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Cultura Material: Conceito e Importância

O documento discute o conceito de cultura material e sua importância para o entendimento das culturas humanas. A cultura material refere-se aos objetos e estruturas criados pelo homem e inclui habitações, vestimentas, utensílios e outros artefatos que refletem os padrões sociais e valores de determinado grupo. Estudiosos como Gordon Childe e Felix Keesing contribuíram para estabelecer a cultura material como objeto de estudo científico nas ciências sociais.

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Cultura Material: Conceito e Importância

O documento discute o conceito de cultura material e sua importância para o entendimento das culturas humanas. A cultura material refere-se aos objetos e estruturas criados pelo homem e inclui habitações, vestimentas, utensílios e outros artefatos que refletem os padrões sociais e valores de determinado grupo. Estudiosos como Gordon Childe e Felix Keesing contribuíram para estabelecer a cultura material como objeto de estudo científico nas ciências sociais.

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CULTURA

Cultura significa todo aquele complexo que inclui o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a
moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano não somente em
família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

Assim, a cultura representa o patrimônio social de um grupo e a soma de padrões dos


comportamentos humanos.

Sendo uma gama de comportamentos de um grupo de pessoas envolvendo seus conhecimentos,


experiências, atitudes, valores, crenças, religião, língua, hierarquia, relações espaciais, noção de
tempo, conceitos de universo, formando assim a identidade cultural de um país, região.
Essa identidade cultural de um país é dividido em duas áreas, a CULTURA MATERIAL e a
CULTURA IMATERIAL.
COSTUMES
VIVÊNCIAS RELIGIÃO

CRENÇAS ALIMENTAÇÃO

MORAL ARTE

LÍNGUA VALORES

RELAÇÕES SOCIAIS HÁBITOS

CONHECIMENTO VESTIMENTA
EXPERIÊNCIAS
• CULTURA MATERIAL :Esse tipo de cultura tem como característica principal a sua tangibilidade, que se
resume ao fato de ser possível tocar os seus componentes e é o que lhe diferencia da cultura imaterial.

• […] são as estruturas, objetos e modificações que compõem os nossos espaços de lazer, trabalho,
moradia, entre inúmeras outras possibilidades. A cultura material é tudo aquilo que é produzido ou
modificado pelo ser humano, ou seja, tudo aquilo que faz parte do cotidiano da humanidade,
independentemente do tempo

O conjunto de manifestações de cultura material e imaterial com importância histórica formam o patrimônio
cultural de país.
TANIA DE ANDRADE LIMA

arqueóloga
Ciência que estuda as culturas e os modos de vida das diferentes sociedades humanas - do passado e
presente - a partir da análise de vestígios materiais
Cultura Material : a dimensão concreta das relações sociais
professora associada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional

“ Uma das características intrínsecas aos seres humanos é sua capacidade de criar objetos, seja por sua
função utilitária, seja para fins ritualísticos ou artísticos. “ (LIMA, 2011, v. 6, p. 11-23)

“ O homem se relaciona através da mediação de objetos desde os tempos primitivos e o estudo dos
vestígios arqueológicos forneceram as primeiras pistas relativas à importância do estudo destes objetos
para o entendimento de uma determinada cultura” (LIMA, 2011, v. 6, p. 11-23)
EXEMPLOS DE CULTURA MATERIAL
Vestimentas – Museus – Teatros – Igrejas – Praças – Universidades – Monumentos - Obras
de Arte – Utensílios.
• SURGIMENTO DA CULTURA MATERIAL COMO OBJETO DE ESTUDO

o estudo da cultura material como objeto de conhecimento científico teve seu ápice e evolução em países de

cultura anglo-saxónica, a partir da arqueologia, ciência do saber histórico que esteve na origem dos primeiros trabalhos acerca do tema em questão.

vere gordon childe – sec. xx

pioneiro na identificação deste ramo do saber

australiano

influenciado pela escola marxista

antropólogo - estudo sobre o homem e a humanidade

arqueólogo - ciência social que estuda as sociedades, podendo ser tanto as que ainda existem, quanto as atualmente extintas, através de seus restos materiais.

Ofereceu uma análise estrutural da cultura material em termos de economia, sociologia e ideologia, e um princípio para as mudanças culturais através da
evolução econômica dos seres

Um socialista convicto altamente influenciado pelo marxismo", ele não parecia aceitar a existência da luta de classes como instrumento de mudança social, um
princípio básico do pensamento marxista

• Livro: A evolução Cultural do homem


• PRINCÍPIO:

• Através das suas ideias vere gordon disse que a cultura material deveria ser estudada na área multidisciplinar cientifica e que as
exposições museológicas deveriam ser encaradas e apresentadas a sociedade como bens públicos que manteriam o espirito e a história da
cultura de uma nação, nesses sentido, seria o principal meio pelo qual o passado é publicamente apresentado e divulgado a sociedade
futura, para assim construir o amanhã.

• A partir desse principio, ele declara em sua teoria que a manutenção da cultura por meio dos museus deveriam ser praticados pelos
representantes do país e expressava que a sociedade em geral teriam a obrigação de desfrutar dessas entidades para fins de estudo.

•  TRÊS DIMENSÕES DO ESTUDO DA CULTURA MATERIAL

• Espacial ou topológica (o lugar, as transformações e onde se vêm os seus resultados),

• Cronológica ou histórica (processo evolutivo das transformações e sua manifestação)

• Antropológica (as relações humanas e psicossociais que enformam a produção dos objetos ou artefactos e que o Homem se serve, comote
cidos, utensílios, ferramentas, adornos, meios de transporte, moradias, armas etc.). 
• FELIX M. KEESING - Era um antropólogo

• nascido na Nova Zelândia

• Livro: Antropologia cultural

• Apresenta dois elementos básicos da cultura material no ramo dos artefatos :

• Forma: aspecto exterior do objeto.

• Função: serventia

segundo KEESING (1961:307)

“cultura material tem a distinção especial de ligar o comportamento do indivíduo a coisas externas

feitas artificialmente: os artefatos. Engloba, portanto, uma infinidade de objetos e coisas, feitas de

matérias-primas as mais diversas, encontradas nos diferentes hábitats da terra, resultantes de inúmeras

técnicas”
PRINCIPAIS AREAS DA CULTURA MATERIAL - Habitações, transporte, indumentária, recipientes e têxteis, instrumentos e armas.
• JURISPRUDÊNCIA
• APELAÇÃO CÍVEL Nº 5009345-83.2011.404.7108/RS
• RELATOR : LUÍS ALBERTO D AZEVEDO AURVALLE
• APELANTE : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
• APELADO: INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL – IPHAN
• : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
• EMENTA

• AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MUSEU ARQUEOLÓGICO DO RIO GRANDE DO SUL. ABANDONO ADMINISTRATIVO DO MUSEU, QUE
ENCONTRA-SE COM ACERVO EM VIAS DE DEGRADAÇÃO. DEVER DO PODER PÚBLICO DE CONSERVAR O PATRIMÔNIO
CULTURAL BRASILEIRO.
• O aumento de despesas pelo Poder Público é fato inerente ao cumprimento de qualquer obrigação fixada em sentença
judicial. As obrigações impostas versam sobre a conservação de patrimônio cultural brasileiro, cuja responsabilidade é do
Estado do Rio Grande do Sul, o qual, independentemente de provimento jurisdicional, deveria dispensar esforços e recursos
para suprir a situação de abandono.

• ACÓRDÃO
• Vistos e relatados estes autos em que são partes as acima indicadas, decide a Egrégia 4a. Turma do Tribunal Regional Federal
da 4ª Região, por unanimidade, negar provimento à apelação, nos termos do relatório, votos e notas taquigráficas que ficam
fazendo parte integrante do presente julgado.
• Porto Alegre, 07 de abril de 2015.
• CONCLUSÃO
• (a) promova a lotação de antropólogo para exercer a administração do MARSUL, ou, em não havendo
servidor disponível em seus quadros atuais, instaure concurso público para o preenchimento de vaga
• (b) tome as providências necessárias à contratação de empresa ou instituição do ramo de arqueologia
que conte com equipe composta, para fazer a manutenção e organização desse museu .
• o Estado do Rio Grande do Sul sustenta, preliminarmente,a carência da ação por impossibilidade
jurídica do pedido formulado na ACP, que enfrenta um gigantesco déficit financeiro e orçamentário,
que impede a consecução de diversas políticas públicas e investimentos que lhe são impostos pelas
Constituições Federal e Estadual, porém eles dizem que estão estudando viabilidades para esse caso,
impossibilidade em 60 dias, recuperação e armazenamento do acervo do MARSUL sem a realização de
licitação;
• (4) que a intervenção do Judiciário nos atos do Poder Executivo é medida de extrema
excepcionalidade, sob pena de comprometimento da harmonia e independência dos poderes;
• (5) que, embora reconheça a necessidade de atendimento ao comando que preceitua a preservação
da cultura e do patrimônio histórico nacional, diante da situação precária de suas finanças, tem a
liberdade de optar pela ação que entender mais alinhada com os desejos primárias de seus
administrados, dentro da autonomia concedida pelo poder discricionário da administração pública.
• Legislações
• Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 nos seus artigos:

• Art. 5. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (...)
• Inciso IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença.
• Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrentemente sobre: (...)
• Inciso VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
• Inciso VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de
valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico;
• Inciso IX - educação, cultura, ensino, desporto, ciência, tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e
inovação.
• Art. 30. Compete aos Municípios: (...)
• Inciso IX - Promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a
ação fiscalizadora federal e estadual.
• Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura
nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.
• § 3º A lei estabelecerá o Plano Nacional de Cultura, de duração plurianual, visando ao desenvolvimento cultural
do País e à integração das ações do poder público que conduzem à:
• I – defesa e valorização do patrimônio cultural brasileiro;
• II – produção, promoção e difusão de bens culturais;
• III – formação de pessoal qualificado para a gestão da cultura em suas múltiplas dimensões;
• IV – democratização do acesso aos bens de cultura;
• V – valorização da diversidade étnica e regional.
• Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados
individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes
grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem:
• I – as formas de expressão;
• II - os modos de criar, fazer e viver;
• III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
• IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demais espaços destinados às manifestações artístico culturais;
• V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico,
ecológico e científico.
• Decreto-lei nº 25, de 30 de novembro de 1937.
• DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL
• Art. 1º Constitue o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis
existentes no país e cuja conservação seja de interêsse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis
da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.
• § 1º Os bens a que se refere o presente artigo só serão considerados parte integrante do patrimônio
histórico o artístico nacional, depois de inscritos separada ou agrupada mente num dos quatro Livros do
Tombo, de que trata o art. 4º desta lei.

• DO TOMBAMENTO
• Art. 4º O Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional possuirá quatro Livros do Tombo, nos
quais serão inscritas as obras a que se refere o art. 1º desta lei, a saber:
• 1) no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico, as coisas pertencentes às categorias de arte
arqueológica, etnográfica, ameríndia e popular, e bem assim as mencionadas no § 2º do citado art. 1º.
• 2) no Livro do Tombo Histórico, as coisas de interesse histórico e as obras de arte histórica;
• 3) no Livro do Tombo das Belas Artes, as coisas de arte erudita, nacional ou estrangeira;
• 4) no Livro do Tombo das Artes Aplicadas, as obras que se incluírem na categoria das artes aplicadas,
nacionais ou estrangeiras.
QUESTÕES DA OAB Exame da OAB 2007.3 – Banca Cespe/UNB – Caderno A –
Exame da OAB 2009.3 – Banca Cespe/UNB – Caderno Azul – Questão 24 Resposta: Letra B.
Questão 83
Resposta: Letra D.
“ A destruição do Museu
nacional não foi um acidente,
mas um crime doloso:
pensado, calculado,
planejado, executado com
precisão”
• As ciências sociais regulam o comportamento Humano, desse modo, as
questões jurídicas acontecem através das dimensões da vida humana, assim a
cultura é a maneira pela qual os seres humanos se HUMANIZAM, porém não é
bem assim.
• Em consequência disso o direito desempenha um enorme papel na sociedade,
pois não existe vida social sem a influência do direito.
• Direito – organização social;
Fonte: Centro de Promoção da Liberdade Religiosa e Direitos
Humanos .
Exemplos de tombamento

: I – OBELISCO - inauguração ocorreu no dia 26 de agosto


de 1933, III- MORADA DOS BAÍS – Inaugurado em 1918, incêndio em
tombado por lei Legislativa n.º 100, de 9 de setembro de 1974 , tombado Decreto n.º 5390, de 4 de junho de 1986
1975

Obs.: é importante saber que qualquer pessoa física ou jurídica poderá solicitar um tombamento observando que segundo a
lei municipal n.º 3525/98 o pedido de tombamento no âmbito municipal é encaminhado por meio de requerimento à fundac,
dirigido ao presidente da fundação e que será protocolado no órgão central da administração municipal.

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