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Elementos Do Crime

O documento resume a Teoria Geral do Crime de acordo com três elementos: 1) Fato típico, que inclui a conduta, resultado, nexo causal e tipicidade; 2) Ilícito, que analisa a oposição do fato ao direito; e 3) Culpabilidade, que avalia a imputabilidade, consciência de ilicitude e exigibilidade de conduta diversa, assim como suas excludentes.

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Caroline Palma
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Elementos Do Crime

O documento resume a Teoria Geral do Crime de acordo com três elementos: 1) Fato típico, que inclui a conduta, resultado, nexo causal e tipicidade; 2) Ilícito, que analisa a oposição do fato ao direito; e 3) Culpabilidade, que avalia a imputabilidade, consciência de ilicitude e exigibilidade de conduta diversa, assim como suas excludentes.

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TEORIA GERAL DO CRIME

Teoria finalista tripartida:

 Fato típico
 Ilícito
 Culpável
Fato típico
Fato previsto em lei como criminoso. Com 04 elementos:
 Conduta – voluntária (independente de doloso ou culposo). Nos
crimes culposos o que é involuntário é o resultado produzido, e
não a conduta.
Exemplos de ausência de conduta: Ato reflexo, estado de
inconsciência, coação física irresistível, caso fortuito, força maior.
Inexistindo a conduta, deixa de haver fato típico e, portanto, deixa
de existir o crime.
 Resultado
 Nexo causal – ele entre a conduta e o resultado obtido.
 Tipicidade – é o encaixe perfeito entre a norma incriminadora
abstrata e o fato concreto. Subsunção do fato a norma. Havendo
qualquer imprecisão no encaixe, deixa de existir o crime.
Fato culpável
Culpabilidade é o juízo de reprovação que recai sobre o fato
criminoso. É composta por:

a) Imputabilidade
b) Potencial consciência de ilicitude
c) Exigibilidade de conduta diversa

Fato ilícito/ antijurídico


Relação de oposição entre o fato e o direito. Agir de modo
contrário ao direito.
Fato típico – conduta – erro de tipo

Erro – falsa percepção da realidade. Quem erra conhece a realidade


de uma forma equivocada.
 Erro de tipo: aquele que incide sobre elementos que integram o tipo
penal. O erro de tipo pode ser:
a) Essencial – o agente se equivoca sobre elemento relevante do tipo
penal.
*elemento relevante – algo que se for suprimido ou substituído
deixaria o crime de existir.
a.1) essencial vencível, escusável ou evitável – poderia ter sido evitado.
Exclui o dolo, podendo ser o agente punido por culpa, desde que haja
previsão legal para o crime culposo.
a.2) invencível, inescusável ou inevitável – mesmo o agente tendo
tomado todas as cautelas não poderia evitar o erro. Exclui o dolo e a
culpa, logo o agente não responderá.
b) acidental: recai sobre elementos secundários do tipo
penal, que se forem substituídos não deixaria o fato de
acontecer. Aqui continua existindo um crime e o agente irá
responder. Pode recair sobre:
 Coisas
Ex: o agente subtrai um bem achando que trata-se de uma
joia e acaba levando uma bijuteria.
 Pessoas Ex: o agente quer matar determinada pessoa e,
confundindo sua identidade, acaba matando outra.
 Execução – Aberratio ictus – usa as característica da
vítima virtual.
 Ex: o filho querendo matar o pai, acerta alguém que está
atrás.
Ilicitude/ antijuricidade

É o fato contrário à norma.


Nem sempre o fato típico é ilícito, nesses casos termos as
excludentes de ilicitude, pois a lei autoriza o fato a ser
praticado.
Excludentes da Ilicitude – art. 23, CP

 Estado de necessidade
 Legítima defesa
 Exercício regular do direito
 Estrito cumprimento do dever legal
Obs: parágrafo único do art. 23, cp – o agente responderá
por eventuais excessos.
Estado de necessidade – art. 23, I e 24
Necessário que exista um conflito de interesses entre bens jurídicos.
Diante deste choque não é possível preservar todos os interesses.
Desta forma, é necessário sacrificar um deles para preservar o outro.
• Causa humana – provocada pelo ato humano
Ex: homem ateia fogo em um prédio, provocando situação de perigo, é
necessário quebrar uma parede para alcançar o prédio vizinho. Conflito
entre patrimônio e vida das pessoas do prédio.
• Irracional – provocada por um animal
Ex: ataque de cão contra uma pessoa, agente efetua disparos contra o
animal. Conflito vida do animal e vida humana.
• Força da natureza – provocada por eventos naturais
Ex: naufrágio, várias pessoas tentam boiar em uma tábua, o mais forte
consegue reprimir os demais para se salvar.
Requisitos do estado de necessidade:

 Ameaça de direito próprio ou alheio: situação de risco deve


estar ocorrendo naquele momento ou estar prestes a
ocorrer.
 Situação não provocada voluntariamente pelo agente do
fato: o agente não pode provocar a situação de perigo, pois,
assim sendo, é sua obrigação empreender esforços para sua
reversão (art. 13, §2º, “c”, CP)
 Inevitabilidade da lesão ao bem de outrem: o sacrifício de
um dos bens jurídicos em conflito deve ser absolutamente
inevitável;
 Conflito entre bens reconhecidos e protegidos pelo
ordenamento jurídico.
 Inexigibilidade
do sacrifício do bem
ameaçado: relação de proporcionalidade
para escolher entre os bens jurídicos a
preservação do mais importante.
Preservar o mais importante.
 Preservaçãode direito próprio ou alheio:
quem age em estado de necessidade pode
proteger direito seu ou alheio.
Excludente de ilicitude: legitima defesa – arts. 23, II c/c 25, CP

Contra injusta agressão, atual ou iminente, a direito próprio ou alheio, usando


para tanto, com moderação os meios necessários. A ação de quem age em
legitima defesa jamais pode caracterizar uma nova agressão.
Legitima defesa só cabe contra causa humana, as outras causas caracterizarão
em estado de necessidade.
Requisitos da legitima defesa:
 Atualidade ou iminência da agressão: ocorrendo ou prestes a ocorrer. Não é
suficiente o mero temor de ser agredido futuramente ou ainda não cabe em
agressão passada.
 Injustiça da agressão
 Repulsa com emprego de meios necessários e moderados
Legítima defesa real e putativa

A) Real – Quando a agressão de fato existiu


B) Putativa – quando a agressão é imaginária, só existindo
para o agente. Porém, se de fato existisse, ele estaria
autorizado a agir em legítima defesa. Aqui ocorre erro de
tipo.
Obs: não existe legítima defesa real contra legítima defesa
real. Pode existir legítima defesa real contra legítima defesa
putativa.
Excludente da Ilicitude - Exercício regular do direto – art. 23, III, CP

Considera a adequação da conduta aos preceitos normativos


contidos no ordenamento jurídico.
Quando a lei confere a alguém a prerrogativa de exercer um
determinado direito, não haveria sentido de que com o
exercício desse direito houvesse a pratica de crime, desde
que observados os limites traçados pela legislação para
tanto.
Obs: não é necessário que o direito exercido esteja previsto
em lei penal.
Ex: lesões praticadas em esportes, prisão feita por pessoas
do povo, etc.
Excludente da ilicitude – estrito cumprimento do dever legal
– art. 23,III, CP.
Aplicada aos fatos praticados em observância
a um dever legal, imposto por norma penal
ou extrapenal.
Se a lei exige o cumprimento de um dever, é
evidente que a sua realização não pode
provocar a prática de um crime.
Ex: policial militar quando prende em
flagrante, carrasco que executa a pena de
morte.
Excludente da Ilicitude: consentimento do ofendido
(causa supralegal)
Requisitos:
a) Voluntariedade do consentimento – não cabe em fraude, coação ou
quaisquer vícios de vontade.
b) Capacidade daquele que consente – discernimento do ofendido.
c) Bem jurídico situado na esfera da disponibilidade do ofendido: não pode
recair sobre bens indisponíveis como a vida. (indisponíveis – patrimônio,
honra, liberdade sexual).
d) Consentimento tácito ou expresso
e) Consentimento prévio ou concomitante

Quais crimes são os mais comuns? Furto, dano, contra a honra.


Da culpabilidade

Culpabilidade é o juízo de reprovação que recai sobre o fato criminoso. É


composta por:
a) Imputabilidade – capacidade do agente compreender o caráter ilícito do fato
e de agir de acordo com esse entendimento. Não basta ter o discernimento,
é fundamental que consiga agir de acordo com esta compreensão.
 Critérios para aferir a imputabilidade:
 * biológico – minoridade penal
 * psicológico – ausência de discernimento e compreensão do agente acerca do
caráter ilícito do fato, ainda que não seja constatado o déficit menal.
 Bio-psicológico – além do déficit mental, o agente deve possuir ausência de
compreensão sobre o caráter ilícito do fato. Adotado pelo CP.
a) Potencial consciência de ilicitude
b) Exigibilidade de conduta diversa
Excludentes da culpabilidade
a)Menoridade penal – art. 65, I, CP
b)Doença mental
c)Desenvolvimento mental
incompleto
d)Desenvolvimento mental retardado
e)Embriaguez acidental completa
Excludente da culpabilidade: minoridade penal

Minoridade legal tem previsão nos artigos 228 da CF e 27


do CP.
Por mais madura que a pessoa pode ser, pode ter adotado
no critério biológico a idade mínima de 18 anos, o CP
garantiu a inimputabilidade do agente menor de 18 anos,
nesse caso, mesmo que o agente tenha sido emancipado não
poderá ser considerado imputável.
Os menores de 18 anos estão sujeitos ao regime do ECA –
Lei 8069/90. Eles não praticam crime, mas sim ato
infracional e não estão sujeitos a pena, e sim as medidas
sócio-educativas.
Excludente da culpabilidade: doença mental,
desenvolvimento mental incompleto e desenvolvimento
mental retardado
Deficit mental + ausência absoluta de compreensão ou capacidade de proceder
de acordo com este entendimento. Necessário exame pericial.
Doença mental Doenças que alteram as funções
intelectuais. Ex: paralisia cerebral
progressiva, demência senil, esquizofrenia,
psicopatia.
Desenvolvimento mental incompleto São as pessoas que não conseguiram
completar o desenvolvimento mental, e que
não possuem mais tal possibilidade.
Ex: débeis mentais, idiotas, imbecis.
Desenvolvimento mental retardado Aqueles que não se desenvolveram
totalmente, mas que ainda podem
completar o seu desenvolvimento mental.
Ex: índio sem acesso a civilização, surdo
mudo que não consegue manter contato
com as pessoas.
 Reconhecendo a responsabilidade penal e entendendo que
o agente é inimputável, deverá o juiz prolatar sentença
absolutória imprópria e aplicar medida de segurança.
 Caso exista uma ausência parcial de compreensão,
teremos a semi imputabilidade. Aqui a pena será
diminuída de um a dois terços, ou ainda medida de
segurança.

Perturbação mental Ex: Epilepsia, neurose, transtornos


mentais transitórios
Desenvolvimento mental incompleto Retardo mental mais leve
Desenvolvimento mental retardado Ex: índios, surdos-mudos que tiveram
algum tipo de contato ou educação
especializada.
Excludente da culpabilidade: embriaguez – art. 28,CP
Embriaguez:
a) acidental -
a.1) força maior – é obrigado a beber
a.2) caso fortuito – hipersensibilidade a uma substância e não sabia
Obs: Caso completa = afasta a culpa excluindo a imputabilidade (art. 28,
§ 1º,CP).
Não completa = diminui a pena de um a dois terços (art. 28, § 2º,CP).
b) Não acidental – não afasta a imputabilidade.
 Pré-ordenada – o agente se embriaga para cometer o crime.
 Voluntária – o sujeito tem vontade de se embriagar.
 Culposa – o agente não tem a intenção mas se embriaga.
Em regra, este tipo de embriaguez, não exclui a imputabilidade.
No caso da embriaguez pré-ordenada esta é uma situação agravante (Art.
61, II, L, CP).
Excludente da culpabilidade: erro de proibição – art. 21,
CP
O conhecimento da ilicitude pode se dar de duas formas:
a) Material: diz respeito ao conteúdo da norma. O
conhecimento do leigo a respeito do ilícito penal.
Ex: mesmo sem conhecimento técnico qualquer pessoa sabe que
matar alguém é crime.
b) Formal: não é necessário um conhecimento profundo.
No erro de proibição o agente desconhece a ilicitude material
do fato criminoso. Erro de proibição, em suma, é erro do agente
que recai sobre a ilicitude do fato (CP, art. 21), isto é, o agente
que supõe que sua conduta é permitida pelo Direito quando, na
verdade, é proibida.
ex: estrangeira que pratica aborto aqui no Brasil, mas no seu
país de origem era permitido.
Erro de proibição pode ser:
A) Vencível – quando ele poderia ter sido evitado. Diminuição
da pena de um sexto a um terço – art. 21, CP.
B) Invencível – mesmo a agente tomado todas as cautelas,
não poderia evitar o erro. Exclui o potencial conhecimento
ilicitude, logo exclui a culpabilidade, ele fica isento de
pena.
Não houve distorção do fato, o agente achou que aquela
conduta era permitida.
Excludente da culpabilidade - exigibilidade de conduta
adversa, coação moral irresistível e obediência
hierárquica – art. 22, CP
> Coação moral irresistível: o agente sofre um constrangimento que recaí
sobre o seu aspecto psicológico. O instrumento normalmente é uma grave
ameaça. Essa ameaça deve ser:
A) Séria
B) Certa
C) Grave
D) Dirigida ao coato ou a terceiro
E) Imediata
Nesse caso, exclui a culpabilidade do coato, e o coator irá responder pelo
crime praticado por ele, além de constrangimento ilegal.
Se a conduta não for irresistível, o coator responderá pelo crime
praticado pelo coato mais constrangimento ilegal, enquanto o coato
responderá pelo crime praticado com atenuante do art. 65, III, “c”, do
CP.
 Obediência hierárquica: somente para relação de direito
público em que existe hierarquia e subordinação. Se
caracteriza a partir do cumprimento de uma ordem
aparentemente legal, emitida pelo superior e cumprida por
um subordinado.
a) Ordem legal: nem o subordinado, nem o superior respondem
pelo ato.
b) Manifestamente ilegal: os dois respondem pelo crime, mas o
subordinado faz jus a atenuante do art. 65, III, “c”, CP.
c) Aparentemente legal: nesse caso a ordem é ilegal, mas tinha
aparência de ser legal. O superior responde pelo crime
praticado, enquanto o subordinado age em obediência
hierárquica, tem a culpabilidade excluída, pelo afastamento
da exigibilidade de conduta adversa, não sendo
responsabilizado.

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