Enfermagem em Situações Clínicas e Cirúrgicas na Saúde do
Adulto e Idoso
Sala de recuperação pós-anestésica
-SRPA
Andréa Tavares Ferreira
Professora Substituta do Curso Bacharelado em Enfermagem
Mestranda pelo Deptº de Pós-Graduação em Cirurgia-UFPE
Centro de Ciências da Saúde - CCS
Universidade Federal do Pernambuco – UFPE
Enfermagem em Situações Clínicas e Cirúrgicas na Saúde do
Adulto e Idoso
Definição SRPA:
Local destinado ao atendimento intensivo do
paciente, no período que vai desde sua saída da
Sala de cirurgia, até a recuperação da
consciência, eliminação de anestésicos e
estabilização dos sinais vitais.
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Adulto e Idoso
Finalidade
Prevenção e detecção precoce de possíveis
complicações pós-anestésicas e pós-cirúrgicas
Assistência de enfermagem especializada a
pacientes submetidos a diferentes tipos de
anestesias e cirurgias
Maior segurança ao paciente : equipe médica e
de enfermagem
Racionalização de pessoal
Eficiência dos recursos humanos
Utilização de terapêuticas especializadas
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Adulto e Idoso
Requisitos ambientais
Localização próxima ao centro cirúrgico,
Temperatura, ventilação e iluminação
adequadas
Piso refratário à condutibilidade elétrica
Facilidades de limpeza
Área superior a 25 metros quadrados
Boa visualização do paciente pela enfermagem
Portas amplas : entrada de aparelhos (RX, carro
de anestesia, aspiradores ,”carros de parada”
,intensificadores de imagem
Posto de enfermagem
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Adulto e Idoso
”Não é raro em um hospital do interior, se ter uma
pequena sala ligada ao Centro Cirúrgico onde
os pacientes permanecem até estarem
recuperados ou, pelo menos, recuperados dos
efeitos imediato da operação”
Notes on Hospital ,Florence Nigthngale, 1863
Florence: cuidado progressivo ( maior criticidade
= mais próximo do enfermeiro)
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Histórico
1904-Boston: local especifico pós-cirúrgico
2ª guerra, Coréia e Vietnã : poucos profissionais
e unidades de reanimação
1942 – Hospital St. Mary, Rochester, EUA: 4.253
pacientes admitidos
1947- Philadelphia Country Medical Society :
65% mortalidade pós-cirúrgica
35% mortalidade 48 hrs pós-cirúrgica
1949: Operating Room Committee for New York
Hospitals: ”hoje se pode estabelecer
categoricamente que um serviço de
recuperação anestésica é necessário para
qualquer hospital que use terapêutica cirúrgica”
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Brasil:
MS- 1994: SRPA é obrigatória
CFM nº 1363/93: artigo VI: ”todo paciente após
a cirúrgica deverá ser removido para a sala de
recuperação pós-anestésica”
Deverá ocorrer em área física panejada,
denominada SRPA, com equipe multiprofissional
composta de anestesiologista, enfermeiro,
técnico/auxiliar de enfermagem treinada e
habilitada a prestar cuidado individualizado de
alta complexidade
Resolução 50/2002 : SRPA pertence a planta
física do C.C.
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SAEPE/2006 + CREMEPE /2006:
Obrigatoriedade do envio do pacte, salvo
recomendação contraria do anestesista
Definição da função da SRPA
Pernambuco: 1º Estado
Equipamentos e drogas necessários ao seu
da Federação a dispor
funcionamento
de médico
Responsabilidade de permanente
transporte do anestesista
da SO para SRPA
na SRPA
Encaminhamento escrito e histórico anestésico
obrigatório
Garantia de assistência medica até completa
recuperação
Presença permanente obrigatória
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Anestesia
Estado de total ou parcial da sensibilidade. Implica na
ausência de dor e outras sensações durante uma operação,
exame diagnóstico ou curativo.
Objetivos:
Suprimir a sensibilidade dolorosa do paciente durante
todo o procedimento cirúrgico, mantendo ou não a sua
consciência; Promover relaxamento muscular;
Proporcionar condições ideias de atuação para os
médicos-cirurgiões.
Tipos de anestesia:
Regional:
Peridural
Geral:
Raquidiana Combinada:
Inalatória Bloqueio de
plexos Geral
Intravenosa
nervosos Regional
Balanceada
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Geral – inconsciência reversível. Ação de fármaco no SNC.
Caracterizado por amnésia, analgesia, depressão dos
reflexos, relaxamento muscular e depressão
neurovegetativa.
Geral inalatória – agente anestésico volátil, utilizado sob
pressão. Concentração adequada no cérebro. Agentes:
óxido nitroso (N2O) e halogenados (halotano, isoflurano,
enflurano e outros). Oxido nitroso deve ser administrado
junto com o oxigênio
Geral intravenosa – anestésico infundido AVP. Podem
ser utilizados anestésicos não-opióides (ex.: Barbitúricos,
Benzodiazepínicos, Cetamina, Etomidato, Propofol e
opióides (ex.: Fentanil, Sufentanil, Alfentanil,
Remifentanile) e bloqueadores neuromusculares
Geral balanceada – combinação de agentes anestésicos
inalatórios e intravenosos
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Índice de Mallampati
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Regional – administração de agente anestésico para
bloquear ou anestesiar a condução nervosa a uma região do
corpo. Perda reversível da sensibilidade.
Local – infiltração
Anestesia de anestésicooulocal
raquidiana –raquianestesia .
anestesia
Bloqueio
espinhal, agentecondução
anestésicode impulsos nos
(bupivacapina, lidocaína,
procaína,
tecidos mepivacaína,
nervosos. prilocaína)
Os no
fármacos: espaço
subaracnóide, atingindo o líquido cefalorradiquiano.
lidocaína, bupivacaína e ropivacaína.
Bloqueio simpático, bloqueio motor, analgesia e
Pode
insensibilidadeser tópica
aos estímulo (aplicação de
anestésicos
Anestesia emoumucosas)
peridural ou infiltrativa
epidural – agente anestésico no
(administrados
espaço no meio
ao redor da dura-máter, intra e/ou
não atingindo o líquido
cefalorradiano,
extravascular) bloqueando a condução nervosa e
insensibilizando os estímulos. Após a difusão o
anestésico se fixa ao tecido nervoso, bloqueando as
Anestesia combinada – associação de
raízes nervosas intra e extradurais
anestesia
Bloqueio geralperiféricos –
de nervos e regional agente anestésico em
torno do plexo nervoso, perda das funções motoras e
sensitivas do nervo. Exemplo: bloqueio do nervo
isquiático
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Bloqueio de plexo
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Agulha p/
raquianestesia
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Complicações:
Anestesia local:
Raquianestesia:
Reações tóxicas locais e sistêmicas
Cefaleia pós-raquianestesia
ReaçõesPeridural:
graves (se as reações tóxicas não forme
Retenção urinária por punção subaracnóide
atendidasCefaleia
rapidamente): hipotensão, bradicardia, arritmia,
Hipontensão por bloqueio de nervos simpáticos
sudorese,acidental
palidez, ansiedade, tontura, convulsões,
Lesão das raízes
Retenção nervosas
depressão respiratóriaurinária
e parada cardíaca
Hematoma espinhal
Hipontensão
Anestesia geral: e bradicardia por
Meningites sépticas
bloqueio de – decorrente
nervos da contaminação do
simpáticos
líquor
Sedação insuficiente
porgermes e Hipertermia maligna
patogênicos
Abscesso epidural – por infecção
Complicações
Meningites respiratórias: hipóxia, broncoespasmo,
local assépticas – decorrente da irritação
aspiraçãoHematoma
meníngea do conteúdoperidural gástrico (Síndrome de
Mendelson),
SíndromeDor apnéia
da cauda equina – disfunção vesical e
lombar
intestinal, perda cardiovasculares:
Complicações
Bloqueio dadesensibilidade do períneo e fraqueza
bradicardias,
nervos periféricos: arritmias,
de membros
hipotensão, inferiores
hipertensão,
Lesões decorrentes
de plexo do trauma
embolia, parada das raízes
cardíaca
nervosas, isquemia,
Complicações infecção ouanóxia
neurológicas:
Hematomas reaçõescerebral,
neurológicas
cefaleia,
convulsões
Complicações digestivas: parada da motilidade intestinal,
insuficiência hepática
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O que não pode faltar na SRPA:
1,5 leitos / S.O.
Temperatura entre 21 e 24ºC
Vários pontos de energia elétrica (110 e 220 W)
Assistência ventilatória:
Cortinas
Mascara divisórias
facial e laringea
Aquecedor e manta térmica
Sondas orotraqueais
de
Fonte Guedel
gases p/ leito
Laringoscópio
Desfibrilador com marca passo externo
Guia para entubação
Monitorização multiparamétrica p/ leito
AMBUs
Aquecedor de fluidos
Materiais de Assistência Ventilatória
Medicações específicas
Material cirúrgico de Urgência
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Admissão do paciente na SRPA
“O paciente só deve serbásica
Monitorização transportado da sala de
e imediata:
cirurgia quando apresentar parâmetros vitais
cardioscópio , Oximetria de pulso,
estáveis e quando a SRPA estiver pronta”
P.A. e temperatura.
Durante o transporte: ventilação,
Registro e pontuação
hemodinâmica, na clínicas,
alterações escala do
serviçomedica obrigatória
monitorização , presença
Orientação tempo-espaço pela equipe
Observar: integridade dodoacesso,
Conforto : posicionamento pacte ,
mucosas, diurese,
temperatura padrão
e silêncio
Cças, ventilatório , movimento
idosos e portadores de
de necessidades
especiais:membros
acompanhamento
e Dor. familiar
Recuperação inicia ainda em SO
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Assistência de Enfermagem na SRPA:
Nível assistencial : intensidade , duração,
Comunicação
complexidade em Enfermagem:
anestésico-cirúrgica e pelas
processoempelo
complicações qual a equipe de
potencial
enfermagem
Informações: oferece
cirurgias e recebe
anteriores, doenças pré-
existentesinformações
, ASA , do atoindividuo,
cirúrgico, volumes
(perda/infusão), anestesia
cliente/paciente, ,curativos.
para planejar ,
Avaliação
executar,global e identificação
avaliar e participar,decomfatores
os de
risco
demais membros da equipe de saúde,
Horta: processo deprestada
da assistência enfermagem no /processo
dinâmica para
ações sistematizadas e inter-relacionadas para
saúde/doença.
obtenção da assistência ao ser humano
Comunicação efetiva : continuidade da
assistência
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Adulto e Idoso
Recursos Humanos na SRPA:
02 Enfermeiros p/ 5 leitos (preferencialmente
especialista)*
01 Técnico de enfermagem p/ 2 leitos ( pelo
menos 1 ano de experiência)
01 médico anestesiologista
Drain, Shipley, 1981*
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Adulto e Idoso
Índices de Recuperação:
forma rápida e eficaz de avaliação
Parâmetros respiratórios, circulatórios,
neuromotores ou mentais.
Frequência X complexidade
15’: primeira hora
30’: segunda hora ( em estabilidade)
60’: maior estabilidade
Escala de Aldrete e Kroulick : 5 parâmetros
( atividade motora, respiração, circulação,
consciência e saturação).
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Adulto e Idoso
Complicações gerais SRPA:
Respiratórias : obstrução de V.A.S.,
laringoespasmo , broncoespasmo, paralisia de
corda vocal , broncoaspiração , atelectasias ,
EPA, hipoxemia, hipoventilação.
Cardiovasculares: hipertensão, hipotensão,
arritmias, isquemia miocárdica, parada cardíaca
Hipotermia
NPVO ( náuseas e vômitos pós-operatórios)
Hipertermia Maligna
Desorientação
Dor aguda
Reações alérgicas
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Complicações e especialidades cirúrgicas:
Cirurgia Complicações Conduta
Vascular grde. porte Insuficiência renal e Monitorização
respiratória hemodinâmica e
volêmica
Toracotomia Perda sanguínea Monitorar dreno
torácico, oxigenoterapia
e decúbito elevado
Urológica / RTU Perda sanguínea, Balanço hidroeletrolítico
entupimento de
catéter
Otorrinolaringológica Obstrução e Observação e Controle
sangramento de
V.A.S.
Tireoidectomia Hematomas de Observar Saturação
compressão de
traquéia
Abdominal Sangramentos Monit. Hemodinamica
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NPVO: náuseas e vômitos pós-operatórios
Fenômenos independentes
Vômitos:
Náuseas: Expulsão forçada de
Experiência mental conteúdo gástrico
difícil pela boca
Sintomas Precedidos de
podrômicos vômitos secos
SNAS Produção: músculos
Associada ao respiratórios
intestino Contração músculos
Anestésicos e ABD
relaxantes Mecanismo:
musculares aferentes eméticos,
Estase gástrica efetores e centro
Mensuração por coordenador
escalas ( semântica Escore de Apfel
ou visual)
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Fatores Predisponentes
Anestesia:
Cirurgia: Complicações:
Paciente:
Pré-
Idade: Cças
Desequilíbrio
Duração
Sexo
Hidroeletrolítico
feminino anestésicos
Localização
Cirurgias intra-
Deiscência
de
Obesidade sutura Agentes
anestésicos:
abdominais eHemorragia pós-operatório
Ansiedade e
Narcóticos
estresse
pélvicas Retardo de alta da SRPA Inalatórios
Laparoscópicas Cinetose
(CO2)
Herniação
gástrica
Enxaqueca
Barbitúricos
Antagonistas
Ginecológicas Pneumonia aspirativa
Menstruação
de relaxantes
Doença de
Cças: otológicas Fadiga muscular musculares
Meniére
Doença de Anestesia
Adson geral
Pressão Bloqueio
Intracraniana peridural
Opióides
elevada
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Adulto e Idoso
Sintomas:Hipertermia maligna Tratamento da crise
Afecção hereditária : síndrome
Taquicardia hipermetabólica
1. Interrupção imediata dosem
resposta à exposição aos determinadosanestésicos
Taquipnéia anestésicos.
Hipertermia
Cada ate
50 mil anestesias 2. Chamar
em adultos e a porcadaajuda
10 mil
anestesias44ºC
em crianças. 3. Hiperventilação: oxigênio
puro 100%
Aumento
Sexo masculino do
4. Tratamento específico: 2,5
consumo de O
Alto risco de mortalidade
2 mg/kg de Dantrolene sódico
Arritmias 5. Controle da acidose
Anestésicos desencadeadores: Halotano, Isoflurano,
Cardiacas
Enflurano, Sevoflurano, metabólica: Bicarbonato
Metoxiflurano, Éter EVe
Rigidez (1 a 2 mEq/kg)
Ciclopropano. Succinilcolina (suxametônio)
muscular 6. Resfriamento rápido do
Patogenia: Mutação no gene que codifica os canais de
paciente
Contraturas
calcio no musculo esquelético .Administração
7. Tratamento dos
das arritmias
musculares
anestésicos desencadeia uma liberação exacerbada
cardíacas: lidocaína, de
excessivas
calcio no interior do miócito amiodarona
causando ou procainamida
o quadro
Acidose láctica 8. Manutencao da diurese
hipermetabólico
Mioglobinuria (Rhabdomiolise > lesão
renal)
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Intensidade: conforme local
DOR
da cirurgia
Esperada e prevenível tipo de incisão
Duração media : 48 hrs intensidade do trauma
Agitação e desorientação paciente (idosos, orientais
Enfermagem
necessitam
Limita a ventilação e mobilidade menos e TEP)
(atelectasia
Anamese / ficha
Hiperatividade simpáticaanalgésicos)
com arritmias hipertensão
perioperatória:
estado físico
infarto agudo do miocárdio
Histórico de
preparo pré-op (ansiedade,
Local e extensão da cirurgia
dor aguda
medo, apreensão
Intensidade maior : toracotomia, pioram
lombotomias, a
cirurgias
prévia
dor)
deAnsiedade
abdome superior, laparoscópicas
Drogas : analgésicos,AINEs,
complicações
opíoides cirúrgicas
( EV, IM, SC )
pré-operatória
Infiltração da incisão qualidade da analgesia pós-
cirúrgica
operatória
Catéter peridural ( hipotensão e bloqueio motor )
movimento
Injeção interpleural / bloqueio do paciente
intercostal no
(pneumotórax )
PO tipo de anestesia
bloqueio de nervos periféricos
(inalatória pura → + dor q a
balanceada).
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Fisiopatologia da Dor Aguda
1)Transdução: transformar o sinal que gerou a
lesão (químico, térmico ou mecânico) em sinal
elétrico nos nociceptores;
2)Transmissão: transmitir o impulso elétricos
dos nociceptores até a medula espinhal, e desta
aos centros superiores;
3)Percepção ou Cognição: representação
cerebral da dor em suas dimensões sensorial-
discriminativa, afetivo-emocional, e cognitivo-
avaliativa;
4)Modulação: ampliação ou redução do sinal
elétrico a nível espinhal, por influências locais ou
vindas dos centros superiores.
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Complicações:
Benefícios do tratamento:
↑ H. catabolizantes (cortisol, glucagon, GH,
catecolaminas) inibição de [Link] (insulina e
PACIENTE: Permite tosse e ampla expansão
testosterona) complicações pulmonares (atelectasia e
pulmonar, reduzindo atelectasias, acúmulo de
pneumonia)
secreções, pneumonia.
Redução do consumo de oxigênio , do risco de
↑ do trabalho cardíaco /consumo O2 pelo miocárdio
isquemia, da incidência de tromboembolismo, de
estase venosa e tromboembolismo Íleo paralítico
íleo adinâmico
↓ da imunidade / resistência à infecções retardo na
EQUIPE TERAPEUTICA: Melhora evolução clínica.
recuperação desenvolvimento de síndromes dolorosas
Redução da mortalidade , da incidência de
crônicas
infecções e de tromboembolismo.
INSTITUIÇÃO: Alta precoce
Melhor qualidade da assistência ,redução tempo de
internação , menor risco de questões processuais.
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Analgesia Pós-operatória:
Avaliação
Evitar complicações da Dor:
,considerar riscos e benefícios
Escalas: fáceis /de
Usar analgésico aplicar,
técnica de entender,
+ eficaz e duradouradão
Mudar
técnica , sepontual
avaliação necessário
da adicionar outras medicações
dor, permitem acompanhar
indicadas
a eficácia terapêutica.
Combinar outras modalidades
E.V.A
Levar :em
escala
conta visual analógica
necessidade e desejo do paciente
Escada Analgésica OMS
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Critérios de Alta da SRPA
Aldrete : pontuação igual ou maior que 9
Saturação de O2 igual ou maior que 92%
Recuperação completa da consciência
Estabilidade cardiovascular
Função motora e recuperada: MMII
Ausência de globo vesical
Ausência de sangramento ativo
Dor operatória controlada
Mais de 30 minutos após opióides;
Ausência de náuseas ou vômitos;
Avaliação de drenos
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Educação, ética e bioética em SRPA:
• Falha: procedimento que resultou em dano ou
injuria, enquanto este dano ou injuria poderia
ser prevenido por outra ação
• Acidente: qualquer evento, exceto falha ou
complicação que tenha resultado em dano ou
injuria ao paciente
• Incidente : evento que poderia ter se tornado
falha, ou um acidente, mas que foi prevenido
por acaso ou por intervenção planejada
previamente
• Complicação: dano ou injuria que decorreu de
risco conhecido de procedimento diagnóstico ou
terapeutico
Enfermagem em Situações Clínicas e Cirúrgicas na Saúde do Adulto e Idoso
Referências
[Link] LC, Lins RSM. Sala de recuperação pós-anestésica / Sociedade de
Anestesiologia do Estado de Pernambuco – Recife: SAEPE ,2009. 204 p. ISBN 85-
373-0659-8
[Link] IM, Malagutti W. Recuperação pós-anestésica: assistência especializada no
centro cirurgico – São Paulo: Martinari,2010 ISBN 978-85-89788-71-7
3. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Resolução RDC n.50, de 21 de fevereiro de 2002. Dispõe sobre o regulamento
técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos
físicos em estabelecimentos assistenciais de saúde. [legislação na internet].
Brasília; 2002. Disponível em:
http//[Link]/legis/resol/2002/50_02rdc.pdf.
[Link]ção Mundial da Saúde. Segundo desafio global para a segurança do
paciente: Cirurgias seguras salvam vidas (orientações para cirurgia segura da
OMS)/ Organização Mundial da Saúde; Rio de Janeiro: Organização Pan-
Americana da Saúde; Ministério da Saúde; Agência Nacional de Vigilância
Sanitária, 2009.
5. Sociedade Brasileira de Enfermeiros de Centro Cirúrgico, Recuperação Anestésica e
Centro de Material e Esterilização (SOBECC). Práticas recomendadas: centro
cirúrgico, recuperação pós-anestésica e centro de material e esterilização. 5ªed. São
Paulo: SOBECC; 2009.
[Link] of Perioperative Registered Nurses (AORN). Guidelines for Perioperative
Practice. Denver: Association of Perioperative Registered Nurses; 2015.
Enfermagem em Situações Clínicas e Cirúrgicas na Saúde do Adulto e Idoso
Lilian Wald
enfermeira, assistente social e
agente de saúde pública no final
de 1800.