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AutoTransformador Aula 19

O documento discute autotransformadores, que são transformadores com uma única bobina que fornece tensão primária e secundária. Eles podem ser usados para elevar ou reduzir tensão em pequenas variações e têm construção mais simples que transformadores convencionais. Autotransformadores apresentam melhor rendimento e são menores e mais baratos, mas requerem melhor isolamento no enrolamento de baixa tensão.

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AutoTransformador Aula 19

O documento discute autotransformadores, que são transformadores com uma única bobina que fornece tensão primária e secundária. Eles podem ser usados para elevar ou reduzir tensão em pequenas variações e têm construção mais simples que transformadores convencionais. Autotransformadores apresentam melhor rendimento e são menores e mais baratos, mas requerem melhor isolamento no enrolamento de baixa tensão.

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Curso de Engenharia Elétrica

Disciplina:Transformador

AutoTransformador
AUTOTRANSFORMADOR
É um tipo de transformador
dotado de uma só bobina com
tap (ou vários taps) para suprir
tensão (potência) a uma carga (ou
mais) no secundário.

Sua construção é mais simples e


geralmente utilizado para redução
com pequenas variações de
tensão (relação de transformação
entre 1 a 2).
Autotransformador
O autotransformador é um transformador especial no qual parte do enrolamento é
comum aos circuitos do primário e do secundário.
Ele pode ser visto (e analisado) como um transformador de dois enrolamentos ligados
em série ou como um transformador com um único enrolamento de onde se deriva o
primário e o secundário.

Transformador de dois Transformador de um


enrolamentos enrolamento

Transformador comum operando Transformador já fabricado como


como autotransformador autotransformador
Auto-Transformadores
• Elevador • Abaixador
Auto-Transformadores - Varivolt
AUTO TRANSFORMADOR
• Em algumas ocasiões é desejado obter uma tensão
secundário com pequeno valor diferente da primária
(efetuar uma pequena variação de tensão)
• Por exempo, elevar a tensão de 110 para 120 V ou
de 13.2 para 13.8 kV
• Isto pode ser necessário para corrigir quedas de
tensão que ocorrem nos sistemas de alimentação de
energia
• Em tais casos fica muito dispensioso utilizar um
transformador convencional para efetuar este
trabalho
Autotransformador
Vantagens:
- É possível transferir uma potência maior com o mesmo transformador quando este é
ligado como um autotransformador (potência transformada + potência conduzida)
- Autotransformadores têm melhor rendimento, são fisicamente menores e mais baratos
do que um transformador convencional correspondente (requer menos cobre e menos
ferro que o convencional).
- Autotransformadores podem ser utilizados como fontes de tensão variável através de
contatos móveis que variam a relação N1/N2.
- Apresentam melhor regulação de tensão (menos queda de tensão)
- Requer menor corrente de excitação que o convencional
- Utilização para facilitar a partida de motores de indução e uso em equipamentos de
tensão variável em laboratórios (Varivolt)
Desvantagens:
- O enrolamento de baixa tensão demanda melhor isolamento uma vez que está exposto
ao enrolamento de alta tensão.
-Não existe isolação entre os enrolamentos primário e secundário
Autotransformador Ideal
Relações de Tensões e correntes e Potência

Aplicando-se a tensão V1 no primário do autotransformador


esquematizado na figura 3.2, a tensão V2 no secundário é:

V N'1 N1  N 2 N
V2  1 a   1 1
a N2 N2 N2

I1 N2
 S1trafo  V1I1 S1auto  (V1  V2 )I1
I 2 N1  N 2

 N   N 
S1trafo   V1  V1 2 I1  1  2 V1I1
 N1   N1 

I 2  I1  I c I1  I 2  I c
AUTO TRANSFORMADOR
• Autotransformador abaixador :

• IH=ISE
• IL=ISE+IC
Autotransformador: Abaixador

Relação de corrente:
N1  N  N2 
IB  I A  I2  I A  I A   1  I A
N2  N2 

IA N2  1 
    trafo elevador de corrente
IB N 1  N 2  a  1 
Autotransformador Ideal - Potências

Desde que I2=I1+Ic neste circuito, toda a corrente I1 é conduzida a I2.


Os volt-ampéres transferidos condutivamente, do primário ao secundário,
por um autotransformador abaixador, são

VA condutivos transferidos do primário ao secundário= V2I1

Uma vez que V2+Vp=V1, a diferença entre V1 e V2 (ou Vp) é a medida


da energia transformada. Assim, os volt-ampéres transferidos do primário
ao secundário, por ação de transformador, para um autotransformador
abaixador, são:

VA transformados transferidos do primário ao secundário=VpI1


Autotransformador: Abaixador

Potência aparente:
Sautotrafo  VA I A  VB I B  VB I1  I 2   VB I1  VB I 2

VBI1 é a potência diretamente transferida ao secundário pela corrente primária sem


qualquer transformação. Ela é chamada potência condutiva.
Scond  VB I1
VBI2 é a potência transferida ao secundário pela corrente I2 pela ação transformadora.
Ela é chamada potência transformada (ou eletromagnética).

S transf  VB I 2
Autotransformador Ideal - Potências

(a) Correntes e tensões no abaixador (b) Correntes e tensões no elevador

Para um autotransformador elevador prevalece a mesma lógica. Como mostra a figura


3.7(b), I2 é a parte de I1 que é transferida condutivamente. Desta maneira, os volt-ampéres
transferidos condutivamente do primário ao secundário, para um transformador elevador, são:

VA condutivos transferidos do primário ao secundário=V1I2

Desde que V2=Vs + V1, a diferença entre V2 e V1 (ou Vs) é uma medida da energia
transformada. Assim, os volt-ampéres transferidos do primário ao secundário, por ação de
transformador, para um transformador elevador, são:

VA transformados transferidos do primário ao secundário=VsI2


Autotransformador – Potência Total

(a) Correntes e tensões no abaixador (b) Correntes e tensões no elevador

Para ambos os autotransformadores, elevador e abaixador, a quantidade


total de energia transferida do primário ao secundário, medida em kVA é :

kVA (total)=kVA transferidos condutivamente + kVA transformados

Assim para um autotransformador abaixador: V2 I1 Vp I1


kVA total  
1000 1000

enquanto que, para um autotransformador elevador, V1I 2 Vs I 2


kVA total  
1000 1000
Autotransformador: análise a partir de trafo de dois enrolamentos
Transformador convencional:

E1 N1
 a
E2 N 2

I1 N 2 1
 
I 2 N1 a

S  V1 I1  V2 I 2
Autotransformador: análise a partir de trafo de dois enrolamentos
(a) Transformador de dois enrolamentos.
(b) Conexão polaridade subtrativa (ou aditiva).
Autotransformador – Polaridade subtrativa
Autotransformador: Abaixador

Relação de tensão:
N1  N1  N 2   N1  N 2 
V A  E1  E2  E2  E2   
 E2   VB
N2  N2   N2 
V A N1  N 2
  (a  1)  trafo abaixador de tensão
VB N 2
Relação de corrente:
N1  N1  N 2 
IB  I A  I2  I A  I A    I A
N2  N2 
IA N2  1 
    trafo elevador de corrente
I B N1  N 2  a  1 
Autotransformador: Abaixador

Comparação entre a potência transferida do primário para o secundário


em transformador convencional e autotransformador abaixador

S trafo  E1 I 1  E2 I 2


E
a
 a

S autotrafo  E1  E2 I 1   E1  1  I 1  1  1 E1 I 1

 
S autotrafo  1  1 S trafo
a
AUTO TRANSFORMADOR
• Diagrama do autotrafo elevador
• NC: enrolamento comum, SE: enrolamento série
Autotransformador: Elevador
I A  I2 VB E1 N1 1
  
VA E1  E2 N1  N 2 1  N 2
N1
VB 1
I B  I1  I 2
  trafo elevador de tensão
VA 1  1
VA a
I2
IB 1
VB  1
IA a

Sautotrafo  E1  E2 I 2  E1I 2  E2 I 2  aE2 I 2  E2 I 2


Sautotrafo  1  a S trafo
Conclusão para os dois casos elevador e abaixador: Sauto > Strafo
Isto ocorre porque a conexão elétrica entre os dois enrolamentos permite que uma
quantidade de energia adicional possa ser (eletricamente) transmitida para a carga além
da energia transmitida (magneticamente) através do campo magnético.
Obs: Os valores nominais de corrente de cada bobina do Trafo continuam sendo
respeitados como autotransformador.
Exemplo 1
• Um autotrafo de 400 espiras, operando como
abaixador no tap de 25%, supre para a carga 4.8kVA,
com FP=0.85 atrasado. A tensão de entrada do
transformador é 2400 V, 60Hz. Desprezando as
perdas, determine
– (a) a corrente da carga,
– (b) corrente de entrada,
– (c) a corrente transformada,
– (d) a potência aparente conduzida e transformada.
Exemplo 1

600 V
2400 V

a = NHS / NLS = 400/(0.25)(400) = 4


VLS = VHS / a = 2400 / 4 = 600 V
ILS = 4800 VA / 600 V = 8 A = Icarga
Exemplo 1
8A
2A 6A

• (b) ILINE = IHS = ILS / a = 8 A / 4 = 2 A


• (c) ITR = ILS – IHS = (8 – 2) A = 6 A
• (d) Scond = IHSVLS = (2 A)(600 V) = 1200 VA
Strans = ITRVLS = (6 A)(600 V) = 3600 VA
Exemplo 2

• Um trafo monofásico, 10 kVA, 60 Hz,


2400/240-V é utilizado com autotrafo
elevador, com uma tensão de entrada de
2640 V e saída de 2400 V.
• Determine
– (a) as correntes primária e secundária quando
operando como autotrafo;
– (b) A potência aparente nominal quando
operando como autotrafo.
Exemplo 2
Ligações como Transformador de dois Enrolamentos

10kV A
I 
LS
 41.67A
240V
41.67A
I 
HS
 4.167A
10
Exemplo 2
Ligações como Autotransformador

2400
S  (a  1)  S  (
at 2w
 1)  10  110kV A
240
Economia de cobre como Autotransformador

• Para a mesma potência de saída e relação de transformação, um autotransformador


requere menos cobre do que o transformador convencional de dois enrolamentos.
• Peso do Cobre (Cu) requerido em um enrolamento é proporcional ao número de
espiras e a da corrente ( NxI)
Transformador Convencional (dois enrolamentos)
• Peso do Cobre (Cu) requerido α (I1N1 + I2N2)
Autotransformador
• Peso do Cobre requerido na seção 1-2 α I1 (N1 – N2)
• Peso do Cobre requerido na seção 2-3 α (I2 – I1) N2
• Peso Total de Cobre requerido α I1 (N1 – N2) + (I2 – I1) N2
Economia de cobre como Autotransformador

Assim se K = 0.1, a economia de Cobre é somente 10% , mas se K = 0.9, a economia de Cobre é
90%.
Portanto, a economia de Cobre é maior quando a relação de transformação K é próxima de 1.
Rendimento do Autotransformador
. O autotransformador possui apenas um enrolamento, em
comparação aos dois do transformador convencional isolado.
Além disto, a corrente que circula na parte do enrolamento
comum é a diferença entre as correntes primária e secundária.
Estes dois fatores (um só enrolamento e a menor corrente)
tendem a reduzir também as perdas no cobre.

Também, como já visto, um autotransformador é menor que


um transformador comum de mesma potência; assim, as
perdas no núcleo são significativamente menores para a
mesma potência de saída num autotransformador.

P2 P1, a potência ativa absorvida pelo primário; e


%  P2 , a potência entregue pelo secundário.
P1
Rendimento do Autotransformador
O rendimento porém varia com a relação de transformação, ou seja, ele será mais
alto quando a relação de transformação se aproxima da unidade

Neste caso, toda a energia é transferida condutivamente e a corrente no transformador é


extremamente pequena (a corrente de excitação é muito baixa). As perdas variáveis no cobre
do enrolamento do transformador (figura (a)), são praticamente nulas, devido à resistência
relativamente baixa do enrolamento e à pequena corrente de excitação.

Mesmo na relação a=2:1, (figura 3(c)), apenas metade da corrente secundária de carga
aparece no enrolamento do transformador, reduzindo as perdas variáveis no cobre
consideravelmente em comparação a um transformador isolado que entrega os mesmos kVA à
carga.
Autotransformador em Sistemas de Distribuição
Se os autotransformadores são tão superiores, em relação aos transformadores
convencionais isolados, por que não se utilizam apenas autotransformadores?”

Dado um transformador de distribuição típico, isolado, de 23 kVA, 23/0.23 kV


(figura), e considerando um autotransformador projetado para a mesma finalidade
de reduzir a tensão de transmissão a um valor comercialmente seguro (230 V no
caso).
Imaginemos que um problema (no caso, um circuito aberto) ocorra ou no
primário ou no secundário do transformador isolado da figura 3.10(a). em
qualquer caso, não aparecerá tensão nos terminais da carga, e o transformador de
23 kVA será substituído logo que possível, após ser constatada a falta de tensão.

Uma abertura no enrolamento nos pontos (a) ou (b), como mostra a


figura 3.10(c), imediatamente aplica 23000 V à carga!

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