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Análise de Sistemas de Medição Estatística

1) O documento discute características estatísticas importantes para a análise de sistemas de medição, incluindo distribuição normal, estabilidade, tendência e linearidade. 2) É descrito como avaliar a estabilidade de um sistema de medição ao longo do tempo usando gráficos de controle para identificar possíveis problemas. 3) As diretrizes para estudar a tendência e linearidade incluem medir itens padrão várias vezes e analisar se há desvios significativos dos valores reais. Isso ajuda a identificar

Enviado por

Maiko Almeida
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Análise de Sistemas de Medição Estatística

1) O documento discute características estatísticas importantes para a análise de sistemas de medição, incluindo distribuição normal, estabilidade, tendência e linearidade. 2) É descrito como avaliar a estabilidade de um sistema de medição ao longo do tempo usando gráficos de controle para identificar possíveis problemas. 3) As diretrizes para estudar a tendência e linearidade incluem medir itens padrão várias vezes e analisar se há desvios significativos dos valores reais. Isso ajuda a identificar

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MSA

ANÁLISE DE SISTEMAS DE MEDIÇÃO


CARACTERÍSTICAS ESTATÍSTICAS DE UM EXPERIMENTO
Distribuição Normal
DISTRIBUIÇÃO NORMAL (Estimativa)
DISTRIBUIÇÃO NORMAL
Distribuição t
Características da distribuição t
CONFORMIDADE DA FABRICAÇÃO E DO PRODUTO
Dispositivo X Sistema de Medição
Erro de Medição
Requisitos de um sistema de medição

• Uma adequada discriminação


ou sensibilidade.
• O sistema de medição deve
estar sob controle estatístico.
• a variabilidade do sistema de
medição deve ser pequena
comparada com limites de
especificação.
• sistema de medição deve
demonstrar uma resolução
efetiva
Diretrizes para
análise do sistema
de medição 
sistema de medição replicável
• O sistema de medição replicável é aquele para o qual podemos medir
diversas vezes a mesma característica de uma peça sem danificá-la.

- Estabilidade
- Tendência
- Linearidade
- Repetitividade e Reprodutibilidade
Estabilidade
Estabilidade
• Estabilidade é a quantidade de variação total na tendência do sistema
ao longo do tempo em uma dada peça ou peça padrão. O objetivo da
estabilidade consiste em avaliarmos:
• A interação do sistema de medição e o meio ambiente;
• Desgaste de componentes;
• Ajuste de dispositivos e sensores.

• Diretrizes para sistema replicável


• Selecionar e identificar uma peça;
• Preparar formulário para coleta de dados e diário de bordo (data, horário,
operador, equipamento de medição);
• Medir periodicamente (diário, semanal, quinzenal ou mensal) a peça com 3 a
5 medições por vez (subgrupo racional);
Estabilidade
No de elementos
Limites dos Gráficos A2 D3 D4 
amostra (n)
Gráfico das Médias  2 1,88 0 3,267
LSC = Limite Superior =  + A2 3 1,023 0 2,574
LC = Limite Central = 4 0,729 0 2,282
LIC = Limite Inferior = - A2 5 0,577 0 2,114
Gráfico das Amplitudes R 6 0,483 0 2,004
LSC = Limite Superior = D4 7 0,419 0,076 1,924
LC = Limite Central = 8 0,373 0,136 1,864
LIC = Limite Inferior = D3 9 0,337 0,184 1,816
  10 0,308 0,223 1,777
Estabilidade
Data Horário Medida 1 Medida 2 Medida 3
Exemplo  12/8/2011
 12/8/2011
08:00
14:30
85,011
85,011
85,012
85,011
85,012
85,011
 13/8/2011 02:40 85,010 85,011 85,010
 13/8/2011 10:30 85,009 85,010 85,011
 15/8/2011 08:25 85,010 85,011 85,011
 15/8/2011 14:35 85,011 85,011 85,010
 16/8/2011 02:10 85,010 85,011 85,010
 16/8/2011 10:10 85,011 85,012 85,012
 16/8/2011 15:30 85,009 85,009 85,009
 17/8/2011 02:45 85,012 85,011 85,012
 17/8/2011 17:30 85,010 85,009 85,009
 18/8/2011 05:10 85,012 85,012 85,011
 18/8/2011 10:30 85,011 85,011 85,010
 18/8/2011 16:30 85,010 85,009 85,008
 19/8/2011 21:15 85,009 85,010 85,009
 22/8/2011 09:40 85,010 85,009 85,010
 22/8/2011 18:00 85,011 85,011 85,011
 22/8/2011 02:30 85,012 85,011 85,011
 23/8/2011 17:40 85,009 85,009 85,009
 23/8/2011 02:45 85,010 85,011 85,011
Estabilidade

= 85 ,0104
e   
= 0,0009

Tamanho da amostra
n = 3 e A2 = 1,023
obtemos os seguintes limites de
controle:
LSC = 85,0104+1,023 *0,0009  
LSC = 85,0114
LIC = 85,0104 -1,023*0,0009 
LIC= 85,0095
Gráfico de amplitude

= 0,0009

Como temos 3 elementos


em nossa amostra,
obtemos um valor de:
 D3 = 0 e D4 = 2,574.
com isso:

LSC = 2,574*0,0009 = 0,00232

LIC = 0*0,0009 = 0
Critérios de Avaliação
•  Pontos fora dos limites de controle.
•  7 ou mais pontos consecutivos crescentes ou decrescentes.
•  7 ou mais pontos consecutivos acima ou abaixo da linha média.
• Caso os gráficos  X e R estejam fora de controle, investigar as causas e
estabelecer ações corretivas.
• Se o processo apresentar falta de estabilidade, identifique as causas,
estabeleça ação corretiva. Repita o estudo de estabilidade;
• Se o processo for estável, prossiga com o estudo do sistema de medição;
• Se não for possível estabilizar o processo de medição, realizar os estudos ao
longo do tempo para identificar as variações de longo prazo.
Tendência
Tendência

Tendência é a diferença entre


a média das medidas de uma
grandeza e o valor de
referência para a grandeza
medida, realizadas por um
avaliador com o  mesmo
equipamento e método 
Diretrizes para estudo de tendência:
• Selecionar um item da produção cuja medida caia na faixa central
da variação do processo;
• Determinar o valor de referência do item escolhido em relação a
um padrão rastreável. Aqui, podemos utilizar laboratórios
externos, como os laboratórios acreditados no INMETRO (VR);
• Um avaliador, treinado no uso do sistema de medição que está
sendo analisado, mede o item 10 vezes ou mais (o MSA sugere 12);
• Calcular a média das medições (x) e a tendência;

Tendência = - VR
Critério para avaliar a tendência
•a) Intervalo
  de Confiança
A tendência é aceitável ao nível de significância a se o zero pertencer
ao intervalo de confiança (1 -  ) * 100% com limites:
LS= Tendência + t(n-1,1-α/2) n
LI = Tendência - t(n-1,1-α/2) n

no qual t(n-1,1-α/2) corresponde ao quantil  1- α/2 da distribuição t-


Student. Aqui, utilizamos um nível de significância α de 5 %.
Critério para avaliar a tendência
• b) Teste de Hipóteses
• Equivalentemente, podemos realizar o seguinte teste de hipóteses para
avaliar a tendência:
• H0 : Tendencia = 0
• H1 : Tendencia ≠ 0
• Sendo s o desvio padrão das medidas, n o número de medidas e tn-1 a
distribuição t-Student com n-1 graus de liberdade.
Portanto, obtemos a seguinte regra de decisão para um nível de significância α
•Se |t| > t (n-1;1- /2) rejeitamos H , ou seja, a tendência é estatisticamente significativa;
0

•Se |t| ≤ t não rejeitamos H , ou seja, a tendência não é estatisticamente significativa;


(n-1;1- /2)  0
Medições Valor encontrado Valor Real Tendência
1 5,8 6,0 -0,2
2 5,7 6,0 -0,3
3 5,9 6,0 -0,1
n = 15
4 5,9 6,0 -0,1
s = 0,212
5 6,0 6,0 0,0
Tendência= 0,006667
6 6,1 6,0 0,1
VT=2,5
7 6,0 6,0 0,0
%VE=100*s/VT = 100*0,212/2,5 = 8,48
8 6,1 6,0 0,1
t(n-1;1-α/2) = t14;0,975 = 2,145
9 6,4 6,0 0,4
LI = 0,006667- (2,145) * 0,212/ √15 = -0,11066
10 6,3 6,0 0,3
LI = Tendência + t * s/√n =
11 6,0 6,0 0,0
LI = 0,006667+ (2,145)* 0,212/ √15 = 0,12400
12 6,1 6,0 0,1
13 6,2 6,0 0,2
14 5,6 6,0 -0,4
15 6,0 6,0 0,0
Média 6,006667 6,000000 0,006667
Conclusão:
Como zero faz parte do intervalo, a tendência encontrada (0,006667 mm)
não é significativa ao nível 5%.
Equivalentemente, podemos realizar o teste de hipóteses para H0 : Tendência
= 0. Para testar esta hipótese, tomamos

Como  t= 0,12178 < t(n-1;1-α/2) = 2,145 não rejeitamos a hipótese H0, ou seja,
a tendência é desprezível ao nível de confiança de 95%. Veja a seguir os
resultados obtidos pelo software Action para o mesmo exemplo.
Análise de tendência
Análises da tendência

• Se a tendência for relativamente grande, procure por estas possíveis


causas:
• Erro na medida da peça padrão;
• Componentes gastos;
• Dispositivo de medição feito para dimensão errada;
• Dispositivo de medição medindo característica errada;
• Dispositivo de medição calibrado inadequadamente;
• Dispositivo de medição utilizado de maneira imprópria pelo avaliador.
Linearidade
Tendência e linearidade
A linearidade mede a variação da tendência para diferentes valores de
referência na faixa de interesse. A linearidade é avaliada via a
inclinação da reta formada pelos diferentes valores de referência em
relação a respectiva tendência. Quanto menos inclinada a reta, melhor
será a qualidade do sistema de medição.
Tendência e linearidade
• Diretrizes para o estudo de tendência e linearidade:

• Selecionar uma amostra de peças (no mínimo 5) cujas medidas se distribuam


ao longo da faixa de interesse;
• Determinar os valores de referência das peças. Mais uma vez podemos
utilizar laboratórios acreditados no INMETRO ou laboratório interno;
• Avaliador que utiliza o sistema de medição deve medir cada uma das peças no
mínimo 10 vezes (o MSA sugere 12), em sequência aleatória;
• Determinar a tendência para cada medição (Tendência = Resultado da
medição - Valor de Referência);
• Representar graficamente a (tendência) x (valor de referência);
Repetitividade
e Reprodutibilidade
Repetitividade e Reprodutibilidade
• Repetitividade – VE
• Variação das medidas obtidas por um único operador, utilizando o mesmo equipamento de
medição e método, ao medir repetidas vezes uma mesma grandeza de uma única peça
(corpo de prova).

• Reprodutibilidade – VO
• Variação das médias obtidas por diferentes operadores utilizando o mesmo equipamento de
medição para medir repetidamente uma mesma grandeza de uma única peça (corpo de
prova).

• Repetibilidade e Reprodutibilidade – RR
• É a soma das variações devido à falta de Repetitividade e Reprodutibilidade.
Repetitividade e Reprodutibilidade
Repetitividade e Reprodutibilidade

• Os operadores devem ser escolhidos entre todos os que utilizam o


sistema de medição;
• O número de operadores, número de peças e o número de réplicas
devem ser determinados através dos critérios:
• Criticidade da medida, dimensões críticas requerem mais peças e/ou réplicas;
• Para peças pesadas ou de difícil manuseio, utilizar menos peças e mais réplicas;
• Requisito do cliente;
• A seleção das peças é crítica para uma boa análise do RR e a seleção
depende do propósito do sistema de medição e da disponibilidade de
peças que representem o processo de produção.
Repetitividade e Reprodutibilidade
• Controle de Produto: sistemas de medição cujo resultado e critério de decisão
determinam a conformidade ou não conformidade do produto com relação às
especificações (inspeção 100% ou por amostragem). Neste caso, as peças
selecionadas não precisam cobrir toda a faixa de variação do processo.
• Controle de Processo: sistemas de medição cujo resultado e critério de decisão
determinam a estabilidade e/ou capacidade do processo de produção (CEP,
Gráfico Farol, Melhoria Contínua). Neste caso, a disponibilidade de peças que
cobrem toda a faixa de variação do processo de produção é fundamental.
Muitas vezes, um estudo complementar para determinar a capacidade do
processo é requerido e recomendado para avaliar a adequabilidade do sistema
de medição para o controle do processo.
• O instrumento de medição deve ter uma discriminação de pelo menos um
décimo da tolerância ou variação do processo de produção.
• Assegurar que o método de medição está medindo a dimensão correta e que o
método é corretamente aplicado.
R&R - Método da
Média e Amplitude
R&R - Método da Média e Amplitude
Formula % Variação Total % Tolerância
No Repetições K1
VE=Rm * K1 2 0,8862
Repetitividade
(VE)
3 0,5908
Rm = Amplitude média
No Operadores K2
Reprodutibilidade
2 0,7071
(VO ou VA)
3 0,5231
R&R
Peças K3 Peças K3
2 0,7071 7 0,3534
VP=Rp * K3
Peça 3 0,5231 8 0,3375
4 0,4467 9 0,3249
5 0,4030 10 0,3146
Rp= Diferença da média das peças
6 0,3742
Variação Total
MODELO DA ANOVA:

COM INTERAÇÃO ENTRE PEÇA


E OPERADOR
COM INTERAÇÃO PEÇA OPERADOR

Graus de Soma de Quadrados


Fator F
Liberdade Quadrados Médios
Fator Peça P p-1 SQP

Fator Operador O o-1 SQO


Interação entre Peça
(p-1)(o-1) SQI
e Operador PxO
Repetitividade po(r-1) SQE  
OPERADOR
PEÇA
1 2 3
1 114,9577 114,9613 114,9580
2 114,9577 114,9577 114,9590
3 114,9590 114,9630 114,9647
4 114,9637 114,9657 114,9653
5 114,9657 114,9670 114,9663
6 114,9623 114,9643 114,9647
7 114,9670 114,9690 114,9697
8 114,9663 114,9690 114,9703
9 114,9527 114,9543 114,9547
10 114,9667 114,9647 114,9663

= 0,00000033

= 0,00000033

= 0,0
OPERADOR
PEÇA
1 2 3
1 0,00000033 0,00000033 0,00000000
2 0,00000033 0,00000433 0,00000100
3 0,00002700 0,00000000 0,00000033
4 0,00000133 0,00000033 0,00000033
5 0,00000133 0,00000100 0,00000033
6 0,00000033 0,00000133 0,00000033
7 0,00000000 0,00000100 0,00000033
8 0,00000833 0,00000100 0,00000033
9 0,00000033 0,00000133 0,00000033
10 0,00000033 0,00000133 0,00000033

= 0,00000181
COM INTERAÇÃO PEÇA OPERADOR
COM INTERAÇÃO PEÇA OPERADOR
COM INTERAÇÃO PEÇA OPERADOR
Fonte de variação Desvio padrão %
Repetitividade 0,001345775 26,19048299
Reprodutibilidade 0,001367615 26,61550832
Operador 0,001031400 20,07234423
Peca x Operador 0,000898100 17,47816582
Peça 0,004766740 92,76676839
RR 0,001918719 37,34068401
Total 0,005138413 100
COM INTERAÇÃO PEÇA OPERADOR
COM INTERAÇÃO PEÇA OPERADOR

Conclusão:
O sistema de medição precisa ser
melhorado, pois temos uma %RR de 37,4%
e um valor de ndc=3, o que é considerado
baixo. Observe que neste caso, tanto a
repetitividade quanto a reprodutibilidade
estão altas (acima de 26%) e temos
interação entre as peças e os operadores,
isto significa que temos peças mais
complicadas de serem medidas do que
outras. Além disso, observe que no gráfico R,
o operador A apresenta pontos fora dos
limites de controle, o que nos diz que este
não entendeu adequadamente o
procedimento de medição. Em resumo,
temos diversas oportunidades de melhoria.
MODELO DA ANOVA:

SEM INTERAÇÃO ENTRE PEÇA


E OPERADOR
EXEMPLO
OPERADOR A OPERADOR B OPERADOR C
Desv.
Peça Média Média
Quad.
I II III I II III I II III

1 10,1200 10,0600 10,0800 10,1500 10,2000 10,0700 10,2200 10,0100 10,1600 10,1189 10,4264 0,0946

2 10,1400 10,1500 10,2000 10,2600 10,3000 10,2000 10,2600 10,2600 10,3200 10,2322 10,4264 0,0377

3 10,2500 10,2200 10,4000 10,4000 10,3000 10,4700 10,5200 10,4700 10,3500 10,3756 10,4264 0,0026

4 10,1300 10,1600 10,1100 10,1400 10,1300 10,1800 10,1500 10,1100 10,1000 10,1344 10,4264 0,0853

5 10,8700 10,8200 10,7600 10,7600 10,8900 10,7500 10,8400 10,8600 10,7800 10,8144 10,4264 0,1505

6 10,8800 10,8500 10,8200 10,9000 10,9100 10,8700 10,9100 10,9200 10,8900 10,8833 10,4264 0,2088

Média 10,3900 10,4277 10,4516 10,4264 Soma 0,5794


Exemplo
Exemplo
Exemplo
• Cálculo do SQP
SQP = o*r*(n-1)*s = 3*3*(6-1)*0,1159 = 5,2151
O = operadores r= repetições n = amostras

• Cálculo do SQE
SQE = 5,4086-5,2151-0,037 = 0,156
SQE = SQT- SQP - SQO

• Cálculo do QME
QME = SQE/GL = 0,156/46 = 0,00339
Exemplo

• VE = √QME = √ 0,003388 = 0,0582

• VO = √V2oper = √ 0,0188 = 0,0293

• RR = √VE2 + VO2 = √ 0,05822 + 0,029232 = 0,0651

• = = 0,339

• VT = √RR2 + VP2 = √ 0,06512 + 0,3392 = 0,3460

• = =7
Exemplo
Fonte de variação Desvio Padrão % Variação Total

Repetitividade 0,0582 16,81

Reprodutibilidade 0,0293 8,46

Peça 0,3398 98,21

RR 0,0651 18,829

Total 0,346 100


MODELO DA ANOVA:

SEM OPERADOR
ANÁLISE GRÁFICA DO RR
Discriminação do sistema de medição
Conclusão:
O gráfico indica que há uma
falta de discriminação do
Sistema de Medição. Em
geral, a resolução do
equipamento de medição
pode ser inadequada. De
acordo MSA, a maioria dos
pontos do Gráfico da
amplitude devem ser
diferentes de zero.
Análise do gráfico R - treinamento
Conclusão:
O gráfico apresenta um
problema relacionado ao
treinamento no método.
Também podemos ter
problemas com o método
utilizado, talvez o método
exige uma habilidade
manual que nem todas as
pessoas possuem.
Análise do gráfico R - método
Conclusão:
Quando temos um gráfico da
amplitude conforme este
devemos verificar se os pontos
(além dos limites) entre os
avaliadores não correspondem
a mesma peça. Caso  afirmativo,
avalie a peça. Caso não seja a
mesma peça, o método precisa
ser revisado, pois os avaliadores
não estão conseguindo
reproduzi-lo.
Análise de repetitividade
Conclusão:
De acordo com o gráfico quanto mais pontos
fora dos limites de controle melhor. A
amplitude entre as linhas de controle, LSC - LIC
= 2A2  reflete a repetitividade do sistema de 
medição, enquanto os pontos refletem a
variabilidade entre as peças (processo
produtivo). Neste caso, comparamos a
repetitividade do SM (limites de controle) com
a variabilidade do processo produtivo (pontos
no gráfico). De acordo com MSA, quando
analisamos o RR pela variação total, a maioria
dos pontos do Gráfico da média devem estar
fora dos limites de controle.
Análise de reprodutibilidade
Conclusão:
Neste caso, vamos comparar as medições entre
os avaliadores. Como os avaliadores estão
medindo as mesmas peças, as medições devem
ser similares. Então,  quanto mais paralela for a
reta que une as médias em relação ao eixo x
melhor.
Interação peça versus sistema de medição

Conclusão:
No gráfico das peças avaliamos a consistência
do Sistema de Medição em relação às peças
usando os seguintes critérios:
a) As peças são distintas, portanto, o Sistema
de Medição deve identificá-las. Assim, as
medições das peças não podem estar
alinhadas.
b) Se uma peça variar mais que as outras (como
a peça 2 por exemplo), significa que o Sistema
de Medição teve mais dificuldade em avaliar
esta peça. Analise a peça e identifique a causa.
Interação peça versus sistema de medição

Gráfico sem interação Gráfico com interação

Conclusão: Conclusão:
Observamos que neste caso não há interação Neste caso, ao contrário, notamos que a média das
entre avaliadores e peça, uma vez que, as medições aumentam ou diminuem, dependendo do
medições das peças praticamente não variam avaliador. Por exemplo, a média do avaliador C é
de acordo com o avaliador. menor para a peça 2 e maior para a peça 4.
ANÁLISE DE SISTEMA DE

MEDIÇÃO - NÃO REPLICÁVEL


Introdução
O sistema de medição não replicável corresponde aos sistemas de
medição cujas leituras não podem ser repetidas em cada peça,
incluímos os sistemas onde as peças sofrem alterações durante o
ensaio ou são destruídas. A seguir apresentamos alguns métodos de
análise, que nos permite obter informação sobre a Variabilidade do
processo e a sua Estabilidade.
Estabilidade
• Diretrizes
• Processo de produção sob controle estatístico;
• A peça não degrada durante o tempo de realização do experimento;
• Disponibilidade de um grande número de peças;
• Caso seja possível, utilizar padrões de referência que sejam representativos
do processo, ao invés de peças;
Estabilidade
• Métodos de análise:
• 1º Passo: Utilizar uma grande quantidade de peças (50 ou mais) cujas
características sejam as mais uniformes possíveis.
• 2º Passo: Selecionamos, aproximadamente, metade das peças e as medimos na
seqüência e em um pequeno período de tempo. Nosso objetivo é determinar a
variação de curto prazo do sistema de medição. Através destas medições
elaboramos o gráfico de CEP I-MR.
• 3º Passo: As peças restantes são medidas periodicamente (diário, semanal,
mensal), em seqüência, e se possível em horários diferentes nos casos em que se
acredita que esta condição possa ser relevante para se avaliar a estabilidade
• Esta técnica compara a variação de curto prazo (passo 2), no qual as medições são
realizadas na seqüência e em um pequeno período de tempo, com a variação de
longo prazo (passo 3), no qual as medições são realizadas a longo do tempo. Se as
variações de curto prazo e longo prazo são similares, concluímos que o sistema é
estável.
Estabilidade
N  de leituras
o

Limites dos Gráficos E 2 D 3 D 4


agrupadas (n)

Gráfico dos Val. Individuais (I) 2 2,66 0 3,267


LSC = Limite Superior =    + E   2 3 1,77 0 2,574
LC = Limite Central = 4 1,46 0 2,282
LIC = Limite Inferior = -E   2 5 1,29 0 2,114
Gráfico das Amplitudes R 6 1,18 0 2,004

LSC = Limite Superior = D   4 7 1,11 0,076 1,924

LC = Limite Central =   8 1,05 0,136 1,864

LIC = Limite Inferior = D  


3 9 1,01 0,184 1,816

  10 0,98 0,223 1,777


Estabilidade
Leituras
Cálculo das médias

1164 1135

1171 1195

1181 1164

1155 1161
Cálculo da amplitude
1159 1151

1119 1171

1119 1193

1166 1166
Estabilidade

Conclusão:
Ao analisar o gráfico das
amplitudes móveis, observamos
que não há nenhum ponto fora
dos limites de controle, o mesmo
acontecendo para o gráfico de
valores individuais.
Assim, concluímos que o sistema
de medição está estável.
RR MÉTODO HIERÁRQUICO
Corrida Avaliador Resistência Corrida Avaliador Resistência
1 1 1168 1 2 1142
1 1 1170 1 2 1164
1 1 1171 1 2 1177
2 1 1179 2 2 1173
2 1 1155 2 2 1175
2 1 1159 2 2 1148
3 1 1161 3 2 1184
3 1 1179 3 2 1159
3 1 1170 3 2 1182
4 1 1190 4 2 1190
4 1 1182 4 2 1188
4 1 1197 4 2 1188
5 1 1135 5 2 1139
5 1 1150 5 2 1137
5 1 1130 5 2 1151
RR MÉTODO HIERÁRQUICO
A soma dos quadrados é dada pelas seguintes fórmulas:
RR MÉTODO HIERÁRQUICO
• Repetitividade

• Reprodutibilidade

• Variação dos lotes hierarquizados ao operador

• Repetitividade e Reprodutibilidade

• Variação total
α = número de operadores
b= número de lotes
r = número de partes, réplicas
RR MÉTODO HIERÁRQUICO
RR MÉTODO HIERÁRQUICO
Conclusões
 
O sistema de medição apresenta uma repetitividade alta e
uma reprodutibilidade desprezível. A repetividade do
sistema de medição apresenta um índice de 55% com
relação à variação total. Além disso, através do gráfico da
média (Xbarra), observamos que a dispersão dos pontos e
as linhas de controle (linhas vermelhas) estão muito
próximas (a maioria dos pontos estão dentro das linhas de
controle). Com isso, concluímos que a repetitividade do
sistema de medição e a variação do processo produtivo
(variabilidade entre as barras) são similares, como
consequência não conseguimos realizar melhoria contínua
através dos dados gerados por este sistema de medição.
Portanto, o sistema de medição não está adequado para
controlar o processo.
ANÁLISE DE SISTEMA DE

MEDIÇÃO POR ATRIBUTO


Atributivo
Definições
Um sistema de medição por atributo (exemplo: calibrador tampão), classifica a peça em defeituosa ou não.
Um dos principais  objetivos da análise de sistemas de medição por atributo está na compreensão e
prevenção dos erros de classificação. Para isto, propomos os seguintes passos para analisar um sistema de
medição por atributo:
1. Analisar criticamente o relatório de calibração do dispositivo de medição;
2. Preparar uma norma interna de uso, manuseio e interpretação do dispositivo de medição. Treinar todos os
usuários;
3. Realizar a coleta de dados para análise do sistema de medição;
4. Calcular o grau de concordância em relação ao(s); 
A.  Sistema referência: avaliar o projeto e a aplicabilidade do dispositivo;
B.  Operadores: avaliar a consistência do dispositivo e o treinamento no uso e manuseio;

5. Taxa de erro: probabilidade do operador aprovar uma peça que não atende as especificações;
6. Taxa de falso alarme: probabilidade do operador reprovar uma peça que atende as especificações;
7. Método de Detecção de Sinais: calcular as regiões com maior probabilidade de falha do sistema de
medição por atributo. Estimar a variabilidade do sistema de medição.
Detecção de sinais

I = peças ruins serão sempre chamadas de ruins;


II = decisões erradas possivelmente podem ser tomadas;
III = peças boas serão sempre chamadas de boas.
Detecção de sinais - exemplo
Valor de Valor de Valor de Valor de
Código   Código   Código Código
  Referência Referência Referência Referência

0,599581 - 0,531939 + 0,503091 + 0,470832 +

0,587893 - 0,529065 + 0,502436 + 0,465454 x

0,576459 - 0,523754 + 0,502295 + 0,46241 x


- 0,501132 + dLIE
0,570360 0,521642 + 0,454518 x
  0,566575 - 0,520496 + 0,498698 + 0,45231 x
0,566152 - 0,519694 + 0,488905 + 0,449696 x

0,561457 x 0,517377 + 0,493441 + 0,446697 -

0,559918 x 0,515573 + 0,488184 + 0,437817 -

0,547204 x 0,514192 + 0,487613 + 0,427687 -


dLSE
0,545604 x 0,513779 + 0,486379 + 0,412453 -

0,544951 x 0,509015 + 0,484167 + 0,409238 -

0,543077 x 0,505850 + 0,483803 +    

0,542704 + 0,503091 + 0,477236 +    


        0,502436 + 0,476901 +      
Detecção de sinais - exemplo

dLSE = distância entre a última peça aceita por


todos os avaliadores na zona III para a primeira
peça rejeitada por todos os avaliadores na zona I.

di = distância ente a última peça aceita por todos


os avaliadores para a primeira peça rejeitada por
todos (para cada especificação).
KAPPA- exemplo
Avaliador B
Total
  0 1
T1 =
Avaliador A

0 N1 N2 N1 + N2

T2 =
1 N3 N4 N3 + N4

Total
T3 = T4 = N=
N1 + N3 N2 + N4 N1 + N2 + N3 + N4

N1 = número de classificações reprovadas pelo avaliador A e pelo avaliador B


N2 = número de classificações reprovadas pelo avaliador A e aprovadas pelo avaliador B
N3 = número de classificações aprovadas pelo avaliador A e reprovadas pelo avaliador B
N4 = número de classificações aprovadas pelo avaliador A e pelo avaliador B
KAPPA- exemplo
Índice de concordância entre 2 avaliadores
KAPPA- exemplo
Índice de concordância de cada avaliador com a referência:
KAPPA- exemplo
KAPPA- exemplo
KAPPA- exemplo
OBRIGADO

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