education. http://dx.doi.org/10.1016/j.tine.2017.02.002
[NÓNIO]

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
O que Gardner refere:

1. o conceito de uma inteligência única resumida pelo QI coloca limites artificiais


que reduzem fortemente a nossa compreensão da capacidade intelectual: a
inteligência não é uma qualidade única mensurável pelo QI. “Os testes de QI são
desprovidos de qualquer contexto real (questões sobre uma definição abstracta, um
facto isolado, etc.). O resultado número/quantificado de um teste não diz nada mais
para além do número de questões que foram respondidas correctamente.

2. Existem inteligências muito variadas que podem ser estimuladas e que não se
reduzem ao resultado de um teste de QI (índice de capacidades verbais e lógico-
matemáticas)… Em detrimento de um resultado final (QI) é mais
instrutivo/aprende-se mais a observar como a criança resolve cada
dificuldade/problemas concretos em situações não artificiais, as estratégias
usadas face a questões difíceis, a natureza dos erros.
* Howard
Houdé, Gardner,
O. (2015). Professor
Plusieurs intelligencesde Psicologia
detectées dans leecerveau.
Doutor em Psicologia
Cerveau & Psycho, 68 Social (Univ.
(mars-avril), 46-53.de

Harvard)
Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
3. “Sobrestimação e insuficiências não são suficientemente analisadas dos Testes de
QI” (p.8)

4. Inteligência como capacidade de resolução de problemas [que não é definição


exclusiva da TIM]) …. TIM => para o ensino: “Tudo o que merece ser ensinado
deve ser apresentado de modos diversos aos alunos, com o objectivo de fazer apelo a
diferentes formas da sua inteligência” (Howard Gardner). (p.4) “procurar os pontos
fortes de cada aluno e adaptar o ensino às particularidades da cada aluno” … “todo
o sistema escolar deve ser inclusivo e não eliminatório”(p. 8)
Gardner, H. (2016). “Qu’est-ce que l’intelligence?”.
5. “Existe provavelmente no nosso cérebro uma
La Recherche, 18espécie de “chefe-de-orquestra”
(Hors-Série, juin-juillet), 4-8. que
determina que tipo de inteligência deve ser utilizado”. (p.6)

6. “O factor hereditário existe em quase todas as capacidades humanas. A


‘inteligência musical’ é fortemente hereditária, a ‘inteligência intrapessoal’ é pouco
… mas não temos provas científicas convincentes acerca disto” (p.7)

7. “As crianças prodígio autistas constituem o melhor exemplo factual de que as


inteligências podem ser dissociadas, i.e., que é possível ter uma forma de inteligência
muito WAIS-III/Inteligência.
desenvolvida (p.Instrumentos
ex., inteligência musical,
de Avaliação e Relatóriosmatemática, mecânica)
Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário e
R. uma
Simõesoutra
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)

As inteligências podem ser dissociadas. Existem 8 inteligências diferentes que


remetem para domínios como a lógica, a linguagem, o corpo, as relações humanas, as
emoções, etc.
As inteligências são múltiplas, relativamente autónomas, funcionam em paralelo
e de modo simultâneo no nosso cérebro (como nos sistemas operativo de um
computador).
O nosso cérebro não faz nunca apelo a uma única destas funções (inteligências).
Existe sempre o envolvimento de 2 ou 3 inteligências “dominantes” (funcionando
conjuntamente e em complementaridade, mesmo se em determinado momento
alguma delas assume preponderância relativamente às outras (Houdé, 2015, pp. 48-
49).

A questão importante a colocar não é: “Qual é o nível de inteligência desta


pessoa?” [QI] mas … “Qual é o tipo de inteligência desta pessoa?” (Sirois,
2015).O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
Houdé,

… e privilegiar um tipo de inteligência em detrimento de outros é uma questão de


Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York:
valores
Basic (Gardner).
Books. [PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“O QUE OS TESTES DE QI ESQUECEM/DESVALORIZAM”: (+)
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS” (H. Gardner, 1999)

Inteligência constitui uma propriedade biológica do nosso cérebro.


[ …. poderia ser de outro modo?!!]

Pressupostos:
1. Existe uma implicação dinâmica de várias regiões cerebrais em cada forma
específica de inteligência.

2. Lesões de partes diferentes do cérebro, dão origem à perda de diferentes


formas de inteligência.

3. Os génios não desenvolvem todos a mesma forma de inteligência (cf. Picasso,


Gandhi, Einstein, Freud).
Houdé, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.

Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st


century. New York: Basic Books. [PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“O QUE OS TESTES DE QI ESQUECEM/DESVALORIZAM”:
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS” (H. Gardner, 1999)

A maior parte das formas de inteligência preditas pela Teoria das Inteligências
Múltiplas corresponde efectivamente ao exercício de determinada(s) parte(s) do
cérebro.

O que determina o talento de um indivíduo para uma determinada forma de


inteligência?

Porque é que certas formas de inteligência são mais desenvolvidas do que


outras?

A bagagem genética (que nuns casos predispõe à manifestação de aptidões lógicas, a


outros aptidões verbais, etc.), o ambiente precoce (familiar, educativo/cultural,
mesmo intra-uterino), história pessoal.
… Ou seja: plasticidade neuronal, estimulada pela educação na família e na escola
Houdé, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
(Houdé, 2015, pp. 48-49).
Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
1. inteligência lógico-matemática*
saber manipular os números (cálculo) e resolver operações matemáticas complexas; ordenar,
classificar, utilizar operações matemáticas; identificar regularidades; experimentar e
desenvolver argumentos lógicos, manter um raciocínio lógico; fazer inferências, testar ideias
e soluções científicas de forma sistemática;
está presente na maior parte dos testes de QI: capacidade de abstracção, raciocínio,
lógico. Cf. inteligência fluída, factor g. * cf. testes de factor g
córtex parietal [com o sulco intra-parietal: sentido do número]; rede fronto-parietal
[raciocínio lógico, deduções, silogismos]; córtex préfrontal [raciocínio lógico, dedução,
inibição do reflexo de associar o número ao tamanho/medida (p. ex., fila de peças), evitar
armadilhas lógicas.
▪ Houdé, O. (2014). Aprendre à résister. Paris: Le Pommier. ▪ Lubin, A., Rossi, S., Simon,
G., Lanoë, C., Leroux, G., Poirel, N., Pineau, A., & Houdé, O. (2013). Numerical
transcoding proficiency in 10-year-old schoolchildren is associated with grey-matter
interindividual differences: A voxel-based morphometry study. Frontiers in Educational
Psychology: doi:10.3389/fpsyg.2013.00197 ▪ Dehaene, S. (2010). La Bosse des maths. Paris:
Ódile
Houdé, Jacob. Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
O. (2015).
Einstein
Sirois, (físico
G. (2015). teórico)
Quel est votre profil d’intelligences. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 32-39.
Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)

2. inteligência verbal-linguística*
Pensar com as palavras, exprimir o pensamento através de palavras, utilizar as
palavras para exprimir e apreciar significações complexas e estudar outras línguas;
sensibilidade às palavras, aos sons e às diferentes funções da linguagem;
capacidade de utilizar a linguagem para exprimir o seu pensamento. Ler/facilidade
de leitura, escrever ensaios, contar histórias, memorizar palavras, debater, jogos de
palavras, palavras cruzadas. cf. QIV, WISC-III; WAIS-III.
córtex frontal e córtex temporal [tratamento/processamento de verbos e nomes];
girus angular e temporal superior do hemisfério esquerdo [percepção e análise dos
sons da linguagem, desde os 3 meses de idade.
▪ Dehaene, S. (2010). La Bosse des maths. Paris: Odile Jacob.
▪ Damasio, A., & Tranel, D. (1993). Nouns and verbs are retrieved with differently
distributed neural systems. Proceedings of the National Academy of Sciences, 90,
4957-4960.
Houdé, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le
Fernando Pessoa (escritor) cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
* cf. testes
Gardner, de factor
H. (1999). g reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
Intelligence
[PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
3. inteligência visual-espacial*
Raciocinar em 2 e 3 dimensões; produzir e descodificar gráficos; visualizar antes de
construir; criar representações visuais do mundo; recriar de memória os detalhes de imagens
visuais; capacidade de visualização de formas e volumes, referenciar-se no espaço, agir num
universo espacial construindo uma representação mental. Produzir trabalhos de arte, fazer
desenho técnico, resolver puzzles visuais, navegar, pilotar, desenhar planos, percorrer
labirintos, fazer design. * cf. testes de factor g
córtex parietal [referenciar-se em relação a si próprio, recordar-se de um trajecto feito com
base nos movimentos realizados, referências reencontradas, etc.]) [………] ▪ Berthoz, A.
(1997). Le sens du mouvement. Paris: Odile Jacob.
Trabalhos de John O’Keefe, May-Britt Moser e Edvard Moser, prémios Nobel da Medicina,
2014 pela descoberta dos neurónios do hipocampo que se activam em função dos
lugares/locais onde nos encontramos: “How does the brain create a map of the space
surrounding us and how can we navigate our way through a complex environment?”. “how
the brain computes . . . information to make a representation of spaces, so we can use that
information to move around in the environment and do what we do every day,” ▪ Sargolini,
F., Fyhn, M., Hafting, T., McNaughton, B.L., Witter, M.P., Moser, M.B., and Moser, E.I.
(2006). Conjunctive representation of position, direction, and velocity in the entorhinal
cortex. Science, 312, 758-762. ▪ O'Keefe, J. (1976). Place units in the hippocampus of the
freely
Houdé, O.moving rat. Experimental
(2015). Plusieurs intelligences Neurology, 51,
detectées dans 78-109.Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
le cerveau.
 WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
4. inteligência corporal/quinestésica
Resolver ou gerar problemas utilizando todas as partes do corpo. Executar e controlar
sequências de movimentos do seu corpo e manipular objectos com destreza. Comunicar
ideias e sentimentos através do corpo. Construção e reparação de objectos, dispositivos
ou aparelhos.
córtex motor [planificação dos movimentos, antecipação]; córtex sensorial [percepção
do corpo e dos detalhes, segundo um esquema coerente]; neurónios espelho
[aprendizagem por observação e imitação, descodificação das intenções subjacentes aos
gestos]; gânglios basais centrais [aprendizagem motora]; cerebelo [coordenação,
Houdé, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le
cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
precisão de movimentos finos, controlo das posturas]).
exercício físico e/ou ginástica, utilização do corpo: desportistas/atletas, dançarinos,
actores, polícia, militar, artesão, cirurgião, …: Eusébio, Ronaldo (futebolistas)
Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple
intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]
5. inteligência musical/rítmica
capacidade para distinguir a altura (frequência/tom) dos sons, os diferentes ritmos,
cantar, cantarolar; sensibilidade ao timbre, tonalidade, sincronização e ao ritmo dos
sons; /capacidade de pensar em ritmos e melodias, de reconhecer pautas musicais,
capacidade de criar efeitos sonoros, sons e de os interpretar/compreender a sua
significação; capacidade de criar melodias/composição, tocar instrumentos.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.
Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
6. inteligência interpessoal
Reconhecer e operar distinções entre as pessoas, ter empatia e sensibilidade em
relação aos outros; sensibilidade/aptidão para compreender os outros [saber
identificar/decifrar pensamentos, opiniões, intenções, motivações, emoções,
sentimentos, temperamento, valores, preferências; saber agir e interagir com os
outros de forma adequada/correcta; cooperar e interagir socialmente, manter as
relações, organizar e gerir outras pessoas; negociar, conciliar, liderar um grupo.
[sulco temporal superior; junção temporal-parietal; trabalhos de Heinz Wimmer e
Josef Perner, Universidade de Salzbourg];
▪ Wimmer, H., & Perner, J. (1983). Beliefs about beliefs: Representation and
constraining function of wrong beliefs in young children’s understanding of
deception. Cognition, 13(1), 103-128. [“around the ages of 4 to 6 years the ability to
represent the relationship between two or more person's epistemic states emerges and
becomes firmly established.”]
professor, guia espiritual, psicólogo/psiquiatra, vendedor/comerciante, político …:
Madre
Houdé, Teresa
O. (2015). de Calcutá
Plusieurs (religiosa
intelligences católica)
detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.

Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
7. inteligência intrapessoal
capacidade para se compreender a si próprio como ser único e identificar recursos e
limitações pessoais; capacidade de conhecer, aceder e prever o seu modo de
funcionamento, as suas próprias reacções /emoções [a “famosa inteligência emocional”];
capacidade de introspecção e reflexão sobre si próprio, de conhecimento dos seus
próprios processos de aprendizagem (metacognição); aptidão para estabelecer um
modelo mental coerente de si próprio, para formar uma representação de si precisa e fiel
e, nesta base, definir objectivos pessoais, orientar e planificar com eficácia na sua vida.
córtex pré-frontal [integração das emoções para a tomada de decisão]; córtex cingular
anterior [tomada de consciência das emoções e dos conflitos internos]; ínsula [percepção
das sensações internas, viscerais]; amígdala [produção de emoções]; trabalhos de
António Damásio);
▪ Damásio, A. (1999). The feeling of what happens – Body and emotion in the making of
consciousness. Orlando, FL: Harvest Books. Tradução portuguesa: O Sentimento de Si:
corpo, emoção e consciência. Temas e Debates, 2013, edição revista e actualizada BGUC:
10-(1)-15-25-8 ].
Houdé, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
artista, filósofo, escritor, coach, psys, empresário. Buda (líder religioso)
Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
8. inteligência naturalista-écologista
Compreender, raciocinar, utilizar os seus conhecimentos acerca do ambiente natural;
resolver problemas no ambiente natural. Capacidade de diferenciar e classificar a fauna,
flora, rochas, relevo, fósseis, etc.. Conhecer rios, montanhas, vulcões. Compreensão
acerca da proteção do ambiente, do trabalho com animais, caminhadas pedestres …
caçador, pescador, zoologista, cozinheiro … . Charles Darwin (naturalista)

9. inteligência existencial/moral
propensão para colocar questões filosóficas, religiosas, espirituais relevantes, p.ex.,
“porque é que morremos?,. (8., 9. ?? Existem? !! Justificam-se como
inteligências/categorias separadas? não respondem a critérios a seguir indicados)

Critérios comuns às 8/9 inteligências: podem ser isoladas/dissociadas com base em


regiões específicas do cérebro (p.ex., por certas lesões) [critério questionável] ou
expressar-se de maneira excepcional num indivíduo.
Houdé, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.

Sirois, O. (2015). Plusieurs intelligences detectées dans le cerveau. Cerveau & Psycho, 68 (mars-avril), 46-53.
Gardner, H. (1999). Intelligence reframed: Multiple intelligences for the 21st century. New York: Basic Books.
[PRCO-IN 16 – DEP]
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Itens de questionário adaptado a partir de trabalhos científicos sobre Inteligências Múltiplas

INTELIGÊNCIA LÓGICO-MATEMÁTICA INTELIGÊNCIA VERBAL-LINGUÍSTICA

□ gosto de me informar sobre o modo como □ escrevo bem e gosto de descrever os meus
funcionam as coisas. pensamentos no papel (ou no computador).
□ posso resolver problemas aritméticos na minha □ gosto de contar histórias ou piadas.
cabeça.
□ posso recordar-me dos nomes, dos lugares, das
□ gosto de disciplinas de matemática. datas ou dos detalhes.
□ gosto de jogos de matemática no computador. □ gosto de jogos com palavras.
□ gosto de xadrez e damas e outros jogos de □ gosto de ler livros e revistas.
estratégia.
□ sou bom em ortografia.
□ gosto de puzzles lógicos ou de desafios à
inteligência. □ gosto de rimas sem significado, poemas absurdos,
jogos de palavras fundadas sobre uma similitude de
□ gosto de classificar as coisas em categorias ou numa sons com uma diferença de sentido, etc..
ordem hierárquica.
□ gosto de entender as palavras.
□ gosto de fazer apelo a uma larga variedade de
competências intelectuais para resolver dificuldades. □ tenho um bom vocabulário.
□ sou hábil a reflectir a um nível abstracto ou □ gosto de comunicar falando ou escrevendo.
conceptual.
Total: _____
□ vejo claramente as relações de causa a efeito.
Total: _____

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Itens de questionário adaptado a partir de trabalhos científicos sobre Inteligências Múltiplas

INTELIGÊNCIA VISUAL-ESPACIAL INTELIGÊNCIA MUSICAL

□ posso visualizar claramente as coisas na minha □ posso distinguir diferentes sons/tons.


cabeça.
□ recordo facilmente melodias.
□ gosto mais de mapas e diagramas do que de
palavras. □ posso reter e repetir uma ária (melodia, canção).
□ sonho frequentemente acordado. □ sei tocar um instrumento musical.
□ gosto de actividades artísticas. □ trauteio / cantarolo frequentemente ou canto para
mim mesmo.
□ sou hábil para desenhar coisas.
□ sou sensível aos ruídos, p. ex., da circulação.
□ gosto de cinema, de imagens e de outros tipos de
representações visuais. □ gosto de fazer as coisas seguindo um ritmo.
□ gosto de jogos de labirintos, puzzles e do cubo de □ posso entender a música na minha cabeça.
Rubik. □ gosto de ler música.
□ posso manipular os desenhos a três dimensões na □ posso guardar o tempo (musical) numa grande
minha cabeça. variedade de músicas.
□ rabisco frequentemente e/ou faço esquissos.
Total: _____
□ gosto de criar concepções gráficas sobre o papel ou
no computador.

Total: _____

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Itens de questionário adaptado a partir de trabalhos científicos sobre Inteligências Múltiplas

INTELIGÊNCIA INTRAPESSOAL INTELIGÊNCIA INTERPESSOAL

□ sei como fixar objectivos e alcançá-los. □ gosto de ir ao encontro dos outros.


□ percebo claramente as minhas forças e fraquezas. □ sou um líder natural.
□ sinto-me bem comigo próprio e gosto da minha □ sou um bom confidente quando os meus amigos têm
própria companhia. problemas.
□ sinto-me à vontade comigo próprio, com quem sou e □ faço amigos facilmente.
o que isso representa.
□ gosto de clubes, organizações e comissões.
□ posso ser descrito como alguém que saber o que
quer e que é coerente. □ gosto de ensinar os outros.
□ defendo aquilo em que acredito, sem me preocupar □ tenho muitos bons amigos e conhecimentos
com o que os outros pensam. íntimos/profundos.

□ aprendo continuamente com os meus sucessos e □ sou hábil a perceber o ponto de vista de uma
fracassos. pessoa.

□ não estou interessado com o que está na moda ou □ gosto de falar a grupos.
com o que é “in”. □ gosto de trocar ideias com os outros.
□ sou sempre honesto em relação aquilo que sinto.
Total: _____
□ é raro aborrecer-me ou quase nunca me sinto “em
baixo”.

Total: _____

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Itens de questionário adaptado a partir de trabalhos científicos sobre Inteligências Múltiplas

INTELIGÊNCIA CORPORAL-CINESTÉSICA INTELIGÊNCIA NATURALISTA

□ sou bom nos desportos. □ gosto de livros que falam dos animais.
□ estou sempre a vibrar, quando estou sentado durante um □ colecciono objectos que se referem à natureza
certo tempo. (animais, insectos).
□ sou bom para imitar os gestos dos outros. □ gosto de instalar comedouros para os animais
□ gosto de desmontar objectos e de os reconstruir. selvagens ou pássaros.

□ gosto de tocar/agarrar os objectos e de os deslocar/mudar. □ gosto de observar os pássaros.


□ gosto de estar em acção; correr, saltar, deslocar-me, lutar □ sinto-me bem sempre que estou na floresta.
com os outros. □ sou apaixonado(a) por fenómenos naturais.
□ gosto de trabalhar com as minhas mãos, p. ex., costura, □ gosto de ir à quinta.
fazer reparações, fabricar/construir coisas.
□ gosto de fotografias de paisagens ilustrando a fauna
□ gesticulo muito sempre que estou a falar. e a flora.
□ experimento sensações físicas diferentes quando penso □ visito zoos com interesse.
ou quando trabalho.
□ sempre tive ou quis ter animais domésticos.
□ gosto de me expressar através do movimento, p. ex., da
dança. Total: _____

Total: _____

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Itens de questionário adaptado a partir de trabalhos científicos sobre Inteligências Múltiplas
Cada pessoa obtém provavelmente pontuações superiores à média em dois ou três domínios.
As pontuações constituem forças ou dominâncias relativas,
e não medidas do nível quantitativo da inteligência

Inteligência(s): estes dois ou três domínios constituem uma base/ponto de partida


… para melhorar na vida quotidiana, nos estudos, na profissão.

Inteligência(s): constituem diferentes vias de desenvolvimento e de


percursos/carreiras profissionais mais ou menos adaptadas às diversas
formas de inteligência.
A título
Inteligência Verbal-Linguística: Advogado, de indicação:
jornalista, escritor, comunicador, actor
Inteligência Lógico-matemática: Engenheiro, contabilista, economista, informático

Inteligência Visual-Espacial: Gráfico, arquitecto, urbanista


Inteligência Musical: Afinador de instrumentos musicais, DJ, chefe de orquestra, intérprete, engenheiro de som

Inteligência Intrapessoal: Artista, filósofo, escritor, coach, psy, empresário


Inteligência Interpessoal: Gestor, negociador, psicólogo, líder político ou religioso, comerciante

Inteligência Corporal-cinestésica: Actor, dançarino, mecânico, bombeiro, cirurgião

Inteligência Naturalista-Ecológica: Antropólogo, zoólogo, conservador, guarda florestal,


paisagista
Confiança e motivação que as IM introduzem: as as inteligências podem evoluir com o tempo, os
encontros e o trabalho.
Cada pessoa pode escolher apoiar-se nos seus “talentos naturais” (pontos fortes) para desenvolver as
suas inteligências “adormecidas”.
… E perspectivar outros futuros. Cerveau & Psycho, 2015, 68 (mars-avril), 40-43.

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)
O QUE É A INTELIGÊNCIA? A PLURALIDADE DAS INTELIGÊNCIAS
Críticas ao modelo das inteligências múltiplas de Howard Gardner (I)
 A investigação e as publicações centradas nos testes de inteligência não suportam
empiricamente a ideia de 8 inteligências autónomas mas suportam a existência do
conceito de inteligência geral frequentemente referido como “g de Spearman” ou
“factor g”: “The g factor was discovered by the first mental testers, who found that people
who scored well on one type of mental test tended to score well on all of them. Regardless of
their contents (words, numbers, pictures, shapes), how they are administered (individually
or in groups; orally, in writing, or pantomimed), or what they're intended to measure
(vocabulary, mathematical reasoning, spatial ability), all mental tests measure mostly the
same thing. This common factor, g, can be distilled from scores on any broad set of
cognitive tests, and it takes the same form among individuals of every age, race, sex, and
nation yet studied. In other words, the g factor exists independently of schooling, paper-
and-pencil tests, and culture” (Gottfredson 2004, p. 35)
 As inteligências múltiplas de Gardner existem mas correspondem a factores de
segunda ou terceira ordem do “factor g” (Visser, Ashton, & Vernon, 2006 [Visser, B. A.,
Ashton, M.C.,Vernon, P. A. (2006). "g and the measurement of Multiple Intelligences:
A response to Gardner", Intelligence, 34(5), 507–510] (cf. no mesmo sentido a primazia
do factor g no modelo hierárquico das aptidões cognitivas de J. B. Carroll (1993) [Carroll,
J. B. (1993). Human Cognitive Abilities: A Survey of Factor-analytic Studies.
Cambridge: Cambridge University Press. PRCO 31-DEP
 Teoria das IM é atractiva: todos podem ser inteligentes de alguma forma (Gottfredson,
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)

Críticas ao modelo das inteligências múltiplas de Howard Gardner (II)


 Teoria ad-hoc. Critério de escolha das inteligências: subjectivo (White, citado
em Davis, K., Christodoulou, J., Seider, S., Gardner, H. (2011). The Theory of
Multiple Intelligences. In R.J. Sternberg, S.B. Kaufman (Eds.), The Cambridge
Handbook of Intelligence (pp. 485–503). Cambridge University Press. HAND
537.] e simplista (Demetriou, 2011) [Demetriou, A.; Spanoudis, G.; Mouyi, A.
(2011), "Educating the Developing Mind: Towards an Overarching Paradigm“.
Educational Psychology Review, 23 (4), 601–663].

 Problema: dar nomes “inteligências” (ou talentos?) … não é explicar.


 Ao contrário do que refere Gardner, os testes de QI não avaliam apenas a
inteligência verbal, lógico-matemática mas também aptidões mais específicas
(p.ex., espaciais) (Kaufman, 2009) [Kaufman, A.S. (2009). IQ testing. New
York: Springer], velocidade de processamento da informação ….
 COMO MEDIR AS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS? Questionários?
Testes? Problemas psicométricos?
Tirri, K., Nokelainen, P., & Komulainen, E. (2013). Multiple intelligences: Can they
be measured? Psychological Test and Assessment Modeling, 55 (4), 438-461.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
“TEORIA DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS (TIM)” (H.
Gardner*, 1999)

Críticas ao modelo das inteligências múltiplas de Howard Gardner (III)


Dificuldades de avaliação das Inteligências Múltiplas.
 The illusory theory of multiple intelligences: Gardner’s theory of Multiple
Intelligences has never been validated. Scott A. McGreal
 Sounds nice, but just how much support does the theory have?
 Can multiple intelligences be tested?
 Gardner’s theory of multiple intelligences looks to be a confused and nebulous set
of claims that have not been empirically validated. Many of Gardner’s proposed
“intelligences” appear to be explainable in terms of existing concepts of
personality and general intelligence, so the theory does not really offer anything
new. Additionally, some of the proposed “intelligences” are poorly defined
(particularly intrapersonal) and others (e.g. musical) may be more usefully
thought of as skills or talents. The popularity of Gardner’s theories in educational
contexts may reflect its sentimental and intuitive appeal but is not founded on
any scientific evidence for the validity of the concept.
 https://www.psychologytoday.com/blog/unique-everybody-else/201311/the-
illusory-theory-multiple-intelligences
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões
“O QUE OS TESTES DE QI ESQUECEM/DESVALORIZAM”: “TEORIA
DAS INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS” (H. Gardner, 1999)

O QUE É A INTELIGÊNCIA? A PLURALIDADE DAS INTELIGÊNCIAS

 Furnham, A. (2009). The Validity of a New, Self-report Measure of Multiple Intelligence. Current
Psychology, 28(4), 225-239. doi: 10.1007/s12144-009-9064-z
 Locke, E. A. (2005). Why emotional intelligence is an invalid concept. Journal of Organizational
Behavior, 26(4), 425-431. doi: 10.1002/job.318
 Schulte, M. J., Ree, M. J., & Carretta, T. R. (2004). Emotional intelligence: not much more than g and
personality. Personality and Individual Differences, 37(5), 1059-1068. doi: http://
dx.doi.org/10.1016/j.paid.2003.11.014
 Visser, B. A., Ashton, M. C., & Vernon, P. A. (2006a). Beyond g: Putting multiple intelligences theory
to the test. Intelligence, 34(5), 487-502. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.intell.2006.02.004
https://www.psychologytoday.com/blog/unique-everybody-else/201311/the-illusory-theory-multiple-
intelligences
 Visser, B. A., Ashton, M. C., & Vernon, P. A. (2006b). g and the measurement of Multiple Intelligences
: A response to Gardner. Intelligence, 34(5), 507-510. doi: http://
dx.doi.org/10.1016/j.intell.2006.04.006
https://www.psychologytoday.com/blog/unique-everybody-else/201311/the-illusory-theory-multiple-
intelligences
 Waterhouse, L. (2006a). Inadequate Evidence for Multiple Intelligences, Mozart Effect, and Emotional
Intelligence Theories. Educational Psychologist, 41(4), 247-255. doi: 10.1207/s15326985ep4104_5
https://www.researchgate.net/publication/238608103_Inadequate_Evidence_for_Multiple_Intelligence
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
INTELIGÊNCIA,
CÉREBRO E
HEREDITARIEDADE

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


INTELIGÊNCIA E CÉREBRO
O QUE É A INTELIGÊNCIA?
Comparativamente a pessoas de inteligência normal, nos sujeitos sobredotados o córtex
parece ser mais variável e plástico (córtex que se densifica e depois adelgaça rapidamente). A
densidade ou espessura do córtex depende do número dos neurónios e da quantidade de
conexões (sinapses) que os ligam. Quando o máximo é alcançado, o número global de
neurónios no córtex tende a diminuir, tal como as sinapses. A eliminação de certas sinapses
possibilitaria a aprendizagem criando vias privilegiadas de tratamento da informação. Nestas
condições é natural observar um adelgaçamento em pessoas de inteligência média ou superior.
A fase de poda/supressão e eliminação de sinapses seria mais rápida, permitindo a aquisição de
novas competências com uma eficácia acrescida.
 Teoria fronto-parietal da inteligência.
1. Em pessoas de inteligência elevada as redes fronto-parietais (formadas pelo córtex
frontal e parietal) estão particularmente activas em tarefas que fazem intervir a
inteligência dita fluída (que permitem produzir respostas múltiplas e variadas para um
problema, por oposição a uma forma de inteligência dita cristalizada, que supõe encontrar
uma solução única para um problema).
2. “Uma cablagem [conexões formadas por feixes de fibras] da substância branca fora das
normas”. Em pessoas de inteligência elevada observa-se um maior desenvolvimento das
fibras do feixe longitudinal e do feixe arqueado [fibras mais densas e robustas]. Esta
rede de fibras assegurara uma melhor sinergia entre, por um lado, a rede superior
dorsal mobilizando a atenção e, por outro, a rede inferior reagrupando hipocampo e
córtexWAIS-III.
temporal, dedicado à memória. O corpo caloso está igualmente mais
Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
INTELIGÊNCIA E CÉREBRO

Jung, R.E., & Haier, R.J. (2007). The parieto-frontal


integration theory (P-FIT) of intelligence: Converging
neuroimaging evidence. Behavioral and Brain Sciences,
30(2), 135–154.doi.org/10.1017/S0140525X07001185

Behavioral and Brain Sciences, 30(2), 135–187. [dossier:


The parieto-frontal integration theory (P-FIT) of
intelligence]

Navas-Sánchez, F. J., Alemán-Gómez, Y., Sánchez-


Gonzalez, J., Guzmán-De-Villoria, J. A., Franco, C.,
Robles, O., Arango, C. & Desco, M. (2014). White
matter microstructure correlates of mathematical
giftedness and intelligence quotient. Human Brain
Mapping, 35(6), 2619–2631. doi: 10.1002/hbm.22355

Song, M., Zhou, Y., Li, J., Liu, Y., Tian, L., & Yu, C. (2008). Brain spontaneous functional connectivity and intelligence.
Neuroimage, 41(3), 1168–1176. doi: 10.1016/j.neuroimage.2008.02.036 [WAIS]

Haier, R.J., & Jung, R.E. (2008). Brain imaging studies of intelligence and creativity. Roeper Review, 30(3), 171–180.
doi: 10.1080/02783190802199347 [revisão de 37 estudos de imagem cerebral: a inteligência está associada a um cérebro
mais eficaz (velocidade de transmissão entre regiões) do que a um cérebro que trabalha muito; pontuações mais elevadas
em tarefas cognitivas associadas a um menor consumo de energia]

Shaw, P., Greenstein, D., Lerch, J., Clasen, L., Lenroot, R., Gogtay, N., Evans, A., Rapoport, J., & Giedd, J. (2006).
Intelectual ability and cortical development in children and adolescents. Nature, 440, 676–679. doi:10.1038/nature04513

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


Located on the
surface
(between
hemispheres)
Parietal Brodmann area
Frontal lobe implicated (structural
group of neurons)
lobe
Brodmann area
implicated in
parieto-frontal
integration theory of
intelligence

g General
intelligence

C “Crystallized”
intelligence
S Spatial
intelligence

Richard Haier. What does a smart brain look like? A new neuroscience of intelligence is recealing that not all
brains work in the same way. Scientific American Mind, Nov./Dec, 2009
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Smart brains work in many different ways. Women and men who have the
same IQ show different underlying brain architectures
Richard Haier. What does a smart brain look like? A new neuroscience of intelligence is recealing that not
all brains work in the same way. Scientific American Mind, Nov./Dec, 2009

Men Women

Gray matter

White matter

The structural roots of intelligence may differ by gender. In women higher IQ scores are
associated with more gray and white matter in frontal language areas, whereas in men
higher IQ correlates with more gray matter in posterior sensory integration areas.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Deary, I.J., Penke, L., & Johnson, W.
(2010). The neuroscience of human
intelligence diferences. Nature Reviews
Neuroscience, 11, 201-211. doi:
10.1038/nrn2793

Jung, R. E. & Haier, R. J. (2007). The


Parieto-Frontal Integration Theory (P-
FIT) of intelligence: converging
neuroimaging evidence. Behavioral and
Brain Sciences, 30, 135–154;
discussion 154–187.
INTELIGÊNCIA e HEREDITARIEDADE
 Estamos longe de ter descodificado/decifrado os mecanismos subjacentes às nossas
capacidades intelectuais. A genética tem impacto nas actividades cognitivas … mas o
meio também desempenha papel importante, mesmo antes do nascimento.

 “A existência de uma relação entre os genes e a inteligência não implica que esta
última seja hereditária, i.e., transmissível de ascendentes a descendentes. Tudo
porque numerosos genes estão implicados n funcionamento cognitivo e não é certo que
as crianças herdem os mesmos alelos* dos seus pais. Depois porque estes genes
ligados ao comportamento são ‘genes de susceptibilidade’ que não implicam uma
relação automática de causa-efeito. É apenas provável que desencadeiem a presença de
uma proteína ou de uma função. Finalmente, os genes herdados podem muito bem não
ter expressão”.
* Alelo: versão variável de um mesmo gene

 Problema: milhares de genes implicados. Michael Johnson (Imperial College of


London) identificou duas redes de genes que seriam indispensáveis à inteligência. Os
últimos agiriam como os “interruptores”, na sua ausência, as nossas capacidades
cognitivas seriam reduzidas. Estas redes são constituídas por 150 genes e mais de 1 100
genes, respectivamente.

 Disfuncionamentos do património genético [mutação de um gene, um gene que


falta]. Síndrome de William-Beuren: doença associada a uma malformação cardíaca,
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
INTELIGÊNCIA e
 “Banco de Esperma de Prémio Nobel”: Repository for HEREDITARIEDADE
Germinal Choice (Depósito para a Escolha de Células
Germinais), California, EUA(1979). Projecto financiado
pelo multimilionário Robert Clark Graham. Prémio
Nobel (físico William Shockley, inventor do transistor).
Mais de 200 crianças, actualmente adultas, nasceram
deste “Banco de Esperma de Prémio Nobel.

 “A fábrica de génios”/”Os bébés Nobel” (The Genious


Factory): “A inteligência das crianças nascidas a partir
deste projecto, filhas de mães igualmente inteligentes,
não foram todas génios. A maior parte foram bons
alunos. Alguns alunos muito medíocres. Três pelo menos
tinham graves problemas de saúde. Repartição da
Inteligência nesta amostra muito próxima de distribuição
curva normal de Gauss (performances ligeiramente
superiores à média)”.

Plotz, D. (2006). The Genius Factory: The curious history of the Nobel
Prize Sperm Bank. New York: Penguin Random House Trade
Paperbacks.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos.
 https://www.c-span.org/video/? MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
INTELIGÊNCIA e HEREDITARIEDADE
Década de 90, inicio do processo de sequenciação do ADN do genoma humano. Programas
de investigação orientados para a identificação das bases genéticas da inteligência

 China. Instituto Genómico de Pequim (BGI Schenzhen; 2012 - ….). “Colheitas de


amostras de ADN de pessoas julgadas mais inteligentes do mundo”, “3000 indivíduos com
QI elevado”. “Objectivo: compreender porque é que Einstein e Stephen Hawking são
pessoas diferentes das outras”. Risco de perspectiva eugenista: permitir mais tarde que
casais recorram à fecundação in vitro com o objectivo de selecionar embriões mais
inteligentes e, a longo prazo, melhorar o nível intelectual da população de Pequim. “Não é
o objectivo … mas é uma possibilidade” (Stephen Hsu, Prof de Física na Universidade de
Oregon e membro do BGI Schenzhen).
https://www.nature.com/news/chinese-project-probes-the-genetics-of-genius-1.12985 (acesso
a pdf)

 Estados-Unidos. Projecto Einstein (2013 - ….), dirigido por Max Tegmark do MIT.
Objectivo: sequenciar o genoma de 400 matemáticos e físicos teóricos, dos mais reputados
dos Estados Unidos. Primeiros estudos: perceber “mistérios da matéria cinzenta”). (…)
https://geneticliteracyproject.org/2013/10/31/entrepreneur-attempting-to-find-genetic-basis-for-mathematical-gen
ius
/
 Os genes da inteligência não existem. O nosso genoma comporta 22 000 genes, muitos
dos quais se exprimem no cérebro. Este último é constituído por biliões de neurónios
(“100”?WAIS-III.
“86”?),Instrumentos
cada um portador de milhões de conexões neuronais ou sinapses. Nenhum
de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
INTELIGÊNCIA e HEREDITARIEDADE/Educação, escolaridade (+)

 Os factores genéticos explicam aproximadamente metade das diferenças individuais no que


diz respeito aos desempenhos cognitivos Deary, I.J., Penke, L., & Johnson, W. (2010).
The neuroscience of human intelligence diferences. Nature Reviews Neuroscience, 11,
201-211. doi: 10.1038/nrn2793
 Intelligence is highly heritable and predicts important educational, occupational and
health outcomes better than any other trait. Recent genome-wide association studies
have successfully identified inherited genome sequence differences that account for 20% of
the 50% heritability of intelligence.
 Life is an intelligence test. During the school years, differences in intelligence are
largely the reason why some children master the curriculum more readily than other
children. Differences in school performance predominantly inform prospects for further
education, which in turn lead to social and economic opportunities such as those related to
occupation and income. In the world of work, intelligence matters beyond educational
attainment because it involves the ability to adapt to novel challenges and tasks that
describe the different levels of complexity of occupations. Intelligence also spills over into
many aspects of everyday life, such as the selection of romantic partners and choices about
health care. This is why intelligence — often called general cognitive ability — predicts
educational outcomes, occupational outcomes and health outcomes better than any other
trait. It is also the most stable psychological trait, with a Pearson correlation
coefficient of 0.54 from 11 to 90 years of age. Plomin, R., & von Stumm, S. (2018). The
new genetics ofInstrumentos
WAIS-III. intelligence. Naturee Relatórios
de Avaliação ReviewsPsicológicos.
Genetics, MIP/FPCEUC.Mário
1-12. doi: 10.1038/nrg.2017.104
R. Simões
[NÓNIO]
É POSSÍVEL
AUMENTAR A
INTELIGÊNCIA?

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


O QUE É A INTELIGÊNCIA? É POSSÍVEL AUMENTAR A INTELIGÊNCIA?
 O cérebro de sujeitos (voluntários) que obtêm resultados mais elevados em testes de QI apresentam
ligações nervosas que ligam diferentes regiões de uma rede cerebral denominada “rede por defeito” são
mais curtas que nos cérebros de sujeitos com pontuações menos elevadas. “Os desempenhos
intelectuais estão provavelmente associados à eficácia com a qual o cérebro integra as
informações processadas pelas diferentes regiões cerebrais” [van den Heuvel, M.P., Stam, C.J.,
Kahn, R.S., & Pol, H. (2009). Efficiency of functional brain networks and intellectual
performance. Journal of Neuroscience, 29, 7619-7624].
 Limites à progressão da inteligência associados à margem de melhoria da eficácia das conexões
cerebrais: o problema da energia necessária para estimular as configurações das conexões neuronais
[Raj, A., & Chen, Y. (2011). The wiring economy principle: Connectivity determines anatomy in
the human brain. Plos One, 6(9): e14832]. Rede parietofrontal é reconhecida como estando
fortemente associada às diferenças interindividuais da inteligência nos testes clássicos de QI. [Deary,
I.J., Penke, L., & Johnson, W. (2010). The neuroscience of human intelligence differences. Nature
Reviews Neuroscience, 11, 201].
 “São limitadas as nossas capacidades de domínio da complexidade” (Joel Bradmetz, Universidade de
Reims) […]
 A inteligência constrói-se através da capacidade de escolher entre diferentes estratégias
cognitivas e por inibição (inibir o automatismo das respostas automáticas falsas). Inibição: forma
de controlo neurocognitivo e comportamental (inibir erros de lógica associados a uma estratégia
perceptiva impulsiva, resistir a hábitos, sugestões, distracções e de se adaptar a situações
complexas) (Houdé, et al., 2000; Houdé, 2007, 2010) [Houdé, O., Zago, L., Mellet, E., Moutier, S.,
Pineau, A., Mazoyer, B., & Tzourio-Mazoyer, N. (2000). Shifting from the perceptual brain to the
logical brain: The neural impact of cognitive inhibition training. Journal of Cognitive
Neuroscience, 12, 721-728. Houdé, O. (2010). Beyond IQ comparisons: Intra-individual
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? É POSSÍVEL MELHORAR A INTELIGÊNCIA?

 Exercícios de treino cognitivo, …

 “Smart drugs”/ “cognitive enhancers” / “nootropes” ou os “artifícios de dopagem


cerebral”.
- Estimulantes do metabolismo cerebral que evidenciam capacidade de aumentar
momentaneamente as faculdades intelectuais: estimulação magnética ou eléctrica (os
impulsos recebidos influenciam o ritmo e a repartição dos sinais eléctricos trocados pelos
neurónios), cafeína, mondafinil (medicamento para a sonolência excessiva, narcolepsia,
medicamento produzido aquando da 1.ª guerra do Golfo para permitir que soldados
permanecessem acordados e em estado de alerta durante longos períodos de tempo),
metilfenidato (Ritalina, estimulante químico do SNC usado no tratamento da PHDA, aumenta
o nível de noradrenalina melhorando a concentração e reduzindo a impulsividade),
anfetaminas (as moléculas utilizadas modificam distribuição de neurotransmissores como a
dopamina ou a adrenalina no cérebro).
Este tipo de moléculas saiu do circuito estritamente médico para ser usado por profissões de
risco (condutores, pilotos, …) e estudantes desejosos de alcançar maior eficácia cerebral/
inteligência/produtividade intelectual máximas. Não desenvolvem a inteligência … mas
apenas incrementam a atenção (Eric Kandel).
- Efeitos secundários podem ser numerosos (redução do apetite, insónias, cefaleias, pressão
arterial, frequência cardíaca, crises de ansiedade, depressão) e graves.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
O QUE É A INTELIGÊNCIA? “O Google torna-nos
mais estúpidos? [“Is Google making us stoopid?”].
Aparentemente não! Tendências …
 “Impacto na evolução da espécie humana, modificações no cérebro e alterações
em funções cognitivas como a aprendizagem, a memória, a
atenção/concentração, a leitura …”

 “Exposição crescente às imagens aumentará a capacidade de orientação no espaço”

 “A utilização excessiva da Internet pode prejudicar a capacidade de


concentração?” … “Zapping constante por diferentes tecnologias torna jovens mais
facilmente adaptáveis a situações novas, facilita provavelmente maior capacidade de
tratamento da informação, em consequência de uma maior flexibilidade cognitiva,
eventualmente à custa de um menor aprofundamento da informação” (Duval, 2016)

 “A interface web acabará por favorecer a aquisição de conhecimentos”:


“possibilidade dos internautas desenvolverem novas competências que permitam
tornar a memória de trabalho mais eficaz em situações novas, através do
desenvolvimento de estratégias rápidas que lhe permitam ordenar a importância das
informações para melhor as memorizar” (Jean Eustache, neuropsicólogo, cit. em
Duval, 2016). [ordenar a informação para melhor memorizar versus dificuldade de
gerir a informação, distração face a informações não úteis]
O QUE É A INTELIGÊNCIA? “O Google torna-nos
mais estúpidos? [“Is Google making us stoopid?”].
Aparentemente não! Tendências …

 Aprendizagem, aprendizagens escolares – “A Internet é um Eldorado de


conhecimentos” mas …: “A aprendizagem escolar é fundada em saberes, na
realização de tarefas exigentes que necessitam de tempo, de um lugar/espaço, de
recursos e de trabalho” (André Tricot). “A profusão de informações na Internet
pode ser um logro, uma vez que o conhecimento deve ser objecto de apropriação
e não é suficiente ele estar apenas disponível (Emanuel Sandler) “ … na Internet
crianças e adolescentes contentam-se sobretudo em jogar, descarregar música e
filmes ou surfar sem objectivos precisos” (Duval, 2016)

* André Tricot, psicólogo e professor de Psicologia, na área das Dificuldades de


Aprendizagem e das aprendizagens em contextos digitais; cf. “Apprendre à l’école”
https://www.youtube.com/watch?v=0Oj1NKBfIQQ)
** Emanuel Sandler, matemático, prof. de psicologia do desenvolvimento
O QUE É A INTELIGÊNCIA? “O Google torna-nos
mais estúpidos? [“Is Google making us stoopid?”].
Aparentemente não! Tendências …

Memória + Memórias externas, bibliotecas digitais “when faced with difficult


questions, people are primed to think about computers and that when people expect to
have future access to information, they have lower rates of recall of the information
itself and enhanced recall instead for where to access it. The Internet has become a
primary form of external or transactive memory, where information is stored
collectively outside ourselves”. (Sparrow et al, 2011)

Leitura: “Navegação na Internet é um processo muito exigente. É necessário avaliar o


interesse das ligações, efectuar escolhas, desenvolver um juízo crítico” (Jean François
Rouet);
cf http://www.niu.edu/britt/recent_papers/pdfs/Britt_JF_quality_of_learning_chapter.pdf)

Sparrow, B., Liu, J., Wegner, D. M. (2011). Google Effects on Memory: Cognitive Consequences of Having
Information at Our Fingertips. Science, 333, 776-778. 10.1126/science.1206773 [cf. http://www-
personal.umich.edu/~prestos/Downloads/DC/pdfs/Ansons_Dec8_Sparrowetal2011.pdf]
Duval, C. (2016). Internet rend-il bête? La Recherche (Hors-Série: L’intelligence en 20 questions), 18, 44-
49.
Carr, N. G. (2008, July/August). Is google making us stupid? What the Internet is doing to our brains. The
Atlantic. WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Autismo de elevado funcionamento:

INTELIGÊNCIA?

CAPACIDADE INTELECTUAL?

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


INTELIGÊNCIA? CAPACIDADE INTELECTUAL?: Autismo de elevado funcionamento

Algumas pessoas com autismo – “pessoas prodígio”, com capacidades excepcionais:

- de memorização (“uma memória inteligente”, muito próxima do funcionamento de uma


base de dados do que de um aparelho fotográfico);

- para reter quantidades extraordinárias de dados em 3D (“um sistema perceptivo


hiperactivo”);

- para detectar e manipular formas (“peritos visuais”; cf. sobre-ativação e sobre-extensão


das áreas visuais occipito-temporais, essenciais no tratamento da informação visual complexa
e reconhecimento das representações perceptivas de letras, palavras, objetos [F. Samson et
al., Human Brain Maping, 33, 1353, 2012: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21465627
);

- reter uma conversa, literalmente, sem a modificar, sem fazer intervir um significado ou
uma emoção (“o ouvido absoluto”, “uma cartografia verídica”: conectividade destas áreas
com as restantes regiões cerebrais é superior nos autistas cf. S. Khan et al., 2015). S. Kahn
et al. Somatosensory cortex functional connectivity abnormalities in autism show opposite
trends, depending on direction and spatial scale. Brain, 2015 May;138(Pt 5):1394-409. doi:
10.1093/brain/awv043. Epub 2015 Mar 12. Free PMC Article: https
://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5013931/

QC, músico prodígio autista, memoriza, no seu tom original, 20 segundos de acordes de piano, à
razão de 10 notas por acorde, após uma única audição.

Muito comum (60%) autistas não prodigiosos/não de elevado funcionamento


apresentarem uma função nitidamente superior a outras funções.
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
Livros Daniel Tammet um autista “savant” com um QI de 150 e Jean Guitton
 Tammet, D. (2006). Born on a Blue Day: Inside the extraordinary mind of an Autistic Savant.
New York: Free Press.
[Nascido num dia azul: por dentro da extraordinária mente de um autista savant].
UC-Biblioteca
 Tammet, D. Geral:
(2009).9-(1)-6-51-53
Embracing the  Wide Sky: A tour across the Horizons of the mind. New
York: Free Press.
 Tammet, D. (2014). Thinking in numbers: On life, love, meaning, and math. New York:
Back Bay Books.
 Guitton, J. (1951). Le
travail intellectuel.
Conseils à ceux qui
étudient et à ceux qui
écrivent. Paris: Éditions
Montaigne. [Jean Guitton
(1901-1999; filósofo)].
Daniel Tammet: portador do síndroma de Asperger, capaz de recitar nº muito elevado de casas
decimais do número pi (= 3.14), 22514, durante 5h09m, sem um único erro. Igualmente capaz
de fazer mentalmente contas de multiplicar com vários números ou extrair raízes cúbicas sem
calculadora. Poliglota prodígio, capaz de falar 10 línguas.
http://
www.creativitypost.com/index.php/article/conversation_with_prodigious_savant_daniel_tammet_part_iv_iq_and_
human_inte

https://
www.psychologytoday.com/blog/beautiful-minds/200912/conversations-creativity-daniel-tammet-part-iv-iq-and-
human-intelligence
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
http://www.scientificamerican.com/article/savants-cognition-thinking/
INTELIGÊNCIA? CAPACIDADE INTELECTUAL? Autismo de elevado funcionamento

A síndrome do sábio, síndrome do idiota-prodígio: aptidões intelectuais muito elevadas


associadas a défices intelectuais de natureza adaptativa e identificados nos testes de
inteligência: casos Kim Peek, Stephen Wiltshire [www.stephenwiltshire.co.uk], Daniel Tammet, ….

FILME: Rain Man [Encontro de Irmãos], realizado por Barry Levinson. 1988.

Personagem Raymond Babbit, interpretado por Dustin


Hoffman, é inspirada na vida de Kim Peek (1951-2009),
um americano, portador do sindrome de Savant e de uma
memória fotográfica excepcional. Kim retinha 98 por cento
de toda a informação que lia ou ouvia e ao longo da vida,
terá memorizado entre “8 600” a “12 mil livros” (incluindo
a Bíblia e a totalidade da obra de Shakespeare. Kim Peek
tinha conhecimentos enciclopédicos em geografia, música,
literatura, história, desportos. Tinha uma capacidade de
leitura extremamente rápida e era capaz de ler duas
páginas de um livro ao mesmo tempo, uma com cada olho
mantendo depois um registro detalhado de tudo que lera.
Memorizou mapas de estradas e cidades dos Estados
Unidos e indicava verbalmente como se deslocar de uma
cidade para outra nos Estados Unidos e, dentro de uma
cidade, de uma para outra rua. Indicava em segundos o
dia da semana em determinada data. Estas “capacidades
extraordinárias” de Kim coexistiam com dificuldades
quotidianas ao nível da coordenação motora, necessitava
de ajuda para abotoar a camisa, apertar os
cordões/atacadores dos sapatos ou barbear (forte
dependência funcional). Kim nasceu com macrocefalia,
irritava-se quando não tinha nada que fazer para
incluir/aplicar os seus conhecimentos. As suas
pontuações em testes de QI eram inferiores à media
normativa!

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


INTELIGÊNCIA? CAPACIDADE INTELECTUAL? Autismo de elevado funcionamento
Inglês Stephen Wilshire, desenhador, com diagnóstico de autismo, desenhou panorama circular
da cidade de Tóquio, depois de a ter observado durante 30 minutos através de uma viagem de
helicóptero.
https://www.youtube.com/watch?v=wdLlrtpoCwY
https://www.theguardian.com/cities/2017/may/04/artist-draws-cities-memory-stephen-wiltshire
https://www.youtube.com/watch?v=xpqilvSNYao

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC.Mário R. Simões


FILMES

 Mercury Rising / Código para o Inferno: Alguém sabe demais


(1998; realizador Harold Becker).
 “Rapaz de nove anos e com diagnóstico de autismo que possui aptidões
especiais, neste caso decifrar com incrível facilidade um código
complexamente criptografado do governo americano.”

 Temple Grandin (HBO, 2010, Mick Jackson).


 “Biografia da jovem autista Temple Grandin (Claire Danes) com uma
perspectiva muito particular de ver o mundo, que entre outras conquistas,
defendeu tese de doutoramento.
 Dedicou-se aos animais e revolucionou os métodos de manejo do gado
com técnicas que surpreenderam experientes criadores e ajudaram a
indústria da pecuária americana.”

 A Beautiful Mind / Uma Mente Brilhante (2001, Ron Howard).


 sobre a vida, entre o génio e a doença (esquizofrenia) John Forbes Nash,
um dos mais eminentes matemáticos da segunda metade do séc. XX.
 É baseado no livro de Sylvia Nasar (“Uma mente brilhante: Biografia de
John Nash”, Relógio D’Água). O livro, considerado mais preciso/rigoroso,
conta uma narrativa em vários aspectos diferente da história que surge no
filme!
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões
FILMES e livros

 Forrest Gump (1994; realizador Robert Zemeckis).


 “Quarenta anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de
Forrest Gump (Tom Hanks)”, um homem simples do Alabama, com QI
abaixo da média (75, funcionamento borderline) mas cuja inocência e
senso comum parecem fazê-lo parecer sábio/sagaz.
 Baseado no livro homónimo de Wiston Groom (1986). Filme e livro
apresentam diferenças importantes.
 “Mesmo com uma inteligência limitada e competências escolares
modestas, Forrest é capaz de se sentir bem consigo próprio e mostra
como um homem simples pode deixar a sua marca no mundo. (…)”.
(Wedding et al., 2014).

Wedding, D., Boyd, M.A., & Niemiec, R.M. (2014). Movies and
mental illness 4: Using films to understand psychopathology (4rd
ed.). Boston, MA: Hogreffe. Biblioteca FPCE-UC:  PPAT 288

WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões


INTELIGÊNCIA: Bibliografia (Biblioteca da FPCE-UC)

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[PRCO-IN 11 – DEP]
 Kamphaus, R.W. (2005). Clinical assessment of child and adolescent intelligence. New
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 Mackintosh, N.J. (1998). IQ and human intelligence. Oxfor University Press. [PRCO-IN
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 Nyborg, H. (Ed.) (2003). The scientific study of general intelligence: Tribute to Arthur R.
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 Stanovich, K.E. (2009). What intelligence tests miss: The psychology of rational thought.
New Haven: Yale University Press. [PRCO-IN 25; PRCO-IN 13 ]
 Sternberg, R.J., Lautrey, J., & Lubart, T.I. (Eds.) (2003). Models of intelligence:
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 Sternberg, R.J.,Instrumentos
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Mário R. Simões
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Teses Mestrado Integrado (FPCE-UC)
Samantha Carolina Coello de Leça. Escala de Inteligência de Wechsler para Adultos - Terceira edição (WAIS-III):
Estudo de validação numa amostra de vítimas de Traumatismo Crânio-Encefálico, avaliadas em contexto médico-legal.
Mestrado Integrado em Psicologia Clínica e da Saúde, sub-especialização em Psicologia Forense. 2014.
Sílvia Marina Seabra Pedrosa. Detecção de esforço reduzido: Estudos com os subtestes Memória de Dígitos e
Vocabulário (WAIS-III) numa amostra com Traumatismo Crânio-Encefálico. Mestrado Integrado em Psicologia Clínica e
da Saúde, sub-especialização em Psicologia Forense. 2009.
Liliana Baptista Sousa. Epilepsias Refractárias do Lobo Temporal (Escleroses Mesiais): Estudos exploratórios com a
versão portuguesa da WAIS-III (escala de Inteligência de Wechsler para Adultos-Terceira Edição). Tese de Mestrado
Integrado em Avaliação Psicológica, Aconselhamento e Reabilitação. 2007. [ESTUDO DE VALIDAÇÃO DA VERSÃO
PORTUGUESA DA WAIS-III (cf. Manual, Wechsler, 2008)]
Miguel Moisés Sobral Cardoso Estudos de validação em contexto forense com a versão portuguesa da Escala de
Inteligência de Wechsler para Adultos – Terceira Edição (WAIS-III): Relação com os testes Matrizes Progressivas
Estandardizadas de Raven (SPM) e o Exame Breve do Estado Mental (MMSE). Tese de Mestrado Integrado em Avaliação
Psicológica, Aconselhamento e Reabilitação. 2007. [ESTUDO DE VALIDAÇÃO DA VERSÃO PORTUGUESA DA
WAIS-III (cf. Manual, Wechsler, 2008)]
Tese de Doutoramento (IMM/FM-UL)
WAIS-III. Instrumentos de Avaliação e Relatórios Psicológicos. MIP/FPCEUC. Mário R. Simões

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