Estado Civil: Minha situação, de acordo com a legislação. Solteiro, casado, divorciado ou viúvo.
Característica da personalidade. 4 modalidades: nacional (nato ou naturalizado) ou estrangeiro. Previsto
na CF/88 art. 12 Natos é: Os pais estrangeiros, passando pelo país e a mãe estanho gravida, tem seu
filho em solo brasileiro, o seu filho é brasileiro. Porque eles não estavam a serviço do país natural. b) Os
pais brasileiros em outro país a serviço do próprio e, a mão gravida acaba tendo o filho em solo
americano, o filho não tem nacionalidade do mais que nasceu, mas sim as dos pais que são brasileiros.
c) Dupla nacionalidade, ao atingir a maioridade, pode escolher qual nacionalidade deseja utilizar. Cabe
as pessoas que tem duas nacionalidades. Naturalizados: É o estrangeiro que, após preencher os
requisitos da lei, se naturaliza brasileiro. Art. 95 da L. 6815/80: se temos estrangeiros no Brasil, da
mesma formar que temos direitos à segurança pública eles também vão ter. Portugueses com moradia
permanente no país, terão os mesmos direitos iguais os brasileiros. Art. 12 da CF/88.
O estrangeiro não pode ter alguns cargos por segurança: presidente, ministro, oficial das forças armadas.
Estado Profissional: Se refere a atuação econômica da pessoa. Ex.:
funcionário público, empregado, empregadores. Estado individual:
São particulares que vão influenciar a capacidade civil da pessoa.
Relação relacionada a minha imagem, mulher, idade, sexo, cor.
Estado familiar: indica a minha situação na família, em elação de
matrimonio (solteiro, casado, viúvo, divorciado) também teremos os
parentescos.
Indivisibilidade: assim como não se pode ter mais de uma
personalidade, também não será possível ter mais de um estado. uno
e indivisível: portanto ninguém pode ser simultaneamente casado e
solteiro, maior e menor, brasileiro e estrangeiro (exceto a obtenção
de dupla nacionalidade) Indisponibilidade: o estado civil por ser um
reflexo de nossa personalidade constitui relação fora de comércio,
assim é inalienável e irrenunciável. Ou seja, não pode ser vendido,
renunciado ou negociado. O estado civil tem indisponibilidade.
Imprescritibilidade: não se pode e nem se admite o estado pela
prescrição; O estado é elemento integrante da personalidade,
portanto nasce com a pessoa e com ela desaparece. Por isso as ações
de estado são imprescritíveis, assim se por um lado não se perde um
estado pela prescrição, por outro não se pode obtê-lo por usucapião.
Ou seja, a pessoa foi divorciada e só perderá esse título após se casar
novamente ou morrer.
Domicílio da pessoa natural: é o local onde ela mora definitivo,
estabelece a sua residência e o centro principal de sua atividade.
Roberto Gonçalves, pode ser simplesmente o local onde o indivíduo
responde por suas obrigações, ou o local em que estabelece a sede
principal de sua residência e de seus negócios. Pela regra do art. 70,
o domicílio da pessoa natural é o local de sua residência
Dois elementos: objetivo: é a minha casa fixa. Subjetivo: a intenção
de ficar (a vontade) O domicílio é uma situação jurídica, enquanto a
residência é um simples elemento de fato. Não se deve confundir
residência com moradia ou habitação – pois nem sempre o local onde
a pessoa é eventualmente encontrada não correspondendo sempre a
sua residência ou domicílio. Ex.: uma casa de praia ou de campo ou
um hotel , o lugar onde desenvolve a profissão como domicílio, se ele
tiver domicílios prurimos qualquer deles poder ser considerado.
Domicílio aparente: (aquele que cria aparências de domicílio num
lugar pode ser considerado pelo terceiro como tendo aí seu
verdadeiro domicílio) – art. 73 CC. Ex.: parque, ciganos, andarilhos. As
pessoas podem mudar de domicílio – mas não basta apenas a troca
de endereços – tem que ter a intenção manifesta de o mudar; (art.
74, CC)
Espécie de domicílio: o primeiro domicílio de origem é aquele que
você nasce e é dos seus pais. Pode ser também: Voluntário geral ou
comum – escolhido livremente, e depende da vontade exclusiva do
interessado – neste caso qualquer um que não esteja sujeito ao
domicílio necessário – poderá livremente estabelecer sua residência
com ânimo definitivo em qualquer local - assim como poderá mudar
sempre que lhe convier (74, CC);
Domicílio especial: é aquele fixado com base num contrato
chamado de foro contratual ou de eleição – ou seja contrato
(conforme 78 CC), e de eleição (conforme o art. 62 e 63 CPC/2015)
O primeiro (contrato), seria o local especificado para cumprimento
das obrigações resultantes dele – já o foro de eleição, seria o local
escolhido entre as partes para propositura de ações referentes as
obrigações e direitos recíprocos;
a primeira versa sobre a possibilidade de a parte favorecida renunciar
ao benefício e ajuizar ação no foro de domicílio do réu – a
jurisprudência tem decidido que a eleição de foro não impede que o
credor prefira ajuizar ação no foro do domicílio do devedor quando
diferente daquele. A segunda questão é a não admissão do foro de
eleição nos contratos de adesão, exceto se houver demonstração de
não prejuízo ao aderente.
O STJ, tem declarado ineficaz a cláusula de eleição de foro nos
contratos de adesão quando: Constitui um obstáculo à parte aderente
a ponto de dificultar o comparecimento deste em juízo. Abusiva,
resultando especial dificuldade para a outra parte. se o outro
contratante, presumivelmente não pôde discutir cláusula
microscopicamente impressa de eleição de foro;
O STJ também considera que o art. 51, IV do CDC declara nulo de
pleno direito a cláusula abusiva que coloque o consumidor em
desvantagem exagerada, ou seja incompatível com a boa-fé e a
equidade
Domicílio necessário ou legal: determinado pela lei, por condição
ou situações de certas pessoas – assim não há uma liberdade de
escolha; determina o art. 76 :Têm domicílio necessário o incapaz, o
servidor público, o militar, o marítimo e o preso. se um indivíduo
domiciliado em cidade contígua a Fortaleza for aprovado em
concurso nesta realizado e se tornar servidor público, mas conservar
o domicílio familiar perderá automaticamente o domicílio que possuía
antes? não, terá na realidade dois domicílios ou domicílios prurimos
podendo ser procurado em qualquer um deles mas existem outros
domicílios necessário: o de cada cônjuge será do casal (1.569), o
agente diplomático que alegar extraterritorialidade será demandado
no DF ou no ultimo local do território brasileiro onde esteve (77).
Domicilio da pessoa jurídica: Seu domicílio é a sua sede jurídica -
local onde responderá pelos direitos e deveres assumidos (art. 75 CC)
A súmula 363 STF: “a pessoa jurídica de direito privado pode ser
demandada no domicílio da agência ou estabelecimento em que se
praticou o ato”; Também e admitido a pluralidade de domicílio das
entidades conforme § 1º, 75, CC: “Tendo a pessoa jurídica diversos
estabelecimentos em lugares diferentes, cada um deles será
considerado domicílio para os atos nele praticados” Se a
administração, ou diretoria, tiver a sede no estrangeiro, haver-se-á
por domicílio da pessoa jurídica, no tocante às obrigações contraídas
por cada uma das suas agências, o lugar do estabelecimento, sito no
Brasil, a que ela corresponder.(§ 2º, art. 75) Já as pessoas jurídicas de
direito público interno possuem domicílio na sede de seu governo, o
domicilio da União (é no DF), dos Estados e Territórios (respectivas
capitais), e Município (local onde funciona a administração municipal
Direitos da personalidade: Está presente no art. 5º, X da CF/88:
“são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das
pessoas, assegurando o direito a indenização pelo dano material ou
moral decorrente de sua violação”. duas categorias: inatos (como o
direito à vida e a integridade física e moral) e os adquiridos (que
decorrem do status individual e existem na extensão da disciplina que
lhes foi conferida pelo direito positivo); art. 11 do CC
Intransmissibilidade e irrenunciabilidade: trata sobre a
indisponibilidade dos direitos da personalidade – o titular não pode
dispor, transmitir a terceiros, renunciar o seu uso, abandonar tendo
em vista que nascem e se extinguem com eles. Ex.: ninguém poderá
desfrutar em nome de outrem bens como a vida, a honra, a liberdade
etc. Mas alguns atributos permitem a comercialização como a
imagem, como retribuição pecuniária – pode-se autorizar
contratualmente a edição de obras literárias e outras criações
intelectuais – permite-se também a cessão gratuita do corpo humano
para fins altruísticos e terapêuticos; assim os direitos da
personalidade não é absoluto e sim relativo – podendo – se exigir a
reparação pecuniária em caso de ofensa transmitindo-se aos
sucessores (943, CC), e é entendimento do STJ
Absolutismo: esse caráter é em consequência de sua oponibilidade
“erga omnes” – impõe a todos respeitos e é inerente a toda pessoa.
Não limitação: o número de direitos da personalidade é ilimitado –
apesar do CC ter feito referência a apenas alguns, é apenas um rol
exemplificativo; ex.: o direito a alimentos, planejamento familiar,
meio ambiente ecológico, culto religioso, liberdade de pensamento
etc.
Não limitação: o número de direitos da personalidade é ilimitado –
apesar do CC ter feito referência a apenas alguns, é apenas um rol
exemplificativo; ex.: o direito a alimentos, planejamento familiar,
meio ambiente ecológico, culto religioso, liberdade de pensamento
etc.
Imprescritibilidade – muito citado pela doutrina, tendo em vista
que os direitos da personalidade não se extinguirem pelo uso ou
decurso do tempo, nem por não os defender (inércia); mas o dano
moral e a reparação deste que visa a satisfação de um bem jurídico
extrapatrimonial decorrentes do direito da personalidade – a sua
reparação está sujeita a prazos prescricionais estabelecidos em lei –
pelo caráter patrimonial. Impenhorabilidade: se são inerentes a
pessoa humana e dela inseparáveis portanto não podem ser
penhorados – mas no caso dos direitos relativos, como direito autoral
que é pecuniário podem ser penhorados.
Não sujeição a desapropriação: os direitos da personalidade
inatos não são suscetíveis a desapropriação por estarem ligados a
pessoa humana – não podendo dela serem tirados contra a sua
vontade, e nem o seu exercício sofrer limitação voluntária (art. 11,
CC). Vitaliciedade: os direitos da personalidade inatos são
adquiridos no instante da concepção e acompanham a pessoa até a
morte - mas mesmo após a morte alguns desses direitos são
respeitados. Art. 12
Da proteção ao direito da personalidade regulado no CCC ele
disciplina: atos de disposição do próprio corpo (arts. 13 e 14), (13)
não é permitido se não for exigido pela exigência médica, mas no 14
é permitido em casos de transplantes, caso os representantes
aceitem. tratamento médico de risco (art. 15): diz que não podemos
ser constrangidos a submeter-se com risco de vida. Agora, em caso
de urgência, o médico pode atual sem a autorização do paciente. o
direito ao nome e ao pseudônimo (arts. 16 a 19). a proteção à
palavra e à imagem (art. 20) a palavra é proteção contra divulgação
não autorizada de escritos e a transmissão da voz indevida da
pessoa. Imagem uso da foto da pessoa em publicidades sem
autorização. e a proteção à intimidade (art. 21). Quando viola a vida
privada da pessoa natural e serão tomadas as medidas cabíveis.
Também será aplicado proteção a pessoa jurídica no que couber dos
direitos da personalidade (art. 52). O meio de proteção dos direitos da
personalidade vem resguardado no art. 5º, X da CF/88: é assegurado
o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação”. Tais direitos tentam resguardar a dignidade da pessoa
humana por meio de medidas judiciais adequadas que deverão ser
ajuizadas pelo ofendido ou pelo lesado indireto. podem ser de
natureza preventiva (cautelar, objetivando suspender os atos que
ofendam a integridade física, intelectual e moral – ajuizando em
seguida a ação principal, ou de natureza cominatória (arts. 497 a 500,
536 e 537 NCPC)