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TERMOMETRIA

O documento discute termopares e sua aplicação na medição de temperatura. Em 3 frases: Discutem-se os princípios de operação dos termopares, incluindo o efeito Seebeck e as leis do circuito termoelétrico. São apresentados os tipos mais comuns de termopares e suas faixas de temperatura. Por fim, explica-se como a tensão gerada pelo termopar é convertida em uma leitura de temperatura.

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Marcio Ferreira
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TERMOMETRIA

O documento discute termopares e sua aplicação na medição de temperatura. Em 3 frases: Discutem-se os princípios de operação dos termopares, incluindo o efeito Seebeck e as leis do circuito termoelétrico. São apresentados os tipos mais comuns de termopares e suas faixas de temperatura. Por fim, explica-se como a tensão gerada pelo termopar é convertida em uma leitura de temperatura.

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DEM-CCT-UFCG TERMOMETRIA

Manasses@[Link]

TRATAMENTOS TERMICOS
E
TERMOQUIMICOS

MEDIDA DE TEMPERATURA
 
TERMOPARES

Manasses da costa Agra Mello


DEM - CCT- UFCG
manasses@[Link]
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Temperatura e Calor

Define-se temperatura como o grau de agitação térmica das moléculas.

Calor é energia em trânsito ou a forma de energia que é transferida através da


fronteira de um sistema em virtude da diferença de temperatura.

Escalas da Temperatura
ºC = ( ºF - 32 ).5/9
ºF = 9/5.ºC + 32

K= ºC + 273,15

ºC = K - 273,15

ºR= ºF + 459,67
ºRe= 4/5.ºC
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Escala Internacional de Temperaturas (ITS - 90)

IPTS - Escala Prática Internacional de Temperatura

Pontos referenciais da escala ITS 90

Pontos Fixos IPTS-68 IPTS-90

Ebulição do Oxigênio -182,962ºC -182,954ºC

Ponto Triplo da Água +0,010ºC +0,010ºC

Solidificação do Estanho +231,968ºC +231,928ºC

Solidificação do Zinco +419,580ºC +419,527ºC

Solidificação da Prata +961,930ºC +961,780ºC

Solidificação do Ouro +1064,430ºC +1064,180ºC


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Tipos de Sensores de Temperatura


Termo sensor Propiedade termométrica
Coluna de mercúrio, alcool, etc., em um capilar de
Comprimento
vidro
Gás a volume constante Pressão

Gás a presão constante Volume

Termômetro de resistência Resistência eléctrica de um metal


Resistencia eléctrica de um
Termistor
semicondutor
Par termelétrico F.e.m. termelétrica

Pirômetro de radiacão total Lei de Stefan - Boltzmann

Pirômetro de radiacão visível Lei de Wien

Espectrógrafo térmico Efeito Doppler

Termômetro magnético Susceptibilidade magnética

Cristal de quartzo Frequêencia de vibração


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Termopares
Os Termopares são sensores de maior uso industrial para medição de
temperatura.

Cobrem uma faixa de temperatura que vai de -200 a 2300ºC.

Boa precisão.

Repetitividade aceitável.

Mais econômicos.

Constituição/ comparação com outros


sensores
Disponibilidade
Manutenção
Uso
Rusticidade
Interferência do meio
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Teoria Termoelétrica
Efeito Seebeck

O fenômeno da termoeletricidade foi descoberto em 1821 por T. J. Seebeck.

Em um circuito fechado formado por dois condutores metálicos e distintos A e B, quando


submetidos a um diferencial de temperatura entre as suas junções, ocorre uma
circulação de corrente elétrica (I).
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Definição de Termopar
Um termopar ou par termométrico consiste de dois condutores metálicos de
natureza distinta, na forma de metais puros ou ligas homogêneas. Os fios são soldados
em um extremo ao qual se dá o nome de junção de medição; a outra extremidade,
junção de referência é levada ao instrumento medidor por onde flui a corrente gerada.
Convencionou-se dizer que o metal A é positivo e B é negativo, pois a tensão e
corrente geradas são na forma contínua (CC).
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Leis do Circuito Termoelétrico

Lei do Circuito Homogêneo

A F.E.M. gerada por um termopar depende única e exclusivamente da composição


química dos dois metais e das temperaturas entre as duas junções; ou seja, a
tensão gerada independe do gradiente de temperatura ao longo dos fios.
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Leis do Circuito Termoelétrico


Lei dos Metais Intermediários
A F.E.M. gerada por um par termoelétrico não será alterada se inserirmos em qualquer
ponto do circuito, um metal genérico diferente dos que compõem o sensor, desde que
as novas junções formadas sejam mantidas na mesma temperatura.

Lei das Temperaturas Intermediárias


A F.E.M. gerada em um circuito termoelétrico com suas junções às temperaturas T1 e
T3 respectivamente, é a soma algébrica de F.E.M. gerada com as junções às
temperaturas T1 e T2 e a F.E.M., do mesmo circuito, com as junções às temperaturas
de T2 e T3.
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Compensação da Temperatura Ambiente (Tr)


Para se usar o termopar como medidor de temperatura, é necessário conhecer a
F.E.M. gerada e a temperatura da junção de referência Tr, para sabermos a
temperatura da junção de medição T1.

E  ET 1  ETr

E AB  E T1 - E Tr
E AB  E T1 - 0
OBS: Instrumentos de
E AB  E T1
compensação automática
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Conversão de Tensão para Temperatura

Como a relação a F.E.M. x temperatura de um termopar não é linear, o instrumento


indicador deve de algum modo linearizar o sinal gerado pelo sensor.

T=a0+a1x1+a2x2+a3x3+....+anxn

Onde
T é a temperatura,
a é o coeficiente de cada termopar,
x é a ddp (mV) gerada e
n é a ordem do polinômio.
 
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Tipos e Características dos Termopares


*Tipo T
- Composição: Cobre (+) / Cobre - Níquel (-)
O fio negativo cobre - níquel é conhecido comercialmente como Constantan.
- Faixa de Utilização: -200 a 350ºC
Tipo J
- Composição: Ferro (+) / Cobre - Níquel (-)
O fio negativo cobre - níquel é conhecido comercialmente como constantan.
- Faixa de utilização: -40 a 750ºC

Tipo E
- Composição: Níquel - Cromo (+) / Cobre - Níquel (-)
O fio positivo níquel - cromo é conhecido comercialmente como Cromel e o negativo
cobre - níquel é conhecido como Constantan.
- Faixa de utilização: -200 a 900ºC
Tipo K
- Composição: Níquel - Cromo (+) / Níquel - Alumínio (-)
O fio positivo níquel - cromo é conhecido comercialmente como Cromel e o negativo
níquel - alumínio é conhecido como Alumel. O alumel é uma liga de níquel, alumínio,
manganês e silício.
- Faixa de utilização: -200 a 1200ºC
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Tipos e Características dos Termopares


Tipo S
- Composição: Platina 90%- Ródio 10% (+) / Platina (-) 

Tipo R
- Composição: Platina 87% - Ródio 13% (+) / Platina (-)
- Faixa de Utilização: 0 a 1600ºC
Tipo B
- Composição: Platina 70% - Ródio 30% (+) / Platina 94% - Ródio 6% (-)
- Faixa de utilização: 600 a 1700ºC

Termopares Novos:
Platina 60% - Ródio 40% (+) / Platina 80% - Ródio 20%
(-)
Irídio 60% - Ródio 40% (+) / Irídio (-)
Tungstênio 95% - Rhênio 5% (+) / Tungstênio 74% - Rhenio 26%
Tungstênio (+) / Tungstênio 74% - Rhênio 26%
Tungstênio 97% - Rhênio 3% (+) / Tungstênio 75% - Rhênio 25%
Níquel - Cromo (+) / Ouro - Ferro (-)
Tipo N (Nicrosil / Nisil) Níquel - Cromo - Silício (+) / Níquel - Silício (-)
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Tipos e Características dos Termopares


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Limites de Erros dos Termopares


Entende-se por erro de um termopar, o máximo desvio que este pode apresentar em
relação a um padrão, que é adotado como padrão absoluto.
Limites de Erro
Tipo de Faixa de
Termopar Temperatura Standard Especial (Escolher
(Escolher o Maior) o Maior)
T 0 a 350ºC ±1ºC ou ±0,75% ±0,5ºC ou 0,4%
J 0 a 750ºC ±2,2ºC ou ±0,75% ±1,1ºC ou ±0,4%
E 0 a 900ºC ±1,7ºC ou ±0,5% ±1ºC ou ±0,4%
K 0 a 1250ºC ±2,2ºC ou ±0,75% ±1,1ºC ou ±0,4%
SeR 0 a 1450ºC ±1,5ºC ou ±0,25% ±0,6ºC ou ±0,1%
B 800 a 1700ºC ±0,5% -
T -200 a 0ºC ±1ºC ou ±1,5% -
E -200 a 0ºC ±1,7ºC ou ±1% -
K -200 a 0ºC ±2,2ºC ou ±2% -
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Relação Temperatura Máxima x Bitola do Fio

Bitola Bitola Bitola Bitola


Tipo de
8 AWG 14 AWG 20 AWG 24 AWG
Termopar
(Ø 3,26mm) (Ø 1,63mm) (Ø 0,81mm) (Ø 0,51mm)
- 370ºC
T 260ºC 200ºC

J 760ºC 590ºC 480ºC 370ºC

E 870ºC 650ºC 540ºC 430ºC

K 1260ºC 1090º 980ºC 870ºC


- - -
SeR 1480ºC
- - -
B 1700ºC

Estes limites se aplicam para termopares convencionais em uso contínuo, com poços ou
tubos de proteção com a extremidade fechada; portanto não sendo válida para os
termopares isolação mineral.
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Relação Resistência Ôhmica x Bitola do Fio

TIPO DE TERMOPAR
BITOLA
(AWG)
J K T E R S B

8 0,07 0,12 0,06 0,14 - - -

14 0,29 0,48 0,24 0,58 - - -

16 0,46 0,76 0,38 0,91 - - -

20 1,17 1,93 0,97 2,30 - - -

24 - - - - 1,49 1,45 1,81

Todos os valores informados na tabelas são um guia de consultas para o usuário e não deve ser
tomado como valores absolutos e nem como garantia de vida e desempenho satisfatórios.
Estes tipos de dimensões são usados algumas vezes acima dos limites citados, mas geralmente a
custa de estabilidade, vida útil ou ambos; em outras circunstâncias é necessário reduzir os limites
supra, a fim de alcançar uma aplicação desejada.
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União da Junção de Medição


A junção de medição (junta quente) de um termopar pode ser obtida por qualquer
método que dê a solidez necessária e um bom contato elétrico entre os dois fios, sem,
contudo alterar as características termoelétricas dos mesmos, podendo ser torcidos ao
redor de outros antes da solda (junção torcida) ou simplesmente serem encostados um
no outro para ser soldado depois (junção de topo).

Termopar Isolação Mineral


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Compensação da Temperatura Ambiente (Tr)


Efeito
Termopar tipo K sujeito a 100ºC na junção de medição e 25ºC na borneira do
instrumento (junção de referência)

Sem compensação da TA Com compensação da TA

E=E100-E25 E1=E25-E0 = E25


E1=4,095mV – 1,000mV = 3,095mV E1=1,000mV (sinal gerado pelo circuito de
E total=3.095mv  76OC compensação)
erro de -24ºC E total=E+E1
E total+3,095+1,000 = 4,095mV
E total=4,095  100OC
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Aferição de Termopares
Fontes de erros em termopares
- Não homogeneidade das ligas
- Tensões mecânicas nos fios
- Choque Térmico
- Fios de pequenos diâmetros
- Altas temperaturas
- Ambientes agressivos

A aferição tem por objetivo


- Maior precisão
- Maior segurança operacional
- Aumento da eficiência
- Melhor qualidade
- Redução nos índices de refugo
- Aumento do período entre paradas
- Diminuição da manutenção corretiva
- Menor desgaste de equipamento
- Menor periodicidade de troca de refratários e
- Menores custos de produção.
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Métodos de Aferição
A aferição Absoluta ou por Pontos Fixos baseia-se na verificação do sinal gerado por
um termopar em vários pontos fixos de temperatura como pontos de solidificação,
ebulição e pontos triplos de substâncias puras, padronizadas atualmente pela ITS-90.
Requer equipamento preciso e laboratório sofisticado, é usado para sensores padrão.

Escala de Temperatura Padronizada pela ITS-90


Zero Absoluto................................. -273,15º C
Ponto Triplo do Hélio....................... -259,3467º C
Ponto Triplo do Neon...................... -248,5939º C
Ponto de Ebulição do Nitrogênio...... -195,7980º C
Ponto Triplo do Argônio................... -189,3442º C
Ponto de Ebulição do Oxigênio........ -182,9540º C
Ponto Triplo do Mercúrio................. -38,8344º C
Ponto Triplo da Água...................... +0,01º C
Ponto Triplo do Hélio...................... +29,7646º C
Ponto de Fusão do Gálio................ +156,5985º C
Ponto de Solidificação do Índio........ +231,9280º C
Ponto de Solidificação do Estanho... +419,5270º C
Ponto de Solidificação do Zinco....... +660,3230º C
Ponto de Solidificação do Alumínio... +961,7800º C
Ponto de Solidificação do Ouro........ +1064,1800º C
Ponto de Solidificação do Cobre....... +1084,6200º C
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Métodos de Aferição
O método de comparação baseia-se na comparação do sinal gerado por um sensor
padrão (referência) com o sensor a ser aferido, ambos no mesmo meio termostatado.
Usa-se normalmente os tipos S ou R como referência.

Segundo a ASTM E-220/86, o


número de pontos de
temperatura para se fazer uma
aferição por comparação,
depende muito do tipo de
termopar e do grau de precisão
requerido. Esta norma
recomenda cobrir a faixa toda
de trabalho do termopar de 100
em 100ºC.
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Termopar Isolação Mineral

Construção: O processo de fabricação dos termopares


isolação mineral começa com os termo-
elementos de diâmetro definidos, inseridos num
tubo metálico e isolados entre si e o tubo por
um material cerâmico (pó de óxido de
magnésio). Além do óxido de magnésio, usa-se
também como material isolante a alumina,
óxido de berílio e óxido de tório, porém o óxido
de magnésio é mais barato, compatível com os
termo-elementos e mais comum de ser
encontrado.

D(mm) 0,5 1,0 1,5 2,0 3,0 4,5 6,0 8,0

eB (mm) 0,08 0,16 0,24 0,32 0,48 0,72 0,96 0,28

dF (mm) 0,10 0,19 0,29 0,38 0,57 0,86 0,14 0,52

e (mm) 0,05 0,10 0,15 0,20 0,30 0,45 0,80 0,80


Dados segundo a ASTM - STP 470B
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Isolação Elétrica do Isolação Mineral


A isolação elétrica mínima admitida entre os condutores e a bainha é de no mínimo
100 M em temperatura ambiente (20ºC).

Precauções:
- Não deixar o cabo aberto exposto no ambiente por mais de 1 minuto. Imediatamente
sele a ponta aberta com resina, depois de aquecê-la para retirar a umidade.
- O armazenamento deve ser em local aquecido e seco (aproximadamente 38ºC e 25%
de umidade relativa do ar).
Montagem de junção de medição Montagem de junção de referência
- Decapamento da bainha
- Corte do cabo no comprimento - Solda dos rabichos (cabos compensados)
desejado - Colocação do pote de adaptação ou
- Remoção do óxido de magnésio da conector compensado
ponta - Selagem da junção de referência com
- Solda dos termoelementos usando resina epóxi
solda TIG com atmosfera inerte - Testes para verificação da integridade da
- Preenchimento do espaço vazio com junção de referência, garantindo total
óxido de magnésio (esta etapa não é feita vedação ao meio
se a junção de medição for aterrada) - Testes finais para a aprovação no Controle
- Solda do plug de fechamento de Qualidade
- Verificação da integridade da solda - Aferição
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Vantagens do Termopar Isolação Mineral Características Técnicas


- Estabilidade na F.E.M. - Tipos e Números de Sensores
- Resposta Rápida - Características da Bainha Metálica
- Grande Resistência Mecânica e - Calibração
Flexibilidade - Isolação
- Resistência a Corrosão - Diâmetros
- Resistência de Isolação (a frio) -Tipos de Junções de Medições
- Blindagem Eletrostática

Aplicações do Termopar Isolação Mineral

indústria cerâmica, de eletricidade,


ferro e aço, Automotiva ,
química e petroquímica , de eletrodoméstico ,
papel e celulose, Nuclear,
alimentícia, cimenteira, aeronáutica ,
vidreira, têxtil e muitas outras.

O termopar isolação mineral também se aplica em laboratórios de pesquisas


experimentais para estudos em arco plasma, feixe de elétrons, laser e outros
experimentos físicos.
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Fios e Cabos de Extensão e Compensação


Fios e cabos de extensão e compensação (ou fios e cabos compensados), nada mais
são que outros termopares, cuja função além de conduzir o sinal gerado pelo sensor, é
a de compensar os gradientes de temperatura existentes entre a junção de referência
(cabeçote) do sensor e os bornes do instrumento, gerando um sinal proporcional de
milivoltagem a este gradiente.

Exemplo de ligação do termopar ao instrumento usando fios de cobre comuns:

Temos um termopar tipo K sujeito a


1000ºC dentro do forno, com o cabeçote a
40ºC. fios de cobre/cobre interligando o sensor
até o instrumento (com entrada a termopar
tipo K e com compensação da temperatura
ambiente) e que tem na sua entrada uma
temperatura de 25ºC.
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Exemplo do Uso de Fios e Cabos Compensados


No exemplo anterior, o uso de cabos de cobre / cobre nas condições
citadas, acarretam um erro de -15,7ºC (erro somente devido ao não uso de cabos
compensados).
No exemplo abaixo, temos as mesmas condições porém utilizando um cabo
de extensão tipo K (KX):

E1=E1000-E40
E2=E40-E25
E3=E25-E0

Etotal=E1+E2+E3
Etotal=(E1000-E40)+(E40-E25)+(E25-E0)
Etotal=E1000-E0 =E1000=41,269mV
Etotal=41,269mV 1000OC
 
41,269mV 1000OC
 
Erro de 0OC (0%)
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Calculo da temperatura medida

Sendo:
E1 a tensão gerada somente pelo termopar nas temperaturas de 1000oC a40oC,
E2 a suposta tensão gerada pelo cabo,
E3 a tensão de compensação da temperatura ambiente, feita pelo instrumento nas temperaturas de 25 oC a 0oC
 
Calculando:
E1=E1000-E40, E2=0(cabos de cobre/cobre não geram sinal) e E3=E25- E0
 
A tensão total, que será convertida em indicação de temperatura, será a somatória das 3 tensões individuais.
 
E Total= E1+E2+E3 ou E Total=( E1000-E40)+(0)+(E25-E0)
 
Na tabela de correção de F.E.M.x temperatura, para termopar tipo K temos que das 3 tensões individuais.
 
E1000=41,269mV, E40= 1,611mV, E25=1,000mV, E0=0,000mV
 
E Total=(41,269-1,611)+(0)+(1,000-0,000) ou E Total=40,658mV
 
E Total=40,658mV  na mesma tabela tipo K temos:  40,658mV = 984,3ºC

Portanto teremos indicado no instrumento uma temperatura de 984,3ºC, quando estamos a 1000ºC
no forno, portanto com um erro de -15,7ºC ou 1,6%.
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Acessórios dos Termopares


Isoladores Blocos de Ligação

Cabeçotes
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Acessórios dos Termopares


Conectores Compensados
TIPO POSITIVO NEGATIVO COR EXTERNA
COBRE -
T COBRE AZUL
NÍQUEL
COBRE -
J FERRO PRETA
NÍQUEL
COBRE -
E NÍQUEL - CROMO VIOLETA
NÍQUEL
NÍQUEL -
K NÍQUEL - CROMO AMARELA
ALUMÍNIO
COBRE -
S/R COBRE VERDE
NÍQUEL
B COBRE COBRE BRANCA
NÍQUEL - CROMO- NÍQUEL -
N LARANJA
SILÍCIO SILÍCIO

Conexões Ajustáveis ou Bucins Tubos de Proteção


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Material dos Tubos de Proteção


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Considerações Gerais sobre os Termopares e -Cabos Compensados

Recomendações para Seleção, Instalação e Uso dos Termopares


- Faixa de Temperatura
- Precisão
- Estabilidade
- Repetitividade
- Condições de Trabalho
- Velocidade de Resposta
- Potência Termoelétrica
- Custo
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Ruídos em Termopares
1. O ruído eletrostático é causado por campos elétricos próximos ao sistema de medição
de temperatura a termopar.
2. Os ruídos de modo comum são causados por um mau aterramento, ou seja,
diferentes potenciais de terra.
[Link]ídos magnéticos são produzidos por campos magnéticos gerados pela circulação de
corrente em condutores ou de motores e geradores elétricos.

Envelhecimento e Inércia dos Termopares


Os fatores que influenciam nos tempos de resposta são:
- Capacidade Térmica do fluido e do termopar
- Condutividade Térmica do fluido e do termopar
- Relação massa / superfície do termopar
- Velocidade do Fluido ao redor do termopar
- Tipo e posição da Junção de medição do termopar
- Profundidade insuficiente de imersão
- Espaçamento interno entre o poço ou tubo e o sensor
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Considerações Gerais sobre os Termopares e -Cabos Compensados


Recomendações para Instalação dos Fios e Cabos de Extensão e Compensação

Simples Inversão E1  E900 - E40  37,325 - 1,611  35,714mV


E2  E40 - E25  1,611 - 1,000  0,611
E3  E25 - E0  1,000 - 0,000  1,000mV

Etotal  -E1  E2  E3  -35,714  0,611  1,000


Etotal  -34,103mV  Indicaçãodet emperaturanegativa

Dupla Inversão E1=E900-E40=37,325-1,611=+35714mV


E2=E40-E25=1,611-1,000=+0,611mV
E3=E25-E0=1,000-0,000=+1,000mV
 
Etotal= +E1+E2+E3=+35,714-0,611+1,000
Etotal=+36,103mV  869,5OC
 
ERRO DE –30,5 OC
 
O processo está a 900 OC, enquanto sua indicação é de
869,5 OC.
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Precisão do Sistema de Medição de Temperatura a Termopar


Um processo a 1000ºC, usando termopar e cabo tipo K, e um instrumento
analógico para indicação, temos:

- Erro do termopar tipo K a 1000ºC é de 7,5OC


- Erro do cabo de extensão KX é de 2,2OC
- Erro do instrumento (0,5%Span) é de 5,0OC
 

O erro médio mais provável será: Em    7,5 2   2,2 2   5,0 2  9,3O C  0,9%

Pode-se diminuir este erro simplesmente colocando elementos mais precisos, com um
termopar especial e um instrumento digital:
- Erro do termopar especial a 1000ºC é de 4,0OC
- Erro do cabo de extensão KX é de 2,2OC
- Erro do instrumento (0,1%Span) é de 1,0OC
 

Em    4,0    2,2  1,0   4,7OC  0,5%


2 2 2
O erro médio mais provável será:

Os limites de erros admitidos são expostos na norma ANSI MC 06.1 de 1982.


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EXEMPLO DE SELEÇÃO DE TERMOPAR


Deseja-se medir a temperatura dos gases de combustão que escoam em uma tubulação industrial a
uma velocidade de 4 m/s. Para tanto, uma junção de termopar, com formato aproximadamente
esférico, é inserida no interior da tubulação, conforme ilustrado na Figura 1.
a) Utilizando o catálogo de um fornecedor, reproduzido nas Figuras 2 e 3, especifique uma sonda
de temperatura com isolamento, adequada à aplicação. Sabe-se que os gases de combustão
constituem uma atmosfera oxidante, e que a temperatura na entrada da tubulação é 700 oC.
A especificação deve conter explicitamente o número de catálogo (Cat. no.) e o tipo do termopar
(J, K, T, E, R ou S).
b) Sabendo-se que as paredes resfriadas da tubulação estão a uma temperatura de 90 oC, e que o
termopar, cuja junção tem aproximadamente 2 mm de diâmetro, acusa uma temperatura de 550 o
C, determine a temperatura dos gases de combustão.

Dados / Informações Adicionais


Propriedades da junção do termopar: ε =0,6,k=1 00W/m/K
Propriedades dos gases de combustão: 
k = 0,05W/m/K ,  = 50 x 10-6 m2 / s e Pr = 0, 69
Calor trocado por radiação q= ε σ A, temperaturas em K
e σ =5,67x 0 W/(m K)
Convecção: q =A(Ts -T ),= D/k=2 +(0,4 +0,06)Pr0,4 ,ReD =VD/
Área superficial da esfera = D2
Volume da esfera = D3/6
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Figura 1
Instalação esquemática do termopar.

Figura 2
Características físicas de
termopares.
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Figura 3

Condições de uso de termopares


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SOLUÇÃO
a) Temperatura dos gases na entrada da tubulação: 700 oC
Assim, o termopar deve ter capacidade de medir temperaturas até este valor.
Do catálogo, apenas 3 tipos se adaptam:
.....
P 08467 22 , tipo J P 08467 24 , tipo K P 08467 64 , tipo K

Porém, a atmosfera é oxidante, o que elimina a possibilidade de uso de termopar tipo J. Assim, a
seleção pode ser:
P 08467 24 , tipo K (cromel - Alumel) ou P 08467 64 , tipo K (cromel - Alumel)
b)

VD 4 x 2 x10 3
Re D    160
 50 x10 6
__
hD
 
__
Nu   2  0,4 Re1D/ 2  0,06 Re 2D/ 3 Pr 0, 4
k
__
hD
 
__
Nu   2  0,4 160  0,06160 2 / 3 0,69 0, 4  7,89
k
____
__
Nu k 7,89 x0,05 W
h  3
 197,1 2
D 2 x10 m K
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Balanço de energia em regime permanente na junção do termopar:


[calor trocado por convecção] = [calor trocado por radiação]


h  Tg  Tt    Tt 4  T parede 
__
4
, onde
Tg  temperatura dos gases
Tt temperatura do termopar


Tg  Tt  __
Tt
4
 T parede
4

h
0,6 x5,67 x10 8
Tg  550  x823,154  363,154 
197,1

Tg = 626 oC
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TERMÔMETROS BIMETALICO  
Especificações

•Caixa: chapa de aço inoxidável AISI 304, polido.

•Aro: engate tipo baioneta de aço inoxidável AISI 304,


polido.

•Mostrador: alumínio, fundo branco e gravação


rápida.
80 / 100 •Ponteiro: alumínio, balanceado com ajuste (opcional
com ajuste micrométrico).
Aplicações
Termômetro bimetalico industrial •Visor: vidro plano de 2 e 3 mm.
hermeticamente fechado, totalmente de aço
inoxidável para uso em: processos químicos, •Elemento Sensor: bimetal helicoidal.
petroquímicos, alimentícios, papel e celulose e
indústrias em geral que trabalhem em •Haste: inferior ou reta (R) traseira ou angular (A)
condições de agressividade do ambiente ou do
1/4'' de aço inoxidável (opcional com 3/8'').
fluido.
•Conexão: aço inoxidável, rosca de 1/4'', 3/8'' e 1/2''
Faixas de Temperatura NPT ou BSP.

•Precisão: 1% do total da escala.


de -30ºC até 500ºC
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TERMÔMETROS DE EXPANSÃO .
Termômetro de Expansão.
Especificações
Aplicações
Indicador de temperatura com tubo
capilar para leitura à distância •Especificações
funcionando por expansão à gás de •Caixa: chapa de aço estampado, pintura
nitrogênio. Aplicados em processos epoxy preto ou aço inoxidável.
químicos, petroquímicos, alimentícios, •Aro: chapa de aço estampado, pintura epoxy
papel e celulose e indústrias em geral. preto ou aço inoxidável.
•Mostrador: alumínio, fundo branco e
gravação preta.
Faixas de Temperatura •Ponteiro: alumínio, balanceado com e sem
ajuste.
•Visor: vidro de 3mm.
•Desde -30ºC até 600ºC •Elemento Sensor: tubo bourdon de aço
inoxidável.
•Mecanismo: aço inoxidável.
•Capilar: flexível de cobre, aço carbono ou
aço.
•Bulbo de Imensão: normalmente 1/2'' x
150mm de aço carbono ou aço inox.
•Conexão: latão, aço carbono ou aço inox,
rosca 1/4'', 3/8'', 1/2'' ou 3/4'' NPT ou BSP.
•Precisão: 1,5% do total da escala
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TERMÔMETROS CAPELA .
Termômetro Capela. Mod IT 90/100

•CORPO: alumínio fundido

•TAMANHO: 145mm - 185mm - 240mm

•ESCALA: Celsius / Fahrenheit, ou ambas à escolha


do cliente.

•FLUIDO: mercúrio ou LV/LA Capilar prismático


amarelo

•(R) ROSCA: fixa ou giratória

•(L) HASTE: de acordo com a necessidade do cliente

•MATERIAL DA HASTE / ROSCA Cobre / Latão


/Aço 1020 / Aço Inox

•Ângulo: Ver tabela em anexo

•VISOR FRONTAL DE VIDRO


ÂNGULO DA HASTE
Angular Angular à Angular à
Reto
90º Direita Esquerda
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TERMÔMETROS PORTÁTEIS
Termômetro ITTK 100 / ITTK 102
Aplicações: Para medição de temperatura com
termopar tipo K
- Escalas de medições:

•-200 to +1300°C
•Resolução: 0,1°C (de -200 ate +999°C, resolução de
1º C)

 
•1 ou 2 canais para termopar tipo K (ITTK100 ou
ITTK1002)

                    
                      
        
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TERMÔMETRO MARTELO

MODELO MARTELO

Termômetro digital portátil para uso frigorífico.


Escala -50ºC a +150ºC, base em plástico ABS
com 78 x 25 mm, Haste com 125 x 3,5 mm em aço
inox, Resolução 0,1ºC. Acompanha suporte tipo
lapiseira para proteção da haste.
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TERMÔMETROS ESPECIAIS
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TERMÔMETRO INFRA-VERMELHO
DEM-CCT-UFCG TERMOMETRIA
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 Registradores Digitais
RECOLETOR COMPACTO DE DADOS IMPRESSORA RÁPIDA E CONTROLE DE LOGGER

DATALOGGER DE ALTA PERFORMANCE


CORRENTE / VOLTAGEM
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PIROMETRIA
SENSORES DE TEMPERATURA

TERMORRESISTÊNCIAS

CONTROLADOR DE TEMPERATURA CABEÇOTES E CONECTORES

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