UNICAMP DEPÓSITOS MINERAIS FORMADOS POR
PROCESSOS HIDROTERMAIS
Roberto Perez Xavier
Departamento de Geologia e
Recursos Naturais
Instituto de Geociências - UNICAMP
Disciplina: Geologia Econômica (GE-803)
Graduação em Ciências da Terra – Geologia
Geologia Econômica (GE-803)
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FLUIDOS HIDROTERMAIS:
ORIGEM, MIGRAÇÃO E
EVOLUÇÃO NA CROSTA
TERRESTRE
Geologia Econômica (GE-803)
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UNICAMP O TERMO FLUIDO
H2O
L
PRESSÃO
S
Pc FLUIDO
218 bar
SUPERCRÍTICO
374°C
V
Pt
TEMPERATURA
FLUIDO = H2O + SAIS + VOLÁTEIS (CO2, CH4, N2, H2S, etc.)
Fase aquosa ou vapor; não – silicática.
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PAPEL DOS FLUIDOS NA CROSTA TERRESTRE
Se presentes em volumes significativos no interior da crosta terrestre
podem:
1. Promover a fusão parcial de rochas.
2. Promover a transferência de calor/energia.
3. Exercer controle na natureza e extensão da deformação.
4. Atuar como solvente para a dissolução de metais das rochas.
5. Transportar e concentrar metais ➨ depósitos minerais.
Geologia Econômica (GE-803)
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PONTOS A SEREM ABORDADOS
Quais os principais atributos das soluções
hidrotermais?
Quais as fontes das soluções hidrotermais?
Como circulam em larga escala na crosta terrestre?
Como transportam e depositam metais?
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FLUIDO HIDROTERMAL: ASPECTOS
HISTÓRICOS
Início do sec. XIX à metade do séc. XX : fluido aquoso diluído
e quente
Distância de depósitos minerais com corpos ígneos
intrusivos origem magmática:
Depósito Hidrotermal Temperatura (°C) Profundidade (m)
hipotermal 300 - 600 3.000 – 15.000
mesotermal 150 - 300 1.200 – 4.500
epitermal 50 - 200 < 1.500
teletermal < 100 Próximo à superfície
Waldemar Lindgren (1860 – 1939)
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FLUIDO HIDROTERMAL: ASPECTOS
HISTÓRICOS
Questões em aberto:
Estado físico?
Redox?
pH?
Transporte de metais?
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UNICAMP SISTEMAS GEOTERMAIS ATIVOS
NEPR, SEPR = East Pacific Rise MAR = Mar Crest
RR = Islândia SWIR e SEIR = Southwest e Southeast
Indian Ridge
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UNICAMP FLUIDOS HIDROTERMAIS: EVIDÊNCIAS
S1
inclusões fluidas
S2
sistemas geotermais
ativos em crosta L
continental e oceânica V S4 S3
geiseres
Fumarolas ou
black smokers
COMO FORMA-SE UM FLUIDO HIDROTERMAL?
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Quando a água do mar penetra na crosta oceânica, sua temperatura aumenta,
reage com as rochas e retorna ao assoalho oceânico. A composição da água
do mar modifica-se nesse processo alguns componentes são removidos
(e.g. Mg, SO4) e outros são adicionados (e.g. Fe, Mn, H2, CO2).
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UNICAMP FLUIDOS EM SISTEMAS HIDROTERMAIS
OCEÂNICOS ATIVOS
Componentes H2O do Fluido
(em ppm) mar hidrotermal
Na+ 10.500 50.400
K+ 380 17.500
2+
Ca 400 28.000
Mg2+ 1280 10
Fe2+ 0,01 2.290
Mn2+ 0,002 1.400
Cu2+ 0,003 8
Pb2+ 0,00003 102
Zn2+ 0,01 500
Ag+ 0,01 1
SO42- 2.650 5
S2- (como H2S) - 16
Cl- 19.000 155.000
-
Br 65 120
pH 8,2 6,0
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COMO FORMA-SE UM FLUIDO HIDROTERMAL?
Água do Mar Fluido Hidrotermal
2°C 350°C
Alcalino (pH ≈ 8) Ácido (pH ≈ 4,6)
Caráter oxidante SO42+ >> S2- Caráter redutor S2- >>SO42-
Rico em Mg2+ Pobre em Mg2+
Pobre em metais Enriquecido em metais
3,2% NaCl = salinidade da água ≥ 3,2% NaCl
do mar
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COMO FORMA-SE UM FLUIDO HIDROTERMAL?
1. pH ácido do fluido
2Ca2+ + Fe3+ + 2Al3+ + 3SiO2 + 7H2O = Ca2FeAl2Si3O12 (OH) + 13H+
Silicatos em rochas fluido epidoto
máficas
2. Caráter oxidado ⇔ reduzido
11Fe2SiO4 + 2SO42- + 4H+ = FeS2 + 7Fe3O4 + 11SiO2 + 2H2O
máfico fluido pirita magnetita
3. Metassomatismo = perda de Mg2+
2NaAlSi3O8 + 5Mg2+ + 8H2O = Mg5Al2Si3O10 (OH)8 + 2Na+ + 8H+ + 3SiO2
Albita fluido clorita quartzo
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FLUIDOS NA CROSTA TERRESTRE
águas meteóricas
águas de formação
águas conatas
água do mar
++
+ ++
+
+
fluidos
++
magmáticos+
fluidos
metamórficos
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FLUIDOS HIDROTERMAIS: COMPOSIÇÃO
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Íons H2O do East H2 O Wairakei Fluidos
(em ppm) mar Pacific meteórica (Nova bacinais
Rise Zelândia)
+
Na 10.790 9.800 6,3 1.130 54.200
2+
Ca 413 860 15 26 27.600
+
K 395 1000 2,3 146 485
2+
Fe <1 100 - - 181
2+
Mg 1.280 <1 4,1 <0,1 1.770
2+
Mn <1 311 - - -
SiO2 10 960 13,1 386 42
2+
Zn <1 7 - - 143
2+
Pb <1 <1 - - 28
2+
Cu <1 1 - - -
-
Cl 19.355 17.335 7,8 1.927 143.600
H2S <1 221 - 1,1 -
2-
SO4 2.745 <1 11,2 35 248
CO2 103 282 58,4 46 -
Fonte: Barnes (1997); T(°C) 2 350 25 >100 150
Lydon (1988) pH 8 3,5 5/5,5 8,6 6,2
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FLUIDOS BACINAIS
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COMPOSIÇÃO DE FLUIDOS MAGMÁTICOS
Vulcões Augustine (Grécia) Etna (Itália) St. Helens (USA)
Magma andesítico basáltico Dacítico
T(°C) 870 928 710
H2O 83,9 91,9 98,6
CO2 2,4 1,4 0,8
SO2 5,72 2,8 6,7x10-2
H2S 1,00 - 9,0x10-2
HCl 6,0 0,1 7,6x10-2
HF 8,6x10-2 0,5 0,03
NaCl 1,4x10-3 1,3x10-3 4,1x10-4
Análises em moles/100 moles de gás Symonds (1992)
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FLUIDOS MAGMÁTICOS LIBERADOS POR
ERUPÇÕES VULCÂNICAS
Etna (Itália) 1975 – 1987
(106/ano)
T (°C) 900
H2O 50 x 106/ano
CO2 13 x 106/ano
HCl 0,1 – 0,5 x 106/ano
ΣS 0,2 – 0,75 x 106/ano
Cu 480 – 580 t/ano
Au 80 – 1.200 kg/ano Hedenquist & Lowenster (1994)
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UNICAMP FLUIDOS MAGMÁTICOS: SALINIDADE
Variação da salinidade de fluido magmático, em função da
pressão e temperatura, na cristalização de um magma
granítico (Bodnar, 1992).
60
salinidade (%)
40
2.0 kb
0.5 kb
20 1.3 kb
0
40 50 60 70 80 90 100
% de cristalização
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UNICAMP FLUIDOS MAGMÁTICOS: VARIAÇÃO DA
COMPOSIÇÃO COM A PROFUNDIDADE
Baker (2002)
Solubilidade do CO22 é 10 X menor do que a da H22O em fundidos silicáticos ➨ predomina em
ambientes mais profundos.
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FLUIDOS MAGMÁTICOS E A CONCENTRAÇÃO DE
METAIS
Fatores que controlam a concentração de metais em uma fase fluida
magmática:
Coeficiente de partição mineral-fundido e fundido-fluido
1. Mo, W e Zn ➨ minerais acessórios com Ti = ilmenita, magnetita,
esfeno, biotita.
2. Cu e Au ➨ sulfetos
Momento de saturação do fundido silicático em uma fase fluida
1. Fase fluida aquosa precoce ➨ > depósitos de Cu-Au/Mo-W.
2. Fase fluida tardia ➨ < depósitos de Cu-Au/Mo-W.
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FLUIDOS METAMÓRFICOS
Rochas metamórficas hospedam vários tipos de depósitos minerais:
1. Depósitos metamorfogênicos ➨ epigenéticos e formados pela ação
de fluidos no ambiente metamórfico.
2. Depósitos formados antes do evento metamórfico.
Difícil distinção entre ambos em vários casos: deformação e
recristalização.
Vários estágios de mineralização ➨ remobilização.
Fluidos no ambiente metamórfico:
1. Derivados de reações metamórficas ➨ silicatos hidratados,
carbonatos e sulfetos.
2. Fluidos exóticos ➨ magmatismo sin-tectônico, manto, meteórica,
formação, etc.
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GERAÇÃO DE FLUIDOS EM REAÇÕES
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METAMÓRFICAS
ROCHAS PELÍTICAS - PSAMOPELÍTICAS
argilo-minerais (15-20 % H22O)
+
clorita (10-12 % H22O)
biotita + muscovita (3-4 % H22O)
estaurolita + cordierita (2 % H22O)
H22O + (CO22 + CH44 + N22 + H2S), 5-6 %
NaCl Cartwright
Cartwright &
& Oliver
Oliver (2000)
(2000)
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GERAÇÃO DE FLUIDOS EM REAÇÕES
METAMÓRFICAS
ROCHAS CÁLCIO-SILICATADAS
Fluidos podem variar
de dominantemente
aquosos a ricos em
CO22, a depender de
soluções
intergranulares.
Cartwright
Cartwright &
& Oliver
Oliver (2000)
(2000)
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GERAÇÃO DE FLUIDOS EM REAÇÕES
METAMÓRFICAS
ROCHAS MÁFICAS-ULTRAMÁFICAS
Volume de fluidos depende da história pré-metamórfica:
1. Minerais anidros – olivina, piroxênios, plagioclásio – ou pobres em
água – anfibólio ➨ reações de desidratação > 600°C ➨ geram
pouco fluido no metamorfismo.
2. Interação prévia com fluidos hidrotermais ➨ basaltos de fundo
oceânico ➨ geram silicatos hidratados (clorita, serpentina, talco,
etc.)
As reações de devolatilização geram fluidos aquosos ➨ aumento
em CO2 com a temperatura.
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COMPOSIÇÃO DE FLUIDOS METAMÓRFICOS
Durante o metamorfismo progressivo, fluidos são gerados:
➨ por reações de devolatilização;
➨ na cristalização de fundidos silicáticos.
Fluidos aquosos, de salinidade baixa (5-6 % NaCl), quantidades
variáveis de CO2 e muito subordinadas de CH4, N2 e H2S ➨ sistema
C - O - H - S - N - sais.
Eficientes no transporte de Au-Ag
Baixa eficiência no transporte de Cu-Pb-Zn.
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UNICAMP FLUIDOS HIDROTERMAIS: O QUE SÃO AFINAL?
Soluções aquosas
Soluções diluídas (0.2 - 0.5% solutos) a altamente concentradas
(25% solutos) predominância de Na+ e Cl-. Salinidade: muito
baixa= 0,2-0,5%; baixa= <5%; moderada= 10-20%; hipersalino=
>50%
Temperatura variada: 50°C a >600°C
pH variado (ácido, neutro a levemente alcalino)
voláteis (CO2, CH4, N2, H2S, etc.) controlam o estado redox dos
fluidos
metais complexos iônicos (e.g. Au(HS)-2 ; AuCl-2 )
NÃO TEM IMPLICAÇÃO GENÉTICA
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Dissolução química de elementos traço (metais) a
partir de um grande volume de rocha (10 - 1000
km3)
Migração do fluido e sua
canalização ao longo de estruturas
na crosta (e.g. falhas, zonas de
cisalhamento)
POUCO FLUIDO, MUITA
ROCHA Precipitação química de
VERSUS minerais de minério
formando um depósito
MUITO FLUIDO, mineral (< 1 km3)
POUCA ROCHA
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Regimes Tectônicos, Fluxo de Fluidos Hidrotermais e Depósitos
Minerais na Crosta Terrestre
Extensão Subducção Expansão Colisão
Au mesotermal ou
Au epitermal orogenético
Cu-Mo-Au pórfiro Cu-Pb-Zn vulcanogênico
±skarns, Sn
greisens Cu-Pb-Zn em rochas
sedimentares
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TRANSPORTE E DEPOSIÇÃO DE
METAIS POR FLUIDOS
HIDROTERMAIS
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UNICAMP FLUIDOS HIDROTERMAIS: TRANSPORTE DE
METAIS
Metais não são transportados como íons simples complexos
iônicos
Quais os complexos mais importantes no transporte de metais?
Ag+ F- Cl- Br- I- HS- SO42-
logβ 0,38 3,27 4,38 6,58 13,48 1,3
Zn2+ 1,26 0,43 - <0,1 - 2,22
logβ
Au+ _ 9,2 12,4 19,0 30,1 -
logβ
logβ = constante de equílibrio de
formação
Estabilidade de ligantes
Disponibilidade de ligantes
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UNICAMP FLUIDOS HIDROTERMAIS: TRANSPORTE E
DEPOSIÇÃO DE METAIS
Cu&Zn Au Cu&Zn Au
Au(HS)2-
ZnCl2-
-2
SOLUBILIDADE (log
2 Au(HS)2- AuCl2- 2 -2
Zn
CuCl2- -4 0 CuCl- -4
0
Cu(HS)2-
ppm)
Cu(HS)2-
150 200 250 300 350 2 4 6 8 10
TEMPERATURA °C pH
pH=4, 1m NaCl, aH2S= 10-3 , SO4/H2S= 10-1 T= 300°C, aH2S= 10-3 , 1m NaCl, SO4/H2S= 10-1
Estabilidade de ligantes T, P, pH, salinidade e composição
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FLUIDOS HIDROTERMAIS: TRANSPORTE E
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DEPOSIÇÃO DE METAIS
O CASO DO OURO
OXIDAÇÃO COMPLEXOS
- - -
+1 Au(CN)2 ; Au(HS)2 ; AuCl2
+2 Au(R2 (NCS2))2, onde R= C2H5 ou C3H7
-
+3 AuCl4
+4 (NO)2 AuF6
+5 AuF5 ; CsAuF6
+6 AuF7
COMPLEXOS DE Au EM SOLUÇÕES HIDROTERMAIS
- - -
Cl Br I
- -2 -2 -2 -2
HS S Sn S2 O3 Sn O6
-3 -3 -2
As3 S6 Sb3 S6 Te
-
NH3 OH
- -
CN SCN
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O CASO DO OURO
COMPOSIÇÃO DE FLUIDOS HIDROTERMAIS
BROADLANDS SALTON SEA Estabilidade de ligantes
O
T( C) 260 320
pH 6.2 4.2
F- 4.9 11.4
Cl- 1184 118 202 Disponibilidade de
Br- 4.3 91.6 ligantes
I- 0.5 13.6
NHn 1148 374
COMPLEXOS CONSTANTE DE EQUILÍBRIO DE FORMAÇÃO
B 133 1206
AuI2- 19.0
CO2 + HCO3- + CO3-2 5278 570
AuBr2- 12.4
HSO4- + SO4-2 5.4 3.7
AuCl2- 9.2
-
H2S + HS 136 15.9
Au(HS)2- 30.1
As 5.7 12.0
AuHSo 24.5
Au(NH3)2+ 26.5
Au(CN)2- 38.7
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UNICAMP O CASO DO OURO
4 Au(HS)2- + 2 H2O + 4 H+ = 4 Au0 + 8 H2S + O2
-25 Au(HS)2-: Σ S= 0,5x10-2 300°C
: Σ S= 1,0x10-3 -3 temperatura
-4
AuCl2-: Σ S= 0,5x10-2
AuCl2-
-30
hematita pH
ƒO2
pirita -3 -2
-35 -4 -1
ƒO2
-3
m
-40 -5 -4
ag
pirrotita
n
et
i ta
aH2S
2 4 6 8 10 Seward (1982) e
pH Brown (1986)
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O CASO DO OURO
MECANISMOS DE DEPOSIÇÃO
1. REAÇÃO FLUIDO - ROCHA:
CLORITA (OU MAGNETITA) + Au - S + O 2 = Auo + FeS2 +
QUARTZO + H2 O
LITOLOGIAS CARBONÁCEAS - f O2
CONSUMO DE K+ E CO2 - pH
2. SEPARAÇÃO DE FASES FLUIDAS:
IMISCIBILIDADE/EBULIÇÃO - f O2 pH H2 S
3. MISTURA DE FLUIDOS - aCl- f O2 pH
DEPÓSITO DE Cu-Au-(Mo-W-Bi) do BREVES -
UNICAMP
UNICAMP CARAJÁS
AC
AC
AC
AC
15µ
F61/253,35 m
Bubble Boy
Que bela
separação de
fases
Bubble Boy
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UNICAMP O CASO DO OURO
4 AuCl2- + 2 H2O = 4 Au0 + 4 H+ + 8 Cl- + O2
-25 Au(HS)2-: Σ S= 0,5x10-2 300°C
: Σ S= 1,0x10-3 -3
-4 temperatura
AuCl : Σ S= 0,5x10
2
- -2
AuCl2-
-30
hematita pH
ƒO2
pirita -3 -2
-35 -4 -1
ƒO2
-3
m
-40 -5 -4
ag
pirrotita
n
et
aCl-
i ta
2 4 6 8 10 Seward (1982) e
pH Brown (1986)
Geologia Econômica (GE-803)
UNICAMP
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O CASO DO OURO
MECANISMOS DE DEPOSIÇÃO
1. REAÇÃO FLUIDO - ROCHA:
CLORITA (OU MAGNETITA) + Au - S + O 2 = Auo + FeS2 +
QUARTZO + H2 O
LITOLOGIAS CARBONÁCEAS - f O2
CONSUMO DE K+ E CO2 - pH
2. SEPARAÇÃO DE FASES FLUIDAS:
IMISCIBILIDADE/EBULIÇÃO - f O2 pH H2 S
3. MISTURA DE FLUIDOS - aCl- f O2 pH
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O caso do Cu, Pb e Zn
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3: 103 mg/kg cloreto
5: 105 mg/kg cloreto Cu(s) + 1/2 O2 + H+ + 2 Cl- = CuCl2 +
4
5 1/2 H2O
5
2
to)
log solubilidade (mg/kg)
t o) r e
(clore b (clo
Zn P
0
Ag (bisu
lfeto) temperatura
3
-2
)
r eto
(cl o
r eto) pH
u o
-4
C
g (cl )
A o
l o ret
(c
-6
5 Zn
e to) ƒO2
r
3 ( clo
Pb
-8 3 aCl-
3
200 250 300
temperatura (°C)
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UNICAMP FLUIDOS HIDROTERMAIS: CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Soluções hidrotermais evoluem química e isotopicamente na crosta
terrestre reações com as rochas encaixantes, separação de fases,
mistura de fluidos .....
Constituintes das soluções hidrotermais podem ser provenientes de
fontes distintas
Para formar um depósito mineral (1) circular por grandes volumes
de rochas a uma razão fluido/rocha adequada; (2) fluir para
ambientes confinados; (3) mecanismos de precipitação de metais
Tipo de depósito mineral depende da composição da solução,
onde e como a precipitação ocorre
Implicacões no modelo genético