Exame Físico do RN
Professora: Adriana Ribas
• O exame físico do recém-nascido deve ser
realizado imediatamente ao seu nascimento, na
sala de parto, na sala de banhos, diariamente e
no momento da alta hospitalar.
• Observação aguçada e detalhada
• Capacidade de planejamento e avaliação do RN
• Relacionar os dados obtidos com o quadro clínico
• Avaliar desvios de anormalidade
• Realizar diagnóstico de enfermagem
• Oferecer assistência adequada e específica ao
RN
Conceitos
• Nascido vivo : RN que apresenta batimentos
cardíacos, movimentos respiratórios e
pulsações no cordão umbilical.
• Óbito fetal : segundo a OMS, é a morte de um
produto da concepção antes de sua expulsão ou
retirada do corpo materno, independente da
duração da gestação.
• Natimorto :RN que nasce sem batimentos
cardíacos e sem movimentos respiratórios.
• RN NORMAL: O RN normal ou de baixo risco é aquele
que nasce com IG entre 37 a 42 semanas, boa
vitalidade, crescimento intra-uterino adequado e
ausência de patologias ou malformações.
• Atividade :Movimentos desordenados de braços e
pernas, tremores de lábios e extremidades durante o
choro, patológico durante o sono; punhos cerrados e
polegar debaixo dos outros dedos
• Postura :Permanece com braços e pernas dobrados em
posição fetal,cabeça alinhada ao tronco. O prematuro
permanece em posição de sapo.
Avaliação física da Criança
Afim de avaliar a criança e sua família, o
enfermeiro deverá utilizar os seguintes recursos :
• Entrevista
• Avaliação física
• Avaliação do crescimento e desenvolvimento
Com o objetivo de:
• Ouvir a família e obter informações sobre a vida
da criança,
• Elaborar o Plano Assistencial de Enfermagem e
• Conhecer sua linguagem, valores e atividades.
A Entrevista
• É uma estratégia sistematizada para a obtenção de
informações sobre a situação da criança.
• O enfermeiro deve entrevistar a criança e os adultos
com os quais ela convive, afim de obter dados
sobre a criança através de conversa, observação do
comportamento, do uso do brinquedo e do brincar,
entre outros( crianças maiores).
• O enfermeiro deve considerar as mensagens
verbais e não verbais emitidas pela criança
(crianças maiores)
• Cada serviço deve elaborar um roteiro conforme
sua necessidade.
Observar e Avaliar
• Aparência geral da criança
• Avaliar/ observar a criança durante a
entrevista(crianças maiores)
• Aparência física - postura, fácies, higiene (corporal
e vestuário)
• Verificar o estado nutricional: obesa, desnutrida,
eutrófica
• Identificar o nível de desenvolvimento - observar o
comportamento, conduta motora, linguagem,
interação com a família, reação as solicitações
• Identificar as medidas de crescimento
• Verificar sinais vitais
• Ao realizar o exame físico, o enfermeiro deve:
• Favorecer o relacionamento de confiança enfermeira-
criança-família, através de gestos suaves e delicados,
voz suave, maneiras amigáveis porém decididas;
• Proteger o relacionamento pais/família/criança,
especialmente na criança pequena.
• Pedir a mãe para segurar a criança no colo, dar apoio,
utilizar brinquedos, de acordo com a faixa etária;
• Minimizar o estresse e ansiedade associados ao exame,
respeitando o nível de desenvolvimento da criança e as
questões éticas.
• O registro padronizado dos dados facilita a troca de
informações entre os diferentes profissionais.
Equipamentos e Materiais
• Individual: Termômetro, estetoscópio.
• Coletivo: Monitor cardiorrespiratório, monitor de P.A,
oxímetro de pulso, fita métrica ou régua antropométrica,
balança neonatal.
Sinais Vitais
• Temperatura: 36 a 36.5ºC (se aquecido)
• Frequência respiratória: 40 a 60 rpm (?)
• Frequência cardíaca: de 100 a 160 bpm (?)
• Pressão arterial: em torno de 40 mmHg (média)
• Antropometria no RN a termo
• PC: 33-38 cm ( em média)
• O perímetro cefálico é a medida da circunferência do crânio.
Aumenta rapidamente no primeiro ano de vida, para se adaptar ao
crescimento do cérebro.
• Colocar a fita métrica,
passando pelas partes
mais salientes da região frontal
– acima das sombrancelhas –
e occipital –
mantendo a fita ligeiramente
folgada.
Idade PC (aprox) em Idade PC (aprox) em
cm cm
Nascimento 35 1,5 anos 47,9
3 meses 40,4 2 anos 48,9
6 meses 43,4 3 anos 49,2
9 meses 45,5 4 anos 50,4
1 ano 46,6 5 anos 50,8
• PT: igual ou até 2cm menor que o PC
• O Perímetro torácico é a medida da circunferência
torácica e confere parâmetros sobre o crescimento
anormal do tórax, indicando anomalias pulmonares e
cardíacas, entre outras.
• Medir o PT
colocando a fita
métrica em volta
do tórax, na
altura dos mamilos.
• O Perímetro abdominal é a medida da circunferência
abdominal e confere parâmetros sobre o crescimento
abdominal anormal.
• Medir o PA colocando a
fita métrica em volta
do abdome, na altura
da cicatriz abdominal.
Peso
• O peso é a medida mais importante para a avaliação do
crescimento e estado nutricional do RN. A criança está em
constante crescimento e deve estar sempre ganhando
peso. A criança dobra o peso de nascimento até os 6
meses, triplica aos 12 meses e quadriplica-o até os 2 a 3
anos.
• Lavar as mãos
• Despir a criança
• Forrar a bandeja
com toalha de papel
e colocar a criança
delicadamente deitada
na bandeja
• Proceder a leitura do peso
Altura (comprimento)
• A altura é a medida fiel do crescimento muscular e
esquelético da criança. É influenciada pelas condições
de nascimento e gestação, hereditariedade, alimentação,
doenças crônicas, mentais ou hormonais e tende a ser
constante, aproximadamente até os 18 anos de vida.
• Lavar as mãos e despir a criança
Posicionar a criança em decúbito
dorsal, com as pernas estendidas
e a cabeça em linha reta.
Colocar a régua com a parte
fixa em contato com a cabeça
e mover a outra parte até a planta
dos pés, mantendo os joelhos
juntos e pressionados para baixo,
para que as pernas fiquem bem
estendidas.
• POLO CEFÁLICO
• Cabeça : Observar simetria, deformidades, distribuição
capilar.
• Crânio: Avaliar forma, dimensões (hidrocefalia,
microcefalia), suturas (cavalgamento, disjunção) e
saliências anormais, tais como:
Fontanelas
• Avaliar tamanho e tensão.
•
• Anterior: Bregmática. 1 a 4 cm (em geral, 2 cm) formato
de diamante; deve ser plana. É chamada vulgarmente de
moleira. Fecha dos 12 aos 18 meses. Ela pode estar
abaulada, deprimida ou normotensa.
• Posterior: Lambdóide. Em geral, é a medida de uma
polpa digital; deve ser plana; fecha de 3 meses
• Céfalo-hematoma externo: Edema de couro cabeludo
na região subperióstea, limitada pelas suturas, sem
alterações equimóticas ; regride em semanas ou até
meses. É importante o acompanhamento do PC.
• Bossa serosanguinolenta: Encontra-se entre o
periósteo e o couro cabeludo e decorre da superposição
dos ossos no canal de parto, assintomático, acúmulo de
líquido seroso e mole; desaparece nos 1ºs dias de vida;
• Craniotabes: Alterações ósseas, com sensação de
estalido, ao longo da sutura lambdóide, é uma zona
depressível, encontrada no RN. Sua permanência por
mais de 3 meses deve ser investigada
• Caput Succedaneum : Edema de tecido mole do couro
cabeludo, pode ser palpado e atravessa as linhas de
sutura. Muito parecido com Bossa Serossanguinolenta
• Pele
• Usar luz natural.
• Observar coloração (cianose, icterícia, palidez), textura,
umidade, elasticidade, pigmentação, manchas,
hemangiomas, vesículas, petéquias.
• Diferenciar a cianose central
da periférica.
Millium sebáceo : É comum no RN, na pele do nariz um pontilhado
amarelo-claro resultante de hiperplasia das glândulas sebáceas;
Cutis Marmorata
É uma resposta ao frio
• Marcas de Stork
• Cor rosa pálido, pálpebras e região occipital em RN de
pele clara, empalidecem sob pressão e desaparece por
volta do 1º ano de vida
HEMANGIOMAS
São alterações vasculares
ERITEMA TÓXICO
• O Eritema Tóxico Neonatal (ETN) é uma
dermatopatia benigna e autolimitada que ocorre
apenas no período neonatal.
• A erupção é caracterizada por pequenas pápulas,
vesículas ou pústulas eritematosas.
• O ETN afeta 20% a 70% dos recém-nascidos,
com grandes variações entre diferentes países e
até mesmo entre regiões de um mesmo país
EDEMA
É normal o recém nascido perder 10% do peso do
nascimento nos primeiros setes dias.
VERNIX CASEOSO
• Matéria gorda que cobre parcialmente a
pele do feto ou da criança recém-nascida.
• É formada por sebo e células epiteliais
descamadas e por pêlos da penugem.
MANCHAS MONGÓLICAS
• A mancha mongólica é o resultado de um aglomerado de
melanócitos em uma área da pele de recém-nascidos,
sendo mais comum em negros e asiáticos.
• No caso dos brasileiros, devido à mistura de raças, a
mancha mongólica é comum mesmo em nenês de pele
clara, sendo mais um dado que sugere sermos na maioria
geneticamente negros.
• Ela aparece geralmente no bumbum ou na região lombar,
possui coloração marrom-acizentada ou arroxeada.
• FÂNEROS
• O RN nasce com uma penugem chamada
lanugo que é mais abundante quanto
mais prematuro o RN.
• Avaliar também a implantação, textura e
distribuição dos cabelos.
• FÁCIES
• As estruturas da face, num conjunto, podem
sugerir síndromes ou malformações congênitas.
Observar simetria e forma. Uma assimetria facial
pode indicar uma consequência de posição
intrauterina ou de paralisia do nervo facial.
• RNs de mães diabéticas apresentam fácies de lua
cheia. É frequente o RN nascer com máscara
equimótica como consequência de circular de
cordão.
• RNs de mães diabéticas apresentam fácies de lua cheia.
• É frequente o RN nascer com máscara equimótica como consequência de
circular de cordão
• Olhos
• Tamanho
microftalmia
• diminuição do globo ocular
na microftalmia, o diâmetro da córnea é
geralmente menor que 10 mm e o
diâmetro ântero-posterior do globo é
menor que 20 mm.
anoftalmia
• é o grau extremo da MICROFTALMIA
sendo difícil lhes diferenciar sem histologia.
• Nível
exoftalmia = olhos salientes,
enoftalmia = é o afundamento do globo ocular dentro da órbita.
abertura da fenda palpebral;
• Posição
• hipertelorismo ocular
aumento da distância entre os
olhos, com achatamento da
base do nariz;
• Pálpebras: ptose palpebral = queda inerte da pálpebra
superior, epicanto = prega cutânea semilunar, vertical no
ângulo interno do olho, liga a pálpebra superior com a
inferior. A obliquidade dos eixos palpebrais para fora e
para cima é uma das características da Síndrome de
Down;
• Pupilas: verificar a disposição no centro da córnea - se
são iguais, redondas reagentes à luz e acomodação.
(pirrla)
• Córnea (verificar o tamanho, brilho, transparência) -
cristalina opacidade do cristalino.
Ocorre em, por exemplo, em catarata congênita
• NARIZ
• Avaliar a Forma: as malformações congênitas mais
comuns são às associadas ao “lábio leporino”;
• O batimento de asas do nariz (BAN) ocorre em casos de
dispnéia e é um sinal de desconforto respiratório.
• ORELHAS
• Variações anatômicas em relação à implantação
do pavilhão auricular: a implantação baixa
encontra-se em graves malformações renais e
em várias anomalias cromossômicas.
• Alterações na forma do pavilhão auricular
podem ter significado antiestético ou alteração
na audição até a surdez completa.
• Para testar superficialmente a audição faz-se
um barulho súbito.
• BOCA / FARINGE
• Avaliar os lábios, palato duro e mole, verificando a
presença de lábio leporino e fenda palatina;
• A mucosa oral é lisa, rósea e brilhante;
• Mais raramente, pode apresentar dentes;
• A língua pode apresentar um aumento do seu volume,
chamado de macroglossia, que habitualmente
acompanha alguma patologia ; glossoptose é a queda
da língua para trás, rânula é uma formação cística
sublingual;
• Avaliar a parede posterior da faringe e epiglote.
Candidíase Oral
• No RN podemos encontrar a Candidíase oral (sapinho)
que são placas esbranquiçadas, semelhantes a grumos
de leite que, ao se tentar retirar, oferecem resistência .
• Candidíase cutânea
• Infecção cutânea por fungos do tipo levedura, como a Cândida.
A Candidíase cutânea (infecção da pele por Cândida) pode
atingir qualquer superfície cutânea do corpo.A Cândida é a
causa mais comum da erupção das fraldas nos lactentes. O
ambiente quente e úmido das fraldas do RN favorece o
desenvolvimento de fungos. As duas formas mais frequentes
são a Candida albicans e a Candida tropicais.
• Região Cervical
• Verificar forma, simetria e mobilidade do pescoço, presença
de cistos, fístulas e tumores.
• Palpar clavículas, pois pode acontecer a fratura de clavícula
em partos vaginais, principalmente em RN grandes.
• A inclinação permanente e involuntária da cabeça pode
ocorrer em torcicolo congênito.
• O pescoço, geralmente, não é visível, sendo necessário
inclinar o RN.
• Tórax
Inspeção
• Forma do tórax no RN é arredondada.
• Observar assimetrias, escavações ou abaulamentos e
retrações costais.
• O tipo respiratório do RN é abdominal.
• A frequência respiratória é, em média, de 45 a 55 irpm e
deve ser contada em um minuto, pois a respiração do
RN é irregular.
• Observar simetria das clavículas; aumento de nódulos
nas axilas, simetria das mamas e secreções.
Ausculta pulmonar
• Auscultar simétrica e comparativamente todos
os campos pulmonares.
• Deve ser bilateral .
• Auscultar as regiões axilares.
• Avaliar a presença de creptação, roncos, sibilos
e diminuição do murmúrio vesicular.
Ausculta cardíaca
• Auscultar os 4 focos cardíacos, avaliando o ritmo e o
número de bulhas.
• Observar a presença de sopros.
• A ausculta deve ser feita em todo o precórdio e regiões
vizinhas. Contar a FC que no RN é de 120 +/- 20 bpm.
• Pulsos
• Palpar pulsos radial, femoral e pedioso avaliando sua
amplitude.
• Efeitos hormonais no RN
• Condição temporária em neonatos, resultante da
influência de hormônios maternos durante a gestação;
• Os hormônios maternos estão entre as substâncias
químicas que penetram a barreira hematoplacentária e
têm influência sobre o feto.
• Influências similares são comumente encontradas em
neonatos, tanto meninas quanto meninos, ao redor do
terceiro dia após o nascimento. A hipertrofia mamária é
temporária.
Efeitos hormonais no RN
• O crescimento é passageiro e deve desaparecer ao redor da
segunda semana, à medida que os hormônios são eliminados do
organismo do Rn
• As mamas não devem ser pressionadas ou massageadas, o que
poderia resultar em infecção subcutânea (abcesso).
• Além do aumento das mamas, pode ocorrer secreção dos
mamilos (leite de bruxa). Muito comum, desaparece em 2
semanas.
Efeitos hormonais no RN
• Os neonatos do sexo feminino podem
também apresentar pseudomenstruação,
devido à supressão dos hormônios
maternais. A secreção é branca e ou
tingida com sangue
• Essa condição é comum e não deve ir
além da primeira semana de vida do
bebê.
• Abdome
Inspeção:
• Forma
Globoso saliente e flácido; abdome escavado pode significar
hérnia diafragmática que é uma situação de urgência),
distensão, peristaltismo visível, circulação colateral, hérnias.
• Percussão
O som é timpânico, quando o timpanismo está aumentado
pode ser sinal de pneumoperitônio, obstrução intestinal ou
aerofagia.
• Ausculta
• Identificar os ruídos hidroaéreos, sua
exacerbação ou ausência.
• Palpação:
• Realizar a palpação superficial. Verificar
sensibilidade e tensão. As massas abdominais
mais comuns detectáveis no RN são:
hidronefrose, rins multicísticos ou policísticos.
• Examinar com atenção o coto umbilical
• Devem estar presentes duas artérias e uma veia (a presença de
artéria umbilical única sugere a existência de outras malformações
congênitas especialmente do
trato geniturinário
• A queda do coto umbilical ocorrerá
entre 7 a 10 dias.
• GENITÁLIA
• Menino - Identificar a abertura da uretra.
Quando ocorre o desenvolvimento incompleto,
resulta em hipospádia ou epispádia .
• Avaliar se o prepúcio esta retrátil ou não. Palpar
os testículos no escroto.
• Menina - Avaliar pequenos e grandes lábios.
Por ocasião do nascimento, até os primeiros
dias de vida ocorre um edema local, clitóris
relativamente desenvolvido.
Anatomia normal com
testículos encapsulados-
Fimose
criptorquidia
• ÂNUS E REGIÃO SACROCOCCÍGEA
Avaliar prolapso, imperfuração e fístulas anorretais
• MÚSCULOS E ARTICULAÇÕES
Avaliar força e mobilidade de todos os membros. O RN é
levemente hipertônico.
• MEMBROS SUPERIORES e INFERIORES
Avaliar paralisias, contraturas, dedos extras ou ausência
de dedos, mão em garra.
• EXAME NEUROLÓGICO
• O exame neurológico se inicia pela avaliação do
sensório (alerta, irritado, deprimido, torporoso, letárgico,
ativo e reativo ao manuseio).
• Após, avaliar a posição ou a atitude; geralmente a
posição é de flexão. A movimentação dos membros não
Pequenos tremores finos são fisiológicos.
• O tônus muscular é um dado importante na avaliação
neurológica e na sua evolução: o RN normal a termo é
hipertônico; o prematuro é, em geral, hipotônico e o pós-
maturo, muito hipertônico em condições normais
• Reflexo de Moro: “reflexo do abraço”.
• É um movimento global do qual participam os membros superiores
e inferiores.
• É facilmente provocado por um som ou soltando-se subitamente o
RN que estava seguro nos braços.
• A coluna vertebral arqueia-se para trás, a face mostra surpresa, os
braços e mãos se abrem, encurvam-se para frente num movimento
que simula um abraço; as pernas se estendem e depois e depois se
elevam; pode acompanhar-se de choro.
• A ausência ou redução deste reflexo indica grave lesão do SNC.
Quando assimétrico, pode significar paralisia braquial, sífilis
congênita (pseudo paralisia de Parrot) ou fratura de clavícula ou
úmero.
• Desaparece aos 3-4 meses.
• Reflexo da Preensão Palmar e Plantar
• Pressionar, com a polpa digital, as regiões palmar e plantar do RN;
a resposta palmar é a flexão dos dedos, abraçando os dedos do
examinador.
• O reflexo palmar desaparece entre o 4 e 6 mês. A resposta plantar,
é a flexão dos artelhos em direção à sola do pé.
• O reflexo plantar desaparece até os 6 meses
• Reflexo da Fuga à asfixia
• Colocar o RN em decúbito ventral, de modo que as
narinas fiquem obstruídas pelo plano onde está deitado.
O RN faz uma rotação da cabeça para respirar melhor
• Reflexo da Sucção
• Ao tocar-se os lábios do RN com um objeto, produz-se
vigorosos movimentos de sucção. Pode estar ausente
nos prematuros. Desaparece aos 3 meses em vigília e
aos 6 meses no sono. Sua ausência no RN a termo
indica lesão cerebral.
• Reflexo de Fossadura
• Também chamado -da procura- ou dos pontos cardeais.
Excitando uma das bochechas do RN com o dedo, ele
vira a face para o lado estimulado, abrindo a boca,
procurando sugar.
• Marcha Reflexa
• Sustentando-se o RN sob as axilas em posição supina, encosta-se
um dos pés sobre o plano.
• Este contato vai desencadear uma flexão do outro membro inferior,
que se adianta e vai tocar o plano à frente, desencadeando uma
sucessão de movimentos que simula a deambulação.
• Desaparece aos 2 meses.
• Cutâneo Plantar
• Pesquisa-se riscando, com a unha ou estilete, a sola do pé do RN
na sua borda externa, desde o calcanhar até a ponta.
Aproximadamente até um ano de idade, o reflexo cutâneo plantar
se faz em extensão, os dedos se estendem e se abrem em leque,
simulando o sinal de Babinsky