Espectroscopia UV-Vis: Fundamentos e Aplicações
Espectroscopia UV-Vis: Fundamentos e Aplicações
MÉTODOS ESPECTROSCÓPICOS
UFRN - 2018.2
Espectroscopia de ultravioleta e visível
Espectro eletromagnético
Espectro de bandas
Linhas espectrais são
observadas nos espectros
de átomos isolados.
Bandas espectrais são
observadas em espectros
de espécies poliatômicas.
[Cr(NH3)6]3+
Orbitais atômicos
do Mn7+ Orbitais do O2-
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA TERRA
INSTITUTO DE QUÍMICA
1 1 1
R( - 2) Equação de Rydberg
2
n f ni
Linha de H (Z =1) He+ (Z =2) Li2+ (Z =3) Be3+ (Z =4) B4+ (Z =5)
Lyman 10,19 40,76 91,71 163,04 254,75
Balmer 1,88 7,52 16,92 30,08 47,00
Pashen 0,66 2,64 5,94 10,56 16,50
Bracket 0,31 1,24 2,79 4,96 7,55
Energias em elétron volt (eV)
Essa equação (de Bohr, generalizada) não funciona para cálculo das energias de elétrons em
átomos ou íons multieletrônicos.
Energia dos elétrons nos átomos
Algumas observações:
−𝒉𝟐 𝝏𝟐 𝝏𝟐 𝝏𝟐 𝒁𝒆𝟐
+ + − 𝚿 𝐱, 𝐲, 𝒛 = 𝐄𝚿(𝐱, 𝐲, 𝐳)
𝟖𝝅𝟐 𝒎 𝝏𝒙𝟐 𝝏𝒚𝟐 𝝏𝒛𝟐 𝟐 𝟐
𝟒𝝅𝜺𝟎 𝒙 + 𝒚 + 𝒛𝟐
Faixa de medidas mais usadas: 50.000 a 10.000 cm-1 (200 a 1000 nm).
Assim esses números quânticos são bem apropriados para descrever os estados
energéticos do hidrogênio e dos hidrogenóides, desde que se façam combinações
entre eles.
Número quântico principal, n = 1, 2, 3, ...... (Identificam os níveis eletrônicos).
Número quântico secundário, l = 0, 1, 2, ..., n – 1. (identificam os subníveis).
Número quântico magnético, ml = l , l - 1, l - 2, .., -l. (identificam os orbitais).
Número quântico spin ½.
Número quântico ms = +1/2, -1/2
Para átomos ou íons polieletrônicos essas combinações também podem ser feitas
com resultados não exatos mas muito bons, conforme veremos a partir de agora.
Pergunta: Como surgiram os números quânticos (n, l, ml, s e ms)?
MIOCROESTADOS DE SISTEMAS p2
Número de microestados:
e2 S = s1 + s2
S=½+½=1
Em UV-Vis, os 3 últimos termos
(2S +1)L
j
são os mais importantes.
Acoplamento dos momentos angulares orbitais
Em átomos multieletrônicos, os números quânticos n, l, ml s e ms, por si só, não
expressam as energias dos elétrons.
Também ocorrem acoplamentos dos vetores definidos pelos números quânticos dos
momentos angulares de spin, gerando o número quântico do momento angular de
spin atômico (S).
J=L+S
Esses números quânticos definem os termos ou símbolos dos estados energéticos dos
elétrons nos átomos, expressos na forma:
Exemplos:
n = 1, 2, 3, ... h/2π
l = 0, 1, 2, ... h/2π L = 0, 1, 2, ... h/2π
s = 1/2 h/2π ms = +1/2 ou -1/2 h/2π
S = 0, ½, 1, 3/2, 2, ... h/2π J = 0, ½, 1, 3/2, 2 ... h/2π
Algumas observações sobre números quânticos eletrônicos e atômicos
O momento angular orbital é determinado pela movimentação do elétron no
átomo, e é representado pelo número quântico l.
O momento angular de spin é um parâmetro próprio do elétron, e é representado
pelo número quântico s.
O magnetismo associado a cada um desses números quântico é expresso por um
vetor cujo módulo é zero ou um número inteiro positivo para l, e ½ para s.
Os momentos angulares atômicos ou totais (L, S e J) resultam de interações entre
os momentos angulares de cada elétron num átomo.
Essas interações (ou acoplamentos) se fazem na forma de combinações vetoriais.
Essas combinações são quantizadas, as que ocorrem entre l sempre resultam em
números quânticos (L) inteiros; as que ocorrem entre s geram números quânticos
(S ) inteiros ou fracionários; e as que envolvem l e s geram números quânticos (J)
inteiros ou fracionários.
As combinações vetoriais quânticas possíveis (mas nem sempre reais) podem se
fazer na forma de somas ou de outras formas acoplamentos vetoriais.
Acoplamento dos momentos angulares orbitais (Repetindo explicação)
Número quântico do momento angular orbital (li)
Número quântico do momento angular orbital atômico (L) – Somatória de li.
Momento angular orbital atômico
e2
Elétron girando no sentido anti horário
L= l1 + l2
L L= 0, 1, 2, 3, ......
l1
l1 Momento angular orbital atômico é uma grandeza
vetorial, logo tem módulo e orientação.
Por princípio quântico, para cada valor de L
existem 2L + 1 valores de ML, variando de L a -L
l2
Orbital p
l1 l1 l2 L=0
l=1 l1
L=1 Estado S
L=2 Estado P
l2 Estado D
Os valores de L são os números quânticos do
momento angular orbital total (ou atômico), e
são obtidos por combinações dos momentos
ML=2 angulares orbitais de cada elétron no subnível.
2
ML=1
1
1 ML=1
0 ML=0 0 ML=0
O número de orientações dos
-1 ML=-1 momentos angulares orbitais
ML=-1 -1
atômicos é dado por 2L + 1.
-2
ML=-2
Acoplamentos dos momentos angulares da configuração np2
Valores de S e de MS: S = 1/2 + 1/2 = 1 S = 1/2 - 1/2 = 0
s=½ S=1 s=½ s = -½ S = 0
s=½
1 MS=1
n
0 MS=0 M S (ms )i MS = S, S-1, S-2, ...., -S
i 1
-1 MS=-1
Acoplamentos dos momentos angulares da configuração np2
Os valores de J são obtidos por combinações vetoriais entre L e S. Em sistemas p2
L = 2, 1 ou 0 e S = 1 ou 0)
J=0
Acoplamentos dos momentos angulares da configuração p2
Acoplamentos L-S ou acoplamentos de Russell-Saunders
J=0
Estados espectroscópicos: 3D3, 3D2, 3D1, 1D2, 3P2, 3P1, 3P0, 1P1, 3S1 e 1S0 (Teóricos)
Os estados espectros-
cópicos existentes para
a configuração p2 são
definidos por combina-
ções dos arranjos
eletrônicos.
Vamos identificar os
arranjos determinan-
O ordenamento das energias desses estados é estabelecido com o uso das regras de Hund.
Diagrama de Energia dos Termos da configuração p2 - Regras de Hund
Como já visto, os estados espectroscópicos em espécies p2 são: 3P0, 3P1, 3P2, 1D1 e 1S0.
Parâmetros determinantes das energias dos estados
espectroscópicos:
S, L e J.
Regras de Hund:
1) O estado de menor energia é o que tem o maior
valor de S.
2) Para estados com o mesmo valor de S, o de
menor energia é o que tem o maior valor de L.
3) Entre estados com os mesmos valores de S e de
L, o de menor energia é o que tem:
a) o menor valor de J, se o subnível estiver com
até a metade de sua capacidade eletrônica
(p1 a p3 e d1 a d5);
b) o maior valor de J, se o subnível estiver com
mais da metade de sua capacidade eletrônica
(p4 e p5 e d6 a d9).
Diagrama de Energia dos Termos da configuração p2 - Regras de Hund
Como já visto, os estados espectroscópicos em espécies p2 são: 3P0, 3P1, 3P2, 1D1 e 1S0.
Parâmetros determinantes das energias dos estados
espectroscópicos:
S, L e J.
Regras de Hund:
1) O estado de menor energia é o que tem o maior
valor de S.
2) Para estados com o mesmo valor de S, o de
menor energia é o que tem o maior valor de L.
3) Entre estados com os mesmos valores de S e de
L, o de menor energia é o que tem:
a) o menor valor de J, se o subnível estiver com
até a metade de sua capacidade eletrônica
(p1 a p3 e d1 a d5);
b) o maior valor de J, se o subnível estiver com
mais da metade de sua capacidade eletrônica
(p4 e p5 e d6 a d9).
Diagrama e energias dos termos referentes à configuração p2 do carbono
Sem interação
intereletrônica
Diagrama de energia dos termos referentes à configuração p2 do carbono
Sem interação
intereletrônica
cm-1
21648 1S
0
1D
10193 2
3P
2
43,5
3P 16,4
1
0 3P
0 0
C
Energia dos Termos referentes à configuração p2 em cm-1
Átomo 3P 3P 3P 1D 1S
0 1 2 2 0
Qual a razão das energias das transições aumentarem do carbono para o chumbo?
A carga nuclear efetiva aumenta.
Qual a razão para a quebra de sequência das energias de transição de 1D2 para 1S0?
Os acoplamentos spin-orbital passam a ser diferentes. Em lugar de L-S gerando J,
passa a ser l-s gerando j e jj gerando J.
Acoplamento jj
Átomo 3P 3P 3P 1D 1S
0 1 2 2 0
Quando estes elementos são colocados dentro de um campo magnético seus cinco
estados espectroscópicos são desdobrados, aparecendo 15 estados espectroscópicos.
Você poderia explicar porque isso ocorre?
Diagrama de energia dos termos referentes à configuração p2
ml ml Estado
ML MS MJ Símbolo do
1 0 -1 ML MS MJ espectroscóp
1 0 -1 termo
ico completo
1 1/2 3/2 1 1/2 3/2 2P
3/2
0 1/2 1/2 0 1/2 1/2 2P
2P 1/2
-1 1/2 -1/2 -1 1/2 -1/2 3/2 2P
-1/2
1 -1/2 1/2 -1 -1/2 -3/2 2P
-3/2
0 -1/2 -1/2 1 -1/2 1/2 2P 2P
1/2
1/2
-1 -1/2 -3/2 0 -1/2 -1/2 2P
-1/2
Arranjos eletrônicos e termos espectroscópicos de sistemas p3
ml ml Símbolo
ML MS MJ do termo
1 0 -1 ML MS MJ 1 0 -1
1 0 3/2 3/2 1 1/2 3/2
2 0 1/2 1/2 1 -1/2 1/2
3 0 ½ 1/2 0 1/2 1/2 2P
4 0 1/2 1/2 0 -1/2 -1/2
5 0 -3/2 -3/2 -1 1/2 -1/2
6 0 -1/2 -1/2 -1 -1/2 -3/2
7 0 -1/2 -1/2 2 1/2 5/2
8 0 -1/2 -1/2 2 -1/2 3/2
9 2 1/2 5/2 1 1/2 3/2
10 1 1/2 3/2 1 -1/2 1/2
11 2 -1/2 3/2 0 1/2 1/2 2D
12 1 -1/2 1/2 0 -1/2 -1/2
13 1 1/2 1/2 -1 1/2 -1/2
14 -1 1/2 -1/2 -1 -1/2 -3/2
15 1 -1/2 1/2 -2 1/2 -3/2
16 -1 -1/2 -3/2 -2 -1/2 -5/2
17 -1 1/2 3/2 0 3/2 3/2
18 -2 1/2 -3/2 0 1/2 1/2 4S
19 -1 -1/2 -3/2 0 -1/2 -1/2
20 -2 -1/2 -5/2 0 -3/2 -3/2
Configurações e multiplicidades dos estados fundamentais
das configurações pn em átomos ou íons livres
p0 P1 p2 p3
p6 p5 p4
3P ou 3P2
p2 e p4 2 1 3 Tripleto 0
3 3/2 4 Quarteto 4S
P3 3/2
3G , 3G ,3G , 3F , 3F , 3F , 3D , 3D , 3D , 3P , 3P , 3P , 3S , 1G , 1F , 1D , 1P e 1S0
5 4 3 4 3 2 3 2 1 2 1 0 1 4 2 2 1
L= 1 e S = 1 3P (9 arranjos)
L= 4 e S = 0 1G (9 arranjos)
L= 2 e S = 0 1D (5 arranjos)
L= 0 e S = 0 1S (1 arranjo)
Termos Espectroscópicos da configuração d2
ml 2 1 0 -1 -2
Estado fundamental
nd
L= 3 e S = 1
Nos 45 microestados de sistemas d2, o maior valor do par S e L ocorre com S = 1 e
L = 3, sendo, portanto, um estado 3F, composto por 21 microestados.
(2 x 3 +1) x (2x1 + 1) = 21
ML: 3, 2, 1, 0, -1, -2, -3
MS: 1, 0, -1
ml 2 1 0 -1 -2
Estado excitado
nd
L= 4 e S = 0
O próximo maior valor do par S e L ocorre com S = 0 e L = 4, sendo um estado 1G,
composto por 9 microestados.
(2 x 4 +1) x (2x0 + 1) = 9
ML : 4, 3, 2, 1, 0, -1, -2, -3 e -4
MS = 0
Dos 6 microestados restantes, o de maior é S = 0 e L = 2, sendo um estado 1D,
composto por 5 microestados.
ml 2 1 0 -1 -2
(2 x 2 +1) x (2x0 + 1) = 5
nd
ML : 2, 1, 0, -1, -2
MS = 0
Termos Espectroscópicos da configuração d2
ml 2 1 0 -1 -2
Estado excitado
nd
L= 0 e S = 0
Para o último microestado, S = 0 e L = 0, sendo um estado 1S.
ML = 0
MS = 0
Mas, ...
Termos Espectroscópicos das configurações dn
Observações:
1) A regra da máxima multiplicidade de spin é confiável para definir o estado fundamental,
falhando frequentemente, na definição dos estados excitados.
2) A regra do maior valor de L funciona bem para indicar o estado fundamental. Mas
também falha na indicação da ordem dos termos dos estados excitados.
Exemplo: Pelas regras de Hund, a ordem das energias dos ermos para a configuração d2 é:
3F < 3P < 1G < 1D < 1S
Voltando ao mas da lâmina anterior, experimentalmente a ordem observada é:
3F < 1D < 3P < 1G < 1S
s2 1S
p1 e p5 2P
p2 e p4 3P 1D e 1S
p3 4S 2D e 2P
p6 1S
d1 e d9 2D
Configurações com número de elétrons ou de vacâncias iguais têm termos atômicos iguais.
Nos exemplos acima, algumas configurações não apresentam estados excitados. Isso indica a
não existência de espectros de transições para essas espécies?
Espectros de linhas e de banda da região visível
Nos espectros são registradas linhas (em átomos isolados) ou bandas (em
compostos) de absorção ou de emissão das espécies químicas analisadas.
Nos átomos ou em íons monoatômicos, as energias dos níveis eletrônicos não podem variar
porque, não estando ligados, não podem ter contribuição vibracional. Assim, as transições
se fazem entre estados energéticos bem distintos, gerando somente linhas nos espectros.
Princípio de Franck-Condon
Pelo princípio de Franck-Condon, as transições
eletrônicas ocorrem entre estados energéticos
estacionários.
As velocidades roto-vibracionais são inferiores à do som (340 m/s). Elétrons de valência têm
velocidades da ordem de 106 m/s. Os elétrons internos têm velocidades maiores, podendo
chegar próximas à velocidade da luz (c = 3x108 m/s).
Espectro do [Cr(NH3)5Cl]2+
Exemplo: Espectro do [Ni(H2O)6]2+
3A
2g 3T1g (P)
3A
2g 3T1g (F)
Interação da energia radiante com a matéria
Espelho
Referência
Lâmpada Lâmpada de W
de W Espelho I0 I0 Foto diodo
Espectro
Filtro
Processador
I0 I
Foto diodo
Divisor de
Amostra
Monocromador feixe
I I0
T= % A log
I0 I
Princípio de Funcionamento dos Espectrofotômetros de UV-Vis (e de IV)
Lei de Lambert-Beer
Hendrich Lambert (1760) – (Pierre Bouguer, 1729)
A intensidade de luz transmitida por um corpo homogêneo é proporcional à intensidade de
luz incidente (I0) e a intensidade de luz transmitida (I) decresce exponencialmente com a
natureza e com a espessura da camada ou do corpo absorvente.
I
T= % I I 010 kx
I0
August Beer (1850)
A intensidade de luz absorvida (absorbância, A) por uma solução depende da concentração
A Cl
I0
Absorbância é definida como o log do inverso da transmitância. A log
I
A absortividade (𝜺) é definida como a capacidade molar de uma substância absorver
radiações de um dado comprimento de onda.
A absortividade (𝜺) pode ser dimensionada por REGRAS DE SELEÇÃO, que expressam a
viabilidade de ocorrência das transições eletrônicas.
Espectro de UV-Vis do [Cr(NH3)6]3+
A intensidade das bandas é tanto maior quanto maior sejam as absortividades (𝜺) nos
respectivos comprimentos de onda.
A absortividade (𝜺) depende da viabilidade de ocorrência de transições eletrônicas em cada
comprimento, podendo ser dimensionada pelas REGRAS DE SELEÇÃO.
Fatores que afetam a absortividade:
Regras de Seleção
Expressam as condições para ocorrer transições e para dimensionamento da absortividade
1) Regra de seleção de Laporte (Otto Laporte em 1925. Lembrar que neste ano o conceito de
orbital ainda não existia).
As transições permitidas são aquelas que ocorrem com variação do número quântico
secundário, tendendo a gerar grandes absortividades (bandas muito intensas).
l ≠ 0 s 1 p1 p1 d1 d1 f1
Compostos nos quais possam ocorrer transições permitidas por Laporte e por spin
geralmente apresentam cores intensas e altas absortividades.
Importante: Lembrar que regras têm exceções. Transições proibidas podem acontecer,
embora sempre apresentem baixa intensidade.
Sobre a Regra de seleção de spin
[Ti(H2O)6]3+
↑
+ 1 foton
Momento de spin (ms) não muda na transição - Transição permitida por spin
Absortividade molar (ε) elevada (ε ≈ 10.000 L.mol-1)
[Mn(H2O)6]2+
+ 1 foton
Na realidade, a condição para uma transição ser permitida é que se faça entre estados de
simetria diferentes: gerade ungerade
ou ungerade gerade).
Não se deve esquecer que, nos compostos, os átomos estão sempre vibrando, e as
vibrações assimétricas provocam assimetrias instantâneas nos compostos.
Como as transições eletrônicas são muito mais rápidas do que as vibrações, nos instantes
de assimetria entre os orbitais d, as transições eletrônicas tornam-se fracamente
permitidas, gerando absorções de baixa intensidade ( muito pequenos).
Transferência
Permitida Permitida 10.000 [TiCl6]2-, [MnO4]-
de carga
Parcialmente 2- 2-
Permitida dd 500 [CoBr4] , [CoCl4]
permitida
dd
Proibida Proibida 0,02 [Mn(H2O)6]2+
Diagrama de OM para complexos octaédricos - [ML6]q
↑ ↑
↑ ↑ ↑ ↑ ↑ ↑ ↑ ↑ ↑ ↑
↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓
↑↓ ↑↓ ↑↓ ↑↓
↑↓ ↑↓↑↓ ↑↓ ↑↓↑↓
↑↓ ↑↓
Diagrama de OM para complexos tetraédricos - [ML4]q
Transições eletrônicas de ns para np (ns2 → ns1 + np1) têm absortividade na faixa dos
milhares. Transições d → d são proibidas pela regra de Laporte, e deveriam apresentar
absortividades muito pequenas.
Porém, as transições eletrônicas têm como fator determinante as simetrias dos orbitais nos
estados espectroscópicos. Assim, a absorção ou emissão de fótons entre orbitais d pode
ocorrer se houver transições que geram mudanças de simetria nas disposições eletrônicas.
Diagramas de Orgel e de
Tanabe-Sugano
Termos atômicos das configurações de d1 a d10
em átomos ou íons monoatômicos isolados
Configuração Termo do
estado Termos dos estados excitados Cores das substâncias
eletrônica
fundamental
d1 e d9 2D
d10 1S Brancas
Configurações com número de elétrons ou de vacâncias iguais têm termos atômicos iguais.
As transições mais importantes na espectroscopia de UV-Vis são aquelas que ocorrem entre
estados de mesma multiplicidade.
Nos sistemas d5 de alto spin, os termos excitados quartetos tornam-se importantes por não
haver termos com a mesma multiplicidade do estado fundamental (sexteto).
Ação dos campos ligantes sobre os orbitais atômicos
O que ocorre com os subníveis s, p, d e f quando submetidos a campos octaédricos?
[Mn(H2O)6]2+
s – não se desdobra. Transforma-se em a1g
p – não se desdobra. Transforma-se em t1g
d - se desdobra em t2g e eg
f – se desdobra em t1g, t2g e a2g
a2g
eg
t2g
nd nf
t2g
t1g
Obs.: O parâmetro Dq deriva do termo diferencial quântico, e pode ser expresso em unidades de energia,
tais como eV, J, cm-1, nm, etc. (10Dq = Δo, e o fator 10 foi adotado por conveniência matemática.)
Desdobramento do subnível d sob ação de um campo octaédrico
eg
6Dq
10Dq
Desdobramento deste tipo ocorre em complexos de simetria Oh, como é o caso do [MnCl6]4-.
Desdobramento do subnível f sob ação de um campo octaédrico
a2g
20Dq 12Dq
t2g
2Dq
Orbitais f
6Dq
t1g
Sob um campo cristalino octaédrico o subnível f se desdobra gerando orbitais de simetria
t1g, t2g e a2g.
Previsão ou interpretação de espectros de complexos
Diagramas de Orgel
Neles são consideradas apenas as transições entre estados de
mesma multiplicidade.
Não se aplicam à interpretação de espectros de complexos de
baixo spin.
Diagramas de Tanabe/Sugano
Inclui transições entre estados de multiplicidades diferentes.
Aplicam-se em interpretações de espectros de complexos de
alto e de baixo spin.
Ação dos campos ligantes sobre os termos espectroscópicos
Semelhante às que ocorrem sobre os orbitais:
S – transforma-se em A1g
P – transforma-se em T1g
D – se desdobra em T2g e Eg
F – se desdobra em T1g, T2g e A2g
2
Eg
2
D
2
T2g
Eg
T2
D D
T2g
E
Desdobramento do estado D de íons de configurações d9 e d4 sob
campos ligantes fracos octaédricos e tetraédricos
E
T2g
D D
T2
Eg
Obs.: A inversão dos termos Eg e T2g em configurações d4 e d9 pode ser explicada pelo fato do
orbital assimétrico nestes casos ser o de ml = -2 enquanto na configuração d1 e d6 ser o de ml = 2.
Diagrama de Orgel para íons de configurações d1, d6, d4 e d9 sob
campos ligantes fracos octaédricos e tetraédricos
Energia
Eg (d1 e d6 Oh)
T2 (F)
Diagrama de Orgel e espectro do [V(H2O)6]3+
3T (F)
1g 3A2g
3T (F)
1g 3T1g(P)
25.700 cm-1
3T (F) 3T
1g 2g
18.300 cm-1
A2
T1(P)
T1(P)
T1(F) P
d2 e d7 d2 e d7
tetraédrico T2 octaédrico
F
d3e d8 d3 e d8
octaédrico tetraédrico
T2
A2 T1(F)
Diagrama de Orgel e espectro do [Ni(H2O)6]2+
?
Espectro do [Ni(H2O)6]2+
O complexo é verde devido a baixa absorção em 500 nm
3A
2g 3T1g (P)
3A
2g 3T1g (F)
Espectro do [Ni(NH3)6]2+
Para reflexão:
UV
Termos: 6S, 4G, 4F, 4D, 4P, 2I, 2H, 2G, 2F, 2D, 2P e 2S
As transições a partir do
estado fundamental são
proibidas por spin.
Veja que a segunda regra
de Hund não é observada
para o estado 4P.
Transições para os estados
dubletes são duplamente
proibidas por spin.
Diagrama de Orgel de íons de configuração d5 de spin
alto e espectro de UV-Vis do [Mn(H2O)6]2+
Os estados 4Eg e 4A1g têm a mesma energia, fato que é indicado pelo banda
mais intensa próximo de 25.000 cm-1.
Espectro de UV-Vis do [Mn(H2O)6]Cl2
0.05
0.045
M = 233,936 g/mol
0.04
0.035
1,2 g dissolvidos em 20 ml de água.
Absorbância
0.03
0.025
0.02
0.015
0.01
260 310 360 410 460 510 560
Comprimento de onda (nm)
Espectro de UV-Vis do K[MnO4]
2
M = 158,034 g/mol
1.5
0.5
0
200 250 300 350 400 450 500 550 600 650 700
Comprimento de onda (nm)
Configurações com número de elétrons ou de vacâncias iguais têm termos atômicos iguais.
d1 e d6 Td d1 e d6 Oh
d4 e d9 Oh d4 e d9 Td
d3 e d8 Oh
d2 e d7 Td
d2 e d7 Oh
d1 d6
e Td d3 e d8 Td
d4 e d9 Oh d1 e d6 Oh d5 Oh
d4 e d9 Td
Energias dos estados e das transições em sistemas dn
Configuração Estado Estados sob campo Oh Energias sob campo Oh
d1 2D 2T
2g + 2Eg - 4Dq + 6Dq
d2 3F 3T
1g + 3T2g + 3A2g - 6Dq + 2Dq + 12Dq
d3 4F 4T
1g + 4T2g + 4A2g - 12Dq - 2Dq + 6Dq
d4 5D 5T
2g + 5Eg - 6Dq + 4Dq
d5 6S 6A
1g 0
d6 5D 5T
2g + 5Eg - 4Dq + 6Dq
d7 4F 4T
1g + 4T2g + 4A2g - 6Dq + 2Dq + 12Dq
d8 3F 3T
1g + 3T2g + 3A2g - 12Dq - 2Dq + 6Dq
d9 2D 2T
2g + 2Eg - 6Dq + 4Dq
d10 1S 1A
1g 0
Pequeno questionário:
1) Explique porque átomos e íons monoatômicos geram espectros de linhas enquanto espécies
químicas poliatômicas geram espectros de bandas.
5) Que relação você faz entre as absortividades e as intensidades de cores de uma substância?
6) Os estados espectroscópicos de átomos ou íons de configuração d2 são 3F, 3P, 1G, 1D e 1S. Já
em átomos ou íons de configurações d3 são 4F, 4P, 2H, 2G , 2F, 2D e 2P.
ῡ3
ῡ2
ῡ2 ≈ ῡ3
ῡ3
ῡ1
ῡ2 ῡ1 ῡ2 ῡ3
ῡ1
Espécies d4 - Estados fundamentais diferentes para spin alto e spin baixo
Em complexos de alto spin – t2g3 eg1
3H
Espécies d5 - Estados fundamentais diferentes para spin alto e spin baixo
Em complexos de alto spin – t2g3 eg2
6S
↑
2I
Obs.: Para um mesmo ligante, as transições ocorrem num mesmo ponto da coordenada ∆o/B
Porque complexos de spin alto de metais d5 apresentam
tonalidades de cores muito pouco intensas?
1I
6
Em complexos de alto spin – t2g3 eg2
4F
↓ ↓ ↑
↓ ↓
2G
↓ ↓ ↑
↓ ↓ ↓
Espécies d6 - Estados fundamentais diferentes para spin alto e spin baixo
Espécies d8 – formam complexos estado de spin único (S = 1)
Para exercitar: Analise ou responda as questões seguintes
1) Diagramas de Orgel de espécies de configuração dn são análogos aos diagramas de espécies
de configurações d10-n.
2) Em qual dos espectros seguintes as transições são mais energética nos respectivos λmax ?
3) A cor de uma substância é definida pelas energias das transições eletrônicas dessa
substância.
4) A intensidade da cor independe das energias das transições possíveis mas depende
fortemente da absortividade da substância.
5) Mostre que as afirmações 3 e 4 são corretas analisando os espectros apresentados a seguir.
Complexo azul, Td
Complexo rosa, Oh
4
10 DqTd 10 Dq(Oh)
9
Para exercitar: Analise as afirmações seguintes
7) Identifique os espectros dos complexos [Ni(NH3)6]2+, [Ni(H2O)6]2+ e [Ni(en)3]2+.
Parâmetros de Racah
As disposições dos elétrons de uma dada configuração eletrônica podem apresentar
energias diferentes. Em espécies monoatômicas d2 existem os estados: 3F, 3P, 1G, 1D e 1S.
3F
Para cada configuração, essas soluções podem ser
agrupadas em 3 combinações, cujos resultados são
conhecidos como Parâmetros de Racah A, B e C.
E(1D) = A - 3B +2C
E(3P) = A + 7B
E(3F) = A - 8B
Se C = 5B Se C = 4B
Se C = 5B, a ordem das energias dos termos de uma configuração d2 é semelhante à que é
prevista usando-se a regra de Hund para os dois primeiros estados espectroscópicos:
< 3 P ≅ 1D < 1G < 1S
3F
3F 1G
E(1G) = A + 4B +2C
3F 1D
E(1D) = A - 3B +2C
E(3P) = A + 7B
E(3F) = A - 8B
3F 1D; ∆E = E(1D) - E(3F) = (A - 3B + 2C) – (A – 8B) = 5B +2C
3F 1D; 1 = (A - 3B + 2C) – (A – 8B) = 5B +2C
Valores calculados a partir dos valores de B, com C = 4B
Linhas espectrais Energias dos estados espectroscópicos em cm-1
e termos atômicos Ti2+; B = 695 cm-1 V3+; B = 861 cm-1 Cr4+; B = 1.040 cm-1
3F
1 0 0 0
1D 13B = 13 x 695 = 9.035 13B = 13 x 861 = 11.193 13B = 13 x 1040 = 13.520
2
3P 15B = 15 x 695 = 10.425 15B = 15 x 861 = 12.915 15B = 15 x 1040 = 15.600
3 1G 20B = 20 x 695 = 13.900 20B = 20 x 861 = 17.220 20B = 20 x 1040= 20.800
1S
B [V(H2O)6]3+ = 663cm-1
Essa diferença se deve à covalência na formação do complexo, com os
elétrons deslocando-se em direção aos ligantes, fato conhecido como efeito
nefelauxético.
Parâmetros de Racah
3T
1g
A2g
T1g (P)
15B’ real
T2g
15B’ irreal
3P
3A
2g
A2g
12Dq
3T
2g
2Dq
3F T1g (F)
6Dq
3T
3F 1g
B > B’ devido a ação do campo ligante.
Espectros der UV-Vis e os Parâmetros de Racah
Em complexos Oh de íons configuração d2 e d7 e em complexos Td de íons d3 e d8, os
espectros devem apresentar 3 bandas:
1T1g T1g(F) T2g
2T1g T1g(F) A2g
3T1g T1g(F) T1g(P)
Nessas espécies, as energias correspondentes a 1, 2 e 3 são dados pelas equações:
E(1) = 5Dq – 7,5B + (225B2 + 100Dq2 + 180DqB)1/2
E(2) = 15Dq – 7,5B + (225B2 + 100Dq2 + 180DqB)1/2
E(3) = (225B2 + 100Dq2 + 180DqB)1/2
Usando a última equação de E(3) é possível determinar o valor de 15B (e de B), que é a
diferença de energia entre F e P (ou entre T1g(F) e T1g(P)), bastando introduzir na
mesma o valor de Dq para o íon isolado, Dq = 0. Com isso a equação fica:
E(3) = 15B
Mas, sob um campo esférico (hipotético), Dq ≠ 0 e E(3) = 15B’
Sob um campo real, 15B’ tem valor diferente do que teria sob um campo hipotético.
Espectros der UV-Vis e os Parâmetros de Racah
Determinação do valor de B’ real
3 + 2 - 31 = 15B’
Espectros der UV-Vis e os Parâmetros de Racah
Determinação do valor de B’ – Exemplo:
Influência da coordenação sobre o valor de B (No íon Cr3+ livre é 918 cm-1).
No [Cr(H2O)6]3+ são observadas as bandas
ῡ1 = 17.000 cm-1
ῡ2 = 24.000 cm-1
ῡ3 = 37.500 cm-1
Então,
15B’ = -3ῡ1 + ῡ2 + ῡ3
15B’ = -3 x 17.000 + 24.000 + 37.500 = 10.500 cm-1
B’ = 700 cm-1
Com isso se verifica que no complexos o valor de B diminui, o que se deve à
covalência nas ligações.
No Cr3+, B = 918 cm-1 e no [Cr(H2O)6]3+ B’ é igual a 700 cm-1.
Essa covalência é expressa pelo cociente B’/B = , que é o parâmetro nefelauxético.
β = B’/B = 700cm-1/918cm-1 = 0,76
Espectro de complexos octaédricos do Cr3+
Outro exemplo:
No [CrF6]3 - tem-se:
ῡ1 = 14.990 cm-1
ῡ2 = 22.700 cm-1
ῡ3 = 32.400 cm-1
Então:
15B’ = 3 + 2 - 31
15B’ = 32.400 +22.700 – 3 x 14.990
15B’ = 10.130 cm-1 B’ = 675 cm-1
Mn(II) < Ni(II) ≈ Co(II) < Mo(II) < Re(IV) < Fe(III) < Ir(III) < Co(III) < Mn(IV)
Espectro de complexos octaédricos do Cr3+
Repetindo:
Em complexos, o valor de B diminui (B’) devido a deslocalização dos
elétrons nos orbitais moleculares.
B'
=
B
diminui com o aumento da deslocalização dos elétrons do metal, e seus
valores típicos ficam entre 0,7B e 0,9B.
Exercício: Calcule o efeito nefelauxético do vanádio no complexo [V(H2O)6]3+.
Algumas observações para reflexão
d) Por fim, não confunda a teoria do campo ligante com a teoria do orbital
molecular. Os tratamentos matemáticos dados a essas duas teorias são
diferentes.
Utilizando diagramas de Tanabe-Sugano
para determinar valores de B’ e
Cálculo de 10Dq, B’ e usando diagramas de Tanabe-Sugano
Para isso é necessário se dispor de espectros que apresentem as bandas referentes às
transições do estado fundamental para o primeiro e para o segundo estados excitados.
[Co(en)3]3+
Procedimento:
1) Com esses dados, calcule a relação entre a maior energia de transição sobre a menor:
2) Medindo com uma régua, encontre o ponto no diagrama de T-S em que o valor da
relação entre as duas transições seja igual ao valor da relação anterior (1,37).
Este ponto ocorre onde ∆o/B = 40
3) Do ponto em que ∆o/B = 40,
projete sobre a ordenada
(E/B) a altura da transição
menos energética. Para este
complexo, o valor de E/B 38.
(ou 10Dq/B)
Cálculo de 10Dq, B’ e usando diagramas de Tanabe-Sugano
Calculando B’ - ῡ1 é o valor de E na relação E/B e fazendo B = B’, tem-se:
B’ = 567 cm-1
Como o valor real de 10Dq = 23.160 cm-1, o erro cometido nesse cálculo é de
apenas 2,07 %.
Dados espectroscópicos do [Cr(H2O)6]3+
4A
2g → 4T2g ; ῡ1 = 17.400 cm-1
4A
2g → 4T1g ; ῡ2 = 24.500 cm-1
4A
2g → 4T1g ; ῡ3 = Sob TCML
ῡ2 24.000 cm−1
ῡ𝟏 = 17.000 cm−1 = 1,41
∆
Esta relação ocorre em B = 24
𝒚𝟏 𝟕, 𝟓
𝑪𝒐𝒎 = = 𝟏, 𝟒𝟏
y2 5,2
𝑬 𝟏𝟕.𝟒𝟎𝟎
B’ = B’ =24 B’ = 725
B = 918; =?
15B’ = 3 + 2 - 31
3 = ?
Espectro do [Cr(NH3)6]3+
Calcule os valores de B’ e de 10DQ no [Cr(NH3)6]3.
Cálculo de 10Dq, B’ e usando diagramas de Tanabe-Sugano
10Dq (ou o) é o diferencial quântico entre o estado fundamental e o primeiro estado
excitado em sistemas octaédricos.
B’ é o parâmetro de Racah para as repulsões eletrônicas nos íons sob campo ligante
(nos complexos). (B’ é sempre menor do que B).
Íons metálicos: Cr3+ > Cr4+; Fe2+ > Fe3+; Pt2+ > Pt4+
Explique porque isso acontece.
Exercícios:
1) Os tubos de ensaio mostrados a seguir complexos de geometria Oh de cromo (III) com os
ligantes amin, aqua e hidroxo, cujas posições na série espectroquímica são:
I− < Br− < S2− < SCN− < Cl− < NO3− < N3− < F− < OH− < C2O42− ≈ H2O < NCS− < CH3CN
< py < NH3 < en < bipy < NO2− < PPh3 < CN− ≈ CO.
Partindo dessas informações, responda:
a) Qual complexo está contido em cada tubo de ensaio?
b)Qual a simetria desses complexos?
c) Quantas bandas devem aparecer nos espectros de UV-Vis desses complexos.
Quanto maior a energia de uma ligação, menor é a energia dos elétrons nos
orbitais de ligação e maior a energia necessária para excitá-los.
Ligações simples necessitam de radiações do ultravioleta (transições *).
* (sigma antiligante)
n *
*
n *
*
n (não ligante)
(pi ligante)
(sigma ligante)
Diagrama de energia dos orbitais moleculares
t1u*
p
Mais frequentes transições com
t1g a1g*
energias das regiões do UV-Vis-IV
s
a1g
eg*
d
t2g eg t2g
a1g t1u eg
eg
t1u
a1g
Diagrama de energia dos orbitais moleculares do [Co(NH3)6]3+
Diagrama de OM e n do [Co(NH3)6]3+
LMCT: leia-se trans-
ferência de carga do
ligante para o metal.
Típico exemplo de
complexo em que
se tem TCLM.
(Transferência de
carga do ligante para
o metal).
Espectro do [MnO4]-
3 2 1
OAs do Mn7+
Orbitais do O2-
Diagrama de OM e possíveis transiçõe em H2O
λ = 167 nm
Transições eletrônicas entre OM – Espécies orgânicas
Todas incolores
Cromóforos Comuns
Alcenos com duplas ligações conjugadas
NH3
en
C2O42-
CN-
F-
F- C2O42- H2O NH3 en CN-
Complexos de um metal com ligantes diferentes podem apresentar cores diferentes.
Complexos de Co(III) com ligantes fortes absorvem radiações dos menores do visível,
formando compostos alaranjados ou amarelados.
Complexos de Co(III) com ligantes fracos absorvem radiações dos maiores do visível,
tendendo a formar compostos verdes.
Série espectroquímica
I− < Br− < S2− < SCN− < Cl− < NO3− < N3− < F− < OH− < C2O42− ≈ H2O <
NCS− < CH3CN < py < NH3 < en < bipy < NO2− < PPh3 < CN− ≈ CO.
Explique as cores dos complexos seguintes
Alguns termos usuais no UV-Vis
insaturados.