Aplicação da Lei Penal
Questão 1
A proporcionalidade entre o crime praticado e a sanção abstratamente
cominada no preceito secundário da norma penal materializa o princípio da
Alternativas
A Reserva legal.
B Legalidade.
C Individualização da pena.
D Responsabilidade pessoal.
E Ampla defesa.
O princípio da individualização da pena consiste na exigência entre uma
estreita correspondência entre a responsabilização da conduta do agente e
a sanção a ser aplicada, de maneira que a pena atinja as suas finalidades de
repressão e prevenção.
A individualização da pena deve ser observada em 3 momentos:
1- FASE LEGISLATIVA: observada pelo
legislador no momento da definição do
crime e na cominação de sua pena. Pena
abstrata.
2- FASE JUDICIAL: observada pelo juiz
na fixação da pena. Pena concreta.
3- FASE DE EXECUÇÃO: garantindo-se a
individualização da execução penal
Questão 2
Saulo, argentino, se envolve em uma briga com um vizinho da mesma
nacionalidade que a sua, na rua da residência de ambos, em Buenos Aires.
Após a briga, Saulo vem a morar temporariamente no Rio de Janeiro, onde
compra licitamente uma arma de fogo, porque, em sua mente, pretende
matar o vizinho argentino ao retornar ao seu país natural, no mês seguinte.
Ao final da estadia, obtém permissão para voltar ao seu país com aquele
bem. Após retornar à Argentina, Saulo, utilizando a arma adquirida no
Brasil, vem a matar o vizinho/inimigo, voltando em seguida a residir no Rio
de Janeiro, como turista, onde é localizado.
No que tange ao crime de homicídio, considerando as regras sobre
aplicação da lei penal brasileira no espaço, é correto afirmar que a lei
brasileira
Alternativas
A será aplicável, em razão do princípio da nacionalidade ou personalidade,
sendo irrelevante o retorno de Saulo ao Brasil.
B será aplicável, em razão do princípio da territorialidade, já que parte dos
atos executórios aqui foi realizado e Saulo retornou ao Brasil.
C não poderá ser aplicada, porque a lei nacional incidirá sobre atos
praticados fora do Brasil, independentemente da nacionalidade do autor.
D não poderá ser aplicada no caso, ainda que Saulo tenha retornado ao
Brasil.
E poderá ser aplicada porque Saulo retornou ao Brasil, desde que não
venha a ser condenado na Argentina.
Saulo não cometeu nenhum crime no Brasil, ele comprou a arma
licitamente
o Brasil vai EXTRADITÁ-LO: instrumento de cooperação entre diversos
países para permitir que uma pessoa acusada ou condenada por um crime
seja encaminhada para o país que a processou ou condenou. Envolve,
portanto, a prática de crime..
Se ele fosse brasileiro aí é outra coisa
Extraterritorialidade
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos
no estrangeiro:
I - os crimes:
a) contra a vida ou a liberdade do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de
Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de
economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;
c) contra a administração pública, por quem está a seu serviço;
d) de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
Questão 3
Para efeitos da lei penal militar, considera(m)-se:
I - território nacional por extensão, as aeronaves brasileiras onde quer que
estejam, desde que sejam de propriedade das Forças Armadas do
Brasil. (ERRADO)
Desde que estejam a serviço militar
II - praticado o delito militar no momento da conduta ou do resultado,
diferentemente do que estabelece o Código Penal (ERRADO)
Igual o que estabelece o CP comum
III - navio, toda embarcação sob comando militar.
IV - todos os crimes praticados contra a segurança externa do país, procedíveis
mediante ação penal pública incondicionada. (ERRADO)
Questão 4
A respeito da lei penal militar no espaço, do lugar do crime e da pena
cumprida no estrangeiro, assinale a opção correta.
Alternativas
A O CPM pune o infrator aos seus preceitos, qualquer que seja sua
nacionalidade ou o lugar onde tenha delinquido, dentro ou fora do
território nacional, processado ou julgado por justiça estrangeira.
O CPM, alcança os crimes militares praticados fora do país, mesmo que
o autor já tenha sido julgado pela justiça estrangeira ou que seja de outra
nacionalidade. Não há essa limitação, diferentemente do CP!
B Os prédios das embaixadas não são considerados, para o direito penal
militar, como extensão do território nacional, visto que pertencem aos
Estados que representam. Errada.
Questão esperta, incorreta pois afirma que as embaixadas pertencem aos
Estados que representam. Isso não é verdade. Embora invioláveis,
as embaixadas ficam em território que pertence ao Estado ONDE FICAM,
e não ao Estado que representam.
Exemplo: A embaixada dos EUA no Brasil é território inviolável, mas aquele
terreno ainda assim pertence à República Federativa do Brasil (fica em
nosso território nacional).
C Para a verificação do lugar do crime, o CPM adotou, apenas, a teoria da
atividade, considerando praticado o fato no lugar em que se tiver
desenvolvido a atividade criminosa. Errada.
Negativo. Nesse caso o CPM adota uma teoria mista, aplicando a
UBIQUIDADE aos crimes COMISSIVOS e a ATIVIDADE aos crimes
OMISSIVOS
D A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil
pelo mesmo crime, quando diversas, ou nesta é computada, quando
idênticas. Assim, se for mais severa, a pena cumprida no estrangeiro
funcionará, por não ser idêntica, apenas como uma atenuante, não
podendo ser computada na pena aqui imposta. Errada.
Previsão extraída do Código Penal (e não do Código Penal Militar), apenas
para confundir o candidato.
E Da mesma forma que o CP, o CPM adota, como regra, o princípio da
territorialidade e, como exceção, o princípio da extraterritorialidade. Errada.
O CP adota o princípio da territorialidade e da extraterritorialidade
incondicionada, diferentemente do CP, que impõe inúmeras condições
para os casos de extraterritorialidade.
Questão 5
Cuidado com a justificativa dos colegas. A assertiva IV está errada (art. 122
CPM) porque os crimes contra a segurança externa do país são de ação
penal pública CONDICIONADA ou a requisição do ministério militar (hoje
refere-se aos Comandantes de cada Força) a que o agente militar estiver
subordinado ou a requisição do ministério da justiça, quando o agente for
civil e cometer o crime do art. 141.
Para a questão, indique a alternativa correta:
Alternativas
A Nas hipóteses de erro no uso dos meios de execução, consideram-se as
qualidades ou condições da pessoa efetivamente atingida e não as da
pessoa visada.
INCORRETA
Art. 37. Quando o agente, por erro de percepção ou no uso dos meios de
execução, ou outro acidente, atinge uma pessoa em vez de outra, responde
como se tivesse praticado o crime contra aquela que realmente pretendia
atingir. Devem ter-se em conta não as condições e qualidades da vítima,
mas as da outra pessoa, para configuração, qualificação ou exclusão do
crime, e agravação ou atenuação da pena
B Se o erro é provocado por terceiro, responderá este pelo crime tão-somente
a título de dolo.
INCORRETA
Art. 35, § 2º: Se o erro é provocado por terceiro, responderá este pelo
crime, a título de dolo ou culpa, conforme o caso.
C O desconhecimento da antijuridicidade de um comportamento e o
desconhecimento de uma norma legal são coisas completamente iguais, ou
seja, a ignorância da lei pode confundir-se com o desconhecimento da
antijuridicidade.
INCORRETA
Romano sempre se dividiu o erro em duas espécies: ERRO DE FATO. que
incide sobre o fato que constituiu o crime; e o ERRO DE DIREITO. que se
relaciona com a ignorância ou falsa interpretação da lei.
D A pena pode ser atenuada ou substituída por outra menos grave,
quando o agente supõe lícito o fato, por ignorância ou erro de
interpretação da lei, se escusáveis, salvo em se tratando de crime contra
o dever militar.
Questão 6
Acompanhe o caso hipotético. Um Capitão da Polícia Militar do Estado de
São Paulo, inativo e com 65 (sessenta e cinco) anos de idade comete uma
transgressão disciplinar. Considerando o teor da Súmula 56 do Supremo
Tribunal Federal: “Militar reformado não está sujeito à pena disciplinar”, é
correto afirmar que
Alternativas
A os policiais militares ativos e inativos (reserva e agregados) poderão ser
submetidos ao Regulamento Disciplinar, porém o Capitão, em razão de sua
idade, encontra-se reformado, portanto, aplicando-se a Súmula, não poderá
ser submetido à Procedimento Disciplinar.
B os policiais militares inativos, no Estado de São Paulo, somente serão
submetidos a Procedimento Disciplinar na hipótese de cometimento,
quando ainda na ativa, de transgressão disciplinar.
C o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo
determina a sua aplicação aos militares inativos (reformados e agregados)
do Estado, porém, em razão do Capitão encontrar-se na reserva, poderá ser
submetido a Procedimento Disciplinar.
D a invocação da Súmula 56 do STF revela-se indevida para os
inativos, pois o Regulamento Disciplinar determina a sua aplicação aos
militares do Estado do serviço ativo, da reserva remunerada, aos
reformados e aos agregados.
O Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo, prevê em seu
Artigo 2º, a aplicação do Regulamento aos militares do serviço ativo, aos da reserva
remunerada, aos reformados e aos agregados, de forma que, diante da existência de
previsão legal para a aplicação da norma, resta afastada a aplicação do Enunciado 56
da Súmula do STF, que teria eficácia apenas nos casos em que a legislação não
tenha feito tal previsão.
Nesse sentido: "a aplicabilidade da Súmula 56/STF, a jurisprudência do STJ firmou que,
havendo lei que determine sanção disciplinar aos militares da reforma, deve ser afastado
o disposto no referido enunciado sumular. (STJ. AgRg no Recurso em Mandado de
Segurança nº 38.072/PE. Relator Ministro Herman Benjamin. Data de publicação:
31/05/2013).
E o Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado de São Paulo
determina a sua aplicação aos militares do Estado do serviço ativo, da
reserva remunerada, aos reformados, excetuando-se apenas os
agregados.
Questão 7
O Direito Penal Militar consagra, no Código Penal Militar, o Princípio da
Reserva Legal como um dos direitos individuais fundamentais. São princípios
decorrentes deste:
Alternativas
A o princípio da legalidade, o princípio da ultra-atividade da lei penal e o
princípio da territorialidade.
Princípio da legalidade: CF/88: “Art. 5º (...) II - ninguém será obrigado a fazer
ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;”.
O princípio da RESERVA LEGAL decorre do princípio da
LEGALIDADE, e não o contrário!
B o princípio da irretroatividade da lei penal, o princípio da legalidade e o
princípio da extraterritorialidade.
C o princípio da anterioridade da lei penal, o princípio da irretroatividade
da lei penal e o princípio da retroatividade da lei mais benéfica ao réu.
O Direito Penal Militar consagra, no Código Penal Militar, o Princípio da
Reserva Legal como um dos direitos individuais fundamentais. São princípios
decorrentes deste: o princípio da anterioridade da lei penal, o princípio da
irretroatividade da lei penal e o princípio da retroatividade da lei mais benéfica
ao réu.
Principio da legalidade "não a crime sem lei anterior que o defina nem crime
sem previa cominação legal" decorrem tres principios. O principio da
reserva legal "não há crime sem lei" o principio da taxatividade"lei que o
defina" e o principio da anterioridade"não há crime sem lei anterior". A
reserva legal é um principio decorrente do principio da legalidade e não o
contrário. Pela reserva legal podemos inferir como decorrente a
anterioridade,ou seja da reserva legal decorre a anterioridade"não há crime
sem lei anterior" decorre tambem a irretroatividade da lei, que em regra diz
que a lei nao retroage salvo quando para beneficio do réu. Qnd no principio
da irretroatividade há "salvo para beneficio do reu" decorre outro principio, o
principio da retroatividade da lei mais benigna. Portanto todos os tres
principios, anterioridade, irretroatividade da lei e retroatividade da lei mais
benigna são decorrentes do principio da reserva legal.
D o princípio da retroatividade da lei penal, o princípio da aplicação da lei
excepcional e o princípio da legalidade.
Questão 8
Assinale a opção correta a respeito da aplicação da lei penal militar no tempo e das leis
penais excepcionais e temporárias.
Alternativas
A As normas do CPM relativas aos crimes militares praticados em tempo de
guerra não constituem exemplo de lei penal temporária. Certa.
Não constitui mesmo! Lei temporária tem tempo certo de duração. Não é o
caso das previsões para os crimes militares praticados em tempo de guerra. Se
trata porém de Lei excepcional.
B Aos condenados por crimes praticados em tempo de guerra serão aplicadas as
penas mais severas estabelecidas, ainda que a sentença condenatória seja proferida
depois da cessação do estado de guerra. Errada.
Para a doutrina, cessado o estado de guerra, a gravidade do delito diminui
em abstrato, haja vista o
desaparecimento dos perigos excepcionais que levaram à criminalização da
conduta.
C Ao contrário do que ocorre no direito penal comum, no direito penal militar, a lei
posterior que deixa de considerar determinado fato como crime estende-se aos
efeitos de natureza civil. Errada.
Os efeitos civis persistem também no âmbito dos crimes militares, mesmo face à abolitio
criminis.
D De acordo com o CPM, para se reconhecer qual a lei mais favorável, a lei
posterior e a anterior devem ser combinadas, extraindo-se de cada uma delas o
dispositivo que mais beneficie o réu. Errada.
Não é lícita a combinação de leis para que se possa alcançar um texto ainda
mais benéfico ao acusado.
E O princípio da retroatividade benigna não é aplicável às medidas de segurança.
Responder Errada.
Aplica-se também a retroatividade benigna às medidas de segurança, posto
que essas são também espécies de sanção penal.
Questão 9
Com relação a tempo e lugar do crime, bem como à territorialidade e
extraterritorialidade da lei penal militar, assinale a opção correta à luz do CPM
e da doutrina de referência.
Alternativas
A No que se refere à aplicação da lei penal militar no espaço, adota-se no
CPM, de forma expressa, os princípios da justiça universal ou cosmopolita, da
personalidade ou nacionalidade e da defesa real. (ERRADA)
No CPM, adota-se a teoria mista em relação ao LUGAR DO CRIME (Teoria
da Ubiquidade para os crimes comissivos e Teoria da Atividade para os
crimes omissivos).
O Direito Penal Militar não tem os princípios do art. 7º do Código Penal
Comum, pois adota-se a extraterritorialidade irrestrita.
Art. 7º, CPM. Aplica-se a lei penal militar, sem prejuízo de convenções,
tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido, no todo ou em
parte no território nacional, ou fora dele, ainda que, neste caso, o agente
esteja sendo processado ou tenha sido julgado pela justiça estrangeira.
B No CPM, é adotada a teoria mista em relação ao tempus delictis,
considerando-se praticado o crime tanto no momento da conduta ou omissão
quanto no momento do resultado do crime. (ERRADA)
Quanto ao TEMPO DE CRIME, O CPM adota a Teoria da Atividade.
Art. 5º, CPM. Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão,
ainda que outro seja o do resultado.
C Para os crimes permanentes e continuados, é estabelecida no CPM regra
específica em relação ao tempo do crime, adotando-se a teoria da atividade,
que se fundamenta nos princípios constitucionais da legalidade e da
ultratividade da lei penal mais favorável ao réu. (ERRADA)
Súmula 711, STF. A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao
crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou
da permanência.
D Diferentemente do sistema adotado no CP, no CPM considera-se lugar do
crime apenas o lugar onde se tenha produzido ou deveria produzir-se o
resultado, consoante a teoria do resultado. (ERRADA)
Art. 6º, CPM. Considera-se praticado o fato, no lugar em que se
desenvolveu a atividade criminosa, no todo ou em parte, e ainda que sob
forma de participação, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o
resultado. Nos crimes omissivos, o fato considera-se praticado no lugar em
que deveria realizar-se a ação omitida.
E A extraterritorialidade da lei penal militar constitui regra geral no CPM, a
qual se aplica, inclusive, ao caso de o agente — de qualquer
nacionalidade — ter praticado crime militar e estar sendo processado ou
ter sido julgado por justiça estrangeira.
Questão 10
Quanto à determinação do momento da prática delitiva (tempus delicti),
é correto afirmar que:
Alternativas
A O Código Penal Militar adotou a Teoria mista ou unitária: o tempo do delito é
considerado tanto o da ação quanto o do resultado. INCORRETO
Art. 5º Considera-se praticado o crime no MOMENTO DA AÇÃO ou OMISSÃO,
ainda que outro seja o do resultado
“No que tange ao tempus delicti, o legislador optou pela teoria da atividade,
fazendo cessar assim as discussões sobre as vantagens e as desvantagens de
outras teorias (teoria do evento e teoria da ubiquidade). Pela teoria da
atividade, momento do crime é o da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado
B O Código Penal Militar admite, implicitamente, como exceção à teoria
adotada, o marco inicial da prescrição in abstrato ter seu começo a partir
do dia em que o crime se consuma.
C O Código Penal Militar admite, implicitamente, como exceção à teoria
adotada, o marco inicial da prescrição in abstrato nos crimes permanentes
coincidir com o início da permanência. INCORRETO
Art 125, §2º - § 2º A prescrição da ação penal começa a correr: A) do dia em
que o crime se consumou; B) no caso de tentativa, do dia em que cessou a
atividade criminosa; C) nos crimes permanentes, do dia em que cessou a
permanência; D) nos crimes de falsidade, da data em que o fato se tornou
conhecido
D Na hipótese de um militar, em serviço, atirar em um outro militar, também em
serviço, com animus necandi, embora obtendo o resultado somente alguns dias
depois, o crime de homicídio consumado será considerado praticado, para
todos os efeitos, no momento em que ocorrer o resultado “morte”.
INCORRETO
Art. 5º Considera-se praticado o crime no MOMENTO DA
AÇÃO ou OMISSÃO, ainda que outro seja o do resultado.
Questão 10
No próximo item, é apresentada uma situação hipotética, seguida de uma
assertiva a ser julgada à luz do direito penal militar.
Certo militar das Forças Armadas foi condenado por crime militar e, depois de
cumpridos todos os requisitos e condições que possibilitavam a concessão de
livramento condicional, foi-lhe concedido tal benefício. Nessa situação, se o
liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença, a
referida concessão deverá ser obrigatoriamente revogada.
Gabarito Errado.
Artigo 86ª a suspensão condicional da pena é revogada se, no curso
do prazo de (2-6 anos), o beneficiário:
i- É condenado por sentença irrecorrível na justiça militar ou na justiça
comum, em razão de crime, ou de contravenção reveladora de má índole ou
a que tenha sido imposta pena privativa de liberdade.
ii- não efetua, sem motivo justificado, a reparação do dano.
iii- sendo militar, é punido por infração disciplinar considerada grave.
revogação facultativa.
parágrafo 1ª- a suspensão poderá ser revogada, se o condenado deixa
de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença.
Imputabilidade e Concurso de Agentes
Questão 1
Acerca do concurso de agentes no CPM, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
A A cooperação dolosamente distinta não tem previsão no CPM.
O CPM não prevê a figura da cooperação dolosamente
distinta (participação em crime menos grave), prevista no art. 29, § 2º,
do CP comum. O CPM com base no art. 53, adotou a Teoria subjetiva
causal ou extensiva, “quem, de qualquer modo, concorre para o crime
incide nas penas a este cominadas”.
Já o CP Comum: Art. 29 - Quem, de qualquer modo, concorre para o
crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua
culpabilidade. § 1º - Se a participação for de menor importância, a
pena pode ser diminuída de um sexto a um terço.
B A pena é diminuída de 1/6(um sexto) a 1/3(um terço) com relação ao
agente, cuja participação no crime é de somenos importância. ERRADA
§ 3º A pena é atenuada com relação ao agente, cuja participação no
crime é de somenos importância.
C Na prática de crime de autoria coletiva necessária, reputam-se cabeças
ERRADA
todos os que participam da ação.
§ 4º Na prática de crime de autoria coletiva necessária, reputam-se cabeças os
que dirigem, provocam, instigam ou excitam a ação.
D A pena é aumentada pela metade em relação ao agente que coage
outrem à execução material do crime. ERRADA
D - artigo 53. § 2° A pena é agravada em relação ao agente que:
II - coage outrem à execução material do crime;
E O CPM adotou a teoria pluralista como regra. ERRADA
E - O Código penal militar adotou a teoria Monista. Todo aquele que
concorre para o crime responde integralmente. em concurso de agentes
respondem todos sem distinção.
Questão 2
Quanto ao crime no CPM, assinale a alternativa CORRETA.
A) agente que, involuntariamente, desiste de prosseguir na execução ou
impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já
praticados. (ERRADO)
Voluntariamente...
B) Pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime, diminuída de um
a dois terços, devendo o juiz, no caso de excepcional gravidade, aplicar a
pena do crime consumado. (ERRADO)
Podendo...
C) O erro dos elementos constitutivos do tipo exclui o dolo, ao passo que o erro
sobre uma causa de justificação exclui a culpabilidade. (ERRADO)
D) O Código Castrense não prevê a figura do arrependimento
posterior. (CERTO)
E) O crime é tentado, quando, iniciada a execução, não se consuma em razão
da vontade do agente. (ERRADO)
Circunstâncias alheias a vontade do agente.
Questão 3
e acordo com as regras previstas no Decreto-Lei nº 1.001/1969 - Código
Penal Militar, marque alternativa CORRETA:
Alternativas
A Pelos resultados que agravam especialmente as penas só responde o
agente quando os houver causado dolosamente.
Art. 34. Pelos resultados que agravam especialmente as penas só responde o
agente quando os houver causado, pelo menos, CULPOSAMENTE.
B Há crime militar ainda que o agente o pratique em estrito cumprimento
do dever legal.
C Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode
invocar coação irresistível senão quando física ou material.
Art. 40. Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode
invocar coação irresistível senão quando física ou material.
NO CPM, NÃO SE ADMITE COAÇÃO MORAL IRRESISTÍVE.
D No crime tentado pune-se a tentativa com a pena correspondente ao
crime, diminuída de um a dois terços, não podendo o juiz, em nenhuma
hipótese, aplicar a pena do crime consumado.
Teoria da Pena
Questão 1
Quanto ao Título V (Das Penas) do CPM, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
A A exclusão das forças armadas e a multa são penas acessórias.
não há pena de multa no CPM. EXCLUSÃO DAS FORÇAS ARMADAS É
UMA PENA ACESSÓRIA;
B A pena de multa está inclusa no rol das penas principais.
não há pena de multa no CPM
C A suspensão dos direitos políticos é um efeito da condenação.
É UMA PENA ACESSÓRIA. NÃO É AUTOMÁTICA, TEM QUE SER
EXPRESSO NA SENTENÇA.
D A suspensão condicional da pena se aplica ao condenado por crime
cometido em tempo de guerra.
PEGADINHA. NAO SE APLICA A SUSP. COND DA PENA NOS CRIMES
EM TEMPOS DE GUERRA.
E O livramento condicional tem a natureza de incidente de execução.
Figuras não existentes no CPM. Só lembrar que PM NÃO TEM "PAS"
Perdão judicial
Multa ( pena de multa )
Não tem
Progressão de regime
Arrependimento posterior
Sursis em tempo de guerra ( suspenção condicional da pena )
Questão 2
Acerca da reincidência no Código Penal Militar, assinale a
alternativa CORRETA.
A) Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime, depois do
julgamento em segunda instância que, no país ou no estrangeiro, o tenha
condenado por crime anterior. (ERRADO)
Depois de transitar em julgado. Art. 71, CPM.
B) Para efeito de reincidência, não se consideram os crimes militares
próprios e políticos. (ERRADO)
Não se consideram os crimes Anistiados. Art. 71, § 2º, CPM.
C) Não se toma em conta, para efeito da reincidência, a condenação anterior,
se, entre a data do cumprimento ou extinção da pena e o crime posterior,
decorreu período de tempo superior a dois anos. (ERRADO)
Tempo superior a cinco anos. Art. 71, § 1º , CPM.
D) O Código Penal Militar também tem o prazo depurador (sistema da
temporariedade) de 05 (cinco) anos para a reincidência, assim como o
Código Penal. (CERTO)
E) A reincidência agrava a pena, ainda que integre ou qualifique o
crime. (ERRADO)
Questão 3
A A pena acessória de confisco dos instrumentos e dos produtos do crime é
aplicada nos casos de bens cujo fabrico, alienação ou uso constituam fato
ilícito.
MEDIDAS DE SEGURANÇA
Confisco - Art. 119. O juiz, embora não apurada a autoria, ou ainda quando o
agente é inimputável, ou não punível, deve ordenar o confisco dos
instrumentos e produtos do crime, desde que consistam em coisas:
I - cujo fabrico, alienação, uso, porte ou detenção constitui fato ilícito;
B A pena acessória de interdição de estabelecimento comercial ou industrial,
ou de sociedade ou associação, pode ser decretada por tempo não inferior a
15 dias, nem superior a seis meses.
Letra B está errada por dizer que a Interdição de Estabelecimento é pena
acessória. Na verdade, se trata de uma MEDIDA DE SEGURANÇA
patrimonial. Art. 118, CPM.
C A perda de posto e patente resulta da condenação à pena privativa de
liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das
condecorações.
Art. 99. A perda de posto e patente resulta da condenação a pena privativa
de liberdade por tempo SUPERIOR A DOIS ANOS, e importa a perda das
condecorações.
D A condenação do oficial à pena privativa de liberdade, por tempo superior a
dois anos, importa sua exclusão das Forças Armadas.
Exclusão das forças armadas é pena acessória para os Praças (Sd, Cb,
Sgt e Subtenentes)
E Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato o militar condenado,
qualquer que seja a pena, pelo crime militar de deserção.
Art. 100. Fica sujeito à declaração de indignidade para o oficialato o militar condenado,
qualquer que seja a pena, nos crimes de traição, espionagem ou cobardia, ou em
qualquer dos definidos nos arts. 161, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 252, 303, 304,
311 e 312.
São estes: Desrespeito a símbolo nacional; Pederastia ou outro ato de libidinagem; Furto
simples; Roubo simples; Extorsão simples; Extorsão mediante sequestro; Estelionato;
Abuso de pessoa; Peculato; Peculato mediante aproveitamento do erro de outrem;
Falsificação de documento; Falsidade ideológica
Questão 4
A respeito da pena principal de reforma, o Código Penal Militar prevê que ela
Alternativas
A será convertida em pena de prisão e cumprida em estabelecimento penal
militar, quando não cabível a suspensão condicional. ERRADA
Pena até dois anos imposta a militar
B sujeita o condenado à situação de inatividade, não podendo perceber
mais de um 25 avos do soldo, por ano de serviço, nem receber
importância superior à do soldo.
C sujeita o condenado ao cumprimento da pena aplicada pela Justiça Militar
em estabelecimento prisional civil, ficando ele sujeito ao regime conforme a
legislação penal comum, de cujos benefícios e concessões também poderá
gozar. ERRADA
Pena privativa da liberdade imposta a civil
D sujeita o condenado a permanecer no recinto da unidade, sem prejuízo da
instrução militar. ERRADA
Pena de impedimento
E sujeita o condenado à agregação, ao afastamento, ao licenciamento ou à
disponibilidade, pelo tempo fixado na sentença, sem prejuízo do seu
comparecimento regular à sede do serviço. ERRADA
Pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo ou função
Questão 5
Em relação às espécies de Penas cominadas no Direito Penal Militar, marque a
alternativa CORRETA:
Alternativas
A A pena acessória de perda do posto e da patente ocorre com a condenação
do Oficial por crime militar cuja pena é superior a 02 anos. ERRADA
Art. 99. A perda de posto e patente resulta da condenação a pena privativa
de liberdade por tempo superior a dois anos, e importa a perda das
condecorações.
B Nos crimes em que for aplicada a pena acessória de perda do posto e da
patente, dispensa a aferição da incompatibilidade/indignidade com o
oficialato. ERRAD
Pois perde as condecorações
C A pena de morte, segundo Código Penal Militar é executada por
enforcamento. ERRADA
D Não é prevista a pena de Reforma no Código Penal Militar. ERRADA
E Nos crimes de traição, espionagem ou cobardia o militar fica sujeito à
declaração de indignidade com o oficialato, qualquer que seja a pena.
Não importa a pena cuminada, e sim o crime está no rol elencado.
Traição, espionagem ou cobardia, ou em qualquer dos definidos nos arts.
161, 235, 240, 242, 243, 244, 245, 251, 252, 303, 304, 311 e 312.
Questão 6
A respeito da dosimetria penal, nos termos do Código Penal Militar, assinale
a alternativa correta.
Alternativas
A Nos crimes em que a pena máxima cominada é a de morte, ao juiz é
facultado atender, ou não, às circunstâncias atenuantes genéricas
previstas no art. 72 do CPM.
"A pena de morte (não é delimitada por tempo é uma condição objetiva, algo
que será aplicado ao réu), Não interessa se vai ter atenuante a pena
continuará a ser de morte." isso serve apenas como bizu para decorar o
parágrafo único do artigo
B A Constituição de 1988 recepcionou o art. 78 do CPM, que prevê a
aplicação de pena privativa de liberdade por tempo indeterminado, nas
hipóteses de autoria de criminoso habitual ou por tendência. Errada
(CF 88 - XLVII - não haverá penas: b) de caráter perpétuo;
C O crime anistiado, embora tenha sua punibilidade extinta, permanece
gerando reincidência, para fins de agravação genérica da pena por outro
delito.
(crimes anistiados não são levados em consideração para reincidência)
D O comportamento meritório posterior é circunstância atenuante genérica,
nos termos do art. 72 do CPM.
(comportamento meritório anterior e não posterior)
E A duração da pena indeterminada não pode ultrapassar o prazo de 20
anos.
(não poderá ultrapassar 10 anos)
Questão 7
A execução da pena privativa da liberdade, não superior a 2 (dois) anos,
pode ser suspensa, por 2 (dois) anos a 6 (seis) anos, desde que
1 - o sentenciado não haja sofrido, no País ou no estrangeiro, condenação
irrecorrível por outro crime a pena privativa da liberdade, não se tomando
em conta, para efeito da reincidência, a condenação anterior, se, entre a
data do cumprimento ou extinção da pena e o crime posterior, decorreu
período de tempo superior a cinco anos.
2 - os seus antecedentes e personalidade, os motivos e as circunstâncias
do crime, bem como sua conduta posterior, autorizem a presunção de que
não tornará a delinquir.
A esse respeito, é correto afirmar que, considerando as hipóteses de
revogação da suspensão concedida, é hipótese de revogação facultativa se,
no curso do prazo, o beneficiário
A não efetuar, sem motivo justificado, a reparação do dano.
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA
B for punido por infração disciplinar considerada grave, sendo militar.
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA
C deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença.
REVOGAÇÃO FACULTATIVA
D for condenado, por sentença irrecorrível, na Justiça Militar ou na comum,
em razão de crime, ou de contravenção reveladora de má índole ou a que
tenha sido imposta pena privativa de liberdade.
REVOGAÇÃO OBRIGATÓRIA
MUITO IMPORTANTE OBSERVAR:
A SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA NÃO SE ESTENDE ÀS PENAS
DE:
REFORMA;
SUSPENSÃO DO EXERCÍCIO DO POSTO/GRADUAÇÃO OU
FUNÇÃO;
PENA ACESSÓRIA (ART. 98)
A SUSPENSÃO CONDICIONAL DA PENA TAMBÉM NÃO EXCLUI:
A APLICAÇÃO DE MEDIDA DE SEGURANÇA NÃO DETENTIVA.
Questão 8
A) As medidas de segurança não podem ser impostas aos civis.
Art. 111. As MEDIDAS DE SEGURANÇA SOMENTE PODEM SER
IMPOSTAS:
I - aos CIVIS;
II - aos MILITARES ou ASSEMELHANTES:
CONDENADO A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR
TEMPO SUPERIOR A 2 ANOS OU
AOS QUE DE OUTRO MODO HAJAM PERDIDO FUNÇÃO/POSTO
E PATENTE OU
HAJAM SIDO EXCLUÍDOS DAS F.A
NO CASO DO ART. 48 (INIMPUTÁVEL)
NO CASO DO ART 115 (CASSAÇÃO DE LICENÇA PARA DIRIGIR
VEÍCULOS MOTORIZADOS)
B) Quando o agente for imputável, mas suas condições pessoais e o fato
praticado revelarem que ele não oferece perigo à incolumidade alheia, o juiz
poderá determinar sua internação em manicômio judiciário.
Art. 112. Quando o agente é inimputável (art. 48), mas suas condições
pessoais e o fato praticado revelam que ele oferece perigo à incolumidade
alheia, o juiz determina sua internação em manicômio judiciário.
C) As medidas de segurança são pessoais ou patrimoniais. As da
primeira espécie subdividem-se em detentivas e não detentivas. As
detentivas são a internação em manicômio judiciário e a internação em
estabelecimento psiquiátrico anexo ao manicômio judiciário ou ao
estabelecimento penal, ou em seção especial de um ou de outro. As
não detentivas são a cassação de licença para direção de veículos
motorizados, o exílio local e a proibição de frequentar determinados
lugares. As patrimoniais são a interdição de estabelecimento ou sede
de sociedade ou associação, e o confisco.
Nos termos do art. 110, do CPM, as medidas de segurança se dividem em
pessoais ou patrimoniais.
a) Medidas de segurança pessoais
I - Detentivas: internação
II - Não detentivas: cassação de licença para dirigir, exílio local e proibição
de frequentar determinados lugares.
b) Medidas de segurança patrimoniais
I - Interdição de estabelecimento ou sede de sociedade ou associação
II - Confisco.
D) A internação, cujo mínimo deve ser fixado de dois a seis anos, é por
tempo determinado, perdurando enquanto for averiguada, mediante perícia
médica, a cessação da periculosidade do internado.
Art. 112, §1º - A internação, cujo mínimo deve ser fixado de entre um a três
anos, é por tempo indeterminado, perdurando enquanto não for averiguada,
mediante perícia médica, a cessação da periculosidade do internado.
Questão 9
São consideradas penas acessórias todas aquelas que são
complementos da condenação principal. Seus efeitos são extrapenais,
atingindo o âmbito administrativo, civil e político. Dentre as penas
acessórias possíveis, são existentes, EXCETO
Alternativas
A a extradição territorial.
B a exclusão das Forças Armadas.
C a suspensão dos direitos políticos
.
D a suspensão do pátrio poder, tutela ou curatela.
E a incompatibilidade com o oficialato.
Penas Acessórias PEPIIISS
Perda do posto e da patente
Exclusão das Forças Armadas
Perda da função pública
Incompatibilidade com o oficialato
Indignidade para o oficcialato
Inabilitação para exercício da função pública
Suspensão do pátrio poder tutela ou curatela
Suspensão dos direitos políticos
Extinção da Punibilidade
Questão 1
A) O perdão do ofendido e a decadência são previstos para os crimes
menos graves. (ERRADO)
É taxativo o rol das causas de extinção da punibilidade. não há
previsão do perdão do ofendido no código castrense.
B) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede,
quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. (CERTO)
Art. 123, paragrafo único - CPM.
C) A reabilitação não está no rol das causas de extinção da
punibilidade. (ERRADO)
Art. 123, V - CPM.
D) A graça está prevista no referido código. (ERRADO)
Pela anistia ou indulto.
E) Em caso de pena de morte, o crime é imprescritível. (ERRADO)
Prescreve em 30 anos.
Extinção da punibilidade no CPM:
R3 PM AI
Reabilitação
Retroatividade
Ressarcimento do dano, no peculato culposo
Prescrição
Morte
Anistia
Indulto
CPM não tem graça nem Perdão
Questão 2
Quanto às hipóteses de antijuricidade e culpabilidade aplicáveis ao Direito
Penal Militar, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
A Não é culpado o agente que violar dever militar sob coação moral
irresistível.
Art. 40. Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode
invocar coação irresistível, senão quando física ou material.
B O estado de necessidade pode excluir a culpabilidade do agente ou o
próprio crime, a depender do caso, conforme previsto no CPM.
R: Estado de necessidade, com excludente de culpabilidade
Art. 39. Não é igualmente culpado quem, para proteger direito próprio ou de pessoa a
quem está ligado por estreitas relações de parentesco ou afeição, contra perigo certo e
atual, que não provocou, nem podia de outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda
quando superior ao direito protegido, desde que não lhe era razoavelmente exigível
conduta diversa.
C Tendo em vista a supremacia de regras e princípios próprios ao Direito
Penal Militar, a embriaguez não é causa de exclusão da imputabilidade
penal.
Art. 49. Não é igualmente imputável o agente que, por embriaguez
completa proveniente de caso fortuito ou força maior, era, ao tempo da ação
ou da omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter criminoso do fato ou
de determinar-se de acordo com esse entendimento.
D Em regra, são imputáveis penalmente apenas os maiores de 18 anos,
mas, excepcionalmente, podem responder por crime militar os
menores, desde que se enquadrem nas hipóteses de “equiparação a
maiores” previstas no CPM.
R: É o que é trazido pelo Art. 51 do CPM, porém não é recepcionado na
Constituição. Tendo em vista que o CPM é do ano de 1969 e a constituição
é de 1988.
E O agente que, em legítima defesa, excede culposamente os limites da
necessidade, responde pelo fato, se este for punível, a título de culpa, ainda
que o excesso resulte de escusável surpresa ou perturbação de ânimo
em face da situação
.
Excesso culposo
Art. 45. O agente que, em qualquer dos casos de exclusão de crime,
excede culposamente os limites da necessidade, responde pelo fato, se
este é punível, a título de culpa.
Excesso escusável
Parágrafo único. Não é punível o excesso quando resulta de escusável
surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação.
Questão3
De acordo com o Código Penal Militar e Código de Processo Penal Militar,
assinale a alternativa correta:
Alternativas
A No erro de fato, a pena pode ser atenuada ou substituída por outra
menos grave quando o agente, salvo em se tratando de crime que atente
contra o dever militar, supõe licito o fato, por ignorância ou erro de
interpretação da lei, se escusáveis.
Conceito de erro de direito
B Na legítima defesa, é punível o excesso quando resulta de escusável
surpresa ou perturbação de ânimo, em face da situação.
não é punível o excesso nestes casos (forma de excludente de
culpabilidade)
C Encontra-se em estado de necessidade justificante, quem para proteger
direito próprio contra perigo certo e atuai, que não provocou, nem podia de
outro modo evitar, sacrifica direito alheio, ainda quando superior ao direito
protegido, desde que não exigível conduta diversa.
sacrifica direito alheio, ainda quando INFERIOR
D A prescrição da ação penal no Código Penal Militar verifica-se em
trinta anos, se a pena é de morte.
E Sobre o lugar do crime (6o, CPM), o Codigo Penal Militar adotou teoria da
atividade.
como regra adota-se a teoria da ubiquidade
Questão 4
Uma das causas extintivas da punibilidade, previstas no Código Penal
Militar, é a (o)
Alternativas
A restituição imediata da coisa no furto de uso ERRADO
B ressarcimento do dano causado no furto simples, antes de instaurada a
ação penal. ERRADO
C ressarcimento do dano, no peculato culposo.
Causas de extintivas da Punibilidade M I P A R A R
Morte
Indulto
Prescrição
Abolitio criminis
Reabilitação
Anistia
Ressarcimento do dano no peculato
D ressarcimento do dano, no estelionato. ERRADO
E restituição da coisa ao seu dono ou a reparação do dano causado na
receptação. ERRADO
Vale Ressaltar que se for a RECEPTAÇÃO CULPOSA, na parte especial
no CPM incide numa causa de extinção da punibilidade.
ART.255 Parágrafo único. Se o agente é primário e o valor da coisa não é
superior a um décimo do salário mínimo, o juiz pode deixar de aplicar a
pena.
Questão 5
Sobre as causas extintivas de punibilidade previstas no Código Penal
Militar, marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
A As causas de extinção da punibilidade previstas no Art. 123 do Código
Penal Militar, são taxativas.
B A reabilitação, enquanto causa de extinção da punibilidade, alcança as
penas principais impostas por sentença definitiva.
"Prevista no art. 134 do CPM, a reabilitação consiste em uma declara o
judicial, que alcançar todas as penas (principais e acessórias) impostas por
decisão transitada em julgado(...)"
C No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta
só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de
quarenta e cinco anos, e, se oficial, a de sessenta.
D Na prescrição, no caso de reforma ou suspensão de exercício, se
aperfeiçoa no prazo de 02 (dois) anos.
Prazo de 4 anos
E Embora não haja previsão expressa do Perdão Judicial no art. 123 do
Código Penal Militar, ele pode ser aplicado sem distinção aos crimes
militares.
Perdão judicial é aplicado apenas quando previsto legalmente, e no CPM tem
previsão na receptação culposa.
Questão 6
Prescrição é a perda da pretensão punitiva do Estado, pelo decurso do tempo,
podendo ser computada pela pena em abstrato ou pela pena em concreto.
Considerando a assertiva, assinale a opção correta, no que se refere à
prescrição:
Alternativas
A No curso da ação penal, a prescrição é interrompida pela instauração do
processo, pela prática de outro crime da mesma natureza, pelo acusado ou,
pela sentença condenatória irrecorrível. ERRADO
Art. 125, § 5º. O curso da prescrição da ação penal interrompe-se:
I - pela instauração do processo;
II - pela sentença condenatória recorrível.
B A prescrição da ação penal não ocorre enquanto não resolvida, em
outro processo, questão que dependa do conhecimento da existência do
crime.
Art. 125, § 4º. A prescrição da ação penal não corre:
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que
dependa o reconhecimento da existência do crime.
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.
C Em se tratando de crime continuado, a prescrição refere-se à pena
unificada. ERRADO
Art. 125, § 3º. No caso de concurso de crimes ou de crime continuado, a
prescrição é referida, não à pena unificada, mas à de cada crime
considerado isoladamente.
D A prescrição da ação penal não ocorre enquanto não resolvida, em outro
processo, questão que dependa do conhecimento da autoria do crime.
ERRADO
E A medida de segurança que substitui a pena privativa de liberdade é
regulada pelo tempo fixado na sentença, e tem seu prazo aumentado de um
sexto se o condenado é criminoso habitual ou por tendência. ERRADO
Art. 126. A prescrição da execução da pena privativa de liberdade ou da
medida de segurança que a substitui (art. 113) regula-se pelo tempo fixado na
sentença e verifica-se nos mesmos prazos estabelecidos no art. 125, os quais
se aumentam de 1/3, se o condenado é criminoso habitual ou por tendência.
Crimes militares em tempo de Paz
Em relação aos crimes impropriamente militares, marque a
alternativa CORRETA.
Alternativas
A O bem jurídico afetado é exclusivo do meio militar.
O crime IMPROPRIAMENTE militar seria aquele previsto de forma
exclusiva ou não no Código Penal Militar, praticado por militar ou civil, cujos
bens jurídicos tutelados não são próprios da instituição militar, tais como
o desacato a militar, desobediência e peculato.
B Estão previstos somente no CPM, segundo a teoria topográfica.
C Podem ser praticados por civil.
Crimes:
CRIME MILITAR PRÓPRIO- SOMENTE MILITAR PODE COMETER
CRIME MILITAR IMPRÓPRIO- CIVIL E MILITAR PODEM COMETER.
PROPRIAMENTE MILITAR - PREVISTO SOMENTE NO CPM.
IMPROPRIAMENTE MILITAR - PREVISTO NO CP E NO CPM
EXEMPLO DE CRIME IMPROPRIAMENTE MILITAR É O HOMICÍDIO.
D Deserção e lesão corporal são exemplos dos referidos crimes.
E São imprescritíveis.
Questão 2
Assinale a alternativa correta no que diz respeito aos crimes militares em
tempo de paz.
ERRADA - "A) Para a tipificação do crime de violência contra
superior, há necessidade de que da violência resulte, ao menos, lesão
corporal de natureza leve."
A ocorrência de lesão corporal qualifica o crime:
"Violência contra superior
Art. 157. Praticar violência contra superior:
Pena - detenção, de três meses a dois anos.
Formas qualificadas
§ 3º Se da violência resulta lesão corporal, aplica-se, além da pena da
violência, a do crime contra a pessoa."
GABARITO - "B) Pratica o crime de desacato a superior o Soldado da
Polícia Militar, da ativa, que, dentro da sala de um Tenente da
Instituição, ofende lhe a dignidade, ainda que não se encontre mais
ninguém no local."
Aqui, diferentemente do crime de Desrespeito a Superior, não há
necessidade de que o desacato seja praticado diante de outro militar,
bastando a ofensa à dignidade ou o decoro do superior.
"Desacato a superior
Art. 298. Desacatar superior, ofendendo-lhe a dignidade ou o decôro, ou
procurando deprimir-lhe a autoridade:
Pena - reclusão, até quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave."
ERRADA - "C) O crime de oposição à ordem de sentinela exige que o
autor seja, no máximo, de igual graduação da sentinela."
Não há essa exigência.
"Art. 164. Opor-se às ordens da sentinela:
Pena - detenção, de seis meses a um ano, se o fato não constitui crime
mais grave."
ERRADA - "D) Pratica o crime de desrespeito a superior o Soldado da
Polícia Militar, da ativa, que, diante de um Sargento da Polícia Militar,
reformado, desrespeita um Tenente da Instituição."
Não há disposição a respeito.
"Desrespeito a superior
Art. 160. Desrespeitar superior diante de outro militar:
Pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime
mais grave."
Desrespeito a comandante, oficial general ou oficial de serviço
Parágrafo único. Se o fato é praticado contra o comandante da unidade
a que pertence o agente, oficial-general, oficial de dia, de serviço ou de
quarto, a pena é aumentada da metade
Questão 3
O artigo 9° do Código Penal Militar foi alterado pela Lei n° 13.491/2017. Com
relação a esta alteração, é correto afirmar:
Alternativas
A é possível aplicar o conteúdo da Lei n° 9.099/95 às infrações penais
militares de menor potencial ofensivo, exceto na hipótese de crime de
deserção.
B são considerados crimes militares apenas aqueles tipificados
exclusivamente na parte especial do Código Penal Militar.
C o Código Penal Militar (CPM) passou a determinar que civis não podem
praticar crime militar, exceto na hipótese de coautoria com militar da ativa.
D é possível aplicar o conteúdo da Lei n° 9.099/95 às infrações penais
militares de menor potencial ofensivo, exceto na hipótese da Lei Maria da
Penha.
E são considerados crimes militares todos os crimes praticados pelo militar
nas hipóteses do art. 9° , estejam ou não previstos no CPM.
Crime Militar por Extensão: previstos após a Lei n° 13.491/17, crimes
previstos na legislação penal comum. Ex: Tortura, Racismo, Feminicídio,
Abuso de Autoridade. (Obs: não se aplica a lei de Crimes Hediondos nem
a Prisão Temporária)
Crimes contra a Autoridade
e Disciplina Militar
Questão 1
Considerando o que dispõe o Decreto-Lei n. 1.001, de 1969 (Código Penal
Militar), analise as assertivas abaixo:
I: A parte geral do Código Penal Militar contém previsão do arrependimento
posterior, segundo o qual nos crimes cometidos sem violência ou grave
ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a coisa, até o recebimento da
denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será reduzida de
um a dois terços. ERRADA.
Diferentemente do CP comum, o Código Pena Militar não há previsão
de arrependimento posterior. Destaca-se que há previsão dos institutos da
desistência voluntária e arrependimento eficaz inseridos no artigo 31 do
CPM. Art. 31. O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na
execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já
praticados.
II: A sentinela que tem contra seu filho uma arma de fogo apontada por um
agente, razão pela qual abandona o seu posto, para atender à recomendação
do autor e ver seu filho a salvo, não poderá invocar coação moral
irresistível. CORRETA.
Não pode alegar coação moral de acordo com o artigo 40 do CPM. Art. 40.
Nos crimes em que há violação do dever militar, o agente não pode invocar
coação irresistível senão quando física ou material.
III: Em relação às circunstâncias agravantes, a embriaguez do militar, ainda
que não preordenada, salvo se decorrer de caso fortuito, engano ou força
maior, sempre agrava a pena, quando não for integrante ou qualificativa do
crime. CORRETA.
No Código Penal comum, apenas a embriaguez preordenada agrava a pena.
Todavia, combinando essa previsão com o parágrafo único do art. 70 do CPM,
chega-se à conclusão de que, para o agente civil, apenas a embriaguez
preordenada é circunstância agravante, enquanto para o agente
militar (limitando-se ao militar da ativa por interpretação autêntica contextual
trazida pelo art. 22 do CPM), mesmo a embriaguez não preordenada
importa em agravação da pena.
IV: O Tenente, comandante de pelotão, durante o expediente administrativo,
praticou ofensa verbal contra um militar que lhe é subordinado e foi
imediatamente agredido fisicamente por este militar, em repulsa à ofensa
verbal. Nesse contexto, o militar que praticou a agressão física incidiu no
crime militar de violência contra superior previsto no art. 157 do Código
Penal Militar. ERRADA.
Apesar da desproporcionalidade de agressão, o CPM estabelece que deixa de
ser um elemento constitutivo do crime, quando a ação é praticado em repulsa a
agressão. (há posições divergentes). Elementos não constitutivos do
crime II - a qualidade de superior ou a de inferior, a de oficial de dia, de serviço
ou de quarto, ou a de sentinela, vigia, ou plantão, quando a ação é praticada
em repulsa a agressão.
Questão 2
Sobre os crimes contra a autoridade ou a disciplina militar, assinale a
afirmativa incorreta.
A)CORRETO. Isso é um pensmento majoritário na doutrina. Lembrando que os
reformados e da reserva remunerada podem estar presentes no MOTIM/REVOLTA, mas
que é necessário ser peça fundamental a figura do Militar da Ativa.
B)CORRETO. Revolta funciona como "qualificadora" do motim e a diferença é a presença
de armas. Vale lembrar que não é necessário que todos estejam armados, mas que exista
arma de fogo(melhor não discutir se vale arma branca..... deixa pros Juízes.
C)CORRETO. É crime de uso indevido do uniforme. Existe outra modalidade desse crime
que o civil pode praticar, ao usar dos mesmos adereços citados.
D)CORRETO. Crime de recusa de obediência.
E)INCORRETO. É o crime militar de Desrespeito ao superior diante de outro militar da
ativa ou da reserva na administração;
Questão 3
Com relação ao crime de deserção, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
A Em tempo de guerra, a deserção simples é punida com pena de morte.
ERRADA
A pena cominada ao mesmo crime, qual seja, detenção, de seis meses a
dois anos; se oficial, a pena é agravada, com aumento da metade, se o fato
não constitui crime mais grave. Só a deserção na presença do inimigo é
punida com pena de morte.
B Em tempo de paz, ausentar-se por sete dias do quartel é considerado
crime militar. ERRADA
por mais de 8 dias. Como calcular? Supondo que deveria se apresentar dia
17/01: Conta-se o dia da falta + 9, logo 17 + 9 = 26. Ou seja, 00:00 do dia
26/01. (em tempo de guerra o prazo é reduzido pela metade)
C Ao facilitar a fuga de seu filho para a prática do crime de deserção, o
pai praticará o crime de “favorecimento a desertor”, mas está isento de
pena.
Isenção de pena: C.A.D.I => ISENTA.
Parágrafo único. Se o favorecedor é Ascendente, Descendente, Cônjuge
ou Irmão do criminoso, fica isento de pena.
D Uma das consequências da condenação pelo crime de deserção e casos
assimilados, é a perda de posto e patente, ainda que não conste da
sentença. ERRADA
Para perda de posto e patente deve ser PPL> que 2 anos e não tem efeito
automático, ou seja, deve constar na sentença. Ao ser determinada perda
de posto e patente, o oficial, automaticamente perde suas condecorações.
E No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só
extingue a punibilidade quando o desertor atingir a idade de 45 anos, se
ocupar posto de oficial. ERRADA
No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só
extingue a punibilidade quando o desertor atingir a idade de 45 anos, se
ocupar posto de Praça. 60 anos Oficial.
Questão 4
De acordo com Informativo do STF e ensinamentos de Cícero Robson Coimbra
Neves, em sua obra Manual de Direito Penal, marque V (verdadeiro) ou F
(falso) nas assertivas abaixo, assinalando, a seguir, a opção que apresenta a
sequência correta.
(F) Sargento Rafael imita som de animal pelo qual o superior é alcunhado, em
intenção patente de desconsideração, na presença de outros militares da
Instituição. Tal conduta constitui crime de desacato a superior.
Sargento Rafael cometeu o crime de desrespeito a superior, previsto no
art. 160 do CPM, tendo em vista que ele cometeu a humilhação contra o
seu superior na presença de outros militares.
Art. 160 do CPM: desrespeitar superior na presença de outros militares.
(F) Sargento Rafael disse em particular ao Tenente Barroso no alojamento
do quartel que ele “não mandava em nada, nem mesmo em sua casa", e em
seguida proferiu-lhe palavras de baixo calão ofendendo sua dignidade.
Nesse caso, configurou-se crime de desrespeito a superior.
Sargento Rafael, nesse caso, cometeu o crime de desacato a superior,
previsto no art. 298 do CPM, isso porque na forma do art. 298 do CPM, o
militar desacatou o seu superior, ofendendo a sua dignidade, mas não
estava na presença de outros militares
.Art. 298 do CPM: desacatar superior, ofendendo-lhe a dignidade ou o
decoro, ou procurando-lhe deprimir-lhe a autoridade.
(V) Art. 28. CPPM - O inquérito poderá ser dispensado, sem prejuízo de
diligência requisitada pelo Ministério Público:
c) nos crimes previstos nos arts. 341 e 349 do Código Penal Militar.
Art. 341. Desacatar autoridade judiciária militar no exercício da função
ou em razão dela:
(F) Sargento Rafael recebeu ordem direta de seu superior para abastecer a
viatura de serviço e se recusa instantaneamente. Nesse caso, sargento
Rafael estará incurso no crime de insubordinação.
Sargento Rafael cometeu o crime de recusa de obediência, previsto no
art.163 do CPM, está no título da insubordinação.
(V) Sargento Rafael distribui panfletos com críticas ao salário e à excessiva
jornada de trabalho. Nesse caso, não comete o crime de incitamento á
desobediência (CPM, art. 155) e, tampouco, o de publicação ou crítica
indevida às Forças Armadas (CPM, art.166).
Militar que distribui panfletos com críticas ao salário e excessiva jornada de
trabalho não comete crime de incitamento à desobediência, nem o de
publicação e crítica indevida às Forças Armadas (STF, 2ª Turma, HC
106808/RN).
Questão 5
De acordo com o Código Penal Militar, art. 149, inciso I, “reunirem-se
militares agindo contra a ordem recebida de superior, ou negando-se a
cumpri-la” é uma das condutas que caracterizam o crime militar de
Alternativas
A violência contra superior.
ART 157- Praticar violência contra superior
Pena: detenção, de 3 meses a 2 anos.
FORMAS QUALIFICADAS
Superior é COMANDANTE DA UNIDADE a que PERTENCE o agente, ou
OFICIAL GENERAL:
Pena: Reclusão, de 3 a 9 anos.
1. SE RESULTA LESÃO CORPORAL = APLICA-SE A PENA DE
VIOLÊNCIA CONTRA PESSOAL
2. SE DA VIOLÊNCIA RESULTA MORTE = Pena: Reclusão de 12 a 30
anos
COM ARMA - ↑ 1/3
CRIME OCORRE EM SERVIÇO- ↑ SEXTA PARTE
B desrespeito a superior.
ART 160- Desrespeitar superior DIANTE DE OUTRO MILITAR. (LEMBRAR DE
RESPEITO)
Pena: Detenção, de 3 meses a 1 ano
C resistência mediante ameaça ou violência.
ART 177- Opor-se à execução de ato legal, mediante ameaça ou violência ao
executor, ou a quem esteja prestando auxílio.
Pena: detenção, 6 meses a 2 anos.
D recusa de obediência.
RECUSA DE OBEDIÊNCIA (INSUBORDINAÇÃO)
ART 163- Recusar obedecer a ordem do superior sobre assunto ou matéria
de serviço, ou relativamente a dever imposto em lei, regulamento ou instrução.
Pena: detenção, 1 a 2 anos.
E motim.
MOTIM ( + DE 1 MILITAR, CONTRA A ORDEM DO
SUPERIOR DESARMADOS)
ART 149- Reunirem-se militares ou assemelhados:
1. Agindo contra a ordem de superior, ou negando-se a cumpri-lá:
2. Recusar obediência a superior, ou negando-se a cumpri-la:
3. Assentido em recusa conjunta de obediência, ou em resistência
ou violência, em comum, contra superior:
4. Ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou estabelecimento
militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo, ou
aeronave, navio ou viatura miliar, ou utilizando-se de qualquer
daqueles locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática
de violência, em desobediência a ordem do superior ou em
detrimento da ordem ou da disciplina miliar.
PENA: Reclusão, de 4 a 8 nos.
CABEÇAS- ↑ 1/3
SE OS AGENTES ESTAVAM ARMADOS SERÁ REVOLTA.
AMBOS OS CRIMES VALE PARA POLICIAIS ATIVOS E INATIVOS
PRA NUNCA MAIS ERRAR
E LEMBREM DISSO "ORDEM ILEGAL NÃO SE CUMPRE "
Recusar obedecer à ordem de superior:
1 indivíduo (Recusa de obediência)
2 ou mais indivíduos desarmados (Motim)
2 ou mais indivíduos armados (Revolta)
Crimes contra o Serviço
e o Dever Militar
Questão 1
Sobre as penas previstas no Código Penal Militar, assinale a afirmativa
correta.
A A pena de impedimento, aplicável à maioria dos crimes propriamente
militares, sujeita o condenado a permanecer no quartel, sem prejuízo da
instrução militar.
Art. 63. A pena de impedimento sujeita o condenado a permanecer no
recinto da unidade, sem prejuízo da instrução militar.
B Apesar de prevista no Código Penal Militar, a pena de morte não pode
ser aplicada por vedação constitucional.
C São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não integrantes
ou qualificativas do crime, ter o agente cometido o crime militar enquanto
estava de serviço ou contra grávida, criança, velho ou enfermo, conforme
previsão expressa no Código Penal Militar.
D A pena de inabilitação para o exercício de função pública pode ser
aplicada pelo prazo de 2 a 20 anos, em virtude de crime militar praticado
com abuso de poder ou violação do dever militar, mas está condicionada a
estar expressamente imposta na sentença.
Inabilitação para o exercício de função pública: Art. 104. Incorre na
inabilitação para o exercício de função pública, pelo prazo de dois até vinte
anos, o condenado a reclusão por mais de quatro anos, em virtude de crime
praticado com abuso de poder ou violação do dever militar ou inerente à função
pública.
E A suspensão dos direitos políticos, prevista como pena acessória no
Código Penal Militar, perdura enquanto o condenado estiver inabilitado para
o exercício de função pública e, como consequência, o condenado pode
votar mas não pode ser votado.
Suspensão dos direitos políticos
Art. 106. Durante a execução da pena privativa de liberdade ou da medida
de segurança ìmposta em substituição, ou enquanto perdura a inabilitação
para função pública, o condenado não pode votar, nem ser votado.
Questão 2
Com relação ao crime de deserção, assinale a afirmativa incorreta.
A Quando a ausência se verificar em subunidade isolada ou em destacamento,
o respectivo comandante, oficial ou não, providenciará o inventário do desertor,
devendo assinar com duas testemunhas idôneas.
B É um crime de perigo abstrato, uma vez que o risco advindo da conduta é
presumida por lei, bastando a violação da norma para sua concretização.
C A contagem para a consumação do estado de ausência inicia-se a partir de
zero hora do dia seguinte àquela em que é verificada a falta injustificada do
militar.
D Uma vez que o desertor com estabilidade se apresente ao quartel, ele
deverá ser submetido à inspeção de saúde e, quando julgado apto, será
reincluído.
"O desertor sem estabilidade que se apresentar ou for capturado deverá
ser submetido à inspeção de saúde e, quando julgado apto para o serviço
militar, será reincluído".
E A deserção é crime de mera conduta, porque se configura com a ausência
sem licença pura e simples do militar, além do prazo estabelecido em lei.
Questão 3
Quanto ao crime de deserção, marque a opção correta, de acordo com o
Código Penal Militar e o Código de Processo Penal Militar.
A Em tempo de guerra, não cabe pena de morte no caso de deserção em
presença do inimigo.
Deserção em presença do inimigo
Art. 392. Desertar em presença do inimigo:
Pena - morte, grau máximo; reclusão, de vinte anos, grau mínimo.
B No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta só
extingue a punibiíidade quando o oficial desertor atinge a idade de quarenta e
cinco anos.
Art. 132. No crime de deserção, embora decorrido o prazo da prescrição, esta
só extingue a punibilidade quando o desertor atinge a idade de quarenta e
cinco anos, e, se oficial, a de sessenta.
C Os prazos para a consumação do crime de deserção em tempo de
guerra são reduzidos pela metade.
Art. 391. Praticar crime de deserção definido no Capítulo II, do Título III, do
Livro I, da Parte Especial.
Parágrafo único. Os prazos para a consumação do crime são reduzidos de
metade.
D Consumada a deserção de um Guarda-Marinha, este será agregado,
fazendo-se publicação, em boletim ou documento equivalente, do termo de
deserção e remetendo-se, em seguida, os autos à Auditoria competente.
Guarda-marinha é praça especial
praça especial ou praça sem estabilidade, será ela
imediatamente excluída do serviço ativo.
praça estável, será agregada,
fazendo-se, em ambos os casos, publicação, em boletim ou documento
equivalente, do termo de deserção e remetendo-se, em seguida, os autos à
auditoria competente
E Sargento Rafael faltou à formatura matinal de sua Organização Militar no dia
17 de dezembro de 2019. De acordo com o Código de Processo Penal Militar,
o sargento passou à condição de desertor a partir da OOhOOmin (zero hora)
do dia 25 de dezembro de 2019.
Conta-se o dia da falta + 9, logo 17 + 9 = 26 e não 25 como a questão
diz.
Questão 5
Trata-se de caso assimilado de deserção, conforme previsto no art. 188 do
Código Penal Militar, a conduta do
A militar preso por evadir-se usando de violência contra a pessoa.
Deserção por evasão ou fuga
Art. 192. Evadir-se o militar do poder da escolta, ou de recinto de
detenção ou de prisão, ou fugir em seguida à prática de crime para evitar
prisão, permanecendo ausente por mais de oito dias
B militar que deixa de se apresentar no momento da partida do navio ou da
aeronave, de que é tripulante, ou do deslocamento da unidade ou força em que
serve.
Deserção Especial (não é caso assimilado)
Art. 190. Deixar o militar de apresentar-se no momento da partida do navio ou
aeronave, de que é tripulante, ou do deslocamento da unidade ou força em que
serve.
C oficial que deixa de proceder contra desertor, sabendo, ou devendo saber,
encontrar-se entre os seus comandados
Omissão de oficial (não é caso assimilado)
Art. 194. Deixar o oficial de proceder contra desertor, sabendo, ou
devendo saber encontrar-se entre os seus comandados.
D militar que deixa de se apresentar à incorporação, dentro do prazo que lhe foi
marcado ou, apresentando-se, ausentar-se antes do ato oficial de
incorporação.
Omissão de oficial (não é caso assimilado)
Art. 194. Deixar o oficial de proceder contra desertor, sabendo, ou
devendo saber encontrar-se entre os seus comandados.
E militar que não se apresenta no lugar designado, dentro de oito dias, findo o
prazo de trânsito ou de férias.
Casos assimilados (ALTERNATIVA CORRETA)
Art. 188. Na mesma pena incorre o militar que:
I - não se apresenta no lugar designado, dentro de oito dias, findo o
prazo de trânsito ou férias;
II - deixa de se apresentar a autoridade competente, dentro do prazo de
oito dias, contados daquele em que termina ou é cassada a licença ou
agregação ou em que é declarado o estado de sítio ou de guerra;
III - tendo cumprido a pena, deixa de se apresentar, dentro do prazo de
oito dias;
IV - consegue exclusão do serviço ativo ou situação de inatividade, criando
ou simulando incapacidade.
UM BIZU PARA CASOS ASSIMILADOS DE DESERÇÃO.
-Percebam que, com exceção do 188, IV (IV - consegue exclusão do
serviço ativo ou situação de inatividade, criando ou simulando
incapacidade.), todos os outros casos assimilados trazem a elementar
"oito dias", isso iria ajudar a matar a questão:
Crime Contra a Vida
Questão 1
Com relação ao crime militar de tortura, assinale a afirmativa incorreta.
Alternativas
A O sargento que presencia a tortura de outro militar por um cabo, e nada fizer
para impedi-lo, praticará o crime militar de tortura, incorrendo no mesmo tipo
penal e pena que o cabo, em coautoria.
§ 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever
de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.
B O bem jurídico tutelado no crime de tortura é a dignidade da pessoa humana,
visto que este tipo penal visa proteger tanto a integridade física quanto psíquica
do ser humano.
I - constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça,
causando-lhe sofrimento físico ou mental:
a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de
terceira pessoa;
b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;
c) em razão de discriminação racial ou religiosa;
C A ação penal no crime militar de tortura será sempre pública incondicionada.
D O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
§ 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.
E Se da prática do crime militar de tortura resultar lesão corporal grave, a pena
aplicada será a de reclusão de quatro a dez anos.
§ 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é
de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a
dezesseis anos.
Questão 2
Considerando o estabelecido no Decreto-Lei n. 1.001, de 1969 (Código Penal
Militar), marque a alternativa INCORRETA:
A Não há crime quando o comandante de navio, aeronave ou praça de guerra,
na iminência de perigo ou grave calamidade, compele os subalternos, por
meios violentos, a executar serviços e manobras urgentes, para salvar a
unidade ou vidas, ou evitar o desânimo, o terror, a desordem, a rendição, a
revolta ou o saque.
Art. 42. Estado de Necessidade COATIVO: Parágrafo único.
B Pratica o crime de maus tratos (art. 213 do CPM) quem expõe, ainda que
fora de lugar sujeito à administração militar ou ainda que não esteja no
exercício de sua função militar, a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob
sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento
ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer
sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de
correção ou disciplina.
Art. 213. Expor a perigo a vida ou saúde, em lugar sujeito à administração
militar ou no exercício de função militar, de pessoa sob sua autoridade,
guarda ou vigilância, para o fim de educação, instrução, tratamento ou
custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer
sujeitando-a a trabalhos excessivos ou inadequados, quer abusando de meios
de correção ou disciplina:
C Quando a lei penal militar se refere a "brasileiro" ou "nacional", compreende
as pessoas enumeradas como brasileiros na Constituição do Brasil.
Art. 26 CPM
D Somente a mulher pode ser vítima do crime militar de estupro (art. 232, do
CPM), que consiste em constrangê-la à conjunção carnal, mediante violência
ou grave ameaça.
Art. 232. Constranger mulher a conjunção carnal, mediante violência ou grave
ameaça
Pena - reclusão, de três a oito anos, sem prejuízo da correspondente à
violência.
Questão 3
Marque a alternativa CORRETA. Um Cabo da Polícia Militar, pertencente ao Regimento de
Cavalaria, propositalmente, bateu por várias vezes com o seu rebenque no rosto de um
Soldado, seu colega de fada, com a finalidade de humilhá-lo. A luz do Código Penal Militar
(CPM) o Cabo cometeu:
A Ofensa aviltante a inferior (art. 176 do CPM).
*OFENSA AVILTANTE A INFERIOR: ofender inferior com
violência considerada aviltante (Violência Física + Agressão a
Honra/Dignidade). Agride a honra e a dignidade do subalterno, além da
integridade física. O ofensor deverá ter a intenção de humilhar
moralmente. Caso não queira humilhar aplica-se o crime de violência
contra inferior. [Crime militar próprio]
Ex: Agressão com Tapas na cara / Tapas utilizando luvas / Tapas nas nádegas
/ Puxões de orelha
B Injúria real (art. 217 do CPM).
a respeito do Art 216 (injuria), a diferença para o Art 217 ( injuria real), é que
no primeiro ofende a dignidade e o decoro, já no além do
mencionado segundo consiste de violência ou outro ato que atinja a pessoa
por meios considerados humilhante. É PUNIDO TAMBÉM À VIOLÊNCIA
CORRESPONDENTE.
Diferente do que se trata o enunciado, aqui não precisa ser superior (qualquer
pessoa).
C Lesão corporal (art. 209 do CPM).
D Violência contra inferior (art. 175 do CPM).
Crimes contra o Patrimonio
Questão 1
Considerando o estabelecido no Decreto-Lei n. 1.001, de 1969 (Código
Penal Militar), alguns crimes militares podem ser considerados pelo juiz
como infração disciplinar, observados os requisitos impostos pelo referido
Código. Assinale abaixo qual crime pode ser considerado como infração
disciplinar:
A Receptação (art. 254 do CPM).
São aplicáveis os §§ 1º e 2º do art. 240.
➤ Art. 240. Furto atenuado
§ 1º Se o agente é primário e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz
pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a
dois terços, ou considerar a infração como disciplinar. Entende-se
pequeno o valor que não exceda a um décimo da quantia mensal do mais
alto salário mínimo do país.
§ 2º A atenuação do parágrafo anterior é igualmente aplicável no caso
em que o criminoso, sendo primário, restitui a coisa ao seu dono ou repara
o dano causado, antes de instaurada a ação penal.
B Difamação (art. 215 do CPM).
C Lesão leve (art. 209 do CPM).
Art 209 - § 6º No caso de lesões levíssimas, o juiz pode considerar a
infração como disciplinar.
D Desrespeito a símbolo nacional (art. 161 do CPM).
Questão 2
Segundo as prescrições do Código Penal Militar (Decreto-lei n. 1.001/1969),
marque a alternativa CORRETA que corresponde a um crime militar contra
o patrimônio e que admite a modalidade culposa:
A Dano simples (art. 259: “destruir, inutilizar, deteriorar ou fazer desaparecer
coisa alheia”).
Apesar de serem crimes contra o patrimônio, os crimes de dano simples,
dano atenuado e dano qualificado apenas são admitidos, conforme se
extrai da previsão do art. 266 do CPM, sob a forma dolosa, ou seja, exige-
se a vontade livre e consciente de causar dano à coisa alheia. Já a
consumação do delito de dano (simples, atenuado ou qualificado) se
consuma com a efetiva destruição, inutilização, deterioração ou
desaparecimento da coisa alheia.
B Desaparecimento, consunção ou extravio (art. 265, “fazer
desaparecer, consumir ou extraviar combustível, armamento, munição,
peças de equipamento de navio ou de aeronave ou de engenho de
guerra motomecanizado”).
CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO
QUE ADMITEM MODALIDADE CULPOSA
1) Receptação culposa;
2) Dano em material ou aparelhamento de guerra;
3) Dano em navio de guerra ou mercante em serviço militar;
4) Dano em aparelhos e instalações de aviação e navais, e em
estabelecimentos militares;
5) Desaparecimento, consunção ou extravio.
C Incêndio (art. 268: “causar incêndio em lugar sujeito à administração
militar, expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de
outrem”).
D Explosão (art. 269: “causar ou tentar causar explosão, em lugar sujeito à
administração militar, expondo a perigo a vida, a integridade ou o patrimônio
de outrem”).
OBS: Apesar dos crimes de incêndio e explosão admitirem a modalidade
culposa, eles não são crimes contra o patrimônio. São crimes contra
a INCOLUMIDADE PÚBLICA.
Questão 3
Em relação ao crime de roubo, previsto no art. 242 do Código Penal Militar,
nas assertivas abaixo, marque “V” se for verdadeira ou “F” se for falsa.
(F) Roubo impróprio ocorre quando o autor subtrai a coisa alheia móvel,
para si ou para outrem, mediante emprego ou ameaça de emprego de
violência contra pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer modo, reduzido
à impossibilidade de resistência.
Roubo Próprio
(F) Roubo próprio ocorre quando o autor, em seguida à subtração da coisa,
emprega ou ameaça empregar violência contra pessoa, a fim de assegurar
a impunidade do crime ou a detenção da coisa para si ou para outrem.
Roubo impróprio
(F) Roubo qualificado ocorre quando a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma de fogo, se há concurso de três ou mais pessoas; se a
vítima está em serviço de vigilância; se a vítima está em serviço; se é
dolosamente causada lesão leve; e se resulta lesão grave e as
circunstâncias evidenciam que o agente não quis esse resultado, nem
assumiu o risco de produzi-lo.
Roubo qualificado ocorre quando a violência ou ameaça é exercida com
emprego de arma ( a lei determina somente arma, podendo ser arma
branca) , se há concurso de duas ou mais pessoas ; se a vítima está em
serviço de transporte de valores, e o agente conhece tal circunstancia ;
se a vítima está em serviço a lei determina que deve ser serviço militar;
se é dolosamente causada lesão natureza GRAVE; e se resulta lesão se
RESULTA EM MORTE e as circunstâncias evidenciam que o agente não
quis esse resultado, nem assumiu o risco de produzi-lo.
(V) Latrocínio ocorre se o autor, para praticar o roubo, ou assegurar a
impunidade do crime, ou a detenção da coisa, ocasiona dolosamente a
morte de alguém, sendo irrelevante se a lesão patrimonial deixa de
consumar-se.
Questão 4
De acordo com o Código Penal Militar, assinale a opção que apresenta a
descrição de conduta que pode ser tipificada como apropriação indébita.
Alternativas
A Influir para que terceiro, de boa fé, adquira coisa proveniente de
crime.
Receptação: Art. 254. Adquirir, receber ou ocultar em proveito próprio ou
alheio, coisa proveniente de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a
adquira, receba ou oculte:
B Vender ou dar em pagamento coisa própria inalienável, silenciando
sobre tal circunstância.
Estelionato: Art. 251, § 1º Nas mesmas penas incorre quem:
Alienação ou oneração fraudulenta de coisa própria
II - vende, permuta, dá em pagamento ou em garantia coisa própria
inalienável, gravada de ônus ou litigiosa, ou imóvel que prometeu vender a
terceiro, mediante pagamento em prestações, silenciando sôbre qualquer
dessas circunstâncias;
C Adquirir coisa que, por sua natureza, deve presumir-se obtida por
meio criminoso.
Receptação culposa: Art. 255. Adquirir ou receber coisa que, por sua
natureza ou pela manifesta desproporção entre o valor e o preço, ou pela
condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso:
D Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou detenção.
E Apropriar-se de coisa alheia perdida, deixando de restituir ao dono no
prazo de 10 dias.
Art. 249: Apropriação de coisa achada - Parágrafo único. Na mesma pena
incorre quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou
parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor, ou de
entregá-la à autoridade competente, dentro do prazo de quinze dias.
Crimes contra a Adm Militar
Questao 1
Segundo o Código Penal Militar, o crime militar de falsidade ideológica
caracteriza-se quando o agente pratica a conduta de
A atestar ou certificar falsamente, em razão de função, ou profissão, fato ou
circunstância que habilite alguém a obter cargo, posto ou função, ou isenção de
ônus ou de serviço, ou qualquer outra vantagem, desde que o fato atente
contra a administração ou o serviço militar. ERRADO
Refere-se ao crime de Certidão ou atestado ideologicamente falso (Art. 314).
B falsificar, no todo ou em parte, documento público ou particular, ou alterar
documento verdadeiro, desde que o fato atente contra a administração ou o
serviço militar. ERRADO
Texto da Falsificação de documento (Art. 311.).
C omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia
constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que
devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou
alterar a verdade referente a fato juridicamente relevante, desde que o
fato atente contra a administração ou o serviço militar
D destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em
prejuízo alheio, documento verdadeiro, de que não podia dispor, desde que o
fato atente contra a administração ou o serviço militar. ERRADO
Redação sobre a Supressão de documento (Art. 316.).
E usar, como próprio, documento de identidade alheia, ou de qualquer licença
ou privilégio em favor de outrem, ou ceder a outrem documento próprio da
mesma natureza, para que dele se utilize, desde que o fato atente contra a
administração ou o serviço militar. ERRADO
Uso de documento pessoal alheio (Art. 317.).
Questão 2
O Desacato a superior é crime contra a administração militar e está
tipificado no art. 298 do Código Penal Militar como ofensa à dignidade ou ao
decôro, procurando deprimir a autoridade do superior.
Qual a pena imposta a este crime?
A Detenção, até dois anos, se o fato não constitui crime mais grave.
B Reclusão, até quatro anos, se o fato não constitui crime mais grave.
C Detenção, de seis meses a dois anos, se o fato não constitui outro
crime.
D Reclusão, de dois a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave.
OBS: Nenhuma pena militar é numero impar e nenhum aceita
detenção.
Questão 3
Incorre na pena prevista para o crime militar de violação ou divulgação indevida
de correspondência ou comunicação aquele que
A devassar indevidamente o conteúdo de correspondência dirigida à
administração militar.
Art. 227. Devassar indevidamente o conteúdo de correspondência privada
dirigida a outrem:
B indevidamente se apossar de correspondência, desde que ela esteja
fechada, e apenas com o objetivo de destruí-la.
embora NÃO FECHADA, e no todo ou em parte sonega ou destrói.
C indevidamente divulgar, transmitir a outrem ou abusivamente utilizar
comunicação de interesse militar.
D indevidamente se apossar de correspondência, embora não fechada, desde
que o faça apenas com o objetivo de destruí-la.
e no todo ou em parte sonega ou destrói.
E revelar fato de que tem ciência em razão do cargo ou função e que deva
permanecer em segredo.
É o crime de ''Violação de Sigilo Funcional''