Preliminares
Comportamento sexual pré-copulatório
O ato sexual é importante para o casal, pois promove conexão,
prazer, cumplicidade e uma série de benefícios físicos, emocionais,
biológicos e até espirituais, que muitas vezes ultrapassam os limites do
entendimento humano.
No entanto, o maior erro de muitos casais, especialmente dos
homens, é acreditar que o sexo se resume à penetração e, a partir disso,
conduzir toda a relação sexual de forma apressada, culminando em poucos
minutos. Isso não significa que muitas mulheres também não ajam assim;
porém, a negligência em relação a uma boa preliminar acaba se tornando
uma perda de oportunidade, impedindo que o ato sexual seja prolongado
e vivido em uma dimensão muito mais prazerosa.
Embora o homem geralmente manifeste uma resposta sexual
predominantemente visual, enquanto a mulher tende a responder de
forma mais auditiva e emocional, ambos apresentam um ponto em comum
em sua experiência sexual, que ocorre na questão dos “Sinais naturais de
atração do corpo humano”. Não é necessário ser um astro de Hollywood;
porém, aspectos básicos como boa higiene, capacidade de sedução,
dedicação e, sobretudo, amor são elementos essenciais que devem ser
observados para uma experiência sexual satisfatória.”
Profissionais que atuam na terapia de casais observam, com
frequência, relatos de mulheres que não conseguem alcançar o orgasmo
durante a relação sexual com seus parceiros. Em situações ainda mais
complexas, há casos de mulheres que, mesmo após muitos anos de
casamento, jamais vivenciaram a experiência do orgasmo, revelando um
quadro de profunda desconexão sexual e emociona. Estamos diante de
uma situação séria que deve ser analisada com minucia, e logo após nortear
os casais que se encontram nesse labirinto de desencontro.
Todavia, é imprescindível que o cônjuge em falta reconheça suas
próprias limitações e busque auxílio; iniciando pela reflexão proposta neste
artigo e, em seguida, por meio de um diálogo franco, sem censuras, com o
parceiro. Caso não haja uma resposta sensível e transformadora, torna-se
essencial procurar ajuda profissional, seja de um psicólogo, psicanalista ou
terapeuta de casais, a fim de restaurar aquilo que a relação já não consegue
sustentar nas suas limitações. Não há vergonha alguma em errar em
determinadas áreas da vida; a verdadeira desonra surge quando se
permanece no erro, recusando-se a buscar orientação nas fontes legítimas
de conhecimento que iluminam o caminho para uma vivência sexual mais
saudável, correta e prazerosa.
“Lamentavelmente, muitas pessoas se escondem quando o assunto
envolve seus sentimentos mais íntimos. Acabam negligenciando tudo,
inclusive o diálogo com o próprio parceiro, por medo de serem censuradas
ou rotuladas como perversas. Assim, buscam compensar suas limitações no
universo da pornografia, acreditando que ali encontrarão algum tipo de
aprendizado benéfico. No entanto, acabam se envolvendo em um
emaranhado de conflitos e realidades distorcidas, muitas vezes de natureza
degradante, fazendo com que o segundo estágio se torne pior que o
primeiro. E, quando algo desaba dentro dessa configuração frágil, o caos se
manifesta.
A sexualidade humana é, em essência, uma manifestação simples e
acessível a todos. Não é necessário um curso ou grande aprimoramento
técnico; basta que o casal se entregue de corpo e alma, permitindo que o
encontro flua naturalmente. Há, porém, algumas exceções — situações
marcadas por dor, enfermidade ou atos que ferem a ordem pública. Sobre
isso, pouco precisa ser dito, pois a experiência sexual é um campo próprio
de adultos, conscientes do que é nocivo, ilícito ou moralmente degradante
para si e para o outros.
As preliminares são as grandes responsáveis por determinar a
intensidade do prazer durante o ato sexual, conduzindo o casal a um
orgasmo capaz de tirar o fôlego daqueles que se dedicam à arte do amor.
Porém, para os que as negligenciam, as consequências costumam ser
inevitáveis: prazer reduzido, desgaste emocional e, em muitos casos, o
início de um afastamento que pode culminar na separação.”
Há uma frase pejorativa que diz: ‘Buscamos fora aquilo que não
encontramos em casa’. Não se trata de uma justificativa honrosa para a
infidelidade conjugal; ainda assim, carrega certo fundo de verdade. A
negligência emocional pode abrir precedentes perigosos e fragilizar o
indivíduo, que, por sua própria natureza humana, é passível de falhas e
limitações.
Imagine um dos cônjuges que passa o dia inteiro abrasado de amor,
desejando entrega e conexão, e recebe em troca apenas indiferença ou dois
miseráveis minutos de sexo; vivendo constantemente subjugado a um
universo de abandono emocional. Em certo momento, cruza o caminho de
alguém dedicado, sedutor, que promete e entrega muito além do esperado.
Inevitavelmente, surge algo atípico e tentador, abrindo uma possibilidade
real de entrega aos braços de um estranho que, por contraste, torna-se
quase singular. Dessa forma quando o estranho entra na intimidade da
vítima, é algo avassalador que promove emoções prazerosa, um evento
que, na maioria das vezes, leva ao colapso do casamento, sobretudo
quando o amante deseja assumir a relação.
O sexo entre o casal não é uma arena olímpica, onde corpos se
enfrentam em busca de um troféu que apenas um pode erguer. É, antes,
um jardim secreto, onde dois corações se encontram para ofertar prazer
um ao outro. Quando esse movimento natural floresce, ambos bebem das
mesmas águas de encanto, desfrutando dos deleites profundos que a
sexualidade humana, em sua forma mais bela, é capaz de revelar.
Resumo Analítico
1. Comportamento sexual pré-copulatório
Termo utilizado em sexologia para designar todas as ações que antecedem a penetração, englobando interação
emocional, contato físico e sinais de disponibilidade sexual.
2. Estimulação sexual não coital
“Não coital” significa “sem penetração”. Refere-se a estímulos como toques, beijos, carícias, massagens e outras
formas de interação erótica.
3. Atividade sexual prévia
Expressão clínica que se refere ao conjunto de práticas de aquecimento sexual que precedem o ato sexual
propriamente dito, favorecendo intimidade e resposta fisiológica.
4. Excitação sexual progressiva
Processo gradual de aumento da resposta sexual, envolvendo mudanças fisiológicas (como vasodilatação e
sensibilidade aumentada) e psicológicas (como desejo e conexão emocional).
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Robson Colaço de Lucena
Terapeuta/Sexologo
Projeto: Terapia no Amor
Clínica da Alma