RISCOS
1
NR-33
Norma Regulamentadora
de Segurança e Saúde nos Trabalhos
em Espaços Confinados
2
ELABORAÇÃO
Importância Riscos “Invisíveis” existentes
da NR
Gravidade dos Acidentes
Mortes em “Série”
3
Diversidade dos Espaços Confinados
Reduzido número de profissionais com conhecimento
do assunto
ELABORAÇÃO
NBR 14787
Legislação
Utilizada (Espaço confinado – Prevenção de acidentes,
procedimentos e medidas de proteção, publicada em
dezembro/2001, sob coordenação de Paula Scardino)
NORMA NIOSH
4
(Trabalhando em Espaços Confinados)
NORMA OSHA
(Espaço confinado que requer permissão de entrada )
ELABORAÇÃO
Consulta Portaria Nº 30, de 22/10/2002
Pública
( 90 dias para o recebimento de sugestões )
Portaria Nº 46, de 06/03/2003 5
( Prorroga por 90 dias o prazo para sugestões )
ELABORAÇÃO
Comissão Aprovação na 47ª Reunião Ordinária da CTPP, realizada
Tripartite em 14/09/2006
Paritária
Permanente Publicação no D.O.U.em 27/12/2006
6
(Entrada em vigor 90 dias após a publicação)
ESPAÇOS CONFINADOS
33.1 Objetivos e definições
33.2 Responsabilidades
33.3 Gestão de SST em espaços confinados 7
33.4 Emergência e Salvamento
33.5 Disposições Gerais
ESPAÇOS CONFINADOS
33.1 Objetivos e definição
Estabelecer requisitos mínimos para identificação dos espaços
confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e
controle dos riscos existentes, de forma a garantir
permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores 8
que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.
ESPAÇOS CONFINADOS
33.1 Objetivos e definição
a)...qualquer área não projetada para ocupação contínua
b)... a qual tem meios limitados de entrada e saída
c)... ou na qual a ventilação existente é insuficiente para 9
remover contaminantes perigosos e/ou deficiência/
enriquecimento de oxigênio que possam existir ou se
desenvolverem.
ESPAÇOS CONFINADOS
33.2 Responsabilidades
33.2.1 Cabe ao Empregador
Indicar formalmente um responsável técnico pelo cumprimento
da Norma;
10
Identificar os espaços confinados existentes no estabelecimento
ou de sua responsabilidade;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.2.1 Cabe ao Empregador
Identificar os riscos específicos de cada espaço confinado;
Implementar a gestão em SST em espaços confinados, por
medidas técnicas, administrativas, pessoais e de emergência 11
e salvamento,
ESPAÇOS CONFINADOS
33.2.1 Cabe ao Empregador
Garantir a capacitação continuada dos trabalhadores;
Garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra
após a emissão da PET – Permissão de Entrada e Trabalho; 12
Fornecer às empresas contratadas informações sobre os
riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir
a capacitação de seus trabalhadores;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.2.1 Cabe ao Empregador
Acompanhar a implementação das medidas de segurança e
saúde dos trabalhadores das empresas contratadas provendo
os meios e condições para que eles possam atuar em
conformidade com esta NR;
13
Interromper o trabalho em caso de suspeição de condição
de riscos grave e iminente, procedendo ao imediato abandono
do local;
Garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas
de controle antes de cada acesso aos espaços confinados;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.2.2 Cabe aos Trabalhadores
Colaborar com a empresa no cumprimento desta NR;
Utilizar adequadamente os meios e equipamentos
fornecidos pela empresa; 14
ESPAÇOS CONFINADOS
33.2.2 Cabe aos Trabalhadores
Comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as
situações de risco para sua segurança e saúde ou de
terceiros, que sejam de seu conhecimento;
15
Cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos
treinamentos com relação aos espaços confinados;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3 Gestão de SST nos trabalhos em espaços confinado
A gestão de segurança e saúde deve ser planejada,
programada, implementada e avaliada, incluindo medidas
técnicas, medidas administrativas e medidas pessoais e
capacitação para trabalho em espaços confinados; 16
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.2 Medidas Técnicas
Identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para
evitar a entrada de pessoas não autorizadas;
Antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;
17
Proceder à avaliação e controle dos riscos atmosféricos,
físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e mecânicos;
Prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e
etiquetagem;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.2 Medidas Técnicas
Avaliar a atmosfera nos espaços confinados para verificar
se as condições de entrada são seguras;
Manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e
18
durante toda a realização dos trabalhos, monitorando,
ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço
confinado;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.2 Medidas Técnicas
Monitorar continuamente a atmosfera nos espaços
confinados nas áreas onde os trabalhadores estiverem
desempenhando as suas tarefas, para verificar se as
condições de acesso e permanência são seguras; 19
Proibir a ventilação com oxigênio puro;
Testar os equipamentos antes de cada utilização;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.2 Medidas Técnicas
As avaliações atmosféricas iniciais devem ser realizadas
fora do espaço confinado;
Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de incêndio ou
explosão em trabalhos a quente, tais como solda, aquecimento, 20
esmerilhamento, corte ou outros que liberem chama aberta, faíscas ou
calor;
Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de inundação,
soterramento, engolfamento, incêndio, choques elétricos, eletricidade
estática, queimaduras, quedas, escorregamentos, impactos,
esmagamentos, amputações e outros que possam afetar a segurança
e saúde dos trabalhadores;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
Manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados,
inclusive os desativados, e respectivos riscos;
Definir medidas para isolar, sinalizar, eliminar ou controlar os
21
riscos do espaço confinado;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
Manter a sinalização abaixo permanente junto à entrada do
espaço confinado:
22
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
Adaptar o modelo de PET e Trabalho, previsto no Anexo II, às
peculiaridades da empresa e dos seus espaços confinados;
Possuir um sistema de controle que permita a rastreabilidade
da PET;
23
Entregar para um dos trabalhadores autorizados e ao Vigia
cópia da PET;
Encerrar a PET quando as operações forem completadas,
quando ocorrer uma condição não prevista ou quando houver
pausa ou interrupção dos trabalhos;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
Manter arquivados os procedimentos e as PET´s por 5 anos;
Disponibilizar os procedimentos e PET para o conhecimento
dos trabalhadores autorizados, seus representantes e
FISCALIZAÇÃO DO TRABALHO;
24
Designar as pessoas que participarão das operações de
entrada, identificando os deveres de cada trabalhador e
providenciando a capacitação requerida;
Estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos no
exterior e interior dos espaços confinados;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
Assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja
iniciado com acompanhamento e autorização de supervisão
capacitada;
Garantir que todos os trabalhadores sejam informados dos
riscos e medidas de controle existentes no local de trabalho; 25
Implementar um Programa de Proteção Respiratória de
acordo com a análise do risco, considerando o local, a
complexidade e o tipo de trabalho a ser desenvolvido;
A PET é valida somente para uma entrada;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
O procedimento para trabalho deve contemplar, no mínimo:
objetivo, campo de aplicação, base técnica, responsabilidades,
competências, preparação, emissão, uso e cancelamento da
PET, capacitação para os trabalhadores, análise de risco e 26
medidas de controle;
Os procedimentos para trabalho em espaços confinados e a
PET devem ser avaliados no mínimo uma vez ao ano e
revisadas sempre que houver alteração dos riscos, com a
participação do SESMT e da CIPA;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
Os procedimentos de entrada em espaços confinados devem
ser revistos quando da ocorrência de qualquer uma da
circunstâncias abaixo:
27
a) entrada não autorizada num espaço confinado;
b) identificação de riscos não descritos na PET;
c) acidente, incidente, ou condição não prevista durante a
entrada;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.3 Medidas Administrativas
d) qualquer mudança na atividade desenvolvida ou na
configuração do espaço confinado;
e) solicitação do SESMT ou da CIPA;
28
f) identificação de condição de trabalho mais segura;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
Todo o trabalhador designado para trabalhos em espaços
confinados deve ser submetido a exames médicos específicos
para a função que irá desempenhar, conforme estabelecem as
NRs 7 e 31, incluindo os fatores de riscos psicossociais com a
emissão do respectivo ASO; 29
Capacitar todos os trabalhadores envolvidos direta ou
indiretamente com os espaços confinados, sobre seus direitos,
deveres,riscos e medidas de controle;
É vedada a realização de qualquer trabalho em espaços
confinados de forma individual ou isolada;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
O número de trabalhadores envolvidos na execução dos
trabalhos em espaços confinados deve ser determinado
conforme a análise de risco;
30
Responsável Supervisor Vigia Trabalhador
Técnico de Entrada Autorizado
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
O Supervisor de Entrada deve desempenhar as seguintes
funções:
a) emitir a PET antes do início das atividades; 31
b) executar os testes, conferir os equipamentos e os
procedimentos contidos na PET;
c) assegurar que os serviços de emergência e salvamento
estejam disponíveis;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
d) cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando
necessário;
e) encerrar a PET após o término dos serviços; 32
O Supervisor de Entrada pode desempenhar a função de
vigia;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
O Vigia deve desempenhar as seguintes funções:
a) manter continuamente a contagem precisa do número
autorizados nos espaços confinados e assegurar que todos
saiam ao término da atividade; 33
b) permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em
contato permanente com os trabalhadores autorizados;
c) adotar procedimentos de emergência, acionando a equipe de
salvamento, pública ou privada, quando necessário;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
d) operar os movimentadores de pessoas;
e) não realizar outras tarefas que possam comprometer o dever
principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores 34
autorizados;
f) ordenar o abandono do espaço confinado sempre
que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma,
queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou
quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas,
nem ser substituído por outro vigia;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.4 Medidas Pessoais
Cabe ao empregador fornecer e garantir que todos os
trabalhadores que adentrem em espaços confinados
disponham de todos os equipamentos para controle de
riscos, previstos na PET; 35
Em caso de existência de atmosfera IPVS, o espaço
confinado somente pode ser adentrado com a utilização de
máscara autônoma com demanda de pressão positiva ou
com respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar
para escape;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.5 Capacitação para trabalhos em espaços confinados
É vedada a designação para trabalhos em espaços
confinados sem a prévia capacitação do trabalhador;
Os trabalhadores autorizados e Vigias devem receber
36
capacitação periodicamente, a cada 12 meses;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.5 Capacitação para trabalhos em espaços confinados
A capacitação dos Trabalhadores e Vigias deve ter carga
horária mínima de 16 horas e ser realizada dentro do horário
de trabalho;
37
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.5 Capacitação: Conteúdo Programático
Vigias e Trabalhadores Autorizados
Definições;
Reconhecimento, avaliação e controle dos riscos; 38
Funcionamento de equipamentos utilizados;
Procedimentos e utilização da PET;
Noções de Resgate e Primeiros Socorros
ESPAÇOS CONFINADOS
33.3.5 Capacitação para Supervisores de entrada
Os Supervisores de Entrada devem receber capacitação
específica, com carga horária mínima de 40 horas, e ser
realizada dentro do horário de trabalho;
39
Os instrutores designados pelo responsável técnico,
devem possuir comprovada proficiência no assunto;
ESPAÇOS CONFINADOS
Capacitação Definições;
Conteúdo
Reconhecimento, avaliação e controle dos riscos;
Programático
Supervisores de Funcionamento de equipamentos utilizados;
Entrada 40
Procedimentos e utilização da PET;
Noções de Resgate e Primeiros Socorros
ESPAÇOS CONFINADOS
Capacitação Identificação dos Espaços Confinados;
Conteúdo Critérios de indicação e uso de equipamentos para
Programático controle de riscos;
Supervisores de
Entrada Conhecimentos sobre práticas seguras;
Legislação de segurança e Saúde no Trabalho; 41
Programa de Proteção Respiratória;
Área Classificada;
Operações de salvamento;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.4 Emergência e Salvamento
O empregador deve elaborar e implementar procedimentos
de emergência e resgate adequados aos espaços confinados
incluindo:
42
a) descrição dos possíveis cenários de acidentes,
obtidos a partir da Análise de Risco;
b) descrição das medidas de salvamento e primeiros
socorros em caso de emergência;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.4 Emergência e Salvamento
c) seleção e técnicas de utilização dos equipamentos
de comunicação, iluminação de emergência, busca,
resgate, primeiros socorros e transporte de vítimas;
43
d) acionamento de equipe responsável, pública ou
privada, pela execução das medidas de resgate e
primeiros socorros para cada serviço a ser realizado;
e) exercício simulado anual de salvamento nos possíveis
cenários de acidentes em espaços confinados;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.4 Emergência e Salvamento
O pessoal responsável pela execução das medidas de
salvamento deve possuir aptidão física e mental compatível
com a atividade a desempenhar;
44
A capacitação da equipe de salvamento deve contemplar
todos os possíveis cenários de acidentes identificados na
análise de risco;
ESPAÇOS CONFINADOS
33.5 Disposições Gerais
O empregador deve garantir que os trabalhadores possam
interromper suas atividades e abandonar o local de trabalho,
sempre que suspeitarem da existência de RISCO GRAVE E
IMINENTE para a sua segurança e saúde ou a de terceiros; 45
São solidariamente responsáveis pelo cumprimento desta
NR os contratantes e contratados;
É VEDADA a entrada e a realização de qualquer trabalho
em espaços confinados sem a emissão da PERMISSÃO DE
ENTRADA E TRABALHO
ATMOSFERA DE RISCO
46
Condição em que a atmosfera, em um espaço confinado, possa oferecer riscos
ao local e expor os trabalhadores ao perigo de morte, incapacitação, restrição da
habilidade para auto–resgate, lesão ou doença aguda causada por uma ou mais
das seguintes causas:
INFLAMÁVEIS: ( Gás / Vapor ou névoa )
L.I.I. Gás/Vapor ou névoa inflamável
em concentrações superiores a
10% do seu Limite Inferior de
Inflamabilidade LII ou
Lower Explosive Limit LEL;
10%
47
LII, LIE (limite inferior de
explosividade),
ou LEL = fração de volume
INFLAMÁVEIS: ( Pós e Poeiras )
Poeira combustível viável em uma concentração que se
encontre ou exceda o Limite Inferior de Explosividade LIE
ou Lower Explosive Limit LEL);
Misturas de pós combustíveis com ar somente podem
sofrer ignição dentro de suas faixas explosivas as quais 48
são definidas pelo limite inferior de explosividade(LII) e o
limite superior de explosividade(LSE).
OS RISCOS DO PROCESSO:
( Pós e Poeiras Combustíveis )
A maioria dos grãos é suscetível de Centelhas produzidas por equipamentos
desenvolver um processo rápido de elétricos (motores, dispositivos de
combustão quando o tamanho das comando, luminárias, entre outros), são
partículas for suficientemente pequeno. as fontes de ignição mais comumente
encontradas nas instalações em
Sob confinamento, essa combustão atmosferas explosivas. Consultar: NBR
IEC 61241-0 - Equipamentos elétricos
adquirirá condições para originar uma
para utilização em presença de poeira
explosão, produzindo gases quentes, 49
combustível. Parte 0: Requisitos gerais e
que por sua vez geram um aumento de
NBR IEC 61241-1 - Equipamentos
pressão. elétricos para utilização em presença de
poeira combustível. Parte 1: Proteção por
Como no caso de explosões com gases, invólucros tipo "tD"
para haver uma explosão com pós, uma
fonte de ignição e uma atmosfera
explosiva são necessárias ao mesmo
tempo.
OS RISCOS DO PROCESSO:
( Pós e Poeiras Combustíveis )
As partículas podem permanecer em
suspensão por alguns momentos, As partículas de pó podem entrar em
dependendo de sua densidade e do contato com fontes de ignição quando
diâmetro das partículas, e podem viajar acumuladas em camadas e também ao
do ponto que são liberadas até outros formarem uma nuvem, ao serem
locais da planta. postas em suspensão acidentalmente,
ou mesmo por meio de uma operação
Podem vazar de equipamentos e “normal” (por exemplo, operações de
migrar para o interior de outros limpeza com varrição). 50
componentes (por exemplo, de um funil
para uma caixa terminal de Se uma nuvem de poeira
eletricidade). potencialmente explosiva entrar em
contato com uma fonte de ignição
Acumulam no piso, nas tubulações, suficientemente poderosa (alguns
nas superfícies de equipamentos, nas milijoules são suficientes), uma ignição
bandejas de cabos, nos eixos dos inicial será produzida.
motores elétricos, etc..
FATORES QUE INFLUENCIAM O PROCESSO
Para que se Pó combustível em suspensão;
produza uma
explosão de pós, A concentração de pó em suspensão deve estar acima
devem concorrer do limite inferior de explosividade (LIE);
simultaneamente
as seguintes O pó deve ter partículas de tamanho conveniente;
condições: 51
Ar (oxigênio) presente;
Fonte de ignição de potência adequada;
Espaço Confinado
MEDIDAS PREVENTIVAS
Adequação das fontes de risco:
No caso dos equipamentos elétricos, apenas aqueles
que possuam Certificado de Conformidade brasileiro
emitido por um organismo de certificação credenciado pelo
INMETRO, garantindo seu uso seguro em atmosferas
explosivas, devem ser permitidos (Portaria INMETRO 52
176/00);
Limitação da concentração de oxigênio: – por exemplo,
introduzindo-se gases inertes nos espaços confinados.
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Curva de Explosividade )
L.I.I. é o ponto onde existe a mínima
concentração para que uma mistura
de ar + gás/vapor se inflame.
L.S.I. é o ponto máximo onde ainda
existe uma concentração de mistura de
ar + gás/vapor capaz de se inflamar.
53
Combustível 0% L.I.I. L.S.I. 100% Combustível
POBRE EXPLOSIVA EXPLOSIVA
RICA
Pouco Gás Muito Gás e pouco Ar 0% Ar
Área Classificada
Área na qual uma atmosfera explosiva de gás está
presente ou na qual é provável sua ocorrência a
ponto de exigir precauções especiais para
construção, instalação e utilização de equipamento
elétrico.
Equipamento à Prova de Explosão Ex d
É todo equipamento que está encerrado
em um invólucro capaz de suportar a
pressão de explosão interna e não
permitir que essa explosão se
propague para o meio externo.
Equipamento Intrinsecamente Seguro Ex-i
R L
Um equipamento é intrinsecamente seguro quando não é capaz
de liberar energia elétrica (faísca) ou térmica suficiente para, em
condições normais (isto é, abrindo ou fechando o circuito) ou
anormais (por exemplo, curto-circuito ou falta à terra), causar a
ignição de uma dada atmosfera explosiva, conforme expresso
no certificado de conformidade do equipamento.
14/09/2006
Incêndio em andaime causa morte de operário em São Paulo
Folha de S.Paulo
De acordo com testemunhas, a explosão
ocorreu quando o operário José Roberto
da Conceição Santos, 36, acendeu um
cigarro no andaime, onde havia latas do
produto inflamável thinner. Ele caiu de
uma altura de 86 metros e morreu.
Santos trabalhava em um andaime com outro operário.
Com a explosão, esse segundo funcionário, também
em chamas, decidiu pular até o outro andaime, mais
abaixo, onde estavam dois funcionários e mais latas de
material inflamável.
Com isso, um novo incêndio então teve início, tomando
conta das paredes externas do prédio.
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Fonte: Manual de Atmosferas Explosivas ( Dácio de Miranda Jordão )
54
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Fonte: Manual de Atmosferas Explosivas ( Dácio de Miranda Jordão )
55
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Fonte: Manual de Atmosferas Explosivas ( Dácio de Miranda Jordão )
56
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Fonte: Manual de Atmosferas Explosivas ( Dácio de Miranda Jordão )
57
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Fonte: Manual de Atmosferas Explosivas ( Dácio de Miranda Jordão )
58
GASES E LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS:
( Fonte: Manual de Atmosferas Explosivas ( Dácio de Miranda Jordão )
59
LEI DE LE CHATELIER:
( Qualificação de Atmosfera Inflamável )
Quando na atmosfera se encontrar a presença
de mais de um gás inflamável.
LII = P1 + P2 + P3 (% Vol) 60
P1 + P2 + P3
LIE1 LIE2 LIE3
LSI = P1 + P2 + P3 (% Vol) Sendo:
P1 + P2 + P3 Pn a fração
LSE1 LSE2 LSE3 de uma mistura
LEI DE LE CHATELIER:
( Exemplo )
Caso você obtenha de uma análise por cromatografia os valores de:
1) Hexano 60%, LII = 1,2 Vol
2) Propano 20%, LII = 2,0 Vol
3) Butano 20%, LII = 1,5 Vol
Então, aplicando-se a fórmula, teremos o novo LII na atmosfera acima: 61
LII = 60 + 20 + 20 = 1,36 % Vol
60/1,2 + 20/2,0 + 20/1,5
CURVA DE CORRELAÇÃO:
de gases Inflamáveis
300%
Metano
250% Acetileno
Hidrogenio
200%
n-Hexano
150%
62
100%
LIE
50%
0% LIE
10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%
IDENTIFICAÇÃO DOS INFLAMÁVEIS:
( Para medidas corretas )
Detector de gás: quantifica Cromatógrafo:
uma atmosfera inflamável. qualifica qual gás inflamável está
presente.
Cada substância inflamável possui um L.I.I. % de Volume
O detector de gás inflamável deve ser calibrado com um gás padrão, que 63
será a referência do mesmo em % de volume;
Quando um detector for calibrado com gás metano, LII = 5,0% VOL (por ex.),
e, encontrar com uma atmosfera com gás Hexano, LII = 1,2% VOL, a
leitura de 25% do LII será, na verdade, de 104% do LII;
Três pessoas morreram e outras três ficaram feridas em um bueiro de 6 metros no município de Pombos, no
Agreste de Pernambuco, nesta terça-feira (4). De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, um jovem de
15 anos estava tentando limpar o local quando passou mal e caiu no buraco. Dois irmãos, de 15 e 26 anos,
tentaram resgatá-lo e também acabaram morrendo.
Os bombeiros resgataram com vida outros três homens, que desceram no buraco para tentar ajudar os amigos.
Eles foram internados em hospitais da região.
Segundo informações de testemunhas, o rapaz teria sido pago por um morador das redondezas para limpar o local
- a água que corria por essa tubulação seria dada aos animais criados por esse homem, ainda não identificado.
MEDIÇÃO EM NÍVEIS DIFERENTES DE ALTURA:
Medir em vários níveis, devido à
densidade dos gases.
CH4 = 0,55
CO = 0,97
Ar = 1,00
64
H2S = 1,19
Gasolina = 3,40
AMOSTRAGEM EM ZONA 0:
Em zona 0 somente poderemos utilizar instrumentos que na sua
totalidade sejam classificados e certificados por OCC do Inmetro,
como sendo intrinsecamente seguro Ex ia.
Importante: Caso o instrumento não seja apropriado para zona
especificada, deveremos fazer uso de sistema de amostragem, tipo
bomba (elétrica ou manual) succionando a amostra para o 65
equipamento que deverá estar localizado no lado externo do espaço
onde exista a atmosfera potencialmente explosiva.
ATMOSFERA DE RISCO:
Interferência cruzada em instrumentos detectores de gás
Ex: Interferência para sensor de monóxido de carbono
(cada fabricante deverá fornecer estes dados)
66
ATMOSFERA DE RISCO:
( Atmosferas Deficientes de Oxigênio)
O2
Concentração de
>23% Aumento da inflamabilidade dos materiais
20.9% Nivel normal de oxígenio no ar
oxigênio atmosférico 19.5% Nivel mínimo de oxígenio para uma entrada segura.
abaixo de 19,5 % ou 10-11% A respiração se acelera e falta de coordenação,
acima de 23 % em incremento da pulsação, euforia e dor de cabeça.
volume; 67
6 -10% Nauseas e vômitos, dificuldade de movimentos, perda
IPVS = < 12,5% Volume de conhecimento, falhas mentais, rosto palido e labios azuis.
ao nível do mar.
<6% A respiração cessa, seguindo de parada respiratória e a
Teores abaixo de
Morte em minutos.
19,5% podem causar:
ATMOSFERA DE RISCO:
( Atmosferas Deficientes de Oxigênio)
Causas da deficiência de oxigênio (1):
Consumo:
Ocorre tanto na combustão, quando o O2 do ar reage com o
material combustível (incêndios, por ex.), como na oxidação de
metais (nas superfícies internas de reservatórios, em equipamentos
de processo de aço-carbono sem pintura e fechados, e que
sofreram jateamento recente, ou tratamento equivalente: paredes
metálicas polidas podem oxidar por meio de consumo de oxigênio 68
presente e atingir condições IPVS)
ATMOSFERA DE RISCO:
( Atmosferas Deficientes de Oxigênio)
O2
Diluição:
Causas da deficiência de oxigênio (2):
Dá-se a diluição Inertização:
quando gases Procedimento de segurança num espaço confinado que
inertes são visa evitar uma atmosfera potencialmente explosiva
utilizados na através do deslocamento da mesma por um fluído inerte.
69
inertização de Este procedimento produz uma atmosfera IPVS deficiente
tanques ou de de oxigênio.
equipamentos que
vão sofrer
manutenção.
PURGAR X INERTIZAR
N2
Purgar ...
Inertizar...
É tornar inerte uma atmosfera.
O ar interior do espaço confinado está contaminado por
combustível e é necessário executar uma operação a
Quer dizer tornar
quente, como solda.
puro, purificar
limpar, expelir,
O processo de inertização ocorre geralmente pelo
limpar por 70
deslocamento do ar interior pelo nitrogênio. Este
ventilação ou
deslocamento de ar pela ocupação do nitrogênio é uma
lavagem com água
inertização que impede a explosão.
ou vapor tornando
Portanto a inertização não purga porque desloca a
a atmosfera
atmosfera inflamável /explosiva mas substitui por uma
interna pura e
atmosfera asfixiante simples de nitrogênio puro.
limpa.
A inertização gera atmosfera IPVS
ATMOSFERA DE RISCO:
( Atmosferas Deficientes de Oxigênio)
Causas da deficiência de ADSORÇÃO:
oxigênio (3): Apresamento e acumulação de gases, vapores ou matérias
em solução na superfície de corpos sólidos com os quais
Adsorção: entram em contato, por adesão molecular. Cf absorção.
…Pode ocorrer em leitos de
carvão ativo no interior de ABSORÇÃO:
reatores ou câmaras, Ato de impregnar-se de um líquido, gás etc., por ação
tornando perigosas as capilar, osmótica, química ou solvente: Absorção de água 71
operações de inspeção, pela madeira. 3 Fisiol Penetração de uma substância
recarga ou manutenção. através das mucosas ou da pele ou da membrana celular
para o meio interno ou para o protoplasma. 4 Quím Ato
pelo qual um gás ou um vapor penetra intimamente em
uma substância inorgânica.
ATMOSFERA DE RISCO:
( Atmosferas Deficientes de Oxigênio)
O respirar excesso de oxigênio se chama Hiperoxia
Efeitos:
1; vaso dilatação cerebral (risco de edema)
2; riscos no pulmão: bronco displasia (inflamação e espessamento) 72
3; aumento de radicais livres de oxigênio no sangue, e como conseqüência:
lesão no Sistema Nervoso Central, o que por sua vez pode piorar o descrito no
item 1.
ATMOSFERA DE RISCO:
( Gases Perigosos)
A concentração atmosférica de qualquer substância cujo
Limite de Tolerância seja publicado na NR-15 do MTE ou
em recomendação mais restritiva (ACGIH) e que possa
resultar na exposição do trabalhador acima desse Limite
de Tolerância;
Comparar LT’s da NR-15 e ACGIH e adotar o mais 73
restritivo.
ACGIH: American Conference of Governmental Industrial
Hygienists
GASES TÓXICOS – Ações no Organismo
Asfixiante Simples: São gases inertes, cuja presença em ambientes confinados
poderá ocasionar ausência total de oxigênio. (Dióxido de Carbono, Nitrogênio, Hélio,
Argônio, Metano e outros)
Asfixiantes Químicos: Gases que agem bloqueando a fixação das moléculas de
oxigênio pelas hemoglobinas. (Monóxido de Carbono e outros)
74
Irritantes: são substâncias que agridem as vias aéreas (nariz, garganta e laringe), os
pulmões e os olhos. (Gás Sulfídrico, Óxidos de Nitrogênio e outros)
ATMOSFERA IPVS:
( Condição imediatamente Perigosa á vida ou à Saúde)
Qualquer condição que cause uma ameaça imediata à vida ou que possa causar
efeitos adversos irreversíveis à saúde (instantanea ou retardada, ou exposições
agudas aos olhos que impeçam a fuga da atmosfera perigosa ) ou que interfira com a
habilidade dos indivíduos para escapar de um espaço confinado sem ajuda.
Nota: Algumas substâncias podem produzir efeitos transientes imediatos que, apesar
de severos, possam passar sem atenção médica, mas são seguidos de repentina 74
possibilidade de colapso fatal após 12 – 72 horas de exposição. A vítima pode não
apresentar sintomas de mal-estar durante a recuperação de efeitos transientes,
porém está sujeita a sofrer um colapso. Tais substâncias em concentrações
perigosas são consideradas como sendo “imediatamente” perigosas à vida ou à
saúde.
IPVS = IDLH – Immediately Dangerous to Health and Life
CONTAMINAÇÃO POR AGENTE QUÍMICO
Cutânea:
Agente Químico:
Os agentes tóxicos
Poderá ser introduzido no
podem atuar na pele
organismo através de
por reação direta ou
uma ou mais vias:
penetrando-a
75
Respiratória:
Gastrointestinal:
Inalação
Ingestão, absorção
(gases, vapores ou
(quando o
aerossóis) – principal via de
trabalhador fuma ou
penetração de sustâncias
come no ambiente
tóxicas no organismo
de trabalho)
EFEITOS DA ASFIXIA BIOQUÍMICA
Pelo Monóxido de Carbono ( CO )
CO
É absorvido pelo pulmão até 100 vezes mais rápido que
o Oxigênio.
IPVS = 1200 ppm
Limite de Tolerância (Brasil) = 39 ppm;
TLV(EUA) = 25 ppm
CO x Tempo:
76
•Ligeira dor de cabeça, desconforto (200ppm x 3hs)
•Dor de cabeça, desconforto (600ppm x 1 h)
•Confusão, dor de cabeça (1000 a 2.000 ppm x 2 hs)
Limites de •Tendência a cambalear (1.000 a 2.000 ppm x 1,5 hs)
inflamabilidade no ar: •Palpitação leve (1.000 a 2.000 ppm x 30 minutos);
Limite Superior: 75 % •Inconsciência (2.000 a 5.000 ppm);
Limite Inferior: 12 % •Fatal (10.000 ppm).
Crenças sem sentido . . .
77
EFEITOS DA ASFIXIA BIOQUÍMICA
Gás Sulfídrico ( H 2S )
H2 S Considerado um dos piores agentes ambientais agressivos ao
ser humano. Em concentrações médias, inibe o olfato.
IPVS =100 ppm
Limite de Tolerância (Brasil) LT = 8ppm
TLV (EUA) = 10ppm
H2S x Tempo: 78
Gás Sulfídrico (H2S ou •Nenhum (8 ppm x 8 hs)
Sulfeto de Hidrogênio) •Irritação moderada nos olhos e garganta (50 a 100 ppm x 1 h)
•Forte irritação (200 a 300 ppm x 1 h)
•Inconsciência e morte por paralisia respiratória
(500 a 700 ppm x 1,5 h)
•Inconsciência e morte por paralisia respiratória
(>1000 ppm x minutos).
EFEITOS DA ASFIXIA BIOQUÍMICA
Gás Sulfídrico ( H 2S )
H2 S Considerado um dos piores agentes ambientais agressivos ao
ser humano. Em concentrações médias, inibe o olfato.
IPVS =100 ppm
Limite de Tolerância (Brasil) LT = 8ppm
TLV (EUA) = 10ppm
H2S x Tempo: 78
Gás Sulfídrico (H2S ou •Nenhum (8 ppm x 8 hs)
Sulfeto de Hidrogênio) •Irritação moderada nos olhos e garganta (50 a 100 ppm x 1 h)
•Forte irritação (200 a 300 ppm x 1 h)
•Inconsciência e morte por paralisia respiratória
(500 a 700 ppm x 1,5 h)
•Inconsciência e morte por paralisia respiratória
(>1000 ppm x minutos).
CONDIÇÃO DE ENTRADA
Condições ambientais que devem permitir
a entrada em um espaço confinado onde
haja critérios técnicos de proteção para
riscos atmosféricos, físicos, químicos,
biológicos, ergonômicos e/ou mecânicos
que garantam a segurança dos
trabalhadores.
79
ATMOSFERA AQUECIDA
Os ambientes quentes representam um dos pontos mais
importantes da patologia ocupacional devido a:
Alta fadiga física ocasionada por ambientes quentes;
Perda de produtividade, motivação, velocidade, precisão,
continuidade e aumento da incidência de acidentes 80
causados pelo desconforto térmico em ambientes
quentes.
ATMOSFERA AQUECIDA
Principais distúrbios por exposição ao calor:
Instabilidade do sistema cardiocirculatório
(edema do calor e sincope do calor)
Distúrbios hidroeletrolíticos (desidratação,
depleção de sal) – hiponatremia (excessiva
ingestão de água, diluindo a concentração de 81
sódio), cãibras.
Distúrbios dermatológicos (erupção cutânea)
Distúrbio do bloqueio do sistema de
termoregulação (hipertermia)
ATMOSFERA AQUECIDA
NHO – 06, Item 5.2.2: é permitida a utilização de
equipamento eletrônico ... desde que, para quaisquer
condições de trabalho avaliadas, apresentem
resultados equivalentes.
82
ATMOSFERA AQUECIDA
Fatores que influenciam a troca térmica no interior
do espaço confinado:
Temperatura do ar
Velocidade do fluxo de ar 83
Umidade relativa do ar
Calor radiante
ATMOSFERA AQUECIDA
Umidade e calor radiante são difíceis de
controlar.
Quando a temperatura do corpo atinge 38,9C, a
probabilidade do trabalhador ser acometido de
distúrbio por calor é muito grande.
84
FRIO
O frio pode causar geladuras, congelamento das
extremidades e hipotermia.
A hipotermia pode causar lesões permanentes na pele, e
pode levar a morte
85
RISCOS MECÂNICOS
Andaimes
Tubos
Pranchões de madeira
Chapas metálicas
86
Queda de ferramentas
Movimentação de carga
etc..
RISCO DE QUEDA
87
PROCESSOS DE LIMPEZA
Processos de limpeza poderão gerar atmosferas
perigosas. A APR é uma ferramenta importante
para a análise do trabalho a ser executado.
88
Ilustração: pintor de 16 anos com tinta a óleo no
reservatório de água e Londrina-PR, 2007.
Três homens passaram mal e perderam o controle dos
movimentos quando aplicavam um impermeabilizante na
parede interna do reservatório, que tem 3 metros de diâmetro
por 20 metros de altura. De quatro homens que entraram no
reservatório, só um conseguiu sair para pedir socorro.
GÁS:
Segundo os bombeiros, o produto exalava um gás com
cheiro parecido ao de cola de sapateiro, que atinge
diretamente o sistema nervoso central, comprometendo os 88
movimentos e a iniciativa das pessoas. A aplicação do
produto deveria ser feita no dia seguinte ao acidente. Mas um
operário resolveu verificar a qualidade do impermeabilizante
e entrou no reservatório. À medida que os outros foram atrás
deles, acabaram sendo intoxicados também.
SISTEMAS DE TRAVA E BLOQUEIO
89
BARATAS
A barata de esgoto normalmente habita locais com muita gordura e
matéria orgânica em abundância como galerias de esgoto, bueiros,
caixas de gordura e de inspeção. São excelentes voadores.
Importância para a saúde:
As baratas domésticas são responsáveis pela transmissão de 90
várias doenças, principalmente gastroenterites, carregando vários
agentes patogenicos através de seu corpo, patas e fezes, pelos
locais por onde passam (são por isso consideradas vetores
mecânicos).
CARRAPATO - ESTRELA
Seu ataque freqüentemente resulta em intenso prurido no homem,
que comumente conduz à formação de lesões nos locais das
picadas, causadas pelo ato de coçar. A cicatrização dessas lesões
é lenta, podendo demorar meses.
Os sintomas clássicos iniciais da doença incluem febre, náuseas,
cefaléias, mialgia e máculas. Estas, inicialmente, são pequenas,
achatadas e rosadas. Surgem nas palmas e nas solas dos pés, 91
pulsos e nos braço anterior, progredindo pelo resto dos membros
até alcançar o tórax e o abdome. A lesão característica de
petéquias vermelhas da febre maculosa geralmente aparece após
o sexto dia. Quando o quadro clínico atinge tal magnitude, o
diagnóstico é desfavorável. Se não tratada a tempo, essa
enfermidade pode levar à morte.
ANIMAIS PEÇONHENTOS
Escorpiões Cobras Aranhas
92
Jacaré encontrado em um canal industrial
em Duque de Caxias/RJ - 2007
E.C.´s COM ÁGUA E LAMA DE ENCHENTES
Tétano: A bactéria é encontrada nas fezes de animais ou humanos que se depositam na areia ou
na terra. A infecção se dá pela entrada das bactérias por qualquer tipo de ferimento na pele
contaminado com areia ou terra. Queimaduras e tecidos necrosados também são porta de
entrada para a bactéria.
O tétano caracteriza-se pelos espasmos musculares e suas complicações. Eles são provocados
pelos mais pequenos impulsos, como barulhos e luzes, e continuam durante períodos
93
prolongados.
O primeiro sinal de tétano é o tristus, ou seja contração dos músculos mandibulares, não
permitindo a abertura da boca. Isto é seguido pela rigidez do pescoço, costas, risus sardonicius,
(riso causado pelo espasmo dos músculos em volta da boca), dificuldade de deglutição, rigidez
muscular do abdômen.O paciente permanece lúcido e sem febre.
E.C.´s COM ÁGUA E LAMA DE ENCHENTES
A leptospirose é causada por uma bactéria, a Leptospira
interrogans, que é eliminada através da urina de animais,
principalmente o rato de esgoto, e sobrevive no solo úmido e na
água. As inundações facilitam o contato da bactéria com seres
humanos.
A Leptospira interrogans pode penetrar no organismo através do
contato da pele e de mucosas com a água e a lama das enchentes. 94
A infecção também pode ocorrer por ingestão, uma vez que as
inundações podem contaminar a água de uso doméstico e os
alimentos. As manifestações, quando ocorrem, aparecem entre 2 e
30 dias após a infecção.
Não existe vacina para humanos. Utilizar EPI adequado
E.C.´s COM ÁGUA E LAMA DE ENCHENTES
A hepatite A é causada por um vírus. A transmissão do vírus da
hepatite A é fecal-oral, e pode ocorrer por meio da ingestão de
água e alimentos contaminados ou diretamente de uma pessoa
para outra.
A infecção é muito comum onde o saneamento básico é deficiente
ou não existe, mesmo sem a ocorrência de inundações. Como
conseqüência, a maioria da população dessas áreas foi infectada 95
quando criança e tem imunidade contra a doença.
E.C.´s COM ÁGUA E LAMA DE ENCHENTES
A Hepatite E, para a qual ainda não existe vacina disponível, tem transmissão e evolução
semelhantes às da hepatite A, porém está mais associada a inundações.
A Hepatite B é transmitida por relações sexuais e por transfusões de sangue. A vacinação
produz imunidade apenas após a aplicação de três doses, que são feitas ao longo de seis
meses. Portanto, a vacinação contra a hepatite B não é procedimento útil em caso de
enchentes.
96
A Febre tifóide é uma doença causada pela Salmonella typhi, uma bactéria que é adquirida
através da ingestão de água e alimentos contaminados. Pode haver contaminação de poços,
sistemas de abstecimento e de alimentos, com subsequente proliferação bacteriana
possibilitando a ocorrência de casos. Obs: Não tem nenhuma associação com o TIFO.
PROGRAMA DE VACINAÇÃO E CUIDADOS
O controle de riscos biológicos depende da avaliação do
médico do trabalho e da identificação do tipo de espaço
confinado. Só o médico pode avaliar a necessidade de um
programa de vacinação.
Várias infecções de pele podem ser causadas pelo contato
97
com matéria orgânica infectada de microorganismo.
Todas evitáveis com o uso de equipamentos de proteção
adequados.
VIBRAÇÃO
Tipos de vibrações:
Transmitidas ao corpo inteiro
Vibrações localizadas
98
EXPOSIÇÃO OCUPACIONAL
Vibrações Mecânicas
- Acima dos Limites de Tolerância do Anexo 8, da NR-15
( ISO 2631 e ISO / DIS 5349)
- Avaliações localizadas e de corpo inteiro
99
TÉCNICA DE MEDIÇÃO DE CORPO INTEIRO
101
VIBRAÇÃO
Efeitos da vibração:
Visão turva – a partir de 4 Hz
Perda de equilíbrio – degeneração gradativa
dos tecidos muscular e nervoso
102
Danos permanentes de órgãos do corpo
Falta de concentração
RUÍDO
É necessário utilizar os protetores auditivos adequados ao
local onde estaremos expostos.
A ausência do EPI em questão, poderá ocasionar perda
auditiva e conseqüente diminuição na qualidade de vida.
103
NR-33 - PAULA SCARDINO
RUÍDO - INSTRUMENTAL UTILIZADO
NHO – 01, item 6.2 Equipamentos de Medição
Item 6.2.1 Especificações mínimas
Item 6.2.1.1 Medidores integradores de uso
pessoal: ... devem atender às especificações ...
Norma ANSI S1.25 – 1991 ... 104
ter classificação mínima do tipo 2 ...
NHO – 01, item 6.2.3 Aferição e certificação dos
equipamentos: Os medidores e calibradores deverão
ser periodicamente aferidos e certificados pelo
fabricante, assistência técnica ...
NR-33 - PAULA SCARDINO
RUÍDO - INSTRUMENTAL UTILIZADO
AFERIÇÃO / CERTIFICAÇÃO
Os próprios fabricantes recomendam que se façam dois
tipos de ajustes no instrumento que são:
1- AFERIÇÃO EM CAMPO: realizada obrigatoriamente
antes de se iniciar cada grupo de medições. 105
2- CERTIFICAÇÃO DO CIRCUITO: deve ser realizada
pelo próprio fabricante ou Assistência Técnica
autorizada – com emissão de certificado de
atendimento às normas.
COMUNICAÇÃO VIGIA X TRABALHADORES
Em espaços confinados precisamos ter certeza da
eficiência da comunicação entre vigia e
trabalhador(es).
Se não for possível a comunicação por rádio, outra
forma deverá ser estabelecida. 106
PERMISSÃO DE ENTRADA E TRABALHO - PET
Modelo de caráter informativo no Anexo I da
NBR 14787 e na NR-33
Adequar a PET aos riscos específicos de cada segmento
a)espaço confinado a ser adentrado;
b)objetivo da entrada;
c)data e duração da autorização da permissão de entrada; 107
d)trabalhadores autorizados a entrar num espaço confinado, que devem ser
relacionados e identificados pelo nome e pela função que irão desempenhar;
e) assinatura e identificação do supervisor que autorizou a entrada;
f)riscos do espaço confinado a ser adentrado;
g)medidas usadas para isolar o espaço confinado e para eliminar ou controlar
os riscos do espaço confinado antes da entrada;
h) salvamento e emergência
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR
Processo de análise onde os riscos aos quais
os trabalhadores possam estar expostos num
espaço confinado são identificados e
quantificados. A APR deverá levar em conta,
especialmente qual o tipo de serviço será
executado no interior do espaço confinado.
108
NOTA:recomenda-se a participação dos
executantes na elaboração da APR.
SUPERVISOR DE ENTRADA
Pessoa com capacitação e responsabilidade pela
determinação se as condições de entrada são
aceitáveis e estão presentes numa permissão de
entrada.
109
TRABALHADOR AUTORIZADO
110
Profissional com capacitação que recebe autorização do
empregador, para entrar em um espaço confinado.
VIGIA
Pessoa que permanece do lado de fora do espaço confinado em contato
permanente com os trabalhadores que estão no interior. Deverá desempenhar
todas as funções previstas no item 33.3.4.7 da NR-33.
111
ENGOLFAMENTO/ENVOLVIMENTO
Condição em que uma substância
sólida ou líquida, finamente dividida e
flutuante na atmosfera, possa
envolver uma pessoa e no processo
de inalação, possa causar
inconsciência ou morte por asfixia.
112
CONDIÇÃO PROIBITIVA DE ENTRADA
113
Qualquer condição de risco que não permita a entrada
em um espaço confinado.
EMERGÊNCIA...
Qualquer interferência (incluindo qualquer falha nos
equipamentos de controle e monitoração de riscos) ou
evento interno ou externo, no espaço confinado, que
possa causar perigo aos trabalhadores.
Observar:
114
calibração e teste antes do uso de instrumentos para
detecção de gás
ENTRADA
Ação pela qual as pessoas ingressam através de uma
abertura para o interior de um espaço confinado.
Essa ação passa a ser considerada como tendo
ocorrido logo que alguma parte do corpo do
trabalhador ultrapasse o plano de uma abertura no
115
espaço confinado.
ISOLAMENTO
Separação física de uma área ou espaço
considerado próprio e permitido ao adentramento,
de uma área ou espaço considerado impróprio
(perigoso) e não preparado ao adentramento.
116
SAÚDE FÍSICA E MENTAL
Algumas características sobre os profissionais selecionados, restrições:
Excesso de peso;
Alergia respiratória tipo asma, rinite alérgica (necessidade de uso de máscaras
contra gases, vapores ou poeiras, ou suprimento de ar puro);
doença cardiovascular com hipertensão arterial; arritmia cardíaca,
insuficiência coronariana; transtornos mentais e neurológicos como ansiedade, 117
esquizofrenia, depressão, distúrbio bipolar, epilepsia, fobia de altura
(acrofobia), fobia de locais fechados (claustrofobia) e outras;
Fonte: ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho
SAÚDE FÍSICA E MENTAL
BOAS PRÁTICAS
Qualquer doença em fase aguda desde gripe, sinusite,
dermatose e outras –é importante perguntar ao
trabalhador sobre seu estado de saúde ANTES do
ingresso ao espaço confinado.
118
REQUISITOS
Todo espaço confinado deve ser adequadamente
sinalizado, identificado e isolado para evitar que
pessoas não autorizadas adentrem a estes locais.
Contratadas:
Responsabilidade solidária entre contratante e 119
contratado
RETIRADA DA TAMPA - ATENÇÃO
Deverão ser eliminadas quaisquer condições que os
tornem inseguros no momento anterior à remoção de
um vêdo, tampa ou tampão de entrada.
120
APR x IPVS
Em casos de trabalho em atmosfera IPVS ou
potencialmente capaz de atingir níveis de atmosfera
IPVS, os trabalhadores deverão estar treinados e
utilizar EPI’s (equipamentos de proteção individual)
que garantam sua saúde e integridade física.
121
Se uma atmosfera perigosa for detectada durante a
entrada: O espaço deverá ser analisado para
determinar como a atmosfera perigosa se
desenvolveu.
PROGRAMA DE ENTRADA
em Espaço Confinado
Manter, por escrito, os deveres dos supervisores de entrada, dos vigias e dos
trabalhadores autorizados com seus nomes e assinaturas.
Implantar o serviço de emergências e resgate mantendo os membros sempre à
disposição, treinados e com equipamentos em perfeitas condições de uso.
122
Providenciar exames médicos admissionais, periódicos e demissionais.
Abordar exames complementares, requisitados pelo médico do trabalho, de
acordo com a avaliação do tipo de espaço confinado.
ATIVIDADES AGRAVANTES
Os trabalhos de solda, cortes a quente, tratamento
térmico, funcionamento de motores a combustão no
interior de espaços confinados, pode criar atmosferas de
alto risco ou perigosas. A deficiência de oxigênio é
causada pelo seu consumo, nas reações de combustão
ou nos processos de oxidação, ou ainda deslocado pelos 123
produtos de combustão.
Os gases tóxicos, como o CO, são produzidos pela
incompleta combustão. Outros gases podem ser
produzidos pelo material aquecido; cádmio, por exemplo,
vapores de mercúrio, chumbo e outros metais pesados.
REINÍCIO DOS TRABALHOS/PAUSA
O reinício dos trabalhos, após uma paralisação, em função de anormalidades
que coloquem em risco a segurança do trabalho, deverá ser precedido de uma
reavaliação geral por todos os envolvidos, das condições ambientais de forma
a garantir a segurança das atividades e dos seus executantes.
124
ABANDONO DO LOCAL
A saída de um espaço confinado deve ser processada
imediatamente se:
o vigia e/ou o supervisor de entrada ordenarem abandono;
o trabalhador reconhecer algum sinal de perigo, risco ou
125
sintoma de exposição a uma situação perigosa;
um alarme de abandono for ativado.
BIBLIOGRAFIA
NR - 33
NBR 14787 da ABNT
Manual de Instalações Elétricas em Indústrias Químicas,
Petroquímicas e de Petróleo - Atmosferas Explosivas
Autor: Engº Dácio de Miranda Jordão - 3ª Edição
Editora Qualitymark - Tel.: 21-3860- 8422
Site: www.qualitymark.com.br
Manual de Proteção Respiratória 126
Autores: Maurício Torloni e Antonio Vladimir Vieira
Site: www.abho.com.br
TLV´s e BEIs – Limites de Exposição para substâncias químicas, agentes físicos
Site: www.abho.com.br
Limites de tolerância atualizados, fichas técnicas de substâncias: www.cetesb.sp.gov.br
emergências químicas – manual de produtos químicos perigosos.