ATUAÇÃO DO
CIRURGIÃO – DENTISTA
NA UTI ADULTO
Milena Rodrigues Vasconcelos
Vitória da Conquista, 2021
APRESENTAÇÃO
• Cirurgiã-dentista (2016 - FAINOR).
• Aperfeiçoamento em Cirurgia Bucomaxilofacial - ABO.
• Habilitação em Laserterapia com enfoque a pacientes oncológicos
- SLMandic - Campinas.
• Odontologia Hospitalar - Instituto Israelita Albert Einstein – SP.
• Especialização em Odontologia para Pacientes com Necessidades
Especiais + Capacitação em Uso da Toxina Botulínica - SLMandic
– Campinas (andamento).
• Especialização em Saúde Coletiva (PSF).– UNIGRAD
• Hipnose Clínica – Arcadia Institute – Salvador.
ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO –
DENTISTA
NA UTI ADULTO
• Integração e trabalho com a equipe interdisciplinar;
• Diversos profissionais que se comunicam entre si e que realizam
procedimentos com o objetivo de assistir o paciente de forma mais
ampla;
ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO –
DENTISTA
NA UTI ADULTO
• A assistência odontológica em UTI é um atendimento à beira do leito;
• Realizado fora do consultório odontológico;
• Enfermaria, UTI, centro cirúrgico ou quando o paciente está no
domicílio;
ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO –
DENTISTA
NA UTI ADULTO
• Pacientes que ficam por mais de 24 horas sem movimetação são
submetidos a anticoagulação para a prevenção de eventos
tromboembólicos;
• Uso da heparina por via endovenosa;
ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO –
DENTISTA
NA UTI ADULTO
• Risco de infecção decorrente do quadro geral do paciente, de
dispositivos mantenedores de vida;
• Acesso venoso, sonda vesical, uso de antibióticos e corticosteróides,
além do próprio ambiente da UTI, tranfusões, alimentação enteral e
imunossupressão;
ATUAÇÃO DO CIRURGIÃO –
DENTISTA
NA UTI ADULTO
• Inúmeros benefícios da interveção odontológica (infecções
respiratórias, melhora da resposta clínica ao tratamento e conforto
oral).
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• Orofaringe como nicho específico de colonização e multiplicação de
microrganismos;
• Desenvolvimento de infecções respiratórias, como a pneumonia a
associada à ventilação mecânica (PAVM);
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• Infecções nosocomiais proporcionam aumento do índice de infecção
hospitalar;
• Infecção urinária, respiratória e de cateter;
• Aumento do tempo de internação, uso de antibióticos de amplo
espectro, aumento dos cuidados intensivos e custos do tratamento;
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• A PAVM é considerada a segunda infecção mais comum em UTI;
• Associação entre a pneumonia aspirativa e a pneumonia nosocomial;
• Ocorre a partir de 48 horas de entubação orotraqueal (EOT) até 72
horas após a extubação;
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
AS POSSÍVEIS ETIOLOGIAS DA PAVM SÃO:
• Aspiração da secreção da orofaringe;
• Inalação de aerossol;
• Bacteriemias;
• Translocação de bactérias do trato gastrintestinal,
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• Uma condição oral ruim decorrente de uma higiene oral deficiente ou
da presença de focos orais eleva o risco de PAVM, por aumentar não
somente a quantidade, mas a qualidade das bactérias orais;
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• A higiene oral pode ser realizada de diversas maneiras;
• É importante lembrar que o dispisitivo a ser utilizado deve estar de
acordo com a comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH);
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• O uso do swab oral de esponja apresenta a facilidade de baixo custo;
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• A realização de treinamentos de cuidados orais está associada com a
redução das taxas de PAVM em pacientes em VM em UTI;
• O treinamento dos cuidados orais deve ser realizado tanto na teoria,
com aulas expositivas, quando em demostrações práticas;
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• O colutório à base de digluconato de clorexidina a 0,12% é
considerado um antimicrobiano de baixo custo, fácil aplicação e com
um baixo nível de reações adversas, com ação efetiva sobre bactérias
aeróbias e anaeróbias;
CUIDADOS ORAIS, PROTOCOLOS
DE HIGIENE ORAL E UTI
• A higiene bucal é realizada utilizando o dispositivo swab e clorexidina a
0,12%, a cada 12 horas (2 vezes/dia);
• O uso de lubrificante oral é necessário, pois lábios e mucosa oral
ressecados tornam-se áreas mais suscetíveis a traumas e lesões
ulceradas;
• Podem ser a base de água, gel de carboximetilcelulose a 3%, gel de
contato, à base de vaselina associado a lanolina, ou saliva artificial;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• A realização de procedimentos odontológicos nos pacientes em UTI
visa à remoção do foco infeccioso oral;
• A remoção dos focos bucais proporciona melhora da resposta ao
tratamento médico;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
OS PROCEDIMENTOS QUE PODEM SER REALIZADOS SÃO:
• Exodontias;
• Tratamento periodontal;
• Tratamento restaurador atraumático;
• Instalação de protetores bucais;
• Remoção de aparelhos fixos;
• Imobilizações dentárias nos casos de fraturas dentoalveolares;
• Controle de sangramento;
• Diagnóstico e tratamento das infecções oportunistas e de lesões bucais;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• A caneta de alta rotação gera aerossóis resultantes do spray, o que
muitas vezes, não é bem vindo no ambiente de UTI, devendo ser
utilizado somente em enfermarias;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• Lanternas ou algum dispositivo com luz afim avaliar bem a condição dentária e das
mucosas orais;
• Dentes cariados, raízer residuais, dentes com mobilidade, dentes com secreção
purulenta, aumento de volume, lesões em mucosa e infecção oportunista;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• Sempre é preciso checar a medicação em uso, assim como os exames
complementares;
• Caso sejam necessários procedimentos cruentos, observar
hemograma completo e coagulograma;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• O caso deve ser discutido com o médico que assiste o paciente;
• O cirurgião-dentista deve avaliar se existe a necessidade de algum
preparo prévio ao procedimento;
• Lembrar dos meios hemostáticos locais em caso de sangramento;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• Em relação aos exames de imagem, o padrão ouro é a tomografia
computadorizada (TC);
• Devem ser observadas lesões periapicais crônicas ou agudas e
presença de área de abscesso;
PROCEDIMENTOS ODONTOLÓGICOS
EM UTI
• A aspiração do tubo da entubação orotraqueal (EOT) ou da
traqueostomia antes do procedimento odontológico melhora a
perfusão de oxigênio;
• Possível sedação do paciente para a realização dos procedimentos, a
qual deve ser realizada pelo médico intensivista;
PROTETORES BUCAIS
• O paciente em UTI pode apresentar lesão no sistema nervoso central;
• Modifica o reflexo mastigatório, ocasionando hiperatividade muscular,
trismo e bruxismo secundário;
• Provocando lesões na mucosa bucal, lábios e língua;
PROTETORES BUCAIS
• Deformidades, desnutrição e hipovolemia por sangramentos intensos;
• Aumento da analgesia ou do uso de antibióticos;
• Risco de infecção a distância, por via hematogênica.
• Ocasionam atraso da recuperação do paciente com o aumento do
tempo de permanência na UTI e também dos custos hospitalares;
PROTETORES BUCAIS
• Aplicação tópica a base de corticosteroides, hidratação da lesão, instalação
de protetor bucal, aplicação de toxina botulínica, laser de baixa potência,
arredondamento de bordas dentárias cortantes e exodontias;
PROTETORES BUCAIS
AS INDICAÇÕES PARA A INSTALAÇÃO DESTES PROTETORES SÃO:
• Trauma persistente por mordedura;
• Trismo;
• Sangramento bucal advindo de lesão bucal traumática;
• Risco de perfuração do tubo de entubação;
• Redução da passagem do ar pelo apertamento do tubo;
• Profilaxia para pacientes com o diagnóstico de tétano;
PROTETORES BUCAIS
• O protetor bucal deve ser confortável, de fácil remoção e instalação;
• Não devendo interferir na respiração, deve ser passível de
higienização, apresentar requisitos importantes como resistência,
impacto, força de absorção, custo e praticidade da técnica;
PROTETORES BUCAIS
• A instalação do protetor bucal requer conhecimento da técnica,
indicação precisa e seleção adequada do material.
BABAÇÃO
• É a dificuldade de controlar as secreções bucais em virtude de
problemas oromotores, resultando na eliminação não intencional da
saliva pela boca e aumento na produção de saliva;
• Pacientes em UTI têm maior risco de PAVM, e a babação é um fator
de risco;
BABAÇÃO
• Tratamento: aparelhos intraorais, farmacológicos, neurectomia
timpânica, radioterapia de cabeça e pescoço, remoção das glândulas
submandibular e sublingual e aplicação de toxina botulínica;
• Como fármaco de escolha tem-se a escopolamina, a qual pode ser
administrada por boca ou pela sonda nasoenteral/gastrostomia;
BABAÇÃO
• O uso da toxina botulínica também pode ser indicado para os casos
que apresentam prognóstico reservado, com o uso de
ultrassonografia, e devem ser reaplicados a cada 6 meses.
Obrigada!
Milena Vasoncelos
(77) 992112627
professoramilenarv@[Link]
Insta: rv_milena
REFERÊNCIAS