Processo Administrativo Fiscal
DIREITO TRIBUTÁRIO
Profº. Gabriel de Araujo Sandri
Considerações preliminares
Finalidade
O processo administrativo fiscal destina-se a disciplinar a
prática coordenada dos atos da Administração e do sujeito
passivo, relativamente à determinação e exigência do crédito
tributário.
Conceito
[...] é uma série ordenada de atos administrativos mediante a
qual manifesta-se a Administração Tributária a respeito de
uma relação sua com um contribuinte, ou responsável
tributário ou mesmo com um terceiro, ou simplesmente
interpreta a legislação tributária...
...
... Não é indispensável a existência de uma relação jurídica
tributária entre a Administração e alguém para que ocorra a
manifestação. Se a ação fiscal é julgada improcedente, se é
reconhecido uma isenção, ou uma imunidade, pode ocorrer
que não exista relação tributária nenhuma (Hugo de Brito
Machado)
...
Processo administrativo fiscal
Sentido amplo
Complexo de atos administrativos voltados à certificação, pela
autoridade competente, de uma situação jurídica pertinente à
relação Fisco-Contribuinte
Sentido estrito
Espécie do processo administrativo voltada à determinação e
exigência do crédito tributário
A depender do teor do decisum, pode declarar uma inexistência do
próprio crédito tributário
Isenção
Imunidade
...
Observância do princípio do devido processo legal
administrativo
A lei prevê as balizas do processo, as quais não podem ser
alteradas pela simples vontade da Administração
Lei nº. 9.784/99
Regula o processo administrativo no âmbito da
Administração Pública Federal
Norma geral do processo administrativo
Visa à proteção dos direitos dos administrados e ao melhor
cumprimento dos fins da Administração.
O Processo Administrativo Fiscal é uma espécie do
gênero Processo Administrativo
Lei de regência que abrange todas as esferas da
administração federal
Traz diversos princípios a serem observados nos processos
administrativos
...
Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre
outros, aos princípios da legalidade, finalidade,
motivação, razoabilidade, proporcionalidade,
moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança
jurídica, interesse público e eficiência.
Decreto nº. 70.235/72
Dispõe sobre o processo administrativo fiscal e dá
outras providências
Natureza jurídica de Lei Ordinária
Princípio da continuidade da ordem jurídica
Recepção constitucional
...
“O Decreto nº 70.235/72 tem força de lei e somente pode ser
alterado por lei ordinária. Os Atos Institucionais nºs 5 e 12
legitimaram a edição do DL 822/69, que delegou ao Poder
Executivo, em pleno regime militar, competência para regrar o
processo administrativo fiscal. Passou-se a discutir a posição
hierárquica do Decreto nº 70.235/72 dentro do ordenamento
jurídico pátrio...
...
...Em síntese, os tribunais têm decidido que, na época, a
delegação era constitucional, mas que as Constituições
subsequentes não recepcionaram a possibilidade de delegação,
reservando a matéria à lei ordinária. Em consequência, o
Decreto nº 70.235/72 foi recepcionado com força de lei
ordinária. Para compreender o histórico é essencial a leitura da
AMS 106.747/DF, julgada pelo extinto Tribunal Federal de
Recursos.” (Leandro Paulsen)
...
Ato Institucional nº. 5, de 13 de dezembro de
1968:
[...]
Art. 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso
do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das
Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de
sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando
convocados pelo Presidente da República.
§ 1º - Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo
correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e
exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei
Orgânica dos Municípios.
...
DECRETO-LEI Nº 822, DE 5 DE SETEMBRO DE 1969
OS MINISTROS DA MARINHA DE GUERRA, DO EXÉRCITO E DA
AERONÁUTICA MILITAR , usando das atribuições que lhes confere o artigo 1º
do Ato Institucional número 12, de 31 de agôsto de 1969, combinado com o
parágrafo 1º do artigo 2º do Ato Institucional número 5, de 13 de dezembro de 1968,
DECRETAM:
[...]
Art 2º O Poder Executivo regulará o processo administrativo de determinação e
exigência de créditos tributários federais, penalidades, empréstimos compulsórios e
o de consulta.
Art 3º Ficará revogada, a partir da publicação do ato do Poder Executivo que
regular o assunto, a legislação referente à matéria mencionada no artigo 2º, dêste
Decreto-lei.
Art 4º Revogadas as disposições em contrário, êste Decreto-lei entra em vigor na
data de sua publicação.
Brasília, 5 de setembro de 1969; 148º da Independência e 81º da República.
DECRETO Nº 70.235, DE 6 DE MARÇO DE
1972.
Dispõe sobre o processo administrativo fiscal, e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições
que lhe confere o artigo 81, item III, da Constituição e tendo
em vista o disposto no artigo 2° do Decreto-Lei n. 822, de 5 de
setembro de 1969, decreta:
DISPOSIÇÃO PRELIMINAR
Art. 1° Este Decreto rege o processo administrativo de
determinação e exigência dos créditos tributários da União e o
de consulta sobre a aplicação da legislação tributária federal.
Decreto nº. 7.574/11
Regulamenta o processo de determinação e exigência
de créditos tributários da União, o processo de
consulta sobre a aplicação da legislação tributária
federal e outros processos que especifica, sobre
matérias administradas pela Secretaria da Receita
Federal do Brasil
Diante da Lei nº. 11.457/07, que unificou a Secretaria da
Receita Federal e a Secretaria da Receita Previdenciária na
Secretaria da Receita Federal do Brasil (“Super Receita”), o
referido decreto se aplica a todos os tributos arrecadados pela
União.
Art. 1º
Art. 1o O processo de determinação e exigência de
créditos tributários da União, o processo de consulta
sobre a aplicação da legislação tributária federal e
outros processos administrativos relativos às
matérias de competência da Secretaria da Receita
Federal do Brasil serão regidos conforme o disposto
neste Decreto.
...
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS ATOS E DOS TERMOS PROCESSUAIS
SEÇÃO I
DA FORMA
Art. 2º.
Art. 2o Os atos e termos processuais, quando a lei não prescrever
forma própria, conterão somente o indispensável à sua finalidade e
serão lavrados sem espaço em branco, não devendo conter
entrelinhas, rasuras ou emendas não ressalvadas (Decreto
no 70.235, de 6 de março de 1972, art. 2o).
Princípio da informalidade ou da formalidade moderada
Art. 2º., inc. IX, da Lei nº. 9.784/99
Parágrafo único. Os atos e termos processuais a que se refere
o caput poderão ser encaminhados de forma eletrônica ou
apresentados em meio magnético ou equivalente, conforme
disciplinado em ato da administração tributária (Decreto nº 70.235,
de 1972, art. 2º, parágrafo único, incluído pela Lei nº 11.196, de 21
de novembro de 2005, art. 113).
Regulamentação – Portaria 6.129/05 e Portaria SRF 259/06
Art. 3º
Art. 3o Os termos decorrentes de atividade fiscalizadora
serão lavrados, sempre que possível, em livro fiscal,
extraindo-se cópia para anexação ao processo.
Esta regra tem pouca aplicação prática
Parágrafo único. Na hipótese de o termo não ser lavrado
em livro fiscal, deverá ser entregue cópia autenticada à
pessoa sob fiscalização (Decreto nº 70.235, de 1972, art.
8º).
Usualmente, os atos são lavrados em mais de uma via, com entrega
formal ao sujeito passivo de uma delas
A cópia que fica em poder da autoridade fiscal deve ser anexada ao
processo administrativo
Art. 4º.
Art. 4o É dispensado o reconhecimento de firma em
petições dirigidas à administração pública, salvo em
casos excepcionais ou naqueles em que a lei imponha
explicitamente essa condição, podendo, no caso de
dúvida sobre a autenticidade da assinatura ou
quando a providência servir ao resguardo do sigilo,
antes da decisão final, ser exigida a apresentação de
prova de identidade do requerente (Lei no 4.862, de
29 de novembro de 1965, art. 31).
Princípio da informalidade ou da formalidade moderada
Art. 5º.
Art. 5o O processo será organizado em ordem
cronológica e terá suas folhas numeradas
e rubricadas ou autenticadas eletronicamente
(Decreto nº 70.235, de 1972, parágrafo único do art.
2º e art. 22).
Evita a inclusão de peças estranhas aos autos
Evidencia a perda de algum documento
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS ATOS E DOS TERMOS PROCESSUAIS
SEÇÃO II
DA PRÁTICA DOS ATOS
SUBSEÇÃO I
DO LOCAL
Art. 6º.
Art. 6o Os atos serão lavrados por servidor
competente no local de verificação da falta (Decreto
no 70.235, de 1972, art. 10).
Aplicável aos Autos de Infração Fiscal
“Falta”
Parágrafo único. Considera-se local de verificação da
falta aquele em que for apurada a existência da
infração, podendo ser, inclusive, a repartição
fazendária, em face dos elementos de prova
disponíveis.
...
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS ATOS E DOS TERMOS PROCESSUAIS
SEÇÃO II
DA PRÁTICA DOS ATOS
[...]
SUBSEÇÃO II
DOS PRAZOS
Art. 7º.
Art. 7o O prazo para a autoridade local fazer realizar
os atos processuais que devam ser praticados em sua
jurisdição, por solicitação de outra autoridade
preparadora ou julgadora, é de trinta dias, contados
da data do recebimento da solicitação (Decreto nº
70.235, de 1972, art. 3º).
“Precatória” Administrativa
Cada Delegacia da Receita Federal tem competência territorial
estabelecida em ato normativo
Art. 8º.
Art. 8o Salvo disposição em contrário, o prazo para o
servidor executar os atos processuais é de oito dias,
contados da data da ciência da designação (Decreto
nº 70.235, de 1972, art. 4º).
Princípio da razoável duração do processo
Art. 5º., inc. LXXVIII, da CRFB/88
A prática a destempo não gera nulidade
Mandado de Segurança
Art. 9º.
Art. 9o Os prazos serão contínuos, com início e
vencimento em dia de expediente normal da unidade da
Secretaria da Receita Federal do Brasil em que corra o
processo ou deva ser praticado o ato (Decreto nº 70.235,
de 1972, art. 5º).
Mesma regra do art. 210, do CTN
Parágrafo único. Na contagem dos prazos, é excluído o
dia de início e incluído o de vencimento.
Forma de contagem dos prazos processuais
Art. 66, da Lei nº. 9.784/99 e art. 184, do CPC
Súmula nº. 310, do STF
Irrelevância do porquê de ausência de expediente e encerramento do
mesmo antes da hora normal
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS ATOS E DOS TERMOS PROCESSUAIS
SEÇÃO II
DA PRÁTICA DOS ATOS
[...]
SEÇÃO III
DAS INTIMAÇÕES
SUBSEÇÃO I
DA FORMA
Art. 10
Art. 10. As formas de intimação são as seguintes:
I - pessoal, pelo autor do procedimento ou por
agente do órgão preparador, na repartição ou fora
dela, provada com a assinatura do sujeito passivo,
seu mandatário ou preposto, ou, no caso de recusa,
com declaração escrita de quem o intimar (Decreto
no 70.235, de 1972, art. 23, inciso I, com a redação
dada pela Lei nº 9.532, de 10 de dezembro de 1997,
art. 67);
A jurisprudência franqueia a regra legal no sentido de que a
recusa em assinar a intimação é suprida pela declaração de
quem o intimar (STJ - REsp 833.625/MG)
...
II - por via postal ou por qualquer outro meio ou via,
com prova de recebimento no domicílio tributário
eleito pelo sujeito passivo (Decreto nº 70.235, de
1972, art. 23, inciso II, com a redação dada pela Lei
nº 9.532, de 1997, art. 67);
Quando entregue no domicílio fiscal do intimado
Há presunção juris tantum de legalidade da intimação, ainda que
não recebida pessoalmente pelo intimado
Súmula CARF nº. 9: É válida a ciência da notificação por via
postal realizada no domicílio fiscal eleito pelo contribuinte,
confirmada com a assinatura do recebedor da correspondência,
ainda que este não seja o representante legal do destinatário.
...
Entendimento diverso
TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL . PROCESSO
ADMINISTRATIVO FISCAL. INTIMAÇÃO . MULTA POR
INATENDIMENTO À INTIMAÇÃO . NULIDADE DA EXECUÇÃO. I.
A intimação por via postal, nos termos do art. 23, item II, do Decreto
nº 70.235, de 6 de março de 1972, deve ser recebida pelo próprio
contribuinte, por isso que se realiza "com prova de recebimento".
Restando infrutífera a intimação que deve ser recebida pessoalmente
pelo contribuinte, a intimação deve ser feita por edital (item III do
referido art. 23). II. Não sendo efetivamente recebida pelo contribuinte, mas
por terceiro, não se aperfeiçoa o ato de comunicação processual
administrativa, seja quanto à intimação para esclarecimentos, seja
quanto à intimação do lançamento de multa . III. No caso, por
irregularidade na intimação do lançamento da multa , este não se
aperfeiçoou, sendo inexigível o crédito respectivo, daí que nula é a
execução fiscal. IV. Sentença confirmada. (REO 0005476-44.1996.4.01.9199
/ MG, Rel. JUIZ JAMIL ROSA DE JESUS, TERCEIRA TURMA, DJ p.185 de
12/02/1999)
...
III - por meio eletrônico, com prova de recebimento,
mediante:
a) envio ao domicílio tributário do sujeito passivo; ou
b) registro em meio magnético ou equivalente utilizado
pelo sujeito passivo (Decreto no 70.235, de 1972, art. 23,
inciso III, com a redação dada pela Lei nº 11.196, de
2005, art. 113); ou
Portaria SRF 259/06 - Dispõe sobre a prática de atos e termos
processuais, de forma eletrônica, no âmbito da Secretaria da Receita
Federal.
Instrução Normativa SRF 664/06 - Aprova o Termo de Opção por
Domicílio Tributário Eletrônico e o Termo de Cancelamento de
Opção por Domicílio Tributário Eletrônico, para efeito de
comunicação de atos oficiais por meio eletrônico no âmbito da
Secretaria da Receita Federal
...
IV - por edital, quando resultar improfícuo um dos meios
previstos nos incisos I a III do caput ou quando o sujeito
passivo tiver sua inscrição declarada inapta perante o
cadastro fiscal, publicado (Decreto nº 70.235, de 1972,
art. 23, § 1º, com a redação dada pela Lei nº 11.941, de 27
de maio de 2009, art. 25):
a) no endereço da administração tributária na Internet;
b) em dependência, franqueada ao público, do órgão
encarregado da intimação; ou
c) uma única vez, em órgão da imprensa oficial local.
Finalidade da intimação e ausência de publicação na imprensa oficial
Hipóteses em que é cabível a intimação por edital
...
§ 1o A utilização das formas de intimação previstas nos incisos
I a III não está sujeita a ordem de preferência (Decreto nº
70.235, de 1972, art. 23, § 3º, com a redação dada pela Lei nº
11.196, de 2005, art. 113).
§ 2o Para fins de intimação por meio das formas previstas nos
incisos II e III, considera-se domicílio tributário do sujeito
passivo (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 23, § 4º, com a
redação dada pela Lei no 9.532, de 1997, art. 67):
I - o endereço postal fornecido à administração tributária,
para fins cadastrais; e
II - o endereço eletrônico atribuído pela administração
tributária, desde que autorizado pelo sujeito passivo (Decreto
nº 70.235, de 1972, art. 23, § 4º, inciso II, com a redação dada
pela Lei no 11.196, de 2005, art. 113).
§ 3o O endereço eletrônico de que trata o inciso II do §
2o somente será implementado com expresso
consentimento do sujeito passivo, e a administração
tributária informar-lhe-á as normas e condições de sua
utilização e manutenção (Decreto nº 70.235, de 1972, art.
23, § 5º, com a redação dada pela Lei no 11.196, de 2005,
art. 113).
§ 4o A Secretaria da Receita Federal do Brasil expedirá
atos complementares às normas previstas neste artigo
(Decreto nº 70.235, de 1972, art. 23, § 6º, com a redação
dada pela Lei no 11.196, de 2005, art. 113).
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS ATOS E DOS TERMOS PROCESSUAIS
SEÇÃO II
DA PRÁTICA DOS ATOS
SEÇÃO III
DAS INTIMAÇÕES
SUBSEÇÃO II
DO MOMENTO
Art. 11
Art. 11. Considera-se feita a intimação (Decreto no
70.235, de 1972, art. 23, § 2o, com a redação dada pela
Lei no 11.196, de 2005, art. 113):
I - se pessoal, na data da ciência do intimado ou da
declaração de recusa lavrada pelo servidor responsável
pela intimação;
A declaração de recusa só será válida se for feita por servidor com fé
pública
II - se por via postal, na data do recebimento ou, se
omitida, quinze dias após a data da expedição da
intimação (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 23, § 2º,
inciso II, com a redação dada pela Lei no 9.532, de 1997,
art. 67);
Presunção juris tantum ou relativa
III - se por meio eletrônico, quinze dias contados da data
registrada (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 23, § 2º,
inciso III, com a redação dada pela Lei no 11.196, de
2005, art. 113):
a) no comprovante de entrega no domicílio tributário do
sujeito passivo; ou
b) no meio magnético ou equivalente utilizado pelo
sujeito passivo; ou
IV - se por edital, quinze dias após a sua publicação
(Decreto nº 70.235, de 1972, art. 23, § 2º, inciso IV, com
a redação dada pela Lei no 9.532, de 1997, art. 67, e pela
Lei no 11.196, de 2005, art. 113).
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO I
DOS ATOS E DOS TERMOS PROCESSUAIS
SEÇÃO II
DA PRÁTICA DOS ATOS
SEÇÃO IV
DAS NULIDADES
Art. 12
Art. 12. São nulos (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 59):
I - os atos e os termos lavrados por pessoa incompetente; e
II - os despachos e decisões proferidos por autoridade
incompetente ou com preterição do direito de defesa.
Nulidade por cerceamento de defesa
Juntada de novos documentos sem abertura de prazo para a manifestação do
contribuinte
Não apreciação de impugnação tempestivamente interposta etc.
§ 1o A nulidade de qualquer ato só prejudica os atos
posteriores que dele diretamente dependam ou sejam
consequência.
Por analogia
Art. 248, do CPC. Anulado o ato, reputam-se de nenhum efeito todos os
subseqüentes, que dele dependam; todavia, a nulidade de uma parte do ato
não prejudicará as outras, que dela sejam independentes
...
§ 2o Na declaração de nulidade, a autoridade dirá os atos
alcançados e determinará as providências necessárias ao
prosseguimento ou solução do processo.
A nulidade deve ser declarada pela autoridade julgadora (art. 14),
mencionando quais são as consequências dessa declaração
§ 3o Quando puder decidir o mérito em favor do sujeito
passivo a quem aproveitaria a declaração de nulidade, a
autoridade julgadora não a pronunciará, nem mandará
repetir o ato, ou suprir-lhe a falta.
Possibilidade de decisão favorável ao contribuinte no mérito
Por analogia
Art. 249, § 2o, do CPC. Quando puder decidir do mérito a favor da
parte a quem aproveite a declaração da nulidade, o juiz não a
pronunciará nem mandará repetir o ato, ou suprir-lhe a falta.
Art. 13
Art. 13. As irregularidades, incorreções e omissões
diferentes das referidas no art. 12 não importarão em
nulidade e serão sanadas quando resultarem em
prejuízo para o sujeito passivo, salvo se este lhes
houver dado causa, ou quando não influírem na
solução do litígio (Decreto nº 70.235, de 1972, art.
60).
Requisitos de formas. Nulidade dependente de prejuízo à
defesa
Princípio da instrumentalidade das formas
Vícios sanáveis
Art. 14
Art. 14. A nulidade será declarada pela autoridade
competente para praticar o ato ou julgar a sua
legitimidade (Decreto no 70.235, de 1972, art. 61).
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO II
DA COMPETÊNCIA PARA O PREPARO DO
PROCESSO
Art. 15
Art. 15. O preparo do processo compete à autoridade local da
unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil encarregada da
administração do tributo (Decreto no 70.235, de 1972, art. 24).
O termo “preparo” não se confunde com a sua acepção no processo judicial
Receber a impugnação
Dar número ao processo
Formar a pasta
Numerar as folhas
Averiguar a reincidência do infrator
Encaminhar a quem compete o julgamento
Parágrafo único. Quando o ato for praticado por meio eletrônico, a
administração tributária poderá atribuir o preparo do processo a
unidade da administração tributária diversa da prevista
no caput (incluído pela Lei no 11.941, de 2009, art. 25).
Art. 16
Art. 16. A autoridade preparadora determinará que seja
informado, no processo, se o infrator é reincidente, conforme
definição em lei específica, se essa circunstância não tiver sido
declarada na formalização da exigência, reabrindo-se o prazo
de impugnação (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 13).
Relevância da verificação de reincidência
IPI, II ou IE
Aumento da multa quando o contribuinte for reincidente
IPI – Decreto nº. 7212/10, art. 560. Caracteriza reincidência específica a
prática de nova infração de um mesmo dispositivo, ou de disposição
idêntica, da legislação do imposto, ou de normas contidas num mesmo
Capítulo deste Regulamento, por uma mesma pessoa ou pelo sucessor
referido no art. 132 da Lei nº 5.172, de 1966, dentro de cinco anos da data
em que houver passado em julgado, administrativamente, a decisão
condenatória referente à infração anterior (Lei nº 4.502, de 1964, art. 70).
Decisão final administrativa, não mais sujeita a recurso, é requisito
essencial para a definição de reincidência
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO III
DO EXAME DE LIVROS E DE DOCUMENTOS
Art. 17
Art. 17. Para o efeito da legislação tributária, não têm
aplicação quaisquer disposições legais excludentes ou
limitativas do direito de examinar mercadorias, livros,
arquivos, documentos, papéis e efeitos comerciais ou
fiscais, dos empresários e das sociedades, ou da
obrigação destes de exibi-los (Lei no 5.172, de 25 de
outubro de 1966 - Código Tributário Nacional, art.
195; Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código
Civil, art. 1.179).
Mesma redação do art. 195, do CTN
CC/02, art. 1.179. O empresário e a sociedade empresária são
obrigados a seguir um sistema de contabilidade, mecanizado ou não,
com base na escrituração uniforme de seus livros, em
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar
anualmente o balanço patrimonial e o de resultado econômico.
...
§ 1o Os livros obrigatórios de escrituração comercial e fiscal e
os comprovantes dos lançamentos neles efetuados serão
conservados até que ocorra a prescrição dos créditos
tributários decorrentes das operações a que se refiram (Lei nº
5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, art. 195,
parágrafo único; Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991, art. 32, §
11, com a redação dada pela Lei no 11.941, de 2009, art. 26).
§ 2o Os comprovantes da escrituração comercial e fiscal
relativos a fatos que repercutem em lançamentos contábeis de
exercícios futuros serão conservados até que se opere a
decadência do direito de a Fazenda Pública constituir os
créditos tributários relativos a esses exercícios (Lei no 9.430,
de 27 de dezembro de 1996, art. 37).
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO IV
DO DEVER DE PRESTAR INFORMAÇÕES
Art. 23
Art. 23. Os órgãos da Secretaria da Receita Federal do Brasil, e os
Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, no uso de suas
atribuições legais, poderão solicitar informações e esclarecimentos
ao sujeito passivo ou a terceiros, sendo as declarações, ou a recusa
em prestá-las, lavradas pela autoridade administrativa e assinadas
pelo declarante (Lei no 2.354, de 29 de novembro de 1954, art.
7o; Decreto-Lei no 1.718, de 27 de novembro de 1979, art. 2o; Lei nº
5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, arts. 196 e 197; Lei
no 11.457, de 16 de março de 2007, art. 10).
Princípio do dever de colaboração
Parágrafo único. A obrigação a que se refere o caput não abrange a
prestação de informações quanto a fatos sobre os quais o
informante esteja legalmente obrigado a observar segredo em razão
de cargo, ofício, função, ministério, atividade ou profissão (Lei nº
5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, de 1966, art. 197,
parágrafo único).
Limites ao princípio do dever de colaboração
TÍTULO I
DAS NORMAS GERAIS
CAPÍTULO V
DAS PROVAS
Art. 24
Art. 24. São hábeis para comprovar a verdade dos fatos
todos os meios de prova admitidos em direito (Lei
no 5.869, de 11 de janeiro de 1973, art. 332).
CPC, art. 332. Todos os meios legais, bem como os moralmente
legítimos, ainda que não especificados neste Código, são hábeis para
provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa.
Parágrafo único. São inadmissíveis no processo
administrativo as provas obtidas por meios ilícitos (Lei
no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, art. 30).
Direito fundamental
Art. 5º., inc. LVI, da CRFB/88 - são inadmissíveis, no processo, as
provas obtidas por meios ilícitos;
Art. 25
Art. 25. Os autos de infração ou as notificações de
lançamento deverão estar instruídos com todos os
termos, depoimentos, laudos e demais elementos de
prova indispensáveis à comprovação do ilícito
(Decreto nº 70.235, de 1972, art. 9º, com a redação
dada pela Lei no 11.941, de 2009, art. 25).
A inexistência dos documentos indispensáveis acarreta a
nulidade do auto de infração ou notificação de lançamento
1. Desobediência a mandamento legal cogente
2. Implica cerceamento de defesa
Art. 26
Art. 26. A escrituração mantida com observância das
disposições legais faz prova a favor do sujeito passivo
dos fatos nela registrados e comprovados por
documentos hábeis, segundo sua natureza, ou assim
definidos em preceitos legais (Decreto-Lei no 1.598,
de 26 de dezembro de 1977, art. 9o, § 1o).
Parágrafo único. Cabe à autoridade fiscal a prova da
inveracidade dos fatos registrados com observância
do disposto no caput (Decreto-Lei nº 1.598, de 1977,
art. 9º, § 2º).
Presunção juris tantum ou relativa de legalidade dos fatos
registrados em documentos fiscais
Art. 27
Art. 27. O disposto no parágrafo único do art. 26 não
se aplica aos casos em que a lei, por disposição
especial, atribua ao sujeito passivo o ônus da prova
de fatos registrados na sua escrituração (Decreto-Lei
nº 1.598, de 1977, art. 9º, § 3º).
Tanto o art. 26, quanto o art.27, relacionam-se intimamente
com a apuração do IRPJ das pessoas jurídicas tributadas pelo
lucro real
Art. 28
Art. 28. Cabe ao interessado a prova dos fatos que
tenha alegado, sem prejuízo do dever atribuído ao
órgão competente para a instrução e sem prejuízo do
disposto no art. 29 (Lei nº 9.784, de 1999, art. 36).
Art. 29
Art. 29. Quando o interessado declarar que fatos e
dados estão registrados em documentos existentes
na própria administração responsável pelo processo
ou em outro órgão administrativo, o órgão
competente para a instrução proverá, de ofício, à
obtenção dos documentos ou das respectivas cópias
(Lei nº 9.784, de 1999, art. 37).
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO I
DA APLICAÇÃO NO TEMPO DAS NORMAS
PROCEDIMENTAIS RELATIVAS AO
LANÇAMENTO
Art. 30. Aplica-se ao lançamento a legislação que,
posteriormente à ocorrência do fato gerador da
obrigação tributária, tenha instituído novos critérios de
apuração ou processos de fiscalização, ampliado os
poderes de investigação das autoridades fiscais ou
outorgado ao crédito tributário maiores garantias ou
privilégios, exceto, neste último caso, para o efeito de
atribuir responsabilidade tributária a terceiros (Lei nº
5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, art. 144, §
1º).
Imediatividade de aplicação das normas processuais
Aplicam-se aos processos em curso, aproveitando-se os atos já
praticados na égide da legislação pretérita
Atinge os atos ainda por praticar
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO II
DA COMPETÊNCIA PARA EFETUAR
LANÇAMENTO
Art. 31
Art. 31. O lançamento de ofício do crédito tributário compete:
I - a Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil, quando a exigência
do crédito tributário for formalizada em auto de infração (Decreto
nº 70.235, de 1972, arts. 7º e 10; Lei no 10.593, de 6 de dezembro de
2002, arts. 5o e 6º, com a redação dada pela Lei no 11.457, de 2007,
art. 9o); ou
Legitimidade para lavratura de Auto de Infração Fiscal
II - ao chefe da unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil
encarregado da formalização da exigência ou ao Auditor-Fiscal da
Receita Federal do Brasil por ele designado, mediante delegação de
competência, quando a exigência do crédito tributário for
formalizada em notificação de lançamento (Decreto nº 70.235, de
1972, art. 11; Lei nº 10.593, de 2002, art. 6º).
Notificação de lançamento
Auditor-Fiscal só poderá expedir Notificação Fiscal se lhe for delegada tal
competência
...
Parágrafo único. O servidor que verificar a ocorrência de
infração à legislação tributária federal e não for
competente para formalizar a exigência decorrente
comunicará o fato, em representação circunstanciada, a
seu chefe imediato para adoção das providências
necessárias (Decreto nº 70.235, de 1972, art. 12).
Representação Fiscal para fins tributários
Ex.: Quando se verificar que contribuinte sujeito à competência de
outra Delegacia, que não está dentro da sua competência, cometeu
infração à legislação tributária.
Representará tais constatações a seu chefe, mediante representação
fiscal, que será encaminhada à autoridade competente
...
Situação distinta é quando o Auditor-Fiscal constata infração
de sua competência, porém não abrangida pelo Mandado de
Procedimento Fiscal (MPF), e fica obrigado a solicitar ao
Delegado a que está subordinado expedição de MPF
complementar, específico, para ampliar a abrangência da
fiscalização
Representação Fiscal para fins penais
Crimes tributários – ação penal pública incondicionada
Súmula nº. 609, do STF
Portanto, a propositura da Ação Penal pelo Ministério Público
independe de representação do fisco ao MPF
Nem por isso se deve dispensar a representação
...
A representação fiscal ofertada antes de decisão definitiva
declarando a existência de débito traz graves consequências
aos contribuintes
Princípio da presunção de inocência aplicado ao campo tributário
Em regra, a materialidade do crime depende da constituição do
crédito tributário
Imagine-se uma representação para fins penais que, em âmbito
administrativo ou judicial seja declarada a inexistência de
qualquer responsabilidade de natureza tributária
• Resultaria em admitir que “[...] alguém fosse condenado por
homicídio, estando a vítima assassinada assistindo ao julgamento”
(Ives Granda da Silva Martins)
Art. 83. A representação fiscal para fins penais relativa aos crimes
contra a ordem tributária previstos nos arts. 1o e 2o da Lei no 8.137,
de 27 de dezembro de 1990, e aos crimes contra a Previdência
Social, previstos nosarts. 168-A e 337-A do Decreto-Lei no 2.848,
de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), será encaminhada ao
Ministério Público depois de proferida a decisão final, na esfera
administrativa, sobre a exigência fiscal do crédito tributário
correspondente. (Redação dada pela Lei nº 12.350, de 2010)
Antes de constituído definitivamente o crédito tributário não há
justa causa para a Ação Penal
• O Supremo Tribunal Federal não autoriza que os processos
administrativo e penal caminhem concomitantemente porque não
está presente uma condição objetiva de punibilidade e porque o
lançamento definitivo é elemento do tipo.
Art. 32
Art. 32. A competência para fiscalizar o cumprimento das
obrigações principais e acessórias relativas ao Regime
Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e
Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de
Pequeno Porte - Simples Nacional e para verificar a ocorrência
das hipóteses de exclusão de ofício é da Secretaria da Receita
Federal do Brasil e das Secretarias de Fazenda ou de Finanças
do Estado ou do Distrito Federal, segundo a localização do
estabelecimento, e, tratando-se de prestação de serviços
incluídos na competência tributária municipal, a competência
será também do respectivo Município (Lei Complementar
no 123, de 14 de dezembro de 2006, art. 33).
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO III
DO INÍCIO DO PROCEDIMENTO FISCAL
Art. 33
Art. 33. O procedimento fiscal tem início com
(Decreto nº 70.235, de 1972, art. 7º):
I - o primeiro ato de ofício, por escrito, praticado por
servidor competente, cientificado o sujeito passivo
da obrigação tributária ou seu preposto;
CTN, art. 196. A autoridade administrativa que proceder ou
presidir a quaisquer diligências de fiscalização lavrará os
termos necessários para que se documente o início do
procedimento, na forma da legislação aplicável, que fixará
prazo máximo para a conclusão daquelas.
Mandado de Procedimento Fiscal (MPF)
Somente o ato escrito dá início à ação fiscal
Contatos verbais?
Além de ser escrito, deve respeitar as formalidades
As regras atuais exigem Mandado de Procedimento
Fiscal (MPF)
Expedido pelo Delegado determinando ao Auditor-Fiscal o
procedimento
Os procedimentos fiscais relativos a tributos e contribuições
administrados pela Secretaria da Receita Federal do Brasil serão
executados, em nome desta, pelos Auditores-Fiscais da Receita
Federal do Brasil e somente terão início por força de ordem
específica denominada Mandado de Procedimento Fiscal (MPF),
instituído mediante ato da Secretaria da Receita Federal do Brasil
(art. 2º., caput, do Decreto nº. 3.724/01)
...
Sem este ato escrito o Contribuinte continuará com a
espontaneidade intacta
Denúncia espontânea
Casos excetivos do MPF
Art. 2º., §§1º e 3º, do Decreto nº. 3.724/01
Função
Dar ao sujeito passivo da obrigação tributária conhecimento
da realização de procedimento fiscal contra si intentado
Visa dar transparência na relação Fisco-Contribuinte
Por outro prisma, dá ao Auditor-Fiscal a incumbência de
realizar a ação fiscal - Permissão
Melhor planejamento da atividade fiscal
...
Termo de Início de Ação Fiscal (TIAF)
Inicia a ação fiscal
Dão início ao cumprimento do MPF
Restringe a ação fiscal aos períodos e tributos delimitados no
MPF
• Se constatada uma
Emitida por Auditor-Fiscal
Término da Ação Fiscal
Termo de Encerramento da Ação Fiscal (TEAF)
A depender do caso
Acompanha Relatório Fiscal e Auto de Infração
Entrega-se ao sujeito passivo cópia de todos os documentos
referidos no Termo e no Auto
...
II - a apreensão de mercadorias;
III - a apreensão de documentos ou de livros; ou
IV - o começo do despacho aduaneiro de mercadoria
importada.
...
§ 1o O início do procedimento exclui a espontaneidade do
sujeito passivo em relação aos atos anteriores e,
independentemente de intimação, a dos demais envolvidos
nas infrações verificadas.
§ 2o O ato que determinar o início do procedimento fiscal
exclui a espontaneidade do sujeito passivo em relação ao
tributo, ao período e à matéria nele expressamente inseridos.
Perda da espontaneidade apenas se a fiscalização tiver relação com a
infração cometida
Daí exsurge uma das importâncias do MPF
Limitar o campo da fiscalização
Denúncia espontânea
Afasta a aplicação de penalidades
Mas não afasta os juros e correção monetária
CTN, art. 138. Omissis.
Parágrafo único. Não se considera espontânea a
denúncia apresentada após o início de qualquer
procedimento administrativo ou medida de
fiscalização, relacionados com a infração.
Desde que relacionada ao mesmo tributo, período e matéria
expressamente inseridos no procedimento administrativo ou
medida de fiscalização
§ 3o Para os efeitos do disposto nos §§ 1o e 2o, os atos
referidos nos incisos I, II e III do caput valerão pelo
prazo de sessenta dias, prorrogável, sucessivamente, por
igual período contado a partir do término, com qualquer
outro ato escrito que indique o prosseguimento dos
trabalhos, desde que lavrado e cientificado ao sujeito
passivo dentro do prazo anterior.
Prorrogação automática
Possibilidade de prorrogação por mais de uma vez
Porém limitada ao prazo do MPF
A prorrogação do prazo do MPF não é automática; depende de ato
expresso
Reaquisição da espontaneidade
Decorrido o prazo de 60 dias sem que haja o prosseguimento
dos trabalhos
Sujeito passivo readquire a possibilidade da Denúncia Espontânea
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO IV
DAS DILIGÊNCIAS E DAS PERÍCIAS
Art. 35
Art. 35. A realização de diligências e de perícias será
determinada pela autoridade julgadora de primeira instância,
de ofício ou a pedido do impugnante, quando entendê-las
necessárias para a apreciação da matéria litigada (Decreto
no 70.235, de 1972, art. 18, com a redação dada pela Lei
no 8.748, de 9 de dezembro de 1993, art. 1o).
O sujeito passivo deverá ser intimado da designação de perícia ex oficio
para apresentar seus quesitos e nomear assistente
Respeito aos princípios da ampla defesa e do contraditório
Parágrafo único. O sujeito passivo deverá ser cientificado do
resultado da realização de diligências e perícias, sempre que
novos fatos ou documentos sejam trazidos ao processo,
hipótese na qual deverá ser concedido prazo de trinta dias
para manifestação (Lei no 9.784, de 1999, art. 28).
Art. 36
Art. 36. A impugnação mencionará as diligências ou perícias que o
sujeito passivo pretenda sejam efetuadas, expostos os motivos que
as justifiquem, com a formulação de quesitos referentes aos exames
desejados, e, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação
profissional de seu perito deverão constar da impugnação (Decreto
no 70.235, de 1972, art. 16, inciso IV, com a redação dada pela Lei
no 8.748, de 1993, art. 1o).
§ 1o Deferido o pedido de perícia, ou determinada de ofício sua
realização, a autoridade designará servidor para, como perito da
União, a ela proceder, e intimará o perito do sujeito passivo a
realizar o exame requerido, cabendo a ambos apresentar os
respectivos laudos em prazo que será fixado segundo o grau de
complexidade dos trabalhos a serem executados (Decreto no 70.235,
de 1972, art. 18, com a redação dada pela Lei no 8.748, de 1993, art.
1o).
O servidor, in casu, será um Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil (art. 37)
§ 2o Indeferido o pedido de diligência ou de perícia,
por terem sido consideradas prescindíveis ou
impraticáveis, deverá o indeferimento, devidamente
fundamentado, constar da decisão (Decreto
no 70.235, de 1972, arts. 18 e28, com as redações
dadas pela Lei no 8.748, de 1993, art. 1o).
§ 3o Determinada, de ofício ou a pedido do
impugnante, diligência ou perícia, é vedado à
autoridade incumbida de sua realização escusar-se
de cumpri-las.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO V
DA EXIGÊNCIA FISCAL
SUBSEÇÃO I
DA FORMALIZAÇÃO
Art.38
Art. 38. A exigência do crédito tributário e a aplicação de
penalidade isolada serão formalizados em autos de infração
ou notificações de lançamento, distintos para cada tributo ou
penalidade (Decreto no 70.235, de 1972, art. 9o, com a redação
dada pela Lei no 11.941, de 2009, art. 25).
§ 1o Os autos de infração ou as notificações de lançamento,
em observância ao disposto no art. 25, deverão ser instruídos
com todos os termos, depoimentos, laudos e demais
elementos de prova indispensáveis à comprovação do fato
motivador da exigência.
Falta de anexação de provas
Nulidade do Auto de Infração ou Notificação Fiscal
Constitui desobediência a mandamento legal cogente
Implica cerceamento de defesa
§ 2o Os autos de infração e as notificações de lançamento
de que trata o caput, formalizados em relação ao mesmo
sujeito passivo, podem ser objeto de um único processo,
quando a comprovação dos ilícitos depender dos mesmos
elementos de prova.
§ 3o A formalização de que trata este artigo será válida,
mesmo que efetuada por Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil com exercício em unidade da Secretaria
da Receita Federal do Brasil com jurisdição diversa do
domicílio tributário do sujeito passivo.
§ 4o A formalização da exigência, na hipótese prevista no
§ 3o, previne a jurisdição e prorroga a competência da
autoridade que dela primeiro conhecer.
§ 5o O disposto no caput aplica-se também nas
hipóteses em que, constatada infração à legislação
tributária, dela não resulte exigência de crédito
tributário.
§ 6o Os autos de infração e as notificações de lançamento
de que trata o caput, formalizados em decorrência de
fiscalização relacionada a regime especial unificado de
arrecadação de tributos, poderão conter lançamento
único para todos os tributos por eles abrangidos.
Ex.: SIMPLES NACIONAL
§ 7o O disposto no caput não se aplica às contribuições
de que trata o art. 3o da Lei no 11.457, de 2007.
Contribuições devida a terceiros
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO V
DA EXIGÊNCIA FISCAL
SUBSEÇÃO II
DO AUTO DE INFRAÇÃO
Art. 39 – Requisitos formais do auto de infração
Vício formal
Resulta em nulidade
Atenção ao disposto no art. 173, inc. II, do CTN
“Causa interruptiva da decadência”
Art. 39. O auto de infração será lavrado no local da
verificação da falta, devendo conter (Decreto
no 70.235, de 1972, art. 10; Lei no 10.593, de 2002,
art. 6o):
I - a qualificação do autuado;
Por se tratar de responsabilidade pessoal, imperioso se faz a
identificação
Nome completo; CPF ou CNPJ; endereço do sujeito passivo
II - o local, a data e a hora da lavratura;
Súmula CARF nº 6: É legítima a lavratura de auto de infração
no local em que foi constatada a infração, ainda que fora do
estabelecimento do contribuinte.
Súmula CARF nº 7: A ausência da indicação da data e da hora
de lavratura do auto de infração não invalida o lançamento de
ofício quando suprida pela data da ciência.
III - a descrição dos fatos;
Não basta a apresentação de planilhas de cálculos
Necessária a explicação do que foi feito
IV - a disposição legal infringida e a penalidade
aplicável;
Possibilita o controle da legalidade e respeita a ampla defesa
V - a determinação da exigência e a intimação para
cumpri-la ou impugná-la no prazo de trinta dias,
contados da data da ciência; e
VI - a assinatura do Auditor-Fiscal da Receita
Federal do Brasil responsável pela autuação e o
número de sua matrícula.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO V
DA EXIGÊNCIA FISCAL
SUBSEÇÃO III
DA NOTIFICAÇÃO DE LANÇAMENTO
Art. 40 – Requisitos formais da Notificação de
Lançamento
Art. 40. A notificação de lançamento será expedida
pela unidade da Secretaria da Receita Federal do
Brasil encarregada da formalização da exigência,
devendo conter (Decreto no 70.235, de 1972, art.
11; Lei no 10.593, de 2002, art. 6o):
I - a qualificação do notificado;
II - o valor do crédito tributário e o prazo para
pagamento ou impugnação;
III - a disposição legal infringida, se for o caso; e
IV - a assinatura do chefe da unidade da Secretaria da Receita
Federal do Brasil que emitir a notificação ou do Auditor-Fiscal
da Receita Federal do Brasil por ele designado, mediante
delegação de competência, e a indicação de seu cargo ou de
sua função e o número de matrícula.
Parágrafo único. A notificação de lançamento emitida por
processamento eletrônico prescinde da assinatura referida no
inciso IV, sendo obrigatória a identificação do chefe da
unidade da Secretaria da Receita Federal do Brasil que a
emitir ou do Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil por
ele designado.
A redação deste parágrafo veio colmatar divergência jurisprudencial
quanto a necessidade de identificação da autoridade que emitiu a
notificação
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO V
DA EXIGÊNCIA FISCAL
SUBSEÇÃO IV
DO LANÇAMENTO COMPLEMENTAR
Art. 41
Art. 41. Quando, em exames posteriores, diligências ou
perícias realizados no curso do processo, forem
verificadas incorreções, omissões ou inexatidões, de que
resultem agravamento da exigência inicial, inovação ou
alteração da fundamentação legal da exigência, será
efetuado lançamento complementar por meio da
lavratura de auto de infração complementar ou de
emissão de notificação de lançamento complementar,
específicos em relação à matéria modificada (Decreto
no 70.235, de 1972, art. 18, § 3o, com a redação dada pela
Lei no 8.748, de 1993, art. 1o).
Daí porque da afirmação de que a quitação do crédito tributário nem
sempre extingue a obrigação tributária, pois esta é passível de novo
exame
§ 1o O lançamento complementar será formalizado nos casos:
I - em que seja aferível, a partir da descrição dos fatos e dos
demais documentos produzidos na ação fiscal, que o autuante,
no momento da formalização da exigência:
a) apurou incorretamente a base de cálculo do crédito
tributário; ou
b) não incluiu na determinação do crédito tributário matéria
devidamente identificada; ou
II - em que forem constatados fatos novos, subtraídos ao
conhecimento da autoridade lançadora quando da ação fiscal
e relacionados aos fatos geradores objeto da autuação, que
impliquem agravamento da exigência inicial.
§ 2o O auto de infração ou a notificação de lançamento de que trata
o caput terá o objetivo de:
I - complementar o lançamento original; ou
II - substituir, total ou parcialmente, o lançamento original nos
casos em que a apuração do quantum devido, em face da legislação
tributária aplicável, não puder ser efetuada sem a inclusão da
matéria anteriormente lançada.
§ 3o Será concedido prazo de trinta dias, contados da data da
ciência da intimação da exigência complementar, para a
apresentação de impugnação apenas no concernente à matéria
modificada.
§ 4o O auto de infração ou a notificação de lançamento de que trata
o caput devem ser objeto do mesmo processo em que for tratado o
auto de infração ou a notificação de lançamento complementados.
§ 5o O julgamento dos litígios instaurados no âmbito do processo
referido no § 4o será objeto de um único acórdão.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO VI
DAS MEDIDAS DE DEFESA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SUBSEÇÃO I
DO ARROLAMENTO DE BENS E DIREITOS
PARA ACOMPANHAMENTO DO PATRIMÔNIO
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 43
Arrolamento de Bens e Direitos para
Acompanhamento do Patrimônio do Sujeito
Passivo
Procedido pelo chefe da unidade da Secretaria da Receita
Federal do Brasil responsável pela exigência do crédito
tributário
Ferramenta utilizável quando o valor dos créditos tributários
superar 30% do patrimônio conhecido do sujeito passivo
Bens arrolados alienados, transferidos ou onerados
Necessidade de comunicação à SRFB
A não-comunicação autoriza o requerimento de medida cautelar
fiscal
Realizado quando o valor dos créditos ultrapassar
R$2.000.000,00
Art. 1º., do Decreto nº. 7.573/11
Registro do arrolamento de bens – não há
pagamento de custas e emolumentos
Imóveis
No competente registro imobiliário
Bens móveis registrados administrativamente
Na respectiva entidade registradora ou controladora
DETRAN
Marinha
Demais bens e direitos
Cartório de Títulos e Documentos e Registros Especiais do
domicílio tributário do sujeito passivo
Liberação do arrolamento
Liquidado o crédito tributário objeto do arrolamento antes da
inscrição em dívida ativa
Aquele que registrou anulará os efeitos do referido registro
Chefe da SRFB
Liquidado ou garantido o crédito tributário depois da sua
inscrição em dívida ativa
Procurador-Geral da Fazenda Nacional
Art. 44
Ordem de preferência do arrolamento
Bens imóveis
Bens suscetíveis de registro
Veículos automotores, lanchas etc.
Outros bens ou direitos
Limitação ao arrolamento
Obedecida a ordem de preferência
Até a garantia do valor do crédito tributário e suas cominações
legais
O arrolamento somente poderá alcançar outros bens e direitos
para fins de complementar o valor
Poderão ser substituídos, mediante prévia autorização (SRFB)
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO VI
DAS MEDIDAS DE DEFESA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SUBSEÇÃO I
DO ARROLAMENTO DE BENS E DIREITOS
PARA ACOMPANHAMENTO DO PATRIMÔNIO
DO SUJEITO PASSIVO
Art. 45
Procedimento cautelar fiscal - PGFN
Pressupõe a constituição do crédito tributário
Pode ser instaurado no curso da execução judicial da dívida ativa
da União
Causas excetivas à necessária constituição do crédito tributário
Põe ou tenta por seus bens em nome de terceiros
Aliena bens ou direitos sem proceder à devida comunicação ao
órgão da Fazenda Pública competente, quando exigível em virtude
de lei
Ex.: Quando o bem estava arrolado nos termos do art. 43.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO VI
DAS MEDIDAS DE DEFESA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SUBSEÇÃO III
DA MEDIDA CAUTELAR FISCAL
PREPARATÓRIA
Art. 46
Quando a medida cautelar fiscal for concedida em
procedimento preparatório, deverá a Fazenda
Nacional propor a execução judicial da dívida ativa
no prazo de sessenta dias, contados da data em que a
exigência se tornar irrecorrível na esfera
administrativa
A preparação da Medida Cautelar é feita
administrativamente
O seu deferimento requer uma decretação judicial
Lei nº. 8.397/92
§ 3° Decretada a medida cautelar fiscal, será comunicada
imediatamente ao registro público de imóveis, ao Banco Central do
Brasil, à Comissão de Valores Mobiliários e às demais repartições
que processem registros de transferência de bens, a fim de que, no
âmbito de suas atribuições, façam cumprir a constrição judicial.
Art. 5° A medida cautelar fiscal será requerida ao Juiz competente
para a execução judicial da Dívida Ativa da Fazenda Pública
Parágrafo único. Se a execução judicial estiver em Tribunal, será
competente o relator do recurso.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO VI
DAS MEDIDAS DE DEFESA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SEÇÃO VII
DA REPRESENTAÇÃO FISCAL PARA FINS
PENAIS
Art. 47
Competência
Auditor-Fiscal da SRFB
Autos separados
protocolizada na mesma data da lavratura do auto de infração
Necessário quando se constatar fatos que configurem, em
tese:
crime de contrabando ou de descaminho tipificado no art. 334 do
Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal
crime contra a ordem tributária tipificado nos arts. 1o ou 2o da Lei
no 8.137, de 27 de dezembro de 1990;
crime contra a Previdência Social tipificado nos arts. 168-A ou 337-A
do Decreto-Lei no 2.848, de 1940
Os dois últimos
protocolizadas em até dez dias contados da data da constituição do
crédito tributário, devendo permanecer no âmbito da unidade de
controle até que o referido crédito se torne definitivo na esfera
administrativa, respeitado o prazo para cobrança amigável
Art. 48
Parágrafo único
Caso o crédito tributário correspondente ao ilícito penal seja
integralmente extinto pelo julgamento administrativo ou pelo
pagamento, os autos da representação, juntamente com cópia
da respectiva decisão administrativa, quando for o caso,
deverão ser arquivados
Art. 49
Art. 49. A representação fiscal para fins penais
relativa aos crimes de contrabando ou descaminho,
definidos no art. 334 do Decreto-Lei no 2.848, de
1940 - Código Penal , será formalizada em autos
separados e protocolizada na mesma data da
lavratura do auto de infração, devendo permanecer
na unidade da Secretaria da Receita Federal do
Brasil de lavratura até o final do prazo para
impugnação.
§ 1o Se for aplicada a pena de perdimento de bens,
inclusive na hipótese de conversão em multa equivalente
ao valor aduaneiro da mercadoria que não seja localizada
ou que tenha sido consumida, a representação de que
trata o caput deverá ser encaminhada pela autoridade
julgadora de instância única ao órgão do Ministério
Público Federal que for competente para promover a
ação penal, no prazo máximo de dez dias, anexando-se
cópia da decisão.
§ 2o Não aplicada a pena de perdimento, a representação
fiscal para fins penais deverá ser arquivada, depois de
incluir nos autos cópia da respectiva decisão
administrativa.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO I
DO PROCEDIMENTO FISCAL
SEÇÃO VI
DAS MEDIDAS DE DEFESA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SEÇÃO VIII
DA REPRESENTAÇÃO PARA FINS PENAIS
Art. 50
Da Representação para Fins Penais
Crimes contra a administração pública federal ou em
detrimento da Fazenda Nacional
Crimes não tributários
Apresentada pelo servidor que constar o crime em tese ao
chefe do órgão aos quais estiverem vinculados
titulares das unidades centrais
Superintendentes
delegados ou
Inspetores
Estes remeterão em dez dias a representação ao MPF
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO II
DA COBRANÇA ADMINISTRATIVA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SEÇÃO I
DO PAGAMENTO - DA REDUÇÃO DA MULTA DE
LANÇAMENTO DE OFÍCIO
Art. 52
Redução de 50% do valor da multa de lançamento de
ofício
Notificado, paga (ou compensa) no prazo para apresentar
impugnação
Redução de 30% do valor da multa de lançamento de
ofício
Apresenta impugnação
Paga (ou compensa) num prazo de trinta dias contados da data da
ciência da decisão de primeira instância
O mesmo se aplica quando da procedência do recurso de ofício
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO II
DA COBRANÇA ADMINISTRATIVA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SEÇÃO II
DO PARCELAMENTO - DA REDUÇÃO DA
MULTA DE LANÇAMENTO DE OFÍCIO
Redução de 40% do valor da multa de lançamento de
ofício
Notificado, requer o parcelamento do crédito tributário no prazo
para apresentar impugnação
Redução de 20% do valor da multa de lançamento de
ofício
Se o parcelamento for requerido no prazo de trinta dias, contados da
data da ciência da decisão de primeira instância
O mesmo se aplica quando da procedência do recurso de ofício
Rescisão do parcelamento
Restabelecimento do montante da multa proporcionalmente ao valor
da receita não satisfeita e que exceder o valor obtido com a garantia
apresentada
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO II
DA COBRANÇA ADMINISTRATIVA DO CRÉDITO
TRIBUTÁRIO
SEÇÃO III
DA REVELIA
Notificado não cumpre (paga ou compensa) e não
impugna no prazo legal
Revelia
Autoridade preparadora a declara
o processo permanece no órgão preparador, pelo prazo de trinta
dias, para cobrança amigável
No caso de identificação de impugnação parcial, não
cumprida a exigência relativa à parte não litigiosa do
crédito, o órgão preparador, antes da remessa dos autos a
julgamento, providenciará a formação de autos
apartados para a imediata cobrança da parte não
contestada, consignando essa circunstância no processo
original
Esgotado o prazo para cobrança amigável
Encaminha-se o processo à autoridade competente para
promover a cobrança executiva
PGFN
Art. 55
Mercadorias apreendidas
Revelia
Aplica-se a pena de perdimento ou declarar o abandono, para fins
de destinação da mercadoria
Opções do contribuinte
a) Impugnar totalmente a exigência
a) O crédito tem sua exigibilidade suspensa
b) Impugnar parte da exigência e conformar-se com a
outra parte, pagando-a ou requerendo o
parcelamento
a) Parte impugnada tem sua exigibilidade suspensa
b) Parte paga tem redução de 50% do valor da multa, ou de
40% se parcelada
a) Não impugnar e pagar
a) Tem redução de 50% do valor da multa
b) Não impugnar e parcelar a dívida
a) Tem redução de 50% do valor da multa
c) Não impugnar, renunciando à esfera
administrativa, e, neste caso, aguardando a
inscrição em dívida ativa e a execução fiscal, ou
ingressar com a medida judicial preventiva
a) Se fizer o depósito integral, tem direito à redução da multa
em 50%, suspendendo-se a exigibilidade do crédito
tributário
a) Caso contrário, perderá o direito à redução
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO I
DA IMPUGNAÇÃO
Art. 56
Impugnação
Formalizada por escrito
Instruída com os documentos em que se fundamentar
Apresentada em unidade da SRFB com jurisdição sobre o domicílio
tributário do sujeito passivo
Ou remetida via postal
Data da postagem - Indicação do destinatário da remessa e o
número do protocolo do processo correspondente
Prazo de trinta dias, contados da data da ciência da intimação da
exigência
Instaura a fase litigiosa de procedimento administrativo
Alguns a denominam de processo
Eventual petição, apresentada fora do prazo, não caracteriza
impugnação, não instaura a fase litigiosa do procedimento,
não suspende a exigibilidade do crédito tributário nem
comporta julgamento de primeira instância, salvo se
caracterizada ou suscitada a tempestividade, como preliminar
Pluralidade de sujeitos passivos
O prazo para apresentar impugnação se conta individualmente
Diferentemente do que ocorre no CPC
Art. 191. Quando os litisconsortes tiverem diferentes
procuradores, ser-lhes-ão contados em dobro os prazos para
contestar, para recorrer e, de modo geral, para falar nos autos.
Art. 241. Começa a correr o prazo: III - quando houver vários
réus, da data de juntada aos autos do último aviso de
recebimento ou mandado citatório cumprido;
Art. 57
Requisitos da Impugnação
a autoridade julgadora a quem é dirigida;
a qualificação do impugnante;
os motivos de fato e de direito em que se fundamenta, os
pontos de discordância e as razões e provas que possuir;
as diligências ou perícias que o impugnante pretenda sejam
efetuadas, expostos os motivos que as justifiquem, com a
formulação de quesitos referentes aos exames desejados, bem
como, no caso de perícia, o nome, o endereço e a qualificação
profissional de seu perito; e
Sob pena de preclusão
se a matéria impugnada foi submetida à apreciação judicial,
devendo ser juntada cópia da petição.
Jus postulandi
É facultativo se fazer representar por advogado
A própria parte detém a capacidade postulatória
Direito de vista dos autos do processo
Ampla defesa
Contraditório
Publicidade dos atos administrativos
Prerrogativa da advocacia retirar autos administrativos em
carga (art. 7º., inc. XV, da Lei nº. 8.906/94)
Vedação as expressões injuriosas
Serão riscadas
Quando o impugnante alegar direito municipal,
estadual ou estrangeiro, incumbe-lhe o ônus de
provar o teor e a vigência, se assim o determinar o
julgador
CPC, art. 337. A parte, que alegar direito municipal, estadual,
estrangeiro ou consuetudinário, provar-lhe-á o teor e a
vigência, se assim o determinar o juiz.
A prova documental será apresentada na impugnação,
precluindo o direito de o impugnante fazê-lo em outro
momento processual, a menos que:
fique demonstrada a impossibilidade de sua apresentação oportuna,
por motivo de força maior;
refira-se a fato ou a direito superveniente; ou
destine-se a contrapor fatos ou razões posteriormente trazidas aos
autos.
Juntada de documentos depois de apresentada a impugnação somente
com fundamente nos fatos acima
Considera-se motivo de força maior o fato necessário,
cujos efeitos não era possível evitar ou impedir
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO II
DO JULGAMENTO - DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 59
Processo administrativo fiscal
Impossibilidade de se declarar uma lei inconstitucional
Exceto se o respectivo instrumento normativo (tratado, acordo
internacional, lei ou decreto)
já tenha sido declarado inconstitucional por decisão plenária
definitiva do Supremo Tribunal Federal
fundamente crédito tributário objeto de:
• dispensa legal de constituição ou de ato declaratório do Procurador-
Geral da Fazenda Nacional
• súmula da Advocacia-Geral da União
• pareceres do Advogado-Geral da União aprovados pelo Presidente
da República
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO III
DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
SUBSEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA
Art. 61
Em primeira instância de julgamento
Delegacias da Receita Federal do Brasil de Julgamento (DRJ)
órgãos de deliberação interna e natureza colegiada da Secretaria
da Receita Federal do Brasil
Natureza colegiada a partir de maio 2001 (MP 2158-35/2001)
• Antes era julgada monocraticamente pelo Delegado de Julgamento
Atualmente possui sua estrutura regulada pela Portaria MF
58/2006
São constituídas por turmas de julgamento, cada uma delas com
cinco julgadores
• Os julgadores são Auditores-Fiscais da SRFB
Designados com mandado de até dois anos, admitida a
recondução
Subordinação das Delegacias de Julgamento da SRF
aos atos editados pela SRFB
Assentadas no princípio da legalidade
Presunção de legalidade das leis
Não podem decidir sobre a constitucionalidade ou
inconstitucionalidade de lei
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO III
DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
SUBSEÇÃO II
DO JULGAMENTO
Art. 62
Prioridade no julgamento
Circunstâncias de crime contra a ordem tributária
Elevado valor
Requisição do interessado
pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos;
pessoa portadora de deficiência, física ou mental; e
pessoa portadora de moléstias graves definida no art. 62, inc. III,
do Decreto nº. 7.574/11
Art. 63
Livre convicção motivada na apreciação das provas
Princípio da verdade material
CPC, art. 131. O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos
fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não
alegados pelas partes; mas deverá indicar, na sentença, os motivos
que lhe formaram o convencimento.
CPC, art. 436. O juiz não está adstrito ao laudo pericial, podendo
formar a sua convicção com outros elementos ou fatos provados
nos autos.
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO III
DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
SUBSEÇÃO III
DO ACÓRDÃO
Art. 65
Requisitos do acórdão
relatório resumido do processo
fundamentos legais
conclusão
ordem de intimação
devendo referir-se, expressamente, a todos os autos de
infração e notificações de lançamento objeto do processo, bem
como às razões de defesa suscitadas pelo impugnante contra
todas as exigências
No acórdão em que for julgada questão preliminar,
será também julgado o mérito, salvo quando
incompatíveis
O indeferimento de pedido de diligência ou de
perícia deverá ser fundamentado e constar da
decisão
Erros materiais
Correção de ofício ou por provocação, mediante a prolação de
um novo acórdão
Art. 68
O órgão preparador dará ciência da decisão ao
sujeito passivo, intimando-o, quando for o caso, a
cumpri-la no prazo de trinta dias, contados da data
da ciência, facultada a apresentação de recurso
voluntário no mesmo prazo
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO III
DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
SUBSEÇÃO IV
DO RECURSO DE OFÍCIO
Art. 69
Recurso de ofício
Interposto pela autoridade competente de primeira instância
Relator do processo na DRJ, mediante formalização na própria
decisão
decisão exonerar o sujeito passivo do pagamento de tributo e
encargos de multa de valor total (lançamento principal e
decorrentes)
deixar de aplicar a pena de perdimento de mercadoria com base
na legislação do IPI
Art. 71
Não cabe recurso de ofício das decisões prolatadas,
pela autoridade fiscal da jurisdição do sujeito
passivo, em processos relativos a restituição,
ressarcimento, reembolso e compensação de tributos
administrados pela Secretaria da Receita Federal do
Brasil
Art. 72
Enquanto não decidido o recurso de ofício, a decisão
a ele correspondente não se torna definitiva
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO III
DO JULGAMENTO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
SUBSEÇÃO V
DO RECURSO VOLUNTÁRIO
Art. 73
Recurso voluntário
Interposto pelo sujeito passivo, quando sucumbente total ou
parcialmente
Efeito
Suspensivo
Contra decisão de primeira instância
Delegacia da SRFB de Julgamento (DRJ)
Prazo
30 dias, contados da data da ciência da decisão
Art. 74
O recurso voluntário total ou parcial, mesmo
perempto, deverá ser encaminhado ao órgão de
segunda instância, que julgará a perempção
A última palavra é da instância ad quem
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO III
DA FASE LITIGIOSA
SEÇÃO IV
DO JULGAMENTO EM SEGUNDA INSTÂNCIA
SUBSEÇÃO I
DA COMPETÊNCIA
Segunda instância
Conselho Administrativo de Recursos Fiscais – CARF
Julga recursos de ofício e voluntário de decisões de primeira
instância (DRJ)
Será constituído por seções e pela Câmara Superior de Recursos
Fiscais (terceira instância)
As seções serão especializadas por matéria e constituídas por
câmaras
As Câmaras poderão ser divididas em turmas
• Três Seções, compostas por 4 (quatro) Câmaras cada, estas
integradas por turmas ordinárias e especiais
Terceira instância
A Câmara Superior de Recursos Fiscais será constituída por
turmas, compostas pelos Presidentes e Vice-Presidentes das
câmaras
Câmaras do CARF
São formadas por três turmas
As turmas da Câmara Superior de Recursos Fiscais serão
constituídas pelo Presidente do CARF, pelo Vice-Presidente,
pelos Presidentes e pelos Vice-Presidentes das câmaras
• Presidência das turmas
Presidente do CARF
• Vice-presidência das turmas
Conselheiro representante dos contribuintes
Os cargos de Presidente das Turmas da Câmara
Superior de Recursos Fiscais, das câmaras, das suas
turmas e das turmas especiais serão ocupados por
conselheiros representantes da Fazenda Nacional,
que, em caso de empate, terão o voto de qualidade, e
os cargos de Vice-Presidente, por representantes dos
contribuintes
Os conselheiros serão designados pelo Ministro de Estado da
Fazenda
Regimento Interno do CARF - art. 28. A escolha de
conselheiro representante da Fazenda Nacional recairá
dentre os nomes constantes de lista tríplice elaborada
pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, e a de
conselheiro representante dos contribuintes recairá
dentre os nomes constantes de lista tríplice elaborada
pelas confederações representativas de categorias
econômicas de nível nacional e pelas centrais sindicais.
SRFB - Auditores-Fiscais há no mínimo 5 anos
Contribuintes - Notório conhecimento técnico, registro no
respectivo órgão de classe há, no mínimo, 5 (cinco) anos e efetivo
e comprovado exercício de atividades que demandem
conhecimento nas áreas de direito tributário, de processo
administrativo fiscal, de tributos federais e de contabilidade
Recurso Voluntário
Devolutividade
total ou parcial
Efeito
Suspensivo
Objeto
decisão de primeira instância (DRJ) contrária ao sujeito passivo
Prazo
trinta dias, contados da data da ciência da decisão
Súmula Vinculante nº. 21
É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de
dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.
Cabe à CSRF, por suas turmas, julgar o recursos
especial e voluntário contra decisões de Câmara, de
turmas ordinária ou de turma especial
Primeira Turma, os recursos da 1ª Seção do CARF
Segunda Turma, os recursos da 2ª Seção do CARF
Terceira Turma, os recursos da 3ª Seção do CARF
CARF - art. 64. Contra as decisões proferidas pelos
colegiados do CARF são cabíveis os seguintes
recursos:
I - Embargos de Declaração; e
II - Recurso Especial.
Parágrafo único. Das decisões dos colegiados não cabe pedido
de reconsideração.
Embargos de Declaração
Omissão
Obscuridade
Contradição
Prazo
5 dias contado da ciência do acórdão
Direcionamento
Presidente da turma
Recurso especial
Competência
CSRF, por suas turmas
Aplicação e possibilidade
interposto contra decisão que der à lei tributária interpretação
divergente da que lhe tenha dado outra câmara, turma de câmara,
turma especial ou a própria CSRF.
Necessita
pré-questionamento de matéria
demonstrar a divergência arguida indicando até duas decisões
divergentes por matéria
com cópia do inteiro teor
não servirá decisões já reformadas
Direcionamento
ao presidente da câmara à qual esteja vinculada a turma que
houver prolatado a decisão recorrida
Prazo
15 (quinze) dias contados da data da ciência da decisão
Mesmo prazo para contrarrazoar
Admite-se recurso adesivo quando o Recurso Especial for
interposto por Procurador da Fazenda Nacional
É cabível recurso especial de divergência contra decisão
que der ou negar provimento a recurso de ofício
Súmulas
As decisões reiteradas e uniformes do CARF serão
consubstanciadas em súmula de observância
obrigatória pelos membros do CARF
Vinculam as decisões administrativas
proposta de súmula será dirigida ao Presidente do
CARF, indicando o enunciado, devendo ser instruída
com pelo menos 5 (cinco) decisões proferidas cada
uma em reuniões diversas, em pelo menos 2 (dois)
colegiados distintos
A súmula entrará em vigor na data de sua publicação
no Diário Oficial da União
A revisão ou o cancelamento do enunciado
observará, no que couber, o procedimento adotado
para sua edição
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO IV
DA EFICÁCIA E DA EXECUÇÃO DAS DECISÕES
Art. 80
São definitivas as decisões
de primeira instância, esgotado o prazo para recurso
voluntário sem que este tenha sido interposto;
de segunda instância, de que não caiba recurso ou, se cabível,
quando decorrido o prazo sem a sua interposição; ou
de instância especial.
Serão também definitivas as decisões de primeira instância na
parte que não for objeto de recurso voluntário ou não estiver
sujeita a recurso de ofício.
Formação gradual da “coisa julgada”
Decisão definitiva contrária ao sujeito passivo
Depósito integral
Por que realizá-lo se a simples interposição da impugnação
(reclamação) administrativa já suspende a exigibilidade do
crédito tributário (art. 151, inc. III, do CTN)?
Porque além de suspender a exigibilidade do CT, paralisa a
incidência da correção monetária, dos juros e multa.
Converte-se em renda
Salvo se o contribuinte propor ação judicial no prazo de 30
(trinta) dias (Cobrança amigável)
Se o valor depositado não for suficiente para cobrir o
crédito tributário
Inicia-se a cobrança amigável
Se exceder o exigido
a autoridade competente determinará o levantamento da
quantia excedente
A decisão que aplicar a pena de perdimento ou
declarar o abandono de mercadoria ou de outros
bens
será executada, pela unidade preparadora, após o prazo de
trinta dias
Art. 85
No caso de decisão definitiva favorável ao sujeito
passivo, cumpre à autoridade preparadora exonerá-
lo, de ofício, dos gravames decorrentes do litígio
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO V
DOS EFEITOS DAS AÇÕES JUDICIAIS
SEÇÃO I
DO LANÇAMENTO PARA PREVENIR A
DECADÊNCIA
Art. 86
O lançamento para prevenir a decadência deverá ser
efetuado nos seguintes casos
concessão de medida liminar em mandado de segurança (art.
151, inc. IV, do CTN)
concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em
outras espécies de ação judicial (art. 151, inc. IV, do CTN)
Por que não se aplica às demais espécies suspensivas do art. 151,
do CTN?
Porque para o implemento das demais é necessário a prévia
constituição do crédito tributário
Notifica-se o sujeito passivo com o esclarecimento de
que a exigibilidade do crédito tributário permanece
suspensa
Visa evitar o escoamento do prazo decadencial, pois este não se
suspende pela suspensão da exigibilidade do crédito tributário
TÍTULO II
DO PROCESSO DE DETERMINAÇÃO E EXIGÊNCIA
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS
CAPÍTULO V
DOS EFEITOS DAS AÇÕES JUDICIAIS
SEÇÃO II
DA RENÚNCIA OU DA DESISTÊNCIA AO
LITÍGIO NAS INSTÂNCIAS ADMINISTRATIVAS
A existência ou propositura, pelo sujeito passivo, de
ação judicial com o mesmo objeto do lançamento
importa em renúncia ou em desistência ao litígio nas
instâncias administrativas
O curso do processo administrativo, quando houver matéria
distinta da constante do processo judicial, terá prosseguimento
em relação à matéria diferenciada
Consulta Fiscal
TÍTULO III
DOS OUTROS PROCESSOS ADMINISTRATIVOS
CAPÍTULO I
DO PROCESSO DE CONSULTA
Pressuposto
Existência de dúvida sobre como a entidade tributante aplica
ou aplicaria a norma preexistente em caso de alteração de
determinada situação fática
bem como sobre classificação fiscal de mercadorias
Finalidade
Eliminar verdadeira dúvida de interpretação quanto à perfeita
subsunção do fato praticado ou em vias de se praticar à
respectiva hipótese de incidência tributária
A decisão vincula o Fisco
Porém não vincula o contribuinte em razão do princípio da
inafastabilidade da jurisdição (art. 5º., ins. XXXV, da CRFB/88)
Possibilidade
Contra um fato concreto e já realizado
Simples e abstrata hipótese formulada pelo contribuinte
Legitimidade
Sujeito passivo
Órgãos da administração pública
Entidades representativas de categorias econômicas ou
profissionais
Consulta coletiva
Efeitos da consulta
Nenhum procedimento fiscal será instaurado, relativamente à
espécie consultada, contra o sujeito passivo alcançado pela
consulta
Desde a apresentação da consulta até o trigésimo dia subsequente
à data da ciência da decisão que lhe der solução definitiva
Porém não suspende o prazo
para recolhimento de tributo, retido na fonte ou declarado
(autolançado), antes ou depois da data de apresentação
para a apresentação de declaração de rendimentos
não impede a instauração de procedimento fiscal para fins de
apuração da regularidade do recolhimento de tributos e da
apresentação de declarações
Requisitos da consulta
deverá ser apresentada
por escrito
no domicílio tributário do consulente
à unidade da SRFB incumbida de administrar a matéria tributária
ou aduaneira sobre a qual versa
Competência para a Solução da Consulta
Unidade central da SRFB
Consulente for órgão central da administração pública federal ou
entidade representativa de categoria econômica ou profissional de
âmbito nacional
Unidade regional da SRFB com jurisdição sobre o domicílio
tributário do consulente
Nos demais casos
Inclui-se as consultas relativas ao Simples Nacional
SRFB
quando se referir a tributos administrados por esse órgão
IN RFB 740/2007
Art. 3º A consulta deverá ser formulada por escrito, dirigida
à autoridade mencionada no inciso I, II ou III do art. 10, e
apresentada na unidade da RFB do domicílio tributário do
consulente.
§ 1º A consulta será feita mediante petição e deverá atender aos
seguintes requisitos:
I - identificação do consulente:
a) no caso de pessoa jurídica ou equiparada: nome, endereço, telefone,
endereço eletrônico (e-mail), número de inscrição no Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica (CNPJ) ou no Cadastro Específico do INSS (CEI) e ramo de
atividade;
b) no caso de pessoa física: nome, endereço, telefone, endereço eletrônico (e-
mail), atividade profissional e número de inscrição no Cadastro de Pessoas
Físicas (CPF); e
c) identificação do representante legal ou procurador, mediante cópia de
documento, que contenha foto e assinatura, autenticada em cartório ou por
servidor da RFB à vista da via original, acompanhada da respectiva
procuração;
II - na consulta apresentada pelo sujeito passivo, declaração de que:
a) não se encontra sob procedimento fiscal iniciado ou já instaurado
para apurar fatos que se relacionem com a matéria objeto da consulta;
b) não está intimado a cumprir obrigação relativa ao fato objeto da
consulta; e
c) o fato nela exposto não foi objeto de decisão anterior, ainda não
modificada, proferida em consulta ou litígio em que foi parte o
interessado;
III - circunscrever-se a fato determinado, conter descrição detalhada
de seu objeto e indicação das informações necessárias à elucidação
da matéria;
IV - indicação dos dispositivos que ensejaram a apresentação da
consulta, bem como dos fatos a que será aplicada a interpretação
solicitada.
§ 2º No caso de pessoa jurídica que possua mais de um
estabelecimento, as declarações a que se refere o inciso II deverão ser
prestadas pelo estabelecimento matriz e abranger todos os
estabelecimentos.
§ 3º A declaração prevista no inciso II do § 1º não se aplica à consulta
formulada em nome dos associados ou filiados por entidade
representativa de categoria econômica ou profissional, salvo se
formulada pela consulente na condição de sujeito passivo.
§ 4º Na hipótese de consulta que verse sobre situação determinada
ainda não ocorrida, o consulente deverá demonstrar a sua vinculação
com o fato, bem como a efetiva possibilidade da sua ocorrência.
§ 5º A associação que formular consulta em nome de seus associados
deverá apresentar autorização expressa dos associados para
representá-los administrativamente, em estatuto ou documento
individual ou coletivo.
Mudança de Entendimento
Poderá ser alterado de ofício
O consulente deverá ser cientificado da alteração ou da reforma de
entendimento
Os atos praticados pelo consulente antes da cientificação
permanecem hígidos e válidos
• Atinge fatos geradores futuros
Solução da consulta
Serão solucionados em instância única
Não cabe recurso nem pedido de reconsideração da solução da
consulta ou do despacho que declarar sua ineficácia
Salvo se houver divergência entre soluções de consultas sobre a
mesma matéria
As decisões são publicadas no DOU
Recurso especial
Cabe recurso especial, sem efeito suspensivo, junto à unidade
SRFB, nos casos em que se verificar a ocorrência de conclusões
divergentes entre soluções de consulta relativas a idêntica
matéria, fundada em idêntica norma jurídica
Aquele que interpor o recurso deve fazer prova dos entendimentos
divergentes
Prazo
30 dias contados da data da ciência da solução ou da publicação
que gerou a divergência
Repetição de indébito,
parcelamento e Reconhecimento
de Direitos
Repetição de indébito administrativo
Direito de requerer à autoridade administrativa
competente que providencie a restituição do
pagamento indevido, a fim de evitar o
enriquecimento sem causa
A administração cria vários entraves e/ou exigências para o
atendimento a tal pleito
Na prática se usa a Ação de Repetição de Indébito (Judicial)
Parcelamento de Débitos Fiscais
Prévia e necessária autorização legal
Comumente utilizado na prática
Cada lei institui o seu iter processualístico
Reconhecimento de Direitos
Tem por escopo a formalização de isenções e
imunidades que estejam a depender de manifestação
da autoridade vinculada à Administração Tributária