Conceitos de Valor por Unidade em Sistemas Elétricos
Conceitos de Valor por Unidade em Sistemas Elétricos
Nome:
Local de trabalho:
Formação:
Cargo/Função:
Tempo na função:
Formação:
1. Engenharia UNESP/FEIS – I. Solteira/SP (interrompido);
2. Ciências FECLU – P. Barreto/SP (concluido);
3. Tecnologia aplicada à Proteção Digital USP/EPUSP (concluido);
4. Matemática FIU – P. Barreto/SP (3º. ano);
5. Eletrotécnica EESG URUBUPUNGÁ – I. Solteira/SP (concluido);
6. Eletrônica - S. Paulo/SP (concluido).
3
Instrutor: Rubens Kamimura (33 anos CESP)
Assistente Técnico III
5
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É DIAGRAMA UNIFILAR ?
- REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO S.E.P. ATRAVÉS DE
SIMBOLOGIA.
6
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É VALOR POR UNIDADE – pu ?
- As quantidades “por-unidade” são quantidades que
foram normalizadas para uma quantidade base.
- Por exemplo, considere um motor de 6 kW operando
com uma carga de 4 kW. A potência é de 4 kW. A base
de potência é 6 kW. A potência por-unidade é, portanto
4/6 = 0,6667 p.u.
7
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
QUAIS AS VANTAGENS DOS CÁLCULOS EM
pu ?
- Existem duas vantagens neste sistema, sendo uma
que as constantes das máquinas e transformadores
caírem numa faixa numérica razoavelmente estreita
quando são expressas num sistema “por unidade”
relacionando às suas características nominais.
8
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
QUAL A APLICAÇÃO VALOR POR UNIDADE?
- O sistema por unidade vai ser muito útil na simulação
de sistemas de máquinas que integram computadores
analógicos ou digitais para análises de transitórios ou
dinâmicas.
- Todas as grandezas como a tensão V, a corrente I, a
potência P, a potência reativa jQ, a potência
aparente S, a resistência R, a reatância jX, a
impedância Z, a condutância G, a susceptância B e a
admitância Y, podem ser traduzidas para a forma “por
unidade” por meio de relação.
9
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É QUADRO DE REATÂNCIA ?
- Reatância ou reagência elétrica é a resistência
oferecida à passagem de corrente alternada por
indutância ou capacitância num circuito. É dada em
Ohms e constitui a componente da impedância de um
circuito que não é devida à resistência pura.
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É QUADRO DE BASES ?
- É uma tabela, onde anotamos valores de base (Sb
[MVA], Vb [KV], Ib [A], Zb [Ω]) nas linhas e nas colunas
dividimos em trechos envolvidos.
11
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS?
- É uma representação simbólica (elétrica) monofásica
das impedâncias envolvidas. (o diagrama elétrico é
transformado e simplificado para ser representado em
uma fase.)
- É uma interligação de DIAGRAMAS DE IMPEDÂNCIAS
das sequências positivas, negativas e zero, para os
vários tipos de FALTAS no circuito em estudo.
12
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É IMPEDÂNCIAS DE SEQUÊNCIA ?
- São as impedâncias envolvidas nas sequências
positivas, negativas e zero, respectivamente.
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É SEQUÊNCIA (+), (-) e (0) ?
- As seqüências positiva, negativa e zero são grandezas
utilizadas na análise de componentes simétricas dos
sistemas de potência trifásicos. As componentes
simétricas são usadas para calcular as condições de
desbalanço de um sistema trifásico usando somente o
cálculo monofásico. Isso simplifica enormemente o
processo do cálculo das grandezas de falta para faltas
fase-fase, fase-terra e fase-fase-terra nos sistemas de
potência.
14
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIA
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Sistema pu - II
Um SEE tem, normalmente, diversos níveis de
tensão.
S, V, I, Z
S, V, I, Z pu = -----------------------------
S, V, I, Zbase
22
Sistema pu - IV
Bastam duas bases para ter um sistema
pu definido, porque as outras duas se
podem escrever em função das duas
primeiras. Geralmente escolhem-se como
valores de base a potência aparente
trifásica e a tensão composta. ZB é sempre
por fase.
23
Sistema pu – IV
IB = SB / (√3 . VB)
Zpu= |Vpu|2/Spu
24
Procedimento....
Definir SB para todo o sistema;
Identificar as diferentes zonas de tensão;
definir para “qualquer” zona uma tensão de
base;
para zonas restantes definir as bases de tensão
tendo em consideração as razões de
transformação;
calcular as bases restantes (Z, I) para cada zona
a partir de SB e VB, se necessário;
converter todos os dados necessários para p.u.;
27
Procedimento....
Proceder com todos os cálculos
necessários à resolução do problema;
converter todos os resultados em p.u. para
as respectivas unidades.
28
29
30
31
VANTAGENS DOS CÁLCULOS EM PU:
1. SIMPLIFICA OS CÁLCULOS, PORQUE TODOS OS
VALORES EM PU ESTÃO RELACIONADOS AO
MESMO PERCENTUAL.
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE FALTAS:
1. MONOFÁSICA (FLASH OVER?);
2. BIFÁSICA TERRA;
3. BIFÁSICA;
4. TRIFÁSICA;
5. TRIFÁSICA TERRA?
33
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE FALTAS:
TRIFÁSICA TERRA? IA + IB + IC = 0
IA
IC IB
-IA
-IA = IB + IC
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE FALTAS:
6. UMA FASE ABERTA (COMP. SIMÉTRICAS);
7. DUAS FASES ABERTAS (COMP. SIMÉTRICAS);
8. FORA DE FASE (180º, POR EXEMPLO)?
9. FOGO SOBRE A LINHA? (IONIZAÇÃO)
10. PRESENÇA DE ANIMAIS ?
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO E CORRENTE:
1. TENSÃO E CORRENTE
DE FASE e DE LINHA
2. SISTEMA EM ESTRELA
TENSÃO e CORRENTE
3. SISTEMA EM DELTA
TENSÃO e CORRENTE
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO E CORRENTE (ESTRELA):
IA = IL
IA = IF VA = VF IA = IL = IF
VFF = VAC
VFF = VF x √3
VC VB
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO E CORRENTE (DELTA):
IAC = IL
IA = IF
IL = IF x √3
VL = VC VC VA = VF
VL = VF
VB
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO SIMPLES E COMPOSTA:
VA
VAB = VB-VA 60
30 90
VAB/2 VAB/2
VA
VF = VFN = VA (Simples)
VB
2 . √3 . VA 30 = 2 . VAB 30
- VA
VAB 30 = √3 . VA 0
VAB VA 0 = VAB 30 /√3
39
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
NAS FALTAS...
1. CORRENTE DE CURTO CIRCUITO;
2. O QUE ACONTECE COM A TENSÃO NO CURTO?
3. O QUE ACONTECE COM A IMPEDÂNCIA NO
CURTO?
4. COMO FICA A IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE NO
CURTO?
5. AS COMPONETES DE SEQUÊNCIA...?
6. SEQUENCIA POSITIVA;
7. SEQUENCIA NEGATIVA (DESEQUILÍBRIO);
8. SEQUENCIA ZERO (SE HOUVE ENVOLVIMENTO
DE TERRA);
40
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE ATERRAMENTO:
1. ISOLADA;
2. ATERRADA;
SOLIDAMENTE;
COM IMPEDÂNCIA.
41
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE ATERRAMENTO:
Em caso de um curto circuito,
valor Icc
não superior a (aprox.) 12 A
42
TIPO DE ATERRAMENTO:
In = 112MVA/13,8KV x √3
In = 4686 A
dYn1 ou 11
G
~
(1) QUAL VALOR MÁXIMO DE I_cc ?
43
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SISTEMA ATERRADO SOLIDAMENTE:
Distância [Km]
44
SISTEMA ISOLADO:
45
ANÁLISE:
REGIMES NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA
(QUANTO AOS VALORES DAS IMPEDÂNCIAS):
PERMANENTE;
TRANSITÓRIO;
SUBTRANSITÓRIO.
46
SISTEMA TRIFÁSICO:
UM SISTEMA TRIFÁSICO DE POTÊNCIA ENVOLVE
CARGAS E TRANSFORMADORES LIGADOS EM DELTA E
ESTRELA;
OS CÁLCULOS DE CURTO-CIRCUITOS, PARA PROTEÇÃO,
SÃO FEITOS USANDO COMPONENTES SIMÉTRICAS, QUE
SÃO EQUILIBRADAS;
DESTE MODO, PODE-SE ANALISAR APENAS ÚNICA
FASE;
PORTANTO, TODA A REPRESENTAÇÃO DE UM SISTEMA
TRIFÁSICO EM PU É FEITO NUMA ÚNICA FASE DO
SISTEMA EM ESTRELA EQUIVALENTE.
47
SISTEMA TRIFÁSICO:
Ibase
IC(base)
Ibf
Zc(
Zbase
bas
Za(base)
e)
IA(base)
Vbase
e)
Vbf ba s
CARGA EM Y
Zb(
IB(base)
MODELO EM Y EQUIVALENTE
48
SISTEMA TRIFÁSICO:
Sbase
BASES ADOTADAS
Vbase
Onde:
Sb(3Φ) = 3 Sb(1Φ)
49
SISTEMA TRIFÁSICO:
Onde:
Vbase = √3 Vbf
Vbf: Tensão base de fase.
50
SISTEMA TRIFÁSICO:
51
SISTEMA TRIFÁSICO:
Zbase = Vbf/Ibf
52
SISTEMA TRIFÁSICO:
Fórmulas
Ibase = Ibf
Vbase = √3 . Vbf
Zbase = Vbase/ √3 . Ibase
Zbase = (Vbase .Vbase)/ Sbase
SISTEMA TRIFÁSICO:
Um sistema de potência trifásica, tem como
base 100MVA e 230KV.
Determinar:
a) Corrente base (Ibase)
b) Impedância base (Zbase)
c) Admitância base (Ybase)
d) Corrente I (Ipu)
e) Impedância Z (Zpu)
f) Impedância LT
SISTEMA TRIFÁSICO:
Ipu = 2 [pu]
SISTEMA TRIFÁSICO:
e) Impedância Z (Zpu)
Para estudos!!!
61
MÉTODO DAS COMPONENTES SIMÉTRICAS
SISTEMA TRIFÁSICO
SEQ. POSITIVA
(FALTA) (SIMÉTRICO)
SISTEMA TRIFÁSICO
SEQ. ZERO
(SIMÉTRICO)
DECOMPOR COMPOR
va 0 0 0 0 VA VA 0 0 0 va 0
1 0 1 2 0 2 1
va1 3 VB VB va 1
va 2 0 2 1 VC VC 0 1 2 va 2
63
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SEQUÊNCIA POSITIVA:
2ib1
ia1
ic1
ib1
2ia1
ic1
64
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SEQUÊNCIA NEGATIVA:
2IB
IA
IC
IA IB 2IC
IB
2IA
IC
65
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SEQUÊNCIA ZERO:
66
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DEFASAMENTO ANGULAR
IA = H1
Ynd1
PARA SEQÜÊNCIA POSITIVA
X1
(0 + 2)/2
0 0 6 6 0 1
H1 (IA) X1 (IAC)
IA IA (4 + 6)/2
4 4 10 10 4 5
H2 (IB) X2 (IBC)
IB IB (8 + 10)/2
8 8 2 2 8 9
IC
IB
H3 (IC) X3 (ICA)
IC IC
H0
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DEFASAMENTO ANGULAR
IA=H1
Ynd11
PARA SEQÜÊNCIA NEGATIVA
X1
(10 + 12)/2
12=0 6 6 12=0 11
H1 (IA) X1 (IAC)
IA IA (4 + 2)/2
4 10 10 4 3
X2 H2 (IB) X2 (IBC)
IB IB (8 + 6)/2
IC=H3
IB=H2
8 2 2 8 7
H3 (IC) X3 (ICA)
IC IC
H0
X3
68
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DIAGRAMAS DE IMPEDANCIAS
G TR
Diagrama BI
R Y
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ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
EXEMPLO 1
1. Um condutor de uma linha trifásica está aberta;
A corrente que flui para uma carga estrela pela linha “A” é de 25
A;
Fazendo a corrente na linha “A” como referência e supondo que
seja a linha “C” aberta;
Achar as componentes de sequência das correntes de linha.
IC=0A
zc
za IA=25 0° A
zb
Carga em Y
IB=25 180° A
70
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
1 . RESOLUÇÃO
Dados: IA = 25 0° A IB = -IA IC = 0A
71
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
Continuando a resolução ...
Graficamente, obteremos:
IA
IA
1-
-IA
72
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
Continuando a resolução ...
ia0 = 0 A
ia1 = ?
ia1 = (1/3) ( 1 - )
IA
ia1 = (1/3) 3-30° A
IA
(1/3)(1 - )=ia1
-IA 1-
73
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
Continuando a resolução ...
ia0 = 0 A
ia1 = (1/3) 3-30° A
ia2 = ?
ia2 = (1/3) ( 1 - 2 )
- 2IA 1 - 2
ia2 = (1/3) 330° A
IA
2IA
(1/3)(1 - 2)=ia2
74
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
ia0 = 0 A
ia1 = 14,43-30° A
ia2 = 14,4330° A
IN = IA + IB + IC = 0 A
IN = 3 ia0
75
DÚVIDAS ???
76
MAS AFINAL O QUE É PU?
O pu (por unidade) é bastante usado em engenharia
elétrica, em sistemas de potencia.
Basicamente você escolhe um valor-base e expressa
todos os outros valores (de mesma grandeza) a partir da
base.
Ou seja, você "normaliza" o circuito.
Por exemplo, se eu tenho um circuito com uma base de
138 kV, tudo que estiver neste valor será 1 pu
(equivalente a 100%).
77
SISTEMA POR UNIDADE
O sistema por unidade, mais conhecido pela sua
abreviatura pu, é uma forma de expressar as grandezas
elétricas em um circuito de forma normalizada, com base
em valores pré-determinados.
Valor de fato
Valor (pu) =
Valor de base
84
Todas as bases das outras grandezas corrente, resistência,
impedância, reatância, admitância serão derivadas da
potência e tensão base:
85
Para um sistema trifásico, atenta-se a convenção de
tensão de linha ou de fase:
86
DIAGRAMA UNIFILAR
TR1 TR5
G1 Y 3 6 Y M1
1 7
Y
~ LT1
4
~Y
2
Y ~ LT2 LT3
TR6 5
TR4
G2 Y Y Y 8
TR2 CARGA
Y Y
LT4
TR3 G3
9 10
~ Y
Y
88
CONVERSÃO ENTRE BASES
89
O sistema "por unidade", ou, mais brevemente, sistema p.u.,
consiste na definição de valores de base para as grandezas (tensão,
corrente, potência, etc.), seguida da substituição dos valores das
variáveis e constantes (expressas no Sistema Internacional de
unidades) pelas suas relações com os valores de base pré-
definidos.
90
EXEMPLO 3
Numa base de corrente Ib = 50A, a corrente I = 30A terá o valor:
91
BASES
92
Por sua vez, as bases de impedância e corrente calculam-se através
das expressões:
Numa rede com vários níveis de tensão, cujas zonas são definidas
pelos transformadores existentes, haverá uma base de tensão para
cada zona, sendo conveniente que as relações entre as bases de
zonas adjacentes sejam iguais às relações de transformação dos
transformadores que as ligam (nessa hipótese, os transformadores
terão, em p.u., uma relação de transformação 1:1, o que é
extremamente cômodo).
93
As bases de impedância e corrente serão também diferentes em
cada zona, como é óbvio.
95
MUDANÇA DE BASE
A alteração das bases definidas para um elemento do
sistema ou para uma rede ocasiona, obviamente, a
modificação dos valores em p.u. para as diversas
grandezas, com especial ênfase para as impedâncias.
96
Uma aplicação imediata da expressão anterior é a
transformação dos valores das características das
máquinas elétricas, habitualmente dados em percentagem
dos valores nominais da máquina, para valores em p.u. nas
bases do sistema.
97
MUDANÇA DE BASE DE UMA GRANDEZA (Z)
Geralmente os dados de placa dos transformadores não
coincidem com a base na qual o sistema está sendo
calculado.
A mudança de base da impedância do transformador
deverá ser efetuada como segue:
Vbase1 mudança Vbase2
Zreal Zpu1 Zpu2
Sbase1 Sbase2
98
MUDANÇA DE BASE DE UMA GRANDEZA (Z)
Na base 1, tem-se:
Zpu1 = Zreal/Zbase1
Zreal = Zpu1.Zbase1
Já na base2, tem-se:
Zpu2 = Zreal/Zbase2
Zreal = Zpu2.Zbase2
99
MUDANÇA DE BASE DE UMA GRANDEZA (Z)
Igualando as equações anteriores, obtem-se:
Zpu(novo) = Zpu(velho).[(Vb(velha)/Vb(nova))2(Sb(nova)/Sb(velha))]
100
EXEMPLO 4
100MVA e 13,8KV.
101
Solução:
Zpu(novo) = Zpu(velho).[(Vb(velha)/Vb(nova))2(Sb(nova)/Sb(velha))]
Xnovo = 0,44 pu
Na base nova 102
EXEMPLO 5
103
EXEMPLO 6
A reatância de fugas (ou tensão de curto-circuito, Ucc) de
um transformador de 30 MVA, 60/16 kV, é x=8%.
A base de potência da rede é Sb=50 MVA, e as bases de
tensão nas zonas do primário e secundário são,
respectivamente, Vbp=56,25 kV e Vbs=15 kV.
Usando a expressão de mudança de base, o valor da
reatância em p.u. nas bases da rede é dada por:
106
EXEMPLO ILUSTRATIVO
Com o intuito de ilustrar a aplicação do sistema p.u.,
apresenta-se a seguir um exemplo completo de pequena
dimensão.
EXEMPLO 7
107
A rede da figura representa um sistema simplificado, no
qual se pretendem calcular as tensões nos diversos
barramentos, as correntes nas linhas e ainda as perdas,
resultantes da alimentação das cargas indicadas. Supõe-se
que a alimentação da carga C1 é realizada a 380 V.
Definimos como base de potência Sb=1000 kVA.
Existem na rede três zonas de tensão, definidas pelos
transformadores. Fixando
108
Podemos agora calcular os valores por unidade das impedâncias
das linhas:
109
É agora possível estabelecer o esquema em p.u., no qual os
transformadores têm razão de transformação unitária, o que
permite resolver o circuito como se tivesse só um nível de tensão.
110
111
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS (seq. (+)):
1. GERADOR
X ou X ’ ou X ”
P P
P P
~
REF.
112
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
2. MOTOR
X ou X ’ ou X ”
P P
P P
~
REF.
113
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
3. CARGAS ESTÁTICAS
ou ou
114
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
4. LINHAS DE TRANSMISSÃO
R jxL
Z = (Z +jXl)
Referência
115
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
5. TRANSFORMADORES DE 2 ENROLAMENTOS
N1 : N2
R1 B
jx1 B
R2 jx2 B
Lado 1 XmB B
Rp
B B
Lado 2
referência
2 IDEAL
N
R 2 + j.x 2 . 1
N
2
116
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
5. TRANSFORMADORES DE 2 ENROLAMENTOS
j X1 + X2 = j x
lado 1 lado 2
referência
117
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
6. TRANSFORMADORES DE 3 ENROLAMENTOS
P S
Diagrama unifilar
T
Xp
P S
Xs
t
Xt Circuito equivalente
re
fe
r.
118
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
A D M1
~
B
~
B
G1 T1
B T2
B
B C
B B
B B
G2
B B
~ carga B
carga A
A X B X LT C X D
TR2
B
TR1
B B
B B
B
X g1B B X g2
B B X M1B
B
Z C
ZC
A B
~ ~ ~
Seq(
+)
119
EXERCÍCIO 1 – DETERMINAR V EM P.U.:
126kV 120kV
109kV 120kV
120kV 120kV
500kV 120kV
120
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 1:
126kV 120kV
109kV 120kV
120kV 120kV
500kV 120kV
121
EXERCÍCIO 2 – NUM SISTEMA DE POTÊNCIA TRIFÁSICO,
TEM COMO BASE 100 MVA E 230kV. DETERMINAR:
122
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 2:
123
EXERCÍCIO 3 – NUM SISTEMA DE POTÊNCIA TRIFÁSICO,
TEM COMO BASE 100 MVA E 230kV. DETERMINAR:
124
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 3:
125
EXERCÍCIO 4 – Sb = 100MVA e Vb = 13,8kV
(para o trecho do gerador):
A D M1
~
B
~
B
G1 T1
B T2
B
B C
B B
LT
B
G2
B B
~ carga B
carga A
G T1 LT T2 M
S=40MVA S=50MVA X´lt=j.2 Ω S=50MVA S=20MVA
V=13,8kV V=13,8/138kV V=138/13,2kV V=13,2kV
X´g=0,714Ω X´t=0,381Ω(BT) X´t=0,244Ω(BT) X´m=1,394Ω
X´´g=15% X´´t=10% X´´t=7% X´´m=16%
126
EXERCÍCIO 4 – Sb = 100MVA e Vb = 13,8kV (para o trecho
do gerador), pede-se:
127
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4
128
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4
Zpu
129
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4
130
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4
Vg
G M
40MVA
131
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4
j0,375 j0,8
Vm
Vg
G M
40MVA
132
EXERCÍCIO 5
133
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5
Vg = V1 + V2 + V3 + Vm
VL = V1 + V2 + V3
Sm = 40 MVA, Vm = 13,8KV.
Daí...
Vg = V1 + V2 + V3 + Vm
VL = V1 + V2 + V3
Vg = j0,1437PU + 0,97PU
136
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5
Vm
Vg
G M1 M2
40MVA
137
EXERCÍCIO 6
138
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 6
Vg = (Z1 + Z2 + Z3) . I + Vm
Vg = 1,0623 6,203 pu
139
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 6
53,13
6,1 V
Vm = 0,97pu
140
EXERCÍCIO 7
~ T1
B B
B ~
G2
B B
~ Δ Y
g TR
X” = 20% X = 8%
V = 13,2 KV V=13,6/230KV
S = 40 MVA S=45 MVA
141
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 7
GERADOR:
ZΩ = 0,2 . 13,22 / 40
ZΩ = 0,87 Ω
143
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8
144
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8
145
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8
146
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8
147
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8
V1 V2 V3
A B C D
j0,345 j0,73 j0,345
I
Vm=12KV
Vg
G M1 M2
10MVA 10MVA
148
EXERCÍCIO 9
Faça o quadro de bases, quadro de impedâncias e o diagrama de
impedâncias (sequência positiva, para curto circuito 3 no ponto
“P”.
149
150
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
FALTA TRIFÁSICA
F A VV IV
G B
~ V VA IA
R
IA IB IV
VB IB
VA VB VV
Nota:
F IA 0 VA = 0
Z1
IB 0 VB = 0
+ IV 0 VV = 0
vAN ~ vth1 va1 ia1
- ia0 = 0
ia1 = VAN/Z1 = Vth1/ Z1 = IA
ia2 = 0
151
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
152
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
QUADRO DE BASE
GRANDEZA TRECHO I TRECHO II TRECHO III OBS.
S [MVA] 100 100 100 ADOTADO
VL [KV] 138,0 R.T.
IB [A] Ib=Sb/√3.Vb
Z [Ω] Zb = Vb2/Sb
QUADRO DE IMPEDÂNCIA
EQUAÇÃO SIST 1 LT SIST 2
ZpuN
153
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
IB = 2ia1
IC = ia1
IN = IA + IB + IC
154
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
z "
ia1' = ia1 . ' + ''
1
z1 z1
z '
ia1" = ia 1 . ' + ''
1
z1 z1
155
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
IA = ia
' 0 '
1
IB ia1
= '' 2
IC = ia
' 1 '
1
156
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
IA IA + IA"
= '
IB = IB + IB"
'
IC = IC + IC "
'
157
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
CÁLCULO DA TENSÃO
VA ' = 0 va1
'
va = vth1- ia . Z1´
' '
2
VB = va1 = vb1
1 ' ' '
1
='1 '
=
VC va1 vc1
'
Z1´ = j 0,3
158
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
P
I A’ = 0 IA’=1,25 -j90°
IA”= 5 -j90°
i a’
IB”=5 j150°
IA’
IA
180
IC’ IB’ IC”=5 j30°
i a’
I B’ =1,1 180
IB’=1,25 j150°
i b’
i c’
180
3 i0’=0 I=5,44
RELE 3 i 0’= 0
3 i 0“= 0
IN=3i0=0
3 i0’ =0
i a’ i b’ i c’
159
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
ia1
Vz1´ ia1
ia1’ ia1’ ia1 ia1 Z1’
ia1” ia1”
Z1’ Z1” Z1’ Z1”
+
va1
VTH1’ Va1’ VTH1” VTH1’ VTH1” VTh1
-
160
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9
j0°
VA´ = 0,625
IC’=1,25 j30°
IB’=1,25 j150°
162
FIM
163