MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
A escolha do método contraceptivo deve ser sempre personalizada levando-se em conta
fatores como:
idade,
números de filhos,
compreensão e tolerância ao método,
desejo de procriação futura,
a presença de doenças crônicas que possam agravar-se com o uso de determinado método.
Como todos os métodos têm suas limitações, é importante que saibamos quais são elas,
para que eventualmente possamos optar por um dos métodos.
Todavia, na orientação sobre os métodos anticoncepcionais deve ser destacada a
necessidade da dupla proteção (contracepção e prevenção das DSTs e AIDS), mostrando a
importância dos métodos de barreira, como os preservativos masculinos ou femininos.
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
Os métodos contraceptivos podem ser divididos
didaticamente em:
- comportamentais;
- de barreira;
-
dispositivo intra-uterino (DIU);
- métodos hormonais;
- métodos cirúrgicos.
Métodos contraceptivos
Não Naturais
O que são?
Impedem a gravidez através de dispositivos
locais, de medicamentos com hormonas
sexuais sintéticas ou de intervenção
cirúrgica.
Quais os tipos?
Métodos contraceptivos não naturais
Mecânicos
Cirúrgicos
Químicos
Métodos de Barreira
Impedem o encontro
dos gâmetas
Quais são?
Preservativo
Masculino
Feminino
Diafragma
Dispositivo-intra-uterino (DIU)
Espermicidas
Preservativo masculino
Saco de borracha muito fino (látex), descartável,
que é desenrolado sobre o pénis erecto, antes
da relação sexual.
Pouco ou nada altera as sensações.
Pode ter várias cores, sabores, formatos,...
Preservativo masculino
Preservativo feminino
Invólucro de borracha que se coloca no interior
da vagina.
Estes preservativos impedem que os
espermatozóides cheguem as trompas de
Falópio.
Preservativo feminino
Diafragma
Cúpula de borracha fina, montada sobre um
anel de metal flexível recoberto de borracha.
É introduzido na vagina, sobre o colo do
útero, pela mulher, antes da relação sexual.
Este método impede que os
espermatozóides atinjam o útero e cheguem
às trompas de Falópio.
DIU (Dispositivo-Intra-Uterino)
Pequeno aparelho em metal e/ou
plástico, que é introduzido no útero
e que aí permanecerá até acabar a
sua validade (3 a 5 anos).
Só pode ser colocado ou retirado numa
consulta médica.
O DIU torna o muco da cavidade uterina
menos propício à presença dos
espermatozóides e/ou impede a nidação, ou
seja, a implantação do embrião nas paredes
do útero.
Espermicidas
Produtos químicos que podem ser
apresentados sob a forma de espuma,
creme ou óvulos.
Destroem ou imobilizam os
espermatozóides, inibindo a sua passagem
para o útero. O espermicida deve ser
introduzido na vagina antes das relações
sexuais.
Usados sozinhos têm uma segurança baixa,
mas se forem usados em conjunto com o
preservativo oferecem uma protecção eficaz.
Métodos hormonais
Impedem a ovulação
Quais são?
Pílula
Contraceptivos injectáveis
Implante subcutâneo
Adesivo
Anel vaginal
Pílula
Comprimido feito à base de hormonas
sintéticas que são similares às hormonas
femininas produzidas naturalmente pelos
ovários (estrogénios e progesterona).
A pílula impede a ovulação e,
consequentemente, uma gravidez.
Existem vários tipos de pílulas, pelo que
deverá ser um médico a aconselhar qual a
mais indicada.
É um método bastante eficaz desde que não
existam esquecimentos, a ingestão de outros
medicamentos que possam anular o seu
efeito e à ocorrência de episódios de vómitos
ou diarreia.
Contraceptivos injectáveis
Injecções constituídas por hormonas que se
vão libertando de modo contínuo durante
determinado tempo (geralmente são de três
meses).
Implante subcutâneo
É uma pequena vareta do tamanho de um
fósforo que é colocada sob a pele, no lado
interno da parte superior do braço.
Vai libertando lentamente uma hormona que
evita a libertação mensal de oócitos II do
ovário. Também evita que o esperma
alcance o útero.
A sua eficácia mantém-se por um período de
três anos.
Adesivo
Trata-se de um adesivo fino, bege, que pode
ser usado em quatro áreas do corpo: as
nádegas, peito (excluindo os seios), costas
ou parte externa do membro superior.
Contém hormonas que são rapidamente
libertadas através da pele para a corrente
sanguínea durante sete dias. Cada adesivo
deve ser mudado semanalmente durante
três semanas, seguido por uma semana
“sem adesivo”, quando aparece a
menstruação.
Anel vaginal
Anel de borracha introduzido no colo do
útero, com hormonas sexuais sintéticas.
Métodos cirúrgicos
Obstrução da
progressão dos
gâmetas
Quais são?
Laqueação das trompas (esterilização
feminina)
Vasectomia
(esterilização masculina)
Laqueação das trompas
(esterilização feminina)
Operação cirúrgica onde é feito um pequeno
corte nas trompas de Falópio para impedir o
encontro entre os espermatozóides e o
oócito II.
Vasectomia
(esterilização masculina)
Operação cirúrgica onde é feito um pequeno
corte nos canais deferentes para evitar que o
esperma expelido contenha
espermatozóides.
Contracepção de emergência
Quais são?
Pílula do dia seguinte
Pílula do dia seguinte
Consiste na toma duma pílula especial nas
72 horas seguintes ao acto sexual (duas
tomas com um intervalo de 12 horas).
Quanto mais cedo for o início do tratamento,
maiores serão as probabilidades de sucesso.
Pode ter muitos e fortes efeitos secundários.
Não deve ser utilizada como método
contraceptivo mas apenas numa situação de
emergência, por causa da elevada
concentração de hormonas.