MEDICINA LEGAL
DEFINIO
Tambm denominada Medicina Forense e
Medicina Judiciria, o conjunto de
conhecimentos
mdicos
e
paramdicos
destinados a servir o Direito, cooperando na
elaborao, auxiliando a interpretao e
colaborando na execuo dos dispositivos
legais atinentes ao seu campo de atuao de
Medicina aplicada. o conjunto sistemtico de
todos os conhecimentos fsicos e mdicos que
podem dirigir as diferentes ordens de
magistrados na aplicao e na composio
das leis.
2
DOCUMENTOS MDICOS LEGAIS
Quanto sua procedncia:
Quanto sua finalidade:
Administrativo
Judicial
Quanto ao seu contedo:
Oficial
Oficioso
Verdadeiro
Falso (art. 299 a 304 CP)
TIPOS DE DOC. MDICOS LEGAIS
Parecer
Atestado
Relatrio
Notificao Obrigatria
PARTES DOS RELATRIOS
Prembulo data hora local do exame
Autoridade Qualificao do perito e do
periciado
Quesitos oficiais e acessrios cada crime
possui os seus quesitos oficiais
Histrico
possvel
mais
completo
sucinto
PARTES DOS RELATRIOS
Descrio descrever a leso
Discusso no obrigatria mas torna-se
interessante em casos complexos
Concluso no se deve extrapolar na
materializao do crime
QUESITOS
Cada crime tem os seus
Podem ser oficiais ou acessrios
Obs: em psiquiatria forense e rea cvel no
existem quesitos oficiais os quesitos sero
formulados observando o caso em concreto.
EXEMPLOS DE QUESITOS
Houve morte?
Qual a sua causa?
Qual o instrumento ou meio que a causou?
Foi empregada asfixia, fogo, etc.?
PERCIA MDICO LEGAL
Conjunto de procedimentos mdicos e
tcnicos
que
tm
por
finalidade
o
esclarecimento de um fato de interesse da
Justia. Busca produzir prova. Seu objeto o
Corpo de Delito.
TIPOS DE PERCIAS
Em vivos exames supracitados
Em mortos autpsia necropsia e nas
ossadas (mdico/legista)
Em objetos perito criminal
10
CORPO DE DELITO
Conjunto de
delituoso...
Desse exame extrai-se um relatrio
... Mas o que faz, parte por exemplo, de um corpo de
delito num Homicdio?
Resposta: uma arma, uma faca, o vidro quebrado, uma
janela arrombada, o corpo, as digitais, todo o sangue
encontrado, etc... Ou seja todo elemento encontrado
capaz de materializar ou esclarecer o fato delituoso...
11
elementos
decorrentes
de
um
fato
CORPO DE DELITO
Artigo 158-CPP quando a infrao deixar
vestgios, ser indispensvel o exame de
corpo de delito, direto ou indireto, no
podendo supri-lo a confisso do acusado.
12
Exceo: composio civil de danos nas infraes
leves... Nas infraes de menor potencial ofensivo
(Ex: leso corporal leve e leso corporal culposa),
o M.P. poder oferecer a denncia sem o exame
de corpo de delito, bastando para tanto o boletim
de atendimento mdico. Contudo, para a
condenao, o exame de corpo de delito
imprescindvel.
CORPO DE DELITO
Artigo 159 os exames de corpo de delito e
as outras percias, sero feitos por dois peritos
oficiais.
1. No havendo peritos oficiais, o exame
ser realizado por duas pessoas idneas,
portadoras de diploma de curso superior,
escolhidas, de preferncia, entre as que
tiverem habilitao tcnica relacionada
natureza do exame.
2. Os peritos no oficiais prestaro o
13
compromisso
de
bem
e
fielmente
CORPO DE DELITO
Artigo 160 os peritos elaboraro o laudo
pericial, onde descrevero minuciosamente o
que examinarem, e respondero aos quesitos
formulados.
Pargrafo nico. O laudo pericial ser
elaborado no prazo mximo de dez dias,
podendo este prazo ser prorrogado, em casos
excepcionais, a requerimento dos peritos.
Artigo 161 o exame de corpo de delito
poder ser feito a qualquer dia e a qualquer
14
hora.
CORPO DE DELITO
Art. 162 CPP. A autpsia ser feita pelo
menos seis horas depois do bito, salvo se os
peritos, pela evidncia dos sinais de morte,
julgarem que possa ser feita antes daquele
prazo, o que declararo no auto.
Ex:
catalepsia patolgica.
15
CORPO DE DELITO
Pargrafo nico. Nos casos de morte violenta,
bastar o simples exame externo do cadver,
quando no houver infrao penal que apurar,
ou quando as leses externas permitirem
precisar a causa da morte e no houver
necessidade de exame interno para a
verificao de alguma circunstncia relevante.
16
EXAME CADAVRICO
Exame externo do cadver
Quando a causa for evidente comum no
interior em acidente de trnsito menos se
for o motorista.
No caso de reconhecimento do cadver usase:
17
Exame odontolegal
Datiloscopia
DNA
CADVER NO I.M.L
Ser realizada em 3 ocasies:
Morte violente causa externa.
Morte suspeita.
No identificados.
O restante pode ser feito, pode ser atestado por
mdicos em lugares diversos...
18
CORPO DE DELITO
Artigo 167 no sendo possvel o exame de
corpo de delito, por haverem desaparecido os
vestgios, a prova testemunhal poder suprirlhe a falta.
Artigo 168 em casos de leses corporais, se
o primeiro exame pericial tiver sido
incompleto,
proceder-se-
a
exame
complementar
por
determinao
da
autoridade policial ou judiciria, de ofcio, ou a
requerimento do Ministrio Pblico, do
ofendido ou do acusado, ou de seu defensor.
19
CORPO DE DELITO
1 - No exame complementar, os peritos
tero presente o auto de corpo de delito, a fim
se suprir-lhe a deficincia ou retific-lo.
2 - Se o exame tiver por fim precisar a
classificao do delito no Art. 129, 1, I, do
Cdigo Penal, dever ser feito logo que
decorra o prazo de 30 (trinta) dias, contando
da data do crime.
20
CORPO DE DELITO
Art. 180 - se houver divergncia entre os
peritos, sero consignadas no auto do exame
as declaraes e respostas de um e de outro,
ou cada um redigir separadamente o seu
laudo, e a autoridade nomear um terceiro; se
este divergir de ambos, a autoridade poder
mandar proceder a novo exame a novo exame
por outros peritos.
21
CORPO DE DELITO
O laudo vincula o Juiz?
Resposta: NO
Art. 182 o juiz no ficar adstrito ao laudo,
podendo aceit-lo ou rejeit-lo, no todo ou em parte.
22
CORPO DE DELITO
Art. 184 salvo o caso de exame de corpo de
delito, o juiz ou a autoridade policial negar a
percia requerida pelas partes, quando no for
necessria ao esclarecimento da verdade.
23
SEGREDO MDICO
Segredo mdico- 3 casos pode ser quebrado:
Autorizao expressa do paciente
Justa causa relevante valor moral: risco de vida,
menores internados...
Dever legal compulsria
Obs: Na percia a autorizao est implcita.
24
TRAUMATOLOGIA FORENSE
Estuda as leses imediatas e
produzidas por violncia sobre o
humano.
tardia
corpo
necessrio conhecer os meios e as
energias que causam leses.
25
LESO CORPORAL/129CP
Leves
Graves
Gravssimas
Culposa
Seguida de morte
26
LESO CORPORAL LEVE
Menos de
atingida.
3%
da
capacidade
funcional
Obs: ao penal pblica condicionada
representao.
prazo decadencial de 6 meses.
27
LESO CORPORAL GRAVE
Debilidade permanente de membro, sentido
ou funo.
Perigo de vida.
Acelerao do parto.
Incapacidade para as ocupaes habituais por
mais de 30 dias.
28
PERIGO DE VIDA
Diagnosticvel
Coma, choque, insuficincia respiratria aguda
(IRA)
Tratamento arbitrrio ausncia da capacidade de
consentir
(ex.
coma),
crcere
privado...,
transfuso.
Queimadura em mais de 50% da superfcie
corporal (Frana).
29
DEBILIDADE PERMANENTE DE MEMBRO
SENTIDO OU FUNO
Diminuio do padro normal
No h perda:
membros.
Leso em um dos rgos duplos.
30
Ex mastigatria, viso,
ACELERAO DE PARTO
Nascido
Galeno)
Abortamento (Natimortos)
Diferenciar do infanticdio matar o filho
sobre influncia do estado puerperal
31
vivo
(Docimasia
Hidrosttica
de
INCAPACIDADE PARA AS OCUPAES
HABITUAIS POR MAIS DE 30 DIAS
No se refere exclusivamente ao trabalho
No se refere exclusivamente ao trabalho...
ex.: andar, laser, comer.
A contar da data do crime...
32
LESO CORPORAL DE NATUREZA
GRAVSSIMA
Acometimento de mais de 70% da capacidade
funcional
Perda ou inutilizao do membro sentido ou
funo.
Enfermidade incurvel... Ex: epilepsia pstraumtica, aids, hemiplegia, paraplegia,
stress ps-traumtico.
33
GRAVSSIMA OU 2 DO ART. 129
34
LESO CORPORAL DE NATUREZA
GRAVSSIMA
Aborto
Incapacidade permanente para o trabalho
Deformidade permanente (Esttico)
35
CAUSALIDADE DO DANO
Causa
Concausa (relao indireta)
36
CONCAUSA
Preexistente, ex: bao grande, bexiga cheia...
Superveniente, ex: ttano ps ferimento e
pneumonia hiposttica...
37
ENERGIAS QUE CAUSAM LESO
Mecnica instrumentos e objetos
Qumica custicos, venenos
Fsica temperatura, presso, luz
Fsico-Qumica asfixias
Biodinmica choque
Mista - fadigas
38
ENERGIA MECNICA
Capaz de modificar o estado de repouso ou de
movimento de um corpo produzindo leso.
O corpo atingido ou o agressor deve estar em
movimento para produzir a energia cintica
causada da leso.
39
TIPO DE MEIO NA ENERGIA MECNICA
Ativo: instrumento em movimento e corpo
parado.
Passiva: instrumento
movimento.
Misto: os dois em movimento.
40
imvel
corpo
em
AGENTES DE ENERGIA MECNICA
41
OBJETO
INSTRUMENTO
o utenslio ou
material em seu
estado bruto.
o utenslio ou
objeto utilizado
para provocar
leso.
ARMAS
Propriamente ditas:
soqueiras, fuzis
Eventuais: faca, navalha, foice, machado, taco
de sinuca
Naturais:
cotovelos
42
punhos,
punhais,
ps,
revlveres,
dentes,
braos,
AO DAS ARMAS
Presso: pau, pedra, soco
Percusso: agulha, alfinete
Trao
Toro
Compresso
Deslizamento
descompresso
43
FORMAS PURAS
INSTRUMENT
O
Contundente
AO
LESO
Presso
Contusa
Perfurante
Percusso
Puntiforme ou
Punctria
Cortante
Deslizamento
Incisa ou
CortanteFrana
44
FORMAS COMPOSTAS
INSTRUMENTOS
Perfurantes
+
contundente
Perfurante + cortante = perfuro cortante
Contundente + cortante = corto contundente
45
contundente
perfuro
AO DOS INSTRUMENTOS COMPOSTOS
INSTRUMENTO
AO
LESO
Perfuro
contundente
Presso +
percusso
Perfuro-contusa
Perfuro cortante
Percusso +
deslizamento
Perfuro-incisa
Corto
contundente
Deslizamento +
presso
Corto- contusa
46
EXEMPLOS DE OBJETOS E SUAS LESES
Contundente: pedra, pau, bola de sinuca, taca do sinuca,
soco, queda, automvel
Perfurante: agulha, alfinete, ferro de inseto
Cortante: bisturi, gilete, folha de papel, folha de cana
Perfuro contundente: chave de fenda, ponta de guarda
chuva, projteis de arma de fogo, chuo
Perfuro cortante: punhal
Corto contundente: faca de cozinha
47
EXEMPLOS DE OBJETOS E SUAS LESES
Obs: um instrumento pode fazer diferentes
tipos de leses. Ex. FACA: Cabo e corte
Obs2: no confundir leso com instrumento.
Ex. cortante/incisa
48
LESES CONTUSAS
Ao por presso provoca uma vaso
dilatao
Rubefao: o sangue no sai do vaso apesar
da dilatao tapa no rosto.
Edema: vasa a parte lquida do sangue
inchao (bossa).
Hematoma: vasa a parte slida do sangue
acmulo de sangue / no h colorao ROXA.
Equimose: infiltrao hemorrgica na malhas
do tecido (colorao roxa da pele).
49
FERIDAS CONTUSAS
Feridas so leses que ultrapassam a epiderme.
Escoriao ao tangencial, (ralar)
desnudamento da derme, no cicatriza e sim
regenera.
50
FERIDAS CONTUSAS
Aps a escoriao aparece
luxaes, entorses, etc.
as
Qual a leso contusa mais singela?
R: Rubefao
Qual a ferida mais singela?
R: ESCORIAO
51
fraturas,
ESTUDO DAS EQUIMOSES
Sugilao: pequenos gros, confluncia de
numerosas leses puntiformes numa rea
bem definida gros de areia.
Vbices: leso em forma de estrias.
Petquias: pontilhado hemorrgico.
Estrias Pneumticas de Simonim.
Espectro Equimtico de Legrand du Saulle
(vermelho violeta azul verde amarelo)
= idade das leses.
52
ESTUDO DAS EQUIMOSES
Sinal de Kunekel Rede Ganglionar inguinal.
Mancha
de
Tardieu
pontilhados
hemorrgicos no corao e pulmo comum
nas asfixias.
53
FERIDA CONTUSA
Atinge a derme.
Forma varivel.
Bordas irregulares equimosadas.
Fundo irregular.
Trabculas (pedaos de tecidos retorcidos).
Retrao das bordas.
Hemorragia escassa.
54
FERIDA INCISA
A ao deslizamento (navalha, lmina de
barbear, bisturi).
O centro da ferida mais profundo tendendo a
superficializar na sada.
No h equimoses...
55
OBSERVAO
Nas
feridas
incisas
possvel
a
REANASTOMOSE.
Causa de escoriao leso superficial que
demonstra O FINAL DA LESO.
56
PECULIARIDADES DA LESO CORTANTE
Sinal de Chavny (ordem das leses a
primeira regular).
Leses de defesa mos, braos, ps...
57
Esquartejamento
Epostejamento
Decapitao
Haraquiri
Esgorjamento
Degolamento
LESO PERFURO-CORTANTE
Presso e deslizamento
Ponta e gume (faca,
punhal, faca vasada)
58
peixeira,
1 GUME = CASA DE BOTO
2 GUMES = FERIDA LINEAR
3 GUMES = FORMA ESTRELADA
canivete,
LESO CORTO-CONTUSA
Deslizamento, percusso e presso.
Foice, faco, machado, enxada, guilhotina,
serra eltrica, rodas de trem, unhas, dentes,
espada...
Forma varivel Gume.
59
MORDEDURAS
1
grau
superficiais.
2 grau
identificao.
3 grau atinge a musculatura.
4 grau lacerao com perda de tecidos
no identificvel.
60
equimoses
mais
profundas
escoriaes
melhor
LESES PERFURO-CONTUSAS
Ponta de guarda-chuva.
Chuo.
Chave de fenda.
Projtil de arma de fogo.
61
Obs: o baixo calibre mais perfurante enquanto o
calibre maior mais contundente.
ARMAS DE FOGO
Estojo com plvora exploso expanso
impulso do projtil.
EFEITO DE MARTELO CAUSA A CONTUSO
Presso
Cone de Bonnet
EFEITO DE CUNHA CAUSA A PERFURAO
Penetrao
62
Obs: antecarga / retrocarga
alma lisa / alma raiada
ROSA DE TIRO
Munio de projteis mltiplos
63
BOCA DE FOGO / PONTA DO REVLVER
Projtil
Gazes super-aquecidos
Chama
Fumaa
Plvora incombusta
Bucha
64
TIPOS DE TIROS E SEUS EFEITOS
Efeito primrio
Projtil
Efeito secundrio
65
Plvora incombusta
Gazes super-aquecidos
Chamas
TIPOS DE TIROS
Encostado
A curta distncia
Menor que 50 cm
A longa distncia
66
Maior que 50 cm
TIRO ENCOSTADO
Cmara de mina de Hoffman.
Sinal de Werkgaertner.
67
SINAL DE SCHUSSKANOL
QUEIMADURA
TIRO...
68
PLVORA
NO
TNEL
DO
TIRO ENCOSTADO
Efeito primrio / pode haver efeito secundrio.
No h zona de contuso e enxugo (bordas
evertidas).
H zona ou orla equimtica.
Sada maior que a entrada.
69
TIRO S CURTA DISTNCIA
Menos de 50 centmetros.
Efeito primrio e secundrio.
Zona de contuso e enxugo (invertidas).
Zona ou orla equimtica.
Sada evertida.
Sade maior que a entrada (bonnet).
70
TIRO A LONGA DISTNCIA
Mais de 50 centmetros.
Zona de contuso e enxugo / invertidas.
Orla equimtica.
Sada evertida.
Sada maior que a entrada.
Ausncia de efeito secundrio.
71
TIPOS DE TIROS
Longa distncia
Curta distncia
Encostado
+ de 50 centmetros
- de 50 centmetros
0 centmetros
Somente efeito
primrio
Efeito primrio e
secundrio
Efeito primrio e
pode secundrio
Zona de contuso e
enxugo/invertidas
Zona de contuso e
enxugo/invertidas
No h zona de
contuso e enxugo /
everso
Zona / orla
equimtica
Zona / orla
equimtica,
esfumaamento,
tatuagem, zona de
queimadura
Zola / orla equimtica
Sada = bordas
evertidas
Sada = bordas
evertidas
Entrada evertida /
Hoffmam
Sada > que a
entrada
Sada > que a
entrada
Sada > que a
entrada
72
SINAL DE BENASSI
Fuligem no osso indicando a entrada / debaixo
da pele coberto por ossos (tiro encostado e
curta distncia).
Se o tiro for encostado fica difcil definir qual
a entrada e a sada.
TATUAGEM NO OSSO
73
SINAL DE BNNET / FUNIL INVERTIDO
Tambm conhecido como CONE TRUNCADO DE
POUSOUD.
74
PRESENA DE ANTEPAROS
Entrada: inibi a presena de efeito secundrio.
Ex: blusa de l retm os resduos do cone de
disperso.
75
PRESENA DE ANTEPAROS NA SADA
Sada: produz orla de escoriao por causa do
esforo contra a epiderme.
76
ANLISE DAS PERFURAES
77
Imagine uma cabea
com
duas
bordas
evertidas,
causadas
por projtil de arma de
fogo.
Observe as inmeras
possibilidades
da
percia mdico legal.
PROJTEIS DE ALTA ENERGIA
Alta rotao.
Grandes entradas.
Ausncia de orla de escoriao.
Sadas com rasges.
Possui cavitaes.
78
ACIDENTES DE VECULOS
Leso padro: marcas das partes do veculo
no corpo (faroletes, pintura, etc).
Tatuagem traumtica: impresso do volante
no trax.
79
LESO POR PRECIPITAO
Fratura em saco de noz: integridade do couro
cabeludo e mltiplas fraturas do crnio.
80
LESO POR EXPLOSIVO
Ao mecnica: material do
escombros.
Onda explosiva Blast Injuri:
81
artefato
Blast auditivo: leso do tmpano.
Blast pulmonar: hemorragia capilar.
Blast abdominal: infiltrao hemorrgica no
estmago e intestino.
Blast cerebral: hematomas subdurais (ocorre
quando
um
vaso
sanguneo
situado
na
proximidade da superfcie do crebro rompe).
Blast ocular: hemorragia do vtreo.
LESO POR MARTELO
Algumas chamam de fratura perfurante.
Sinal de Strasman (moeda).
Mapa Mundi de Carrara.
82
LESES PUNTIFORMES OU PUNCTRIAS
Presso e percusso.
Estilete, sovela, agulha, furador de gelo.
Sinais singelos na superfcie.
Graves repercusses na profundidade.
Sada mais irregular e menor.
Leso em acordeo.
83
INSTRUMENTOS PERFURANTES
Furador de gelo,
Agulhas de acupuntura.
Alfinetes.
84
LESES PUNTIFORMES DE MDIO
CALIBRE
Lei de filhos leso em forma de casa de
boto.
Leso em acordeo ou lacassagne.
85
LEI DE LANGER & FILHS
Aspecto de seta na confluncia das linhas de
fora.
LEI DE FILHS:
1 lei paralelismo: as feridas perfurantes de
mdio calibre na mesma regio so paralelas
entre si.
2 lei da semelhana: as feridas produzidas
por instrumentos perfurantes de mdio
calibre, so semelhantes s feridas produzidas
por instrumentos prfuro-cortante de dois
86
gumes.
LEI DE LANGER
Lei do polimorfismo: as feridas produzidas por
instrumentos perfurantes de mdio calibre,
quando produzidas em uma regio de
entrecruzamento e superposio das fibras
elsticas, mostram aspectos estrelados,
bizarro, anmalo ou seja polimorfo.
87
PERFURANTE DE MDIO CALIBRE
PERFURO CORTANTE DE DOIS GUMES
88
PECULIARIDAS DE TESOURA
89
PECULIARIDADE DA TESOURA
Tesoura aberta pode ser perfuro-cortante,
perfuro contundente, corto-contundente.
Dependendo do tamanho.
90
OUTRAS LESES
Encravamento: ferimento produzido pela
penetrao de objeto afiado em qualquer
parte do corpo.
Transfixao.
Empalamento: forma de encravamento por
penetrao de objeto atravs do grande eixo
do corpo (perneo, nus).
91
OBSERVAO: FERIDA LACERO-CONTUSA
O prottipo principal desta ferida a mordedura canina ou
humana que tambm apresenta bordas irregulares, mas
aqui, com vrios ngulos de arrancamento de tecidos
lacerao e perda de tecido. A rigor, no se sutura, pois so
feridas consideradas infectadas e se fecharmos o paciente
ir evoluir com infeco, mas, dependendo da extenso da
ferida, podemos, no mximo, aproximar as margens para
que haja uma orientao do processo de cicatrizao. So
ferimentos que uma vez limpados, desbridados e
exaustivamente lavados com soluo fisiolgica, podero
ser suturados, mas no uma sutura hermeticamente
fechada como a gente sutura qualquer outro ferimento,
apenas para que o processo de cicatrizao se d de
maneira orientada.
Cicatrizao por segunda ou terceira inteno.
92
ENERGIA DE ORDEM FSICA
1- Temperatura
2- Presso
3- Radiatividade
4- Eletricidade
5- Luz / Som
...
93
TEMPERATURA
QUEIMADURAS
FRIO - GELADURA
CALOR TERMONOSES
1 GRAU = palidez
1 GRAU = rubefao / eritema
2 GRAU = eritema e flictemas
claras
2 GRAU = flictemas
3 GRAU = necrose com crostas
enegrecidas
3 GRAU = planos musculares,
escarificao
4 GRAU = gangrena (ps de
trincheira)
4 GRAU = carbonizao
94
TERMONOSES
Termonoses so os danos orgnicos e a morte provocada pela
calor por meio de insolao ou pela intermao.
*Insolao
Sndrome causada pela ao dos raios solares sobre o corpo
humano, principalmente quando o mesmo se apresenta com a
cabea desprotegida manifesta-se pelo aparecimento de
irritabilidade, cefalia intensa, vertigens, transtornos visuais,
zumbidos e mesmo colapso e coma.
*Intermao
So os danos orgnicos ou a morte ocorridas em espaos
confinados ou abertos, sem o suficiente arejamento, quando h
elevao excessiva do calor radiante. As causas jurdicas da
Internao so acidentes de trabalho e crimes.
95
CARBONIZAO
Reduo do volume do corpo.
Posio de lutador ou boxer.
Fraturas dos ossos do crnio pelo calor,
Pelos e cabelos tostados.
96
CARBONIZAO: VIDA/PS MORTE
Sinal
de
Montalti:
fuligem
respiratrias do cadver.
Intoxicao por monxido de carbono /
colorao carmim / exame da dosagem da
carboxihemoglobina do sangue da cmara
cardaca.
Sinal de Janesie-Jeliac: ausncia de leuccito
nas bolhas inexistncia de sinal vital.
97
nas
vias
PRESSO ATMOSFRICA
RESPIRAO
O ar passa pela traqueia at chegar aos alvolos
pulmonares / o sangue que circula pelo corpo traz o CO2
para ser trocado pelo O2 na altura dos alvolos.
A
hemcia ou glbulo vermelho possui um pigmento
chamado hemoglobina que carrega o o2 para as clulas,
atravs do sangue e trs o gs carbnico para o pulmo
para que seja eliminado (ligao frgil) HEMATOSE.
monxido de carbono quando se liga na hemoglobina
faz-se a Carboxihemoglobina ligao forte. Ex: gs de
cozinha.
98
HEMATOSE
So as trocas gasosas que ocorrem nos
alvolos pulmonares.
99
Presso atmosfrica adequada.
Movimentao da caixa torcica.
Oxignio.
Ambiente respirvel.
Vias areas desobstrudas.
MAL DAS MONTANHAS
Baixa presso atmosfrica.
Glbulos vermelhos aumentam (poliglobulia).
Queda de oxignio e do gs carbnico
hipxia/anxia.
100
MAL DOS CAIXES
Grandes profundidades
Intoxicao pelo oxignio, gs carbnico e
nitrognio.
Desmaio, alucinao, convulso...
Descompresso:
deve
ser
feita
gradativamente (Desaguar) (Mineiros-Chile).
Turbilhonamento
do sangue formando a
tromboembolia (entupimento das arterolas:
crebro, pulmo).
101
ELETRICIDADE
V=R.I
Voltagem = resistncia x carga
logo:
voltagem indica a fora utilizada para
movimentar os eltrons. E amperagem indica a
quantidade de eltrons que sai dum ponto pra outro.
Em
outras palavras, voltagem a indicao de fora
de movimentao e amperagem a indicao de
eltrons livres que foram movimentados sob um
determinada voltagem.
que LESA a amperagem e no a voltagem, mas
essa pode potencializar a leso da carga.
102
ELETRICIDADE
Aes lesivas:
1- Fibrilao ventricular: quando uma corrente
eltrica atravessa o corao pode ocorrer uma
desorganizao a corrente natural do corao
causando uma parada cardaca.
2- Tetania- contrao dos msculos respiratrios
causando uma parada cardiorrespiratria.
103
ELETRICIDADE
Fontes naturais e artificiais
Naturais: raios
choques eltricos
104
Artificiais:
ELETRICIDADE NATURAL
Letal: fulminao
No letal: fulgurao
Sinal de Lichtemberg: leso arboriforme, com
hematomas e fraturas.
105
ELETRICIDADE ARTIFICIAL
Eletrocusso: ao sistmica ou letal de
energia eltrica artificial (Obs: o Frana chama
eletroplesso a fatal e no fatal).
Eletroplesso:
no
letal.
Sndrome
desencadeada pela eletricidade artificial. As
leses localizadas mais simples so:
106
ELETRICIDADE ARTIFICIAL
Marca eltrica de Jellinck: leso esbranquiada
e dura, mumificada, com forma do eletroduto
(fio, plug), com centro encovado e bordas
elevadas.
Metalizao ou Salpicos metlicos: marcas
com destaque da pele e metal do eletroduto
fundido no fundo das mesmas.
107
ELETRICIDADE ARTIFICIAL
Efeito Joule: transformao da energia eltrica
em trmica, podendo dar queimaduras de 1,
2 e 3 graus.
Oftalmia eltrica: com formao de cataratas.
Leses
nervosas:
neurites,
parestesias,
atrofias musculares, paralisias.
Leses vasculares: fragilidade vascular.
Leses sseas: formao de prolas de fosfato
de clcio.
108
ELETRICIDADE (GERAL)
Pode haver morte por hemorragia no crebro
e ainda por arremesso.
Sinal de Piacentino: pontilhado hemorrgico
no pescoo, no trax e nas conjuntivas.
109
ENERGIA RADIOATIVA
aquela que decorre da radiao ionizante
(transforma um elemento bruto em ons). Ex:
Raio X, Raio Gama, Cobalto...
110
RADIAES IONIZANTES
Leses locais Radiodermites:
lceras de Roentgen
Mos de Roentgen
Leses gerais mutaes gentica, efeitos
radioativos nas grandes exploses: mecnicos
(alteraes
cromossmicas)
geraes
posteriores...
Nas
grandes
exploses
pode
haver
termonoses instantneas e repercusses
111
neoplsicas posteriores.
RADIAES IONIZANTES
112
LUZ E SOM
No so ionizantes
Feixes luminosos, infravermelho, ultravioleta,
raio laser
Luz lesa a crnea e o cristalino e causa
cegueira
Som epilepsia acustognica, surdez,
perturbaes psquicas acima de 85 decibis.
Infra som: comprimento de onda menor
(labirintite)
Ultra som: grande comprimento de onda
(leso celular)
113
ENERGIAS DE ORDEM QUMICA
Custicos:
fsico.
necessita somente do contato
Pode ser cido ou base./ Tanto o pH muito auto ou
baixo lesa.
Ex: H2SO4 Soda Custica.
Venenos: necessita ser absorvido at chegar
corrente sangunea.
114
Ex: cicuta, remdios (alta dosagem).
AGENTES CUSTICOS
Vitriolagem leso por cido sulfrico
(queimaduras qumicas em geral)
CIDOS Coagulantes, produz ESCARAS SECAS
Ex: Nitrato de Prata
BASES Liquefaciantes,
MIDAS
Ex: Soda Custica
115
produz
ESCARAS
AGENTES VENENOS
So substncias que necessitam de absoro
no organismo pelas mais diversas vias para
exercerem seus efeitos deletrios.
116
Atravs das Mucosas...
VENENOS
Mitridatizao: resistncia pela habitualidade.
Intolerncia: sensibilidade a pequenas doses.
Sinergismo: ao potencializada por mais de
uma droga.
117
Ex: droga e lcool/ remdio e lcool
EQUIVALENTE TXICO
Quantidade mnima de veneno suficiente para
matar 1 Kg da vtima quanto menor o
equivalente txico, mais potente o veneno.
Relao inversamente proporcional
118
ENERGIAS DE ORDEM FSICO-QUMICA
119
CONHECENDO A RESPIRAO
O oxignio desce atravs da traqueia at os
pulmes onde alcana os alvolos. Cada
pulmo possui milhes de alvolos. Nesse
rgo ocorre a HEMATOSE (troca de gases),
recebendo o sangue do corpo todo e enviando o
sangue para o corpo todo. Essa hematose
possvel graas presena de capilares. Assim,
o sangue venoso, concentrado em CO2
convertido em sangue arterial rico em O2
distribudo aos tecidos do organismo.
120
CONDIES BSICAS PARA A
RESPIRAO
1- Ar respirvel (21 a 22% de O2)
2Permeabilidade
(desobstruda)
3- Movimentos da caixa torcica (ala de
balde). Ex: crucificados.
4- Presso atmosfrica normal.
121
da
via
respiratria
ASFIXIAS
1)
Tentativas
irrespirveis:
de
respirar
em
meios
Ex: Pntanos, pulvurolentos, gua...
2) Obstruo da rvore respiratria qualquer
nvel (sufocao)
122
A) Sufocao direta: qualquer parte da rvore
respiratria estiver obstruda.
B) Sufocao indireta: impedidos os movimentos
da caixa torcica.
SUFOCAO DIRETA
Externa: produzida
(boca, nariz).
Interna: em qualquer lugar da via respiratria
(engasgamento, edema de glote choques
anafilticos)
123
nos
orifcios
externos
MSCARA EQUIMTICA DE MORESTIN
Colorao ciantica (roxa) da face que ocorre
em todas as asfixias
124
ASFIXIAS POR CONSTRIO DO PESCOO
Impedimento pelas
sangunea e nervos.
A- Enforcamento: LAO
B- Estrangulamento: LAO
C- Esganadura: partes fsicas do agressor
125
vias
areas,
corrente
ENFORCAMENTO
Sulco oblquo-ascendente, descontnuo.
ESTRANGULAMENTO
Sulco transversal e contnuo
126
ENFORCAMENTO
Suspenso tpica ou completa e atpica ou
incompleta.
Lao e peso do corpo.
Sulco oblquo ascendente descontnuo no n,
acima da cartilagem tireoide.
Protruso de olhos e lngua.
127
ESTRANGULAMENTO
Lao
Fora indireta do agressor
Sulco transverso simples ou mltiplo
Protruso de olhos e lngua
Fratura do osso Hioide
Fraturas das cartilagens do pescoo
Abaixo da cartilagem da tireoide.
128
ESGANADURA
Marcas semilunares, hematomas e equimoses.
Sem lao
Fora direta do agressor
Instrumentos partes do corpo
Ausncia de sulco
Protruso de olhos e lngua, equimoses,
hematomas e escoriaes no pescoo.
129
DETALHES GERAIS
Lao: PODE SER MLTIPLO
No enforcamento est acima da cartilagem
tireoide. Fora: peso do corpo
No
estrangulamento
est
cartilagem tireoide. Fora:
agressor.
Na esganadura: fora direta do agressor.
130
abaixo
indireta
da
do
REPETINDO / CONDIES BSICAS PARA
A RESPIRAO
1- Ar respirvel (21 a 22% de O2)
2Permeabilidade
(desobstruda)
3- Movimentos da caixa torcica (ala de
balde). Ex: crucificados.
4- Presso atmosfrica normal.
131
da
via
respiratria
SINAIS GERAIS DE ASFIXIA
Sangue
escuro
e fluidoligao
forte
de
carboxihemoglobina.
Congesto pulmonar com aumento do rgo (Sinal
de Valentim).
Contrao paradoxal do bao tentativa de envio de
hemcias ao organismo Ettinne Martin
Cianose de extremidades e orelhas colorao
azulada em razo do aumento da hemoglobina no
oxidada.
Congesto da face mais evidente na constrio do
pescoo.
Marchas de Tardieu pontos hemorrgicos
disseminados pelos pulmes e corao.
132
CLASSIFICAO DAS ASFIXIAS
Puras (engasgamento)
Complexas (enforcamento e estrangulamento)
Mistas (esganadura)
133
ASFIXIAS PURAS
1- Ambiente gasoso: confinamento, monxido
de carbono, esgoto, pntano, gs de cozinha.
2- Ambiente lquido: mar, rio, piscina.
3- Ambiente pulverulento: soterramento (pode
ser direta obstruo da boca e nariz, meio
irrespirvel, compresso do trax - indireta).
4- Obstculo na via respiratria: sufocao
134
MONXIDO DE CARBONO NO
ORGANISMO
Rigidez cadavrica tardia e pouco intensa
(8h).
Tonalidade rsea da face.
Hipostases claras (manchas por gravidade).
Pulmes Carmim.
Dosagem de Carboxihemoglobina positiva
(exame da e sangue) dentro da cmara
cardaca.
135
AFOGAMENTO
Afogado vermelho ou verdadeiro.
Manchas de Pautalf (manchas nos afogadaspulmes).
Pele anserina.
Macerao epidrmica.
Cogumelo de espuma.
gua nos pulmes e estmago.
Plncton nos pulmes (vegetais e minerais no
pulmo).
Afogado branco de PARROT (hidrocusso)
136
Reflexo vagal = parada cardaca. SZPILMAM
MEIO PULVERULENTO
Soterramento
Elementos slidos na via
respiratria.
Vtimas idade produtiva.
digestiva*
* A glote na tentativa de fechar a traqueia deixa
a via digestiva exposta.
137
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
SINAL DE AMUSSAT: suco/leso transversal da
tnica ntima da cartida comum.
SINAL DE FRIEDBERG: sufuso hemorrgica da
tnica externa da cartida comum.
SINAL DE ETTINNE MARTIN: desgarramento da
tnica externa da cartida comum.
SINAL DE LESSER: rotura da ntima da cartida
interna ou externa.
SINAL DE ZIEMKE: leso da tnica ntima das
jugulares interna e externa.
SINAL DE FRANA: escoriao em forma de meia
lua da tnica ntima da CARTIDA.
138
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
ETTINNE MARTIN contrao do bao
Mascara equimtica de morestin
Mapa Mundi de Carrara
Langer & Filhos
SINAL DE CHAVNY
Docimasia hidrosttica de Galeno
139
ENERGIAS DE ORDEM BIODINMICA
Estuda basicamente os choques
A condio bsica da ocorrncia do choque
a diminuio da circulao sangunea e queda
da presso arterial, aumento da funo
cardaca,
palidez,
alm
de
alteraes
metablicas que alteram o funcionamento dos
rgos vitais, levando a morte.
Ea
Sndrome da falncia mltipla dos rgos
(deteriorao progressiva)(perigo de vida).
140
ENERGIAS DE ORDEM MISTA
Fadiga
Doenas parasitrias
Servcias: maus tratos, espancamento, atos
de crueldade, tortura.
Sndrome da criana maltratada.
Sndrome do ancio maltratado.
-- Pouco provvel que caia na prova, mas devese apenas saber qualificar como de ordem
mista (qualificao quaestionvel).
141
EMBRIAGUEZ ALCOLICA
Conceito: o conjunto de manifestaes
psicossomticas resultantes da intoxicao
etlica aguda, de carter episdico e
passageiro.
Alcoolismo ( o contrrio):
a sndrome
decorrente de uso abusivo e imoderado de
bebida alcolica, continuamente.
142
EMBRIAGUEZ ALCOLICA
Comprova-se
exames:
143
embriaguez
por
Saliva desuso
Urina varivel
Lquor coluna
Ar alveolar bafmetro
Exame clnico (padro ouro + confivel)
diversos
EMBRIAGUEZ ALCOLICA
(Lei n 12.760, de 20 de dezembro de 2012) altera o
cdigo de trnsito brasileiro, Lei seca.
Art. 276. Qualquer concentrao de lcool por litro de
sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor s
penalidades previstas no art. 165.
Art. 277. O condutor de veculo automotor envolvido
em acidente de trnsito ou que for alvo de fiscalizao
de trnsito poder ser submetido a teste, exame
clnico, percia ou outro procedimento que, por meios
tcnicos ou cientficos, na forma disciplinar pelo
Contran, permita certificar influncia de lcool ou outra
substncia psicoativa que determine dependncia.
144
EMBRIAGUEZ ALCOLICA
Art. 165. Dirigir sob influncia de lcool ou de
qualquer outra substncia psicoativa que
determine dependncia.
2 A infrao prevista no art. 165 tambm
poder ser caracterizada mediante imagem,
vdeo, constatao de sinais que indiquem, na
forma disciplinada pelo Contran, alterao da
capacidade psicomotora ou produo de
quaisquer outras provas em direito admitidas.
145
EMBRIAGUEZ ALCOLICA
1 As condutas previstas no caput sero
constatadas por:
I concentrao igual ou superior a 6
decigramas de lcool por litro de sangue ou
igual ou superior a 0,3 miligramas de lcool por
litro de ar alveolar; ou
II sinais que indiquem , na forma disciplinada
pelo
Contran,
alterao
da
capacidade
psicomotora.
2 A verificao do disposto neste artigo
poder
ser
obtida
mediante
teste
de
146
alcoolemia,
exame clnico, percia, vdeo, prova
EMBRIAGUEZ ALCOLICA
Putrefao cadavrica: substncias redutoras
que se assemelham ao lcool etlico dando
resultados falso-positivo.
A
habitualidade
(Mitridatizao).
Direito de no produzir prova contra si, se
esbarra hoje nas provas testemunhais.
147
causa
resistncia
PREDISPOSIES DA EMBRIAGUEZ
5 dg/l de sangue intoxicao inaparente.
Entre e 5 a 50dg/l distrbios txicos.
Maior que 50dg/l embriaguez completa.
Obs: pode variar de pessoa para pessoa,
observando a mitridatizao, sinergismo, etc.
148
FORMAS DE EMBRIZGUEZ
Culposa: no isenta de responsabilidade /
Preterdolo
Fortuita: momentos especiais
Acidental: por ignorncia sobre a bebida
Fora maior: influncia social
Preordenada: agravante penal
Habitual: dependncia
Patolgica: desproporo entre a quantidade
ingerida e sintomas.
149
MORTE ENCEFLICA
a parada definitiva e irreversvel do encfalo
(crebro e tronco cerebral), provocando em
pouco tempo a falncia de todo o organismo.
a morte propriamente dita. No podemos
confundir a MORTE ENCEFLICA com COMA, o
estado de coma um processo reversvel e a
morte enceflica no. Do ponto de vista
mdico e legal o paciente em coma est vivo.
No diagnstico da morte enceflica primeiro
so feitos testes neurolgicos clnicos, os
quais so repetidos 6(seis) horas aps. Depois
dessas avaliaes, realizado um exame
complementar (um eletroencefalograma ou
150
uma angiografia).
MOMENTO DA MORTE
Morte enceflica de Morte cerebral
Os transplantes induziram a uma discusso
mais detalhada sobre o momento da morte.
Crnea e pele podem ser aproveitados mesmo
sem perfuso pela bomba cardaca.
Rins, fgado, pulmo, etc... S com a perfuso
da cmara cardica.
151
MOMENTO DA MORTE
DIAGNSTICO
Exame clnico
Exame complementar
152
MOMENTO DA MORTE
CLNICO
Teste de apneia
Ausncia de reflexos de tronco (corneano, culocefalgiro, reflexo culo-vestibular, etc).
Coma aperceptivo.
COMPLEMENTAR
153
Encefalograma: mostra a ausncia de atividade
cerebral.
Arteriografia e angiografia: mostra que no h
circulao cerebral.
Ultra-som com Doppler: mostra o fluxo de sangue
no crebro.
MOMENTO DA MORTE
RESOLUO 1480/97 CFM
O diagnstico de morte enceflica ser feito
em intervalos peridicos.
Intervalo mnimo entre duas avaliaes
clnicas necessrias para o diagnstico:
7 DIAS A 2 MESES 48 horas
2 MESES A 1 ANO 24 horas
1 ANO A 2 ANOS 12 horas
ACIMA DE 2 ANOS 6 horas
154
DOAO DE RGOS
Doador tem que capaz
Menor somente pode doar medula com
consentimento dos pais
No pode haver risco para o doador (?)
Proibido propaganda, apelo pblico ou
constituio de fundos.
155
DOAO DE CADAVER PARA INSTITUIO
DE PESQUISA
LEI 8.501/92
Cadver no reclamado 30 dias
No identificado
Identificado em endereo ou responsveis
aps a publicao em jornais de grande
circulao por 10 dias
Se a morte for por crime primeiro faz-se a
necropsia.
156
TANATOLOGIA FORENSE
A tanatologia forense o ramo das cincias
forenses que partindo do exame do local, da
informao acerca das circunstncias da morte,
e atendendo aos dados do exame necrpsico,
procura estabelecer:
157
A identificao do cadver
O mecanismo da morte
A causa da morte
O diagnstico diferencial mdico-legal (acidente,
suicdio, homicdio ou morte de causa natural).
TANATOLOGIA FORENSE
MORTE NATURAL:
A) patolgica: decorrente de doena
B) teratolgica: defeito congnito incompatvel
com a vida - pode ser doado para estudo dos
motivos dos defeitos
MORTE VIOLENTA:
Causada por ao traumtica de origem interna
(esforo) ou de origem externa (aes mecnicas,
fsicas, qumicas, psquicas)
Obs: VDEO 1... Morte aparente (catalepsia)
NECROSCOPIA
158
TANATOLOGIA FORENSE
Outras classificaes de morte:
Morte suspeita: aquela que ocorre em pessoas de aparente boa
sade, de forma inesperada, sem causa evidente e com sinais
de violncia definidos ou indefinidos, deixando dvida quanto
natureza jurdica, dai a necessidade da percia e investigao.
Morte sbita: aquela que acontece de forma inesperada e
imprevista, em segundos ou minutos.
Morte agnica: aquela em que a extino desarmnica das
funes vitais ocorre em tempo longo e neste caso, os livores
hipostticos formam-se mais lentamente.
Morte reflexa: aquela em que se faz presente a tenso
emocional, ou seja, uma irritao nervosa (excitao) de origem
externa, exercida em certas regies, provoca, por via reflexa, a
parada definitiva das funes circulatrias e respiratrias (ex:
acidentes).
159
TANATOLOGIA FORENSE
Cronotanatognose: o captulo da tanatologia
que estuda meios de determinao do tempo
transcorrido entre a morte e o exame
necroscpico.
Tanatognose: estuda o diagnstico da
realidade da morte. Antes do surgimento dos
fenmenos transformativos do cadver, no
existe sinal patognomnico de morte. O perito
observar
dois
tipos
de
fenmenos
cadavricos:
Fenmenos abiticos (vitais negativos): imediatos
e consecutivos.
160
TANATOLOGIA FORENSE
Fenmenos imediatos:
Imobilidade,
insensibilidade,
inconscincia,
midrase paraltica (a pupila contrai-se na
presena da luz naturalmente, mas se estiver
morte permanece dilatada)
Fenmenos consecutivos:
161
Resfriamento (equilbrio trmico)
Evaporao (barba, pelos, unhas.. aparecem)
Rigidez
Hipostases
TANATOLOGIA FORENSE
Mancha ou sinal de Sommer e Larcher : com a
evaporao a parte do olho exposta fica
escura enquanto a parte coberta pela
plpebra continua branca (esclertica).
Ainda nos olhos:
CONSECUTIVOS
162
fenmenos
ABITICOS
Sinal de Ripalt: depresso do globo ocular
Sinal de Boerchut: enrugamento da crnea
TANATOLOGIA FORENSE
RIGIDEZ
1h at a 8h de morte, comea na mandbula e
desce em direo aos membros inferiores (covaria)
Aps 24/36h comea a perder a rigidez de
cima para baixo.
163
TANATOLOGIA FORENSE
Hipostases: manchas por acmulo de sangue,
nas partes baixas por acmulo da gravidade.
Se iniciam nas 2h de morte e se fixam com 12
horas ps-morte.
164
TANATOLOGIA FORENSE
H DOIS TIPOS DE FENMENOS
TRANSFORMADORES:
Destrutivos: causados
(vivos) e pela autlise.
Conservadores: em ambientes e situaes
propcias (abitica as bactrias por algum
motivo deixaram o indivduo).
165
por
seres
biticos
TANATOLOGIA FORENSE
DESTRUTIVOS: marcha putrefativa:
1- colorao: mancha verde abdominal
causado pelas bactrias (20 a 24 horas
morte).
2- fase gasosa: os gases formados pelas
bactrias faz com que o cadver fique
inchado:
A) Posio de gladiador
B) Circulao pstuma de Brouardel
3- fase coliquativa:
dissoluo
(aparecimento de larvas e insetos...)
4- esqueletizao...
166
ptrida
TANATOLOGIA FORENSE
Circulao Pstuma de Brouardel o
desenho
produzido
dentro
dos
vasos
sanguneos subcutneos, dilatados pela
decomposio do sangue e formao de
sulfahemoglobina e hematina. Surge na fase
gasosa, geralmente entre 36 e 48 horas da
morte.
167
TANATOLOGIA FORENSE
CONSERVADORES:
168
Mumificao: magro, pouco musculo, lugar ridos
(desidratao)
Saponificao ou adipocera: gordo, ambientes
midos
Macerao: ambientes midos. Ex: feto no tero
Litopdio: calcificao do feto
Corificao: urnas de zinco
TANATOLOGIA FORENSE
INUMAO: consiste no sepultamento do
cadver, ou seja, corpo morto de aparncia
humana.
EXUMAO: consiste no desenterramento do
cadver, no importando o local onde se
encontra sepultado, revestido de observncia
de disposies legais (art. 6, I, CPP), pois
caso contrrio implicar na infrao penal do
art. 67 da LCP.
169
SEXOLOGIA FORENSE
Estuda a sexualidade
repercusses criminais.
humana
suas
A sexualidade humana um tabu muito grande.
Ela passa a ser um problema quando ultrapassa
os limites da permisso. A relao sexual com
violncia e estupro (pnis vagina conjuno
carnal).
170
SEXOLOGIA FORENSE
HIMENOLOGIA
171
SEXOLOGIA FORENSE
HIMENOLOGIA
Membrana que separa a vagina das vulvas.
Consistncia.
stio-orla.
Entalhes naturais no abrange a borda da
implantao.
Roturas.
Carnculas mirtiformes.
172
SEXOLOGIA FORENSE
RUPTURA HIMENAL
O hmen uma membrana que separa a
vagina da vulva. Ele tem orifcio central. A
consistncia membranosa ou carnosa. O
orifcio pode ser circular ou ter diversas formas.
Pode ser triangular, quadrado, em forma de
corao, cribiforme, etc.
Se o hmen cribiforme est ntegro, a
conjuno carnal no existiu.
Existe uma proporcionalidade entre o stio e
a orla. Pode haver stio mdio e orla mdia,
stio estreito e orla ampla ou stio amplo e orla
estreita.
173
SEXOLOGIA FORENSE
Entalhes naturais: no vo a borda de
implantao, simtricos, sem hematomas,
epitelizados (clulas normais).
Ruturas: vai at a borda de implantao,
assimtricos, possui hematomas, equimoses,
desepitalizados, carnculas mistiformes.
174
SEXOLOGIA FORENSE
TIPOS DE HMENS
175
SEXOLOGIA FORENSE
176
SEXOLOGIA FORENSE
MTODO CRONOMTRICO DE LACASSAGNE
Utilizando-se do mtodo cronomtrico de
Lacassagne, compara a regio genital da vtima
a um mostrador de relgio, indicando o local da
ruptura.
Ex: Rutura himenal s 6 horas.
Obs: cicatrizao
dias/exceto parto.
177
himenal
Frana
20
SEXOLOGIA FORENSE
Exemplos de quesitos da conjuno carnal:
Houve conjuno carnal?
Qual a data provvel dessa conjuno?
Era virgem a paciente?
Houve violncia para essa prtica?
Qual o meio dessa violncia?
Da violncia resultou...
a vtima alienada ou dbil mental?
Houve qualquer outra causa que tivesse
impossibilitado a vtima de resistir?
178
SEXOLOGIA FORENSE
Como detectar esperma na vagina?
Microscopia direta
Microscopia por colorao
Fosfatase cida prosttica
DNA: ex: preservativo
Glicoprotena p30
179
SEXOLOGIA FORENSE
ESTUPRO
Constranger mulher algum, mediante violncia ou
grave ameaa, a ter conjuno carnal ou a praticar ou
permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.
ART. 213 CP
Pena recluso de 6 a 10 anos.
1 se da conduta resulta leso corporal de natureza
grave ou se a vtima menor de 18 ou maior de 14 anos:
Pena recluso de 8 a 12 anos.
2 se da conduta resulta morte:
Pena recluso de 12 a 30 anos.
Obs: Atentado violento ao pudor, atos libidinosos da
conjuno carnal = ESTUPRO
180
SEXOLOGIA FORENSE
ESTUPOR DE VULNERVEL
O art. 217-A, caput, do Cdigo Penal define como estupor de
vulnervel ter conjuno carnal ou praticar outro ato
libidinoso com menor de 14 anos.
Pena recluso de 8 a 15 anos.
1 incorre na mesma pena quem pratica as aes descritas
no caput com algum que, por enfermidade ou deficincia
mental, no tem o necessrio discernimento para a prtica
do ato, ou que, por qualquer outra causa, no pode oferecer
resistncia.
3 se da conduta resulta leso corporal de natureza grave:
Pena recluso de 10 a 20 anos
4 se da conduta resulta morte:
Pena recluso de 12 a 30 anos.
181
SEXOLOGIA FORENSE
GRAVIDEZ
1- Sinal de presuno
2- Sinal de probabilidade
3- Sinal de certeza
182
SEXOLOGIA FORENSE
SINAIS DE PRESUNO DE GRAVIDEZ
Perturbaes digestivas
Cloasma
Sintomas gerais (taquicardia, enjoo)
Polaciria
Estrias, pigmentao alba
Alteraes mamrias
183
SEXOLOGIA FORENSE
SINAIS DE PROBABILIDADE DE GRAVIDEZ
Amenorria
Sinal de Kluge (cianose vulvar)
Sinal de Jaquemier (cianose vaginal)
Sinal de Osiander (pulso vaginal)
Sinal de Puzos (rechao vaginal)
Sinal de Mac Donald (flacidez do istmo)
Sinal de Nobilie (aumento do tero)
Sinal de Piskacek (assimetria corpo uterino)
184
SEXOLOGIA FORENSE
SINAIS DE CERTEZA DE GRAVIDEZ
Movimentao fetal
Batimentos cardacos fetais (BCF)
Visualizao direta do feto por imagem
185
SEXOLOGIA FORENSE
SINAIS DE PARTO RECENTE
Edema da vulva e lbios vaginais
Epsiorrafia (costura)
Lquios (sangramento)
Estrias nas mamas
Obs:
importante
infanticdio
186
na
caracterizao
de
SEXOLOGIA FORENSE
SINAIS DE PARTO ANTIGO
Relquias de estrias abdominais
Pigmentao das mamas
Cicatriz de episiotomia
Carnculas mirtiformes.
187
SEXOLOGIA FORENSE
PUERPRIO
Inicia-se com a dequitao (desprendimento
da placenta) <> de perodo de parto.
Termina com o retorno das condies
maternas pr-gravdicas (6 a 8 semanas).
Condies biolgicas normais.
188
SEXOLOGIA FORENSE
ABORTO
Penalmente punvel
Causa de excluso da ilicitude:
Aborto necessrio ou teraputico (art. 128, I, CP)
Aborto sentimental (art. 128, II, CP)
Gravidez decorre de estupro. movido por sentimento de piedade
Aborto eugnico
No se pune o aborto provocado por mdico quando no h outro
meio de salvar a vida da gestante. Deve ser o nico meio
realizado quando o feto mal formado. Depende de sentena
judicial. Tem sido autorizado como nos casos de anencefalia (no
permitido pela lei)
Aborto natural
Hoje h discusso da vida do anenceflico e a doao de rgos
segundo o STF NO MAIS CRIME 12/04/2012
189
SEXOLOGIA FORENSE
ABORTAMENTO
Aborto o produto
Natimorto (Docimasia Hidrosttica de Galeno)
Teraputico (necessrio)
190
SEXOLOGIA FORENSE
CONDIES PARA O ABORTAMENTO
TERAPUTICO
Me aparenta perigo de vida.
Perigo decorrente diretamente da gravidez.
Interrupo da gravidez deve cessar o perigo
de vida.
nico meio de salvar a vida da gestante.
Concordncia de dois mdicos.
191
SEXOLOGIA FORENSE
INFANTICDIO
Art. 123. Matar, sob a influncia do estado
puerperal, o prprio filho, durante o parto ou
logo aps: Pena deteno, de 2 a 6 anos.
192
SEXOLOGIA FORENSE
INFANTICDIO
O agente a me (circunstncias comunicveis)
Art.29 quem, de qualquer modo, concorre para o crime
incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade:
1 se a participao for de menor importncia, a pena
pode ser diminuda de um sexto a um tero.
2 se algum dos concorrentes quis participar de crime
menos grave, ser-lhe- aplicada a pena deste; essa pena
ser aumentada at metade, na hiptese de ter sido
previsvel o resultado mais grave.
Art. 30 no se comunicam as circunstncias e as
condies de carter pessoal, salvo quando elementares
do crime.
193
SEXOLOGIA FORENSE
INFANTICDIO
O agente a me
Feto nascente
Estado
puerperal
no
cronolgico.
Desequilbrio.
Docimasia Hidrosttica de Galeno.
Psicopatologia pode excluir a culpabilidade.
194
SEXOLOGIA FORENSE
SEXUALIDADE ANMALA
Distrbios da sexualidade
Para que seja classificado como anmalo exigese que o distrbio seja
{EXCLUSIVO E DURADOURO}
195
SEXOLOGIA FORENSE
DISTRBIOS DA SEXUALIDADE
QUANTITATIVA:
Satirase homem
Impotncia homem
Ninfomania mulher
Frigidez mulher
196
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Ramo da medicina legal que estuda as doenas,
deficincias e distrbios de natureza mental.
Tendo interesse na anlise da imputabilidade
penal.
197
PSICOPATOLOGIA FORENSE
IMPUTABILIDADE
CAPACIDADE CIVIL
Aptido para gerir sua pessoa e seus bens
RESPONSABILIDADE
Capacidade de compreenso e vontade de agir.
Condio de quem capaz de realizar um ato com
pleno discernimento.
Consequncia de quem tinha pleno discernimento e
dever pagar por isso.
RESPONSABILIDADE PENAL
198
Declarao de que um indivduo imputvel e
efetivamente idneo para sofrer as consequncias
jurdicas penais de um delito.
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Art. 26 isento de pena o agente que, por doena
mental ou desenvolvimento mental incompleto ou
retardado, era, ao tempo da ao ou omisso,
inteiramente incapaz de entender o carter ilcito do
fato ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento.
Pargrafo nico a pena pode ser reduzida de um a
dois teros, se o agente, em virtude de perturbao
de sade mental ou por desenvolvimento mental
incompleto ou retardado no era inteiramente capaz
de entender o carter ilcito do fato ou de determinarse de acordo com esse entendimento.
199
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Se o agente for inimputvel, o juiz determinar
sua internao. Se, todavia, o fato previsto
como crime for punvel com deteno, poder o
juiz submet-lo a tratamento ambulatorial.
200
PSICOPATOLOGIA FORENSE
So absolutamente incapazes de exercer
pessoalmente os atos da vida civil:
I os menores de 18 anos;
II os que, por enfermidade ou deficincia
mental, no tiverem o necessrio discernimento
para a prtica desses atos;
III os que, mesmo por causa transitria, no
puderem exprimir sua vontade.
201
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Art. 4 so incapazes, relativamente a certos
atos, ao maneira de os exercer:
I os maiores de 16 e menores de 18 anos;
II os brios habituais, os viciados em txicos, e
os que, por deficincia mental, tenham o
discernimento reduzido;
III os excepcionais, sem desenvolvimento
mental completo;
IV os prdigos.
202
PSICOPATOLOGIA FORENSE
PSICOPATOLOGIAS
Epilepsia: ataques convulsivos, de alteraes mais ou
menos especificas no registro eletroencefalogrfico e
de
moderada
ou
nenhuma
alterao
do
comportamento/No h inimputabilidade penal na
maioria das vezes.
Neuroses: qualquer desordem mental, que embora
cause tenso, no interfere com o pensamento
racional. No compromete as funes essenciais da
personalidade. Indivduo tem conscincia do eu. Ex:
fobias, pnico, distrbios obsessivos compulsivos,
depresso, distrbio bipolar. Para os dois ltimos pode
haver inimputabilidade ou no, para os outros no h
inimputabilidade penal.
203
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Oligofrenia:
funcionamento do intelecto
abaixo da mdia diminuio ou parada do
desenvolvimento normal do psiquismo.
204
Os moderados e severos: so incapazes civilmente
Moderados
e
profundos:
so
totalmente
inimputveis penalmente comparados aos
menores
Os leves semi-imputveis.
PSICOPATOLOGIA FORENSE
PSICOPATOLOGIAS
Psicoses: estado mental no qual existe perda de
contato com a realidade: delrios, alucinaes,
mudanas de personalidade... Esquizofrenia, crimes
cometidos sem motivo, exticos, racionalmente
incompreensveis. Quando em crises inimputveis.
Psicopatias: sociopatas: neuroses de carter ou
perverses sexuais estado psquico que determina
profundas alteraes no carter e afeto, na sua
maioria de etiologia congnita... {semi-imputveis}
205
PSICOPATOLOGIA FORENSE
SITUAES QUE ALTERAM O RESULTADO DA
PERCIA
Simulao: finge ser(estar) doente.
206
Tendem a escolher os sintomas mais exuberantes
do quadro que querem imitar (todo simulador
um ator que representa uma doena conforme ele
a compreende Ossipov, 1944).
Adotam atitudes bizarras e estranhamente
grosseiras (parecem mais loucos que os doentes
reais).
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Metassimulao: aumenta a gravidade de sua
doena fantasiosamente o sujeito aps
recuperar-se de determinada doena mental,
continua a fingir os sintomas da mesma forma
com o objetivo de ganhar vantagens (ganhos
na previdncia social).
Ex: depresso, crises de pnico, fobias, etc.
207
PSICOPATOLOGIA FORENSE
Dissimulao: o periciado esconde que est
doente. Necessidade de apresentar uma boa
imagem ou mostrar-se recuperado para se
proteger de uma possvel internao ou
interdio de direitos.
Ex: processos de divrcio que envolvem
guarda de filhos e/ou ganhos financeiros
dissimulando pode ganhar a liberdade evitar
afastamento de emprego ou de cargo pradmissional.
208
TOXICOFILIA
Segundo a Organizao Mundial da Sade a
definio
estrita
da
toxicomania
compreende os quatro elementos seguintes:
(1) Uma compulso de consumir produto;
(2) Uma tendncia de aumentar as doses;
(3) Uma dependncia psicolgica e/ou fsica
do(s) produto (s);
(4) O surgimento de consequncias nefastas
sobre a vida cotidiana da pessoa (emotivas,
sociais, econmicas, etc).
209
TOXICOFILIA
Dependncia psquica: desejo incontido que
requer administrao prolongada da droga
para obter prazer ou alvio de desconforto.
a droga interage com o organismo. Ex:
nicotina.
Dependncia fsica: estado caracterizado pelo
aparecimento de sintomas fsicos ou sndrome
de abstinncia quando a administrao da
droga suspensa.
210
{Frana:
maconha e LSD}
TOXICOFILIA
Sndrome de abstinncia: conjunto de sintomas
e sinais desagradveis, opostos aos produzidos
pela droga, que surgem quando baixo ou nulo
o teor da droga no sangue. {Frana: maconha,
LSD e cocana}
211
TOXICOFILIA
Hbito: necessidade de progressivo aumento
de dose para conseguir efeitos semelhantes,
chegando at doses consideradas letais, para
as pessoas normais.
Tolerncia: capacidade desenvolvida com o
hbito de tolerar doses consideradas nocivas
ou fatais, com efeitos desproporcionais,
212
TOXICOFILIA
Causam
dependncia:
crack,
cocana,
morfina, pio, psicoestimulantes, sonferos,
etc.
213
TOXICOFILIA
Quanto ao tipo de efeito no sistema nervoso podem ser
classificadas como:
Depressoras: diminuem a atividade do sistema nervoso
atuando em receptores (neurotransmissores) especficos.
Ex: cloreto de etila ou lana perfume, clorofrmio.
Psicodistropticas: (drogas perturbadoras/modificadoras)
tm por caractersticas principal a despersonalizao ou
modificao da percepo (da o termo alucingeno para
sua designao).
Psicolpticas ou estimulantes: produzem aumento da
atividade pulmonar (ao adrenrgica), diminuem a
fadiga, aumentam a percepo ficando os demais
sentidos ativados. Ex: cocana, crack, cafena, GHB,
metanfetamina, anfetaminas (bolinha, arrebite), etc.
214
TOXICOFILIA
COCANOMANIA
Fases:
1- perfurao do septo nasal
2- arritmias cardacas
3- morte
215
TOXICOFILIA
LSD
Droga de maior potencial alucinognico.
Produz fadiga.
Comportamento
semelhante
a
doenas
psiquitricas.
216
TOXICOFILIA
MACONHA
A cannabis sativa lineu produz efeitos psicoativos e
fisiolgicos quando consumida. A quantidade mnima
de THC para poder notar-se um efeito perceptvel de
cerca de 10 microgramas por quilo de peso corporal.
Para alm de uma mudana na percepo subjetiva, as
mais comuns de surto prazo so efeitos fsicos e
neurolgicos, que incluem aumento da frequncia
cardaca, diminuio da presso do sangue, diminuio
da coordenao psicomotora, e perda de memria.
Usada tambm como analgsico... E smbolo de paz
entre tribos.
217
TOXICOFILIA
CLORETO DE ETILA
Cloreto de etila um composto qumico de frmula
C2H5Cl
bastante
utilizado
na
produo
de
tetraetilchumbo, um aditivo da gasolina lana
perfume
Os solventes quando inalados cronicamente podem levar a
leses da medula ssea, dos rins, do fgado e dos nervos
perifricos que controlam os msculos. Muitas vezes o
usurio pode ficar inconsciente ou sofrer convulses e at
mesmo morte sbita por problemas cardacos ou parada
respiratria.
218
TOXICOFILIA
MORFINOMANIA
Usada priori como analgsico.
Eufrico, disposto, extrovertido.
Emagrecimento, palidez, costas
insnia, angstia, desespero.
Caquexia morte.
219
arqueada,
TOXICOFILIA
PIO
Droga altamente viciante, o pio feito a partir
da flor de papoula. Os principais efeitos so
sonolncia, vmitos e nuseas, alm da perda
de inteligncia (como a maioria das drogas).
Opiceos: codena, herona, morfina, etc...
220
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
SINAL DE MARTIN: roturas e infiltraes
sanguneas
de
tecido
muscular,
nas
constries do pescoo.
SINAL DE THOINOT: zona violcea(roxa) nas
bordas dos sulcos.
SINAL DE BONNET: marcas da trama do lao.
SINAL DE BONNET: cone que indica a direo
do tiro.
SINAL DE BONNET: rotura das cordas vocais.
ESPECTRO EQUIMTICO DE LEGRAND DU
SAULLE: cores tempo da leso.
SINAL DE KENEKEL: cores da tatuagem
221
regio inguinal.
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
MANCHA DE TARDIEU Tardieu pontos hemorrgicos
disseminados pelos pulmes e corao.
SINAL DE STRASMAM: leso por martelo.
MAPA MUNDI DE CARRARA: dentro da circunferncia/
martelo.
SCHUSSKANOL: queimadura e plvora no tnel do tiro.
BENASSI: fuligem de osso indicando a entrada do tiro.
LACASSAGNE: leso por acordeo.
LACASSAGNE: mtodo cronomtrico para descrever
leso himenal.
ETIENE MARTIN: contrao do bao/paradoxal.
MORESTIN: mscara equimtica.
222
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
SINAL DE CHAVNY: mltiplas leses incisas.
DOCIMASIA HIDROSTTICA DE GALENO:
exame de partes do pulmo fetal.
LICHTEMBERG: leso por energia eltrica
natural.
JELINEK: leso por energia eltrica artificial.
HOFFMAN: cmara de mina tiro encostado.
WERKGAERTNER: tiro encostado impresso
da arma.
LEI DE LANGER & FILHOS: casa de boto
paralelismo/ polimorfismo.
223
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
SINAL DE AMUSSAT: suco/leso transversal da
tnica ntima da cartida comum.
SINAL DE FRIEDBERG: sufuso hemorrgica da
tnica externa da cartida comum.
SINAL DE ETTINNE MARTIN: desgarramento da
tnica externa da cartida comum.
SINAL DE LESSER: rotura da ntima da cartida
interna ou externa.
SINAL DE ZIEMKE: leso da tnica ntima das
jugulares interna e externa.
SINAL DE FRANA: escoriao em forma de meia
lua da tnica ntima da CARTIDA.
224
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
SINAL
DE
BROUARDEL:
equimoses
retrofarngeas.
SINAL DE ZIEMKE: soluo de continuidade da
tnica interna das veias jugulares.
SINAL
DE
SOMMER-LACHER:
mancha
acastanhada horizontal, correspondente
dimenso da fenda palpebral, na conjuntiva
bulbar, indicativo de morte no recente.
SINAL DE RIPAULT: depresso globo ocular,
pode ocorrer a deformao da ris e da pupila.
225
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
SINAL DE JANEZIC-JELACIC:
diferencia as
queimaduras ps morte e vital, por esta
ltima apresentar exsudato leucocitrio na
zona atingida.
SINAL DE CHAMBERT: bolhas ou flictenas que
aparecem nas queimaduras de 2 grau.
POSIO DE BOXER: braos flexionados na
carbonizao.
SINAL
DE
PIACENTINO:
pontilhado
hemorrgico no pescoo, no trax e nas
conjuntivas.
226
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
MANCHAS
DE
PAUTALF:
manchas
nos
afogados pulmes.
PARROT: afogado branco reflexo vagal.
SINAL DE VALENTIN: aumento do volume e
distenso acentuada dos pulmes.
SINAL DE BOERCHUT: enrugamento da crnea
CIRCULAO PSTUMA DE BROUARDEL:
circulao na fase gasosa.
227
EPNIMOS DA MEDICINA LEGAL
Probabilidade de gravidez
SINAL
SINAL
SINAL
SINAL
SINAL
SINAL
SINAL
228
DE
DE
DE
DE
DE
DE
DE
KLUGE: cianose vulvar
JAQUEMIER: cianose vaginal
OSIANDER: pulso vaginal
PUZOS: rechao vaginal
MAC DONALD: flacidez do istmo
NOBILIE: aumento do tero
PISKACEK: assimetria corpo uterino