Campus Universitário de Viana
Universidade Jean Piaget de Angola
(Criada pelo Decreto n. 44-A/01 de 6 de Julho de 2001)
Faculdade de Ciências da Saúde
LICENCIATURA EM MEDICINA DENTÁRIA
TEMA:
TRATAMENTO DE ALVEOLITE E SUA
OCORRÊNCIA NA CLÍNICA
DENTÁRIA DA UNIVERSIDADE JEAN
PIAGET
Autor: Karen Maquiesse Miguel Guerreiro
Licenciatura: Medicina Dentária
Orientador: Matecadi José
INTRODUÇÃO
pós operatória
A alveolite é a complicação mais
frequente associada a um quadro clínico muito
peculiar, com presença de dores intensas irradiadas
no local onde foi extraído o dente. Os sintomas
habitualmente aparecem de 3 a 4 dias após
extracção. Ela classifica-se de duas formas, alveolite
seca que é a mais frequente e a alveolite húmida.
OBJECTIVO GERAL DO ESTUDO
Avaliar a capacidade ou conhecimento dos
estudantes do 3º e 6º ano do curso de Medicina
Dentária, quanto a prevenção, diagnóstico e
tratamento da Alveolite na nossa clinica no período
de Junho a Agosto de 2014.
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
Realizar uma ampla revisão de literatura associada à esta
complicação pós-operatória.
Abordar os diferentes aspectos clínicos, factores de risco
e predisponentes no tratamento e prevenção de alveolite.
Avaliar o grau de conhecimento dos estudantes, com base
no diagnóstico, prevenção e tratamento da alveolite.
IMPORTÂNCIA DO
ESTUDO
Averiguar entre a comunidade académica informações
e conhecimentos sobre os vários factores quanto a
etiologia, prevenção e tratamento da Alveolite,
motivou-nos a desenvolver esta pesquisa, a fim de
contribuir com os resultados obtidos, na melhoria das
informações técnicas e capacitação profissional.
Epidemiologia
A incidência da alveolite é variável, estando em
valores entre 1% e 25% , sendo muito comum em
alvéolos de molares inferiores e em exodontias
isoladas, acomete na sua maioria indivíduos de 30
a 40 anos preferencialmente o género feminino.
Etiopatogenia
Etiologia Multifactorial
Principais teorias etiopatogénicas: Fibrino
lítica
Teoria fibrinolítica de Birn Alveolite
Bacteria
Teoria bacteriana na
(Mayer, et al., 2011)
Etapas de regeneração
alveolar
Quadro 2- Fases fundamentais
da cicatrização e sua cronologia.
FASES FUNDAMENTAIS CRONOLOGIA
Formação do coágulo sanguíneo No mesmo dia
Evidências de proliferação tecidual ao nível gengival 4 Dias
Substituição do coágulo por tecido de granulação 7 Dias
Substituição do tecido de granulação por tecido conjuntivo 20 Dias
Fusão epitelial até ao espessamento da fibromucosa 24 a 35 Dias
Preenchimento de 2/3 alveolares por trabéculas ósseas (osso 40 Dias
imaturo)
Preenchimento total do alvéolo por trabéculas ósseas (osso 64 Dias
maduro)
Classificação e Diagnóstico da Alveolite
Figura 6- Alveolite seca
Fonte: Cordeiro, 2010, p. 27.
Figura 7- Alveolite húmida.
Diagnóstico
Características clínicas como:
Dor pós exodontia a partir do segundo ou terceiro dia, mesmo
com o uso de analgésicos;
Alvéolo vazio, parcial ou totalmente necrótico ou com secreção
purulenta;
Odor fétido.
Ao exame radiográfico não são observados grandes alterações
no alvéolo.
Tratamento
Objectivo:
Remoção dos restos de tecidos necróticos;
Higienização do local da ferida;
Aplicação de curativos locais como analgésicos, anti-
inflamatórios e anti-sépticos;
Medicação sistémica.
APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Gráfico 1 Distribuição dos
Gráfico 2 Distribuição dos
estudantes quanto ao ano de
estudantes quanto ao sexo.
frequência.
40% 37%
30%
25% 20% 25%
20% 18%
Feminino
10% Ano de
Masculin Frequência
0%
o 3º 4º
75% Ano Ano 5º 6º
Ano Ano
Fonte: Ficha do inquérito Fonte: Ficha do inquérito
Gráfico 3 Distribuição dos estudantes Tabela 7 Distribuição dos estudantes
quanto a identificação da alveolite. segundo as características clínicas da
alveolite.
Características Número de %
NÃO SABEM clinicas da alveolite estudantes
13%
Dor 51 61%
Odor fétido 42 54%
Presença de
exsudado 26 32%
purulento no
interior do alvéolo
SABEM
87%
Fonte: Ficha do inquérito
= (Ricieri, Aranega, Takahashi, & Lemos, 2006), (Rausch, 2013)
Gráfico 6 Distribuição dos estudantes
Gráfico 5 Distribuição dos estudantes
segundo sua opinião, quanto à ocorrência da
que identificaram casos de alveolite na
alveolite na clínica dentária da UNIPIAGET.
clínica da UNIPIAGET.
70%
61%
SEM 60%
RESPOSTA
50%
6%
40%
NÃO 30%
30%
20% 18%
SIM 10%
64% 5% 6% 10%
0%
0-15%
15-30%
30-50%
MAIS DE
50% SEM
RESPOSTA
Fonte: Ficha do inquérito Fonte: Ficha do inquérito
Gráfico 10 Distribuição quanto ao Gráfico 11 Distribuição quanto ao
tratamento da alveolite seca, tratamento da alveolite húmida,
empregado ou proposto pelos empregado ou proposto pelos estudantes.
estudantes.
Alveolite seca
Alveolite húmida
Tratamento
sistémico 12%
Tratamento Tratamento local
Tratamento local local e 28%
e sistémico 22%
sistémico
36%
Tratamento local
57%
Tratamento
sistémico 11%
Fonte: Ficha do inquérito Fonte: Ficha do inquérito
≠ (Portela, Bedendo, Vieira, & Magalhães, 2014) ?????
CONCLUSÕES
Dos 83 estudantes entrevistados, 86% sabem diagnosticar e
descrever clinicamente esta complicação.
61% dos estudantes afirmam que na nossa clínica a alveolite
tem uma ocorrência que vai de 0-15%, embora 64% dos
mesmos já identificaram casos de alveolite na prática diária, e
86% dos estudantes afirmam que sabem tratar esta
complicação.
CONCLUSÕES
A prática diária mostra-nos que o asseguramento da
cadeia asséptica, o domínio das técnicas e manobras
cirúrgicas associado com as informações pós
operatórias dadas aos pacientes, minimiza ou previne
o aparecimento desta complicação.
Recomendações
1. É necessário que se façam estudos epidemiológicos sobre a alveolite, pois sabe-
se que as medidas assépticas e o modo de vida das populações varia de região a
região. Por isso, todos os casos observados e diagnosticados na clínica da
Unipiaget devem ser registados na ficha clínica do paciente.
2. Que se continue a distribuir fichas de orientações pós operatórias aos pacientes
com informaçoes claras após os procedimentos cirúrgicos na Clínica da
UniPiaget, no sentido de obter um pós operatório satisfatório.
3. Que se produzam apostilas ou manuais de tratamentos com protocolo unificado
usado na clinica, visando a uniformização das condutas terapêuticas adoptadas.
BIBLIOGRAFIA
Alves, L., JR, L., Arruda, & Marzola. (Maio de 2013). Alveolite- Factores
Predisponentes e Terapêutica. Revista Odontológica (ATO), 13, pp. 386-397.
Andrade, Passeri, & Moraes. (2006). Protocolos farmacológicos Em Cirurgia
Bucal. In E. D. Andrade, Terapêutica Medicamentosa Em Odontologia (2º ed., pp.
159-168). São Paulo, Brasil: Artes Médicas.
Cordeiro, A. M. (2010). Alveolite: Ocorrência e Tratamento. Universidade do
Porto, Faculdade de Medicina Dentária. Porto: Universidade do Porto.
JR, L., Gaujac, & Trento. (2009). Influência Das Alterações Locais Sobre o
Processo De Reparo Alveolar. Revista Saúde e Pesquisa, 2, pp. 411-416.
OBRIGADA
’’ Temos muito trabalho. Por todo lado, estão cheios os nossos hospitais e
as nossas casas mortuárias. Quando começamos com a adoração diária,
o nosso amor a Cristo tornou-se mais íntimo, o nosso amor uns aos
outros mais compreensivo, o nosso amor aos pobres mais compassivo e o
número das vocações duplicou.’’
BEATA MADRE TERESA