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Conceitos de Terapia Familiar e Belsky

O documento discute os conceitos da terapia familiar de acordo com Bowen, incluindo triângulos, diferenciação do self, transmissão psíquica entre gerações e parentalidade segundo Belsky. Os principais pontos são: 1) Bowen desenvolveu a teoria dos triângulos familiares para explicar padrões de relacionamento; 2) a diferenciação do self é um conceito central na teoria de Bowen; 3) há transmissão psíquica de padrões entre gerações na família.
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Conceitos de Terapia Familiar e Belsky

O documento discute os conceitos da terapia familiar de acordo com Bowen, incluindo triângulos, diferenciação do self, transmissão psíquica entre gerações e parentalidade segundo Belsky. Os principais pontos são: 1) Bowen desenvolveu a teoria dos triângulos familiares para explicar padrões de relacionamento; 2) a diferenciação do self é um conceito central na teoria de Bowen; 3) há transmissão psíquica de padrões entre gerações na família.
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CONCEITOS DA TERAPIA

FAMILIAR
Por Daniele Queiroz
TRIÂNGULOS DE BOWEN
TRIÂNGULOS DE BOWEN
Bowen foi um estudioso, investigador e professor
considerado um teórico inovador da terapia de família.
Seu arcabouço teórico concentra-se em torno de duas
forças vitais que se contrabalançam: aquelas que levam
a pessoa à união com sua família e aquelas que a
impulsionam para se libertar rumo à individuação.
Bowen e sua equipe, a partir de estudos sobre a
esquizofrenia, em 1954, observaram um apego
simbiótico do paciente à sua mãe, ampliando essa
hipótese para os demais membros da família.
TRIÂNGULOS DE BOWEN
O conceito de massa indiferenciada remete ao de fusão ou
aglutinação, termo utilizado por Minuchin (1982) para se referir
a um estilo transacional caracterizado por um “sentimento de
pertencimento que requer uma máxima renúncia de
autonomia” (p. 60).
Segundo Nichols e Schwartz (1998), a diferenciação do self,
pedra fundamental da teoria de Bowen, é ao mesmo tempo um
conceito intrapsíquico e interpessoal.
A escala de diferenciação do self ajuda a compreender o
processo  de amadurecimento do indivíduo, as respostas
significativas, o funcionamento e as disfunções ocorridas nos
processos relacionais.
TRIÂNGULOS DE BOWEN
A família é considerada uma unidade emocional.
O sistema emocional responde de acordo com forças
externas à família, incluindo a família ampliada,
situações de trabalho e fatores sociais. “Para um
indivíduo ou grupo em particular, as seqüências
comportamentais e interacionais que refletem o
sistema emocional possuem uma característica de
repetição” (Papero, 1998, p. 74).
TRIÂNGULOS DE BOWEN
A escolha do parceiro no matrimônio está relacionada
ao nível de diferenciação do eu. A pessoa tende a
escolher o parceiro com nível de diferenciação
semelhante ao seu. Os vários filhos podem ter níveis
diversos de diferenciação, mas não muito distantes
daqueles alcançados pelos pais.
É importante a posição da pessoa na família de origem
e nas relações futuras com o cônjuge (Bowen, 1991). A
posição fraterna pode predizer  algumas dificuldades
conjugais.
TRIÂNGULOS DE BOWEN
O conceito de triangulação se refere a um sistema inter-relacional entre
três pessoas, envolvendo sempre uma díade e um terceiro, que
será convocado a participar quando o nível de desconforto e de ansiedade
aumentar entre as duas pessoas. Uma delas, então, buscará uma terceira
para aliviar a tensão.
Os triângulos aparecem no processo emocional interacional que se
estabelece no sistema familiar e transgeracional.
Os triângulos, para Kerr e Bowen (1988), “são para  sempre” (p. 135). Em
situações de menor tensão, permanecem latentes, reaparecendo quando
os conflitos recrudescem. Assim, os triângulos são susceptíveis à
ansiedade, tornando-se mais ou menos ativos em situações de tensão.
Nesse sentido, o processo de triangulação constitui um mecanismo de
resposta que acontece nos processos relacionais ante
situações estressantes.
TRIÂNGULOS DE BOWEN
Na família, observam-se vários triângulos que se formam
e se desfazem de forma repetitiva.
Os triângulos não são fixos nem estáticos, sofrendo
deslocamentos, a depender do nível de ansiedade e da
dinâmica interna da família.
A teoria boweniana enfatiza que, para compreender a
família, é necessário desvelar o que acontece nas gerações
que a precederam e ampliar o olhar para a família extensa,
elucidando vários nós que, no estudo estritamente da
família nuclear, podem permanecer obscurecidos.
TRIÂNGULOS DE BOWEN
Na família, observam-se vários triângulos que se formam
e se desfazem de forma repetitiva.
Os triângulos não são fixos nem estáticos, sofrendo
deslocamentos, a depender do nível de ansiedade e da
dinâmica interna da família.
A teoria boweniana enfatiza que, para compreender a
família, é necessário desvelar o que acontece nas gerações
que a precederam e ampliar o olhar para a família extensa,
elucidando vários nós que, no estudo estritamente da
família nuclear, podem permanecer obscurecidos.
TRANSMISSÃO PSÍQUICA
FAMILIAR
TRANSMISSÃO PSÍQUICA FAMILIAR
A transmissão psíquica entre gerações.
A transmissão considera que a identidade do indivíduo se estabelece a
partir do legado familiar, que define de que modo ele irá se posicionar
na família e como irá lidar com a sua história pré-existente.
Desde o momento da concepção, o sujeito está marcado pelo olhar
dos pais, pelos seus ideais e pelos mitos familiares que se inscrevem e
estruturam o desenvolvimento dos filhos desde as primeiras
vinculações.
Desse modo, a família teria um papel fundamental como
intermediária no processo de transmissão de valores, significados e
percepções, realçando as possibilidades de transformação inerentes ao
ato de transmitir, permitindo a construção da subjetivação
(Magalhães & Féres-Carneiro, 2007).
TRANSMISSÃO PSÍQUICA FAMILIAR
Para Freud (1914/1973), essa transmissão seria de natureza
filogenética e possibilitaria um sentido de continuidade na
vida psíquica entre as gerações.
A transmissão psíquica é um conceito que permeia a
conjugalidade entre as gerações e contribui para
compreendermos de que modo a conjugalidade dos
pais pode influenciar vivências afetivas dos filhos e filhas.
A partir da Psicanálise, o problema transgeracional tem sido
definido como a transmissão do inconsciente, de suas
formações e de seus [Link] a introdução da categoria
do Negativo, do irrepresentável e do intransmissível.
TRANSMISSÃO PSÍQUICA FAMILIAR
 Aquilo que se transmite são essencialmente configurações de objetos psíquicos,
isto é, objetos munidos de seus vínculos com aqueles que precedem cada
sujeito.
 Aquilo que se transmite e que constitui a pré-história do sujeito, não é apenas o
que sustenta e garante, pelo positivo, as continuidades narcísicas e objetais, a
manutenção dos vínculos intersubjetivos, as formas e os processos de
conservação e complexidade da vida: ideais, mecanismos de defesa neuróticos,
identificações, pensamentos de certezas.
 Um aspecto notável dessas configurações de objeto de transmissão é que elas
são marcadas pelo negativo.
 A transmissão na Psicanálise é carregada pelo viés da negatividade, ou seja, os
estudos destacam a polaridade negativa da transmissão, aquilo que é oculto,
que deve ser escondido e não elaborado, ou seja, transmite-se
preferencialmente o que “não” contém, o que “não retém, o que “não” se lembra
(Kaës, 1998).
TRANSMISSÃO PSÍQUICA FAMILIAR
 No entanto, pela leitura de  Gomes (2006), transmitir-se-iam também aspectos
positivos e adaptativos, como os que amparam e asseguram as continuidades
narcísicas, a manutenção dos vínculos intersubjetivos, a tendência à
conservação e à preservação das formas de vida, entre outros aspectos
transformadores, criativos e de proteção do psiquismo.
 Pierre Benghozi (2010) é outro autor central na discussão acerca da transmissão
psíquica entre gerações, em sua abordagem conhecida como psicanálise dos
vínculos sociais.
 O autor também faz uso da distinção entre transmissão intergeracional e
transmissão transgeracional.
 Na primeira modalidade, o patrimônio psíquico familiar seria recebido por uma
geração, memorizado, historicizado,transformado, elaborado e transmitido à
nova geração. Já na segunda modalidade, o material psíquico familiar seria
transmitido em estado bruto, sem ter sido transformado ou metabolizado .
PARENTALIDADE POR
BELSKY
PARENTALIDADE POR BELSKY
A parentalidade refere-se ao conjunto de atividades propostas pelas figuras
parentais ou substitutas que visam assegurar a sobrevivência e o
desenvolvimento da criança, num ambiente seguro, com o objetivo de
socializá-la e torná-la gradativamente mais autônoma (Hoghughi, 2004).
Há onze dimensões da parentalidade que estão organizadas em  Atividades
parentais, Áreas funcionais e Pré-requisitos.
 Por meio de uma abordagem ecológica, Belsky e Jaffee (2006) destacaram
três determinantes que podem influenciar as práticas parentais:
as características individuais dos pais (personalidade e psicopatologia), as
características da criança (temperamento) e os fatores do contexto social
no qual a relação pais-criança está inserida (relações maritais, ocupação
profissional parental, redes de suporte social).
PARENTALIDADE POR BELSKY
Esse modelo considera que as histórias desenvolvimentais dos pais, o  seu
relacionamento conjugal e a sua posição profissional influenciam as suas
personalidades, que, por sua vez, afetam o processo de parentalidade e este,
consequentemente, produz efeitos no desenvolvimento infantil.
Do mesmo modo, o funcionamento psicológico parental, promovido em parte pela
sua história desenvolvimental, influencia direta e indiretamente a relação conjugal,
o funcionamento das redes sociais e as próprias experiências ocupacionais. E a nível
social e contextual, a vizinhança e a comunidade também interferem na
parentalidade (Belsky & Jaffee, 2006).
Os autores destacam que os três determinantes não possuem o mesmo peso na
eficácia da parentalidade. A personalidade parental é considerada o determinante
crucial, pois ela afeta o modo como os pais geralmente se sentem (a propensão para
ter humor positivo ou negativo), como pensam e os tipos de pensamento
(atribuições aos comportamentos dos filhos) e a forma de agir (como por exemplo,
o grau de expressividade, de ansiedade e insegurança expressos na relação com os
filhos) (Beslky, 1984; Morse, 2010).

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