Poliedro Matemática 1st Edition Full Ebook Release
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4
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Coleção PV
Copyright © Editora Poliedro, 2021.
Todos os direitos de edição reservados à Editora Poliedro.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal, Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ISBN 978-65-5613-121-4
Autoria: João Giudice, Marco Miola, Renato Alberto Rodrigues (Tião) e Umberto César
Chacon Malanga
Frente 2
9 Polinômios �������������������� �����������������������������������������������������������������������������������������������������������������41
Monômios de uma variável, 42 Revisando, 67
Binômios, 45 Exercícios propostos, 68
Trinômios com uma variável, 46 Texto complementar, 76
Polinômios, 47 Resumindo, 77
Gráficos de polinômios com coeficientes reais, 54 Quer saber mais?, 78
Operações com polinômios, 60 Exercícios complementares, 78
10 Equações polinomiais����������������������������������������������������������������������������������������������������������������������85
Equações de uma variável, 86 Exercícios propostos, 102
Equações polinomiais de uma variável, 87 Texto complementar, 107
Raízes de polinômios × Soluções de equações, 93 Resumindo, 108
Relações entre coeficientes e raízes, 100 Quer saber mais?, 109
Revisando, 101 Exercícios complementares, 109
Frente 3
14 Cilindros��������������������������� �������������������������������������������������������������������������������������������������������������113
Definição, 114 Tronco de um cilindro reto, 116
Cilindro circular reto, ou cilindro de revolução, 114 Revisando, 118
Seção meridiana, 115 Exercícios propostos, 123
Cilindro equilátero, 115 Texto complementar, 126
Seção não meridiana, 115 Resumindo, 127
Áreas no cilindro de revolução, 115 Quer saber mais?, 127
Volume de um cilindro qualquer, 116 Exercícios complementares, 127
Gabarito ��������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������191
1
1 1
1 2 1
1 3 3 1
1 4 6 4 1
1 5 10 10 5 1
1 6 15 20 15 6 1
1 7 21 35 35 21 7 1
1 8 28 56 70 56 28 8 1
1 9 36 84 126 126 84 36 9 1
1 10 45 120 210 252 210 120 45 10 1
1 11 55 165 330 462 462 330 165 55 11 1
1 12 66 220 495 792 924 792 495 220 66 12 1
1 13 78 286 715 1287 1716 1716 1287 715 286 78 13 1
1 14 91 364 1001 2002 3003 3432 3003 2002 1001 364 91 14 1
1 15 105 455 1365 3003 5005 6435 6435 5005 3003 1365 455 105 15 1
1 16 120 560 1820 4368 8008 11440 12870 11440 8008 4368 1820 560 120 16 1
n n
( x + y )n = ∑ k ⋅ xn−k ⋅ yk , x e y ∈£ e n ∈¥
k =0
n n
= → a = b ou a + b = n
a b
n n n n n n
∑ k = 0 + 1 + 2 + ... + n = 2n
k =0
n n n + 1
+ =
a − 1 a a
FRENTE 1
Essa propriedade é facilmente demonstrada, utilizando A demonstração dessa propriedade é feita utilizando a
a relação: relação de Stifel.
Somando:
n n + 1
n n! n = n + 1
=
p (n − p)! p!
n + 1 n + 1 n + 2
n + n + 1 = n + 1
A relação de Stifel pode ser utilizada como um dispo-
sitivo prático para a montagem do triângulo de Pascal sem n + 2 n + 2 n + 3
n + n + 1 = n + 1
o cálculo dos números binomiais. Além disso, ela é funda
mental para a demonstração de algumas propriedades que n + 3 n + 3 n + 4
veremos mais à frente. n + n + 1 = n + 1
... ...
n + p − 1 n + p − 1 n + p
Teorema das linhas n n + 1 = n + 1
+
n + p n + p n + p + 1
n
n n + n + 1 = n + 1
∑ j = 2
n
j=0
obtemos:
n n + 1 n + 2 n + p 1 n + p n + p + 1
Significa que a soma dos elementos de uma linha do n + n + n + ... + n + n = n + 1
triângulo de Pascal é igual a uma potência de 2, cujo ex-
p
poente é o índice da linha. n + i n + p + 1
Esse fato pode ser observado no triângulo de Pascal.
∑ n = n + 1
i=0
Exemplo 5:
p
n + i n + p + 1
∑
15
15 i = p
∑ j = 2
15
i=0
j=0
21
21 1 Significa que a soma dos números binomiais situados
∑ j = 2 · 2 = 2
21 20
na mesma diagonal, desde a primeira coluna (coluna zero)
j = 11
até uma qualquer, é igual ao número binomial imediatamen-
Teorema das colunas te abaixo, na mesma coluna.
Observe:
1
p
n + i n + p + 1 1 1
∑ n = n + 1 1 2 1
i=0
1 3 3 1
1 4 6 4 1
Significa que a soma dos números binomiais de uma 1 5 10 10 5 1
FRENTE 1
7
A demonstração utiliza também a relação de Stifel: De uma forma mais sintética, escreve-se:
somando:
n n + 1 n
n n − i i
0 = 0 (x + a)n = ∑ i x ⋅ a
i=0
n + 1 n + 1 n + 2
0 + 1 = 1
Exemplo 6:
n + 2 n + 2 n + 3 7
7 7 − i i
1 + 2 = 2 a) (x + 2)7 = ∑ i x 2
i=0
... ... ...
(x + 2)7 = x7 + 7x6 · 2 + 21x5 · 22 + ... + 27
n + p − 1 n + p − 1 n + p
p 2 + p 1 = p 1
4
4 4 − i
b) (x =1)4 ∑ i x ( 1)i
i=0
n + p n + p n + p + 1
+ =
p − 1 p p (x 1) = x4
4
4x3 + 6x2 4x + 1
O número de termos no desenvolvimento de (x + a)n é o
obtemos:
número de elementos da sequência binomial de número n,
n n + 1 n + 2 n + 3 n + p n + p + 1 ou seja, (n + 1) termos.
0 + 1 + 2 + 3 + ... + p = p
É usual indicar o desenvolvimento em potências
p
n + i n + p + 1 decrescentes de x, estabelecendo uma ordem para os
∑ i =
p termos.
i=0
Podemos, então, considerar uma fórmula para o termo
Observe ainda que o Teorema das diagonais pode ser geral em função de sua posição:
obtido diretamente do Teorema das colunas:
p
n + i n + p + 1
∑ n = n + 1 (Teorema das colunas) n
Ti + 1 = xn − i ⋅ ai
i=0 i
Mas temos:
n + i n + i
Por exemplo, o quinto termo do desenvolvimento de
=
n i (x – 2)8 é:
(Binômios complementares)
n + p + 1 = n + p + 1 8
n + 1 p T5 = x8 − 4 ( −2)4 = 16 ⋅ 70x 4 ⇒ T5 = 1 120x 4
4
Substituindo na expressão do Teorema das colunas, vem:
p
n + i n + p + 1 Exercícios resolvidos
∑ i = p (Teorema das diagonais)
i=0
x x + 4
1 Resolva a equação 12 + = 162.
Binômio de Newton 1 2
Resolução:
Observe as seguintes igualdades:
(x + a)0 = 1 x x!
(x + a)1 = x + a 1 = 1! (x 1)! = x
(x + a)2 = x2 + 2ax + a2
x + 4 (x + 4)! (x + 4) (x + 3)
(x + a)3 = x3 + 3ax2 + 3a2x + a3 2 = 2! (x + 2)! = 2
Note que as sequências formadas pelos coeficientes
x2 + 7x + 12
numéricos dos polinômios em x são sequências binomiais: 12x + = 162 ⇒ x = 8 ou x = −39
2
1
1 1 Mas x = –39 não é admissível nas expressões iniciais.
1 2 1 Logo: S = {8}.
1 3 3 1
Prova-se que esse resultado é válido para o de 20 20
2 Resolva a equação = .
senvolvimento da potência (x a)n, para todo n natural. 2x x + 2
O desenvolvimento dessa potência é o que chamamos de Resolução:
desenvolvimento do binômio de Newton. Dois números binomiais com numeradores iguais es-
n n n tão na mesma linha do triângulo de Pascal, portanto,
(x + a)n = ⋅ xn ⋅ a0 + ⋅ xn − 1 ⋅ a1 + ... + ⋅ x0 ⋅ an são iguais somente se:
0 1 n
a) tiverem o mesmo denominador;
211 110
S= −
200 99
5 Qual é a soma dos coeficientes no desenvolvimento
de (x + 2y)11?
9 Determine o coeficiente do termo em x2 do desenvol-
Resolução: vimento de (1 + x + x2)8.
O valor numérico de qualquer expressão polinomial,
Resolução:
quando se atribui o valor 1 a todas as variáveis, é igual
8
à soma dos coecientes. 8 8 − i
Logo, nesse caso, a soma dos coecientes vale: (1 + x + x2 )8 = ∑ i 1 (x + x2 )i
i=0
(1 + 2)11 = 311 = 177 147
8 i
8 i i − j 2 j
6 Mostre que:
(1 + x + x2 )8 = ∑ i ∑ j x (x )
i=0 j=0
n n n n n 8 i
8 i i + j
0 − 1 + 2 + ... + ( − 1) n = 0. (1 + x + x2 )8 = ∑ ∑ i j x
i=0 j=0
2
Resolução: Termo em x : i + j = 2.
Isso ocorre para: i = 2, j = 0 e i = 1, j = 1.
A soma considerada é a soma dos coecientes do de-
Lembre-se de que i ≥ j.
senvolvimento de (x – y)n, que é igual a (1 – 1)n = zero.
Vejamos cada caso:
De fato, veja:
1–2+1=0 8 2 8
• i = 2, j = 0: x2 = x2
2 0 2
1–3+3–1=0
1 – 4 + 6 – 4 + 1 = 0 e assim por diante 8 1 8
• i = 1, j = 1: x2 = x2
1 1 1
FRENTE 1
9
Revisando
9 9 4 Resolva a equação
1 Resolva a equação = .
2x + 1 x + 4 2x 2x 2x 2x x+1
0 + 1 + 2 + ... + 2x = 3 ⋅ 2 + 16.
2 Utilizando a propriedade dos números binomiais, cal- 5 Desenvolva o binômio (3x + y)5.
13 13 13 13
cule o valor de x = + + + ... + .
1 2 3 12
n− 1
n 1
b) ∑ k
k=2
Exercícios propostos
9 9
1 Mostre que = . 4 Uece A soma das soluções da equação 18 = 18
7 2 é: 6 4x − 1
8 x + 2 é:
1
mo independente de x na expansão binomial x2 + 6 .
x 1
A 21 C E 1
A 1 d 56
FRENTE 1
220 210 2
8 E 70 201
d 21
C 28 21
11
Texto complementar
Vida e obra de Blaise Pascal TRIÂNGULO DE YANG HUI
Blaise Pascal (1623-1662) foi
Reprodução
CICLOIDE
A
F2 = F1 2
A1
Resumindo
Neste capítulo, utilizamos técnicas da análise combinatória para o cálculo do binômio (x + a)n, n ∈ N e x, a ∈ R.
n
n
Teorema binomial: (x + a)n = ∑ k ⋅ xn − k ⋅ ak
k=0
n n!
O número n é o chamado coeficiente binomial, tal que = .
k k k!(n − k)!
O desenvolvimento do binômio é da forma:
n n n n n
(x + a)n = ⋅ xn + ⋅ xn − 1 ⋅ a + xn − 2 ⋅ a2 + ... + ⋅ xn − p ⋅ ap + ... + an
0 1 2 p n
n
O termo xn − p ⋅ ap é o chamado termo geral e ocupa a posição (p + 1) (não se esqueça de que começamos com k = 0).
p
No desenvolvimento, se fizermos x = a = 1, teremos xn p
= ap = 1, ou seja, a soma dos coeficientes do desenvolvimento:
n n n n
(2)n = + + + ... +
0 1 2 n
Livro
• GARBI, Gilberto Geraldo. A Rainha das Ciências: um passeio histórico pelo maravilhoso mundo da matemática. 5. ed. São Paulo: Livraria da
Física, 2010.
Site
• O triângulo de Pascal é de Pascal?
Disponível em: <www.mat.ufrgs.br/~portosil/histo2b.html>.
FRENTE 1
13
Exercícios complementares
9 10
10 k
1 Calcule o valor de ∑ p . 8 FGV-SP No desenvolvimento de x + , para que
x
p=2
2 Um estádio de futebol possui 23 portões, que po- o coeficiente do termo em x4 seja 15, k deve ser
igual a:
dem ser abertos um a um, dois a dois, ... ou todos
de uma só vez. De quantos modos pode ser aberto 1
A
o estádio? 2
2
3 Mackenzie 2019 Se S = {1, 2, 3, ..., 10}, o número de 1
C
pares ordenados distintos, (A, B), em que A e B são 3
subconjuntos, disjuntos, de S é: d 3
10
A 3 E 4
310 - 1
C 39 9 FGV-SP 2017 O coeficiente de x12 na expansão de
(1 + x4 + x5)10 é igual a
d 210 - 1
A 120
E 210
90
6
8 C 81
4 PUC-Minas O resultado de ∑ é igual a:
p=2
p d 60
A 216 E 54
238
C 240 10 EsPCEx 2015 O termo independente de x no desenvol-
10
d 247 1
vimento de x 3 − 2 é igual a:
E 256 x
A 110
n
n
5 Mackenzie 2017 Sabendo que ∑ p = 256, então o 210
valor de n vale p=0 C 310
A 8 d 410
7
E 510
C 6
d 5
11 O coeficiente de x20 em (x2 + 3x)12 vale:
E 4
A 65 325
6
6 Uece 2017 O coeficiente de x no desenvolvimento de 70 214
3 3
1 2 1 C 40 095
2x + 2 ⋅ x + 2x é
x d 427 229
A 18 E n.d.a.
24
C 34 12 Uece 2019 O número inteiro n, maior do que 3, para o
d 30 n n n
qual os números , e estão, nessa ordem,
1 2 3
7 Uece 2020 O termo independente de x no desenvolvi em progressão aritmética é:
13
1 n n!
mento binomial de x ⋅ 3 x + é: Observação: =
x3 p p!(n − p)!
A 725 A n=6
745 n=8
C 715 C n=5
d 735 d n=7
2
E 23 Calcule a soma dos coeficientes dos desenvolvimen-
3
tos dos seguintes binômios:
10
10 a) (2x + 3a)10
16 ITA Podemos afirmar que ∑ ⋅2k ⋅ k é igual a: 6
k=0 2 1
A 210 b) 3x + x
210 1
c) (a + b)n, n ∈ N*
C 310 – 1
) (a b)n, n ∈ N*
d 310 + 1
15
E 310 5
e) x + 3
x
17 ITA Qual o coeficiente de x17 no desenvolvimento de x x2
5
5 7 20
(1 + x + x ) ? f) 4− 6
A 0
8
1 210 8
g) ∑ i (4x)8 − i (6)i
C 3 000 i=0
d 3 420 m
m
E 4 000 h) ∑ i ⋅ am − i ⋅ xi ( m ∈ ¥∗ )
i=0
n n
18 Unicamp A desigualdade (1 + x) ≥ 1 + nx é válida para n
∑ i ⋅ ( − 1)i ⋅ xn − i ( n ∈ ¥∗ )
FRENTE 1
15
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24 ESPM 2018 No desenvolvimento do binômio (x + p ⋅ y)n,
com p e n naturais, o termo 112x6y2 é o terceiro quan-
do feito com potências crescentes de y e o sétimo
quando feito com potências crescentes de x. O valor
de p + n é igual a:
A 10
12
C 9
d 11
E 13
FRENTE 1
14
Quem poderia prever que a tentativa de solucionar um problema sobre jogo de da-
dos daria origem a uma teoria também aplicada em genética, em energia nuclear ou em
lançamentos de foguetes?
Diante de um problema envolvendo jogo de dados, os matemáticos franceses Blaise
Pascal (1623-1662) e Pierre de Fermat (1601-1665) iniciaram o estudo que hoje chama-
mos de teoria das probabilidades.
Experimentos Os eventos pedidos são:
E1 = {(C, 2), (C, 4), (C, 6)},
Experimentos determinísticos E2 = {(K, 1), (K, 2), (K, 3), (K, 4), (K, 5), (K, 6)}.
Considere o experimento: “Queda livre de um corpo”. Observe que os eventos E1 e E2 são subconjuntos do
Sob certas condições, pode-se prever a velocidade com espaço amostral.
que o corpo tocará o solo. Experimentos como esse, cujo Evento certo: é o evento que ocorre com certeza.
resultado pode-se prever, são denominados experimentos
determinísticos.
Exemplo 4:
Experimentos aleatórios Sair face maior ou igual a sete no lançamento de um
Considere os seguintes experimentos: dado.
– lançamento de um dado; – Evento impossível: é o subconjunto vazio (∅) do
– retirada de uma carta de um baralho; espaço amostral. É o evento que nunca ocorre.
– sorteio de uma bolinha no bingo. Exemplo 5:
Experimentos como esses, que, embora repetidos Obter soma maior que 12 no lançamento de dois
várias vezes, sob condições semelhantes, apresentam re- dados.
sultados imprevisíveis, são denominados experimentos
aleatórios. Neste capítulo, serão estudados somente esse Operações com eventos
tipo de eventos.
União de eventos
Espaço amostral Considere o experimento “lançar um dado e observar
o número da face voltada para cima”.
O conjunto de todos os resultados possíveis de um
O espaço amostral desse experimento é S = {1, 2, 3, 4,
experimento é denominado espaço amostral ou conjunto
5, 6}.
universo, e será indicado por S.
Sejam os eventos:
Veja os exemplos a seguir.
E1: ocorrer face par ⇒ E1 = {2, 4, 6};
Exemplo 1:
Seja o experimento: “lançar uma moeda honesta”. E2: ocorrer número menor que 3 ⇒ E2 = {1, 2}.
Os resultados possíveis são: S = {C, K}, em que C = cara O evento que se obtém quando ocorre face par ou
e K = coroa. um número menor que 3 é denominado evento união,
Exemplo 2: isto é:
No lançamento de um dado, os resultados possíveis E1 ∪ E2 = {1, 2, 4, 6}.
são: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
E1 E2
Exemplo 3: 4
No lançamento de duas moedas, os resultados possí-
2
veis são: S = {(C, C), (C, K), (K, C), (K, K)}. 3 6 1 5
S
Evento
Qualquer subconjunto do espaço amostral S é deno- Fig. 1 União de dois eventos.
minado evento e será indicado por E.
Interseção de eventos
Exercício resolvido Considere o mesmo experimento anterior e os seguin-
tes eventos.
E1: ocorrer face par ⇒ E1 = {2, 4, 6};
1 Lançam-se uma moeda e um dado. Enumere os se-
guintes eventos. E2: ocorrer número múltiplo de 3 ⇒ E2 = {3, 6}.
E1: sair cara e face par; O evento que se obtém quando ocorre face par e um
E2: sair coroa. número múltiplo de 3 é denominado evento interseção do
evento E1 com o evento E2; isto é: E1 ∩ E2 = {6}.
Resolução:
E1 E2
Construiremos o seguinte quadro. 2
Dado 6
1 4 3 5
1 2 3 4 5 6
S
C (C, 1) (C, 2) (C, 3) (C, 4) (C, 5) (C, 6)
Moeda
K (K, 1) (K, 2) (K, 3) (K, 4) (K, 5) (K, 6) Fig. 2 Interseção de dois eventos.
19
Resolução: c) E2: obter a soma dos pontos igual a 13.
Tem-se E2 = f, então, P(E2) = 0 (probabilidade do even-
Tem-se: S = {1, 2, 3, 4, 5, 6} e n(S) = 6, então:
to impossível).
n(E) d) E3: obter soma dos pontos menor ou igual a 12.
a) E = {3} ⇒ n(E) = 1 e P(E) =
n(S) Tem-se E3 = S e n(E3) = n(S), então:
1
Portanto: P(E) = .
6 n(E3 ) 36
n(E1 ) P(E3 ) = ⇒ P(E1 ) =
3 n(S) 36
b) E1 = {2, 4, 6} ⇒ n(E1 ) = 3 e P(E1 ) = ⇒ P(E1 ) =
n(S) 6 Portanto: P(E3) = 1 (probabilidade do evento certo).
Portanto: P(E1 ) = 1 (50%). e) E4: obter faces iguais.
2 Tem-se E4 = {(1, 1), (2, 2), (3, 3), (4, 4), (5, 5), (6, 6)} e
n(E2 ) 4
c) E2 = {3, 4, 5, 6} ⇒ n(E2 ) = 4 e P(E2 ) = ⇒ P(E2 ) = n(E4) = 6, então:
n(S) 6
2 n(E4 ) 6
Portanto: P(E2 ) = . P(E4 ) = ⇒ P(E4 ) =
3 n(S) 36
1
4 Considere o experimento aleatório: “lançar dois dados Portanto: P(E4 ) = .
6
e observar as faces voltadas para cima”. Determine a
probabilidade de se obter: 5 De um baralho de 52 cartas, tira-se ao acaso uma car-
a) a soma dos pontos igual a 10. ta. Determine a probabilidade de que a carta seja:
b) o número em uma das faces igual ao dobro do a) um valete.
número na outra face. b) um rei de copas.
c) a soma dos pontos igual a 13. c) uma carta de espadas.
d) soma dos pontos menor ou igual a 12.
e) faces iguais. Resolução:
O espaço amostral é formado por 52 cartas, isto é,
Resolução:
n(S) = 52.
O espaço amostral é dado pela tabela da dupla entra- a) E: sair um valete.
da, mostrada a seguir. Tem-se n(E) = 4 (são quatro valetes no baralho), então:
n(E) 4
Branco P(E) = ⇒ P(E) =
n(S) 52
1 2 3 4 5 6 1
Portanto: P(E) = .
1 (1, 1) (1, 2) (1, 3) (1, 4) (1, 5) (1, 6) 13
b) E1: sair um rei de copas ⇒ n(E1 ) = 1 (existe apenas um
2 (2, 1) (2, 2) (2, 3) (2, 4) (2, 5) (2, 6)
rei de copas).
3 (3, 1) (3, 2) (3, 3) (3, 4) (3, 5) (3, 6) n(E1 ) 1
Preto P(E1 ) = ⇒ P(E1 ) =
4 (4, 1) (4, 2) (4, 3) (4, 4) (4, 5) (4, 6) n(S) 52
1
5 (5, 1) (5, 2) (5, 3) (5, 4) (5, 5) (5, 6) Portanto: P(E1 ) = .
52
6 (6, 1) (6, 2) (6, 3) (6, 4) (6, 5) (6, 6) c) E2: sair carta de espadas ⇒ n(E2) = 13.
n(E2 ) 13
Tem-se n(S) = 36. P(E2 ) = ⇒ P(E2 ) =
n(S) 52
a) E: soma dos pontos igual a 10.
Tem-se E = {(4, 6), (5, 5), (6, 4)} e n(E) = 3, então: 1
Portanto: P(E2 ) = (25%).
4
n(E) 3
P(E) = ⇒ P(E) = 6 Em uma caixa, existem cinco bolas brancas e oito bo-
n(S) 36
las azuis. Duas bolas são retiradas simultaneamente
1 da caixa, aleatoriamente. Qual a probabilidade de se-
Portanto: P(E) = .
12 rem brancas?
b) E1: obter em uma das faces número igual ao dobro do
número na outra face. Resolução:
Tem se E 1 = {(1, 2), (2, 1), (2, 4), (3, 6), (4, 2), (6, 3)} e
Em alguns casos, não é aconselhável enumerar o
n(E1) = 6, então:
espaço amostral. Deve-se, então, aplicar, como pro-
n(E1 ) 6 cesso de contagem, a análise combinatória.
P(E1 ) = ⇒ P(E1 ) = O espaço amostral é formado por todas as maneiras
n(S) 36
13 13 ⋅ 12
Portanto: P(E1 ) =
1
. de se retirar duas bolas, isto é: n(S) = = = 78.
6 2 2!
5 Observação:
Portanto: P(E) = . Se os eventos forem mutuamente exclusivos, isto é,
39
E1 ∩ E2 = f, então P(E1 ∪ E2) = P(E1) + P(E2).
7 De um baralho de 52 cartas, são retiradas quatro
cartas aleatoriamente, sem reposição. Qual a proba-
bilidade de se obter(em): Exercícios resolvidos
a) uma quadra?
b) quatro cartas do mesmo naipe?
8 Dois dados são lançados simultaneamente. Determi-
Resolução: ne a probabilidade de a soma das faces ser 8 ou um
número primo.
Tem-se:
52 Resolução:
n(S) = = 270 725
4 Sejam os eventos:
a) E: sair quadra (4 símbolos iguais, um de cada naipe). E1: a soma das faces é 8;
n(E) = 13 (existem treze quadras no baralho), então: E2: a soma das faces é um número primo.
n(E) 13 Então, tem-se: n(S) = 36 e E1 = {(2, 6), (6, 2), (3, 5), (5, 3),
P(E) = ⇒ P(E) =
n(S) 270725 (4, 4)} ⇒ n(E1) = 5.
E2 = {(1, 1), (1, 2), (1, 4), (1, 6), (2, 1), (2, 3), (2, 5), (3, 2), (3, 4),
Portanto: P(E) ≅ 0,0048%.
b) E1: sair quatro cartas do mesmo naipe. (4, 1), (4, 3), (5, 2), (5, 6), (6, 1), (6, 5)} ⇒ n(E2) = 15.
Tem-se: Calculando as probabilidades, temos:
C13, 4 maneiras de se tirar 4 cartas de espadas, n(E1 ) 5
C13, 4 maneiras de se tirar 4 cartas de copas, P(E1 ) = ⇒ P(E1 ) = e
n(S) 36
C13, 4 maneiras de se tirar 4 cartas de paus,
C13, 4 maneiras de se tirar 4 cartas de ouros. n(E2 ) 15
Existem, então: P(E2 ) = ⇒ P(E2 ) =
n(S) 36
C13, 4 + C13, 4 + C13, 4 + C13, 4 = 4C13, 4
maneiras de se tirar 4 cartas de cada naipe.
Então:
C13,4
Portanto: P(E1 ) = 4 . P(E1 ∪ E2) = P(E1) + P(E2)
C52,4
5 15 20
P(E1 ∪ E2) = + ⇒ P(E1 ∪ E2 ) =
36 36 36
Probabilidade da união de dois eventos Portanto:
Sejam E1 e E2 eventos quaisquer de um espaço amos- 5
P(E1 ∪ E2 ) = (observar que E1 ∩ E2 = f)
tral S. Então, pode-se escrever: 9
P(E1 ∪ E2) = P(E1 ) + P(E2) – P(E1 ∩ E2)
9 Uma carta é retirada de um baralho de 52 cartas. De-
Demonstração: termine a probabilidade de ela ser:
Pela teoria dos conjuntos, sabe-se que: a) uma dama ou uma carta de copas.
b) vermelha ou ser figura.
E1 E2
Resolução:
a) Sejam os eventos:
FRENTE 1
21
Tem-se as seguintes probabilidades: Resolução:
n(E1 ) 4 Tem-se n(S) = 10.
P(E1 ) = ⇒ P(E1 ) = ;
n(S) 52 a) Seja o evento E: sair bola vermelha ⇒ n(E) = 3.
3
n(E2 ) 13 Então: P(E) = .
P(E2 ) = ⇒ P(E2 ) = e 10
n(S) 52
b) Seja E: não sair bola vermelha (evento complementar
n(E1 ∩ E2 ) 1 do evento E).
P(E1 ∩ E2 ) = ⇒ P(E1 ∩ E2 ) =
n(S) 52 Como P(E) + P ( E ) = 1.
Aplicando-se o conceito de probabilidade da união 3
Então: P ( E ) = 1 − P(E) ⇒ P ( E ) = 1 − .
de eventos, temos: 10
7
Portanto: P ( E ) = .
P(E1 ∪ E2) = P(E1) + P(E2) – P(E1 ∩ E2) 10
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