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FITOTERAPIA

O documento discute a história e conceitos da fitoterapia, desde suas origens na antiguidade com civilizações como a grega e chinesa, passando pela Idade Média e desenvolvimentos modernos, até chegar aos usos atuais. Aborda também terapias relacionadas como a aromaterapia, florais de Bach e o interesse renovado pela medicina natural.

Enviado por

Debora Valério
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© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
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FITOTERAPIA

O documento discute a história e conceitos da fitoterapia, desde suas origens na antiguidade com civilizações como a grega e chinesa, passando pela Idade Média e desenvolvimentos modernos, até chegar aos usos atuais. Aborda também terapias relacionadas como a aromaterapia, florais de Bach e o interesse renovado pela medicina natural.

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FITOTERAPIA

Idealizado por Carlos Ambrsio Pesquisador de Planta Medicinais

CONCEITOS
A palavra Fitoterapia formada por dois radicais gregos: fito vem de phyton, que significa planta, e terapia, que significa tratamento; portanto fitoterapia o tratamento em que se utilizam plantas medicinais.

PR HISTRIA
No se sabe ao certo a origem da fitoterapia, mas o uso de plantas medicinais j era utilizado em praticamente todas as civilizaes do globo terrestre. Com o estudo dessas antigas civilizaes, foram encontrado, atravs de pinturas rupestres, indcios do uso de plantas e de uma medicina rudimentar.

Com a evoluo da espcie humana, evoluram tambm as necessidades de se estudar as plantas e o modo de vida de outros seres.

Por ter uma capacidade de raciocnio prpria os seres humanos comearam a utilizar as plantas em sua alimentao e viram tambm que as mesmas podiam restituir a sade em vrias doenas, pois na antiguidade os recursos eram bem menores.

Na antiga Grcia entre os adeptos da fitoterapia estavam, Galeno, Hipcrates, Dioscrides, no olvidando tambm os chineses que j utilizavam ervas h 4.000 anos Ac

A prtica da homeopatia comeou com o mdico Samuel Hahnemann, nascido em 1755 na antiga Prssia, hoje Alemanha. Aps alguns anos na prtica da medicina, o pai da homeopatia se decepcionou com os mtodos de cura empregados na poca, que no eram baseados em dados empricos. Desiludido, passou a traduzir textos para se sustentar. Foi no ano de 1790 que, ao traduzir um livro de um mdico escocs, Hahnemann despertou para a idia que se solidificou como a Lei dos Semelhantes A partir de ento, Hahnemann comeou a fazer experimentos que o levaram a criar toda a filosofia da homeopatia. As idias do alemo foram transmitidas aos seus discpulos e, a partir do sculo XVIII, a homeopatia comeou sua ascenso pela Europa.

MEDICINA CHINESA

A medicina tradicional chinesa (MTC), tambm conhecida como medicina chinesa (em chins , zhngy xu, ou , zhngya xu), a denominao usualmente dada ao conjunto de prticas de medicina tradicional em uso na China, desenvolvidas ao longo dos milhares de anos de sua histria. considerada uma das mais antigas formas de medicina oriental, termo que engloba tambm as outras medicinas da sia, como os sistemas mdicos tradicionais do Japo, da Coria, do Tibete e da Monglia. A MTC se fundamenta numa estrutura terica sistemtica e abrangente, de natureza filosfica. Ela inclui entre seus princpios o estudo da relao de Yin/Yang, da teoria dos cinco elementos e do sistema de circulao da energia pelos Meridianos do corpo humano. Tendo como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano e sua interao com o ambiente segundo os ciclos da natureza, procura aplicar esta compreenso tanto ao tratamento das doenas quanto manuteno da sade atravs de diversos mtodos.

MEDICINA HINDU AYURVDICA

Ayurveda o nome dado "cincia" mdica desenvolvida na ndia h cerca de 7 mil anos, o que faz dela um dos mais antigos sistemas medicinais da humanidade. Ayurveda significa, em snscrito, Cincia (veda) da vida (ayur). Continua a ser a medicina oficial na ndia e tem-se difundido por todo o mundo como uma tcnica eficaz de medicina tradicional. A medicina ayurvdica conhecida como a me da medicina, pois seus princpios e estudos foram a base para, posteriormente, o desenvolvimento da medicina tradicional chinesa, rabe, romana e grega. Houve um intercmbio de informaes com o Japo, que tinha a mesma necessidade dos indianos: criar uma medicina barata para atender s suas populaes muito pobres e gigantescas, por essa razo existe muito da medicina japonesa nos conceitos de ayurvdica. As duas desenvolveram tcnicas muito eficientes e de baixo custo para o tratamento. A doena, para a Ayurveda, muito mais que a manifestao de sintomas desagradveis ou perigosos manuteno da vida. A Ayurveda, como cincia integral, considera que a doena inicia-se muito antes de chegar fase em que ela finalmente pode ser percebida. Assim, pequenos desequilbrios tendem a aumentar com o passar do tempo, se no forem corrigidos, originando a enfermidade muito antes de podermos perceb-la.

MEDICINA RABE

Manual rabe de 1334

MEDICINA AFRICANA

MEDICINA INDGENA

OS BRBAROS

IDADE MDIA

PARACELSOS

BOTICRIO

SCULO XVII

O mdico francs Dr. Henri Leclerc (1870-1955) foi o pioneiro a usar o termo fitoterapia. As publicaes sobre ensaios e trabalhos por ele efetuados eram publicados em um importante jornal mdico francs, a maioria deles na La Presse Mdicale.(A imprensa mdica)

A necessidade de auto preservao fez com que os humanos, viessem a domesticar vrios tipos de plantas e cultiv-las em seu meio, e com o tempo e a caractersticas de alguns vegetais s ocorrerem em determinados lugares, iniciou-se de certa forma a troca, barganha e comercializao das ervas.
No s a comercializao desenvolveu-se nestes tempos, mas tambm a curiosidade que gerou estudos mdicos, sempre com a pergunta por que curou, por que matou...

Sabia-se que tinham substncias contidas nos vegetais que sero chamados depois princpios ativos. A fitoterapia ento o uso de plantas ou partes de plantas, como cascas, razes, sementes, caules, folhas enfim as partes que contenham princpios ativos (qumica que agir no organismo) no tratamento, preveno ou manuteno da sade atravs das plantas. Os medicamentos fitoterpicos so preparaes padronizadas contendo extratos de plantas, amplamente comercializados em pases desenvolvidos e em desenvolvimento. De acordo com a definio proposta pela Organizao Mundial da Sade (OMS), os medicamentos fitoterpicos so aqueles preparados com substncias ativas presentes na planta como um todo, ou em parte dela, na forma de extrato total. A filosofia central da fitoterapia acredita que a ao farmacolgica desses produtos envolva a interao de vrias molculas presentes no extrato e no a ao de uma molcula separadamente da veio definio de fitocomplexo.

AROMATERAPIA
Aromaterapia um ramo da osmologia que consiste no uso de tratamento baseado no efeito que os aromas de plantas so capazes de provocar no indivduo. Dos vegetais extrada a essncia a ser aplicada isoladamente ou em combinao com outros aromas, dependendo das enfermidades e do indivduo. considerada uma terapia alternativa ou complementar, embora seja um tratamento bastante antigo, que surgiu da fitoterapia e que comumente usada em conjunto com esta. utilizada no tratamento das mais variadas enfermidades e desequilbrios, sendo considerada uma terapia holstica

FLORAIS DE BACH
uma terapia criada, nos anos de 1928 a 1936, pelo Dr. Edward Bach, mdico homeopata, bacteriologista e imunologista. O objetivo da terapia floral o equilbrio das emoes do paciente. Ou seja, procura diminuir ou eliminar a estresse, depresso, pnico, desespero, sentimentos de culpa, cansao fsico ou mental, solido, tristeza, indeciso, sensibilidade excessiva, cimes, dio, mgoas, todos os tipos de medos, ansiedades e preocupaes que uma pessoa esteja sofrendo. As essncias florais so consideradas remdios homeopticos nos Estados Unidos[carece de fontes?], onde remdios homeopticos so considerados complementos alimentares. Do mesmo modo, no Brasil as essncias florais, que surgiram nos anos 1980 e se intensificaram nos anos 1990, no so consideradas medicamentos, drogas ou insumos farmacuticos. Essa classificao exime esses preparados de apresentarem comprovaes de eficcia em tratamentos ou de submisso ao regime de vigilncia sanitria, mas tambm no permite que sejam apresentadas indicaes teraputicas, com finalidades preventivas ou curativas

INTERESSE PELA MEDICINA NATURAL


1. A preferncia das pessoas por medicamentos naturais e menos agressivos ao organismo. 2. A conscientizao que os medicamentos fitoterpicos so uma alternativa inclusive quando os medicamentos sintticos no atuam ou no demonstram eficcia em alguns tratamentos.
3. Vrios fitoterpicos atuam na preveno de diversos males e ainda atenuam os perigos da automedicao, atitudes comuns nos lares.

INTERESSE PELA MEDICINA NATURAL


4. A eficcia e a comprovao da atividade no organismo humano tambm so os fatores de credibilidade dos consumidores de fototerpicos, alm de uma legislao rigorosa de controle na produo dos mesmos.

5. O fator custo de pesquisa e preos do produto direcionado ao mercado so atrativos racionais e financeiramente viveis. Fitoterapia e o caminho medicao eficaz.

SCULO XX

USOS POPULARES

FITOTERAPIA CONSCIENTE
Pouco divulgado o caminho que percorre o fitoterpico at o consumidor final, faremos ento um apanhado geral: 1-A procedncia de uma planta medicinal o incio da longa jornada de estudos e por fim na confeco do medicamento. O local de coleta das ervas deve ser um local longe de centros produtores de resduos e poluio, como por exemplo, agrotxicos, fezes de animais, gua contaminada e outros.

A identificao botnica essencial para o resultado final da eficcia do medicamento, pois existem muitas plantas que possuem nomes regionais em comum, como exemplo erva de So Joo, com este nome existem vrias espcies que podem ser confundidas e cada uma tem uma indicao diferente, uma delas a erva de So Joo antidepressiva, outra antinflamatria, ento sabemos que se usarmos uma pela outra teremos resultados diferentes, o que prejudica o usurio, outra muito comum de ser confundida a espinheira santa, o fato de uma planta ter ou no espinhos no qualifica a planta de ser todas da mesma espcie.

IDENTIFICAO BOTNICA

Chapu de couro Echinodorus macrophyllus (Kunth) Micheli - Famlia: Alismceas - Sagittaria palaefolia Nees. Mart. - S. rhombrifolia - Cham. - S. brasiliensis - Mart. - S. sagitifolia Vell. - Alisma cordifolium - Ant. - A. floribundum Seub. - Echinodorus muricatus - Griseb. - Alisma macrophyllum - Ch-mineiro - Ch-do-pobre - Ch-do-brejo. Folhas e talos: Folha simples, oval, de base cordiforme e aguda ou acuminada no pice. Sua aparncia lembra um rim humano, Limbos inteiros, grandes com at 40 cm de comprimento e 35 cm de largura de cor verdeescuro, superfcie enrugada, spera, so de 11 a 13 as nervuras principais mostram-se salientes na parte inferior, tem um pecolo longo e sulcado, longo, coriceo, medindo at 70 cm de comprimento, sulcado as folhas so inodoras, e levemente amargas. Podemos perceber que a descrio trata-se da planta em questo. Agora veremos uma das confuses por causa de nome popular.

Mastruo Coronopus didymus l. Smith, Lepidium didymum L., Mastruo, Mentruz. Famlia: Crucferas. Planta toda. Planta herbcea, ramificada, caules prostrados, atingindo at 40 cm de altura, folhas verdes e muito aromtico, existe certa confuso entre o nome vulgar mentruz, o qual designa no somente o lepidium, bem como o Chenopodium ambrosioides, o qual popularmente tambm recebe o nome de mentruz, e cujo outro nome popular Erva de Sta. Maria.

Mentruz Chenopodium ambrosioides L., C.anthelminticum L., Erva de Santa Maria, mastruo, mentruz, erva lombrigueira, ambrosia, erva formigueira, etc... FamliaChenopodiaceae. Planta toda. No existe caboclo que no conhea o tal do mentruz, ou a erva de Santa Maria, desde vassoura que o povo varre a casa e espanta as pulgas do cachorro, a forrao de colches de palha, para impedir a proliferao de insetos, at o leite batido, para as asmas e as infinitas indicaes populares, esta erva de caule piloso, ereto, herbcea, atinge at 1,20 m de altura, suas folhas so lanceoladas, sinuosas nas margens, curto pecioladas, aroma peculiar, possuem flores verdes, midas e frutos pequeninos esfricos e bem numerosos, o aroma das flores um tanto desagradvel, diminuindo um pouco na secagem. Ambas so chamadas de mentruz ou mastruz, mas notem que os nomes cientficos e outras particularidades mostram que so plantas diferentes.

FORMA DE USO DE PLANTAS MEDICINAIS


Planta fresca: utilizao de plantas ou partes dessas in natura, sem processamento industrial, nem secagem, tais como razes, folhas, frutos, etc. recm colhidos. Planta seca: processo utilizado a sculos por permitir que se possa armazenar por longos tempos um vegetal ou suas partes. Existem vrias formas de desidratao: a mais conhecida a reduo de partes como, por exemplo, uma raiz a qual mondada (sistemas de raspagem da parte externa para evitar contaminaes) depois fatiada para que haja mais rapidamente a perda de umidade, geralmente so espalhadas em caixa de papelo com furos e colocadas ao sol. O mesmo processo se faz com frutos e frutas. Folhas e flores tambm podem ser secas porm sem precisar serem picadas a no ser em casos que sejam muito grandes, exemplo chapu de couro. Estufas ou sistema da caixa de papelo podem ser empregados sem maiores problemas. Cascas: estas por serem mais espessas necessitam de um tempo maior para secagem, popularmente elas so espalhadas em uma lona ou pano, colocadas ao sol e viradas de tempo em tempo. Recomendase que esses processos sejam feitos em tempos quentes e menos midos para se evitar fungos, bolores e reaes enzimticas indesejveis.

USO POPULAR
Energtico/Afrodisaco Para ajudar no desempenho das atividades sexuais muito importante que o corpo esteja livre do lcool e do fumo. A sade depende de bons hbitos. Estudos mostram que nas ervas podemos encontrar muitas substncias que fazem bem ao homem e mulher ajudando-os a ter uma vida sexual mais ativa e saudvel. Melhore sua auto-estima e sinta-se mais feliz. Plantas: Marapuama e N de Cachorro Anemia A anemia deve ser tratada, procure alimentos ricos em ferro e no deixe de fazer exames de sangue. Na natureza temos ervas que so utilizadas para ajudar aqueles que precisam. Prepare o ch com as ervas que sugerimos e acompanhe sua sade visitando o mdico, de preferncia fitoterapeuta ou naturalista. Lembre-se cansao excessivo e desnimo podem ser decorrentes de anemia, fique atento. Plantas: Jatob, Quina e Fedegoso

Apetite excessivo As ervas podem auxiliar a controlar o apetite. Colabore tambm procurando comer alimentos menos calricos.O ideal fazer uso dos chs calmantes nos intervalos dos chs para o Apetite, porque a agitao e ansiedade podem fazer com que as pessoas procurem mais alimentos. Plantas: Coriandrum (semente) e Capim Cidro Baixa Imunidade A baixa imunidade pode nos trazer muitas doenas. Na natureza encontramos ervas que so ricas em propriedades que auxiliam a nossa resistncia, contribuindo para que possamos combater problemas e at evit-los. Tenha mais sade, fora e disposio, use produto natural. Plantas: Pfaffia, Jatob e Ip Roxo Bronquite A bronquite um mal que acontece principalmente em crianas e deve ser combatida o quanto antes para no impedir o bom desenvolvimento do organismo. Estamos trazendo at voc as plantas que podem ajudar tanto as crianas como os adultos. Faa uso dos chs, os produtos naturais so a nossa opo para restabelecer a sade. Plantas: Ch de leo vermelho, Guaco e Erva de Passarinho

Calmante Plantas: Maracuj, Valeriana e Mulungu Cansao Fsico e Mental do Homem e Mulher Plantas: Catuaba, Pfaffia e Guaran Sarampo catapora- crianasSabugueiro Celulite Voc sabia que excesso de Celulite pode casar dores nas pernas? Isto porque o sangue no circula corretamente. Alm da parte esttica, a Celulite faz mal a sade, trazendo problemas na circulao. As plantas tm condies de auxiliar este problema to indesejvel. Observe a dosagem e faa uso deste produto natural. Plantas: Centella Asitica e Ginkgo Biloba Circulao/Dores nas Pernas/Varizes Plantas: Ch de Castanha da ndia e Ginkgo Biloba Cistite Plantas: Uva Ursi, Nogueira e Estigma de milho

Clicas Menstruais Plantas: Agoniada, Louro e Cassa Depresso Plantas: Marapuama, Maracuj e Pfaffia Desintoxicao do fumante Plantas: Tanchagem e Guaco Diabetes Plantas: Jambolo, Pata de Vaca e Carqueja Dores de Garganta Plantas: Casca de Rom e Sucupira Enjos Plantas: Gengibre e Gervo Faringite Plantas: Cip Suma e Malva Gastrite/lcera Plantas: Espinheira santa e guaatonga Gripe Plantas: Ch de Alecrim, guaco e sabugueiro

Menopausa Plantas: Amora e Carapi Presso Alta Plantas: Sete sangrias e cavalinha Tendinite Plantas: Unha de Gato, Erva Baleeira e Arnica Nacional (para tomar) Vermes Plantas: Losna e hortel

DIVISO DE AGROTECNOLOGIA
Aclimatao de espcies medicinais, aromticas e exticas. Programa de melhoramento gentico . Tcnicas de micropropagao vegetativa (cultura de tecidos). Coleo, herborizao e identificao botnica de Plantas Medicinais. Conservao de sementes. Cultivo em larga escala e produo em ambientes controlados. Processamento ps-colheita (secagem e armazenamento). Produo de mudas e sementes. Ensaios de eficcia e fitotoxicidade de defensivos agrcolas. Assessoria a projetos de produo de Plantas Medicinais e Aromticas

DIVISO DE FOTOQUMICA
Isolamento de compostos de interesse a partir de matria vegetal. Isolamento de princpio ativo de plantas medicinais monitorado por ensaios biolgicos e microbiolgicos. Desenvolvimento e otimizao de processos para produo de fitofrmacos e frmacos em escala piloto. Obteno de extratos para uso em formulaes. Anlise e controle da qualidade de fitofrmacos, produtos farmacuticos, veterinrios, aditivos e corantes. Desenvolvimento de pesquisas para validao de medicamentos de origem vegetal, microbiolgica e sinttica. Produo e pesquisa de leos essenciais Anlises segundo Farmacopias vigentes

DIVISO DE MICROBIOLOGIA
Produo, caracterizao, purificao e aplicao de enzimas microbianas. Fermentaes microbianas Determinao da atividade antimicrobiana de produtos naturais. Estudos da tratabilidade de efluentes industriais e biodegradao de compostos industriais Anlise microbiolgica e controle de qualidade de medicamentos. Doseamento de antibiticos Anlise de qualidade microbiolgica de matrias primas para as indstrias de alimentos e farmacutica Controle de qualidade fitopatolgico. Monitoramento do ar de ambientes climatizados de acordo com Resoluo RE no.9 de 16 de janeiro de 2001 da ANVISA .

DIVISO DE QUMICA ORGNICA E FARMACEUTICA


Qumica Orgnica Sntese de frmacos e de produtos bioativos a partir de produtos naturais. Desenvolvimento de processos de sntese para produo frmacos Assessoria a projetos de sntese de frmacos. Qumica de Produtos Naturais Isolamento e caracterizao de compostos utilizados como marcadores em fitoterpicos, Estudo de leos essenciais: obteno, isolamento, purificao e identificao dos constituintes Fracionamento de extratos vegetais.

Purificao de compostos de interesse por mtodos cromatogrficos (HPLC-preparativo, cromatografia em contra-corrente, dentre outros) Qumica Analtica Desenvolvimento analtico para as reas: Farmacutica, Alimentcia, Cosmtica e Domissanitrios, atravs do uso de: Cromatografia lquida de alta eficincia (LC-DAD, LC-DAD-MS), Cromatografia gasosa (MS, FID, ECD, TCD), Espectrofotometria (FT-IR, UV-Vis), Densitometria. Microextrao em fase slida (SPME )

FARMACOLOGIA
A Farmacologia (do grego: , frmacon ("droga"), e , derivado de - lgos ("palavra", "discurso"), sintetizado em "cincia") a cincia que estuda como as substncias qumicas reagem com os organismos vivos. Se essas substncias tem propriedades medicinais, elas so referidas como "substncias farmacuticas". O campo abrange a composio de remdios, propriedades de remdios, interaes, toxicologia e efeitos desejveis que podem ser usados no tratamento de doenas. Esta cincia engloba o conhecimento da histria, origem, propriedades fsicas e qumicas, associaes, efeitos bioqumicos e fisiolgicos, mecanismos de absorco, biotransformao e excreo dos frmacos para seu uso teraputico ou no. A farmacologia uma cincia praticada por farmacologistas, normalmente farmacuticos. Um farmacutico , na maioria dos pases, um profissional com formao universitria em farmcia .

DESTINO DOS FARMACOS NO ORGANISMO


Qualquer substncia que atue no organismo vivo pode ser absorvida por este, distribuda pelos diferentes rgos, sistemas ou espaos corporais, modificada por processos qumicos e finalmente eliminada. A farmacologia estuda estes processos e a interao dos frmacos com o homem e com os animais, os quais se denominam: Absoro - Para chegar na circulao sangunea o frmaco deve passar por alguma barreira dada pela via de administrao, que pode ser: cutnea, subcutnea, respiratria, oral, retal, muscular. Ou pode ser inoculada diretamente na circulao pela via intravenosa, sendo que neste caso no ocorre absoro. A absoro do frmaco como j foi citado anteriormente fundamental para seu efeito no organismo.

A maioria dos farmacos absorvida no intestino, e poucos farmacos no estmago, os frmacos so melhor absorvidos quando estiverem em sua forma no ionizada, ento os farmcos que so cidos fracos seram absorvidos melhor no estmago que tem pH cido, Exemplo (cido Acetil Salicilico), j os frmacos que so bases fracas, seram absorvidos principlamente nos intestino, sendo que esse tem um pH mais bsico que o do estmago. Os frmacos na forma de comprimido, passam por diversas fases de quebra, at ficarem na forma de p e assim ser solubilizado e absorvido, j os frmacos em solues, no necessitam sofrer todo esse processom, pois j esto na forma solvel, e podem ser rapidamente absorvidos, a seguir vai uma rdem de tempo de absoro, para vrias formas farmacuticas: Comprimido>Capsula>Suspeno>Soluo.

Distribuio - Uma vez na corrente sangunea o frmaco, por suas caractersticas de tamanho e peso molecular, carga eltrica, pH, solubilidade, capacidade de unio a protenas se distribui pelos distintos compartimentos corporais. Metabolismo ou Biotransformao - Muitos frmacos so transformados no organismo por ao enzimtica. Essa transformao pode consistir em degradao (oxidao, reduo, hidrlise), ou em sntese de novas substncias como parte de uma nova molcula (conjugao). O resultado do metabolismo pode ser a inativao completa ou parcial dos efeitos do frmaco ou seu aumento e ainda mudanas nos efeitos dependendo da substncia sintetizada. Alguns fatores alteram a velocidade da biotransformao, tais como, inibio enzimtica, induo enzimtica, tolerncia farmacolgica, idade, patologias, diferenas de idade, sexo e espcie. Excreo Finalmente, o frmaco eliminado do organismo por meio de algum rgo excretor. Os principais so rins e fgado, mas tambm so importantes a pele, as glndulas salivares e lacrimais, ocorre tambm a excreo pelas fezes.

Os frmacos geralmente tem uma lipoflia moderada, caso contrrio eles no conseguiriam penetrar atravs da membrana das clulas com facilidade, e a via de excreo mais usada pelo organismo a via renal, atravs da urina, ento geralmente os frmcos como so mais apolares tendem a passar pelo processo de metabolisao, que os torna mais polares e passveis de serem eliminados pela urina, mas dai o que esta sendo eliminado do organismo so os metablitos do frmaco, j no mais o frmaco. J os frmacos que so polares so eliminados pela urina sem passar pela metabolisao, e ento o que est sendo eliminado agora o frmaco mesmo e no seus metablitos.

DIVISES DA FARMACOLOGIA
Farmacologia Geral: estuda os conceitos bsicos e comuns a todos os grupos de drogas. Farmacologia Especial: estuda as drogas em grupos que apresentam aes farmacolgicas semelhantes. Ex.: farmacologia das drogas autonmicas (que atuam no SNC). Farmacognosia: estuda a droga no seu estado natural de matria-prima. Farmacotcnica: estuda o modo de preparo dos medicamentos.
Farmacodinmica: estuda o mecanismo de ao das drogas e efeitos bioqumicos e fisiolgicos por elas produzidos no organismo. Farmacocintica: estuda o movimento da droga no organismo. Qumica farmacutica Toxicologia

GLOSSRIO
Frmaco substncias activas com aco teraputica Medicamento Toda a substncia ou composio com propriedades curativas ou preventivas das doenas ou dos seus sintomas, do Homem ou do animal, com vista a estabelecer um diagnstico mdico ou a restaurar, corrigir ou modificar as funes orgnicas. (Dec.- lei 72/91 de 8 Fevereiro) Substncia txica capaz de causar danos, de tal ordem intensos, que a vida pode ser posta em risco Morte ou sequelas pesistentes. Formas farmacuticas misturas de frmacos (substncia activa) com outras substncias, excipientes e adjuvantes. Excipiente farmacologicamente inactiva vaselina

Adjuvante permite absoro mais fcil ou facilitar aco. Especialidade farmacutica medicamentos fabricados industrialmente e introduzidos no mercado com denominaes e acondicionamentos prprios Autorizao de Introduo Mercado (AIM) Frmulas magistrais preparados na farmcia por farmacutico, destinado a um doente especfico.

POTENCIAL ECONMICO E PERSPECTIVAS MERCADOLGICA


O Brasil detentor de uma flora medicinal e ornamental impar no globo terrestre, das quase 400.000 espcies existentes e catalogadas mais da metade se encontram nos trpicos e especialmente em nossa nao. A diversificao de nossos ecossistemas uma das principais fontes de variedades e espcies que nos propiciam um aspecto plenamente favorvel, explorao racional de nossas matas. E nossos recursos naturais nos permitem uma vasta explorao no sistema de manejo sustentvel, que hora se mostra como uma real alternativa tanto scio econmico, poltica e ecologicamente correta.

J sabido que a utilizao de extratos vegetais para fins medicinais e largamente empregada tanto no mercado nacional, bem como no mercado externo, com cifras impressionantes conforme demonstram estatsticas da OMS (Organizao Mundial da Sade) aonde os mercados apontam para uma impressionante emergncia de uso nos mercados globais.

OS CAMINHOS DA FITOTERAPIA
Agricultura familiar e manejo sustentvel consistem na participao de todos os membros ativos de uma famlia ou comunidade no manejo e cultivo de plantas medicinais, aromticas, ornamentais e cultivares alimentcios, treinando os participantes a desenvolverem as atividades que lhes forem mais apropriadas, explorando e desenvolvendo o potencial intelectual dos membros participantes. Plantio: De forma orientada e racional o plantio coordenado propicia as necessidades bsicas e comerciais de pequenos grupos que sero habilitados tanto nos plantios bem como na colheita e secagem dos vegetais a serem escolhidos. Manejo sustentado: Caracteriza-se a colheita de vegetais e parte destes de forma racional e planejada que no contribuam a um impacto no ecossistema a ser explorado, e da mesma forma re-introduza na natureza mudas das espcies eleitas para uma propagao o que dar um equilbrio ao meio ambiente e uma possibilidade de subtrao de matrias sem agredir o meio.

FASES A SEREM CONSIDERADAS


Plantio orientado e berrio de mudas de plantas nativas.(Formao de estufas com o material disponvel no local atenuando gastos e aumentando a capacidade produtiva) Colheita e limpeza de material (Com equipamentos, paramentos e assepsia.). Secagem.(desenvolvimento de maquinas e tecnologia de secagem e peneiragem) Embalagem e estocagem dos mesmos.(Formao de rea de recebimento e manuseio) Beneficiamento (Moagem, extrao de leos, princpios ativos como matria prima). Catalogao de vegetais para melhor conhecimento destes pela comunidade e formao de material documental que tragam informaes da poca de florao, germinao, tempo de desenvolvimento, colheita, frutificao e identificao dos mesmos, enfim toda e qualquer informao botnica.

Resgate do uso medicinal feito desde os antigos tempos, alm de lendas ou mitos que envolvam esta material. Assim feito o material estar disponvel para a comercializao, exportao etc. A tno-farmacologia popular o que levam as grandes empresas a observarem e desenvolverem produtos.

MERCADO CONSUMIDOR DE PRODUTOS VEGETAIS


Industria Farmacutica: J sabido que a utilizao de extratos vegetais para fins medicinais e largamente empregada tanto no mercado nacional, bem como no mercado externo, com cifras impressionantes conforme demonstram estatsticas da OMS (Organizao Mundial da Sade) aonde os mercados apontam para uma impressionante emergncia de uso nos mercados globais.

Industria cosmtica: Exemplos como o crescente consumo de cosmticos e os faturamentos de industrias como a Natura, Avon e outros gigantes do mercado tanto nacional como internacional, tambm no deixando de citar indstrias de pequeno e mdio porte, responsveis por um mercado tradicionalmente lucrativo, mostram uma infinidade de produtos cosmticos tais como, Xampus, cremes, loes, mascaras, sabonetes etc..., Usam como o maior apelo, a utilizao de uso de produtos da natureza, que por si s do merecido destaque e confiana nas propriedades dos produtos obtidos de matrias primas naturais, por serem exatamente compatvel com a prpria natureza humana, quanto mais natural mais consumo existe.

Os mais caros extratos utilizados na refinada indstria de perfumaria lanam mo justamente das bases de uso de essncias de flores e plantas exticas (Pau rosa, cumaru, que so de origem nacional), este um outro mercado que objeto de consumo desde os mais remotos tempos.

Indstria de alimentos:
Os temperos, especiarias foram uma das principais moedas do mundo antigo, que englobava as duas faces do planeta, Ocidente e Oriente.Esta indstria consome diariamente gigantescas quantidades de temperos concentrados ou no, de corantes naturais, de aromas vegetais, chs etc... Uma inesgotvel fonte de divisas no emprego de produtos naturais, vegetais ou animais na alimentao, necessidade bsica de qualquer ser vivo.

Hoje existem tcnicas, nos permite elaborar sabores e sensaes degustativas, aliando cincia, tecnologia e know how que focam a maior mantenedora da sade que a prpria alimentao saudvel.

Algum exemplo vem do enriquecimento de produtos com adio de matrias naturais, aumentando suas propriedades vitamnicas, proteicas, outras associam vegetais com atividades que possuem atuao para uma melhor digesto, intestinal no caso da comprovada ao das fibras em intestinos preguiosos, outros em deficincias de aminocidos, clcio etc...

Hoje temos temperos instantneos que unem tecnologia a sabor, no caso dos saches de macarres tipo nissim lamn e tantos outros semelhantes, as sopas Instantneas, sucos, shakes e toda ordem de produtos instantneos, os petiscos e salgadinhos tambm levam a tecnologia de aromas e sabores naturais, tais como, queijo, bacon, galinha etc... Os laticnios e embutidos tambm levam em suas formulaes extratos condimentares e nutritivos, todos eles os de ordem natural so que lhes conferem os melhores sabores e melhor aceitao do pblico. Alm dos extratos a linha de ervas desidratada

Indstria de bebidas:
Outra gigante de consumo mundial, como era de se esperar utiliza inmeras de espcies vegetais, tanto na forma natural, como em extratos como base de sua fabricao que vo dos refrigerantes, sucos, cervejas, e drinks dos mais variados sabores, aromas exclusivos concebidos pelo mix destes sabores e aromas conferidos pela natureza, os nmeros de faturamentos so astronmicos, dispensando maiores comentrios

Outras: As industrias do tabaco, detergentes, inseticidas etc., tambm empregam em larga escala os produtos de origem natural e vegetal em suas formulaes, sendo a natureza uma das maiores e mais verstil fontes de suprimento desta infinidade de usos e fabricao de produtos.

FORMAS FARMACEUTICAS USUAIS


Sucos Extrados pela prensagem de plantas frescas, os sucos so portadores de um fito-complexo, que contem alm dos princpios ativos outras propriedades dos vegetais, os sucos podem ser empregados no uso interno, externo como compressas, emplastros e na confeco de cosmticos. Espcies ou mix Misturas de plantas ou de partes de plantas secas que j so consideradas drogas vegetais, que so modas juntas ou misturadas para fornecerem um aspecto homogneo geralmente so associadas vrias plantas como nos auxiliares de emagrecimento que possuem plantas com atividades diurticas, outras laxantes, outras com funo hepato estimulantes etc.

Cpsulas As cpsulas de gelatina dura so utilizadas em formulaes que necessitem de uma miscelnea de vrias plantas, na forma de p. O sinergismo de vrios princpios ativos contidos em diferentes plantas permite composies versteis, podendo haver uma personalizao de dosagens conforme cada paciente, como exemplo, citamos as plantas energticas de um composto com guaran, catuaba, marapuama etc. Tinturas Geralmente obtidas por macerao ou percolao com a ao do solvente sendo despejada pelo vegetal, sua concentrao pode variar de 1 parte de planta at 10 partes de solvente, exemplo tintura a 20%, na homeopatia usam-se as tinturas me, cuja concentrao na casa dos 30% de material em relao ao solvente. Na tintura tradicional, o veculo extrator costuma ser o lcool diludo a 70%.

Extratos Os extratos como j diz o nome so mais concentrados, da mesma forma passam por lavagem em solventes no sistema de percolao ou macerao podendo-se concentrar em diferentes nveis, um exemplo extrato fluido= 1 kg de droga: 1 l solvente, outro tipo de extrato o extrato mole de consistncia pastosa adquirida por evaporao controlada do solvente e da gua podendo ter concentraes variadas exemplo: 1:1 ou 3:1, 5:1, os extratos secos passam pelo mesmo processo de extrao, porm so secados por sistemas Spray Dryer, mtodo de secagem ultra rpido onde se agrega ao lquido extrado um amido ou acar fazendo uma emulso que bombeada para dentro do Spray em temperatura controlada permitindo uma evaporao imediata do lquido ficando o princpio ativo encapsulado a vcuo em forma de p.

Alcoolaturas Produto da macerao de plantas frescas em lcool ou mistura hidoalcolica. Hidrolatos Produtos odorferos obtidos pela destilao, em presena de gua, de plantas frescas que contm leos essenciais. Alcoolatos ou Espritos Produto da destilao de drogas aromticas em presena de lcool, aps prvia macerao. Glicerleos So preparaes farmacuticas lquidas cujo veculo principal a glicerina, podendo conter outros solventes com gua e o lcool.

Vinhos Medicinais ou Enleos Obtm-se pela dissoluo de princpios ativos ou mesmo pela macerao de drogas (plantas) em vinhos. leos Medicinais ou Oleleos Preparados pela dissoluo ou extrao de princpios ativos de drogas vegetais em leo fixo. leos Essenciais Mistura de compostos qumicos vegetais volteis e aromticos: - terpenos (mono e sesquiterpenos) e fenilpropanides. Geralmente muito pouco solveis em gua e obtidos por destilao com vapor de gua, de preferncia, a partir de plantas frescas.

Os leos essenciais apresentam atividade farmacolgica muito diversa, s vezes, polivalente. So atribudas algumas aes genricas, conforme abaixo: Ao Eupptica (digestiva): estimulante de apetite e digesto. Carminativa: erva-doce, funcho, camomila, melissa. Rufefaciente ou hiperemizante local: leo de menta, cnfora. Antissptica: ao bacterida/bacteriosttica- de uso tpico: ou aps absoro/eliminao- antissptica das vias respiratrias, expectorante, diurtica. Exemplos: leo de cravo, leo de Eucalipto. Ao sobre o sistema nervoso: ao pode ser estimulante como dos leos essenciais de menta, tomilho, slvia e funcho e sedativa ou calmante: camomila, alfazema, melissa, verbena.

Blsamos e Resinas So exsudatos vegetais constitudos de uma mistura complexa de compostos terpenides, de cido benzico e cinmico e seus steres. Apresentam aspecto semipastoso "resinoso - ex. blsamo de Tolu e blsamo do Peru- ou slido como a resina de benjoim e resina de podofilo. Exemplo de usos: antissptico, cicatrizante-benjoim expectorantes/flavorizante-blsamo de Tol

Gomas e mucilagens Compostos polissacardeos de origem vegetal, de natureza cida e alto peso molecular: 250.000 a 1.000.000. Gomas: produtos patolgicos (transformao bacteriana de celulose e amido) Mucilagens: produto do metabolismo normal (em paredes celulares e "glndulas mucilaginosas") Usos: espessante, emulsificante, agentes suspensores, corretivos de sabor, laxantes de volume. Uso tpico: Demulcente (protetora de mucosa) Emoliente (protetora da pele) Drogas contendo gomas e mucilagens: Sementes de Plantago sp. Folhas e flores de Malva sylvestris L. (Malva) Fucus sp.- talos.

Glicsidos Compostos qumicos formados pela condensao de acares a grupamentos no acar, geralmente hidroxilados, denominados genina ou alicona. Apresentam em geral uma ampla gama de aes farmacolgicas, sendo utilizados na teraputica, tanto na forma de drogas vegetais como princpios ativos puros, a exemplo dos glicsidos cardiotnicos. Glicsidos Cardiotnicos So princpios ativos de origem vegetal ou animal que tem a propriedade de aumentar a fora de contrao do corao, normalizando os batimentos cardacos, retornando freqncia normal. So utilizados em insuficincia cardaca.

Glicsidos Saponnicos So produtos do metabolismo secundrio de vegetais. Provocam espuma, quando o contato ocorre entre um lquido e um gs, emulso, quando dois lquidos imiscveis esto em contato e disperso, agindo como agente suspensor, entre lquido e slido. As drogas vegetais que contm saponinas apresentam a caracterstica de suas solues aquosas, quando agitadas com vigor, formarem espuma abundante e persistente.

Ao Farmacolgica A atividade biolgica varia desde a ao rufefaciente das saponinas da quilaia at a marcante propriedade vasoprotetora e anti-edema da escina da Castanha da ndia. O uso milenar do Ginseng pelos povos da sia como "tnico" levou ao estudo e confirmao de suas propriedades tnico-estimulantes do metabolismo e pesquisa da atividade do sistema imunitrio. Drogas contendo saponinas: Raiz de rizoma de Glycyrrhiza glabra L. (alcauz)

Medicamentos: Calmantes maracuj e valeriana, antiinflamatrios erva baleeira (achflan), antifebris, Salix alba (AAS), antimalrico quina (quinino). No devemos esquecer que a penicilina foram concebidos a partir de um fungo que ocorre no abacaxi. Cosmticos: Uso de Aloe Vera (Babosa) como gel, xampus, cremes, etc. Perfumaria: Pau rosa, alfa bisabolol como fixador de perfumes ou aromas como lavanda patchouli. Alimentos: corantes de salsicha a base de urucum, gelatina de algas, etc.

Bebidas: Plantas com substncias amargas utilizados em vermutes, alcachofra em Cynar, Lpulo e Malte na cerveja, frutas para confeco de vinhos e espumantes, Agave para confeco da Tequila, etc. Fibras alimentcias: cereais matinais a base de milho, pes integrais a base de centeio, biscoitos de farelos de trigo etc. Fibras txteis: como o cnhamo, algodo, piaava. leos essenciais: Lavanda, leo de cravo, leo de eucalipto. Vale lembrar que os leos essenciais eram usados nos embalsamamentos. leos comestveis: Girassol, algodo, soja, oliva. leos combustveis no uso industrial e energtico

EQUIPAMENTOS UTILIZADOS
MOINHOS DE MARTELO E BOLAS Servem para reduzir em pedaos ou p ervas, especiarias etc.

SECADORAS DE BANDEJA

So utilizadas para a secagem natural ou ao sol,as plantas so dispersas em bandejas sobre carrinhos e ventiladas ou submetidas a ambiente quente

ARRASTE A VAPOR A destilao por arraste de vapor muito utilizada para a extrao de leos essenciais dos vegetais consiste em duas substncias imiscveis: a gua e a mistura a ser destilada (geralmente rica em leos). Na lei de Dalton, a presso total de vapor acima de uma mistura de duas fases igual soma da presso de vapor dois componentes puros individuais.

Destilao diferencial (ou destilao simples ou destilao em batelada

Destilao: processo em que a planta em contato com gua ou lcool submetida destilao.(um exemplo o usque), ou a cachaa.

REATOR

Digesto: o contato da planta e do solvente mantido aquecido a uma temperatura de 40 a 60 C.Tambm usado em Turbolise e maerao.

Percolao (qumica)

Percolao a extrao exaustiva do princpio ativo. No processo, a droga vegetal moida colocada em recipiente cnico ou cilndrico de vidro ou metal, atravs do qual feito passar o lquido extrator.

Soxhlet
Tipo de extrao mais rpida, e envolve o aquecimento do material em mdia a 70 C. Geralmente o solvente o lcool etlico, que fica em refluxo contnuo at que o solvente, que passa pelo sifo do soxhlet, fique incolor, ou seja, demonstre que o material foi esgotado. Este tipo de extrao muito utilizada nos laboratrios que trabalham com produtos naturais.

Turbo Dryer

So equipamentos para operaes unitrias (Secadores, Homogeneizadores, Granuladores e Cozinhadores contnuos), baseados na suspenso dos materiais ao longo de um leito horizontal.

Spray dryer
A secagem por asperso um processo muito verstil e bastante utilizado nos mais diferentes materiais; entretanto, poucas tentativas tm sido feitas para sua utilizao na secagem de polpas de frutas. Foram determinadas as condies timas de operao de um secador por asperso para produo de goiaba em p. Para isto, foram testadas diferentes concentraes de polpa de goiaba em soluo; diferentes temperaturas de entrada e sada do meio secante; diferentes presses do ar alimentado e diferentes velocidades de alimentao da polpa em soluo. Com base nestes resultados, foram obtidas as condies timas de operao do secador.(AU)

LEITO FLUIDIZIDOR
O Leito Fluido gerado pela passagem de um gs uniformemente distribudo, atravs da camada de um determinado produto no secador. Esse produto, geralmente granulado, mantido em suspenso pela velocidade do gs ou ar e assim intensamente misturado

LIOFILIZADOR
A liofilizao trabalha congelando o alimento (frutas, ovos, carnes, etc.), passando-se ento para a produo de vcuo e aumento gradativo da temperatura, reduzindo-se deste modo a presso circunvizinha, o que permite gua congelada no material passar diretamente da fase slida ao gs - de modo similar quela que faz com que os cubos de gelo no utilizados encolham em um freezer frost-free - sem entretanto destruir-lhe as propriedades nutritivas pois mantm intacta as paredes celulares.

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