Bactrias:
Morfologia; Estrutura;
Reproduo; Importncia
CARACTERSTICAS
Bactrias: organizao celular
procariontes (sem exceo)
O tamanho 0,5 a 5 m, com
excees (Epulopiscium fishelsoni e
Thiomargarita namibiensis)
Sem microscpio possvel ver
somente as colnias
A maior bactria conhecida foi
descoberta em 1999 e se chama
Prola de Enxofre da Namibia
(Thiomargarita Namibiensis).
Ela pode ser vista com olho nu
devido a um dimetro at 0,75 mm.
Predominncia
Bactrias existem h mais do que 3,5 bilhes anos.
Distribudas em vrios habitats
Podem ser encontrados por exemplo no ar, no solo, na gua,
vulco, no mar profundo, nas fontes quentes, no gelo, no sal,
na nossa pele, boca, estmago, intestinos, etc.
Em condies desfavorveis algumas bactrias formam
ESPOROS, que podem sobreviver por milhes de anos
(Bacillus sp.) .
MORFOLOGIA
Esfricas Cocos
Forma de basto Bacilos
Forma espiral Espiroquetas
ou Espirilos
Forma de virgula Vibrio
Cocos e Bacilos podem unir-se => colnias
cadeias (estrepto-)
grupos (estafilo-)
pares (diplo-)
Bacilos
Morfologia das bactrias
Bacilo:
Clulas cilndricas, em forma de bastonetes
Diplobacilo: bastonetes agrupados aos
pares
Estreptobacilos: bastonetes agrupados em
cadeias
Paliada: bastonetes alinhados lado a lado
como palitos de fsforo
Morfologia das bactrias
Morfologia das bactrias
Espiroquetas:
Flexveis e locomovem-
se provavelmente s
custas de contraes
do citoplasma,
podendo dar vrias
voltas completas em
torno do prprio eixo
Morfologia das bactrias
Morfologia das bactrias
Procariotos X Eucariotos
Parede celular - Envoltrio extracelular rgido responsvel pela
forma da bactria constituda por um complexo
(protena + carboidrato) com a funo de proteger a clula contra
agresses fsicas do ambiente.
No possui celulose como as das clulas vegetais.
Cpsula - Camada de consistncia mucosa ou viscosa formada por
polissacardeos que reveste a parede celular em algumas bactrias.
encontrada principalmente nas bactrias patognicas,
protegendo-as contra a fagocitose.
CAPSULA
PAREDE CELULAR
Staphylococcus X Bacterioides
Clula bacteriana
Membrana plasmtica
Citoplasma Parede celular
Mesossomo Cpsula
Ribossomos
Fmbrias
Enzimas relacionadas
com a respirao,
ligadas face
interna da membrana
plasmtica
Plasmdeos
Nucleide
Flagelo DNA associado
ao mesossomo
Membrana plasmtica - Mesma
estrutura e funo das clulas
eucariontes.
Citoplasma - Formado pelo hialoplasma
e pelos ribossomos.
Ausncia de organelas membranosas.
Flagelos - Apndices filiformes para
locomoo.
M.
PLASMTICA
FLAGELO
CITOPLASM
A
Nucleide - Regio onde se concentra o cromossomo bacteriano,
constitudo por uma molcula circular de DNA.
Equivale ao ncleos de clulas eucariontes.
No possui carioteca ou envoltrio nuclear.
Alm do DNA presente no nucleide, a clula
bacteriana pode ainda conter molculas adicionais de DNA,
chamadas plasmdios ou epissomas.
Plasmdios pequeno e autnomo DNA circular tambm possuem material
gentico- genes de resistncia, metabolismo de metais e etc.
Fmbrias - Apndices filamentares, de natureza protica, mais finos
e curtos que os flagelos. Nas bactrias que sofrem conjugao, as
fmbrias (Pillus sexual) funcionam como pontes citoplasmticas permitindo a
passagem do material gentico.
Clula Procaritica
Corante de Gram
Respirao e Nutrio
COLORAO DE GRAM
Christian Gram,1884
Classifica - Gram-positivas ou Gram-negativas
um dos mtodos mais teis para classificar as bactrias.
bactrias so submetidas primeiro ao de um corante violeta,
seguido de fixao com iodo e depois um agente de
descolorao, solventes orgnicos.
Em seguida so novamente coradas com safranina/fucsina.
As bactrias Gram-positivas fixam o primeiro corante, devido
maior espessura da parede celular, e ficam coradas de azul ou
violeta, enquanto que as bactrias Gram-negativas, aps a
descolorao pelo metanol, so coradas pela safranina e ficam
vermelhas ou rosas.
Parede celular: mtodo de Gram
actria gram-positiva
Esquema de bactria com
parte da clula removida.
Parede celular
formada por camada
espessa de
peptidoglicano
Membrana plasmtica
Esquema de parte da parede celular e da membrana
plasmtica de bactria gram-positiva.
Parede celular: mtodo de Gram
actria gram-negativa
Esquema de bactria com
parte da clula removida.
Fosfolipdios Camada lipoprotica
Lipopolissacardeo
Parede celular
externa, espessa,
Protena semelhante membrana
plasmtica, com
lipopolissacardeos
Camada de peptidoglicano
Lipoprotenas
Membrana plasmtica
Esquema de parte da parede celular e da
membrana plasmtica de bactria gram-negativa.
Gram (-) Colorao por
Aparecem com cor hematoxilina e eosina
avermelhada ao microscpio
ptico quando coradas.
Grande maioria parasitas.
Gram (+)
Aparecem com cor
arroxeada ou azulada ao
microscpio ptico quando
tingidas.
Causadoras de infeces
So exemplos de bactrias Gram-positivas vrias espcies de:
- Estreptococos;
- Estafilococos;
- Bacillus antraz; B. cereus, B, subtitlis e B. thunrigiensis.
So exemplos de bactrias Gram-negativas:
- Vibro Colrico;
- Colibacilo;
- Salmonelas e rizbios
Treponema pallidum; Neisseria gonhorrea,
Metabolismo
Utilizao de O2
Aerbicas: podem crescer apenas na presena de oxignio
Anaerbicas: podem crescer apenas na ausncia de oxignio
Facultativas: podem crescer tanto na presena como na ausncia de
oxignio
REPRODUO
Assexuada
- Bipartio ou cissiparidade - Nesse processo a clula
bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio,
apoiado no mesossomo, originando duas novas
bactrias idnticas original.
Reproduo das
bactrias: bipartio
Parede celular
Duplicao do DNA
Membrana
plasmtica
Molcula de DNA
Separao das clulas
REPRODUO
Assexuada
- Bipartio ou cissiparidade - Nesse processo a clula
bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio,
apoiado no mesossomo, originando duas novas bactrias
idnticas original.
REPRODUO
Transmisso gentica
Conjugao - Consiste na passagem
(ou troca) de material gentico
entre duas bactrias atravs de uma
ponte citoplasmtica formada pelas
fmbrias.
Conjugao
Plasmdeo DNA bacteriano
Clula macho
Ponte
citoplasmtica
Clula fmea
Clula macho
Separao
das clulas
Clula macho
Conjugao
Plasmdeo DNA bacteriano
Clula macho
Ponte
citoplasmtica
Clula fmea
Transformao -
A bactria
absorve
molculas de
DNA disperso no
meio. Esse DNA
pode ser
proveniente, por
exemplo, de
bactrias
mortas.
Transformao
Molcula de DNA circular
Fragmentos de Clula bacteriana
DNA doador
Lise celular Quebra
Clula bacteriana Fragmentos de DNA
do DNA
ligam-se superfcie
da clula receptora.
O fragmento de DNA
incorporado clula receptora.
O fragmento de DNA integrado
ao cromossomo da clula receptora.
Clula transformada
REPRODUO
Transduo - As
molculas de DNA so
transferidas de uma
bactria a outra
usando vrus como
vetores.
Transduo
Transduo
Fago
O DNA do fago Quando o profago inicia o ciclo
integra-se ao DNA ltico, o DNA da bactria
da bactria como degradado e novos fagos podem
O DNA de um profago. conter algum trecho do DNA
um fago penetra da bactria.
na clula de
uma bactria.
DNA do fago
com genes da
bactria
Genes de outra bactria A clula
so introduzidos e O fago infecta bacteriana se
integrados ao DNA nova bactria. rompe e libera
da bactria hospedeira. muitos fagos,
que
podem infectar
outras clulas.
Archeae
As eubacterias
Diferenas entre Archeae e
Eubactrias
ARCHEAE so organismos tpicos de ambientes
extremos: altas temperaturas, pH cidos e alta
salinidade.
As paredes celulares das ARCHAEA no so fomadas por
peptdeoglicano (murena), como as paredes celulares de
EUBACTRIAS;
Nas ARCHAEA o primeiro aminocidos da sntese
protica metionina, como em eucariotos, enquanto em
EUBACTRIAS formilmetionina.
As arqueobactrias podem ser divididas em trs grandes grupos principais:
Halfilas
vivem em concentraes salinas extremas, dezenas de vezes mais
salgadas que a gua do mar, em locais como salinas, lagos de sal . A
temperatura tima varia entre 35 e 50C.
Metanognicas
este grupo de bactrias foi o primeiro a ser reconhecido como nico.
Vivem em pntanos, no fundo dos oceanos, estaes de tratamento de
esgotos e no tubo digestivo de algumas espcies de insetos e vertebrados
herbvoros, onde produzem metano (CH4) como resultado da degradao
da celulose.
Termoacidfilas
vivem em zonas de guas termais cidas, com temperaturas timas entre
70 e 150C e valores de pH timo perto do 1.
Na sua grande maioria metabolizam enxofre: podem ser autotrficas,
obtendo energia da formao do cido sulfdrico (H 2S) a partir do enxofre,
ou podem ser heterotrficas.
Ambientes ricos em termfilas
Fumarola vulcnica no fundo do
oceano.
ESTRUTURAS
Cpsula
Fmbriasepilus
Flagelos
FlagelosClassificao
Estruturas bacterianas
Estruturas Gram + e Gram
Internas semelhantes:
(DNA, RNA, Ribossomos)
Externas diferentes
(Flagelos, Fmbrias,
Cpsula, Parede celular,
Membrana citoplasmtica,
Mesossomos)
Estruturas bacterianas
Cromossomo bacteriano:
nico
Encontrado na regio nucleide (onde o
material gentico esta presente) reas
correspondente ao ncleo nas clulas
eucariontes
Sem membrana
Transcrio e traduo
Estruturas bacterianas
Plasmdeo:
DNAs extracromossmicos
Pequenos
Circulares
No so essenciais, mas podem provocar
resistncia bacteriana
Estruturas bacterianas -
Plasmdeo
Estruturas bacterianas
Ribossomo
Presentes em grande
nmero nas
bacterianas
Aspecto granular do
citoplasma quando
observado ao
microscpio
eletrnico
Estruturas bacterianas
Flagelos:
Formando longos
filamentos delgados e
ondulados
Organelas de
locomoo
Constitudas por uma
estrutura protica
denominada flagelina
Estruturas bacterianas
Distribuio dos flagelos:
Atrquias - sem flagelo
Monotrquias - um flagelo em
uma das extremidades
Anfitrquias - um flagelo em
cada extremidade
Lofotrquias - tufo de
flagelos em uma ou
ambas as extremidades
Peritrquias - cercadas de
flagelos
Estruturas bacterianas
Fmbrias:
Ou "Pili Plos
Filamentos mais curtos e delicados que os
flagelos
Constitudas por protena chamada pilina
Funo:
Troca de material gentico durante a conjugao
bacteriana (fmbria sexual)
Aderncia s superfcies mucosas
Estruturas bacterianas Pili
Estruturas bacterianas
Cpsula:
Proteo da bactria
contra as condies
externas desfavorveis
(agentes
antimicrobianos)
Est relacionada com a
virulncia da bactria
pois confere
resistncia fagocitose
Estruturas bacterianas
Parede celular:
Estrutura rgida que recobre a membrana
citoplasmtica
Confere forma s bactrias
Formada por cidos e peptideglicano
Funes:
Barreira osmtica impede o rompimento da
bactria devido a entrada de gua
Suporte de antgenos somticos bacterianos
Estruturas bacterianas - Parede
celular
Estruturas bacterianas
Membrana Citoplasmtica:
separa a parede celular do citoplasma
Formada principalmente de lipdeos e protenas
Funes:
Permeabilidade seletiva da clula (barreira osmtica)
Metabolismo respiratrio (mesmas funes das
cristas mitocondriais)
Controle da diviso bacteriana atravs dos
mesossomos
Estruturas bacterianas Membrana
Citoplasmtica:
Estruturas bacterianas -
Mesossomos
Mesossomos
Invaginaes da membrana citoplasmtica
Ligados ao DNA da bactria
Envolvidos na:
Replicao de DNA,
Diviso celular,
Secreo de certas enzimas , tais como as
penicilinases
E, possivelmente, na respirao bacteriana
Estruturas bacterianas
Esporos:
dentro da clula endosporos
Surgem quando a clula bacteriana no se encontra em um
meio ideal para o seu desenvolvimento
Em ambiente com exausto de fontes de carbono e nitrognio
ou completa falta de nutrio, ocorre no interior do
citoplasma vegetativo a sntese do esporo
Tm pouca atividade metablica
Podem permanecer latente por longos perodos
Representa uma forma de sobrevivncia e no de reproduo
Estruturas bacterianas -
Esporos
Presena de esporos
Estruturas bacterianas -
Esporos
NUTRIO
Hetertrofos - Saprfitos
decompem material orgnico de
animais e plantas mortas
- Parasitas
envenenam o organismo do hospede
com os seus metablitos
- Simbiticos
vivem por exemplo no intestino dos
animais que comem plantas e quebram
celulose
Auttrofos - Fotossintetizantes
obtm a energia na forma de luz, para
a fotossntese
- Quimiossintetizantes
obtm energia pela oxidao de
compostos qumicos
NUTRIO
Maioria, hetertrofas: - Decompositoras;
- Parasitas (Doenas)
Minoria Auttrofa: - Fotossintetizante; -
FOTOSSNTESE BACTERIANA
QUIMIOSSINTETIZANTE
Bactrias nitrificantes e desnitrificantes
(ciclo do nitrognio).
Relativamente ao efeito da presena de O 2 no
meio, as bactrias, em geral, podem ser:
Aerbios obrigatrios utilizam O 2 no metabolismo,
obtendo energia atravs da respirao aerbia,
pelo que no podem viver sem esta molcula;
Aerbios facultativos quando existe O 2 no meio
podem utiliz-lo mas na sua ausncia realizam
fermentao;
Anaerbios obrigatrios morrem em presena de
O 2.
IMPORTNCIA DAS BACTRIAS
AS BACTRIAS E O EQUILBRIO DA
NATUREZA
Os seres vivos que absorvem substncias orgnicas de
organismos mortos ou resduos desses organismos so
chamados saprbios, saprfagos e saprfitos.
Reciclagem da matria na natureza
Benficas
Patognicas
Produo de Micrbio patognico
alimentos
e bebidas
Degradao de
lixo problemtico
Produo de medicamentos
Digesto (Escherichia coli)
Fixao do N2 na atmosfera
Estrago dos
alimentos
Corroso
Benficas
Patognicas
90% das bactrias so benficas e s 10% patognicos
para o homem.
O homem no pode sobreviver sem bactrias,
mas as bactrias sem o homem.
DOENAS AGENTE CAUSADOR MODO DE TRANSMISSO PARTICULARIDADES
Ingesto de alimento na qual A doena causada pela toxina
houve desenvolvimento da presente no alimento ingerido e
Clostridium botulinum bactria com liberao de no pela bactria, uma
BOTULISMO toxinas,geralmente enlatados. vez que esta no sobrevive no
corpo.
Contaminao acidental de Os agentes causadores
Clostridium tetani ferimentos profundos. geralmente habitam o solo e
TTANO no so parasitas,causando a
doena quando em contato com
um ferimento.
Streptococcus Inalao de ar contaminado. Localiza-se nos pulmes.
PNEUMONIA pneumoniae
Ar contaminado Atacam normalmente os pul-
Mycobacterium mes, mas podem se localizar
lubercu/osis em outras partes da corpo, tais
TUBERCULOSE como as meninges membranas
que envolvem o crebro), os
ossos, o nervo ptico.
Treponema pallidum Contato sexual A doena pode ser transmitida
ao feto durante a gravidez.
SFILIS
BACTRIAS LCTICAS NOS ALIMENTOS
Principal funo acidificao dos produtos alimentares
em um pH prximo de 4,0, que impede o desenvolvimento
de bactrias indesejveis pela produo de cidos
orgnicos
Isso permite que o perodo de conservao dos produtos
fermentados seja muito maior que a dos produtos onde a
matria-prima no seja fermentada.
PAPIS PRINCIPAIS DAS BACTRIAS LCTICAS
Higiene;
Desenvolver as propriedades organolpticas
dos alimentos fermentados.
Algumas fontes
alimentares
As fontes alimentares mais comuns que
apresentam [Link] incluem:
LEITE
IOGURTE
QUEIJO
A fermentao lctica feita por diversas
bactrias chamadas BACTRIAS LCTICAS
Espcies bacterianas em questo pertencem
a cinco gneros:
Lactococcus;
Streptococcus;
Lactobacillus;
Leuconostoc;
Pediococcus.
Microrganismos vivos que ingeridos em quantidades
suficientes promovem efeitos benficos para a sade.
O Lactobacillus acidophilus o probitico (pr-
vida) mais comumente usado, tambm chamado
de bactria "amigvel"
Algumas caractersticas requeridas dos
Lactobacillus como probiticos so:
> funo benfica;
> fcil cultivo ;
> estabilidade da "populao".
Usos:
- Substitui as bactrias intestinais "amigveis"
destrudas por antibiticos;
- Previne e trata diarria, incluindo diarria
infecciosa, particularmente do rotavrus (um vrus
que comumente causa diarria em crianas);
- Melhora a digesto (absoro) da lactose em
pessoas que tem intolerncia a mesma;
- Diminui o risco de alergias;
- Ajuda a tratar colesterol elevado;
- Acne.