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Slide - 03 - Gestão

O documento discute a gestão educacional no contexto brasileiro. Apresenta definições de gestão e como ela substitui o conceito de administração ao priorizar a participação democrática, autonomia e responsabilidade social. Também contrasta a direção escolar na perspectiva administrativa clássica com a gestão escolar moderna.

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Camila Oliveira
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Slide - 03 - Gestão

O documento discute a gestão educacional no contexto brasileiro. Apresenta definições de gestão e como ela substitui o conceito de administração ao priorizar a participação democrática, autonomia e responsabilidade social. Também contrasta a direção escolar na perspectiva administrativa clássica com a gestão escolar moderna.

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GESTÃO EDUCACIONAL

Profª. Me. Camila Oliveira Neves


• A gestão  educacional é uma expressão que ganhou evidência na literatura
e aceitação no contexto educacional, sobretudo a partir da década de
1990, e vem-se constituindo em um conceito comum no discurso de
orientação das ações de sistemas de ensino e de escolas. Isto porque foi
reconhecido como base fundamental para a organização significativa e
estabelecimento de unidade dos processos educacionais e mobilização
das pessoas voltadas para o desenvolvimento e melhoria da qualidade do
ensino que oferecem.
• O conceito de gestão resulta de um novo entendimento a respeito da
condução dos destinos das organizações, que leva em consideração o todo
em relação com as suas partes e destas entre si, de modo a promover
maior efetividade do conjunto.
• Gestão educacional corresponde ao processo de gerir a dinâmica do sistema de
ensino como um todo e de coordenação das escolas em específico, afinado com as
diretrizes e políticas educacionais públicas, para a implantação das políticas
educacionais e projetos das escolas, compromisso com os princípios da democracia
e com métodos que organizam e criem condições para um ambiente educacional
autônomo (soluções próprias, no âmbito de suas competências) de participação e
compartilhamento (tomada conjunta de decisões e efetivação de resultados),
autocontrole (acompanhamento e avaliação com retorno de informações) e
transparência (demonstração pública de seus processos e resultados).
• A lógica da gestão né orientada pelos princípios democráticos e é
caracterizada pelo reconhecimento da importância da participação
consciente e esclarecida das pessoas nas decisões sobre a orientação,
organização e planeamento de seu trabalho e articulação das várias
dimensões e dos vários desdobramentos de seu processo de
implementação.
• Trata-se de uma orientação exercida por equipe de gestão. Está, pois, esse
conceito associado ao fortalecimento da democratização do processo de
gestão educacional, pela participação responsável de todos os membros
da sociedade civil e da comunidade escolar nos vários níveis e âmbito das
decisões necessárias e de sua efetivação, mediante seu compromisso
coletivo com resultados educcionais cada vez mais efetivos e
significativos.
• A gestão, portanto, é que permite superar a limitação da fragmentação e da
descontextualização e construir, pela óptica abrangente e interativa, a
visão e orientação de conjunto, a partir da qual se desenvolvem ações
articuladas e mais consistentes. Necessariamente, portanto, constituir
ação conjunta de trabalho participativo em equipe.
AÇÃO CONJUNTA E PARTICIPATIVA SE ASSOCIA A
AUTONOMIA COMPETENTE

• A promoção de uma gestão educacional democrática e participativa está


associada ao compartilhamento de responsabilidades no processo de
tomada de decisão entre os diversos níveis e segmentos de autoridade do
sistema de ensino e de escolas.
• Valérien (1993) – três principais características da gestão educacional:

Busca de soluções próprias para seus problemas


Autonomia mais adequadas às suas necessidades e
expectativas; equilíbrio de modo que a unidade
Participação de ensino não venha a cair na prática do
espontaneísmo e falta de orientação e
Autocontrole direcionamento.

Contínuo processo de demonstração pública


Responsabilidade da qualidade de seu trabalho.
• A gestão educacional cultiva relações democráticas, fortalecendo
princípios comuns e orientação, norteadores da construção da autonomia
competente, que se garantem a partir do estabelecimento e cumprimento
de normas, leis, princípios e diretrizes comuns. Estas, quando entendidas e
seu sentido e espírito pleno, são vistas em seu potencial de inspiração para
dar unidade e organicidade ao conjunto das ações sociais.
• O envolvimento tanto de quem vai realizar a prática como de seus
usuários, na tomada de decisão, constitui-se em uma condição básica, da
gestão democrática, efetividade de ações e autonomia da escola.
A CONCEPÇÃO DE GESTÃO SUPERA A DE
ADMINISTRAÇÃO E NÃO A SUBSTITUI

• Verifica-se que, de modo equivocado, o termo gestão tem sido muitas vezes
utilizado como se correspondesse a simples substituição ao termo administração.
• A mudança e paradigmática, isto é, caracterizada por mudanças profundas e
essenciais em seu modo de ser e fazer, mediante uma mudança de visão do
conjunto todo.
• Consequentemente, não se deve entender que o que esteja ocorrendo seja uma
mera substituição de terminologia das antigas noções a respeito de como
conduzir uma organização de ensino.
• Ideia de gestão educacional = destaque à sua dimensão política e social,
ação para a transformação, participação, práxis, cidadania, autonomia,
pedagogia interdisciplinar, avaliação qualitativa, organização do ensino
em ciclos etc, de influências sobre todas as ações e aspectos da educação ,
inclusive as questões operativas, que ganham novas conotações a partir
delas.
• Ao se caracterizar por uma rede de relações entre os elementos que nelas
interferem direta ou indiretamente, a sua liderança, organização e
direcionamento demandam um novo enfoque de orientação. E é a essa
necessidade que a gestão educacional responde.
• A gestão educacional abrange, portanto, a articulação dinâmica do conjunto de
atuações como prática social que ocorre em uma unidade ou conjunto de
unidades de trabalho, que passa a ser o enfoque orientador da ação
organizadora e orientadora do ensino, tanto em âmbito macro (sistema) como
micro (escola) e na interação de ambos.
GESTÃO

• CONCEITOS:
• “Gestão é administração, é tomada de decisão, é organização, é direção. Relacionar-se com a
atividade de impulsionar uma organização a atingir seus objetivos, cumprir sua função,
desempenhar o seu papel” (FERREIRA, 2003).
• “A gestão é a atividade pela qual são mobilizados meios e procedimentos para se atingir os
objetivos da organização, envolvendo, basicamente, os aspectos gerenciais e técnico-
administrativos”(LIBÂNEO, 2004).
• Processos de gerir a dinâmica do sistema de ensino como um todo e de coordenação das escolas
em específico, afinado com as diretrizes e políticas educacionais Públicas, para a implementação
das políticas educacionais e projetos pedagógicos da escola (...)” (LUCK, 2006).
• Organização e gestão da escola visam
• Prover as condições, os meios e todos os recursos necessários para o
ótimo funcionamento da escola e do trabalho em sala de aula.
• Promover o envolvimento das pessoas no trabalho, por meio da
participação, e fazer a avaliação e o acompanhamento dessa participação.
• Garantir a realização da aprendizagem para todos os alunos.
ADMINISTRAÇÃO CLÁSSICA E IMPLICAÇÕES PARA A
EDUCAÇÃO E PRÁTICA EDUCACIONAL

• O Diretor Escolar era um educador com conhecimento da política


educacional e dos saberes técnico-administrativos. Estava subordinado ao
Diretor da Educação e agia de forma a reproduzir a sua visão
administrativa educacional. Nesse sentido, o Diretor da Educação atua de
forma mais específica voltada à administração, enquanto que o Diretor de
Escola se ocupa também dos assuntos pedagógicos.
• A estrutura administrativa passa a ser concebida como uma organização
baseada na hierarquia das funções, segundo a teoria de Fayol. Assim, o
diretor da escola assume um importante papel de dirigir o trabalho,
auxiliando no progresso mental e moral da comunidade inserida. Passa a
ser uma espécie de líder, aquele que conduzirá todos os envolvidos no
processo escolar (LEÃO, 1945).
• Segundo Leão (1945, p. 167), o Diretor de Escola "não deixa de ser
educador, mas sua ação amplia-se. É então o coordenador de todas as
peças da máquina que dirige, o líder de seus companheiros de trabalho, o
galvanizador de uma comunhão de esforços e de ações em prol da obra
educacional da comunidade". Assume a função de destaque e proximidade
com a comunidade escolar, colaborando na execução das premissas
determinadas no entendimento do Diretor de Educação.
• Na época não havia uma divisão entre o papel do diretor escolar e os
aspectos referentes à gestão escolar, ambos se fundiam numa ação
somente: o trabalho administrativo educacional desenvolvido na função
do Diretor Escolar.
QUADRO 1 - SÍNTESE DAS IDEIAS SOBRE A DIREÇÃO E A GESTÃO ESCOLAR NO BRASIL

DIREÇÃO ESCOLAR GESTÃO ESCOLAR


• O diretor deve ser um professor. • Gestão e direção se confundem.
• O diretor deve ser defensor da política • As atividades que são próprias da escola são o
educacional. fundamento para a Administração Escolar.
• O diretor deve se colocar a serviço do • A administração científica possui princípios e
professor. métodos que cabem na escola.
AUTORES CLÁSSICOS

• O papel pedagógico do diretor está em • A Administração Escolar é uma especialização


desenvolver ações administrativas para garantir da administração.
as condições de funcionamento das ações • A Administração Escolar é necessária pela
pedagógicas. complexificação da educação escolar, em
• O elemento mais importante não é o tamanho e em problemas.
administrador, mas o professor. • É necessário um clima de ação coletiva na
• O papel do diretor não é técnico-pedagógico, escola.
mas sim administrativo. • Escola eficiente e eficaz: condição para garantir
o acesso de todos.
• Objetivo da Administração Escolar: tornar as
escolas mais eficientes.
DIREÇÃO ESCOLAR GESTÃO ESCOLAR
• O papel do diretor é manter o equilíbrio, • A consecução dos objetivos escolares de forma
conduzindo a escola nos processos de mudança. eficiente e a coordenação do esforço coletivo é o foco
• O diretor é o responsável pela implementação da Administração Escolar.
dos objetivos educacionais. • A Administração Escolar ocorre antes, durante e
• O diretor é o polo de poder central da escola. depois das funções pedagógicas escolares: Antes =
Este poder vem da legislação e das expectativas planejamento; durante = comando e assistência;
AUTORES CLÁSSICOS

que a escola tem para com ele, o que resulta em depois = medição e avaliação.
pressões legais e sociais. • A Administração Escolar deve garantir a unidade e a
economia através da divisão do trabalho, mas sem
perder a unidade.
• Distinção entre ação administrativa e ação operativa:
pensar e fazer.
• Administração significa ter opção, logo, significa
tomar decisões.
• O processo administrativo se resume em:
reconhecimento de um problema; planejamento;
coordenação; verificação do resultado; exame para
evitar a reaparição do problema.
Após os anos de 1970, outra visão sobre a gestão escolar surgiu, diferente da
aceita desde os anos de 1930. Emergem estudos críticos sobre as formas de
agir e pensar a educação no país, sobretudo avançando nas questões que
envolvem a Gestão Educacional.

O movimento político-democrático de reabertura no Brasil oferece uma nova


fase de elaborações teóricas no campo da administração escolar, a partir do
enfoque sociológico. Este novo enfoque surge das lutas na conquista da
democracia e cidadania, consolidação de estudos em nível de pós-graduação
no país e a influência dos estudos marxistas (SOUZA, 2006).
• A crítica levantada pelos estudiosos quanto ao enfoque tecnocrático
aplicado às escolas da época suscitou o aparecimento do conceito de
Gestão Escolar, mais precisamente, a preocupação com o
desenvolvimento dos processos pedagógicos que deram sustentação para o
conceito de Gestão Escolar. Uma forma de diferenciar os fazeres da escola
em relação à visão técnica, que historicamente permeou o conceito de
administração escolar.
• Na década de 1980, a sociedade brasileira convivia com a luta da
democratização da escola pública, tanto para o acesso como das práticas
desenvolvidas. Com a aprovação da Constituição Federal de 1988, surgem
os estudos voltados para a Gestão Democrática do Ensino Público.
A partir de então, surgem estudos que diferenciam o conceito de gestão com
o de administração. A gestão supera as especificidades da administração,
pois se “assenta na mobilização do elemento humano, coletivamente
organizado, como condição básica e fundamental da qualidade do ensino e
da transformação da própria identidade das escolas” (LÜCK, 2007, p. 27). A
administração passa a ser um dos elementos que compõe a gestão, como a
gestão administrativa, que corresponde à administração de recursos, do
tempo etc. A gestão envolve um sentido e prática mais abrangente, apresenta
os elementos culturais, políticos e pedagógicos do processo educativo, sendo
sua lógica “orientada pelos princípios democráticos” (LÜCK, 2007, p. 36).
O uso do termo Gestão Escolar apresentou significado para os autores que
defendiam, na década de 1980, uma gestão democrática. Segundo Adrião e
Camargo (2007, p. 68), a adoção do termo gestão sugere “uma tentativa de
superação do caráter técnico, pautado na hierarquização e no controle do
trabalho por meio da gerência científica, que a palavra administração (como
sinônimo de direção) continha”. A substituição da administração pelo termo
gestão significava a tentativa de instaurar uma nova lógica na organização do
trabalho.
• Segundo Souza (2006), que todos os envolvidos na escola, por meio do
trabalho pedagógico, são responsáveis pelo andamento do processo de
ensino e aprendizagem. A administração escolar se desenvolve no
atendimento ao conjunto de características que a escola apresenta.
• Do mesmo modo, podemos refletir sobre a atuação do diretor em relação
ao funcionamento da escola, expressando uma preocupação com a
educação e com o desenvolvimento cultural dos estudantes. Nessa
perspectiva, a educação se torna um instrumento que possibilita às
camadas populares uma ampliação do universo cultural, de forma
democrática.

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