CONCEITOS
Definições de motivação
• Um motivo é uma necessidade ou desejo acoplado com a
intenção de atingir um objetivo apropriado (Krench &
Crutchfield, 1959:272).
• Uma busca dos determinantes (todos os determinantes) da
atividade humana e animal. (Young, 1961, p. 24).
• O energizador do comportamento (Lewis, 1963, p. 560).
• Um exame cuidadoso da palavra (motivo) e de seu uso revela
que, em sua definição, deverá haver referência a três
componentes: o comportamento de um sujeito; a condição
biológica interna relacionada; e a circunstância externa
relacionada. (Ray, 1964, p. 101).
• Motivação: o termo geral que descreve o comportamento
regulado por necessidade e instinto com respeito a objetivos.
(Deese, 1964: 404).
• Entendemos por motivo algo que incita o organismo à ação
ou que sustenta ou dá direção à ação quando o organismo foi
ativado. (Hilgard & Atkinson, 1967, p. 118).
• Motivação, como muitos outros conceitos na psicologia, não é
facilmente delimitado... Inferimos que 'uma pessoa está
motivada' com base em comportamentos específicos que a
pessoa manifesta ou com base em eventos específicos que
observamos estarem ocorrendo. (Ferguson, 1976, p. 3).
• Sempre que sentimos um desejo ou necessidade de algo,
estamos em um estado de motivação. Motivação é um
sentimento interno é um impulso que alguém tem de fazer
alguma coisa. (Rogers, Ludington & Graham, 1997, p. 2)
• A motivação é o conjunto de mecanismos biológicos e psicológicos
que possibilitam o desencadear da ação, da orientação (para uma
meta ou, ao contrário, para se afastar dela) e, enfim, da
intensidade e da persistência: quanto mais motivada a pessoa
está, mais persistente e maior é a atividade. (Lieury & Fenouillet,
2000:9).
• A motivação tem sido entendida ora como um fator psicológico,
ou conjunto de fatores, ora como um processo. Existe um
consenso generalizado entre os autores quanto à dinâmica desses
fatores psicológicos ou do processo, em qualquer atividade
humana. Eles levam a uma escolha, instigam, fazem iniciar um
comportamento direcionado a um objetivo.... (Bzuneck, 2004, p.
9).
Em sintese
Motivacao:
• E a energia ou a forca interior, um desejo ou um impulso que
leva os individuos a envolverem-se em certos
cmportamentos. Esta forca interior e uma tentativa por parte
dos individuos de satisfazer as suas necessidades, alcancar e
manter um estado de equilibrio (Mwamwenda ,2005:222)
• O kto humano e motivado quer internamente quer
externamente (Mwamwenda ,2005:222)
• As definições apenas indicam as variedades de abordagens na
psicologia da motivação humana (Moreira, 2005)
Instintos
(Santana)
• Instinto designa em psicologia, etologia, biologia e outras
ciências afins predisposições inatas para a realização de
determinadas sequências de ktos caracterizados sobretudo
por uma realização, padronizada, pré-definida.
• Devido a essas características supõe-se uma forte base
genética para os instintos (Darwin apud Fontaine, 2005)
Fontaine (2005)
Instintos nos animais
• Instintos são típicos do Kto animal, sobretudo com relação a
comportamentos que favorecem a sobrevivência da espécie
(acasalamento, busca de alimento, construção de ninhos,
fuga).
Instintos na psicologia
• Instintos são estruturas inatas de comportamento que
conduzem a (1) um determinado direcionamento da
percepcao, (2) a uma determinada reação emocional e (3) a
uma tendência a reagir ao objeto percebido de uma
determinada maneira. (W. McDougall)
• O cerne do instinto, segundo ele, é a reação emocional, os outros elementos (o objeto percebido e a reação) poderiam ser modificados. Dessa forma, no ser humano restaria apenas uma expressão rudimentar do instinto original. Uma vez que essa definição de instinto se afasta da definição mais tradicional da etologia, Mcdougall utilizava muitas vezes o termopropensão em seu lugar.
• Para a psicologia o principal ganho do estudo dos instintos foi
a consciência da existência de determinadas tendências de
acção pré-definidas que participam da regulação da acção
humana, juntamente com os outros elementos que
determinam a sua plasticidade, como os processos cognitivos.
• O instinto, do latim instinctu, é algo inato ao ser vivo, um tipo
de inteligência no seu grau mais primitivo. Eles guiam o
homem e os animais em sua trajetória pela vida, nas suas
ações, visando justamente a preservação do ser.
• Eles se manifestam nos homens, na maior parte das vezes,
através das reações a certas emoções.
• É determinante para a conservação da raça humana a
existência do instinto, pois ele nos motiva a agir quando
necessário.
• Mas, certamente, o homem não deve mais, em sua etapa
atual, se deixar dominar pelos instintos, do contrário ele se
animaliza e pode cometer actos brutais. O instinto pode ser
convertido em inteligência quando o indivíduo consegue agir
movido pela vontade e pela decisão própria, não mais apenas
por impulsos. Quando o sujeito age baseado primordialmente
nestes, ele está actuando, segundo Sigmund Freud, no campo
do princípio do prazer
Incentivo
• O que motiva alguém a fazer alguma coisa? Quais são os
determinantes que incentivam?
• Quando falamos dos comportamentos motivados estamos
claramente a distingui-lo do comportamento instintivo.
Enquanto um comportamento instintivo não requer
“vontade” do sujeito,
o comportamento motivado dela necessita. Portanto, não
deve ser confundido incentivos e motivação aos instintos.
• O kto é motivado ao abordar claramente em direcção a um
objectivo
O que são Necessidades Psicológicas? Que
importância tem para o ser Humano?
Fonseca. & Vasco (2011)
•Necessidade designa em psicologia um estado interno de
insatisfação causado pela falta de algum bem necessário ao
bem estar. (Murray)
•Componentes psicológicos essenciais e universais,
constituindo os nutrientes da vida psíquica. Podemos ter
acesso às mesmas através de sentimentos, desejos e acções,
bem como através da sua influência nos processos de
percepção, memória e pensamento, quer num contexto
intrapsíquico, quer num contexto interpessoal
• Assim, as necessidades psicológicas possuem uma participação primordial no
funcionamento adaptativo dos seres humanos (Vasco & Vaz-Velho, 2010), sendo
responsáveis pela construção do bem-estar psicológico aquando da adequada
regulação da sua satisfação (Vasco & Vaz-Velho, 2010; Vasco, Faria, Vaz &
Conceição, 2010).
• Na generalidade das teorias sobre necessidades psicológicas pode ser encontrada
uma associação positiva entre a regulação da satisfação das necessidades
psicológicas e o bem-estar e saúde mental, enquanto a frustração dessa
satisfação está associada ao distress e à Psicopatologia(Fonseca & Vasco,2011).
• Henry Murray (1938), classificou as necessidades em
necessidades primárias ou viscerogênicas, que são as
necessidades de natureza biológica (fome, sede, sono), e
necessidades secundárias ou psicogênicas, que são
necessidades que derivam de uma necessidade primária ou
são inerentes à estrutura psíquica humana.
• Uma necessidade tem um caráter diretivo com relação ao
comportamento: por um lado ela determina o objeto ou
evento necessários para sua saciação e, por outro, ela
determina se essa satisfação se dá através de um movimento
para perto desse objeto ou para longe dele - por exemplo
"sede" e "medo de nadar" têm ambos por objeto a água, mas
a direção é diferente. Toda necessidade é assim direcional.
•Quando uma necessidade têm para uma pessoa uma certa
estabilidade ela torna-se uma parte de sua personalidade.
Nesse caso se chamam necessidades disposicionais
•TPC: O que é motivo?
O sistema de necessidades de Murray
•Necessidades ligadas à ambição:, Necessidades relacionadas
a objetos inanimados:, Necessidades ligadas à defesa do
próprio status , Nacessidades ligadas ao poder humano,
Necessidades ligadas à afeição entre pessoas, Necessidades
ligadas à troca de informações,.
• Segundo Murray as necessidades não se
manifestam isoladas, mas se relacionam entre
si.
Impulso
• A motivação pode ser analisada a partir de duas perspectivas
diferentes: como impulso e como atração.
• Processo motivacional como impulso significa dizer que
instintos e pulsões são as forças propulsoras da acção. Assim
necessidades internas geram no indivíduo uma tensão que
exige ser resolvida. Exemplo desse tipo de motivação é a
fome: a necessidade de alimento gera a fome que exige uma
resolução através do comer.
• Uma compreensão da motivação como força atratora não
pode deixar de levar em conta as preferências individuais,
uma vez que diferentes pessoas vêem diferentes objetivos
como mais ou menos desejáveis. Um mesmo objetivo pode
ser buscado por diferentes pessoas por diferentes razões:
uma deseja mostrar seu desempenho, outra anseia ter
influência sobre outras pessoas (poder), etc. A essas
preferências relativamente estáveis no tempo dá-se o nome
de motivos.
• Não se pode negar que ambas as perspectivas se
complementam e ajudam a explicar a complexidade do
comportamento humano; no entanto, devido às suas
limitações no esclarecer comportamentos mais complexos,
grande parte da pesquisa científica atual se desenvolve no
âmbito da motivação como atração.
TPC
• Depois de abordar estes termos a que conclusao se pode
chegar? De que forma (s) podemos defenir a motivacao? Qual
e a relacao entre a motivacao e instintos, incentivos, impulsos,
necessidades, motivos
Bibliografia
• Fontaine, A. M. (2005). Motivação em contexto escolar.
Lisboa: Universidade Aberta;
• Fonseca, T. A. G. & Vasco, A. B. (2011). Necessidade
psicológica de controlo/cedência: relação com bem-estar e
distress psicológicos (Dissertação de Mestrado). Universidade
de Lisboa, Lisboa;
• MWAMWENDA, Tuntufye S; Psicologia Educacional. Uma
Perspectva Africana. Moçambique, 2005.