Universidade Estadual do Centro-Oeste
Reconhecida pelo Decreto Estadual nº 3.444, de 8 de agosto de 1997
Campus Universitário de Irati
Setor de Ciências da Saúde - Departamento de Educação Física
Núcleo de Ensino a Distância
Disciplina Ginástica
Ginástica
Prof.a Debora Gomes
Santo Antonio do Sudoeste, 28 de abril de 2018.
Esta disciplina tem como objetivos:
Identificar as dimensões históricas e culturais das
manifestações gímnicas, para que se perceba a história da
ginástica desde suas origens até suas formas esportivas
produzidas culturalmente.
Identificar os diferentes conceitos e campos da ginástica, a
fim de favorecer o domínio didático pedagógico da mesma.
Compreender que os saberes da ginástica, devem ser
trabalhados nas aulas de Educação Física, de maneira que
favoreçam a sua compreensão como área de
conhecimento, em sua totalidade, e não apenas
fragmentada em rótulos como ginástica artística, ginástica
de academia, dentre outros.
Reconhecer os elementos básicos da ginástica, enquanto
forma particular de exercitação com ou sem uso de
aparelhos, com vistas a ampliar a compreensão desta
manifestação da cultura corporal, que embasa toda atividade
desportiva praticada pelo homem contemporâneo.
Compreender os aspectos metodológicos do ensino da
ginástica, a fim de orientar uma ação pedagógica voltada
para possibilidades de vivências que favoreçam experiências
corporais relacionadas as manifestações gímnicas.
Abordar os diferentes tipos de ginásticas a partir das
categorias competição, demonstração e condicionamento
físico, assim como a concepção de saúde e corpo atreladas as
mesmas.
A disciplina de Ginástica encontra-se dividida nas seguintes
unidades:
1 a 5 - são unidades de auto estudo, organizadas a partir
de publicações da área voltadas para o aprofundamento
em relação aos conceitos chaves, bem como, elementos
norteadores da disciplina que se encontram organizados a
partir das seguintes temáticas: Origem, história, conceitos
e campos da Ginástica; A Ginástica como conteúdo da
Educação Física na escola; Elementos Corporais da
Ginástica; Ginástica institucionalizada; Ginástica na
Academia e Saúde. (Até 29/04)
6 - esta unidade, organizada na perspectiva de
aprendizagem colaborativa, visa estabelecer por meio de
um chat, um debate sobre a Temática “Ginástica e as
concepções de corpo”. (30/04 a 06/05)
7 - voltada para a aprendizagem baseada em pesquisa, a
sétima unidade cuja temática se volta para “Elementos
Corporais Ginásticos”, encontra-se organizada de forma que
os acadêmicos realizarão em duplas ou trios, uma
experiência de pesquisa baseada na organização de um
acervo de imagens relacionadas à temática. (Até 03/06)
8 - por fim, esta unidade denominada comunidade de
prática, será realizada nos Polos UAB, visando fomentar
vivências que se relacionam aos aspectos metodológicos do
ensino da ginástica.
Avaliação
Considerando que a avaliação é de caráter
processual, formativa e somativa, serão realizadas
as seguintes atividades avaliativas:
•atividade ao final das cinco unidades de estudo
(peso 0,5);
•pesquisa sobre “os elementos básicos da ginástica
com e sem aparelhos” (peso 1);
•participação na atividade da aprendizagem
colaborativa (peso 0,5)
•participação na comunidade prática (peso 2);
•Prova prevista para o final da disciplina (peso 6).
Unidade 1: Origem, história,
conceitos e campos da Ginástica
Tem como objetivo identificar as dimensões
históricas e culturais das manifestações
gímnicas, para que se perceba a história da
ginástica desde suas origens até suas formas
esportivas produzidas culturalmente, além de
identificar os diferentes conceitos e campos
da ginástica, a fim de favorecer o domínio
didático pedagógico da mesma.
Inicialmente ginástica denotava o ato de
exercitar-se, mas este conceito se modificou
ao longo da história, saindo de uma conotação
estritamente biológica para uma perspectiva
histórico e cultural, se faz necessário para
identificar os diferentes campos ginásticos.
Ginástica vem do grego Gymnastiké e significa
a "Arte ou ato de exercitar o corpo para
fortificá-lo e dar-lhe agilidade. O conjunto de
exercícios corporais sistematizados, para este
fim, realizados no solo ou com auxílio de
aparelhos e aplicados com objetivos
educativos, competitivos, terapêuticos, etc”.
(Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa)
“System of physical exercices practised either
to promote physical development or a sport”
(Encyclopedia Britannica).
“[...] uma forma particular de exercitação
onde, com ou sem uso de aparelhos, abre-se a
possibilidade de atividades que provocam
valiosas experiências corporais,
enriquecedoras da cultura corporal das
crianças, em particular, e do homem, em
geral” (COLETIVO DE AUTORES, 2012, p. 76).
CAMPOS DA GINÁSTICA
DE CONDICIONAMENTO FÍSICO DE COMPETIÇÃO
Localizada Acrobática
Aeróbica Aeróbica
Hidroginástica Artística
Musculação... Rítmica
Trampolim
FISIOTERÁPICA
RPG
Fisioterapia
DE CONSCIENTIZAÇÃO CORPORAL
Antiginástica
Eutonia
DE DEMONSTRAÇÃO
Ginástica para Todos
Souza, 1997, p. 26
Ginástica de Condicionamento Físico
Englobam todas as modalidades que tem por
objetivo a aquisição ou a manutenção da condição
física do indivíduo atleta ou não.
Academias (Body, localizada...);
Praticadas visando estética,
padrão de beleza.
Souza, 1997, p. 25
Ginástica de Competição
Modalidades Competitivas
Federação/Confederação;
Tem regulamento;
São reconhecidas como esporte, algumas olímpicas;
Quase todas tiveram origem no condicionamento físico e
se transformaram em esportivas;
GA, GR, Ginástica Aeróbica, Ginástica Acrobática e a
Ginástica de Trampolim.
Souza, 1997, p. 25
GINÁSTICA ARTÍSTICA
FEMININA
GINÁSTICA ARTÍSTICA
MASCULINA
GINÁSTICA ARTÍSTICA
MASCULINA
GINÁSTICA RÍTMICA
GINÁSTICA RÍTMICA
GINÁSTICA AERÓBICA
GINÁSTICA ACROBÁTICA
Grupos, Trios e Pares;
2’ a 2’30”
GINÁSTICA DE TRAMPOLIM
Ginástica de Demonstração
Ginástica Geral ou Ginástica para todos;
Não competitiva;
Prevalece o artístico;
Não é seletiva;
Interação social é uma busca;
Prática inclusiva e sem restrição.
Souza, 1997, p. 25
Participação de várias pessoas
Integração
Foge dos padrões
pré-estabelecidos
Diverte...
Não tem competição...
BARBOSA-RINALDI (2008)
Ginástica de Consciência Corporal
Reúnem as novas propostas de abordagem do corpo, também conhecidas por
Técnicas alternativas ou Ginásticas Suaves (Souza, 1992), e que foram
introduzidas no Brasil a partir da década de 70, tendo como pioneira a Anti-
Ginástica.
A grande maioria destes trabalhos tiveram origem na busca da solução de
problemas físicos e posturais.
Inspiradas em práticas orientais milenares, como Yoga e Tai-Chi-Chuan.
Fiorin (2002) acrescenta que uma das ginásticas de conscientização corporal é
a antiginástica, que Ginástica holística;
Emergente;
Conhecer-se melhor;
Possibilidades e limitações.
Souza, 1997, p. 25
Se opõe ao conceito de corpo belo das ginásticas de
academia (ginásticas de condicionamento físico), haja vista
que objetiva a liberação dos padrões estabelecidos pela
sociedade, priorizando a saúde relacionada ao bem-estar
geral.
Ginástica Fisioterápicas
Metodologia utilizada pela fisioterapia;
Métodos e técnicas responsáveis pela
utilização do exercício físico na prevenção ou
tratamento de doenças.
Souza, 1997, p. 25
Unidade 2: A Ginástica como
conteúdo a Educação Física na escola
Tem por objetivo compreender que os saberes
da ginástica, devem ser trabalhados nas aulas
de Educação Física, de maneira que favoreçam
a sua compreensão como área de
conhecimento, em sua totalidade, e não
apenas fragmentada em rótulos como
ginástica artística, ginástica de academia,
dentre outros.
No início da aprendizagem, as ginásticas não
se caracterizam pela execução de movimentos
perfeitos determinados pelo professor, mas
sim pela exploração corporal e compreensão
das intenções e possibilidades de
movimento.
Para desenvolver os elementos corporais e
acrobáticos é possível utilizar a exploração
do espaço como galhos de árvores, bancos, muros,
escadas, gramado, quadra, e exploração de aparelhos
tradicionais e não tradicionais de grande porte, como
plintos, trave de equilíbrio, pneus, espaldar etc.
Unidade 3: Elementos Corporais da
Ginástica
O objetivo desta unidade é reconhecer os
elementos básicos da ginástica, enquanto
forma particular de exercitação com ou sem
uso de aparelhos, com vistas a ampliar a
compreensão desta manifestação da cultura
corporal, que embasa toda atividade
desportiva praticada pelo homem
contemporâneo.
Os movimentos que fazem parte do nosso
cotidiano podem ser realizados de maneira
intencional e ampliada, favorecendo a tomada
da consciência corporal assim como, a
descoberta das possibilidades de movimentos
que podemos realizar.
É uma temática que visa reconhecer os
elementos básicos da ginástica, ou seja, as
“partes” que compõe os movimentos
ginásticos.
Formas de andar: Movimento de
transferência do peso do corpo de um
pé para o outro sem perder o contato
com o solo
(dança da cadeira).
Andares: normal, na ponta dos pés,
com os calcanhares, cruzado,
deslizado.
Formas de correr: Movimento de
transferência do peso do corpo de
um pé para o outro com perda
momentânea do contato dos pés no
chão (revezamento).
Corridas: normal, cruzada, alongada,
com joelhos à frente,
com calcanhares batendo nos glúteos.
Saltitos: saltito unido, primeiro
saltito, segundo saltito (galope),
polca.
Saltos: grupado, aberto, tesoura,
espacate, corsa, entrelacê, cossaco,
cambrê (aliança), cabriole ...
Ondas: semiondas de braços,
ondas tronco e completas.
Giros: duas pernas (sem e com
deslocamento), sobre uma perna
(pivôs).
Equilíbrios: sobre as duas pernas,
sobre uma perna – com todo o pé
no chão, com meia ponta, perna
estendida, passê, avião, no chão
(pé, joelho, costas)...
Semiacrobáticos: rolamento
lateral, para frente, para trás, de
ombro, peixinho.
Acrobáticos: roda em pé e no
solo, parada de cabeça, parada de
mão, reversão para frente e para
trás, bases para apoios.
Bases de apoio
Pegadas
Desafio
Formações: colunas, fileiras,
circulo, triangulo, quadrado,
retângulo, diagonal, intercalado...
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Frente
Souza, 1997, p. 28
Unidade 4: Ginástica
Institucionalizada
Visa apresentar o campo da ginástica
institucionalizada, que se caracteriza pela
vinculação a confederações e federações, bem
como a existência de regras/regulamentos
oficiais.
São ginásticas “[...] que exigem um
desempenho físico e técnico baseado num
padrão de alto nível. [...] Contudo, é
importante que os alunos identifiquem essas
exigências para que possam diferenciar a
Ginástica Escolar da ginástica em outras áreas
de atuação da Educação Física”.
Neste campo existem cinco ginásticas de
competição (acrobática, aeróbica, artística, rítmica e
de trampolim) e uma que é vinculada à
confederação, portanto institucionalizada, porém
não é competitiva e sim considerada ginástica de
demonstração (ginástica geral - GG- , que a partir de
2007 foi denominada pela Federação Internacional
de Ginástica como ginástica para todos - GPT).
Unidade 5: Ginástica na Academia
e Saúde
O objetivo desta unidade é tomar
conhecimento de como foi o surgimento da
ginástica em academias, bem como o
delineamento de sua relação com saúde. Os
tipos de ginásticas em academias serão
abordados assim como uma perspectiva crítica
em relação à saúde.
Na década de 1970, foi instituído um
movimento com base nos resultados dos
estudos realizados por Cooper (1972), que
apresentaram a prática de exercícios
aeróbicos (baixa intensidade e longa duração)
como uma excelente ferramenta para melhora
da aptidão cardiorrespiratória e redução da
gordura corporal, diminuindo, ainda, os riscos
de doenças cardiovasculares, sedentarismo,
osteoporose, obesidade, diabetes, síndrome
metabólica etc.
Na mesma década, surgiu uma proposta
chamada Aerobic Dance, idealizada por
Sorensen (1974), cujo método utilizava a
música de forma mais dinâmica e combinava
os passos de dança com exercícios
calistênicos, com o objetivo de aumentar a
resistência cardiovascular.
Surgia, então, a Ginástica Aeróbica,
modalidade cujo objetivo era o
treinamento da capacidade aeróbica em
pessoas adultas sedentárias.
Será que a atividade física dá conta de
proporcionar saúde aos seus praticantes?
Outros fatores poderiam influenciar as
condições de saúde de cada um de nós? Que
fatores seriam estes? Mas, na verdade, o que
é ser saudável? E “o resto não tem pressa”, o
que pode ser?
Unidade 6 – Aprendizagem
Colaborativa Ginástica e as
concepções de corpo
O objetivo desta unidade é por meio de uma
atividade interativa com todos os acadêmicos
e tutores, refletir sobre as concepções de
corpo existentes.
Tal reflexão se torna salutar na medida em que
deve novos levar a pensarmos “[...] sobre as
nossas atitudes, não só em relação à ginástica,
mas também a qualquer atividade física, antes
de aderirmos ingênua ou cegamente aos
apelos da mídia”.
Lidamos com um corpo-objeto ou corpo-sujeito?
Por que?
A Educação Física disciplina os corpos?
O que implica a substituição da palavra uso pela
palavra vivência?
O que significa corpo usado?
Insatisfação corporal, por que?
Partindo das perspectivas de que o homem é um
ser único, que se move, que brinca e que sente,
o que podemos abordar sobre Ginástica, Corpo
e Educação Física?
Participar do chat, no período e 30 de abril a 6 de maio de 2018
Unidade 7 – Aprendizagem baseada
em pesquisa
O objetivo desta unidade é realizar em duplas
ou trios, uma experiência de pesquisa baseada
na organização de um acervo de imagens
relacionadas à temática “Os elementos básicos
da ginástica com e sem aparelhos”.
• A pesquisa deve conter uma explanação
sobre a temática, bem como, a
apresentação de um acervo de imagens
que devem ser produzidas a partir de
vivências realizadas/existentes no
município do acadêmico.
• as vivências podem ser realizadas pelo
próprio grupo de acadêmicos ou ser
registrada a partir de aulas de Educação
Física em escolas ou colégios da região, as
quais deverão ser descritas na pesquisa.
• Como critério, deverá ser apresentado no
mínimo 5 imagens de 5 elementos
ginásticos diferentes (Exemplo: 1 forma de
andar, 1 saltito, 1 equilíbrio, 1 giro e 1
acrobático), além do relato do contexto em
que as mesmas foram registradas.
A pesquisa deverá conter os seguintes itens:
• Capa e contracapa:
• Resumo
•Palavras-chave
•Lista de ilustrações
•Sumário
•1. Introdução
•2. Revisão de literatura
•3. Metodologia
•4. Apresentação e discussão dos dados
•5. Considerações Finais
•Referências
Vamos nos movimentar?
Alongamento
Relaxamento