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Mecanismos de Resistência Bacteriana

Este documento resume os principais conceitos e métodos de realização do antibiograma, incluindo a detecção de mecanismos de resistência bacteriana como betalactamases, ESBL e carbapenemases.

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carludos
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© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
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Mecanismos de Resistência Bacteriana

Este documento resume os principais conceitos e métodos de realização do antibiograma, incluindo a detecção de mecanismos de resistência bacteriana como betalactamases, ESBL e carbapenemases.

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ANTIBIOGRAMA

Análise e detecção de mecanismos de


resistência

Carlos Eduardo Siqueira


Antibiograma

Funções:
 Terapia antimicrobiana
 Epidemiologia
 Identificação bacteriana
Antibiograma

 Métodos
 Quantitativo

 Qualitativo
Antibiograma

 Padronização

 NCCLS (EUA), EUCAST (EUROPA)


Grupos de Antibióticos (NCCLS)

 Grupo A: Agentes de primeira escolha,


menores custo e reações adversas.

 Grupo B: Agentes potentes, informe


seletivo, infecções hospitalares.
 Grupo C: Agentes suplementares, informe
alternativo.
 Grupo U: Uso em infecções urinarias.
Grupo A Enterobactérias Pseudomonas Staphylococcus

Ampicilina Ceftazidima Penicilina


Cefalotina Gentamicina Oxacilina
Gentamicina Piperacilina
Amicacina Aztreonam Eritromicina
Amox-cavulanato Cefepime Clindamicina
Grupo B Cefepime Ciprofloxacina Sulfazotrin
Cefotaxima Imipemem Vancomicina
Ciprofloxacina Tobramicina
Imipenem
Sulfazotrin
Grupo C Aztreonam Netimicina Cloranfenicol
Ceftazidima Ciprofloxacina
Cloranfenicol Gentamicina
Tetraciclina Tetraciclina
Grupo U Norfloxacina Carbenicilina Norfloxacina
Nitrofurantoína Nitrofurantoína
Sulfazotrin Sulfazotrin
Resistência Bacteriana
Resistência Bacteriana

 Natural (intrínseca)
 Cromossomal

 Adquirida (Extrínseca)
 Plasmídeos e transposons
Mecanismos de Resistência

 Inativação enzimática

 Alteração da Permeabilidade

 Alteração do Sítio Alvo


Bacilos Gram Negativos

 Alteração do Sítio alvo

 Alteração de permeabilidade

 Enzimas (Betalactamases)
Betalactamases
 Betalactâmicos:

1. Penicilina

2. Cefalosporina
Betalactamases

 Resistência Intrínseca ou adquirida

 Crosmossomais ou Plasmidiais

 Induzíveis ou não
Betalactamases

 TEM-1, TEM-2 e SHV-1


 ESBL
 Amp-C
 Amp-C like
 Metalo-Betalactamases
 Carbapenases
TEM-1, TEM-2 e SHV-1
 Betalactamases comuns.

 Degradam apenas penicilinas e


cefalosporinas de 1ª geração.

 Não atuam sobre cefalosporinas de 2ª, 3ª e


4ª geração, carbapenêmicos e combinações
com inibidores de betalactamases
TEM-1, TEM-2 e SHV-1
 1ª Geração: FALHA
 2ª Geração: OK
 3ª Geração: OK
 4ª Geração: OK
 Carbapenen: OK

OBS: 2ªgeração ≡ Cefamicinas


ESBL (Betalactamase de
Espectro Estendido)
 Klebsiella pneumoniae, Escherichia coli, Proteus
mirabilis e outras enterobactérias.

 Enzimas mutantes das TEM-1, TEM-2 e SHV-1.

 Degrada todos Betalactâmicos exceto


cefamicinas e carbapens

 Sensível (in vitro) a inibidor de betalactamase


ESBL - Importância

 Infecções hospitalares.

 Falha no Uso de Cefens de 3ª geração.

 Dificuldade de detecção.
ESBL
 1ª Geração: FALHA
 2ª Geração: OK
 3ª Geração: FALHA
 4ª Geração: FALHA
 Carbapenen: OK

OBS: 2ªgeração ≡ Cefamicinas


ESBL - Detecção
 Triagem:
 Disco Difusão
 Microdiluição

 Confirmação Fenotípica:
 Etest
 Adicão de Clavulanato
 Dupla difusão (aproximação de disco)
 Microdiluição com clavulanato
ESBL – Triagem
 Uso de halos diferentes de cefens de 3ªG. para
Klebsiella spp e Eschericia coli.
Antibiótico Enterobactérias Klebsiella
E.coli
Aztreonam ≥22 ≤27

Ceftazidima ≥18 ≤22

Cefotaxima ≥23 ≤27

Ceftriaxona ≥21 ≤25


ESBL - Confirmação

 Adição de Clavulanato

 Cefotaxima e Cefotaxima + ác
Clavulânico
 Ceftazidima e Ceftazidima + ác
Clavulanico

 Diferença de halo ≥5mm confirma ESBL


•Etest

 Fita contendo Ceftazidima e ceftazidima


+ Clavulanato

 Positivo Redução de 3x no MIC da droga


com o clavulanato.
•Etest

 MIC PM: 3μg


 MIC PML: 0,64μg
 Dupla difusão ou Aproximação de disco

 Comparação e análise do halo do


betalactâmico em combinação com inibidor
de betalactamase.

 Centro: AMC; ao redor: ATM, CTX e CAZ

 Fusão de halo ou presença de halo


fantasma confirma ESBL.
Dupla difusão
Dupla difusão
Dupla difusão
ESBL – Como Liberar Laudo
 Resistente para todos betalactâmicos,
exceto cefamicinas, independente do
resultado “in vitro”.

 Nota:
 Os resultados sugerem produção de ESBL
e a terapia com cefalosporinas de amplo
espectro e aztreonam pode resultar em
falha terapêutica.
Amp C e Amp C like
 Enzima Induzivel

 Gene ampC

 Cromossomal (grupo CESP)

 Plasmidial (Amp C like)

 Degrada todos betalactâmicos exceto


cefalosporinas de 4ª geração e
carbapenêmicos
Amp C
 Grupo CESP
 Apresentam o gene no cromossomo
(intrínseco)
 Citobacter freundii
 Enterobacter cloaceae
 Seratia spp
 Providencia spp
 Morganella morganii
 Pseudomonas aeruginosa
Amp C Like

 Gene ampC plasmidial

 Pode ocorrer em Klebsiella spp e E. coli


Amp C
 1ª Geração: FALHA
 2ª Geração: FALHA
 3ª Geração: FALHA
 4ª Geração: OK
 Carbapenen: OK
Amp C - Detecção
 Não existe metodologia preconizada

 Teste tridimensional (similar ao dupla


difusão e aproximação de disco).

 Inativação pelo Ác Borônico (similar ao


teste com clavulanato para ESBL).
Teste tridimensional
 Análise dos Halos das cefalosporinas

 Centro: carbapenêmico ou cefoxitina e ao


redor: CTX, CAZ e CPM.

 Presença de achatamento no halo das


cefalosporinas indica a presença da Amp C
Teste tridimensional
Teste tridimensional
Amp C – Como Liberar Laudo
 Grupo CESP

 Reportar os resultados obtidos para os


betalactâmicos com asterisco (S*)

 Nota: Poderá haver falha terapêutica com a utilização


de cefalosporinas de 3ª geração, penicilinas de amplo
espectro ou Aztreonam, devido a capacidade desde Mo
produzir betalactamase induzível durante o tratamento.
Metalo Betalactamase
 Enzima que apresenta átomo de
magnésio.

 Degrada todos betalactâmicos e


carbapenêmicos.

 Constitutiva ou adquirida
Metalo Betalactamase
 Stenotrophomonas maltophilia, apresenta
a enzima constitutivamente, sendo
resistente a todos betalactâmicos.

 NCCLS preconiza teste apenas de STX e


Levofloxacina.
Metalo Betalactamase
 Detecção:

 Uso de agentes quelantes (EDTA).


 Serve de teste para identificação de S.
maltophilia
Metalo Betalactamase

 Disco IPM (Branco) “Resistente”


 Disco IPM + EDTA (Azul) “Sensível”
Metalo Betalactamase
Carbapenases
 Degradam os carbapenêmicos
 Podem ter baixa afinidade pelas
cefalosporinas
 Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter
baumanii.
 Serratia spp e Enterobacter spp.

 Portadoras comumente apresentam resistência


a todos os antibióticos.
Perda de Porina e Efluxo
 Antibiótico não chega ao sítio de ação.
 P. aeruginosa e Klebsiella spp.

 Resistência seletiva a apenas alguns


antibióticos da classe
Perda de Porina
 EX: Klebsiella pneumoniae
 Ceftazidima (S)

 Imipenem (R)

 Meronem (S)
Efluxo ativo
 EX: Pseudomonas aeruginosa

 Imipenem (S)

 Meronem (R)
Cocos Gram Positivos
 Betalactâmicos

 Glicopeptídeos

 Macrolideos e Lincosaminas
Staphylococcus spp
 Mecanismos de resistência a
Betalactâmicos

 Betalactamase (penicilinase)

 PBP modificada
Betalactamase BLA
 Genes plasmidiais ou cromossomais.
 Liberação para o exterior da celula.
 Hidrólise do anel betalactâmico.

 Resistência: Penicilina e PSPs.


 Sensível: Oxacilina, cefalosporinas,
combinados com inibidores de
betalactamases.
Betalactamase BLA
 Detecção:

 Resistência à penicilina ou Ampicilina


MRSA
 “Staphylococcus resistente à Meticilina”.

 Resistência a todos Betalactâmicos.

 Comumente resistente a outras classes.

 Sensível à Vancomicina
MRSA - mecanismo
 PBP alterada (sítio alvo)

 Gene mec A

 Cromossomal e induzível (difícil detecção).


MRSA - Detecção
 Molecular (padrão ouro)

 Antibiograma (fenotípica)
 Oxacilina
 Cefoxitina
Oxacilina

 Disco Difusão → Triagem


 Antibiótico pouco estável.

 Pode ocorrer falso R.

 Necessita de confirmação.
Oxacilina - Cuidados

 Temperatura: 35ºC

 Tempo de incubação 24h ou mais

 Ler com Luz transmitida


Oxacilina - Ágar Screen
 Método confirmatório.

 Agar contendo Oxacilina 6µg/mL e NaCl.

 Inóculo “Spot”.

 Crescimento: MRSA
Oxacilina - Ágar Screen
 Problemas:
 Demora.

 Custo (meio de cultura específico).


Cefoxitina – Disco Difusão
 NCCLS 2005.

 Forte indutor de resistência.

 Método de preferência.

 Dispensa teste confirmatório.


Cefoxitina – Cuidados
 Temperatura: 35ºC

 Tempo de incubação 24h (18h)

 Ler com Luz refletida


Análise dos resultados

 Pen (S): Sensível a todos betalactâmicos


 Pen (R), Oxa/Cfo (S): PSPs (R); PRPs,
cefalosporinas e combinados de penicilinas
com inibidores (S).

 PSP: Ampicilina Amoxacilina, Pipertacilina,


Ticarcilina e carbenicilina
 PRP: Oxacilina, Meticilina
Análise dos resultados

 Oxa/Cfo (R): MRSA, resistente a todos


Betalactâmicos
Resistência a Glicopeptideos

 Vancomicina e teicoplanina.

 Inibem síntese de parede celular.

 Droga de escolha para MRSA


VISA / GISA

 Sensibilidade diminuída a Vancomicina.

 Seleção por terapia prolongada

 Alterações na parede
 Espessura
 Espressão de sítios alvo falsos
VRSA
 Resistência Ampla a Glicopeptideos.

 Aquisição do gen vanA dos Enterococcus


resistentes a vancomicina.

 1º caso: julho 2002 EUA (óbito).


VRSA
 Disco Difusão: Falhas

 Confirmar com Métodos Quantitativos

 Ágar screen: 6µg/mL e NaCl.


Clindamicina/ Eritromicina

 Disco Difusão: Falhas

 Eritromicina (R)

 Clindamicina (S)

Confirmar!!!!!
Clindamicina/ Eritromicina

 Efluxo Ativo: (só Eritromicina).

 Metilase (gene erm) induzível:


(Eritromicina e Clindamicina).
Aproximação de Disco (teste D)

 Disco de Eritromicina a 2cm do disco de


Clindamicina.

 Achatamento do halo de Clindamicina:


Metilase
Como liberar laudo
 Aproximação de disco.
 Achatamento de halo: Metilase.
Eritromicina e Clindamicina (R)

 S/ achatamento: Efluxo, manter resultado.


Eritromicina (R) e Clindamicina (S).
Enterococcus Spp
 Enterococos, grande capacidade de adquirir
resistência.

 Resistência intrinseca a betalactâmicos e


aminoglicosídeos em baixas [ ]s.

 Resistência Adquirida a altos níveis de


betalactâmicos e aminoglicosídeos.

 Resistência adquirida a vancomicina (VRE).


VRE
 Resistência a todos Antibióticos.

 Pouco Virulento

 Problema: Transferência de resistência


para S. Aureus (gen vanA plasmidial).
VRE
 1986: Europa
 1987: EUA
 1996: Curitiba
 1997: São Paulo
 1999 e 2002: Londrina
VRE Mecanismo de resistência

 Alteração do sítio de ligação.


 D-ala D-ala muda para D-ala D-lac ou ser.

 Diminui a afinidade da Vancomicina.


VRE
 Resistência na Disco Difusão:
 Confirmar identificação do gênero
enterococus.
 Identificar espécie de enterococos.

 Realizar ágar screen p/ confirmar


resistência.
VDE?

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