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Corrosão: Tipos e Mecanismos de Degradação

Este documento descreve os principais tipos e causas de degradação de materiais, com foco na corrosão metálica. Ele explica que a corrosão ocorre devido a reações eletroquímicas entre o metal e o meio, formando uma pilha galvânica. Também discute a importância de se entender os mecanismos e custos da corrosão para o projeto de equipamentos e a preservação de estruturas.

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Tarcio Santana
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Corrosão: Tipos e Mecanismos de Degradação

Este documento descreve os principais tipos e causas de degradação de materiais, com foco na corrosão metálica. Ele explica que a corrosão ocorre devido a reações eletroquímicas entre o metal e o meio, formando uma pilha galvânica. Também discute a importância de se entender os mecanismos e custos da corrosão para o projeto de equipamentos e a preservação de estruturas.

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Degradação dos Materiais

Ana Cristina Ribeiro Veloso


Corrosão
Corrosão: ementa
• Princípios básicos da corrosão.
• Corrosão em meios aquosos e atmosféricos.
• Corrosão generalizada e por pite. Corrosão em frestas, intergranular,
seletiva.
• Oxidação e corrosão a elevadas temperaturas. Desgaste oxidativo e
desgaste-corrosão.
• Corrosão sob ação mecânica: corrosão-sob-tensão e fadiga-sob-corrosão.
• Proteção anticorrosiva: revestimentos orgânicos e metálicos. Proteção
catódica e anódica.
• Inibidores de corrosão. Corrosão em equipamentos de petróleo. Imersão,
corrosão acelerada e cupons de corrosão. Controle da corrosão.
Corrosão
INTRODUÇÃO
• Que material utilizar? 
definição do projetista

• Material ideal  menor


custo; aplicação adequada
– Se metal  observar
suscetibilidade à
corrosão

O projetista deve:
Saber como evitar condições de
corrosão severa
Proteger adequadamente os
materiais contra a corrosão

1sem/2010 7
Por que estudar Degradação dos Materiais?
• Praticamente todos os equipamentos sofrem deteriorações
como resultado das condições a que são submetidos.

• Categoria dos Materiais


Metal;
Cerâmica;
Polímero
Deterioração
Eletroquímica (corrosão)
Metais
Química (oxidação)

Cerâmicas Dissolução química


(deterioração)

Degradação físico-química
Polímeros (radiação)
Dissolução por solventes
O Homem e os metais (Bockris,1977)
 Idade contemporânea

 Idade do Bronze
 Idade média
 Neolítico

 Paleolítico
 Idade do Ferro
Homem Cibernético
Conseqüências da degradação dos materiais

Diminuição das reservas naturais;

Produtos fora de especificação;

Paradas não programadas, maiores custos de manutenção com perdas


de lucros;

Danos ao meio ambiente;

Acidentes.
Custos direto e indireto (USA)
CUSTOS anuais (bilhões de dólares) - EUA:

Diretos:
US$
3,8 substituição de pontes deterioradas (prox. 10 anos)
2,0 manutenção de pisos
2,0 estruturas de concretos
0,5 pinturas de manutenção de pontes de aço.

Indiretos:
US$
7,0 monitoração, substituição e manutenção de linhas de gás e
líquidos.

Refinarias de petróleo: Custo direto; US$ 3,7


Indireto: manutenção; US$1,7

“No Brasil não existe dados estatísticos”


V. Gentil; Corrosão, LTC 5ªed.2007
Economia
No Brasil
Em 1988, um Boeing 737-200 da Aloha Airlines
perdeu parte da sua fuselagem durante o vôo,
causando a morte de um tripulante.
A Estátua da Liberdade está
exposta à atmosfera marítima,
ficando sujeita a vários tipos de
corrosão (em particular
corrosão galvânica do aço
estrutural em contato com o
cobre do revestimento externo).
O seu restauro, realizado nos
anos 80, levou 5 meses para ser
concluido e custou US$ 780
000.
IMPORTÂNCIA

• Indicadores de segurança
– Acidentes em veículos – fraturas repentinas por
corrosão localizada
– Vazamentos e explosões
• Interrupção de comunicações/energia
– Corrosão em cabos telefônicos e elétricos
• Preservação de monumentos históricos
– Corrosão por chuva ácida
• Preservação de reservas minerais
– Corrosão devido a ausência de proteção
1sem/2010 18
IMPORTÂNCIA

Mecanismos causadores de falhas em plantas industriais

1sem/2010 19
CONSIDERAÇÕES
ENERGÉTICAS
• Metalurgia x Corrosão

Espontaneidade
de reação

Quanto > E  > tendência à corrosão

Proteção contra corrosão  adição de E ao metal

1sem/2010 21
CORROSÃO METÁLICA
Ciclo do metal
CICLO DOS METAIS

Metais e Ligas
E2

Prospecção
Energia

Energia Extração Corrosão Energia


Metalurgia
E1

Minério
Al, Fe, Cu, Zn, Mg etc
Corrosão Metálica

“Deterioração de um material geralmente metáluico, por ação


química ou eletroquímica do meio ambiente associada ou
não a esforços mecânicos.” V. Gentil; Corrosão, LTC 5ªed.2007

•Corrosão em meio aquoso (90%)


•Oxidação e corrosão quente (8%)
•Corrosão em meios orgânicos (1,8%)
•Corrosão por metais líquidos (0,2%)
S. Wolynec, Técnicas eletroquímicas em corrosão,Edusp, 2003
Corrosão Eletroquímica

• Necessariamente na presença de água líquida;


• Temperatura abaixo do ponto de orvalho da água;
• Devido a formação de uma pilha ou célula de corrosão.

Oxidação
• Necessariamente na ausência da água líquida;
• Temperatura acima do ponto de orvalho da água.
Quando uma placa de zinco é imersa em
Uma solução ácida, ocorre o seguinte
Processo reacional:

podendo ser interpretado (oxidação – área anódica)


Através das seguintes
Semi-reações :
(redução – área catódica)
Corrosão metálica-Potencial eletroquímico

A medida do valor absoluto dessa 0,389V


diferença de potencial é inviável, O que se faz é medir a diferença
no caso em que o sistema de de potencial relativa a um E
medida adotado seja a imersão de elétrodo de referência. H2
dois metais na solução, o que dará
1atm
origem a outro eletrodo. 0,389V

E
**** 0,567V
Eletrodo de Pt
platinazado
E E

? A Ref. 25°C

A B
B
1,0M HCl
Metal A |Referência
aH+=1

Metal A | Metal B

Me2+ + 2e-  Me H2 (g)  2H++2e-


Eletrodo gasoso de referência padrão
Ee  E M  E H
SHE – Standard Hidrogene Electrode
ou EH  0,0V por convenção
Ee  Emetal  M 0  M n
NHE – Normal Hidrogene Electrode
G  0
Corrosão metálica
(Resumindo)
Segundo o IUPAC (International Union
of Pure and Applied Chemistry) o “grau
de espontaneidade” de uma reação de
redução, é avaliado pelo seu potencial
eletroquímico, medido em relação a um
Eletrodo padrão de Hidrogênio (SHE).

Oxidação mais difícil


M en   ne   M e0

G  GM 0  GM n   n  F  E
e e

•As tabelas de potenciais padrão


de eletrodo (potenciais normais
A 25ºC) são normalmente chamadas
de série eletroquímicas.

•Quanto maior o potencial (valor


relativo) mais nobre é o metal e mais
difícil é sua tendência a se Oxidar !.
Corrosão metálica
Série Eletroquímica Padrão versus Série Galvânica (em solução de NaCl a 3%) (potenciais relativos ao SHE)
Corrosão metálica

V=-0,44 V=+0,76 V=+0,44 V=+0,34

Diferentes sentidos observados pela corrente de corrosão


Corrosão eletroquímica

CONDIÇÕES NECESSÁRIAS PARA OCORRER A CORROSÃO-


pilha eletroquímica

 Área anódica, onde ocorrerá reações de oxidação do metal –


fonte de elétrons;

 Área catódica, área onde ocorrerá reações de redução –


consumo de elétrons;

 Eletrólito - fluido condutor que induz a corrente elétrica entre


o anodo e o cátodo devido as reações redox;

 Circuito metálico, que transporta a corrente elétrica entre as


regiões anódicas e catódicas (curto-circuito).
Fe2+

Fe2+

Fe2+

Fe2+
REAÇÕES

• Anodo: oxidação (perda de elétrons)

Fe Fe2+ +2e

• Catodo: redução (ganho de elétrons)

2H2O + 2e H2 +2OH- (meio não aerado).

H2O + ½ O2 +2e 2OH- (meio aerado)


Corrosão metálica - mecanismo
Mecanismo fundamental: 8FeOOH + Fe2+ + 2e → 3Fe3O4 + 4H2O

Fonte de elétrons
(Área anódica) 2Fe2+ + 4OH- + 1/2O2 → 2FeOOH + H2O

O2
O2 H2O
O2 OH-
OH- OH- O2
OH- Fe2+ OH-
Condução de elétrons

O2 catódica anódica catódica O2


e e
Fe
Consumo de elétrons
(Área catódica)

O2+2H2O + 4e → 4OH- (redução)

2Fe(metal)→ 2Fe2+(sol) + 4e(metal) (oxidação)


Tipos de Pilhas de Corrosão

• Pilha de eletrodo diferente;

• Pilha de ação local;

• Pilha ativa-passiva;

• Pilha de concentração iônica.


Pilha de ação local

Esta célula é provavelmente a mais


freqüente na natureza, ela aparece
em um mesmo metal devido a
heterogeneidades diversas,
decorrentes de composição química,
textura do material, dentre outras.
Pilha galvânica

Fe(m)  Fe2+(sol) + 2e - Dissolução do Ferro

Cu2+ + 2e  Cu0 - Eletrodeposição do cobre

2H+ + 2e → H2 – evolução de hidrogênio


Pilha de aeração diferencial

O2 + 2H2O + 4e  4OH-

Este tipo de célula promove o processo de corrosão


devido a diferença de concentração de oxigênio em
diferentes regiões do Metal.
Pilha de Concentração iônica diferencial

• Quando o material é exposto a concentrações diferentes


dos seus próprios íons
Pilha ativa-passiva
Geralmente, o óxido do metal forma uma camada passivadora
que constitui uma barreira para que a oxidação continue (barreira
para a entrada de O2).
EXEMPLO DE METAIS QUE FORMAM CAMADA PASSIVADORA
DE ÓXIDO COM PROTEÇÃO INEFICIENTE

• Mg

• Fe

42
Tipos de corrosão

 Facilmente identificada podendo levar falha estrutural pela diminuição de


espessura do metal ou liga. Também chamada de corrosão generalizada,
 Aparece como um ataque uniforme ao metal;
 Este tipo de corrosão pode ser facilmente reparada antes que ocorra riscos
estruturais;
 A vida do equipamento pode ser estimada em mm/ano ou mg/dia/dm².
Tipos de corrosão

 Difícil de detectar (quando isoladas !);


 Suas consequências são difíceis de prever;
 A velocidade corrosão no ponto atacado é elevada.

Exemplo de pites em tubo de aço-carbono.


Tipos de corrosão

(“pite” ou puntiforme)
 Provoca corrosões puntiformes de pequena área podendo atingir uma
profundidade considerável no metal ou liga;

 A densidade do pite pode ser grande ou pequena, formando-se por vezes


pites isolados – casos mais perigosos!.

Corrosão por pite em tubo


de aço inoxidável AISI 304.
Tipos de corrosão

(“pite” ou puntiforme)
 Entre os metais mais expostos encontra-se os aços inoxidáveis, o alumínio
(e suas ligas) e o ferro;
 Os íons como cloretos (Cl- ) halogenetos (ClO-4 ), provocam este tipo de corrosão;
 A ocorrência de corrosão por pite envolve a existência da relação filme protetor
que se forma na superfície do metal/íons “agressivos”

Profundidade de pite.
 Pite ou localizada
Tipos de corrosão

 Geralmente ocorre entre metais de natureza diferentes;


 Ela ocorre devido a formação de uma pilha galvânica onde haverá um
metal redutor e outro oxidante;
 Este tipo de corrosão pode ocorrer em atmosfera com baixa umidade;
 Sua cinética depende dos metais envolvidos (série eletroquímica).
Tipos de corrosão

 Consiste na dissolução preferencial de um elemento


constituinte de uma liga
 O caso mais comum é a corrosão seletiva do latão (Liga de
Cobre e Zinco)
 Processos similares podem ocorrer noutras ligas, com a
remoção seletiva de
Al, Fe, Co, Cr. Etc
 O uso genérico do termo “Corrosão Seletiva” evita a criação
de um novo nome
para cada caso como: dezincificação, desaluminzação,
decobaltização etc..
Tipos de corrosão

(Localizada do Latão)
Tipos de corrosão

(Localizada do Ferro )
Tipos de corrosão

Corrosão Intergranular/Transgranular

 Se durante a solidificação de um metal ou liga houver agrupamento de


compostos, inclusões ou impurezas formando grãos na estrutura cristalina
pode-se verificar o aparecimento de grande diferença de reatividade entre
os mesmos;

 Os limites do grão são zonas de empacotamento atômico mais desordenados


com maior energia podendo corroer-se preferencialmente;

 Geralmente materiais com grãos menores é mais resistente à corrosão sob


tensão fraturante do que o mesmo material com grãos maiores;
Tipos de corrosão

Fragilização por Hidrogênio

 O hidrogênio na sua forma atômica (H, próton), apresenta dimensões tão


reduzidas que facilmente penetra e se difunde na estrutura cristalina dos
metais e ligas;

 A sua presença na rede cristalina vai provocar uma degradação das propriedades
Mecânicas e metalúrgicas do metal ou liga;

 O Hidrogênio atômico é um intermediário da reação de redução do íon H + que


acompanha o processo de corrosão por hidrogênio:

2H+ + 2e-  2H  H2
Tipos de corrosão

Fragilização por Hidrogênio

 Quando o hidrogênio atômico


se acumula em certas zonas do
metal ou liga, a sua concentração
pode ser suficiente para se combinar
em hidrogênio molecular (gasoso) que
vai se acumular em bolsas como
mostra a figura ao lado.

Chapa de aço-carbono com empolamento por hidrogênio


Efeito da tensão mecânica sobre a corrosão

Regiões de alta tensão


são anódicas em relação a
regiões de baixa tensão
Tipos de corrosão

Uniforme a corrosão ocorre em


toda a extensão da supefície
Por placas  forma-se placas com
escavações
Alveolar  produz sulcos de
escavações semelhantes à
alveolos (tem fundo arredondado
e são rasos)
Puntiforme  ocorre a formação de
pontos profundos (pites)
Intergranular  ocorre entre grãos
Intragranular  a corrosão ocorre
nos grãos
Filiforme  a corrosão ocorre na
forma de finos filamentos
Por esfoliação a corrosão ocorre
em diferentes camadas
Ocorrências
PRINCIPAIS MEIOS DE PROTEÇÃO CONTRA A CORROSÃO.

PINTURAS OU VERNIZES.

RECOBRIMENTO DO METAL COM OUTRO METAL MAIS


RESISTENTE À CORROSÃO.
• Galvanização: Recobrimento com um metal mais eletropositivo
(menos

PROTEÇÃO ELETROLÍTICA OU PROTEÇÃO CATÓDICA.


Degradação química de Cerâmicos e Polímeros

• CERÂMICOS
• - não tem e- livres ⇒ difícil par galvânico
• - são mais estáveis no meio
• - susceptível à corrosão devido a H2O na fadiga estática
• - corrosão à quente em cerâmicos ⇒ termocorrosão
(materiais refratários)
POLÍMEROS

• Degradam em presença de O2 e com ultravioleta;

• Enfraquecimento e quebra das grandes cadeias (moléculas);


Exemplo: borracha não vulcanizada (corrosão por solventes orgânicos)

• Quando expostos à certos líquidos os polímeros podem ser


atacados ou dissolvidos.

• A exposição dos polímeros à radiação e ao calor pode promover


a quebra de ligações e com isso a deterioração de suas
propriedades físicas.
RADIAÇÃO

Danos em função da energia envolvida na onda


eletromagnética

Tipos de radiação

- eletromagnética
- ultravioleta
- raios X
- raios γ
- por partículas α e β
- neutrons

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