0% acharam este documento útil (0 voto)
366 visualizações23 páginas

Disciplina Eclesiática

Este documento fornece diretrizes sobre disciplina eclesiástica na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele discute como lidar com membros que cometem erros seguindo as instruções de Mateus 18, incluindo conversar com a pessoa individualmente, depois em pequenos grupos, e finalmente envolver a igreja. Também explica os processos de censura e remoção da condição de membro, assim como a readmissão.

Enviado por

Fernando Melo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
366 visualizações23 páginas

Disciplina Eclesiática

Este documento fornece diretrizes sobre disciplina eclesiástica na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Ele discute como lidar com membros que cometem erros seguindo as instruções de Mateus 18, incluindo conversar com a pessoa individualmente, depois em pequenos grupos, e finalmente envolver a igreja. Também explica os processos de censura e remoção da condição de membro, assim como a readmissão.

Enviado por

Fernando Melo
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PPTX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

DISCIPLINA ECLESIÁSTICA

Igreja Adventista do Sétimo Dia

Fernando Lopes de Melo


Como Lidar com Membros que Cometem
Erros
• Ao tratar com membros que cometem falhas, o
povo de Deus deve seguir estritamente as
instruções dadas pelo Salvador no décimo oitavo
capítulo de Mateus.
• “‘Se teu irmão pecar contra ti’, disse Cristo, ‘vai e
repreende-o entre ti e ele só’ (Mt 18:15). Não se
deve contar a outros o caso de um irmão. Conta-se
o caso a uma pessoa, a outra e mais outra; e o mal
continua crescendo até que toda a igreja vem a
sofrer. O correto é resolver o caso ‘entre ti e ele só’.
Esse é o plano divino. MI p. 58
Como Lidar com Membros que Cometem
Erros
Portanto, deve-se conversar com a pessoa que
cometeu a falta e, com o coração cheio do
amor e da simpatia de Cristo, buscar com ela
reconciliação. Arrazoar com ela com calma e
mansidão. Não se exprimir em termos
violentos. Falar-lhe em tom que apele para o
bom-senso, lembrando as palavras: ‘Aquele
que fizer converter do erro do seu caminho um
pecador salvará da morte uma alma, e cobrirá
uma multidão de pecados’ (Tg 5:20). MI p. 58
Como Lidar com Membros que Cometem
Erros
• ‘Se não te ouvir, leva ainda contigo um ou
dois, para que pela boca de duas ou três
testemunhas toda a palavra seja confirmada’
(Mt 18:16). Diante de irmãos espirituais,
deve-se falar acerca da falta com o que
estiver em erro. [...] Vendo que eles
concordam no assunto, talvez se persuada.
• ‘Se não as escutar’, continua dizendo Jesus,
‘dize-o à igreja’ (Mt 18:17). Deve a igreja
decidir o caso de seus membros. MI p. 59.
Como Lidar com Membros que Cometem
Erros
• ‘Se também não escutar a igreja, considera-o como um
gentio e publicano’ (Mt 18:17). Se não atender à igreja, se
rejeitar os esforços feitos para reconquistá-lo, é a igreja que
deve tomar a si a responsabilidade de excluí-lo de sua
comunhão. Seu nome deve então ser riscado do livro.
• Nenhum oficial da igreja deve aconselhar, nenhuma
comissão recomendar e igreja alguma votar a eliminação
dos livros do nome de alguém que haja cometido falta, sem
que as instruções de Cristo a esse respeito sejam fielmente
cumpridas. Se essas instruções forem observadas, a igreja
será purificada diante de Deus. MI p. 59.
Razões Para Disciplina
• 1. Negação da fé nos fundamentos do evangelho e nas
Crenças Fundamentais da Igreja ou o ensino de doutrinas
contrárias a eles.
• 2. Violação da lei de Deus, tal como adoração de ídolos,
homicídio, roubo, profanação, jogos de azar, transgressão do
sábado e falsidade intencional e habitual.
• 3. Violação do sétimo mandamento da lei de Deus no que se
refere à instituiç̧ão do matrimônio, o lar cristão e as normas
bíblicas de conduta moral.
4. Abuso sexual de crianças, jovens e adultos vulneráveis;
fornicação, promiscuidade, incesto, prática homossexual, a
produção, uso ou distribuição de pornografia e outras
perversões sexuais.
Razões Para Disciplina
• 5. Novo casamento de pessoa divorciada, exceto o
cônjuge que permaneceu fiel ao voto matrimonial
num divórcio por adultério ou por perversões
sexuais.
• 6. Violência física, incluindo violência na família.
• 7. Fraude ou deliberada falsidade nos negócios.
• 8. Conduta desordenada que traga opróbrio sobre a
igreja.
• 9. Adesão ou participação em movimento ou
organização separatista ou desleal. (Ver p. 61.)
Razões Para Disciplina
• 10. Persistente recusa em reconhecer a autoridade
da igreja devidamente constituída, ou em não se
submeter à ordem e disciplina da igreja.
• 11. O uso, a fabricação ou a venda de bebidas
alcoólicas.
• 12. O uso, a fabricação ou a venda de fumo em
qualquer de suas formas para consumo humano.
• 13. O uso ou fabricação de drogas ilícitas ou o uso
indevido ou tráfico de narcóticos e outras drogas.
MI p. 64.
Processo de Disciplina
• Quando se trata de pecados graves, a
igreja tem duas maneiras como a
disciplina deve ser aplicada:
• 1. Por um voto de censura.
2. Por um voto de remoção da qualidade
de membro da igreja.
Processo de Disciplina
• A censura tem dois propósitos: (1)
Possibilitar à igreja manifestar sua
desaprovação a uma ofensa grave que
trouxe desonra à causa de Deus e (2)
impressionar os membros em falta com
a necessidade de mudança de vida e
reforma de conduta, e proporcionar-lhes
um período de graça e prova enquanto
faz essas mudanças. MI p. 65.
Processo de Disciplina
• Um voto de censura é tomado por um período definido de
no mínimo um mês e no máximo doze meses. Tal voto anula
a eleição ou indicação do membro faltoso para todos os
cargos e o priva do privilégio de ser eleito durante o período
de vigência da censura. Os membros sob censura não têm o
direito de participar, nem por voz nem por voto, dos
assuntos administrativos ou de liderar atividades da igreja,
tais como ensinar numa classe de Escola Sabatina, etc. Não
serão, porém, privados do privilégio de tomar parte das
bênçãos da Escola Sabatina, dos cultos ou da cerimônia da
comunhão. Não poderão ser feitas transferências durante o
período de censura. MI p. 65.
Processo de Disciplina
• Uma avaliação deverá ser feita quando o período
de censura expirar para determinar se os membros
sob disciplina tiveram uma mudança de
procedimento. Se a sua conduta for satisfatória,
devem ser considerados em posição regular sem
qualquer outro voto e devem ser notificados que a
censura expirou. Se sua conduta não for satisfatória,
a igreja deve novamente considerar a disciplina
apropriada. O retorno a qualquer cargo da igreja
deverá ocorrer por meio de eleição. MI p. 65
Processo de Disciplina
• A remoção de um indivíduo de sua condição de
membro da igreja, o corpo de Cristo, é a disciplina
final que a igreja pode administrar. Unicamente
após haver seguido a instrução dada neste capítulo,
depois da orientação do pastor ou da Associação,
quando o pastor estiver indisponível, e depois de
terem sido feitos todos os esforços para conquistá-
lo e restaurá-lo ao caminho certo, deve um
indivíduo ser removido de sua posição de membro
da igreja.
Tempo Oportuno Para a Disciplina
• A igreja deve cuidar para que o processo
disciplinar ocorra dentro de um tempo
razoável e então comunicar suas
decisões com delicadeza e prontidão. A
demora na administração da disciplina
pode aumentar a frustração e o
sofrimento do membro e da própria
igreja. MI p. 66.
Prudência em Julgar
o Caráter e os Motivos
• “Cristo ensinou claramente que aqueles
que perseveram em pecado declarado
devem ser desligados da igreja; mas não
nos confiou a tarefa de ajuizar sobre
caracteres e motivos. Conhece
demasiado bem nossa natureza para
que nos delegasse esta obra. Mi p. 66.
Em Reunião Devidamente Convocada
• Os membros podem ser disciplinados por uma
causa suficiente, mas apenas em uma reunião
administrativa devidamente convocada (ver p.
130, 131), depois de a Comissão da Igreja ter
analisado o caso. A reunião será presidida por um
pastor ordenado ou um pastor licenciado que tenha
sido ordenado como ancião daquela igreja ou, na
ausência do pastor e em conselho com ele ou com o
presidente da Associação, por um ancião da igreja
local. MI p. 66.
Notificação aos que Foram Removidos da
Comunhão da Igreja
• Ao excluir membros de sua comunhão, a igreja lhes
notificará por escrito o voto tomado, mas com o
compromisso de dedicar interesse espiritual e
cuidado pessoal permanente. Essa comunicação
deve, quando possível, ser entregue pessoalmente
pelo pastor ou alguém designado pela Comissão da
Igreja. Aos ex-membros deve ser assegurado que a
igreja tem a esperança de que voltarão
voluntariamente e que um dia haverá comunhão
eterna no reino de Deus.
Readmissão dos Removidos da Condição de
Membros
• Quando pessoas forem removidas, a igreja deve, quando
possível, manter contato e manifestar espírito de amizade e
amor, empenhando-se em trazê-las de volta ao Senhor.
• Ao lidar com autores de abuso sexual, deve-se ter em mente
que a restauração à condição de membro não anula todas as
consequências de tão séria violação. Conquanto o
desempenho de atividades na igreja possa ser permitido
com regras devidamente estabelecidas, uma pessoa culpada
ou disciplinada por abuso sexual não deve ser posta em um
cargo que a coloque em contato com crianças, jovens e
outros indivíduos vulneráveis. Tampouco deve ser-lhe dada
alguma posição que encoraje pessoas vulneráveis a confiar
implicitamente nela. MI p. 69.
Reuniões Administrativas
• As reuniões administrativas devem ser
realizadas pelo menos uma vez por ano. O
pastor ou a Comissão da Igreja em consulta
com ele e com seu apoio convoca a reunião.
Em geral, uma reunião administrativa é
anunciada com uma ou duas semanas de
antecedência no culto regular do sábado,
dando-se detalhes sobre o horário e o lugar
da reunião.
Reuniões Administrativas
• A igreja local atua dentro de funções
definidas na estrutura da Igreja Adventista do
Sétimo Dia. No contexto desses papéis, a
reunião administrativa é a autoridade
governante da igreja local. Os membros em
posição regular são motivados a comparecer
e votar. Um membro sob censura não tem o
direito de participar nem por voz nem por
voto. MI p. 130.
Reuniões Administrativas
• Os assuntos principais da igreja devem ser decididos numa
reunião administrativa regular ou extraordinariamente
convocada. A reunião administrativa tem autoridade acima
da Comissão da Igreja e pode delegar responsabilidades a
ela além daquelas definidas pelo Manual da Igreja. (Ver p.
130-134.)
• A agenda da reunião deve incluir os relatórios sobre a obra
da igreja. Pelo menos uma vez ao ano, deve apresentar
relatórios cobrindo as atividades da igreja. Com base nesses
relatórios, deve ser apresentada uma proposta para
aprovação de um plano de ação para o ano seguinte.
Quando possível, os reatórios e planos para o ano seguinte
devem ser apresentados por escrito. (Ver Notas, no 7, p. 184,
185.)
Equilíbrio
• A disciplina na igreja requer delicado
equilíbrio entre a firmeza de princícipios , a
concessão do perdão e amotosa bondade.
• Na disciplina da igrejas dois extremos são
frequentemente praticados: negligência da
parte de alguns e aspereza e severidade por
par de outros. GPM p. 155.
Entendendo a disciplina
• Não é punição ou castigo
• É corretiva e revela cuidado
• Protege a igreja e restaura o pecador
• Honra a Cristo
– GPM p. 157.

Você também pode gostar