QUALIDADE ALIMENTAR E
LEGISLAÇÃO DOS
ALIMENTOS
GESTÃO EM ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO
Profa. Denise Esteves Moritz
UNISUL – Nutrição - 2016
SEGURANÇA DOS ALIMENTOS
I. Conceitos Gerais sobre Segurança dos Alimentos
• ¨ALIMENTOS SEGUROS¨ - Garantido por uma
série de medidas:
• Higiene Alimentar – Conjunto de regras, medidas
e condições que permitem garantir a segurança e
salubridade dos alimentos, em todas as etapas da cadeia
alimentar, produção, preparação, embalagem, transporte,
distribuição e venda, permitindo assim, preservar a saúde
do consumidor.
Como Garantir um alimento
I. Conceitos Gerais sobre Segurança dos Alimentos
seguro ?
• Através da implantação de sistemas de
qualidade e a preservação da higiene.
Quais os procedimentos para
II. Como implantar a segurança dos alimentos?
implantar a segurança dos alimentos?
Conhecer os princípios do Codex Alimentarius
(governo/Indústria/Consumidor).
Adotar o método de Análise de Perigos e Pontos
Críticos de Controle (APPCC).
Implantar Boas Práticas de Manipulação (BPM).
Realizar de práticas educativas junto aos
manipuladores de alimentos.
Conhecer as DTAs.
II. Como implantar a segurança dos alimentos?
APPCC
Segurança dos Alimentos
Histórico - APPCC
• Originou-se na Indústria Química, nos
anos 50 na Grã-Bretanha, aplicado à
segurança de plantas de energia nuclear;
• Início dos anos 60, a NASA começou a
adotar este sistema para a produção de
alimentos dos astronautas;
• Em 1971, foi apresentado pela primeira vez
nos EUA em uma Conferência Nacional
sobre Proteção de Alimentos e foi então
adotado pelo FDA - Food and Drug
Administration.
CODEX ALIMENTARIUS
A Comissão do Codex Alimentarius é um organismo
intergovernamental do qual participam 152 países.
- coletânea de padrões para alimentos, códigos de práticas e
outras recomendações
- ligado a FAO/OMS
- objetivo:
-produtos alimentícios sem riscos à saúde do consumidor
- comercialização segura entre os países
O CODEX adotou o APPCC nos Comitês de Higiene Alimentar
Análise dos Perigos e Pontos
II. Como implantar a segurança dos alimentos?
Críticos de Controle
• É um programa de controle de qualidade dinâmico e
preventivo, desde a matéria-prima até o produto final.
O sistema APPCC identifica pontos de perigos de
contaminação, permitindo correção rápida e eficiente.
Sua eficácia depende da implantação das Boas
Práticas de Manipulação (BPM) e da realização de
práticas educativas junto aos manipuladores de
alimentos.
APPCC
• APPCC: Análise de Perigos e Pontos Críticos
de Controle
HACCP: “Hazard Analysis and Critical Control
Points”
• Sistema PREVENTIVO: busca a produção de
alimentos inócuos.
• BASE: PREVENÇÃO e não a inspeção do
produto acabado.
Recomendado no:
MUNDO
• OMC (Organização Mundial do Comércio);
• FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e
Agricultura);
• OMS (Organização Mundial de Saúde);
BRASIL
• MS (Ministério da Saúde);
• MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento).
APPCC no BRASIL:
• Portaria 1428 MS - 1993, estabeleceu
obrigatoriedade e procedimentos para implantação
do Sistema APPCC nas indústrias de alimentos,
para vigorar a partir de 1994.
•Portarias do MAA:
- portaria nº 23, de 1993 - Pescado
- portaria nº 40, de 1997 - Bebidas e Vinagres
- portaria nº 46, de 1998 - Produtos cárneos,
lácteos, apículas, ovos e derivados, pescado
REFORÇANDO…..
A Portaria 1428 do MS preconiza normas para obrigatoriedade em
todas as indústrias de alimentos. Em 1998, a Portaria 40 do MAA,
atual MAPA, estabeleceu um manual de procedimentos baseado no
sistema APPCC para bebidas e vinagres e, logo em seguida, a Portaria
46 do MAPA, Brasil (1998), obrigou a implantação gradativa em todas
as indústrias de produtos de origem animal do programa de garantia
de qualidade APPCC, cujo pré-requisito essencial são as BPF.
PNQ*
Qualidade Total
ISO 14000
ISO 9000 ISO 22000
APPCC: Análise de Perigos e Pontos Críticos de
Controle
BPF : Boas Práticas de Fabricação
* - Prêmio Nacional da Qualidade
III.1 - OBJETIVO - APPCC:
Elaboração do alimento de maneira segura
para a saúde do consumidor
Comprovação, através de documentação
técnica apropriada, que o produto foi
elaborado com segurança.
III. 2 - DEFINIÇÃO - APPCC:
• É a aplicação metódica e SISTEMÁTICA da ciência e tecnologia
para planejar, controlar e documentar a produção SEGURA de
alimentos.
III.3 - Por que utilizar o APPCC?
- segurança de análise de produto final por
amostragem é relativa;
- análises muitas vezes destrutivas;
- análises microbiológicas são caras e
demoradas;
APPCC- controle DURANTE a produção com
base em princípios e conceitos PREVENTIVOS.
III.4 - Principais benefícios do APPCC
• garantia da segurança do alimento
• diminuição dos custos operacionais, pela redução de
retrabalho
• diminuição da necessidade de testes dos produtos
acabados
• redução da perda de matérias-primas e produtos
• maior credibilidade junto ao cliente
• maior competitividade na comercialização
• atendimento às Portarias do MS e do MAPA.
III.5 - Consequências dos perigos para o consumidor e para
a indústria
Pré requisitos para a Implantação do
APPCC?
PPHO – Procedimento Padronizado de Higiene
Operacional
III.6 - Elaboração do plano APPCC
GESTÃO do APPCC
- Comprometimento da Direção
- Definição do Coordenador do programa
- Formação da equipe multidisciplinar
- Disponibilidade de recursos e necessidades
- Treinamento da equipe
APPCC
Desenvolvimento de um plano APPCC
Objetivos:
- “seguir” todos os passos das operações;
- determinar quando há perda de controle de
um PCC;
- proporciona documentação utilizada na
verificação do plano APPCC.
APPCC
Desenvolvimento de um plano APPCC
1º- Formação da Equipe: equipe multidisciplinar
(engenharia, produção, saúde, tecnologia, química,
garantia de qualidade e microbiologia de alimentos)
A equipe deve:
a) identificar os perigos potenciais
b) definir níveis de severidade e risco
APPCC
SEVERIDADE: Dimensionamento da
gravidade do perigo quanto às consequências
Desenvolvimento de um plano APPCC
resultantes de sua ocorrência. Pode ser
classificada em: alta, média e baixa.
RISCO: Estimativa da possibilidade de
ocorrência de um perigo. Pode ser classificado
em: alto, médio ou baixo.
Exemplos: Riscos Perigos e Severidade
• Risco: Um piso molhado no setor de trabalho, tem suas
seguintes condições:
Piso molhado;
Passar no piso molhado;
Sinalizar ou Secar o piso molhado.
Qual o Perigo? Qto?
Qual o Risco? Qto?
Qual a Severidade? Qto?
APPCC
Desenvolvimento de um plano APPCC
A equipe deve (cont.):
c) recomendar controles, critérios e procedimentos
de monitoramento e verificação
d) recomendar as ações corretivas apropriadas ao
momento em que ocorre um desvio.
e) recomendar uma investigação relacionada com o
plano APPCC - verificação do plano
f) prever o êxito do plano APPCC
APPCC
Desenvolvimento de um plano APPCC
2- Descrição do alimento e método de distribuição
3- Identificação do uso específico e dos consumidores
4- Desenvolvimento de um diagrama de fluxo.
5- Verificação do fluxograma de produção
Os Sete Princípios do APPCC
1. Análise dos Perigos e medidas preventivas;
2. Identificação dos Pontos Críticos de Controle (PCC);
Desenvolvimento de um plano APPCC
3. Estabelecimento dos limites críticos (para medidas preventivas
monitoradas em cada PCC);
4. Estabelecimento dos Procedimentos de Monitorização dos PCC;
5. Estabelecimento das Ações Corretivas;
6. Estabelecimento dos Procedimentos de Verificação;
7. Estabelecimento dos Procedimentos de Registro.
SEGURANÇA DOS
ALIMENTOS
29
I. Introdução: Segurança de
Alimentos ou Segurança Alimentar?
30
Significa um alimento que, além de
apresentar as propriedades nutricionais
esperadas pelo consumidor, não lhe causa
danos à saúde, não lhe tira o prazer que o
alimento lhe deve oferecer
?
Adoção de práticas higiênicas no
manuseio e preparo dos
alimentos. (CHIARINI; ANDRADE,
2004)
31
PERIGOS???
Perigos biológicos: bactérias, vírus, fungos, toxinas
microbianas, como também determinadas plantas,
cogumelos e peixes que carregam toxinas prejudiciais.
Perigos químicos: agrotóxicos, antibióticos, promotores
de crescimento, lubrificantes, tintas, metais tóxicos que
são extraídos de utensílios e equipamentos de cozinha
impropriamente construídos.
Perigos físicos: fragmentos de vidro, metal, madeira,
cabelo, rebarbas de abertura de latas ou outros objetos
que possam causar dano físico ao consumidor como:
feridas na boca, dentes quebrados ou outro tipo de
lesão.
32
Enfermidades por Alimentos
Fonte: MAPA - Produção Integrada no Brasil - 2007 33
Fonte: MAPA - Produção Integrada no Brasil - 2007 34
População de Alto Risco para
Doenças de Origem Alimentar:
- crianças;
- gestantes;
- pessoas idosas;
- pessoas com sistema imunológico
enfraquecido (doentes,
deprimidas);
- pacientes sob tratamento com
medicamentos.
Alimentos com Maior Probabilidade
de se Tornarem Perigosos
Fatias de melão/melancia
Aves domésticas
Leite e produtos
lácteos Misturas de óleo e alho
Mariscos e
Crustáceos
Brotos ou
sementes cruas
Tofu
(queijo)
Carne: porco,
vaca e cordeiro Peixe
Arroz cozido, feijão
Ovos ou outros alimentos
in natura Batatas assadas ou cozidas Alimentos a
de plantas aquecidas
base de soja
Integração de Programas
Sistema Agropecuário de
Prod. Integrada (SAPI)
37
ORGANIZAÇÃO NO BRASIL
2006 - MAPA
Fórum Permanente de Discussões 38
Garantir um alimento Seguro
COMO?
39
[Link] de um alimento
Seguro
• boa qualidade das matérias-primas;
• adequada industrialização;
• distribuição e comercialização bem conduzidas;
• perfeito sistema de controle de qualidade;
• Legislação alimentar clara e compreensível;
• esquemas de auditoria e de vigilância sanitária
governamentais competentemente sintonizadas com a
realidade da região, bem aparelhadas e, sobretudo,
conscientes de seu papel educativo. (PANETTA, 2012). 40
Resolução Diretoria Colegiada (RDC)
no216 da ANVISA
• Necessidade de constante aperfeiçoamento das ações
de controle sanitário na área de alimentos visando à
proteção à saúde da população;
• Considerando a necessidade de harmonização da ação
de inspeção sanitária em serviços de alimentação, e
também a necessidade de elaboração de requisitos
higiênico-sanitários gerais para serviços de
alimentação aplicáveis em todo território nacional.
41
II. COMO SE OBTER ALIMENTOS
SEGUROS?
• As principais ferramentas para o controle dos perigos
associados aos alimentos:
–Boas Práticas Agrícolas – [Link]
–Boas Práticas de Fabricação -2. BPF
–Procedimentos Padronizados de Higiene
Operacional- [Link]
- Análise de Perigo e Pontos Críticos de Controle –
[Link]
42
CADEIA PRODUTIVA DO ALIMENTO (Bom começo)
Seleção de
Fornecedores 1. BPA
O estabelecimento deve
especificar os critérios para
avaliação e seleção dos
fornecedores de matérias-primas,
Produção Primária ingredientes e embalagens.
Empreendimento: recursos
humanos e sistematização da
informação
Indústria
Portaria MAPA
368
09/1997
43
2. BPF é uma Lei?
44
[Link]
2. BOAS PRÁTICAS DE FABRICAÇÃO EM
ESTABELECIMENTOS DA ÁREA DE ALIMENTOS
• Base Legal
Portaria SVS/MS n. 326, de 30 de julho de 1997
Regulamento Técnico sobre Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
práticas de Fabricação para Estabelecimentos Produtores/
Industrializadores de alimentos
Resolução-RDC n. 275, de 21/10/02
Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados
aplicados aos Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de
Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em
Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos.
Resolução-RDC nº216, de 15 de setembro de 2004
Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para
Serviços de Alimentação
2. BPF - ÂMBITO DE APLICAÇÃO
SERVIÇOS DE ALIMENTAÇÃO: cantinas, bufês, comissarias,
confeitarias, cozinhas industriais, cozinhas institucionais,
delicatéssens, lanchonetes, padarias, pastelarias, restaurantes,
rotisserias e congêneres
•Manipulação
•Preparação Exclusão das cozinhas
instaladas em
•Fracionamento Estabelecimentos
•Armazenamento Assistenciais de Saúde
•Distribuição
Comissarias devem
•Transporte obedecer, ainda, aos
•Exposição à venda regulamentos específicos
•Entrega de alimentos
preparados ao
consumo RDC 216
ANVISA
09/2004
2. BPF = BOAS PRÁTICAS FABRICAÇÂO
Procedimentos que devem ser adotados em serviços de
alimentação, a fim de garantir a qualidade higiênico sanitária e
a conformidade dos produtos elaborados às normas.
Edificação ,
instalações, Manejo dos
equipamentos e Armazenamento e
Resíduos transporte do
utensílios alimento pronto
Manipuladores
Higiene da edificação Exposição ao
instalações, equipamentos consumo
e utensílios
Matérias-primas,
ingredientes e Documentação e
Controle Integrado de embalagens registro
Vetores e Pragas
Urbanas
Preparação do Responsabilidade
Abastecimento de alimento
água
RDC 216 Empreendimento: recursos humanos e
09/2004 sistematização da informação
47
3. PPHO
PROCEDIMENTOS PADRONIZADOS DE
HIGIENE OPERACIONAL
– Manutenção geral
– Substâncias usadas para limpeza e sanificação
– Armazenamento de materiais tóxicos
– Controle integrado de pragas
– Higiene das superfícies de contato com alimentos
– Armazenamento e manipulação de equipamentos
e utensílios limpos
– Retirada de lixo e resíduos
48
DOCUMENTAÇÃO E REGISTRO
Os estabelecimentos devem implementar
Procedimentos Operacionais Padronizados e as Boas
Práticas devem estar documentadas e acessíveis aos
funcionários (Manual)
Os Procedimentos devem conter as instruções
sequenciais das operações, a frequência de execução,
o nome, o cargo ou a função dos responsáveis.
Devem ser aprovados, datados, assinados pelo
responsável pelo estabelecimento
PROCEDIMENTO OPERACIONAL DATA:
PADRONIZADO
REVISÃO:
DOCUMENTO Nº FOLHA Nº:
POP-07
Código Aprov.
EMPRESA por
Emissão Emitido
por
Capítulo Título
Tipo Documento Nº Folha
Emissão Revisão
Título
Higienização do Reservatório de Água
Modelo de Procedimento OBJETIVO DO PROCEDIMENTO
Operacional Padronizado CAMPO DE APLICAÇÃO
DEFINIÇÕES/ TERMINOLOGIA
DESCRIÇÃO DO PROCEDIMENTO
Descrição de atividades
Definição de responsabilidades
FLUXOGRAMA
DOCUMENTAÇÃO
Documentos envolvidos
Distribuição
Arquivamento e tempo de retenção
ANEXOS
4. ANÁLISE DE PERIGOS E PONTOS CRÍTICOS
DE CONTROLE - APPCC
7 PRINCÍPIOS:
• Identificação e análise de perigos
• Identificação dos Pontos Críticos de Controle (PCC)
• Definição dos Limites para cada PCC
• Definição do sistema de monitoramento
• Definição das medidas e ações corretivas
• Definição dos procedimentos de verificação do
sistema
• Definição dos registros e documentação do sistema
51
II. COMO SE OBTER ALIMENTOS SEGUROS?
5. Análise de Risco - AR
1. Avaliacão de Risco
2. Gestão de Risco
3. Comunicacão de Risco
• É fundamental o controle dos perigos associados aos
alimentos em toda a cadeia produtiva, da sua origem a mesa
do consumidor.
Ação corretiva – Qualquer medida a ser adotada quando os resultados de
monitoramento dos Pontos Críticos de Controle (PCC) indicarem uma perda no
controle do processo.
52
APOIO INSTITUCIONAL
53
II.1. BPF
Boas Práticas de
Fabricação¨
54
Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação
em Estabelecimentos da Área de Alimentos
• ESTRUTURA DA LISTA DE VERIFICAÇÃO
A- Identificação da Empresa
B- Avaliação
1- Edificação e Instalações
– Área externa, Acesso, Ventilação, Iluminação, Piso, Tetos, Paredes e divisórias,
Portas e Janelas, Instalações sanitárias e Vestiários: material, conservação,
localização.
– Limpeza e Sanificação: procedimentos (concentração, tempo,
responsável, frequência), controles e registro.
– Abastecimento de água potável: tipo de fornecimento, controle,
condições gerais.
– Destino de Resíduos, Layout.
55
Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em
Estabelecimentos da Área de Alimentos
B- Avaliação....
2- Equipamentos, Móveis e Utensílios
- Material, conservação, localização.
– Limpeza e Desinfecção: procedimentos (concentração, tempo, responsável,
freqüência), controles e registro.
3- Manipuladores
– Vestuário: condições, limpeza.
– Hábitos Higiênicos.
– Estado de Saúde.
56
Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em
Estabelecimentos da Área de Alimentos
B- Avaliação ....
4- Fluxo de Produção
- Matéria-prima e Insumos: localização, controle de fornecedores,
armazenamento, rede de frio.
– Fluxo de Produção: ordenamento.
– Manipulação de Alimentos: condições, tempo.
– Embalagem/Rotulagem: condições gerais e dizeres de rotulagem.
– Armazenamento: controles e condições gerais.
– Transporte do Produto Final.
57
Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em
Estabelecimentos da Área de Alimentos
B- Avaliação ...
5- Programas de Controle de Qualidade
- Manual de BPF: presença e compatibilidade
– Manutenção de equipamentos: procedimentos e controles.
– Controle de Pragas: procedimentos, controles, uso de produtos
autorizados.
– Programa de Treinamento de Pessoal e Supervisão: registros.
– Programa de Recolhimento: procedimentos e registros.
– Controle de Qualidade do Produto Final: registros.
58
C. Lista de Verificação das Boas Práticas de
Fabricação em Estabelecimentos da Área de
Alimentos (Indústrias de Alimentos)
• A ficha de avaliação será preenchida utilizando-se
as opções SIM , NÃO e NÃO SE APLICA (NA).
• Os itens serão classificados em função da
segurança do produto, sendo divididos em itens:
IMPRESCINDÍVEIS (I) e NECESSÁRIOS (N).
• Os estabelecimentos serão classificados de
acordo com o percentual de itens
IMPRESCINDÍVEIS.
59
Lista de Verificação das Boas Práticas de
Fabricação em Estabelecimentos da Área de
Alimentos
• D. CLASSIFICAÇÃO DOS ESTABELECIMENTOS
GRUPO 1: 100 A 70% de atendimento dos itens
imprescindíveis;
GRUPO 2: 69 A 30% de atendimento dos itens
imprescindíveis;
GRUPO 3: 29 A 0% de atendimento dos itens
imprescindíveis.
60
E. DEFINIÇÕES
Estabelecimento onde o alimento é
manipulado, preparado, armazenado e ou Serviços de
exposto à venda, podendo ou não ser Alimentação
consumido no local
Alimentos cozidos, mantidos quente
Alimentos cozidos mantidos
refrigerados, congelados ou à
Alimento preparado temperatura ambiente
Alimentos crus, mantidos
refrigerados ou à temperatura
ambiente
61
EDIFICAÇÃO, INSTALAÇÕES,
EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS
Fluxo ordenado e dimensionamento compatível
Lavatórios exclusivos para higiene das mãos na
área de manipulação
Manutenção programada e periódica dos
equipamentos e utensílios e calibração dos
equipamentos de medição
Empreendimento: estrutura física e gerenciamento
62
HIGIENIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES,
EQUIPAMENTOS, MÓVEIS E UTENSÍLIOS
Funcionários devidamente capacitados para a
atividade
Procedimentos – devem ou não ser documentados
(exclui utensílios) e registrados (atividades não
rotineiras)
RESERVATÓRIO DE ÁGUA
Reservatório de água higienizado no intervalo
máximo a cada 6 meses
Empreendimento: recursos humanos e materiais
63
MANIPULADORES
Os manipuladores devem ser supervisionados e
capacitados periodicamente em:
Higiene pessoal
Manipulação higiênica dos alimentos
Doenças transmitidas por alimentos
Periodicidade da capacitação definida pela
empresa
Uniforme de uso exclusivo as dependências
internas do estabelecimento
Empreendimento: recursos humanos
64
Higiene e saúde dos manipuladores
65
PREPARAÇÃO DO ALIMENTO
Tempo de exposição das matérias-primas e ingredientes
perecíveis deve ser o mínimo necessário para a preparação
– compatibilidade entre manipuladores x equipamentos x
diversidade e complexidade das preparações.
As matérias-primas e ingredientes não utilizados em sua
totalidade devem ser identificados com:
Designação ou nome do produto
Data do fracionamento
Prazo de validade após a abertura do produto ou
retirada da embalagem original
O contato direto ou indireto entre alimentos crus, semi-
preparados e prontos para o consumo deve ser evitado
66
PREPARAÇÃO DO ALIMENTO
Tratamento térmico
Todas as partes do
alimento deve atingir a Tº
mínima de 70ºC Manutenção à quente
Ao se usar temperaturas Tº superior a 60ºC por, no
inferiores, deve ser máximo, 6 horas
aumentado o tempo
Óleos e gorduras aquecidos
a temperaturas não Resfriamento
superiores a 180ºC Deve ser rápido, reduzindo a
Tº de 60ºC a 10ºC
em até 2 horas e, em seguida
submeter o alimento
Descongelamento
Sob refrigeração inferior a sob refrigeração ou
5ºC congelamento
Em forno microondas, Refrigeração: Tº inferior a 5ºC
quando for imediatamente Congelamento:
submetido ao cozimento Tº igual ou inferior a – 18ºC
67
PREPARAÇÃO DO ALIMENTO
Validade máxima de 05 dias
para alimentos prontos e
conservados sob refrigeração à
T° de 4°C ou inferior Alimento pronto, armazenado sob
refrigeração ou congelamento, deve
ter etiqueta constando:
A temperatura deve ser
regularmente monitorada Designação ou nome do produto
Data de preparo
Prazo de validade
Alimentos crus devem passar
por rigorosa seleção e, quando
aplicável, ser higienizados
Implementar o controle e
garantia dos alimentos
preparados
68
EXPOSIÇÃO AO CONSUMO
Equipamentos devidamente dimensionado para
exposição do alimento pronto:
Temperatura controlada e monitorada
Bom estado de conservação, funcionamento e
higiene
Barreiras de proteção
Empreendimento: equipamentos e recursos humanos
69
Exposição ao Consumo
Balcão térmico Balcão refrigerado
Tº inferiores a 5ºC
Tº > 60ºC por 6 horas
70
EXPOSIÇÃO AO CONSUMO
Os manipuladores ao
utilizarem luvas e pegadores
devem adotar procedimentos
para evitar a contaminação dos
alimentos
Área reservada para pagamento
das despesas
Os utensílios utilizados na área de consumação
(copos, talheres, pratos) devem ser descartáveis
ou devidamente higienizados
Os ornamentos e plantas localizados na área de
consumação não devem constituir fontes de
contaminação dos alimentos prontos ao consumo
71
EXPOSIÇÃO AO CONSUMO...
Base legal e científica sobre as
temperaturas de conservação
dos alimentos
72
CONDIÇÃO TEMPERATURA REFERÊNCIA RESOLUÇÃO
Refrigeração de WHO, 1999. Basic Food Safety for Health
Temperatura inferior a
alimentos Workers. Chapter 3: Factors leading to Item 4.8.16
5ºC
preparados microbial foodborne illness
Resfriamento de CAC/RCP 39-1993. Code of Hygienic Practice
Reduzir de 60ºC a Item 4.8.16
alimentos for Precooked and Cooked Foods in Mass
10ºC em até 2 horas
preparados Catering. Item 7.7.2
Congelamento de Temperatura igual ou CAC/RCP 39-1993. Code of Hygienic Practice Item 4.8.16
alimento inferior a for Precooked and Cooked Foods in Mass
–18ºC Catering. Item 2.12
Manutenção a Temperatura superior a CAC/RCP 43-1997. Rev. 1-2001. Revised Code
quente de alimentos 60ºC por no máximo 6 of Hygienic Practice for the Preparation and Item 4.8.15
preparados horas Sale of Street Foods. Item [Link]
Todas as partes do
Tratamento térmico WHO, 1999. Basic Food Ssfety for Health Item 4.8.8
alimento atinjam no
do alimento Workers. Chapter 3: Factors leading to
mínimo 70ºC
microbial foodborne illness
Prazo máximo de Quando conservado a CAC/RCP 39-1993. Code of Hygienic Practice Item 4.8.17
consumo do 4ºC, ou inferior, deve for Precooked and Cooked Foods in Mass
alimento preparado ser de 5 dias Catering. Item 7.7.3 e 7.7.4
CAC/RCP 39-1993. Code of Hygienic Practice
Aquecimento de Não superior a 180ºC Item 4.8.11
for Precooked and Cooked Foods in Mass
óleos e gorduras Catering. Item 7.5
73
II.2 - POP - Procedimentos Operacionais
Padronizados
Higienização de instalações, equipamentos e móveis
Controle integrado de vetores e pragas urbanas
Higienização do reservatório de água
Higiene e saúde dos manipuladores
Empreendimento: recursos humanos, gerenciamento e sistematização
da informação
74
II.3 - OUTROS REGISTROS
Troca periódica dos filtros e manutenção do sistema de
climatização
Manutenção dos equipamentos, utensílios, calibração
dos instrumentos ou equipamentos de medição
Operações de limpeza não rotineiras
Higienização do reservatório de água
Capacitação e controle de saúde dos manipuladores
Controle e garantia da qualidade dos alimentos
preparados
75
II.4 - RESPONSABILIDADE
Deve ser o proprietário ou funcionário
designado devidamente capacitado, em curso que
aborde, no mínimo:
Contaminantes alimentares
Doenças transmitidas por alimentos
Manipulação higiênica dos alimentos
Boas Práticas
Empreendimento: recursos humanos
76
Introdução
III. RISCOS BIOLÓGICOS
77
SEGURANÇA DOS ALIMENTOS
É garantida pela higienização do estabelecimento, dos utensílios,
equipamentos e hábitos de higiene dos manipuladores.
FATORES QUE FAVORECEM A MULTIPLICAÇÃO
MICROBIANA - Perigo Biológico
temperatura,
umidade,
tempo de exposição,
presença de microrganismos nas cozinhas.
Adoção de práticas higiênicas no manuseio e preparo dos
alimentos. (CHIARINI; ANDRADE, 2004).
78
Como o Alimento se Torna Perigoso do Ponto
de Vista dos Perigos Biológicos
Abuso de Tempo–Temperatura – Quando o alimento
é deixado ficar tempo excessivo em temperaturas
que favoreçam o crescimento de microrganismos.
Fatores que resultam em DTA:
• Deficiência nas temperaturas exigidas na manutenção ou
armazenamento de alimentos;
• Deficiência no cozimento ou reaquecimento de alimentos em
temperaturas que matem os microrganismos;
• Deficiência no resfriamento correto dos alimentos;
Contaminação Cruzada: Ocorre quando os microrganismos
patogênicos são transferidos de uma superfície ao alimento para
outro alimento.
Fatores que resultam em DTA:
• O acréscimo de ingredientes crus, contaminados, a
alimentos que não passam por novo cozimento, como no
preparo de salpicão ou maionese de legumes.
• Superfícies de contato com alimentos (como equipamentos
e utensílios) que não são limpas e sanitizadas antes de
entrar em contato com alimentos cozidos ou prontos para o
consumo.
• Deixar que o alimento cru toque ou solte fluidos em
alimento cozido ou pronto para o consumo.
• Preparação de alimentos um dia ou mais antes de
serem servidos.
• Mãos que tocam alimento contaminado (em geral
cru) e, em seguida, tocam alimento cozido ou
pronto para o consumo.
• Panos de limpeza contaminados que não são
limpos e sanitizados antes de serem usados em
outras superfícies que entram em contato com o
alimento.
• Higienização inadequada de equipamentos e
utensílios que entram em contato com o alimento.
Procedimentos Importantes para Garantir a
Segurança dos Alimentos
Controlando o Tempo e a Temperatura:
Os microrganismos não sobrevivem nem se
reproduzem fora de determinados limites de
temperatura.
QUALIDADE quem faz?
83
Referência:
Oliveira. D. A.N - Gerente de
Qualificação Técnica em
Segurança de Alimentos. ANVISA.
Acesso em set. 2016.
84
III.1 - Doenças Transmitidas por Alimentos
DTA´s
Exemplos de DTAs no Brasil
FONTE: SILVA, E. P. et al. (2010) - Foods and etiologic agents involved in foodborne diseases in the region of
Ribeirão Preto city, State of São Paulo, Brazil – 2005 to 2008.
Sinais e Sintomas DTAs
Campylobacter
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Salmonella
Sinais e Sintomas DTAs cont…
E. Coli
Sinais e Sintomas DTAs cont…
E. coli enteropatogênica
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Shiguella
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Listeria monocytogenes
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Yersinia
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Staphylococcus aureus
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Clostridium
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Vibrio spp
Sinais e Sintomas DTAs cont…
Vírus