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Era Uma Vez

Este documento descreve uma técnica projetiva chamada "Era Uma Vez..." que usa histórias em quadradinhos para avaliar crianças. A técnica fornece estímulos visuais para as crianças completarem histórias e observa suas respostas para entender melhor suas emoções e desenvolvimento.
Direitos autorais
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Era Uma Vez

Este documento descreve uma técnica projetiva chamada "Era Uma Vez..." que usa histórias em quadradinhos para avaliar crianças. A técnica fornece estímulos visuais para as crianças completarem histórias e observa suas respostas para entender melhor suas emoções e desenvolvimento.
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Era Uma Vez....

Ana Sofia de Almeida Lourenço, 21300769


Seminário de Orientação de Estágio
Professor Leopoldo Leitão
Técnicas Projetivas
 As Técnicas Projetivas proporcionam conhecer melhor as problemáticas
que envolvem o individuo;

 A análise de resultados, que começa no momento da aplicação, revela


ser rica em informações acerca do funcionamento psicoafectivo da
criança;

 Favorece o encontro da criança consigo própria, ao fornecer-lhe o


material e o pretexto para se exprimir numa situação que apela à
criatividade e ao trabalho de pensamentos;

 Quando se trata de provas temáticas o jogo consiste numa troca verbal a


partir de um material concreto. Ao mesmo tempo que se pede à criança
uma tarefa; (Martins,
2
Técnicas Projetivas (Continuação)
 Assim, ao comprometendo-se num verdadeiro trabalho psíquico, de
pensamento, que trará consigo os constrangimentos da realidade
percetiva e os do mundo interno, através da reativação de conflitos
psicoafectivos (Martins, 2004).

 O Psicólogo usa o contar histórias, ou o completá-las, para


compreender a criança e ajudá-la na descoberta do seu mundo e dos
seus próprios sentimentos no quotidiano, havendo por vezes
justaposição entre a fantasia e a realidade, por ser tão assustado e
confusa (Dana, 1997).

 Os testes de narrativa de histórias têm sido classificados como


técnicas projetivas uma vez que englobam elementos fundamentais de
estímulos, respostas e interpretações (Rabin, 1981).
3
Era Uma Vez…
 Difere de várias formas dos outros testes (como o Pata Negra de Corman,
CAT, TAT), fazendo dele um prometedor substituto destes pois:

1. Há uma expectativa de atividades lúdicas com um objetivos;

2. Objetiva ideias dinâmicas acerca do brincar com um espaço de


transição entre a fantasia e a realidade (Winnicott, 1971), usando
um sistema de cotação explícito e cuidadosamente desenvolvido;

3. Instrumento para planear posteriores intervenções psicológicas


pois põe em evidência situações e comportamentos, quer específicos
da situação, quer generalizados.

(Dana, 1997)
4
Era Uma Vez… (Continuação)

 Os conjuntos de gravuras separados para rapazes e raparigas


permite um exame do desenvolvimento específico de cada
sexo;

 A utilização de normas de acordo com o sexo e a idade


permite maiores expectativas acerca de um funcionamento,
adequado ou não, da criança em casa, na escola e com os
pares. (Dana, 1997)

5
Ficha Técnica

Autora: Teresa Fagulha

Editor: CEGOC-TEA

Administração: Individual

Duração: entre 20 a 30 minutos

Aplicação: crianças (a partir dos 5 anos até aos 11/12


anos)
(Fagulha,
1997)

6
Objetivos

 Prova projetava que permite descrever a forma como as


crianças elaboram as emoções (essencialmente a
ansiedade e o prazer).

 A prova é apresentada sob a forma de banda desenhada


onde a criança se envolve, de forma ativa, na escolhas das
cenas, na sequência da história, bem como na
verbalização da mesma.

(Fagulha,
1997)

7
Material necessário

 Cartões;
 Caderno de Registo de Respostas
 Folha de Análise de Respostas;
 Lápis
 Cronómetro.

(Fagulha,
1997)

8
Apresentação da prova

Cartão

Cenas
1 2 3
4 5 6
7 8 9

10 (Fagulha,
1997)

9
Descrição das cenas
Cenas de Realidade  Cenas 1, 6 e 8
Apresentam acontecimentos que correspondem a diferentes modos de
aceitação
ou de estratégia de resolução, da realidade proposta no cartão.

Cenas de Fantasia  Cenas 3, 5 e 7


Apresentam acontecimentos que, pelo recurso à fantasia, constituem
diferentes formas de fuga ao acontecimento crítico proposto pelo
cartão.

Cenas de Cenas de
fantasia fantasia (Fagulha,
10 viável mágica 1997)
Descrição das cenas (Continuação)

Cenas de Aflição  Cenas 2, 4 e 9


Apresentam acontecimentos que refletem a aflição desencadeada
pelo aspeto crítico da situação proposta no cartão.

Aflição Muita
Aflição

(Fagulha,
11 1997)
Instruções
1º passo: Descrever o cartão (BD com as 3cenas). Dispor as 9 cenas,
pedindo à criança para escolher três, no sentido de dar continuação à
história;

2º passo: Registar o tempo de latência, bem como anotar o número de


cada cena escolhida pela criança e a sequência em que as coloca;

3º passo: Retirar as seis cenas restantes;

4º passo: Pedir à criança que continue a história. Anotar a narrativa da


criança e
todos os comentários que a criança faça, assim como a comunicação não-
verbal;
(Fagulha,
12
Instruções (Continuação)

5º passo: Quando a criança tiver terminado a sua história, introduzir o


cartão 10 (em todas as histórias), que possibilita ao psicólogo dar um final
feliz à história;

6º passo: Retirar todos os cartões e colocar o cartão FIM (Retrato do


Menino/a) e pede-se-lhe para dar um nome à personagem. Pergunta-se-lhe
ainda qual a história que mais gostou e a que menos gostou. Propõe-se à
criança para inventar outra história que tivesse acontecido à personagem;

7º passo: Na última página da “Folha de Registo de Respostas” anota-se


o comportamento da criança durante a prova e outras observações
revelantes.

(Fagulha,
13 1997)
Cartão E (Carnaval)

“Olha tenho aqui uma


história. É uma história de
quadradinhos, mas ainda
não está pronta e eu
gostava que tu me
“Era uma vez um menino que
ajudasses a acabá-la. Cena 10
estava a ver uma montra de
Vamos ver?” “Aqui o menino está a
uma loja de brinquedos. Era
contar à mãe as coisas
Carnaval e ele foi comprar
que lhe aconteceram.”
umas coisas para brincar.
“Agora vais tu continuar a
Estava a atirar serpentinas.
história, com estes
14
Cartão I (Passeio com a mãe)

“O menino foi passear


com a mãe e distraiu-
Cena 10
se a cheirar uma flor.
“Aqui a mãe e o
Ficou perdido. E
menino já vão os dois
agora, o que é que vai
juntos.”
acontecer?”

15
Cartão II (Doença)

“O menino estava a
dizer à mãe que se
sentia mal. A mãe viu
que ele tinha febre e
chamou o médico. E Cena 10
depois? Agora “Aqui o menino está a
continuas tu.” conversar com a mãe.”

16
Cartão III (Passeio à praia)

“O menino foi passear à


praia com os pais.
Estava a ver um grupo
de meninos a brincar, Cena 10
todos juntos. Voltou para “Já acabou. Aqui já
o pé dos pais e pôs-se a voltaram para casa e
pensar o que é que estão a jantar.”
havia de fazer. E depois
o
17 que é que ele fez?
Cartão IV (Pesadelo)

“O menino foi deitar-se.


Adormeceu muito bem e
depois acordou de
repente com um sonho Cena 10

muito mau. Agora “Aqui o menino e os pais

continuas tu.” estão a tomar o pequeno


almoço.”

18
Cartão V (Dia dos anos)

Era o dia dos anos do


menino. Os pais estavam
a dar-lhe os parabéns e
Cena 10
os amigos também. Ele
“Acabou o dia dos anos
tinha um grande bolo de
e o menino vai-se
velas. E depois, o que é
deitar.”
que acontece?”

19
Cartão VI (Briga dos pais)

“O menino e os pais
estavam a comer. O pai
e a mãe começaram a
Cena 10
brigar e estavam muito
“Já passou tudo. Aqui o
zangados. E agora como
menino está a brincar.”
continua?”

20
Cartão VII (Escola)

“A professora estava no
quadro a explicar a
lição. Depois fez uma
Cena 10
pergunta e todos os
“Agora já acabou. Aqui a
meninos sabiam
professora está a
responder menos este
ensinar o menino.”
menino. Agora continuas
tu.”
21
Cartão Fim
“Este é o/a menino/a de quem
temos estado a falar. Queres
dar-lhe um nome? Como é que
ele/a se há-de chamar?
Conheces alguém com esse
nome? Quem é?”
Retrado Menino Retrado Menina
“Destas histórias que vimos
qual foi a que tu gostaste
“Queres contar outra história que aches que poderia ter
mais? PorquÊ? E qual foi a que
acontecido a este/a menino/a? Um história que tu inventes.”
gostaste menos? Porquê?”
22
Caderno de Registo de Respostas

23
Caderno de Registo de Respostas (Continuação)

24
Caderno de Registo de Respostas (Continuação)

25
Caderno de Registo de Respostas (Continuação)

26
Análise e Interpretação das Respostas

Feita em dois passos:

1. Analisam-se e registam-se os diversos elementos de


informação, respeitantes às Cenas que as crianças
escolhem e à posição em que as colocam nas sequências
que organizam e referentes à sua atitude face à situação;

2. Análise dos elementos registados, com a finalidade de


procurar o seu significado na interpretação das respostas.

(Fagulha,
1997)
27
Análise das Respostas

Número: Número correspondente a cada Cena escolhida


pela criança em cada um dos sete cartões, de acordo com
a sua posição na sequência;
Categoria: Categoria correspondente a cada uma das
respetivas Cenas.
(Fagulha,
28 1997)
Análise das Respostas
(Continuação)

Atitude

Sequência das
Cenas

Sequência da
História
(Fagulha,
29 1997)
Análise das Respostas
(Continuação)

Aspetos Formais e
de Conteúdo

(Fagulha,
30 1997)
Análise Individual de cada cartão

a) Atende-se à atitude da criança (itens 1 a 6) ao responder ao respetivo


Cartão e ao tempo de latência;

b)Consideram-se as Cenas escolhidas pela criança (itens 7 a 27);

(Fagulha,
1997)

31
Análise Individual de cada Cartão (Continuação)

c) Analisam-se os elementos decorrentes da história que a criança conta, atendendo aos seguintes
aspetos:

 Elaboração da emoção no quadro de referência estabelecido para a sequência das Cenas:


movimento entre o reconhecimento da emoção, recurso à fantasia e procura de soluções realistas
para lidar com a situação crítica proposta no Cartão (itens 28 a 41);

 Grau de elaboração da história (itens 42 a 45);

 Concordância entre a história que a criança verbaliza e o conteúdo manifesto das imagens
desenhadas nas Cenas que escolheu (itens 47 a 50, 54 e 55);

 Características relacionais decorrentes do conteúdo da história: modalidades do convívio entre a


personagem e outras crianças, bem como entre a personagem e as figuras adultas e os
sentimentos que podem surgir associados às situações relatadas (itens 56 a 87).
(Fagulha,
32 1997)
Análise Global do Protocolo

1. Identificação de regularidades, formas de


funcionamento que revelem uma característica mais
sistemática, expressa nas Cenas que a criança escolhe;

2. Analisam-se os aspetos de conteúdo da história,


igualmente na perspetiva de salientar as características
mais sistemáticas.
(Fagulha,
1997)

33
Exemplo
Nome: Ana
Idade: 7 anos e 9 meses
Fratia: Filha única
Escolaridade: 2ª classe num colégio particular
Pedido (professora): dificuldades escolares que não entende, pois a Ana é uma criança
muito esperta, mas desinterresada e preguiçosa.
Pedido (mãe): igual ao da professora, mas acrescenta que a Ana não se dá bem com a
professora, pois por vezes a Ana não faz os trabalhos de casa e a professora não a deixa ir ao
recreio (algo que a mãe não concorda).
 A mãe foi à consulta com a Ana, o pai não foi por estar fora de Lisboa, por motivos de

trabalho, o que acontece frequentemente.


 A Ana aparenta ter um aspeto deprimido. Estabelece facilmente uma relação de 34

colaboração com o psicólogo. Manifesta preocupação pelos resultados, estando muito


Exemplo (Continuação)
Cartão E “Carnaval”

Cenas escolhidas: 8 6 4
Tempo de Latência: 15’’

História:
“Ela depois mascarou-se à
rainha, e conhecia outros
meninos mascarados que
também estavam mascarados
e depois, de repente ...
Assustou-se com um
35
Exemplo (Continuação)
Cartão I “Passeio com a mãe”

Cenas escolhidas: 6 5 4
Tempo de Latência: 5’’

História:
“Ela depois ficou ali
encostada, a ver se a mãe
vinha e uma fada deu-lhe
umas asas para ela voar e ir
ver se via a mãe, mas não viu

36 e depois “assentou-se” no
Exemplo (Continuação)
Cartão II “Doença”

Cenas escolhidas: 5 8 9
Tempo de Latência: 3’’

História:
“E depois ela foi brincar e
depois foi para a cama
dormir e depois ficou pior e
foi numa ambulância para o
hospital.”

37
Exemplo (Continuação)
Cartão III “Passeio à praia”

Cenas escolhidas: 1 3 7
Tempo de Latência: 12’’

História:
“Foi brincar sozinha e fez um
castelo na areia, depois foi
para a água e apanhou um
peixe e depois foi brincar
com os meninos.”

38
Exemplo (Continuação)
Cartão IV “Pesadelo”

Cenas escolhidas: 2 8 9
Tempo de Latência: 3’’

História:
“Depois foi ao quarto e viu o
pai e a mãe deitados na cama
a dormir. Depois a menina foi
lá e gritou e foi para a cama
dela e depois adormeceu com
o sonho.”
39
Exemplo (Continuação)
Cartão V “Dia dos anos”

Cenas escolhidas: 5 1 8
Tempo de Latência: 3’’

História:
“Depois foi ver as prendas
todas e depois mostrou aos
meninos as prendas dela e
depois ela soprou as velas.”

40
Exemplo (Continuação)
Cartão VI “Briga dos Pais”

Cenas escolhidas: 3 7 2
Tempo de Latência: 6’’

História:
“A menina foi ver televisão e
depois foi passear no carro
dela e quando chegou a casa
ouviu os pais à briga.”

41
Exemplo (Continuação)
Cartão VII “Escola”

Cenas escolhidas: 7 9 3
Tempo de Latência: 13’’

História:
“Depois ela fez caretas para
a professora e a professora
ficou zangada e ela estava
muito furiosa e disse que ia à
casa de banho e depois foi
andar de balão às
42
Exemplo (Continuação)
Cartão FIM

Dá à personagem o nome de
uma amiga. Gostou mais do
Cartão V (Dia dos Anos)
porque teve muitas prendas e
gostou menos do Cartão II
(Doença) porque ela foi para
o hospital.

43
Exemplo (Continuação)
Folha de Análise de Respostas

44
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão I “Passeio com a mãe”

Cenas escolhidas: 6 5 4
Tempo de Latência: 5’’

História:
“Ela depois ficou ali
encostada, a ver se a mãe
vinha e uma fada deu-lhe
umas asas para ela voar e ir
ver se via a mãe, mas não viu

45 e depois “assentou-se” no
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão II “Doença”

Cenas escolhidas: 5 8 9
Tempo de Latência: 3’’

História:
“E depois ela foi brincar e
depois foi para a cama
dormir e depois ficou pior e
foi numa ambulância para o
hospital.”

46
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão III “Passeio à praia”

Cenas escolhidas: 1 3 7
Tempo de Latência: 12’’

História:
“Foi brincar sozinha e fez um
castelo na areia, depois foi
para a água e apanhou um
peixe e depois foi brincar
com os meninos.”

47
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão IV “Pesadelo”

Cenas escolhidas: 2 8 9
Tempo de Latência: 3’’

História:
“Depois foi ao quarto e viu o
pai e a mãe deitados na cama
a dormir. Depois a menina foi
lá e gritou e foi para a cama
dela e depois adormeceu com
o sonho.”
48
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão V “Dia dos anos”

Cenas escolhidas: 5 1 8
Tempo de Latência: 3’’

História:
“Depois foi ver as prendas
todas e depois mostrou aos
meninos as prendas dela e
depois ela soprou as velas.”

49
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão VI “Briga dos Pais”

Cenas escolhidas: 3 7 2
Tempo de Latência: 6’’

História:
“A menina foi ver televisão e
depois foi passear no carro
dela e quando chegou a casa
ouviu os pais à briga.”

50
Exemplo (Continuação)
Análise Individual: Cartão VII “Escola”

Cenas escolhidas: 7 9 3
Tempo de Latência: 13’’

História:
“Depois ela fez caretas para
a professora e a professora
ficou zangada e ela estava
muito furiosa e disse que ia à
casa de banho e depois foi
andar de balão às
51
Exemplo (Continuação)
Cartão FIM

Dá à personagem o nome de
uma amiga. Gostou mais do
Cartão V (Dia dos Anos)
porque teve muitas prendas e
gostou menos do Cartão II
(Doença) porque ela foi para
o hospital.

52
Exemplo (Continuação)
Análise Global do Protocolo

 Da observação das sequências organizadas como resposta aos Cartões que


apresentam situações ansiogénicas ressalta uma imediata negação dessa
emoção, de um modo geral através da fuga pela fantasia. Verifica-se
também que esta forma de defesa não revela qualquer eficácia;

 A situação escolar parece particularmente angustiante e ameaçadora. Por


outro lado, no convivio com os pares surge um desejo de reconhecimento,
o qual necessita algo de especial, por parte da Ana para se poder
concretizar.
53  Porque exemplo, ela deve mostrar aos outros meninos como é capaz de
Exemplo (Continuação)
Análise Global do Protocolo

 Em todos os cartões que apresentam temáticas ansiogéneas a Ana


organiza histórias em que, na Cena final a personagem surge sozinha. O
sentimento de isolamente e de falta de confiança em figuras internas
protetoras é patente ao longo de todo o protocolo;

 Na projeção da criança, os pais não podem dar-lhe o apoio que ela procura
e necessita e o abandono e rejeição parecem muito presentes,
principalmente na situação escolar;

54
Referências

Dana, R. H. (1997). Understanding cultural identity in intervention and


assessment. Thousand Oaks, CA: Sage.

Fagulha, T. (1997). Era Uma Vez... Prova Projetiva para Crianças (2ª Ed.).
Lisboa: CEGOC, Lda.

Martins, G. (2004). Curso: Técnicas Projetivas na Consulta Psicológica da


Criança. Care for you.

Rabin, A. I. (1981). Assessment with projective techniques: A concise


introduction. New York: Springer.

Winnicott, D. W. (1971). Playing and reality. London: Tavistock Publications.


55

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