ESPECIALIZAÇÃO EM
ENFERMAGEM
OBSTÉTRICA
Hiperemese e Emese Gravídica
Prof. Rene
DEFINIÇÃO
É a ocorrência ocasional de náuseas e
vômitos até a 14ª semana de gestação, mais
freqüente no período matutino, entretanto
podem ocorrer a qualquer momento e
desencadeados pelos odores liberados
durante a preparação de alimentos ou por
aromas muito fortes.
Pode ser considerada normal, estando
presente em mais da metade das gestantes.
Hiperemese gravídica
A persistência de náuseas e vômitos com
início no primeiro trimestre da gestação,
cessando ao redor da 20ª semana,
associada a perda de peso (>5%),
desidratação,distúrbio hidroeletrolítico,
cetose e cetonúria, define a hiperemese
gravídica que em casos extremos coloca em
risco o bem estar materno e fetal
ETIOLOGIA
É multifatorial destacando-se os fatores
hormonais, alterações da mobilidade gástrica
e fatores psíquicos
Fatores de risco : são considerados a
Hiperemese em gestação anterior,
obesidade, gravidez múltipla, doença
neoplásica do trofoblasto, nuliparidade,
aneuploidia e alterações da função tiroideia.
Quadro Clinico
Diminuição do turgor da pele
Diminuição a elasticidade da pele
Olhos encovados
Mucosas secas e pegajosas
Língua áspera e ptialismo
Taquicardia e hipotensão
Hipotermia
Torpor
Hiperemese gravídica
COMPLICAÇÕES
Complicações maternas :
Encefalopatia de Wernicke,
Síndrome de Mallory-Weiss,
Rotura esofágica,
Neuropatia periférica
Pneumotórax
FETAIS
Complicações fetais temos :
o abortamento
a restrição de crescimento fetal
morte fetal.
INVESTIGAÇÃO CLÍNICA
Tira test (pesquisa de cetonúria) – diário
Ionograma – diário (se alterado)
Hemograma (hematócrito)
Função hepática e bilirrubinas
Função tiroideia
Ecografia obstétrica
Principais Exames
Exames Resultado
Hemograma Hematócrito elevado
Anemia megaloblástica
Transaminase
Amilase Alterados
Lipase
Bilirrubinas
Uréia
Creatinina Elevadas
Glicose Diminuída
Proteínas Diminuídas
Tiamina Ba ixa
Hormônios tireoidianos TSH diminuído
T4 e T4 altos
Principais exames e seus
resultados na hiperemese
gravídica.
Exames Resultados
Perfil Eletrolítico Cloro,Potássio e Sódio
Diminuido
Gsometria Alcalose metábolica
Rotina de urina Densidade alta
Cetonúria
Ultrasonografia abdominal Diagnóstico diferencial
Ultrasonografia obstétrica Diagnóstico de neoplasia trofoblástica
gestacional e de gestação gemelar
Conduta (alimentação)
Permanecer 24 a 48 horas em jejum
Após estabilização do quadro iniciar dieta líquida, evoluindo
progressivamente à sólida
Ingerir pouca quantidade de alimento em intervalos pequenos,
idealmente a cada 3 horas
A dieta deve ser pobre em lipídeos e rica em carboidratos
Nos casos de vômitos não responderem ao tratamento, perda de
peso acentuada, iniciar nutrição parenteral
Quando a via parenteral for usada por mais de 48 horas, instituir
a
reposição de vitamina C e do complexo B.
Hidratação
Antes de iniciar a hidratação venosa avaliar o grau de
desidratação e desnutrição, perdas eméticas, volume urinário e
as perdas insensíveis
Ringer Lactato ou Solução Salina. Não exceder 6.000ml ao dia.
O ideal é a reposição de 2.000 a 4.000ml/24 horas
As soluções glicosada dever ser utilizadas com muito cuidado,
podem precipitar a síndrome de Werniche
Nos casos de hidratação venosa prolongada repor vitamina
B6,C, K e tiamina
A reposição de potássio raramente é indicada, apenas nos
casos de hipopotassemia, valores abaixo de 3,5mEq/l
Medicamentos
Metoclopramida é a droga usada com maior freqüência na dose
de 10 a 20 mg, EV a cada 6 ou 8 horas
Piridoxina é a droga mais segura, 10 a 50 mg a cada 8 horas
Clorpromazina pode ser prescrita para os casos refratários aos
fármacos já citados.
A dose é de 25 a 50 mg, via parenteral, de 8/8h.
Com a estabilização do quadro, manter via oral até a remissão
completa do quadro
Benzodiazepínicos – se constatado de que algum fator psíquico
esteja agravando, na dose de 5 a 10 mg ao dia.
Atualmente o aborto terapêutico tem
indicação excepcional, está reservado para
casos rebeldes a todos o tratamentos,
agravando – se com sério comprometimento
do estado geral da paciente.
OBRIGADOOOOOOOO