Máquinas, Mecanização Agrícola e
Logística
Dimensionamento de máquinas agrícolas
Seleção de máquinas agrícolas
SUMÁRIO
1 DIMENSIONAMENTO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS
2 SELEÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS
DIMENSIONAMENTO
Dimensionamento de Máquinas Agrícolas
Consiste na escolha do tamanho ideal de implementos ou
máquinas no sentido de se obter o menor custo relativo por
área operada.
O dimensionamento deve ser pensado de maneira que não
atrase a logística planejada das operações e não pode
atrasar o prazo agronomicamente correto (pontualidade das
operações).
DIMENSIONAMENTO
Determinação de tamanho/capacidade
1. Largura de trabalho
2. Capacidade volumétrica de implementos
3. Capacidade gravimétrica de implementos
4. Potência bruta do trator
DIMENSIONAMENTO
1. Largura de trabalho
A determinação da largura útil de trabalho das máquinas exige
conhecimento agronômico de todos os fatores que afetam o
tempo disponível para cada operação.
A largura é um parâmetro muito importante pois afeta
diretamente ao custo inicial de aquisição de muitas máquinas,
porem em situações onde a velocidade operacional é limitada,
investimentos em largura de trabalho serão a solução.
DIMENSIONAMENTO
1. Largura de trabalho
Para determinação da largura necessária de um implemento,
primeiramente definimos o ritmo operacional necessário de
cada operação.
Ritmo operacional (RO)
RO (ha/h) = Área útil (ha)_ _
Tempo disponível (h)
DIMENSIONAMENTO
1. Largura de trabalho
CO (ha/h) = V x L x E L (m) = 10 x CO
10 VxE
Substituindo, CO(ha/h) por RO(ha/h):
L (m) = 10 x RO
VxE
Onde:
V: Velocidade operacional, km/h;
L: Largura útil de trabalho, m;
E: Eficiência operacional, expresso em decimal;
RO: Ritmo operacional necessário na operação, ha/h;
CO: Capacidade operacional da máquina/implemento, ha/h;
Exercício prático 1
Um agricultor busca sua consultoria agronômica para definição
de compra de semeadora para soja e milho em Sistema de
Semeadura Direta baseado nos dados abaixo.
Eficiência operacional: 70%
Velocidade de semeadura: 6 km/h
Jornada de trabalho diária: 8 horas
Espaçamento entre linhas na semeadora: 0,50 m
Cultura 1: Milho
Área a ser semeada: 700 hectares
Tempo total disponível: 16 a 30 de Setembro
Dias de chuva, úmidos e dias de folga no periodo: 4
Cultura 2: Soja
Área a ser semeada: 2000 hectares
Tempo total disponível: 01 a 31 de Outubro
Dias de chuva, úmidos e dias de folga no periodo: 8
Exercício prático 1
1. Qual o ritmo operacional de semeadura a ser executado
para cada cultura?
2. Qual a largura de semeadora(s) a ser adquirida?
3. Recomende 3 formas de se reduzir o tamanho de largura
das semeadoras.
5. Se o milho necessitar ser semeado de 16 a 31 de outubro,
Qual é a largura necessária de semeadoras a adquirir?
Exercício prático 1
6. Quantas semeadoras devem ser compradas?
1 Semeadora grande Varias semeadoras pequenas
DIMENSIONAMENTO
2. Capacidade volumétrica de máquinas
A definição dessa medida devera ser em função da eficiência
operacional, nível de compactação do solo e perdas por
amassamento da cultura aceitáveis.
Investimento em logística de abastecimento melhora a
eficiência do processo de pulverização.
DIMENSIONAMENTO
2. Capacidade volumétrica de máquinas
Para talhões retangulares ou quadrados a formula abaixo
ajuda a definir o mínimo múltiplo comum de volume (litros) que
permita uma melhor eficiência operacional.
Assim, o pulverizador deve possuir um tanque com volume
múltiplo do valor calculado.
Vol. tanque (Litros) = 20 x Taxa de aplicação (l/ha)
Largura da barra (m)
DIMENSIONAMENTO
3. Capacidade gravimétrica de implementos
Definido pela massa (toneladas) a ser transportada no tempo
(horas ou dia). Essa capacidade será limitada a compactação do
solo aceitável e potencia nominal do trator.
DIMENSIONAMENTO
3. Capacidade gravimétrica de implementos
Cargas parciais (Colheita de grãos)
Capac. carga (ton) = Peso (t/h) x Tcarga (h)
Cargas constantes (Colheita de cana-de-açúcar, ensilagem)
Capac. carga (ton) = 2 x Peso (t/h) x Tcarga (h))
Onde:
CG: Capacidade gravimétrica do implemento, toneladas;
Peso: Peso total a ser transportado, toneladas por hora;
Tcarga: Tempo de movimentação de cada carga, hora;
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
4.1. Determinação da força de tração do implemento
2. Força de tração total
Força de tração total
Força total requerida e paralela a direcao de deslocamento do conjunto trator-
É a força total paralela à direção de deslocamento requerida (do trator) para
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
deslocar o implemento em trabalho.
resistencia ao rolamento do implemento.
Resultante da soma das resistências oferecidas pelo solo e pela cultura e a
D = Rsc + MR
resistência ao rolamento do rodado do implemento.
onde:
D é força de tração requerida pelo implemento, N;
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
Grades
2. Força de tração total
A massa (peso) sobre o chassi de grades é o fator de maior influencia sobre a
demanda
Forçade potência
total do trator.
requerida e paralela a direcao de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
Quanto maior
resistencia a velocidade
ao rolamento de trabalho, mais superficial é a movimentação de
do implemento.
terra de maneira que a demanda tenha de potencia tenha pouca variação.
D = Rsc + MR
onde:
D é força de tração requerida pelo implemento, N;
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
Escarificadores
2. Força de tração total
Devido ao desenho das hastes, os escarificadores tem demanda exponencial
comForça
o aumento da profundidade
total requerida e paralelade trabalhode
a direcao nodeslocamento
solo; do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
resistencia ao rolamento do implemento.
D = Rsc + MR
onde:
D é força de tração requerida pelo implemento, N;
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
Arado de aivecas
2. Força de tração total
A força de tração cresce linearmente com a profundidade e cresce
exponencialmente com oe aumento
Força total requerida paralela ada velocidade
direcao de trabalho.
de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
A umidade ao
resistencia para aração do
rolamento com arados de aivecas deve estar em condições de
implemento.
capacidade de campo.
D = Rsc + MR
onde:
D é força de tração requerida pelo implemento, N;
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
4.1. Determinação da força de tração do implemento
2. Força de tração total
D = Fi (A + B + C (S)2) W x T
Força total requerida e paralela a direcao de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
Onde:
resistencia ao rolamento do implemento.
D: Força de tração requerida pelo implemento, N;
D = Rsc + MR
Fi: Parâmetro adimensional relacionado a textura do solo,
onde:
1 = Solo arenoso, 2 = Solo de textura média, 3 = Solo argiloso
D é força de tração requerida pelo implemento, N;
A, B e C: Parâmetros específicos para cada tipo de máquina;
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
S: Velocidade operacional, km/h;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
W: Largura da máquina em metros ou numero de linhas ou hastes;
T: Profundidade de trabalho em centímetros, igual a 1 para semeadoras;
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
D = Fi (A + B + C (S)2) W x T
2. Força de tração total
Implemento W Parâmetros da máquina Parâmetros do solo
Força total requerida e paralela a direcao A de deslocamento
B C do conjunto
F1 F2 trator-
F3
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
Arado de Aivecas
resistencia m
ao rolamento do implemento. 652 0 5,1 1,0 0,7 0,45
Escarificador Hastes 107 5,3 0 1,0 0,85 0,65
Grade Pesada m D = Rsc 364+ MR 18,8 0 1,0 0,88 0,78
onde:
Grade Niveladora
D é força de tração requerida pelo m implemento,
254 N;13,2 0 1,0 0,88 0,78
Rsc é a resistência
Sem-adub. do solo e da
Fluxo continuo cultura, 1550
Linhas N; 0 0 1,0 1,0 1,0
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
Sem-adub. de Precisão Linhas 1820 0 0 1,0 0,96 0,92
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
4.2. Determinação da potência requerida pelo implemento
2. Força de tração total
Define a potencia requerida pelo implemento no ponto de engate ao trator.
Força total requerida e paralela a direcao de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva Prbt = (D x S) a resistencia do solo e da cultura e a
em consideração
3,6
resistencia ao rolamento do implemento.
Onde: D = Rsc + MR
onde: Potência requerida pelo implemento na barra de tração, kW;
Prbt:
D éForça
D: força de
de tração
tração requerida
requerida pelo
pelo implemento,
implemento, kN;
N;
Rsc
S: Velocidade
é a resistência
de operação,
do solo ekm/h;
da cultura, N;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
4.3. Determinação da potência líquida do motor
2. Força de tração total
Define a potencia liquida a estar disponível no motor considerando todas perdas
de transmissão e eficiência de tração do trator.
Força total requerida e paralela a direcao de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
Nl = do
resistencia ao rolamento Prbt
implemento.
0,65
D = Rsc + MR
Onde:
onde:
D é Potência
Nl: força de tração
liquida requerida
necessáriapelo
do motor,
implemento,
kW; N;
Rsc éEficiência
0,65: a resistência
de transmissão
do solo e da de
cultura,
potência
N; desde o motor ate a barra de tração
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
(0,65-0,80).
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
4. Determinação da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497)
RODADO
MOTOR 97% TRANSMISSÃO (85-87%
(100% Potencia) Potência do
motor)
RODADO
(85-87% BARRA DE TRAÇÃO
PATINAMENTO (5-20%)
Potência do (65-80% Potência do motor)
motor)
1 N = XX kgf.m
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da potencia
da potência bruta do trator
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
4.4. Determinação da potência bruta (nominal) do motor
2. Força de tração total
Potência total que será necessária para tracionar o implemento e movimentar o
trator. Como
Força segurança
total requerida e como
e paralela potencia
a direcao de reserva,donormalmente
de deslocamento é
conjunto trator-
considerado
implemento. 15%
Levaa mais do que a demanda
em consideração de potencia
a resistencia do calculada.
solo e da cultura e a
resistencia ao rolamento do implemento.
Ter bom senso e considerar variações de terreno e condições de umidade que o
solo será trabalhado. Quanto mais D =variações
Rsc + MRde demanda de força, maior deve
ser a margem de segurança.
onde:
D é força de traçãoNb = Nl__pelo implemento, N;
requerida
0,85
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
Onde:
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
Nl: Potência liquida necessária do motor, kW;
0,85: Potência disponível a tração do implemento, 15% como margem de
segurança ao motor; 1 N = XX kgf.m
Exercício prático 2
Dimensione a potencia bruta necessária para tracionar uma
semeadora-adubadora de soja com 8 linhas de semeadura
operando a 8 km/h sobre solo arenoso (> 40% de teor de areia)
em terreno suavemente plano.
1. D = Fi (A + B + C (S)2) W x T
2. Prbt = (D x S)
3,6
3. Nl = Prbt_
0,65
4. Nb = Nl__
0,85
Exercício prático 3
Dimensione o trator a ser utilizado com um escarificador de 7
hastes operando a 40 cm de profundidade em velocidade de 6
km/h sobre solo argiloso (> 40% de teor de argila) em terreno
suavemente plano.
1. D = Fi (A + B + C (S)2) W x T
2. Prbt = (D x S)
3,6
3. Nl = Prbt_
0,65
4. Nb = Nl__
0,85
DIMENSIONAMENTO
Determinação
4. Determinação da da potencia do trator
potência
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
(Norma ASAE D497)
Conceitos básicos
Tração de reboques de carga
2. Força de tração total
A definição de potência requerida do trator por reboques de carga é
baseada
Forçana formula
total da eresistência
requerida ao rolamento
paralela a direcao do rodado.
de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração a resistencia do solo e da cultura e a
Mr = k x P
resistencia ao rolamento do implemento.
Onde:
Mr: Torque necessário para movimentação
D = Rsc + do
MRrodado, kgf:
k : Coeficiente de deformação do solo (0,06 (Solo firme) a 0,08 (Solo solto);
onde:
DP:é Peso
força total sobrerequerida
de tração o rodado;pelo implemento, N;
Rsc é a resistência do solo e da cultura, N;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
Exercício prático 4
Determine a potência necessária de um trator para movimentar
um tanque graneleiro de soja com capacidade de 6.000 kg de
grãos sobre solo firme.
Mr = k x P
Onde:
Mr: Torque necessário para movimentação do rodado do implemento, kgf:
k : Coeficiente de deformação do solo (0,06 (Solo firme) a 0,08 (Solo solto);
P: Peso total sobre o rodado;
Prbt = (D x S)
3,6
Onde:
Prbt: Potência requerida do trator, kW;
D: Força de tração requerida pelo implemento, kN;
S: Velocidade de operação, km/h;
Curiosidades...
Índices mecanizados – Rio Grande do Sul
Um trator para cada 90 ha contra 171 ha/trator (BR);
0,65 kW de potência/ha para propriedades de soja;
1,62 kW de potência/ha para propriedades de arroz;
Uma linha de semeadura de soja para cada 29,0 ha;
Uma linha de semeadura de arroz para cada 11,6 ha;
Uma colhedora de grãos (soja ou arroz) para cada 235 ha;
Fonte: Dissertação de Mestrado, Luiz Henrique Ereno, 2008
DIMENSIONAMENTO
Determinação da potencia
Considerações gerais
(Norma ASAE D497.2/EP496.2)
Conceitos básicos
Variações
2. Força de total
de tração relevos e umidade do solo não são consideradas
nos cálculos demonstrados;
Força total requerida e paralela a direcao de deslocamento do conjunto trator-
implemento. Leva em consideração
A retroalimentação de dados aclimáticos
resistencia édo solo importante
muito e da cultura pois
e a
resistencia ao rolamento do implemento.
afeta o ritmo operacional e todo o processo de definição de
dimensões de maquinas e implementos;
D = Rsc + MR
onde:
éOforça
D de tração
Aumento derequerida
jornadapelo
deimplemento, N;
trabalho (disposição de mão-de-obra)
Rsc
é em é ageral
resistência
mais do solo edo
barato da cultura, N;
que aumento da frota;
MR é a resistência total ao deslocamento do implemento, N
1 N = XX kgf.m
SUMÁRIO
1 DIMENSIONAMENTO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS
2 SELEÇÃO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Enquanto o dimensionamento do maquinário nos dá a definição
de medidas, tamanho e capacidades das maquinas, a seleção
irá definir os parâmetros de escolha sobre a qualidade da
máquina.
A nível empresarial, o primeiro passo é o dimensionamento,
seguido da seleção da máquina ou implemento a ser adquirido
ou alugado;
Desde que a integridade física e a saúde do trabalhador seja
assegurada (Normativa 31 / 2006), os demais componentes
podem ser selecionados pela relação custo/benefício.
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Durante a escolha de um trator, devemos considerar…
1. Potência nominal (kW) – Dimensionamento do motor
2. Reserva de torque (%)
3. Consumo horário (l/h)
Seleção do trator
Tipo, modelo, marca, rodado...
4. Faixa de utilização (rpm)
5. Escalonamento de marchas
6. Outros parâmetros
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Outros fatores…
1. Segurança e Ergonomia
Segurança e Ergonomia devem ser prioridades na seleção de uma
máquina ou implemento agrícola.
Nada é tão prejudicial a eficiência de um sistema de produção senão
um acidente de trabalho.
A Ergonomia consiste na disposição dos comandos e acessos de
uma máquina agrícola baseado em valores médios da população de
operadores de cada região e juntamente com itens de conforto da
máquina proporcionam o bem estar dos operadores.
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Outros fatores…
1. Segurança / Ergonomia
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Outros fatores…
2. Confiabilidade operacional
A confiabilidade é definida pelo risco proporcional de quebra ou
falha grave de uma máquina agrícola ao longo de sua vida útil.
A confiabilidade de uma frota de máquinas é reduzida na medida
em que se aumenta o número de máquinas;
Máquinas pouco confiáveis podem colocar em risco todo
planejamento da mecanização em uma propriedade por afetarem
diretamente a eficiência operacional;
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Outros fatores…
3. Custo horario / Relação de custo/benefício
Um dos fatores mais importantes na decisão sobre marca ou
modelo a adquirir;
Sempre considerar a possibilidade de compra de máquinas
usadas;
A relação custo/beneficio deve ser considerada, porem é algo difícil
de ser mensurado devido a demanda de grande tempo e
experiência com cada tipo de maquina;
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Outros fatores…
4. Assistência e Peças de reposição
O custo de assistência ou peças de reposição para maquinas
agrícolas impacta diretamente no custo horário.
Confiabilidade operacional e custos com assistência e peças de
reposição devem ser analisados juntos;
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
Outros fatores…
5. Fatores não mensuráveis?? Considerar??
Design /estética;
Paixão pela marca;
Amizade com o vendedor;
Vaidade de ter a melhor e/ou maior máquina;
SELEÇÃO DO MAQUINARIO
O que um proprietário leva em conta na compra de uma
nova máquina ??
Critérios considerados para seleção de uma máquina agrícola na região central do RS
Fonte: Schlosser et al., 1998.