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Caso Clínico Rpmo

Este caso clínico descreve o tratamento de uma paciente grávida de 17 anos com rotura prematura de membranas internas (RPMI) aos 22 semanas de gestação. A paciente foi hospitalizada e recebeu hidratação, antibióticos e corticoides para amadurecimento fetal. Após alguns dias, desenvolveu sinais de infecção e o bebê foi entregue prematuramente aos 24 semanas.

Enviado por

Fernando Aquino
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Caso Clínico Rpmo

Este caso clínico descreve o tratamento de uma paciente grávida de 17 anos com rotura prematura de membranas internas (RPMI) aos 22 semanas de gestação. A paciente foi hospitalizada e recebeu hidratação, antibióticos e corticoides para amadurecimento fetal. Após alguns dias, desenvolveu sinais de infecção e o bebê foi entregue prematuramente aos 24 semanas.

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ROTURA

PREMATURA DE
MEMBRANAS
OVULARES
INTERNOS: Ana
Karine, Fernando
Aquino, Nadja
Nadynne
CASO CLÍNICO
B. S. S., sexo feminino, branca, 17 anos, natural e procedente de Imperatriz-
MA. G1P0A0, IG = 22s2d semanas (segundo USG do 1º trimestre).

Paciente foi admitida no dia 27/09/2019 encaminhada pelo


ultrassonografista com ILA de 1 cm. Sem perdas vaginais.
CASO CLÍNICO
AMP: Nega outras intercorrências durante a gravidez. Nega comorbidades.
Nega alergias.
EXAME FÍSICO: Sem alterações dignas de nota.

DIAGNÓSTICO INICIAL: Oligodrâmnio Severo


OLIGODRÂMNIO
CASO CLÍNICO
Além do USG já realizado, foram solicitados:
HEMOGRAMA: Hb = 10,8 g/dL; Ht= 29,9%; Leucócitos = 9.500
PCR: 2,75
EAS: 2 a 4 leucócitos por campo. Raras céls. epiteliais.
CASO CLÍNICO
Prescrição (5º DIH):

1.Dieta livre
2.SF 0,9% 500 mL EV 8/8 horas
3.Dipirona + AD 2:10 ml EV 6/6h SOS
4.Observar contrações e perdas vaginais
5.BCF 4/4 h
CASO CLÍNICO
7º DIH, IG 22s5d
USGO (02/10): ILA 4cm. IG 22s 2d. Sem outras alterações.
Paciente referiu perda mínima de líquido claro vaginal. MF+.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica


2.SF 0,9% 2000mL EV 30gts/min
3.Observar contrações e perdas vaginais
4.BCF 4/4 h
5. Hemograma, PCR e EAS
CASO CLÍNICO
13º DIH, IG 24s
USG morfológico (07/10): ILA 10mm. IG 23s 2d. Sem outras alterações.
Paciente referia ainda perda mínima de líquido claro vaginal, principalmente
aos esforços. MF+.
Hemograma, PCR e EAS sem alterações significativas.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica


5.Observar contrações e perdas
2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h
vaginais
3.Buscopan Composto 1 amp + AD
6. SSVV 6/6h
8/8h SOS
7. BCF 4/4H
4.Dexametasona 6mg IM 12/12h
CASO CLÍNICO
15º DIH, IG 24s 2d
Paciente referiu importante perda de líquido em calcinha.
Ao exame especular foi observado perda de líquido à Manobra de Valsalva.
Fez 4 doses de Dexametasona.
DIAGNÓSTICOS: Oligodrâmnio severo + RPMO

1.Dieta livre
2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h
3.Buscopan Composto 1 amp + AD 8/8h SOS
4.Ceftriaxone 1g EV de 12/12h
5. SSVV 6/6h
CASO CLÍNICO
22º DIH, IG 25s2d
USGO (17/10): ILA 2cm. IG 23s 2d. Sem outras alterações.
Paciente continua referindo perda de líquido claro vaginal. MF+.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica 5.Observar contrações e perdas

2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h vaginais


6. SSVV 6/6h
3.Buscopan Composto 1 amp + AD 7. BCF 4/4H
8/8h SOS
4. Natazy DHA 1cp VO 1x/dia (com paciente)
CASO CLÍNICO
27º DIH, IG 26s
USGO (21/10): ILA 4cm. IG 23s 2d. Sem outras alterações.
Paciente continua referindo perda de líquido claro vaginal. MF+.

1.Dieta livre + Alta ingesta hídrica 5. Ranitidina 1 amp + AD EV 12/12h

2.SF 0,9% 500mL EV 6/6h 6. Dramin B6 1 cp VO 12/12h (com


paciente)
3. Plasil 1cp + AD EV lento SOS 7. Observar contrações e perdas vaginais
4. Natazy DHA 1cp VO 1x/dia
8. CCGG 6/6h + BCF 4/4H
(com paciente)
RPMO

Rotura Prematura de Membranas


DEFINIÇÃO
● TAMBÉM CONHECIDO COMO AMNIORREXE
PREMATURA OU REPREME
● PODE SER DISTINGUIDA EM :
○ PREMATURA <37 SEMANAS
○ PRECOCE : INÍCIO DO TRABALHO DE PARTO
○ OPORTUNO: NO FINAL DA FASE DE DILATAÇÃO
○ TARDIA: FINAL DO PERÍODO EXPULSIVO, ( AO
NASCER: EMPELICADO)
ETIOLOGIA
● Principal etiologia associada é a
inflamação devida a infecção
(40%), ação de enzimas
proteolíticas e posterior ● E. COLI
● STREPTO GRUPO B
enfraquecimento das membranas ● GERDENELA
● Participam do processo ●
VARGINALIS
CHLAMYDIA
mediadores inflamatórios como
interleucina-1, interleucina-6 e
fator de necrose tumoral
FATORES DE RISCO
● São semelhantes aos fatores de risco para prematuridade;

Exames invasivos (amniocentese, circlagem, cordocentese)

Fadiga ocupacional, estresse Infecções genitais (SB, gonococo)

Inserção baixa da placenta Tabagismo

Macrossomia Vaginose bacteriana

Polidramnia Multiparidade

Trabalho de parto prematuro Deficiências nutricionais


DIAGNÓSTICO
● História clínica (90%):
○ Queixa de perda de líquido claro/esbranquiçado
que escorre pelas pernas, molha assentos e
roupas.
○ O exame físico especular observar saída de líquido
pelo colo ou acumulado em fundo de saco;
○ À mobilização fetal em abdome materno pode-se
observar se há saída de líquido pelo colo
(manobra de Tarnier)
○ Toque vaginal deve ser evitado pelo risco de
infecção
DIAGNÓSTICO
● Exames complementares:
○ Detecção do PH vaginal:
 Basal: 4,5 - 5,5
 LA: 6,5 - 7,5
○ Teste do Papel de Nitrazina: fita
de medição de PH com amostra
de coleção de fundo de saco
posterior.
DIAGNÓSTICO
● Exames complementares:
○ Teste do fenol vermelho: tampão + solução reagente.
○ Posiciona-se um tampão vaginal na vagina da paciente
após um tempo, adiciona-se algumas gotas do reagente,
quando observa-se a alteração da coloração (de laranja
para vermelho).
DIAGNÓSTICO
● Exames complementares
○ Teste da cristalização da secreção vaginal: o fluido obtido de fundo de
saco vaginal é aplicado sobre uma lâmina e deixado secar por dez
minutos e apresentará a típica aparência em folha de samambaia;
DIAGNÓSTICO
● Exames complementares
○ Presença de elementos fetais em secreção vaginal: presença de
lanugem e células da epiderme fetal, sendo estas últimas caracterizadas
por assumirem coloração alaranjada após tratamento com sulfato azul
○ do Nilo a 1% (teste do Nilo azul).
DIAGNÓSTICO
● Exames complementares
○ Elementos fetais em secreção vaginal: presença de lanugem e células
da epiderme fetal por assumirem coloração alaranjada após tratamento
com sulfato azul do Nilo a 1% (teste do Nilo azul);
○ Amniosure: indicam LA na secreção pela detecção da proteína alfa-1-
microglobulina.
DIAGNÓSTICO
● Exames complementares
○ USG: observa o índice do líquido amniótico: Oligodramnia se ILA < 5 cm
ou se medida do maior bolsão vertical for < 2 cm
○ Trata-se de um exame pouco específico, porém acessível.
CONDUTA
● IDADE GESTACIONAL;
● PRESENÇA OU NÃO DE INFECÇÃO;
● AVALIAÇÃO DA VITALIDADE FETAL;
● PRESENÇA OU NÃO DE TRABALHO DE PARTO.
CONDUTA- Afastar a presença de infecção
intrauterina
● Presença de infecção –obrigatória a interupção da gestação (solicitar
periodicamente HMG + PCR)
○ *FEBRE (>37.8ºC) PODE SER O ÚNICO SINAL CONFIÁVEL ASSOCIADO Á 2
OU MAIS:
■ Leucocitose materna (leucometria > 15.000 cels/mm3 ).
■ Taquicardia materna (> 100 bpm).
■ Taquicardia fetal (> 160 bpm).
■ Sensibilidade uterina.
■ Líquido amniótico com odor fétido
○ AMPICILINA (2 G IV 6/6 HORAS) E GENTAMICINA (5 MG/KG POR DIA OU 1,5
MG/KG 8/8 HORAS)
○ CLINDAMICINA 900 MG IV 8/8H OU METRONIDAZOL 500 MG IV 8/8H
CONDUTA- IG maior ou igual a 34
semanas
● Conduta ativa, interrupção da gravidez
○ Não está indicado tocólise ou corticóide
○ Avaliação contínua da vitalidade fetal e presença de
infecção
● O uso de ATB para profilaxia de GBS, nas mulheres que não
realizaram rastreio da infecção pré-natal.
● Em gestações a termo sem sinais de infecção, ATB não
recomendado
CONDUTA- IG entre 24 e 34 semanas
● Sem sinais de infecção sofrimento fetal ou metrossístoles: CONDUTA
CONSERVADORA
● Hospitalizada, em repouso, com hidratação abundante.
● Pesquisa de infecção, sofrimento fetal devem ser frequentes
○ curva térmica,
○ hemograma seriado (duas vezes por semana),
○ proteína c reativa ou VHS (se disponível)
○ ausculta fetal,
○ cardiotocografia
○ Perfil biofísico fetal
● Tocólise ( CONTROVERSO) e corticoterapia
● ATB está associado a índices menores de morbimortalidade materno infantil:
○ Ampicilina 2 g IV a cada 6 horas por 48 horas + azitromicina 1 g VO dose
única seguido de amoxicilina 500 mg 8/8 horas por mais 5 dias
CONDUTA- IG menor que 24 semanas
Sobrevida é bastante baixa nos fetos
● a corioamnionite atinge razoável parcela das
gestações com sequelas neurológicas
consideravelmente elevadas
● decisão deve ser tomada em consenso com a família
explicando os riscos de manter a gestação
● alguns autores sugerem conduta domiciliar c/ repouso
absoluto e controle térmico rigoroso
OBRIGADO

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