Arte Moderna
Vanguardas Europeias e
Modernismo no Brasil
Prof. Geovane Queiroz
Índice
1. Vanguardas Europeias
• Expressionismo
• Cubismo
• Futurismo
• Surrealismo
• Dadaísmo
• Fauvismo
2. Abstracionismo
3. Arte Moderna no Brasil
• 1ª fase do modernismo (Semana de Arte Moderna de 1922)
• 2ª fase do modernismo (Geração de 30)
• 3ª fase do modernismo (Geração de 45)
Vanguardas Europeias
As Vanguardas Europeias representam um conjunto de movimentos
artístico-culturais que ocorreram em diversos locais da Europa a partir do
início do século XX.
• As vanguardas artísticas europeias que se destacaram foram: Cubismo,
Dadaísmo, Surrealismo, Futurismo, Expressionismo.
• Juntos, esses movimentos influenciaram a arte moderna mundial desde
pintura, escultura, arquitetura, literatura, cinema, teatro música, etc.
• As vanguardas artísticas ultrapassaram o limite até então encontrado
nas artes, propondo assim, novas formas de atuação estética ao romper
com os padrões clássicos de Arte.
• No Brasil, elas influenciaram diretamente o movimento modernista,
que teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922.
• A palavra vanguarda, do francês “avant-garde” significa a “guarda
avançada”, o que pressupõe, nesse contexto, um movimento pioneiro
das artes.
Contexto Histórico
Com o advento da revolução industrial no século XIX e da
primeira guerra mundial no início do século XX, a sociedade
passava por diversas transformações.
• Destacam-se os avanços tecnológicos, progressos industriais,
descobertas científicas, dentre outros.
• Nesse sentido, a arte demostrou a necessidade de propor novas
formas estéticas e de fruição artística, pautadas na realidade
vigente.
• Dessa forma, os movimentos artísticos europeus surgidos no
fervor dos ideais da época foram diretamente contra os ideais da
guerra.
• Os artistas utilizavam da ironia e da capacidade de “chocar” o
público, a fim de despertar outras maneiras de apreciar e refletir
sobre a vida.
• Por outro lado, um deles exaltou os avanços tecnológicos e o
progresso, como é o caso do futurismo italiano.
Expressionismo
• Surgido na Alemanha em 1905, o expressionismo foi um
movimento artístico calcado na expressão das emoções e dos
sentimentos.
• Possuía um caráter deveras subjetivo, irracional, pessimista e
trágico, justamente por enfatizar as mazelas e os problemas do
ser humano.
• O artista norueguês Edvard Munch é o precursor do
expressionismo. Sua obra mais importante é O Grito (1893),
considerada uma das mais emblemáticas do movimento
expressionista.
• Além dele, merecem destaque os artistas: Paul Klee,
Kandinsky, Modigliani e Van Gogh.
• Não teve ideais claros e definidos, porém procurava transmitir
ao mundo a situação do homem, com seus vícios e horrores.
O Grito, Edvard
Munch. 1893. Óleo
sobre tela, Têmpera e
Pastel sobre cartão.
Galeria Nacional, Oslo
Mulher de olhos azuis,
Modigliani
Vincent van Gogh, Noite estrelada. 1889. Óleo sobre tela. 73,7 × 92,1 cm. Museu de Arte Moderna, Nova Iorque,
EUA.
Cubismo
• O cubismo foi um movimento artístico pautado na geometrização das formas.
• Foi iniciado em 1907 pelo pintor espanhol Pablo Picasso, com a tela "Les Demoiselles
d'Avignon" (As damas d'Avignon).
• Outros representantes do movimento foram: Georges Braque, Juan Gris e Fernand Léger. No
Brasil, temos como destaque as obras de Tarsila do Amaral.
• O movimento cubista evoluiu constantemente em três fases:
1. Fase cezannista ou cezaniana entre 1907 e 1909 - O cubismo cézanniano ou cubismo pré-
analítico foi a fase que iniciou o movimento do cubismo.
2. Fase analítica ou hermética entre 1909 a 1912 - que se caracterizava pela desestruturação
da obra, pela decomposição de suas partes constitutivas – com a predominância de poucas
cores (preto, cinza e tons de marrom e ocre).
3. Fase sintética (contendo a experimentação das colagens) – foi uma reação ao cubismo
analítico, que tentava tornar as figuras novamente reconhecíveis, como colando pequenos
pedaços de jornal e letras. O Cubismo Sintético (1913 - 1914) é a última fase do cubismo.
Sucede o cubismo de colagens.
• Também a arte africana foi uma das grandes bases do cubismo devido às suas formas
simplificadas e às volumetrias duras.
Guernica. Pablo Picasso. : 3,49 m x 7,77 m. Paris (1937–1937),
Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia
Garrafa e Peixes. Georges Braque. 1912 Natureza-morta
Futurismo
• Movimento encabeçado pelo poeta italiano Filippo Marinetti no
dia 20 de fevereiro de 1909, com a publicação do Manifesto
Futurista.
• Suas principais características eram a exaltação da tecnologia,
das máquinas, da velocidade e do progresso.
• Seus principais expoentes foram os italianos Umberto Boccioni
e Giacomo Balla.
• No Brasil, os ideais da Semana de Arte Moderna, que
inauguraram o movimento modernista no país, sofreram grande
influência do futurismo. Isso porque a rejeição ao passado bem
como o culto do futuro propulsionaram as ideias modernistas.
Umberto Boccioni.
Formas únicas de
continuidade no
espaço. 1913.
1,11 m x 88 cm
Giacomo Balla. A velocidade do automóvel. 1913
Surrealismo
• O surrealismo, liderado pelo artista André Breton, despontou em Paris
em 1924.
• Pautado no subconsciente, esse movimento era caracterizado por uma
arte impulsiva, fantástica e onírica
• Apresentava uma distorção da realidade e despreocupação com a razão.
• Alguns artistas que merecem destaque são Giorgio de Chirico, Max
Ernst, Joan Miró, René Magritte e Salvador Dali.
• A literatura e as artes plásticas brasileiras sofreram grande influência
dessa vanguarda. Merecem destaque: o escritor Oswald de Andrade e
os artistas plásticos Tarsila do Amaral, Ismael Nery e Cícero Dias...
• Um artista que se destacou com gravuras surrealistas que desafiam com
maestria a visualidade e a ótica foi Maurits Cornelis Escher..
A Persistência da Memória (1931) de Salvador Dali
René Magritte, O
castelo nos
Pirineus. 1959
Maurits Cornelis Escher ,
Mão com Esfera Refletora.
1935.
Maurits Cornelis Escher , Côncavo e convexo – litografia, 1955.
Dadaísmo
• Movimento ilógico encabeçado por Tristan Tzara em 1916, que mais tarde ficou
conhecido como o propulsor dos ideais surrealistas.
• Além dele, outros líderes do movimento foram: o poeta alemão Hugo Ball e o pintor,
escultor e poeta franco-alemão Hans Arp.
• As principais características do dadaísmo são: a espontaneidade da arte pautada na
liberdade de expressão, no absurdo e irracionalidade.
• Embora a palavra dada em francês signifique "cavalo de madeira", sua utilização marca o
non-sense ou falta de sentido que pode ter a linguagem (como na fala de um bebê). Para
reforçar esta ideia, estabeleceu-se o mito de que o nome foi escolhido aleatoriamente,
abrindo-se uma página de um dicionário e inserindo um estilete sobre ela, de forma a
simbolizar o caráter antirracional do movimento, claramente contrário à
Primeira Guerra Mundial e aos padrões da arte estabelecida na época.
• Sem dúvida, o pintor e escultor francês Marcel Duchamp foi uma das figuras mais
emblemáticas do movimento dadaísta com seus objetos prontos (ready-made) que se
afastam de sua função original. A Fonte é uma das obras mais representativas desse
movimento.
A Fonte (1917) de
Marcel Duchamp
Hans Arp.
Homem Visto
como uma Flor.
Fauvismo
• O Fauvismo (do francês les fauves, 'as feras', como foram chamados os pintores não seguidores
do cânone impressionista, dominante na época), desenvolveu sobretudo entre 1905 e 1907.
• Segundo Henry Matisse, em "Notes d'un Peintre", pretendia-se com o fauvismo "uma arte do
equilíbrio, da pureza e da serenidade, destituída de temas perturbadores ou deprimentes".
• tem como características marcantes a simplificação das formas, o primado das cores, e uma
elevada redução do nível de graduação das cores utilizadas nas obras. Pincelada violenta,
espontânea e definitiva;
• Ausência de ar livre; Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não
correspondendo à realidade; Uso exclusivo das cores puras, como saem das bisnagas; Pintura por
manchas largas, formando grandes planos.
• Possuindo como prógonos Van Gogh, Gauguin e os pintores Nabis, Rousseau, Cézanne (1839-
1906) e Gustave Moreau (1826-1898), o Fovismo contou com a participação de Matisse (1869-
1954), Derain (1880-1954), Vlaminck (1876-1958), Kees van Dongen (1877-1968), Manguin
(1874-1949), Puy (1876-1960), Friesz (1879-1949), Rouault (1871-1958) e, em determinada
época, Braque (1882-1963).
MATISSE, Henri. The Dessert: Harmony in Red, 1908, Hermitage Museum, Saint Petersburg
Paul Gauguin. Vincent van Gogh pinta girassóis, 1888, Museu Van Gogh
Abstracionismo
• O “Abstracionismo” ou “Arte Abstrata” é um estilo artístico moderno das artes
visuais que priorizam as formas abstratas em detrimento dos objetos e/ou figuras que
representam algo da nossa própria realidade. Dessa forma, podemos dizer que a arte
abstrata ou o abstracionismo é uma obra “não representacional”, ao contrário da arte
figurativa, expressa por meio de figuras que imitam a natureza.
• A origem do abstracionismo está intimamente relacionada com as vanguardas
artísticas europeias do século XX, rompendo com os moldes renascentistas,
tradicionalistas e academicistas, pautados no modelo da arte greco-romana, donde o
conceito de “belo” é sua principal caraterística.
• Segundo suas características formais, existem duas vertentes do abstracionismo, a
saber:
1. Abstracionismo Expressivo: Também chamado de "Abstracionismo Informal ou
Lírico", essa vertente foi influenciada pelo expressionismo e fauvismo sendo suas
principais características o sentimentalismo, a intuição e maior liberdade artística. O
maior representante dessa vertente, foi sem dúvida o artista russo, Kandinsky.
2. Abstracionismo Geométrico: Influenciada pelo cubismo e o futurismo, essa
vertente está pautada na geometria das formas e no racionalismo. O maior
representante dessa tendência foi o pintor holandês Mondrian.
Wassily Kandinsky, Composição VII.1913
Piet Mondrian,
Broadway
Boogie-Woogie
(1942-43)
Arte Moderna no Brasil
• O modernismo no Brasil teve como marco inicial a Semana de Arte
Moderna, em 1922.
• O Modernismo surge num momento de insatisfação política no
Brasil. Isso, em decorrência do aumento da inflação que fazia
aumentar a crise e propulsionava greves e protestos.
• A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) também trouxe reflexos
para a sociedade brasileira.
• Assim, numa tentativa de reestruturar o país politicamente, também o
campo das artes - estimulado pelas Vanguardas Europeias - encontra-
se a motivação para romper com o tradicionalismo.
• Apesar da força literária do grupo modernista, as artes plásticas estão
na base do movimento. O impulso teria vindo da pintura, da atuação
de Di Cavalcanti à frente da organização do evento, das esculturas de
Brecheret e, sobretudo, da exposição de Anita Malfatti, em 1917.
Características
• Libertação estética;
• Experimentações artísticas;
• Valorização do cotidiano.
• Rejeição ao academicismo;
• Informalidade;
• Valorização da identidade cotidiana e da identidade brasileira;
• Liberdade de expressão;
• Figuras deformadas e cenas sem lógica;
• Urbanismo;
• Nacionalismo numa perspectiva crítica ao passado;
• Estranhamento.
1ª fase do modernismo
• Primeira Fase do Modernismo (1922-1930)
• Nesta fase, conhecida como a "Fase Heroica", os artistas buscam a renovação
estética inspirada nas vanguardas europeias (cubismo, futurismo, surrealismo).
• Portanto, este período caracterizou-se por ser o mais radical e também, pela
publicação de revistas e de manifestos, bem como pela formação de grupos
modernistas.
• Revistas
• Klaxon (1922), Estética (1924), A Revista (1925), Terra Roxa e Outras Terras
(1927) e Revista de Antropofagia (1928).
• Manifestos
• Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924), Manifesto Antropófago (1928),
Manifesto Regionalista (1926) e Manifesto Nhenguaçu Verde-Amarelo (1929).
• Grupos
• Movimento Pau-Brasil
• Movimento Antropofágico
• Grupo modernista-regionalista de Recife
• Movimento Verde-Amarelo e a Escola da Anta
Principais artistas da 1ª fase
• Di Cavalcanti (1897- 1976): pintor brasileiro, considerado um dos mais importantes
representantes da primeira fase modernista. Foi ilustrador da capa do “Catálogo da
Semana de Arte Moderna”, destacando-se com sua obra “Pierrot” (1924).
• Tarsila do Amaral (1886 – 1973) artista plástica brasileira do movimento
modernista. Junto à Anita Malfatti, ela ficou conhecida como uma das mais
importantes pintoras da primeira fase do modernismo.
• Anita Malfatti (1889 – 1964)foi uma das mais importantes artistas plásticas brasileiras
da primeira fase do modernismo. Ela teve um papel preponderante na “Semana de Arte
Moderna”, em 1922, onde expôs seus trabalhos.
• Lasar Segall (1891-1957): nascido na Lituânia mudou-se para o Brasil em 1923. Foi
pintor e escultor de influência expressionista, sendo suas obras mais representativas: o
“Retrato de Mário de Andrade” (1927) e "Auto-retrato" (1933).
• Victor Brecheret (1894-1955): escultor ítalo-brasileiro. O “Monumento às Bandeiras”
(1953), na cidade de São Paulo é, sem dúvida, sua obra mais importante.
Anita Malfatti, O
homem amarelo.
1915-1916. óleo
sobre tela, 61 X 51
cm Acervo do
Instituto de Estudos
Brasileiros da
Universidade de São
Paulo.
Di Cavalcanti,
Cinco Moças de
Guaratinguetá.
1930
Tarsila do Amaral, Operários. 1933. 150 × 205 cm. Palácio Boa Vista
Victor Brecheret. Monumento às Bandeiras. 1953. Peça – Granito (8,00m x 7,00m x
40,0m), Pedestal – Granito (2,54m x 8,40m x 43,80m)
2ª fase do modernismo (geração de 30)
• Segunda Fase do Modernismo (1930-1945)
• Chamada de "Fase de Consolidação", este momento é caracterizado por
temáticas nacionalistas e regionalistas com predomínio da prosa de ficção.
• É um momento de amadurecimento. Na década de 30 a poesia brasileira se
consolida, o que significa o maior êxito para os modernistas.
• Influência do realismo e romantismo;
• Realidade social, cultural e econômica;
• Influência da psicanálise de Freud;
• Temática cotidiana e linguagem coloquial;
Principais artistas dessa fase
• Candido Portinari. (1903 —1962). Pintou quase cinco mil obras e é considerado um dos
artistas mais prestigiados do Brasil e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção
internacional. O tema essencial da obra de Candido Portinari é o Homem. Seu aspecto mais
conhecido do grande público é a força de sua temática social. Embora menos conhecido, há
também o Portinari lírico. Essa outra vertente é povoada por elementos das reminiscências de
infância na sua terra natal: os meninos de Brodowski com suas brincadeiras, suas danças, seus
cantos; o circo; os namorados; os camponeses... o ser humano em situações de ternura,
solidariedade, paz.
• Oswaldo Goeldi (1895 – 1961). desenhista, ilustrador, gravador,Químico e professor
brasileiro. Sua obra já participou de mais de uma centena de exposições póstumas no Brasil,
Argentina, França, Portugal, Suíça e Espanha. Seu trabalho em xilogravura, litografia, desenho
e aquarela destaca-se no panorama da arte brasileira. Sua obra retrata de forma crítica os
aspectos da injustiça social do Brasil: a morte, a pobreza, os subúrbios e a solidão.
• Ismael Nery (1900 – 1934) pintor brasileiro de influência surrealista. Sua obra sofreu,
também, a influência metafísica de Giorgio de Chirico e do cubismo de Picasso. Seus temas
remetem-se sempre à figura humana: retratos, auto-retratos e nus.
• Cícero Dias - Artista brasileiro de grande renome internacional, combina as mais genuínas
tradições pernambucanas com a essência universal da arte. Sempre adotando posições
vanguardistas, aproxima-se do surrealismo e é um dos pioneiros do abstracionismo no Brasil.
Candido Portinari,
RETIRANTES
(1944) Óleo sobre
tela 190cm x 180
cm. Museu de
Arte de São Paulo
(MASP) São
Paulo – Brasil
Oswaldo Goeldi. CHUVA circa 1957, assinada xilogravura a cores, 2/12 22 x 29,5 c. Coleção Frederico Mendes
de Moraes
Ismael Nery,
Visão Interna -
Agonia . 1931
Cícero dias,
Mulher de ver
melho
. Óleo sobre
tela. déc. 1930,
65 x 50 cm
3ª fase do modernismo (geração de 45)
• Terceira Fase do Modernismo (1945-1980)
• Conhecida como fase "Pós Modernista", não há um consenso
a respeito de seu término.
• Isso porque muitos estudiosos afirmam que essa fase termina
em 1960, enquanto outros, definem o fim dessa fase nos anos
80.
• Há ainda os que consideram que a terceira fase modernista
prolonga-se até os dias atuais.
• Nesse momento, tem-se um predomínio e diversidade da prosa
com a prosa urbana, a prosa intimista e a prosa regionalista.
• Além disso, surge um grupo de escritores denominado “
Geração de 45”, muitas vezes chamados de neoparnasianos,
pois eles buscavam uma poesia mais equilibrada.
Principais artistas dessa fase
• Iberê Camargo (Restinga Seca RS 1914 - Porto Alegre RS 1994). Pintor, gravador, desenhista, escritor
e professor. Estilisticamente Iberê Camargo foi de início figurativista, trabalhando a paisagem, a figura
humana e a natureza-morta em obediência a uma concepção naturalista-expressionista que tinha na cor
sua principal característica. Por sua obra perpassaram então diversas influências, de Portinari aos
mexicanos e de Guignard a Picasso.
• Hélio Oiticica (Rio de Janeiro, 26 de julho de 1937 — Rio de Janeiro, 22 de março de 1980) foi um
pintor, escultor, artista plástico e performático de aspirações anarquistas. É considerado um dos maiores
artistas da história da arte brasileira. Hélio Oiticica buscou a superação da noção de objeto de arte como
tradicionalmente definido pelas artes plásticas até então, em diálogo com a Teoria do não-objeto de
Ferreira Gullar. O espectador também foi redefinido pelo artista carioca, que alçou o indivíduo à
posição de participador.
• Marcelo Grassmann (São Paulo, 1925 - São Paulo, São Paulo, 2013). Gravador, desenhista, ilustrador,
professor.. No início de sua carreira destaca-se o contato com a obra de Oswaldo Goeldi (1895-1961) e
também com a de Lívio Abramo (1903-1992). Nas primeiras xilogravuras estão presentes arabescos e
pontilhados obtidos por meio da madeira de topo. Em 1949, realiza a série Cavaleiros Noturnos, com
figuras militares em negro, recortadas sobre fundo branco. Posteriormente, surge em sua temática a
presença de figuras fantásticas, como sereias, harpias (monstros fabulosos com rosto de mulher e corpo
de ave), pequenos demônios, cavalos, peixes, seres em parte humanos e em parte animais, relacionados
a um universo mágico. Passa a utilizar a litogravura, na qual seu desenho se revela mais fluente.
Iberê Camargo,
Manequins.
óleo sobre
madeira 1986
42 x 30 cm.
“O Grande Núcleo” (1960) de Hélio Oiticica. Retrospectiva sobre artistas brasileiros no
MMK Museum für Moderne Kunst Frankfurt/ Main, Alemanha, 2013-2014.
Marcelo Grassmann, sem título. gravura em metal
Referências
• [Link]
• [Link]
• [Link]
o-brasil
• [Link]
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