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Conceitos de Valor por Unidade em Sistemas Elétricos

Este documento fornece informações sobre um curso de representação de sistemas elétricos ministrado por Rubens Kamimura. O curso introduz os conceitos de valores por unidade para variáveis elétricas em sistemas de potência e discute diagramas unifilares, impedâncias, sequências e tipos de falhas. O objetivo é fornecer aos alunos ferramentas para análise e simulação de sistemas elétricos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Conceitos de Valor por Unidade em Sistemas Elétricos

Este documento fornece informações sobre um curso de representação de sistemas elétricos ministrado por Rubens Kamimura. O curso introduz os conceitos de valores por unidade para variáveis elétricas em sistemas de potência e discute diagramas unifilares, impedâncias, sequências e tipos de falhas. O objetivo é fornecer aos alunos ferramentas para análise e simulação de sistemas elétricos.
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MÓDULO

VALOR POR UNIDADE

REPRESENTAÇÃO DE SISTEMAS ELÉTRICOS


Instrutor: Rubens Kamimura
QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

Nome:

Local de trabalho:
Formação:
Cargo/Função:
Tempo na função:

* Qualificação Profissional e  a  preparação  o cidadão através  de  uma formação profissional para  que 


ele  ou  ela  possa  primorar  suas  habilidades  para  executar  funções  específicas  demandadas  pelo 
mercado de trabalho.
2
Instrutor: Rubens Kamimura (33 anos CESP)
Assistente Técnico III

Formação:
1. Engenharia UNESP/FEIS – I. Solteira/SP (interrompido);
2. Ciências FECLU – P. Barreto/SP (concluido);
3. Tecnologia aplicada à Proteção Digital USP/EPUSP (concluido);
4. Matemática FIU – P. Barreto/SP (3º. ano);
5. Eletrotécnica EESG URUBUPUNGÁ – I. Solteira/SP (concluido);
6. Eletrônica - S. Paulo/SP (concluido).

3
Instrutor: Rubens Kamimura (33 anos CESP)
Assistente Técnico III

Experiência (1975 - 2008):


1. LEM – Laboratório Central de Eletromecânica – I. Solteira/SP:
Comissionamentos de Geradores, Subestações, Transformadores, Reguladores de
Velocidade, nas UHEs: Capivara, Promissão, Ilha Solteira, Água Vermelha, Paraibuna,
Euclides da Cunha e Limoeira;
2. Gerência Regional do Paraná – Jupiá, Ilha Solteira e Água Vermelha:
Manutenção Eletro-Eletrônica nos Reguladores de Velocidade, Tensão, Proteção, etc.
3. Centro de Treinamento Técnico de Ilha Solteira:
Instrução e Coordenação com Acordo CESP/SENAI e CESP/JICA.
4. OME – Engenharia de Manutenção Eletromecânica:
Especificações de equipamentos, instalação de novos equipamentos, Ensaios
em fábrica para aceitação, comissionamentos dos novos reguladores de
tensão e velocidade e Sistemas de medição para faturamento e Proteções
(DIGITAL).
5. OMPTD – Capacitação e Desenvolvimento:
Coordenação e Instrução de treinamentos técnicos, especificação técnica,
contatos com fornecedores, etc. 4
OBJETIVO:
INTRODUZIR OS CONCEITOS DOS VALORES POR
UNIDADE (PU), NAS VARIÁVEIS ELÉTRICAS ENVOLVIDAS
NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA, ONDE VÁRIOS
NÍVEIS (V, I, S, P, Q, Z, ...) ESTÃO ENVOLVIDAS.

5
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É DIAGRAMA UNIFILAR ?
- REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DO S.E.P. ATRAVÉS DE
SIMBOLOGIA.

6
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É VALOR POR UNIDADE – pu ?
- As quantidades “por-unidade” são quantidades que
foram normalizadas para uma quantidade base.
- Por exemplo, considere um motor de 6 kW operando
com uma carga de 4 kW. A potência é de 4 kW. A base
de potência é 6 kW. A potência por-unidade é, portanto
4/6 = 0,6667 p.u.

7
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
QUAIS AS VANTAGENS DOS CÁLCULOS EM
pu ?
- Existem duas vantagens neste sistema, sendo uma
que as constantes das máquinas e transformadores
caírem numa faixa numérica razoavelmente estreita
quando são expressas num sistema “por unidade”
relacionando às suas características nominais.

- A segunda vantagem é que o projetista é aliviado da


preocupação de referir as quantidades do circuito a um
lado ou outro dos transformadores.

8
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
QUAL A APLICAÇÃO VALOR POR UNIDADE?
- O sistema por unidade vai ser muito útil na simulação
de sistemas de máquinas que integram computadores
analógicos ou digitais para análises de transitórios ou
dinâmicas.
- Todas as grandezas como a tensão V, a corrente I, a
potência P, a potência reativa jQ, a potência
aparente S, a resistência R, a reatância jX, a
impedância Z, a condutância G, a susceptância B e a
admitância Y, podem ser traduzidas para a forma “por
unidade” por meio de relação.

9
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É QUADRO DE REATÂNCIA ?
- Reatância ou reagência elétrica é a resistência
oferecida à passagem de corrente alternada por
indutância ou capacitância num circuito. É dada em
Ohms e constitui a componente da impedância de um
circuito que não é devida à resistência pura.

- “QUADRO DE REATÂNCIA” é uma tabela onde são


anotadas as reatâncias envolvidas para o estudo em
questão.

10
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É QUADRO DE BASES ?
- É uma tabela, onde anotamos valores de base (Sb
[MVA], Vb [KV], Ib [A], Zb [Ω]) nas linhas e nas colunas
dividimos em trechos envolvidos.

11
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS?
- É uma representação simbólica (elétrica) monofásica
das impedâncias envolvidas. (o diagrama elétrico é
transformado e simplificado para ser representado em
uma fase.)
- É uma interligação de DIAGRAMAS DE IMPEDÂNCIAS
das sequências positivas, negativas e zero, para os
vários tipos de FALTAS no circuito em estudo.

12
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É IMPEDÂNCIAS DE SEQUÊNCIA ?
- São as impedâncias envolvidas nas sequências
positivas, negativas e zero, respectivamente.

13
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
O QUE É SEQUÊNCIA (+), (-) e (0) ?
- As seqüências positiva, negativa e zero são grandezas
utilizadas na análise de componentes simétricas dos
sistemas de potência trifásicos. As componentes
simétricas são usadas para calcular as condições de
desbalanço de um sistema trifásico usando somente o
cálculo monofásico. Isso simplifica enormemente o
processo do cálculo das grandezas de falta para faltas
fase-fase, fase-terra e fase-fase-terra nos sistemas de
potência.

14
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIA

19
Sistema pu - II
Um SEE tem, normalmente, diversos níveis de
tensão.

A resolução de um SEE “requer”, por isso, a


transformação de todas as impedâncias a um só
nível de tensão.

Além disso, ter os valores absolutos de diversas


grandezas pode não ser uma forma ideal de as
conseguir relacionar com outras qualitativamente.
20
Sistema pu - III
Modo de atuar:
Num sistema pu são valores definidos dois valores
de base, e todos se escrevem em função desses
dois valores.
Uma qualquer quantidade em pu será escrita da
seguinte forma:
valor atual
Valor em pu = ---------------------------
valor de base
21
Sistema pu - III

S, V, I, Z
S, V, I, Z pu = -----------------------------
S, V, I, Zbase

22
Sistema pu - IV
Bastam duas bases para ter um sistema
pu definido, porque as outras duas se
podem escrever em função das duas
primeiras. Geralmente escolhem-se como
valores de base a potência aparente
trifásica e a tensão composta. ZB é sempre
por fase.

23
Sistema pu – IV

IB = SB / (√3 . VB)

ZB = Tensão de Base/Corrente de Base

ZB = (VB /√3) /IB = (VB)2/SB

Zpu= |Vpu|2/Spu

24
Procedimento....
 Definir SB para todo o sistema;
 Identificar as diferentes zonas de tensão;
 definir para “qualquer” zona uma tensão de
base;
 para zonas restantes definir as bases de tensão
tendo em consideração as razões de
transformação;
 calcular as bases restantes (Z, I) para cada zona
a partir de SB e VB, se necessário;
 converter todos os dados necessários para p.u.;
27
Procedimento....
 Proceder com todos os cálculos
necessários à resolução do problema;
 converter todos os resultados em p.u. para
as respectivas unidades.

28
29
30
31
VANTAGENS DOS CÁLCULOS EM PU:
1. SIMPLIFICA OS CÁLCULOS, PORQUE TODOS OS
VALORES EM PU ESTÃO RELACIONADOS AO
MESMO PERCENTUAL.

2. QUANDO OS CÁLCULOS SÃO FEITOS EM PU, NÃO


HÁ NECESSIDADE DE REFERIR TODAS AS
IMPEDÂNCIAS A UM MESMO NÍVEL DE TENSÃO,
POIS, UMA DETERMINADA IMPEDÂNCIA SEMPRE
TEM O MESMO VALOR, NÃO IMPORTANDO O
NÍVEL DE TENSÃO EM QUE SE ENCONTRA.

32
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE FALTAS:
1. MONOFÁSICA (FLASH OVER?);
2. BIFÁSICA TERRA;
3. BIFÁSICA;
4. TRIFÁSICA;
5. TRIFÁSICA TERRA?

33
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE FALTAS:
TRIFÁSICA TERRA? IA + IB + IC = 0

IA

IC IB

-IA

-IA = IB + IC
34
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE FALTAS:
6. UMA FASE ABERTA (COMP. SIMÉTRICAS);
7. DUAS FASES ABERTAS (COMP. SIMÉTRICAS);
8. FORA DE FASE (180º, POR EXEMPLO)?
9. FOGO SOBRE A LINHA? (IONIZAÇÃO)
10. PRESENÇA DE ANIMAIS ?

35
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO E CORRENTE:
1. TENSÃO E CORRENTE
DE FASE e DE LINHA

2. SISTEMA EM ESTRELA
TENSÃO e CORRENTE

3. SISTEMA EM DELTA
TENSÃO e CORRENTE

36
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO E CORRENTE (ESTRELA):

IA = IL

IA = IF VA = VF IA = IL = IF
VFF = VAC
VFF = VF x √3
VC VB

37
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO E CORRENTE (DELTA):

IAC = IL

IA = IF
IL = IF x √3
VL = VC VC VA = VF
VL = VF

VB

38
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TENSÃO SIMPLES E COMPOSTA:
VA
VAB = VB-VA 60

30 90
VAB/2 VAB/2
VA

VL = VFF = VAB (Composta)

VF = VFN = VA (Simples)

Cos30 = √3/2 = (VAB/2 30 )/(VA 0 )


VC

VB

2 . √3 . VA 30 = 2 . VAB 30
- VA
VAB 30 = √3 . VA 0
VAB VA 0 = VAB 30 /√3

39
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
NAS FALTAS...
1. CORRENTE DE CURTO CIRCUITO;
2. O QUE ACONTECE COM A TENSÃO NO CURTO?
3. O QUE ACONTECE COM A IMPEDÂNCIA NO
CURTO?
4. COMO FICA A IMPEDÂNCIA EQUIVALENTE NO
CURTO?
5. AS COMPONETES DE SEQUÊNCIA...?
6. SEQUENCIA POSITIVA;
7. SEQUENCIA NEGATIVA (DESEQUILÍBRIO);
8. SEQUENCIA ZERO (SE HOUVE ENVOLVIMENTO
DE TERRA);
40
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE ATERRAMENTO:

1. ISOLADA;
2. ATERRADA;
SOLIDAMENTE;
COM IMPEDÂNCIA.

41
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
TIPO DE ATERRAMENTO:

 O neutro do gerador ( centro estrela ) pode ser


isolado, rigidamente aterrado ou aterrado através de
resistência, indutância ou transformador de
distribuição com resistência conectada em seu
secundário. Tais artifícios tem por objetivo limitar o
valor da corrente que circularia.

 Em caso de um curto circuito, 
valor Icc
não superior a (aprox.) 12 A
42
TIPO DE ATERRAMENTO:

In = 112MVA/13,8KV x √3
In = 4686 A
dYn1 ou 11

G
~
(1) QUAL VALOR MÁXIMO DE I_cc ?

(2) QUE TIPO DE CURTO-CIRCUITO É


PARA O GERADOR ?

43
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SISTEMA ATERRADO SOLIDAMENTE:

 CORRENTE DE CURTO CIRCUITO (AUMENTA);


 TENSÃO (DIMINUI);
 IMPEDÂNCIA (DIMINUI).
Gradiente ICC = CORRENTE DE CURTO CIRCUITO
V, I, Z

Vcc = TENSÃO NO CURTO CIRCUITO


Zcc = IMPEDÂNCIA NO CURTO CIRCUITO

Distância [Km]

44
SISTEMA ISOLADO:

 CORRENTE DE CURTO CIRCUITO (DIMINUI);


 TENSÃO (AUMENTA DE RAIZ DE TRÊS VEZES);
 IMPEDÂNCIA (VER ATERRAMENTO).

45
ANÁLISE:
 REGIMES NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA
(QUANTO AOS VALORES DAS IMPEDÂNCIAS):

 PERMANENTE;
 TRANSITÓRIO;
 SUBTRANSITÓRIO.

46
SISTEMA TRIFÁSICO:
 UM SISTEMA TRIFÁSICO DE POTÊNCIA ENVOLVE
CARGAS E TRANSFORMADORES LIGADOS EM DELTA E
ESTRELA;
 OS CÁLCULOS DE CURTO-CIRCUITOS, PARA PROTEÇÃO,
SÃO FEITOS USANDO COMPONENTES SIMÉTRICAS, QUE
SÃO EQUILIBRADAS;
 DESTE MODO, PODE-SE ANALISAR APENAS ÚNICA
FASE;
 PORTANTO, TODA A REPRESENTAÇÃO DE UM SISTEMA
TRIFÁSICO EM PU É FEITO NUMA ÚNICA FASE DO
SISTEMA EM ESTRELA EQUIVALENTE.
47
SISTEMA TRIFÁSICO:

Ibase
IC(base)
Ibf

Zc(
Zbase

bas
Za(base)

e)
IA(base)
Vbase

e)
Vbf ba s
CARGA EM Y
Zb(

IB(base)

MODELO EM Y EQUIVALENTE

48
SISTEMA TRIFÁSICO:
Sbase
BASES ADOTADAS
Vbase

Onde:

Sbase: Potência aparente base do sistema


trifásico, ou seja, é a soma das potências aparentes
base de cada fase.

Sb(3Φ) = 3 Sb(1Φ)
49
SISTEMA TRIFÁSICO:

Onde:

Vbase: Tensão base de linha à linha, ou √3 vezes


a tensão base de fase do estrela equivalente.

Vbase = √3 Vbf
Vbf: Tensão base de fase.

50
SISTEMA TRIFÁSICO:

Cálculo da Corrente de Base (Ibase)

A corrente base é a mesma da linha do sistema


trifásico original e da fase do Y equivalente.

Sbase = √3 . Vbase . Ibase

Ibase = Sbase/√3 . Vbase

51
SISTEMA TRIFÁSICO:

Cálculo da Impedância de Base (Zbase)

A impedância base de um sistema trifásico, é


sempre a impedância da fase do sistema trifásico em
Y equivalente.

Zbase = Vbf/Ibf

52
SISTEMA TRIFÁSICO:

Fórmulas

Ibase = Ibf
Vbase = √3 . Vbf
Zbase = Vbase/ √3 . Ibase
Zbase = (Vbase .Vbase)/ Sbase
SISTEMA TRIFÁSICO:
Um sistema de potência trifásica, tem como
base 100MVA e 230KV.
Determinar:
a) Corrente base (Ibase)
b) Impedância base (Zbase)
c) Admitância base (Ybase)
d) Corrente I (Ipu)
e) Impedância Z (Zpu)
f) Impedância LT
SISTEMA TRIFÁSICO:

a) Corrente base (Ibase)

Ibase = Sbase/√3 . Vbase = 100MVA/√3 . 230KV

Ibase = 251,02 [A]


b) Impedância base (Zbase)

Zbase = (Vbase.Vbase)/Sbase = (230KV.230KV)/100MVA

Zbase = 529 [Ω]


SISTEMA TRIFÁSICO:

c) Admitância base (Ybase)

Ybase = 1/Zbase = 1/529 Ω

Ybase = 1,89 . 10-3 [Siemens]


d) Corrente I (Ipu)

I = 502,04 A em pu  Ipu = I/Ibase = 502,04/251,02

Ipu = 2 [pu]
SISTEMA TRIFÁSICO:

e) Impedância Z (Zpu)

Z = 264,5+j1058 Ω em pu  Zpu = Z/Zbase


= (264,5+j1058)/529

Zpu = 0,5 + j2 [pu]


SISTEMA TRIFÁSICO:

f) Em pu, a impedância de uma linha de transmissão


de 230KV com 52,9 Km de comprimento, tendo a
Impedância de 0,5 Ω/Km por fase.

ZLT = 0,5 Ω/Km x 52,9 Km

ZLT = 26,45 [Ω]


ZLTpu= ZLT/Zbase = 26,45 Ω/529 Ω

ZLT pu= 0,05 [pu]


ANÁLISE:
 ANTES DO CURTO-CIRCUITO, TENSÃO E CORRENTE
SIMÉTRICA;
 NO CURTO-CIRCUITO, A CORRENTE E TENSÃO – AS
FORMAS DE ONDA SE DEFORMAM...
 AÍ, ENTRA UMA FERRAMENTA FUNDAMENTAL PARA
SUA ANÁLISE (CORRENTES E TENSÕES NO CURTO
CIRCUITO...)
 AS COMPONENTES SIMÉTRICAS...
  FAZEMOS  A  DECOMPOSIÇÃO/COMPOSIÇÃO  DE  Vcc  e 
Icc... EM SEQ(+), SEQ(-) e SEQ(0).
NOTA: VEREMOS SOMENTE SEQ. POSITIVA.
59
O QUE SÃO COMPONENTES SIMÉTRICAS?
O Método das Componentes Simétricas foi desenvolvido pelo Dr. C. 
L. Fortescue;
Enunciado:

“Um sistema trifásico desequilibrado pode ser


decomposto em três sistemas equilibrados e esta
decomposição é única”;
Estes sistemas decompostos são denominados:
 sequência positiva;
 sequência negativa;
 sequência zero.
60
PARA QUE SERVE ?

Para estudos!!!

Faltas assimétricas em sistemas de transmissão que podem


consistir de curto-circuitos, impedâncias entre linhas,
impedância de uma ou duas linhas para a terra, ou condutores
abertos são estudadas pelo método dos componentes
simétricos que é aplicável a soluções analíticas ou a
analisadores de rede.

61
MÉTODO DAS COMPONENTES SIMÉTRICAS

SISTEMA TRIFÁSICO
SEQ. POSITIVA
 (FALTA) (SIMÉTRICO)

SISTEMA TRIFÁSICO SISTEMA TRIFÁSICO


(SIMÉTRICO) SISTEMA TRIFÁSICO C. S. SEQ. NEGATIVA C. S. SISTEMA TRIFÁSICO
(ASSIMÉTRICO ORIGINAL) (ASSIMÉTRICO ORIGINAL)
PRÉ-FALTA (SIMÉTRICO)
(1) (2)

SISTEMA TRIFÁSICO
SEQ. ZERO
(SIMÉTRICO)

(1) APLICAR FÓRMULA DE CONVERSÃO


IA, IB E IC EM ia1, ia2 e ia0
VA, VB E VC EM va1, va2 e va0
(2) APLICAR FÓRMULA DE CONVERSÃO
ia1, ia2 e ia0 EM IA, IB E IC NOTA: O método utiliza apenas uma fase,
va1, va2 e va0 EM VA, VB E VC após a conversão.
62
COMPONENTE SIMÉTRICA:

NA FORMA MATRICIAL (TENSÃO):

DECOMPOR COMPOR

 va 0   0 0 0  VA  VA   0 0 0   va 0 
  1  0 1 2      0 2 1  
 va1   3     VB  VB        va 1 
 va 2   0 2 1  VC  VC   0 1 2   va 2 
    

63
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SEQUÊNCIA POSITIVA:

2ib1
ia1
ic1

ia1 ib1 2ic1

ib1
2ia1
ic1

64
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SEQUÊNCIA NEGATIVA:

2IB
IA
IC

IA IB 2IC

IB
2IA
IC

65
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
SEQUÊNCIA ZERO:

ia0 = ib0 = ic0

66
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DEFASAMENTO ANGULAR

IA = H1

Ynd1
PARA SEQÜÊNCIA POSITIVA
X1
(0 + 2)/2

0 0 6 6 0 1
H1 (IA) X1 (IAC)
IA IA (4 + 6)/2

4 4 10 10 4 5
H2 (IB) X2 (IBC)
IB IB (8 + 10)/2

8 8 2 2 8 9
IC

IB

H3 (IC) X3 (ICA)
IC IC
H0

PARA SEQÜÊNCIA NEGATIVA

67
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DEFASAMENTO ANGULAR

IA=H1
Ynd11
PARA SEQÜÊNCIA NEGATIVA
X1
(10 + 12)/2

12=0 6 6 12=0 11
H1 (IA) X1 (IAC)
IA IA (4 + 2)/2

4 10 10 4 3
X2 H2 (IB) X2 (IBC)
IB IB (8 + 6)/2
IC=H3

IB=H2

8 2 2 8 7
H3 (IC) X3 (ICA)
IC IC
H0
X3

PARA SEQÜÊNCIA POSITIVA

68
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
DIAGRAMAS DE IMPEDANCIAS

G TR

Diagrama BI

R  Y

Xd”1 Xt”1 Xs”1

Seq. pos. Van1 Van1

Xd”2 Xt”2 Xs”2

Seq. neg. Van2 Van2

Xd”0 Xt”0 Xs”0

Seq. zero Van0 Van0

69
ISO 9001:2000 Sistema de Capacitação e Desenvolvimento OMP
EXEMPLO 1
1. Um condutor de uma linha trifásica está aberta;
A corrente que flui para uma carga estrela pela linha “A” é de 25
A;
Fazendo a corrente na linha “A” como referência e supondo que
seja a linha “C” aberta;
 Achar as componentes de sequência das correntes de linha.
IC=0A
zc

za IA=25 0° A
zb

Carga em Y
IB=25 180° A

70
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
1 . RESOLUÇÃO

 Dados: IA = 25 0° A IB = -IA IC = 0A

 Substituindo os valores acima na expressão:

71
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
Continuando a resolução ...

 ia0 = (1/3) (IA + (– IA) + 0)


  ia0 = 0 A

 ia1 = (1/3) (IA + (- IA) + 0) = (1/3) IA (1 - ) = (IA/3) (1 - )


 Efetuando-se a soma vetorial (1 - ), obteremos: 1 -  = 3-30° A

 Graficamente, obteremos:
IA

IA
1-
-IA

72
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
Continuando a resolução ...

 ia0 = 0 A

 ia1 = ?

 ia1 = (1/3) (IA - IA)

 ia1 = (1/3) ( 1 -  )
IA
  ia1 = (1/3) 3-30° A
IA
(1/3)(1 - )=ia1
-IA 1-

73
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO
Continuando a resolução ...

 ia0 = 0 A
 ia1 = (1/3) 3-30° A

 ia2 = ?

 ia2 = (1/3) (IA + (-  2IA) + 0)

 ia2 = (1/3) ( 1 -  2 )
- 2IA 1 - 2
  ia2 = (1/3) 330° A
IA

 2IA
(1/3)(1 -  2)=ia2

74
RESOLUÇÃO DO EXEMPLO

 ia0 = 0 A
 ia1 = 14,43-30° A
 ia2 = 14,4330° A

 IA = ia0 + ia1 + ia2 = 25 A


 IB = ia0 +  2ia1 + ia2 = ib0 + ib1 + ib2 = 25 A
 IC = ia0 + ia1 +  2ia2 = ic0 + ic1 + ic2 = 0 A

 NO CIRCUITO EM DELTA  NÃO TEREMOS IN !!!

 NO CIRCUITO EM ESTRELA  HAVERÁ POSSIBILIDADE DE


TERMOS IN !!!

 IN = IA + IB + IC = 0 A
 IN = 3 ia0

75
DÚVIDAS ???

76
MAS AFINAL O QUE É PU?
O pu (por unidade) é bastante usado em engenharia
elétrica, em sistemas de potencia.
Basicamente você escolhe um valor-base e expressa
todos os outros valores (de mesma grandeza) a partir da
base.
Ou seja, você "normaliza" o circuito.
Por exemplo, se eu tenho um circuito com uma base de
138 kV, tudo que estiver neste valor será 1 pu
(equivalente a 100%).

77
SISTEMA POR UNIDADE
O sistema por unidade, mais conhecido pela sua
abreviatura pu, é uma forma de expressar as grandezas
elétricas em um circuito de forma normalizada, com base
em valores pré-determinados.

Um sistema descrito em pu é baseado em uma potência


base Sbase, arbitrária, e em uma tensão base Vbase, que será
a tensão nominal em cada barramento.

Desta forma o sistema pode ser expresso sem


transformadores, pois a tensão será normalizada.
83
... MAS AFINAL COMO CHEGO, NESTE VALOR ?

Valor de fato
Valor (pu) =
Valor de base

84
Todas as bases das outras grandezas corrente, resistência,
impedância, reatância, admitância serão derivadas da
potência e tensão base:

85
Para um sistema trifásico, atenta-se a convenção de
tensão de linha ou de fase:

86
DIAGRAMA UNIFILAR

A finalidade de um diagrama unifilar é fornecer, de maneira concisa,


os dados significativos de um Sistema de Potência.

Deve apresentar informações na quantidade e qualidade


necessárias, sempre orientadas para o estudo ou problema em
análise.
TIPO DE ESTUDO INFORMAÇÕES BÁSICAS NUM DIAGRAMA UNIFILAR

- Identificação das barras;


CURTO- - Impedâncias de L.Ts e trafos (seq. +; seq. - e
CIRCUITO seq. 0);
- Tipos desconexões de transformadores;
- Impedâncias de geradores (subtransitórias);
- Dados necessários para cálculo de valores
em
pu (potência , tensões nominais etc.) de
impedâncias de linhas,
trafos, geradores, reatores etc.
87
EXEMPLO 2
Diagrama unifilar para estudo de curto-circuito.

TR1 TR5
G1 Y 3 6 Y M1
1 7
Y
~ LT1
4
~Y
2
Y ~ LT2 LT3
TR6 5
TR4

G2 Y Y Y 8
TR2 CARGA
Y Y
LT4

TR3 G3
9 10
~ Y
Y

88
CONVERSÃO ENTRE BASES

Eventualmente um equipamento pode ter sua impedância expressa


em pu, mas não necessariamente encontra-se na mesma base do
sistema em estudo. É necessária uma conversão entre bases:

Sendo Zdado, Vdado e Sdado as bases no qual o equipamento foi


especificado, Znovo, Vnovo e Snovo as bases do sistema.

89
O sistema "por unidade", ou, mais brevemente, sistema p.u.,
consiste na definição de valores de base para as grandezas (tensão,
corrente, potência, etc.), seguida da substituição dos valores das
variáveis e constantes (expressas no Sistema Internacional de
unidades) pelas suas relações com os valores de base pré-
definidos.

Para uma grandeza G o valor em p.u. numa base Gb obtém-se então


através da expressão Gpu = G/Gb.

90
EXEMPLO 3
Numa base de corrente Ib = 50A, a corrente I = 30A terá o valor:

Ipu = I/Ib = 30/50 = 0,6 pu.

Os cálculos serão realizados no sistema p.u., e os resultados finais


novamente convertidos para o S.I. através de G = Gpu . Gb, ou seja,
multiplicando o valor em p.u. pelo valor da base.

91
BASES

Dadas as relações existentes entre as unidades, só poderão definir-


se duas bases independentes, a partir das quais se calculam todas
as outras.

Num sistema de energia, definem-se vulgarmente como bases


independentes a potência aparente total Sb para o sistema e a
tensão composta Vb num barramento determinado.

A partir desses valores, definem-se trivialmente as bases de


potência por fase (Sb /3) e de tensão simples (Vb / √3 ), e também
as bases para a potência ativa e reativa, numericamente iguais à
base de potência aparente.

92
Por sua vez, as bases de impedância e corrente calculam-se através
das expressões:

Numa rede com vários níveis de tensão, cujas zonas são definidas
pelos transformadores existentes, haverá uma base de tensão para
cada zona, sendo conveniente que as relações entre as bases de
zonas adjacentes sejam iguais às relações de transformação dos
transformadores que as ligam (nessa hipótese, os transformadores
terão, em p.u., uma relação de transformação 1:1, o que é
extremamente cômodo).
93
As bases de impedância e corrente serão também diferentes em
cada zona, como é óbvio.

Numa rede complexa, o procedimento a seguir para a definição das


bases será o seguinte:
(a) Definir a base de potência total Sb para todo o sistema;
(b) Identificar as diferentes zonas de tensão;
(c) Definir a base de tensão composta Vb1 para uma das zonas de
tensão (designada arbitrariamente por zona 1);
(d) Em cada zona k ainda sem base definida, que esteja ligada a
uma zona com base Vbi através de um transformador1 com razão
de transformação Vi/Vk , definir como base a tensão
Vbk = (Vk /Vi).Vbi ;
(e) Calcular as bases de impedância e de corrente para cada zona, a
partir das bases de potência e de tensão.
94
Definidas as bases, todos os dados fornecidos no S.I. devem ser
convertidos para p.u.

No que respeita às características das máquinas (transformadores,


geradores, etc.), os dados são fornecidos geralmente em valores
percentuais, referidos aos valores nominais de potência e tensão da
máquina.

A compatibilização desses valores com as bases definidas para a


rede em estudo requer uma mudança de base, cuja mecânica é
descrita no ponto seguinte.

95
MUDANÇA DE BASE
A alteração das bases definidas para um elemento do
sistema ou para uma rede ocasiona, obviamente, a
modificação dos valores em p.u. para as diversas
grandezas, com especial ênfase para as impedâncias.

Supondo que se pretende passar das bases {Sb0, Vb0}, em


relação às quais uma certa impedância tem o valor Zpu0,
para as bases {Sb1, Vb1}, o novo valor da impedância (em
p.u.) passará a ser:

96
Uma aplicação imediata da expressão anterior é a
transformação dos valores das características das
máquinas elétricas, habitualmente dados em percentagem
dos valores nominais da máquina, para valores em p.u. nas
bases do sistema.

Os dois exemplos seguintes ilustram essa aplicação.

97
MUDANÇA DE BASE DE UMA GRANDEZA (Z)
Geralmente os dados de placa dos transformadores não
coincidem com a base na qual o sistema está sendo
calculado.
A mudança de base da impedância do transformador
deverá ser efetuada como segue:
Vbase1 mudança Vbase2
Zreal  Zpu1 Zpu2
Sbase1 Sbase2

98
MUDANÇA DE BASE DE UMA GRANDEZA (Z)
Na base 1, tem-se:

Zpu1 = Zreal/Zbase1
Zreal = Zpu1.Zbase1
Já na base2, tem-se:

Zpu2 = Zreal/Zbase2
Zreal = Zpu2.Zbase2
99
MUDANÇA DE BASE DE UMA GRANDEZA (Z)
Igualando as equações anteriores, obtem-se:

Zpu1 . Zbase1 = Zpu2 . Zbase2


Zpu1 . [(Vbase1)2/Sbase1] = Zpu2 . [(Vbase2)2/Sbase2]
Zpu2 = Zpu1.[(Vbase1/Vbase2)2(Sbase1/Sbase2)]
Na prática, costuma-se usar esta expressão, onde é feita
uma mudança da base velha para a base nova:

Zpu(novo) = Zpu(velho).[(Vb(velha)/Vb(nova))2(Sb(nova)/Sb(velha))]

100
EXEMPLO 4

A placa de um gerador síncrono apresenta os seguintes


dados:

S = 50MVA; V = 13,8KV; X = 20%


Calcular a reatância da máquina em pu referida a uma
nova base de

100MVA e 13,8KV.

101
Solução:

Vbnom. = 13,8KV mudança Vbnom. = 13,2KV


X = 0,20pu Xnovo = ?
Sbnom. = 50MVA Sbnom. = 100MVA

Zpu(novo) = Zpu(velho).[(Vb(velha)/Vb(nova))2(Sb(nova)/Sb(velha))]

Xnovo = 0,20 . (13,8KV/13,2KV)2(100MVA/50MVA)

Xnovo = 0,44 pu
Na base nova 102
EXEMPLO 5

A reatância transitória de um alternador de 50 MVA, 10 kV


é x'=12%.

As bases da rede são, na zona do alternador, Sb=100 MVA


e Vb=11 kV.

Usando a expressão de mudança de base, o valor da


reatância em p.u. nas bases da rede é dada por:

103
EXEMPLO 6
A reatância de fugas (ou tensão de curto-circuito, Ucc) de
um transformador de 30 MVA, 60/16 kV, é x=8%.
A base de potência da rede é Sb=50 MVA, e as bases de
tensão nas zonas do primário e secundário são,
respectivamente, Vbp=56,25 kV e Vbs=15 kV.
Usando a expressão de mudança de base, o valor da
reatância em p.u. nas bases da rede é dada por:

(Repare-se que igual valor se obteria se se usassem 60 e


56,25 kV em vez de 16 e 15 kV).
104
EXPRESSÕES:
A utilização do sistema p.u. traz vantagens significativas
para a efetuação de cálculos em redes com vários níveis
de tensão, ao permitir ignorar a presença da maior parte
(ou da totalidade) dos transformadores, por estes ficarem
com razão de transformação, em pu, de 1:1.
Adicionalmente, não se distinguem, em p.u., tensões
simples e compostas, nem potências por fase e potências
totais.
Os cálculos são realizados usando como habitualmente as
leis de Kirchhoff e as expressões indicadas a seguir, válidas
para grandezas em p.u., dadas em valores complexos:
105
A facilidade de representação do sistema de energia
elétrica decorrente da utilização do sistema p.u. levou à
sua generalização em todos os modelos de análise do SEE
(e não apenas nos de trânsito de potências), pelo que,
salvo indicação em contrário, se supõe sempre, neste
âmbito, que as grandezas indicadas e as expressões
utilizadas são "por unidade".

106
EXEMPLO ILUSTRATIVO
Com o intuito de ilustrar a aplicação do sistema p.u.,
apresenta-se a seguir um exemplo completo de pequena
dimensão.
EXEMPLO 7

107
A rede da figura representa um sistema simplificado, no
qual se pretendem calcular as tensões nos diversos
barramentos, as correntes nas linhas e ainda as perdas,
resultantes da alimentação das cargas indicadas. Supõe-se
que a alimentação da carga C1 é realizada a 380 V.
Definimos como base de potência Sb=1000 kVA.
Existem na rede três zonas de tensão, definidas pelos
transformadores. Fixando

108
Podemos agora calcular os valores por unidade das impedâncias
das linhas:

E, usando a fórmula de mudança de base, obtemos os valores em


pu das reatâncias de fugas dos transformadores:

109
É agora possível estabelecer o esquema em p.u., no qual os
transformadores têm razão de transformação unitária, o que
permite resolver o circuito como se tivesse só um nível de tensão.

Fixando a origem das fases no barramento da carga C1, onde:

V1=380/400=0,95 pu V, teremos (argumentos em graus):

A partir destes valores, é possível calcular sucessivamente as


tensões e correntes, até ao barramento de AT, e passá-los para o SI:

110
111
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS (seq. (+)):

1. GERADOR

X ou X ’ ou X ”
P P
P P

~
REF.

(Desprezando-se a resistência do enrolamento)

112
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:

2. MOTOR

X ou X ’ ou X ”
P P
P P

~
REF.

(Desprezando-se a resistência do enrolamento)

113
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:

3. CARGAS ESTÁTICAS

ou ou

(Dependendo de cada situação em particular)


Aliás, uma grande dificuldade na representação de Sistemas de Po-
tência, é determinar o melhor circuito equivalente para uma carga,
Principalmente para estudos em condições transitórias.

114
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:

4. LINHAS DE TRANSMISSÃO

R jxL

Z = (Z +jXl)
Referência

(Z = impedância série total da LT em Ohms ou P.U.)

115
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:

5. TRANSFORMADORES DE 2 ENROLAMENTOS
N1 : N2
R1 B
jx1 B
R2 jx2 B

Lado 1 XmB B
Rp
B B
Lado 2

referência

2 IDEAL
N 
 R 2 + j.x 2  .  1 
N
 2

116
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:

5. TRANSFORMADORES DE 2 ENROLAMENTOS

j  X1 + X2 = j x

lado 1 lado 2

referência

117
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:

6. TRANSFORMADORES DE 3 ENROLAMENTOS

P S
Diagrama unifilar

T
Xp
P S

Xs
t

Xt Circuito equivalente

re
fe
r.

118
DIAGRAMA DE IMPEDÂNCIAS:
A D M1

~
B

~
B

G1 T1
B T2
B

B C
B B

B B

G2
B B

~ carga B

carga A

A X B X LT C X D
TR2
B

TR1
B B
B B
B

X g1B B X g2
B B X M1B


B

Z C 
ZC 
 A B

~ ~ ~
Seq(
+)
119
EXERCÍCIO 1 – DETERMINAR V EM P.U.:

TENSÃO (REAL) TENSÃO (BASE) TENSÃO (P.U.)

126kV 120kV

109kV 120kV

120kV 120kV

500kV 120kV

120
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 1:

TENSÃO (REAL) TENSÃO (BASE) TENSÃO (P.U.)

126kV 120kV

109kV 120kV

120kV 120kV

500kV 120kV

121
EXERCÍCIO 2 – NUM SISTEMA DE POTÊNCIA TRIFÁSICO,
TEM COMO BASE 100 MVA E 230kV. DETERMINAR:

CORRENTE (REAL) (BASE) CORRENTE (P.U.)

100A 230kV, 100MVA

251,02A 230kV, 100MVA

203A 230kV, 100MVA

543A 230kV, 100MVA

122
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 2:

CORRENTE (REAL) (BASE) CORRENTE (P.U.)

100A 230kV, 100MVA

251,02A 230kV, 100MVA 251,02/251,02 = 1,00

203A 230kV, 100MVA 203/251,02 = 0,81

543A 230kV, 100MVA 543/251,02 = 2,16

123
EXERCÍCIO 3 – NUM SISTEMA DE POTÊNCIA TRIFÁSICO,
TEM COMO BASE 100 MVA E 230kV. DETERMINAR:

IMPEDÂNCIA (REAL) (BASE) IMPEDÂNCIA (P.U.)

529 OHMS 230kV, 100MVA

264,5 OHMS 230kV, 100MVA

1.058,0 OHMS 230kV, 100MVA

2.645,0 OHMS 230kV, 100MVA

124
RESOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 3:

IMPEDÂNCIA (REAL) (BASE) IMPEDÂNCIA (P.U.)

529 OHMS 230kV, 100MVA

264,5 OHMS 230kV, 100MVA

1.058,0 OHMS 230kV, 100MVA

2.645,0 OHMS 230kV, 100MVA

125
EXERCÍCIO 4 – Sb = 100MVA e Vb = 13,8kV
(para o trecho do gerador):
A D M1

~
B

~
B

G1 T1
B T2
B

B C
B B

LT
B

G2
B B

~ carga B

carga A

13,8kV 138,0kV 13,2kV

G T1 LT T2 M
S=40MVA S=50MVA X´lt=j.2 Ω S=50MVA S=20MVA
V=13,8kV V=13,8/138kV V=138/13,2kV V=13,2kV
X´g=0,714Ω X´t=0,381Ω(BT) X´t=0,244Ω(BT) X´m=1,394Ω
X´´g=15% X´´t=10% X´´t=7% X´´m=16%

126
EXERCÍCIO 4 – Sb = 100MVA e Vb = 13,8kV (para o trecho
do gerador), pede-se:

a) Os valores de base para a tensão;


b) Impedância;
c) Corrente nos diversos trechos;
d) Montar o quadro de bases;
e) Montar o quadro P.U.;
f) Diagrama de impedância em P.U. (Seq. (+)).

127
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4

a) BASES: Sb = 100MVA; Vb = 13,8kV.


b) Delimitar trechos;
c) Achar tensão de base nos trechos (R.T.);
d) Montar quadro de bases.

GRANDEZAS TRECHO I TRECHO II TRECHO III

Sb [MVA] (Adotado) 100 100 100

Vb [KV] (Regra de Três) 13,8 138 13,2

Ib [A] = 4.183,69 418,36 4.373,86

Zb [Ω] = 1,904 190,44 1,7424

128
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4

Atentar para o detalhe que o Zfato é referido ao lado da baixa.

EQUAÇÃO GERADOR TR1 LT TR2 MOTOR

Zpu

129
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4

Atentar para o detalhe que o Zfato é referido ao lado da baixa.

EQUAÇÃO GERADOR TR1 LT TR2 MOTOR

Zpu j0,3750 j0,2000 j0,0105 j0,1400 j0,8000

130
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4

Diagrama P.U. (SEQ.(+))

Vg

G M
40MVA

131
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 4

Diagrama P.U. (SEQ. (+))


V1 V2 V3
j0,2 j0,0105 j0,14
I

j0,375 j0,8

Vm
Vg

G M
40MVA

132
EXERCÍCIO 5

Como no exercício anterior, sabendo-se que a tensão que


alimenta os motores (dois) é de 12,8KV (medida no
barramento dos motores); e que ambos estão consumindo
40 MVA, com fator de potência unitário, pede-se:

a) Calcular a tensão de saída dos gerador;


b) Fazer o diagrama fasorial das tensões.

133
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5

Vg = V1 + V2 + V3 + Vm

VL = V1 + V2 + V3

Sm = 40 MVA, Vm = 13,8KV.

VmPU = Vfato/Vbase = 12,8/13,2 = 0,97 PU

SPU = Sfato/Sbase = 40/100 = 0,4 PU

IPU = SPU/VPU = 0,4/0,97 = 0,41 PU


(ângulo 0 = cos phi = 1) 134
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5

Daí...

Vg = V1 + V2 + V3 + Vm

VL = V1 + V2 + V3

Vg = j(0,2 + 0,0105 + 0,14) . 0,41 + Vm

Vg = j0,1437PU + 0,97PU

Vg = 0,98 argumento 8,42 graus [PU].


135
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5

Passando para real

Vg real = VgPU x Vbase

Vg real = (0,98 argumento 8,42) x (13,8)

Vg real = 13,52 8,42 [KV].

136
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 5

Diagrama P.U. (SEQ. (+))


V1 V2 V3
j0,2 j0,0105 j0,14
I

j0,375 j0,8 j0,8

Vm
Vg

G M1 M2
40MVA

137
EXERCÍCIO 6

Como no exercício anterior, sendo porém de 0,8 (atrasado)


o fator de potência dos motores:

Sendo nas fases: S = 100MVA; V = 13,2 KV;

Dados: Vm = 12,8 KV; Sm = 40 MVA; cos (phi) = 0,8; phi =


36,87º.

138
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 6

SPU = Sfato/Sbase = 40/100 = 0,4000 pu

I = S/V = 0,4 0 / 0,97 36,87 = 0,41 -36,87 pu

Vg = (Z1 + Z2 + Z3) . I + Vm

Vg = j . (0,2 + 0,01 + 0,14) . 0,41 -36,87 + 0,97 0

Vg = 1,0623 6,203 pu

VgPU = Vfato / Vbase

139
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 6

Vfato = 1,06 6,01 x 13,8 0 = 14,64 6,1 KV

(Z1 + Z2 + Z3) . I = 0,14 53,13

Vfato = 14,6 6,1

53,13
6,1 V

Vm = 0,97pu

140
EXERCÍCIO 7

Quais as reatâncias em Ohms do gerador e transformador?


A
G1
B B

~ T1
B B

B ~
G2
B B

~ Δ Y

g TR
X” = 20% X = 8%
V = 13,2 KV V=13,6/230KV
S = 40 MVA S=45 MVA

141
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 7

GERADOR:

ZΩ = ZPU . Vb2 Fabic./Sb Fabr.

ZΩ = 0,2 . 13,22 / 40

ZΩ = 0,87 Ω

TRAFO (LADO BT): TRAFO (LADO AT):

ZΩ = ZPU . Vb2 Fabic./Sb Fabr. ZΩ = ZPU . Vb2 Fabic./Sb Fabr.

ZΩ = 0,08 . 13,62 / 45 ZΩ = 0,08 . 2302 / 45

ZΩ = 0,33 Ω ZΩ = 94,04 Ω 142


EXERCÍCIO 8
13,2KV 115,0KV 115,0KV 13,2KV
G M
~ LT = j80Ω ~
M1 E M2
~ Δ Y Y Δ

13,2KV 104,54KV 104,54KV 13,2KV

TRAFOS: MOTOR1: MOTOR2: GERADOR:

13,2/115 KV 12,5 KV 12,5 KV 13,8 KV


35 MVA (3Φ) 20 MVA (3Φ) 10 MVA (3Φ) 30 MVA (3Φ)
X = 10% X” = 20% X” = 10% X” = 15%

143
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8

Fazer o diagrama de impedâncias nas bases de 100MVA e 12 KV,


trecho do gerador 1.

GRANDEZA TRECHO I TRECHO II TRECHO III OBS.


S [MVA] 100 100 100 ADOTADO
VL [KV] 12,0 R.T.
IB [A] Ib=Sb/√3.Vb
Z [Ω] Zb = Vb2/Sb

144
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8

GRANDEZA TRECHO I TRECHO II TRECHO III OBS.


S [MVA] 100 100 100 ADOTADO
VL [KV] 12,0 104,55 12,0 R.T.
IB [A] 4811,25 552,22 4811,25 Ib=Sb/√3.Vb
Z [Ω] 1,44 109,31 1,44 Zb = Vb2/Sb

145
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8

Montar quadro de impedâncias.


EQUAÇÃO G1 TR 1 LT TR2 M1 M2
ZpuN

ZpuN = ZpuV x (SbN/SbV) x (VbV/VbN)2

ZpuNg = 0,15 x (100/30) x (13,8/12)2 = j ___________ pu


ZpuNTR1 = 0,10 x (100/35) x (115/104,55)2 = j ___________ pu
ZpuNgLT= Zfato/Zbase = 80/109,31 = j ___________ pu
ZpuNgTR2=0,10 x (100/35) x (115/104,55)2= j ___________ pu
ZpuNM1 = 0,20 x (100/20) x (12,5/12)2 = j ___________ pu
ZpuNM2 = 0,10 x (100/10) x (12,5/12)2 = j ___________ pu

146
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8

Montar quadro de impedâncias.


EQUAÇÃO G1 TR 1 LT TR2 M1 M2
ZpuN j0,66pu j0,345pu j0,73pu j0,345pu j1,085pu j1,085pu

ZpuN = ZpuV x (SbN/SbV) x (VbV/VbN)2

ZpuNg = 0,15 x (100/30) x (13,8/12)2 = j 0,66 pu


ZpuNTR1 = 0,10 x (100/35) x (115/104,55)2 = j 0,345 pu
ZpuNgLT= Zfato/Zbase = 80/109,31 = j 0,73 pu
ZpuNgTR2= 0,10 x (100/35) x (115/104,55)2 = j 0,345 pu
ZpuNM1 = 0,20 x (100/20) x (12,5/12)2 = j 1,085 pu
ZpuNM2 = 0,10 x (100/10) x (12,5/12)2 = j 1,085 pu

147
SOLUÇÃO DO EXERCÍCIO 8

Diagrama de impedâncias nas bases 100MVA e 12KV (trecho I).

V1 V2 V3
A B C D
j0,345 j0,73 j0,345
I

j0,66 j1,085 j1,085

Vm=12KV
Vg

G M1 M2
10MVA 10MVA

148
EXERCÍCIO 9
Faça o quadro de bases, quadro de impedâncias e o diagrama de
impedâncias (sequência positiva, para curto circuito 3 no ponto
“P”.

DADOS DO SISTEMA 1 DADOS DO SISTEMA LT DADOS DO SISTEMA 2


X1S = X2S = j 0,3 PU X1L = X2L = j 0,5 PU X1G = X2G = j 0,2 PU
X0S = j 0,19 PU X0L = j 0,7 PU X0G = j 0,19 PU
SBASE = 100 MVA
VBASE = 138 kV

149
150
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

FALTA TRIFÁSICA

 
F A VV IV
G B

~ V VA IA
R
IA IB IV
VB IB
VA VB VV

Nota:
F IA  0 VA = 0
Z1
IB  0 VB = 0
+ IV  0 VV = 0
vAN ~ vth1 va1 ia1
- ia0 = 0
ia1 = VAN/Z1 = Vth1/ Z1 = IA
ia2 = 0

151
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

ROTEIRO GENÉRICO PARA CÁLCULO:


8. PASSO: CALCULAR CORRENTES DE FATO
1. PASSO: MONTAR QUADRO DE BASES
9. PASSO: CALCULAR V E VFATO
2. PASSO: TRANSFORMAR DIAGRAMA UNIFILAR
10. PASSO: DESENHAR DIAGRAMA TRIFILAR
3. PASSO: CALCULAR IMPEDÂNCIA(S) THÉVENIN
11. PASSO: DESENHAR DIAGRAMA ELUCIDATIVO
4. PASSO: CALCULAR I CURTO-CIRCUITO TOTAL

5. PASSO: CALCULAR I DE CONTRIBUIÇÕES

6. PASSO: CALCULAR I DO LADO G (DELTA)

7. PASSO: CALCULAR I DO LADO LT (ESTRELA)

152
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

QUADRO DE BASE
GRANDEZA TRECHO I TRECHO II TRECHO III OBS.
S [MVA] 100 100 100 ADOTADO
VL [KV] 138,0 R.T.
IB [A] Ib=Sb/√3.Vb
Z [Ω] Zb = Vb2/Sb

QUADRO DE IMPEDÂNCIA
EQUAÇÃO SIST 1 LT SIST 2
ZpuN

153
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

CÁLCULO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO TOTAL


SBASE = 100 MVA SBASE
VBASE = 138 kV
IBASE   418 A
VBASE 3
vth1
ia1 = z1
0
IA = ia1

IB =  2ia1

IC =  ia1
IN = IA + IB + IC
154
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

CÁLCULO DA CORRENTE DE CONTRIBUIÇÃO

z "
ia1' = ia1 . ' + ''
1
z1 z1

z '
ia1" = ia 1 . ' + ''
1
z1 z1

155
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

CÁLCULO DA CORRENTE DE CONTRIBUIÇÃO

IA =  ia
' 0 '
1

IB  ia1
= '' 2

IC =  ia
' 1 '
1

156
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

CÁLCULO DA CORRENTE DE CONTRIBUIÇÃO

IA" =  0ia1 "


IB " = 2 ia1 "
IC " = 1 ia1 "

IA IA + IA"
= '

IB = IB + IB"
'

IC = IC + IC "
'

157
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

CÁLCULO DA TENSÃO

VA ' =  0 va1
'

va = vth1- ia . Z1´
' '
2
VB =  va1 = vb1
1 ' ' '
1

='1 '
=
VC  va1 vc1
'
Z1´ = j 0,3

158
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

P
I A’ = 0 IA’=1,25  -j90°
IA”= 5  -j90°
i a’

IB”=5  j150°
IA’
IA
180
IC’ IB’ IC”=5  j30°
i a’
I B’ =1,1 180
IB’=1,25  j150°

i b’

IC’=1,25  j30° IB 180


-I C’ =1,1
i ic’b’
IC

i c’
180
3 i0’=0 I=5,44
RELE 3 i 0’= 0

3 i 0“= 0
IN=3i0=0
3 i0’ =0

i a’ i b’ i c’

159
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

DIAGRAMA DE SEQÜÊNCIA (+)

ia1
Vz1´ ia1
ia1’ ia1’ ia1 ia1 Z1’
ia1” ia1”
Z1’ Z1” Z1’ Z1”
+
va1
VTH1’ Va1’ VTH1” VTH1’ VTH1” VTh1
-

160
SOLUÇÃO EXERCÍCIO 9

DIAGRAMA FASORIAL CURTO-CIRCUITO TRIFÁSICO

j0°
VA´ = 0,625 
IC’=1,25  j30°

IA´ = 1,25  - j90°

VC´ = 0,625  j120° VB´ = 0,625  - j120°

IB’=1,25  j150°

TODOS VALORES EM “p.u.”


161
BIBLIOGRAFIA:

1. STEVENSON, W. D. Elementos de Análise de Sistemas de Potência,


McGraw-Hill, 1987.
2. ELGERD, O. I. Introdução à Teoria dos Sistemas Elétricos de Energia
Elétrica, McGraw-Hill, 1976.
3. STAGG G. W.; EL-ABIAD, A. H. Computação Aplicada a Sistemas de
Geração e Transmissão de Potência, Guanabara Dois, 1979.
4. MONTICELLI, A. J. Fluxo de Carga em Redes de Energia Elétrica,
Edgard Blucher, 1983.
5. FOUAD, A. A.; ANDERSON, P. M. Power System Control and
Stabilty, Iowa State University Press, 1977.
6. ARRILAGA, J. ; ARNOLD, C. P. Computer Modelling of Electrical
Power Systems, John Wiley and Sons, 1983.

162
FIM
163

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